Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Voar

Professora com síndrome de Down lança livro de fábulas sobre inclusão

0

Débora Seabra usa animais para falar de preconceito, rejeição e amizade.
Ela é a primeira professora do país com síndrome de Down.

Débora Seabra escreveu livro infantil sobre inclusão (Foto: Divulgação )

Débora Seabra escreveu livro infantil sobre inclusão (Foto: Divulgação )

Vanessa Fajardo, no G1

Débora Araújo Seabra de Moura, de 32 anos, a primeira professora com síndrome de Down do Brasil, acaba de lançar um livro com fábulas infantis que têm a inclusão como pano de fundo. O livro traz contos que se passam em uma fazenda e têm os animais como protagonistas. Eles lidam com problemas humanos como preconceito e rejeição, caso do sapo deficiente que não conseguia nadar, da galinha excluída do grupo por ser surda e do passarinho de asa quebrada que precisou ganhar a confiança dos outros bichos para poder voar com eles.

Com 32 páginas, a obra “Débora conta histórias” (Araguaia Infantil, R$ 34,90) estará à venda nas livrarias a partir desta segunda-feira (5). As ilustrações são de Bruna Assis Brasil.

A professora também usa os bichos para abordar a importância da tolerância, respeito e amizade. Uma das fábulas é sobre a discriminação que o pato sofria por não querer namorar outras patas, e sim, patos.

Em outra, Débora conta a história de amizade entre um cachorro e um papagaio. Alguns contos foram escritos baseados em situações vividas por ela. O texto da contracapa é do escritor, membro da Academia Brasileira de Letras, João Ubaldo Ribeiro.

“Usei os animais, mas as histórias se encaixam aos humanos. É preciso respeitar e incluir todo mundo, aceitar as diferenças de cada um. Ainda existe preconceito”, afirma Débora.

O livro nasceu em 2010, quando a jovem resolveu escrevê-lo para dar presente de Natal aos pais, o médico psiquiatra José Robério e a advogada Margarida Seabra. “Queria fazer uma surpresa, e eles ficaram felizes, adoraram a ideia.”

Margarida lembra que a filha passou alguns meses dedicada a escrever a obra escondida no quarto, quando a mãe entrava de surpresa ela tratava logo de proteger o presente.

1Veja a reportagem do Fantástico sobre a professora Débora

“A gente não imaginava, achávamos que fosse um diário.” Os contos não foram escritos com a expectativa de se tornar livro, mas como o resultado agradou a todos, Margarida se rendeu aos conselhos e pedidos dos amigos e da família e foi em busca de uma editora. Antes, cogitou publicá-lo de forma independente, mas não foi preciso.

Não foi a primeira vez que a professora testou o lado escritora. Antes do livro de fábulas, escreveu a própria história que depois de ter as folhas impressas e presas por um espiral, foi dada aos pais. “Toda a família leu, guardamos como lembrança, mas achei que era comum. Já com as fábulas fiquei muito emocionada. As pessoas se surpreenderam pela dedicadeza das histórias”, diz Margarida.

A obra “Débora conta histórias” será lançada oficialmente no mês de setembro em um evento para convidados, em Natal. Ainda não há data definida.

Escolas regulares

A autora da obra nasceu em Natal (RN) e há nove anos trabalha como professora assistente em um colégio particular tradicional da cidade, a Escola Doméstica. Débora sempre estudou em escolas da rede regular de ensino e se formou no curso de magistério, de nível médio, em 2005.

Quando começou a frequentar a escola, pouco se sabia sobre a síndrome de Down. Débora contou com o apoio da família que contrariou a tendência de matricular a filha uma escola especial, assim como fazia os pais naquela época. “Nunca cogitei uma escola especial porque Débora era uma criança comum. A escola especial era discriminatória e ela precisava de desafios. Não sabia muito bem como seria, mas estava aberta para ajudar minha filha a encarar qualquer coisa”, diz Margarida.

Nem sempre foi fácil. Débora já foi vítima de preconceito. Ainda na educação infantil, lembra de ter sido chamada de ‘mongol’ por um garoto. Ela chorou, ficou magoada, mas encontrou na professora uma aliada que explicou à classe que ‘mongóis’ eram os habitantes da Mongólia e ainda ensinou as crianças o que era a síndrome de Down.

Por conta de sua experiência com professora, Débora já foi convidada para palestrar em várias partes do país e até fora dele, como Argentina e Portugal. Sempre que pode participa de iniciativas para ajudar a combater o preconceito, como apresentações teatrais – mais uma de suas paixões.

