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Netflix anuncia série sobrenatural baseada em livro do Oriente Médio

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Victor Tadeu, no Desencaixados

A inclusão da Netflix é bastante percebida pelos assinantes, é frequente a empresa lançar títulos de outras nacionalidades, saindo um pouco de todo o universo de Hollywood. Com isso, nesta segunda-feira (27) foi revelado para a Variety mais uma produção do Oriente Médio.

Paranormal é o terceiro título dessa cultura que será lançada dentro da plataforma de streaming, inspiradas no autor Ahmed Khaled Tawfik, já falecido, a história será ambienta no Egito onde o protagonista Dr. Refaat Ismail lidará com uma série de eventos sobrenaturais.

O livro que dá origem à série é um best-seller árabe e foi um marco na década de 60. O Egito é uma potência muito forte para as produções árabes, trazendo uma representatividade muito grande ao catálogo.

“Estamos empolgados em continuar nosso investimento em produções do Oriente Médio, adaptando os romances ‘Paranormais’ altamente aclamados em uma nova série emocionante”, disse Kelly Luegenbiehl, vice-presidente de originais internacionais da Netflix , em um comunicado. “Também temos o prazer de colaborar com o proeminente produtor Mohamed Hefzy e o diretor Amr Salama , cuja visão criativa estamos ansiosos para trazer ao nosso público global.”

A série não tem previsão de lançamento e os livros não são publicados no Brasil.

Professor cego e cadeirante inspira alunos: ‘A superação está dentro de cada um’, diz

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Osvaldo Fernando Moreira leciona na rede municipal há 4 meses (Foto: Prefeitura de Rio Claro/Divulgação)

Osvaldo Fernando Moreira leciona na rede municipal há 4 meses (Foto: Prefeitura de Rio Claro/Divulgação)

Síndrome de Devic afetou visão e movimentos das pernas de Osvaldo Fernando Moreira aos 13 anos. Ele leciona em sala do 5º ano de escola municipal de Rio Claro, SP.

Fábio Rodrigues, no G1

Uma doença rara degenerativa tirou a visão e parte dos movimentos das pernas de Osvaldo Fernando Moreira, aos 13 anos, mas não o impediu de sonhar. Formado em pedagogia, o professor de 29 anos inspira alunos do 5º ano do ensino fundamental para quem dá aulas em Rio Claro (SP) desde junho deste ano. “A superação está dentro de cada um”, disse ao G1 neste domingo (15), Dia do Professor.

Moreira é concursado na Escola Municipal Jovelina Morateli, no bairro Mãe Preta, onde sente-se realizado pela profissão que diz ter se apaixonado logo nos primeiros meses da graduação. Para conseguir o que queria, foi preciso muita dedicação, característica que admira em si próprio.

Síndrome de Devic

Moreira nasceu saudável, mas na adolescência foi diagnosticado com a síndrome de Devic, uma doença autoimune que acomete o sistema nervoso central. Em uma semana, perdeu a visão e parte dos movimentos das pernas.

O tratamento começou em 2001 no Centro de Habilitação Princesa Victoria (CHI) onde se aproximou de pessoas com dificuldades semelhantes. Lá aprendeu a se comunicar em braile e logo passou a dar aulas para crianças com deficiência visual e múltiplas deficiências. Seis anos depois, prestou concurso e, em 2008, passou a trabalhar na unidade.

Ao concluir a graduação, Moreira prestou outro concurso para professor da rede municipal de ensino e, em maio deste ano, teve que se desligar do CHI. “Por ter toda uma história de ajuda e recuperação, foi muito difícil a minha saída”, contou.

Primeiro dia de aula foi marcante, disse professor (Foto: Prefeitura de Rio Claro/Divulgação)

Primeiro dia de aula foi marcante, disse professor (Foto: Prefeitura de Rio Claro/Divulgação)

Primeiro dia de aula

O professor lembrou que teve receio em relação ao primeiro dia de aula, pois não sabia o que iria encontrar. Ele não conhecia a escola, os professores, não sabia se o prédio era adaptado e não tinha noção de como seria recebido pelos pais e alunos. A experiência, entretanto, o surpreendeu.

“As crianças são curiosas, perguntaram por que tinha ficado doente, como uma pessoa cega enxerga, como eu fazia em casa. Contei a minha história e elas ficaram surpresas por eu conseguir fazer tantas coisas. Com isso, foi quebrando aquele gelo. No primeiro dia de aula saí muito feliz pela receptividade dos alunos e da escola”, disse.

Segundo Moreira, a Secretaria Municipal de Educação fez algumas melhorias no prédio da escola, como rampas e adaptações no banheiro. As portas largas e sala ampla facilitam a circulação entre os alunos. “Eles vêm, pegam minha cadeira e levam até o lugar deles. Leem a pergunta, a resposta e dou as orientações”, contou.

