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Sebos virtuais são uma opção prática para o leitor

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Foto: DINO

Foto: DINO

 

Publicado no Terra

Depois de uma leitura e talvez uma releitura, possivelmente o livro vai ficar encostado em uma estante apenas acumulando espaço. Uma alternativa seria a venda do produto para um cliente interessado. E isso pode ser feito sem sair de casa por meio do sebo virtual, o nicho de mercado ainda não explorado mas extremamente interessante.

Qual a real diferença entre o livro novo e usado? O conteúdo é o mesmo. E alguns donos são tão conservadores que até plastificam para garantir a originalidade da capa e nem ao menos escrevem seu nome para manter a obra com estado de novo. Foi pensando nisso que o mercado do sebo (um dos mais antigos na venda de livros no Brasil) se tornou tão procurado nos últimos tempos.

Os principais atrativos de uma compra no sebo de obras escritas é o preço baixo. Segundo pesquisa realizada pela Folha de São Paulo em 2015, mais de 25% dos universitários resolveram partir para a compra de livros de segunda mão em algum livreiro online ou em sua cidade.

Comprar livros usados também é uma vantagem quando falamos da categoria material escolar. Pode representar uma economia de mais de 30% no total da lista de compras obrigatório para os pais. Também pode gerar uma nova renda para compra das edições seguintes quando o estudante passa de ano.

Livraria virtual de usados é uma ótima dica para encontrar a obras raras

Algumas obras não são tão fáceis de encontrar no mercado. Títulos de estudo são raros e com custos elevados em sua nova edição, muitas vezes não modificando nada ao longo de suas edições, apenas a capa. Juliana Nogueira, estudante de história, passou meses peregrinando por livrarias em busca de alguns títulos para seu projeto de pesquisa na universidade.

“Quando me falaram dos sebos virtuais, meu projeto ficou muito mais fácil. Não precisava sair toda semana para saber se alguém tinha deixado meu livro para venda em alguma feira ou loja de livros usados”, conta a estudante. Depois que conheceu a plataforma de um sebo virtual de obras antigas não parou mais de comprar.

Muitos dos vendedores colocam obras raras à disposição porque não tem espaço ou não necessitam mais aquele tipo de leitura. Não é difícil encontrar livros esgotados nas editoras à venda em livraria virtual que já não são mais de apreciação dos seus donos.

Sebo online é uma forma de negócio também

Quem possui livros em casa sem uso e deseja ganhar dinheiro com eles, pode anunciar em um sebo online. Há muitos bons sites prestando serviços deste tipo que permitem fechar negócio apenas utilizando a Internet. O Livreiro Online é um deles.

O site é uma grande loja de compras com ponto de encontro entre compradores e vendedores de livros usados. Ao realizar o cadastro qualquer cliente pode anunciar um livro e esperar o aviso no seu e-mail de um interessado. A negociação é feita através da plataforma, mas é de inteira responsabilidade do vendedor fazer a entrega, que pode anunciar o preço do frete ou dispensar o valor da taxa de entrega se achar necessário de acordo com o endereço do cliente.

E existe mercado para todo tipo de cliente. De literatura brasileira a livros de ficção científica, todos os dias surgem interessados na plataforma virtual buscando algum produto. No Livreiro Online é só anunciar e esperar a procura para fechar a venda.
Outros pontos fortes para entrar no mercado do sebo virtual é a possibilidade de renovar a biblioteca. Se a obra não vai ser mais lida, por que acumular? Pode dar a oportunidade a um novo leitor e ainda arrecadar uma verba para novas compras.

Por: Keslley Cremonezi

Professora é a 1ª surda a defender o doutorado no Estado de São Paulo

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Banca foi realizada na tarde desta quinta-feira na UFSCar, em São Carlos.
Apresentação contou com videoconferência e diversos intérpretes de Libras.

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Publicado no G1

A professora Mariana de Lima Isaac Leandro Campos se tornou nesta quinta-feira (27) a primeira pessoa surda a defender o doutorado no Estado de São Paulo, segundo a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde ocorreu a banca.