Débora Seabra lê histórias aos alunos na Escola Doméstica de Natal (Foto: Arquivo pessoal)

Débora Seabra lê histórias aos alunos na Escola Doméstica de Natal (Foto: Arquivo pessoal)

Adolescente cria imagens surrealistas com efeitos de edição

1

Zev Hoover, de 14 anos, criou série de fotos que lembram contos infantis
Imagens mostram contraste entre tamanho da pessoa e de outros elementos

Zev Hoover, de 14 anos, cria imagens surreais em seu projeto de fotografia “Little folk” Reprodução de internet / Fiddle Oak

Zev Hoover, de 14 anos, cria imagens surreais em seu projeto de fotografia “Little folk” Reprodução de internet / Fiddle Oak

Publicado em O Globo

RIO – Esta imagem parece ter sido extraída de um livro de contos infantis, mas é, na verdade, uma montagem com fotografias. O criador dessa e de outras fantásticas montagens é o americano Zev Hoover, de 14 anos. O adolescente da cidade de Natick, em Massachusetts, criou a série “Little folk” (ou Gente pequena, em tradução livre para português), na qual trabalha desde agosto de 2011 com a colaboração de sua irmã, Nellie, de 18 anos.

Para criar suas fotos surrealistas, ele brinca em programas de edição com a proporção de tamanho. É possível perceber pela grandeza dos elementos das imagens em comparação com as – pequenas – pessoas. Basta ver como o próprio Zev aparece nas imagens: montar uma torre de baralhos sendo da altura das cartas, voar segurando duas penas enormes em cada braço, ou estar na companhia de outra pessoa em um barco, feito com palitos de sorvete e uma folha, iluminado apenas por uma vela.

Em seu blog pessoal, o adolescente mostra o making off das imagens. Por exemplo, a imagem na qual voa em um avião de papel foi feita em algumas etapas. Os aviõezinhos foram presos em fios, e estes colados em uma placa de isopor (que, segundo ele, é um difusor que cria uma luz agradável nos objetos). As fotos foram tiradas com uma lente “tilt and shift” – na qual cenários reais parecem miniaturas ou maquetes. Com a ajuda do irmão, Zev fotografou as pernas e depois a parte de cima do corpo.

 

1 2 3 4 5

O resultado do trabalho pode ser visto em sua conta no Flickr.

Príncipe para sempre

0

O PEQUENO PRINCIPE CULTURA DIVULGACAO

Mônica Cristina Corrêa, no Valor Econômico

Há 70 anos, num dia 6 de abril, surgia um livro que se tornaria um fenômeno editorial, perpetuando-se como um mito: “O Pequeno Príncipe”, do escritor e também piloto francês Antoine de Saint-Exupéry. O livro foi escrito, ilustrado e lançado em Nova York, onde Saint-Exupéry esteve entre 1940 e 1943, desmobilizado e num exílio voluntário, após ter participado de perigosas missões na Segunda Guerra. Quinhentos exemplares em inglês chegaram às livrarias, junto a outros 260 em francês – língua em que foi escrito. Na França, a obra foi lançada apenas em abril de 1946, pela editora Gallimard. E postumamente: Saint-Exupéry havia morrido em uma missão em 31 de julho de 1944, no mar Mediterrâneo. Ele nunca conheceu o sucesso de seu último livro, que se diferenciava dos demais por ser ilustrado e constituir-se num conto fantástico, enquanto os anteriores se voltavam para o cotidiano da vida de piloto numa época em que voar era praticamente uma proeza. Exceção ao conjunto é o também filosófico “Cidadela”, obra inacabada e póstuma.

Em 1947, “O Pequeno Príncipe” foi traduzido para o polonês; em 1949, para alemão e italiano; em 1950, dinamarquês; em 1951, espanhol, finlandês e holandês; em 1952, foi vertido para o português (no Brasil), o hebraico, o sueco e assim por diante, até se somarem as mais de 250 traduções atuais, incluindo-se dialetos, abrangendo-se 26 alfabetos, 600 edições diferentes e as reimpressões. Em 2005, “Harry Porter” contava traduções em 60 línguas.

É mais de 1 bilhão de exemplares publicados e estima-se que, em média, sejam vendidos 5 mil livros por semana na França e 3,5 mil no mundo. Trata-se de um texto literário de caráter planetário, fenômeno que avança para o século XXI. Mas o que explicaria tamanho sucesso de um título relativamente breve e ilustrado com desenhos do próprio autor, que incitaram a criação de produtos derivados de toda sorte e um certo culto dos personagens? Sempre será difícil precisar, até porque as interpretações de críticos e leitores parecem tão plurais quanto as individualidades.

