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Paperman – Assista ao curta da Disney indicado ao Oscar

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Gustavo Magnani, no Literatortura

1Como fez bem a Disney ao divulgar o seu curta metragem que vai nos extras de Detona Ralph!. Não apenas porque acho que seja uma boa jogada de marketing para “fortalecer” o curta no gosto popular, mas, como faz bem a Disney sendo Disney, ou sendo Pixar, já não sei mais quem é quem e qual é qual.

Num mundaréu de talentos, a Disney sabe integrar grandes ao seu trabalho, possibilitando diversas obras memoráveis – curtas e longas metragens. Paperman é tão sutil e mágico que o seu único defeito é ser curto demais. Os dois protagonistas se diferem tanto do resto dos outros humanos que a arte me soa impecável. A falta de fala é comum em curtas metragens, pois, pelo tamanho, dificilmente chega a ser cansativo – por exemplo, Wall-e demora mais de 10 minutos para ter a primeira fala – e, mais uma vez, é um recurso que cai com excelência na produção.

Para quem já viu: tinha certeza absoluta que o aviãozinho que nela chegaria seria o do beijo, mas, não. Os roteiristas optaram por um caminho inusitado, levando-o para um beco de outros aviões, para, então, criar o “paperman”.

A trama acompanha um jovem solitário que conhece uma bela garota durante uma manhã enquanto espera o trem para o trabalho.

John Kahrs e Kristina Reed dirigiram o curta em animação tradicional, exibido nos cinemas antes de Detona Ralph e fará parte dos extras da edição em DVD; Blu-ray do filme (que será lançada em 5 de março nos EUA).

A cerimônia de entrega do Oscara contecerá em 24 de fevereiro, com apresentação de Seth MacFarlane. [retirado de omelete]

Historiador recupera relatos sobre a 2ª Guerra

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Ricardo Bonalume Neto, na Ilustrada

O jornalista e historiador britânico Max Hastings -desde 2002, sir Max Hastings- nasceu em 1945, último ano da Segunda Guerra Mundial, durante a qual seu pai foi correspondente de guerra.

Hastings, 67, seguiu os passos do pai e se tornou um dos mais celebrados correspondentes de guerra do Reino Unido no século 20. Um evento em particular em 1982 cimentou sua fama.

Ele fazia parte de um pequeno grupo de jornalistas britânicos que pôde acompanhar a força-tarefa enviada para retomar as Ilhas Falklands/Malvinas dos argentinos.

Soldado americano alimenta criança na Itália em imagem do livro (Divulgação)

Soldado americano alimenta criança na Itália em imagem do livro (Divulgação)

Aproveitando sua experiência de ex-militar, sabia o que poderia passar ou não pela censura. Tornou-se um dos correspondentes mais populares entre o público.

Quando houve a rendição argentina, por um tempo o general britânico no comando proibiu suas tropas de entrarem na capital das ilhas, Port Stanley. Hastings viu aí uma grande chance.

Tirou seu casaco militar, colocou um civil, e entrou na cidade sozinho. Seu jornal, o “Evening Standard”, explorou bem o feito: “O primeiro homem em Stanley”, proclamava a enorme manchete.

“Eu tive sorte nessa guerra”, disse ele, modestamente, em entrevista à Folha por telefone.

Hastings é autor de 23 livros sobre temas muito variados -jornalismo, biografia, vida no campo, memórias e, principalmente, 11 obras de história militar, com ênfase na Segunda Guerra Mundial.

Para seu mais recente livro sobre o tema, “Inferno: O Mundo em Guerra 1939-1945”, lançado agora pela editora Intrínseca, ele criou um método original de trabalho.

Primeiro ele releu livros sobre a guerra; depois construiu um “esqueleto” com os principais fatos do maior conflito da história humana.

O próximo passo foi “rechear” o esqueleto com “carne” -relatos pessoais dos participantes e sus próprias reflexões. Para obter originalidade em mais um livro sobre o tema, ele procurou relatos relativamente obscuros, cartas, documentos pessoais e entrevistas inéditas.

NÚMEROS SUPERLATIVOS

Um dos detalhes que dá particular intensidade ao livro é o uso liberal, mas judicioso, de números e estatísticas, que servem para colocar os relatos pessoais no seu devido contexto.

Por exemplo, ao relatar o ataque soviético à Finlândia em 1940, ele conta que “4.000 russos atacaram 32 finlandeses; eles perderam 400 homens, mas apenas quatro defensores sobreviveram”.

Em seguida ele cita declarações de um oficial finlandês e de um soldado russo que deixam claro como foi brutal e intenso o combate nesta campanha.

Os números ligados à invasão da então União Soviética pelos alemães em 1941 também são superlativos.

A luta na frente oriental foi o maior conflito da história; foi ali que a espinha dorsal das forças alemãs foi quebrada. Mas os soviéticos pagaram um altíssimo preço.

A invasão começou em junho. Por volta de outubro, os soviéticos tinham perdido quase 3 milhões de soldados e 45% da população estava vivendo em regiões controladas pelos invasores. Em média, a URSS estava perdendo 44 mil soldados por dia.