“Me sinto aliviada e também sinto a responsabilidade como representante do povo surdo”, contou por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras). “É um momento de mostrar a capacidade do surdo, me sinto um modelo mostrando que é possível estudar”.

Professora da disciplina “introdução à Língua Brasileira de Sinais” na universidade, Mariana defendeu a tese “O processo de ensino-aprendizagem de Libras por meio do Moodle da UAB-UFSCar” e contou com três bancas: uma de avaliadoras presenciais, uma virtual e outra de intérpretes. Ela foi aprovada.

As professoras Ana Cláudia Balieiro Lodi, Cláudia Raimundo Reyes, Isamara Alves Carvalhoa e a orientadora, Cristina Broglia Feitosa de Lacerda, compuseram a banca tradicional. Do outro lado da tela, por videoconferência com interpretação para o português, a docente Marianne Rossi Stumpf, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que também é surda, completou o quadro. E, responsáveis por fazer a ponte entre o português e a Libras, estavam os intérpretes Vinícius Nascimento, Samantha Daroque, Lara dos Santos, Diléia Martins, Sarah Diniz e Joyce Cristina Souza Almeida, integrantes do grupo de pesquisa Surdez e Abordagem Bilíngue e amigos de Mariana.

Pesquisa
No estudo, orientado pela pesquisadora Cristina Broglia Feitosa de Lacerda, foram analisadas as ferramentas disponibilizadas para o ensino de língua no ambiente virtual e como alunos, tutores e docentes dos cursos de pedagogia e educação musical a distância percebiam esse aprendizado.

Como conclusão, notou, entre outros pontos, que ferramentas como os chats precisam ser melhoradas, a necessidade de encontros presenciais dos alunos para o uso da Libras e também a importância de mais espaço para o ensino da língua junto aos futuros professores.

“Minha tese me deu muita segurança de entender esse aluno, agora posso voltar para o ambiente virtual e lutar para estender a carga horária da disciplina”.

Primeiros anos
Mãe de Mariana, a médica Myriam de Lima Isaac contou que teve rubéola quando estava no primeiro mês da gestação e que a filha foi diagnosticada com perda profunda da audição quando completou oito meses de vida.

Na época, as cirurgias e aparelhos não estavam tão desenvolvidos e, com orientação da fonoaudióloga Regina Sampaio e do professor Mauro Spinelli, Myriam começou a buscar recursos para que Mariana aprendesse a se comunicar. “Quando soube da perda, minha preocupação foi ‘o que vou fazer para que ela tenha um bom aprendizado?’”.

Ainda pequena, Mariana foi exposta à comunicação total, aprendeu português e Libras. “Ela é bilíngue”, resumiu Myriam, contando que, na família, nem todos usam a língua de sinais. “Nos comunicamos por leitura orofacial e pela fala, ela não é muda”.

Nascida em Ribeirão Preto, a pesquisadora sempre estudou em escolas regulares – era a única estudante surda do colégio – e contou com a receptividade da direção e do corpo docente. “A direção permitia que a fonoaudióloga fosse orientar os professores”, lembrou Myriam. “Isso é um fator muito importante, ela sempre foi incluída onde estudou e isso é fundamental”, completou a mãe, que não escondeu o orgulho do percurso percorrido.

“A defesa é o fechamento de uma jornada cheia de trabalho dela, de determinação, vontade, metas, disciplina. Tenho orgulho, é um avanço para a educação de outros surdos por mostrar que são capazes”.

Faculdade
Mariana é graduada em ciência da computação, mas optou por mudar de rumo. “Achava que ia ficar só no computador, mas estava enganada. Comecei a trabalhar e ter limitações, precisava falar, ficava muito tensa em reuniões. Pensava: ‘Como será? Como vou viver tensa?’. Aí comecei a migrar para a educação”, explicou.

Ela fez o mestrado em Santa Catarina, passou em um concurso em São Carlos e, desde então, viu o espaço para Libras na universidade crescer. “A língua foi reconhecida por lei em 2002”, explicou Diléia. Com isso, começaram a surgir cursos e oportunidades.