“O Pequeno Príncipe” difundiu-se num cenário pós-guerra. Suas premissas e a valorização da infância e do que ela poderia ter de precioso – ingenuidade, tolerância, espontaneidade – podem ter correspondido às ansiedades do Ocidente em reconstrução. Voltado às crianças, pelo que demonstram os números, atinge todas as faixas etárias.

Segundo o escritor e crítico franco-americano Philippe Forest, autor, entre outros, de “Le Siècle des Nuages” (O século das nuvens, tradução livre), “‘O Pequeno Príncipe’ é um livro destinado ao mesmo tempo aos adultos e às crianças. O leitor pode descobri-lo muito jovem. E pode continuar a ler e reler por toda a vida. Eis a força dos grandes textos. Parece que era o livro preferido do filósofo Heidegger. Que uma obra possa ser apreciada do mais complexo e mais absconso dos autores do século XX e por um garotinho de 10 anos é algo muito excepcional”.

Forest compara “O Pequeno Príncipe” a “Peter Pan”, de James Barrie: “Há muito em comum nessas obras. Atrás da leveza de uma narrativa para crianças, trata-se de aventuras muito melancólicas que falam do luto [Saint-Exupéry e Barrie perderam ambos um irmão criança]. São dois contos paradoxais que ensinam a não crescer e a manter viva a criança que fomos”.

Além disso, é convergência entre alguns estudiosos que “O Pequeno Príncipe” seja um livro abrangente em termos de conceitos. Stacy de la Bruyère, biógrafa americana de Saint-Exupéry, observa que “O Pequeno Príncipe” desafia categorias. Na linha tênue que separa uma fábula de uma sátira, “a obra tem um pé em cada campo”.

Não há, de fato, documentos do próprio Saint-Exupéry que deem muitas pistas da gênese de “O Pequeno Príncipe”. No entanto, várias versões do manuscrito ou mesmo datilografadas fornecem indícios de sua elaboração. O original encontra-se na Pierpont Morgan Library, em Nova York, ali deixado por Sylvia Hamilton, com quem Saint-Exupéry se relacionou na época. É um texto de difícil leitura, com as variantes das correções do autor, e contém 35 desenhos que foram descartados na edição original. Quatro outras versões foram localizadas, com correções datilografadas por Saint-Exupéry. Uma está em Paris, na Biblioteca Nacional, doada pela pianista Nadia Boulanger (amiga do autor); outra em Austin (Texas), que foi confiada pelo piloto a seu tradutor americano Lewis Galantière; uma terceira, de origem desconhecida, foi vendida em Londres em 1989 (contendo mais de cem correções do autor e dois desenhos a lápis incluídos) e, por fim, uma quarta versão é de propriedade do legatário de Consuelo, mulher de Saint-Exupéry.

Quem conhece o restante da obra do piloto-escritor nota que os temas tratados no conto estão presentes, de modo mais ou menos diluído, nos demais textos. A rosa desprotegida, a atenção à ecologia quando tal conceito ainda não existia, a solidão, o luto, a morte, sobretudo a dicotomia entre o visível (a matéria e a materialidade das coisas) e o invisível (essência das coisas ou os sentimentos) num autor de formação católica que acreditava nos valores acima dos objetos.

Virgil Tanase, dramaturgo romeno que acaba de lançar uma biografia de Saint-Exupéry na França, diz que é inegável que para o francês o mistério da existência é uma equação de simplicidade bíblica: “A bola de carne que cresce, torna-se adulta e morre é um sopro sobre um fio tênue, mas durável, que escapa ao tempo: o espírito”. No entanto, se há consenso em que a obra é também autobiográfica – a presença do deserto e do avião o atestam -, os especialistas reconhecem que se trata de um livro que pode nem sempre remeter a seu autor. Assim, diz Stacy de la Bruyère: “Mais do que nunca, acho que o Pequeno Príncipe obscurece seu autor”. Virgil Tanase está alinhado com ela: “A existência de Saint-Exupéry foi dedicada ao ‘espírito’, mas, ao mesmo tempo, ‘O Pequeno Príncipe’ que nos fala dele não precisa do autor para nos mostrar o caminho certo”. E prossegue: “O texto – que tem traços da vida de Saint-Exupéry, o que ocorre com todos os autores – funciona por si mesmo”. As estatísticas que o digam.