A professora Ana Cristina de Souza Cruz auxilia o trabalho. “Quando tem explicação na lousa, eu falo e ela escreve. Ela é como se fosse meus olhos e braços. Discutimos e planejamos o conteúdo aplicado, as crianças têm sorte por terem dois professores”, disse ele.

Independência

O professor morava com os pais e três irmãos, mas há quatro anos comprou um apartamento e desde então vive sozinho. No começou a mãe não gostou muito da ideia, mas acabou aceitando com a condição de que ela pudesse cozinhar e fazer outras tarefas.

O acordo durou pouco tempo, pois Moreira aprendeu a fazer feijão, carne de forno, torta, bolo e outras receitas que pega na internet. Ele disse que também limpa a casa e lava roupas.

Escola passou por adaptações para receber professor (Foto: Prefeitura de Rio Claro/Divulgação)

Escola passou por adaptações para receber professor (Foto: Prefeitura de Rio Claro/Divulgação)

Superação

Religioso, o professor disse acreditar que Deus tem um propósito para tudo. “Talvez se eu não ficasse doente, não iria conseguir mostrar para as pessoas que há possibilidade e que não é preciso só reclamar dos problemas. Com a minha história, acabo transformando a vida de algumas pessoas”, disse.

Para ele, superação é uma capacidade do ser humano, basta querer fazer e se esforçar. O professor disse que sempre lembra aos alunos que é preciso correr atrás dos objetivos independentemente da limitação que se tem.

“Aceito a minha condição de ter duas deficiências, mas eu não me conformo porque senão não vou conseguir viver em paz, ser feliz. A ciência está avançada, a gente não sabe o dia de amanhã. Do mesmo jeito que fiquei doente posso recuperar. Eu acho que lamentar e reclamar de um problema não vai fazer com que consiga resolvê-lo, As pessoas têm que tem ter mais ação e força de vontade para seguir frente”, ressaltou.

Estudante com dislexia e paralisia cerebral se forma em história na UnB

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Luiz Garcia pousa com os diplomas de bacharelado e licenciatura em história (Foto: Marília Marques/G1)

Luiz Garcia contou com apoio dos pais e colegas tutores para estudar. Devido à baixa visão, conteúdo de livros era ensinado por áudio. ‘Me sinto realizado’, diz, já mirando no próximo curso.

Marília Marques, no G1

Nem mesmo o diagnóstico de paralisia cerebral, a baixa visão e a limitação motora impediram que o jovem Luiz Garcia, 30 anos, realizasse o sonho de uma graduação. O estudante foi aprovado em duas universidades federais e optou por cursar bacharelado e licenciatura em história na Universidade de Brasília (UnB).

A formatura foi no mês passado. No fim de semana, com o diploma em mãos, o jovem viajou com a família para o estado de São Paulo para mais uma conquista: a cirurgia de córnea que poderá lhe devolver a visão plena.

Em meio aos preparativos para mudança, o estudante recebeu o G1 em sua casa, na Vila Nova, em São Sebastião. Luiz disse que enfrentou desafios durante os cinco anos de formação, mas que “tudo ficou mais fácil” com o apoio dos pais e colegas tutores.

Estudante ao lados dos pais e da fonoaudióloga em solenidade de formatura (Foto: Arquivo pessoal )

Estudante ao lados dos pais e da fonoaudióloga em solenidade de formatura (Foto: Arquivo pessoal )

Devido à dislexia – um transtorno de aprendizagem – e à baixa visão ocasionada pela paralisia cerebral, Luiz tem dificuldades para ler e escrever. Todo o conteúdo foi aprendido na sala de aula, em áudios enviados por amigos e nas apostilas lidas pelos pais, que eram armazenadas em um gravador.

Quando precisou entregar trabalhos, Luiz contou com o apoio do pai para transcrever o que ele ditava. A tecnologia também deu uma mãozinha. “Aprendi a usar o microfone do teclado do celular para redigir textos”, conta.

O estudante atribui a escolha do curso aos bons professores que teve, e ao interesse por disciplinas da área de humanas. Ele diz que ainda pretende cursar jornalismo e no próximo ano vai tentar a aprovação em outra instituição pública – a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Desafios

Como não tem sustentação nas mãos e nas pernas, Luiz se move em cadeira de rodas. O jovem conta, literalmente, com os braços do pai, o autônomo Luís Garcia, para realizar tarefas básicas enquanto está fora de casa, como se alimentar e ir ao banheiro.

Desempregados, pai e mãe do dedicado Luiz decidiram enfrentar o momento de crise com a visão empreendedora. O casal é autônomo e começou a vender marmitas no campus da UnB – uma solução encontrada para gerar renda para família e, ao mesmo tempo, estar perto para atender às necessidades do filho.