Ele não entra em detalhes sobre certos temas (caso do Dia D, a invasão da França sobre a qual ele também escreveu um livro), alegando que já foram exaustivamente tratados por muitos autores.

Depois de narrar inúmeros dramas humanos, ele conclui sobriamente que a guerra não foi uma luta do bem contra o mal, e que a derrota dos nazistas não trouxe paz e prosperidade para todo o planeta.

Mas conclui também que a vitória das tropas aliadas salvou o planeta de um destino muito pior caso Alemanha e Japão tivessem triunfado.

Sujeito que apelidou Brasil de “país do futuro” se matou, diz autor

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Publicado na Folha de S.Paulo

Ioschpe traça um panorama sobre o sistema educacional brasileiro

Em “O Que o Brasil Quer Ser Quando Crescer?”, Gustavo Ioschpe afirma que, graças às condições atuais da educação, “o sujeito que apelidou o Brasil de ‘país do futuro’ se suicidou”.

A edição reúne artigos publicados na revista “Veja”, entre julho de 2006 e setembro de 2012, que apresentam o que o autor considera uma crise no sistema educacional brasileiro, tanto público quanto privado.

Segundo ele, salário de professores ou volume de investimento em educação não levará a uma melhora da qualidade do ensino no país.

Ioschpe deixa de lado as discussões filosóficas e ideológicas e foca em práticas e resultados.

Abaixo, leia um trecho de “O Que o Brasil Quer Ser Quando Crescer?”.

1. A falência da educação brasileira

O sujeito que apelidou o Brasil de “país do futuro” se suicidou. Não é uma condenação, mas não deixa de ser um indício. Se Stefan Zweig estivesse vivo hoje, provavelmente se mataria de novo ao notar quão distante da realização sua profecia se encontra, mais de sessenta anos depois. Nosso futuro está penhorado porque não cuidamos do patrimônio mais importante que um país tem: sua gente. Se dependermos da qualificação dela para avançarmos, tudo leva a crer que continuaremos vendo os países desenvolvidos de longe e que, assim como a geração anterior viu o Brasil ser ultrapassado pelos tigres asiáticos, a nossa irá testemunhar a passagem de China, Índia e outros países menores. Enquanto os países de ponta chegam perto da clonagem humana, nós ainda não conseguimos alfabetizar nossas crianças.

Não é exagero, infelizmente. O último levantamento do Inaf (Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional realizado pelo Instituto Paulo Montenegro) mostrou que apenas 26% da população brasileira de 15 a 64 anos é plenamente alfabetizada. Deixe-me repetir: três quartos da nossa população não seria capaz de ler e compreender um texto como este. Na outra grande área do conhecimento, a Matemática, a situação é igualmente desoladora: só 23%, segundo o mesmo Inaf, consegue resolver um problema matemático que envolva mais de uma operação, e apenas esse mesmo grupo tem capacidade para entender gráficos e tabelas.

Esses indicadores são o produto final de um sistema de educação que apresenta deficiências, de modo geral, em todas as etapas do ensino, em todo o país (ainda que as tradicionais diferenças regionais também se manifestem na área educacional) e tanto nas escolas públicas como nas privadas. É um quadro que não pode ser creditado ao nosso subdesenvolvimento, pois países muito mais pobres tiveram (Coreia) e têm atualmente (China) desempenhos muito melhores que os nossos. Na área da educação, especialmente de ensino básico, nossos pares são os países falidos da África subsaariana.

O exemplo mais claro dessa falência é também o mais preocupante, por estar na origem de todo o sistema: o nosso índice de repetência nos primeiros anos. Segundo os dados mais recentes da Unesco, 31% de nossos alunos da primeira série do ensino fundamental são repetentes. Na nossa frente, apenas as seguintes “potências”: Gabão, Guiné, Nepal, Ruanda, Madagascar, Laos e São Tomé e Príncipe. A taxa da Argentina é de 10%, a da China e da Rússia de 1%, a da Índia de 3,5% e de praticamente zero nos países industrializados da OCDE.

Na segunda série, temos mais 20% de repetentes. É possível, portanto, que metade dos alunos que adentram nossas escolas tenha repetido uma série já no segundo ano de ensino. Isso não é apenas preocupante pelo efeito que a repetência tem na autoestima dos alunos, nem pelo custo bilionário a mais gerado por eles. O que mais inquieta é: imagine a qualidade de um sistema de ensino que reprova a metade dos seus alunos justamente na fase onde se transmite o conhecimento mais básico, de ler e escrever; que torna eliminatório um período que é meramente um rito de passagem nos outros países.

Se não conseguimos alfabetizar, conseguiremos ensinar Matemática, Química, Geografia? Conseguiremos ensinar nosso aluno a pensar? Conseguiremos torná-lo um cidadão consciente? Claro que não. Não conseguimos nem mantê-lo na escola até o seu término. A má qualidade perpassa todo o sistema. (mais…)

Promoção: “Deus está no controle”

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O resultado será divulgado no @livrosepessoas, dia 13/11 às 23:59h.
Os ganhadores terão 48 horas para enviar seus dados completos, caso contrário, o sorteio será realizado novamente.

Viu? Facinho =)

Parabéns aos ganhadores: Jessica Kethryne, Dayse Schutz e Rafael de Oliveira! =)

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