Promoção: “Decole”

17

decole

 

Águias são pássaros fortes, podem voar muito alto, planar por longas distâncias e alcançar velocidades incríveis em busca de alimento. Os pombos, ao contrário, passam a maior parte do tempo empoleirados à espera de comida.

Deus o criou para voos mais desafiadores e não para viver à espera de algo que caia do céu e sacie suas necessidades.

A boa notícia é que o mesmo Deus que o criou e o desafia também se dispõe a acompanhar você em uma jornada surpreendentemente maravilhosa.

Kenny Luck revela como reorientar a sua trajetória de vida para ser aquilo que Deus sonhou para você.

Vamos sortear 3 exemplares de “Decole”, lançamento da Ed. Mundo Cristão. O sorteio será realizado no dia 11/3 às 23:59h.

Para participar é muito fácil: Basta deixar 1 comentário neste post respondendo “qual é o seu maior desafio neste ano”.

O resultado será divulgado no perfil do twitter @livrosepessoas e os ganhadores terão 48 horas para enviar seus dados completos para o e-mail [email protected].

O prazo de entrega é de 30 dias e o envio é de responsabilidade da editora.

 

Parabéns aos ganhadores: Mariana, Quenani Leal e Débora Barreto =)

Desempregado, pedreiro mantém biblioteca de 40 mil livros com a ajuda de amigos

1


Depois de um dia de trabalho, Evando encontrou uma pilha de cerca de 50 livros. Ao levar os livros para casa, surgiu a ideia de criar uma biblioteca comunitária

Felipe Martins, no UOL

Uma das maiores felicidades do pedreiro Evando dos Santos, 52, é a biblioteca comunitária Tobias Barreto de Meneses. Fruto do seu esforço pessoal, a instituição tem mais de 40 mil livros.

No entanto, a biblioteca virou uma dor de cabeça constante. A realidade de Evando é levantar cedo todos os dias para receber as pessoas e manter limpo o espaço. Tudo sozinho. Semanalmente ele lava os 280 metros quadrados do prédio dividido em três andares.

Para os custos com água e energia elétrica Evando conta com a ajuda financeira de amigos e da mulher, Maria José, companheira em seu sonho. “Eu me contagiei pelo entusiasmo do Evando. Eu era alérgica à poeira, mas essa alegria dele me fez não sentir mais nada. A biblioteca é um presente de Deus para nós”, afirmou.

Evando lamenta não ter dinheiro para enviar 3500 livros para a construção de bibliotecas comunitárias no interior da Bahia e de Pernambuco. Ou para oferecer cursos gratuitos utilizando as duas salas de aula, com 50 lugares cada uma.

Mas o homem de “intelecto lapidado”, como ele costuma dizer, não desiste do projeto. “Às vezes eu quero desanimar. Sem dinheiro, desempregado, mais duro que um coco. Mais uma voz me vem na memória e me diz ‘levanta!’ Eu, um nada, fiquei uma hora na casa do maior arquiteto do mundo, Oscar Niemeyer. Lembro da minha mãe, das medalhas. Homenageado pela Academia Brasileira de Letras pela escritora Nélida Piñon. Aí eu sacudo a poeira e, como uma águia, renovo as forças e fico a voar no mundo das ideias, criando, inventando e indo para a prática”, definiu.

Sem “burrocracia”

Criada em 1998, na Vila da Penha, subúrbio do rio de Janeiro, a Biblioteca Comunitária Tobias Barreto de Meneses tem mais de 40 mil livros e funciona em um prédio próprio, desenhado pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer.

Nessa biblioteca, as regras para o empréstimo são simples: o leitor preenche um cadastro e pode ficar com o volume pelo tempo que achar necessário. “Se a pessoa não devolve o livro é porque precisa”, diz Evando dos Santos.

Cheio de orgulho, Evando diz que esse era seu sonho: uma biblioteca sem “burrocracia”, funcionando de domingo à domingo. Segundo ele, com livros que não se encontram na Biblioteca Nacional. Exemplo disso é uma gramática da língua bunda que era a falada pelos escravos.

fotos: Luciano Belford/Divulgação


Conforme a história de Evando foi ficando conhecida, as doações foram aumentando. Os livros, em maioria, eram colocados na garagem da humilde casa na Vila da Penha. Ele calcula ter reunido mais de 40 mil livros tornando a Tobias Barreto de Meneses, a maior biblioteca comunitária do país 

Go to Top