Mas ainda há muito a construir, segundo Mariana. “Estamos vivendo um momento político. Há grupos que apóiam o ensino bilíngue e grupos a favor da inclusão, são abordagens diferentes. É importante ter o bilíngue e depois, a partir do 5º ano do ensino fundamental, ter o ensino regular. Gostaria muito que fosse assim, a criança precisa aprender na sua língua”, defendeu.

Bullying virtual gera medo real na escola, mostra estudo

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Publicado por Blog do Jairo Bouer

1Um estudo feito nos EUA mostra que o cyberbullying faz com que estudantes tenham medo de ir para a escola. Isso significa que as agressões que ocorrem “online” acabam tendo consequências na vida “offline”.

Pesquisas vêm mostrando que o bullying, tanto real quanto virtual, pode ter um impacto bastante negativo para as vítimas, como problemas de autoestima, insegurança, baixo desempenho acadêmico, depressão, ansiedade e até ideação suicida.

O atual trabalho, feito por pesquisadores da Universidade Sam Houston State, no Texas, contou com 3.500 alunos de 12 a 18 anos de diferentes partes do país, que responderam a questionários sobre o tema.

Cerca de 7% deles relataram ter sofrido cyberbullying alguma vez na vida, enquanto 29% já tinham vivenciado o bullying tradicional. Embora as agressões reais ainda sejam mais frequentes, a tendência, como mostra o estudo, é que o mundo virtual interfira cada vez mais na vida das pessoas.

Os resultados foram publicados na revista “Security”, que reúne artigos científicos sobre crimes na internet. Pessoas que são vítimas de cyberbullying, no Brasil, podem buscar orientação no site SaferNet (www.safernet.org.br).

Nuvem de Livros expandirá biblioteca virtual à América Latina

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Publicado na Info Online

A biblioteca virtual Nuvem de Livros ganhará sua versão em espanhol em meados de 2014 no México, na Colômbia, no Peru e no Chile, anunciou nesta sexta-feira o fundador e presidente do grupo Gol Mobile, Jonas Suassuna, durante a Campus Party Brasil que finalizou hoje sua sétima edição em São Paulo.

Durante a apresentação da Nuvem na Campus Party, Suassuna delineou o crescimento da plataforma digital para tablets, telefones celulares e computadores que pretende chegar com baixo custo e literatura e ciência às crianças das escolas públicas e privadas.

“A qualificação profissional é um dos requisitos do mundo atual. Estamos no caminho do crescimento tanto no Brasil como em outros países da América Latina e o conhecimento é o caminho para entrar no mundo de melhores empregos e melhor qualidade de vida”, disse Suassuna.

O Grupo Gol, proprietário da Nuvem de Livros, desembarcará nos quatro países latino-americanos com mais de 3.000 títulos e o arquivo da Biblioteca Miguel de Cervantes, no marco de um acordo já em funcionamento na Espanha com a empresa Telefônica.

No Brasil, a plataforma que atua em telefones da operadora Vivo, pretende preencher o vazio da falta de bibliotecas nas escolas públicas e outorgar uma plataforma de nuvem, sem downloads, para leitores em geral.

A Nuvem de Livros tem também o conteúdo informativo da Agência Efe.

Chega ao Brasil plataforma que transforma leitura em mídia social

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The Copia usa ferramentas de compartilhamento e interação social e quer mudar a forma como as pessoas adquirem livros e comentam sobre o que leram

Cauê Fabiano, na UOL

“Ler era um processo passivo e solitário. A geração de hoje enxerga como algo social, interativo As pessoas querem comentar, falar sobre isso, até mesmo antes de ler”, explicou o CEO do DMC Group, Andrew Lowinger, que conversou com os visitantes da 22a Bienal do Livro de São Paulo sobre uma plataforma da empresa chamada The Copia, que promete “reimaginar o ato da leitura”.

Fundada pelo pai de Lowinger, o DMC Group possui um longo currículo que Andrew insistiu em definir como revolução tecnológica. Com o início das operações, há 61 anos, a companhia passou pelos transistores, pela fabricação de semicondutores, viu o começo do mercado de computadores e chegou a fabricar relógios e instrumentos de contagem.