Desníveis, buracos e falta de banheiros adaptados à cadeirantes também foram alguns dos obstáculos para acessar as salas de aula no campus da UnB. Em cinco anos de curso, Luiz relata três quedas entre um pavilhão e outro. “Cheguei a ficar dois meses sem ir às aulas”.

Paralisia cerebral

A mãe de Luiz, Rosana Garcia, teve o filho no sexto mês de gestação. Prematuro, ele nasceu de parto normal, com 900 gramas. “Os médicos achavam que ele não ia sobreviver”. Rosana diz que mesmo sem ter o pulmão formado, nem outros detalhes como cílios e sobrancelhas, Luiz “sempre se superou”.

O diagnóstico de paralisia cerebral só veio quando o bebê estava próximo de completar 1 ano. Luiz tinha limitações para andar, espasmos e dificuldades de coordenação motora. Segundo a mãe, a causa da patologia nunca foi informada pelos médicos.

Ler em ambientes com pouca luz prejudica a visão?

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(Divulgação/Divulgação)

(Divulgação/Divulgação)

Segundo especialistas, a antiga crença de que ler em locais com pouca iluminação danifica a visão não procede: apenas dificulta a leitura.

Catherine Barros, na Veja São Paulo

“A falta de luz atrapalha para ler principalmente após os 40 anos devido à presbiopia, condição que atinge as pessoas mais velhas”, explica Lisia Aoki, oftalmologista do Hospital das Clínicas. Causado por um erro de refração, ou seja, quando há um desvio na captação da luz pelos olhos, a presbiopia provoca dificuldades para enxergar de perto. É a popular “vista cansada”.

“Em pessoas mais jovens, a falta de luz pode provocar apenas cansaço visual e dor de cabeça temporários”, completa a médica.

O que pouca gente sabe é que ler livros nos aparelhos eletrônicos, seja celular, tablet ou leitores de livros digitais, como Kindle, pode ser bastante positivo para o conforto da visão. Como eles têm iluminação própria, substituem o abajur, por exemplo.

“Do ponto de vista oftalmológico, não há diferenças em ler em um aparelho eletrônico com luz própria ou um livro de papel com iluminação adequada”, complementa Lisia.

Eduardo Bueno prepara trilogia da ‘Guerra dos tronos’ carioca

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Há dez anos sem publicar, o autor da polêmica coleção ‘Terra Brasilis’ anuncia série que mistura História e ficção tendo o Rio como cenário

Eduardo Bueno, o Peninha, laça novo livro sobre o Rio - Simone Marinho / Agência O Globo

Eduardo Bueno, o Peninha, laça novo livro sobre o Rio – Simone Marinho / Agência O Globo

Patrícia Kogut em O Globo

RIO — Eduardo Bueno, o Peninha, é jornalista, mas trafega por várias praias. Escreveu muito sobre História — sua obra mais famosa é a coleção “Terra Brasilis” — e, mais recentemente, fez sucesso em “Extra ordinários”, no SporTV. Por falar em praia, uma de suas prediletas é a Vermelha, na Urca, bairro onde o Rio foi descoberto, em 1502. Ali começa a saga de uma família que atravessará os séculos até os dias de hoje na trilogia “Carioca”, a ser lançada pela Leya a partir de outubro. Trata-se de um romance histórico, gênero com o qual ele admite “ter preconceito”.

A aventura literária é ambiciosa, escrita em sintonia com o português de cada período, ou seja, do seiscentista ao moderno carioquês. É também inspirada em “Game of thrones”, série que o autor adora. No fim de cada volume, o leitor será informado do que era fato histórico e do que se resumia a invenção. Um exemplo: Pináculo da Tentação já foi o nome do Corcovado, mas, no início de “Carioca”, o epíteto será atribuído ao Pão de Açúcar. Na entrevista a seguir, Peninha refuta críticas da academia, fala de sua “paixão febril pela História” e descreve o projeto com gestos largos, eventualmente ficando de pé para reforçar o que diz. É uma energia que faz jus ao adjetivo “insopitável”, atribuído a ele pelo colunista do GLOBO Joaquim Ferreira dos Santos, e que virou piada reiterada na TV.

Assista ao vídeo aqui.

Você diz estar trabalhando no seu mais profundo projeto. O que é?

Um romance histórico, a saga de uma família no Rio desde a descoberta da Baía de Guanabara, em janeiro de 1502, até hoje, com a retomada do Complexo do Alemão. O Rio Carioca será o ponto focal. É a metáfora líquida e certa da cidade, sua expressão reveladora. Um lugar fabuloso, mítico e sagrado que foi transformado em esgoto. Quando tive a ideia do livro, veio tudo na minha cabeça de uma só vez. Fiquei até tonto e tive que me escorar na parede. É um romance histórico, com personagens reais, outros, inventados. O substrato é verdadeiro. Usarei o português de cada período, então trata-se de um exercício da prosa vinculada ao seu tempo. E quero que seja, sobretudo, pop, logo, terei que esgrimar com o léxico. No final de cada volume, um apêndice de cem páginas revelará o que é verdade e o que não é. Serão três volumes de 500 páginas cada.

Com a coleção “Terra Brasilis”, você foi acusado de simplificar a História com uma obra superficial. Partindo para o romance histórico diria que está assumindo esse descompromisso com uma visão menos acadêmica?

Essa coleção mudou o comportamento do público brasileiro diante da História do país, criou uma legião de leitores. O mercado de livros de História no Brasil se solidificou em torno da “Terra Brasilis”, é um fato. Em minha defesa, saíram as pessoas que eu admiro, como Lilia Moritz Schwartz, Evaldo Cabral de Mello, o almirante Max Justo Guedes e o Nicolau Sevcenko. Havia nos livros algumas fragilidades e eu sabia disso, mas eles têm um valor imenso. Adoro ser atacado pelos medíocres, embora algumas das obervações deles estivessem certas. Sempre fui isso, um jornalista apaixonado pela História. Comecei estudando os Estados Unidos por causa de Bob Dylan, que é o artista do mundo que mais admiro. Tenho uma paixão fervorosa pela História. Estou disposto a matar quem duvidar disso. É um preconceito ridículo. Li muito, tenho uma biblioteca imensa, com mais de 400 livros só sobre o Rio.

Por que tanto tempo sem escrever?

Inventei esse mercado de livros de História, mas sou que nem surfista que não quer mais a onda quando ela está crowd. Estou há dez anos sem publicar. Nesse meio-tempo, criei uma editora, a Buenas Ideias, e fiz 25 livros por encomenda. A designer é Ana Adams, minha ex-mulher, e o fotógrafo, meu irmão, Fernando Bueno. Fazemos absolutamente tudo e entregamos o livro pronto. Mas minha mulher, Paula (Taitelbaum, escritora e editora da L&PM), me pressionava muito para que eu fizesse algo autoral. E eu pensava: “Pô, meus livros são bons, podem ser para mais gente”. Era eu fugindo de mim. Paula defendia a tese de que eu deveria escrever minha autobiografia meio fake, contar a viagem que fiz em 1978. Foram nove meses por terra de Nova York a Porto Alegre. Passei pela trilha inca, por uma favela em Bogotá, enfim. Aí tive essa inspiração. Vou escrever sobre o Rio, a cidade que mais amo, o que me qualifica para odiá-la. É um lugar maravilhoso que é também uma merda e resume o Brasil. Farei um cântico de amor à cidade.

Você lê romances históricos?

Tenho um preconceito ridículo, é lógico que há boas obras do gênero. E sou um fã ardoroso de “Game of thrones”, e “Carioca” tem essa inspiração no que diz respeito a muitos personagens com tramas entrelaçadas e um fundo histórico. Só que no meu livro o cenário é real.

A sua atuação na televisão é parte dessa defesa do que é pop?

Sempre acreditei que TV e História estão unidos. Fiz com o (Pedro) Bial aquele quadro bem legal no “Fantástico” (“É muita história”, de 2007). Fui repórter da TV Globo no fim da década de 70, e agora surgiu esse convite do Raul (Costa Júnior, diretor do SporTV) para o “Extra ordinários”. Não esperava que desse tão certo. Mas, do taxista ao intelectual, muita gente assistiu. Funcionou porque foi tudo na base do improviso, sem uma disputa real de poder. E os debates geraram um estranhamento positivo, digo isso porque adoro estranhamento. Acredito no poder do constrangimento. Vamos voltar ao ar em setembro.

Você se envolveu numa polêmica que fez barulho nas redes sociais…

Falei que o Nordeste é uma bosta porque o Brasil é uma bosta, o mundo e a humanidade também são. No caso do Nordeste, me referia a questões sociais, não é o povo que é uma bosta. Não tenho medo de confronto, pelo contrário, se quiser é só me chamar. Mas aquela briga com uma massa anônima do Twitter e do Facebook etc. é péssima. Aliás, vou processar o Facebook porque fizeram um perfil meu. A coisa mais fácil do mundo é abrir um perfil falso. Mas, para fechar, tem que apresentar o exame de fezes da bisavó. Não pode.

Mas você passa o “Extraordinários” de olho nas mensagens do Twitter…

Não! Só checo as mensagens do meu telefone. 140 caracteres pra mim é ejaculação precoce. Não me interessa.

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