“Novas tecnologias chegam como uma revolução, uma mudança no status quo”, definiu o executivo. E o caminho apresentado no evento é voltado para a educação, que precisa se adequar melhor às gerações atuais, segundo ele.

The Copia é uma plataforma aberta que cria uma comunidade virtual que oferece não só vendas de livros digitais, mas também apresenta ferramentas para que as pessoas possam interagir, discutir as obras, trocar conhecimentos, e criar grupos de discussão, entre outras coisas. “Uma experiência de leitura social”, definiu o executivo. “Navegar por milhares de livros a partir do seu dispositivo [seja desktop ou tablet] – essa não é a revolução, mas sim como essa geração consome conteúdo.”

“Não é simplesmente pegar o papel e colocá-lo num dispositivo digital. Se você não pode interagir, precisamos mudar isso, e transformar em uma experiência social”, declarou. Para explicar isso, Lowinger desmembrou o produto, idealizado há três anos, e que já foi adotado em mais de mil universidades americanas.

Dentro da plataforma, é possível criar grupos para que as pessoas interajam entre si, compartilhem recomendações com amigos ou desconhecidos e enviem mensagens. Há também uma biblioteca com as obras que podem ser adquiridas, e, de acordo com Andrew, esses títulos representam seus interesses e tornam-se pontos de uma conversa, “uma oportunidade de se engajar”. Um recurso muito interessante são as anotações, que funcionam como uma espécie de “marginália digital” – os comentários podem ser visualizados pelos amigos e discutidos. “Você não precisa mais ler sozinho”, enfatizou o CEO.
Parceria brasileira
Um dos anúncios mais importantes a respeito da plataforma é a parceria com o Submarino Digital Club, que utiliza o The Copia em seu site, assim como seus outros recursos. Os usuários podem fazer uma conta gratuita, adquirir seus livros, compartilhar informações com seus colegas, entre outros. O ponto mais importante é a livraria digital, com milhares de títulos à disposição “para para serem compartilhados, discutidos e lidos”, de acordo com a empresa.

A interface do site é totalmente em português, ponto importante destacado pelo executivo, lembrando que a empresa apenas cuida da parte de inteligência e tecnologia, mas que a experiência do usuário precisa ser em sua língua nativa – apesar de alguns problemas com acentuação, principalmente na seção de ajuda do site.
Usuários que estejam na Bienal e tenham cadastro no Submarino Digital Club podem ganhar alguns livros digitais gratuitos ao vistar o stand da empresa na feira. Há títulos como “O seminarista” de Rubem Fonseca, “Os homens que não amavam as mulheres” de Stieg Larsson, “1822” de Laurentino Gomes, entre outros. Há mais informações sobre a promoção no site do serviço.

Mudar formas de aprendizado e ensinoCitando o fato de que a plataforma é utilizada em mais de mil colégios norte-americanos, e que o The Copia é o parceiro recomendado pela Australian Publishing Association, Lowinger falou sobre a missão do Copia EDU, que tem como objetivo “mudar a maneira como as pessoas aprendem e ensinam”. Conforme explicado pelo executivo, a plataforma pode permitir que o relacionamento entre docentes e discentes seja levada para o digital, que os comentários, observações e informações possam ser compartilhadas de uma maneira totalmente digital, com professores e alunos se comunicando e interagindo ativamente. “Todo o processo de aprendizado muda”, apontou Andrew.

A transposição do analógico para o digital é assunto importante, ainda mais para uma empresa com um longo histórico como o DMC Group. Ao dissertar sobre o mercado editorial, e sublinhar sobre um receio da indústria de que esse segmento não consegue produzir margens, crescimento ou lucro, Andew foi enfático e declarou que “a revolução digital veio para ficar”, e que ela precisa ser levada muito a sério pelas companhias. Para exemplificar o alerta, citou a Kodak que, a seu ver, “não levou o digital a sério” – a multinacional, que fez história no ramo da fotografia, pediu concordata no início do ano, exatamente por não se adaptar ao mundo digital e atualmente briga para não falir.

 

 

dica da Judith Almeida

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