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Walcyr Carrasco se inspira em clássico da literatura para criar A Dona do Pedaço

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Bastidor da diretora artística Amora Mautner com Amadeu (Marcos Palmeira) e Maria Da Paz (Juliana Paes) durante gravações de A Dona do Pedaço (Divulgação/ TV Globo)

Felipe Brandão, no Observatório da Televisão

Não é de hoje que Walcyr Carrasco recorre a clássicos da literatura universal para inspirar suas obras na TV Globo. O Conde de Monte Cristo, por exemplo, serviu de base para o autor construir o enredo de seu último sucesso, O Outro Lado do Paraíso (2017).

Com sua mais nova criação, A Dona do Pedaço, não será diferente. O novelista mais bem-sucedido da Globo usou Romeu e Julieta, clássico romântico de William Shakespeare, como o ponto de partida para criar a história de amor e tragédia entre Maria da Paz (Juliana Paes) e Amadeu (Marcos Palmeira), protagonistas do folhetim global vindouro.

Maria é parte de uma família de matadores de aluguel no interior do Espírito Santo, liderada pela matriarca Dulce (Fernanda Montenegro). Logo no início da história, ela comete o desatino de apaixonar-se por Amadeu, membro do clã rival. Assim como os pombinhos da peça de Shakespeare, eles colocam o amor que os une à frente do ódio entre suas casas. Decidem, então, casar-se às escondidas.

O problema é que Dulce descobre o enlace e tenta matar Amadeu, atirando nele em pleno dia do casamento com sua nota. Amadeu então é dado como morto, e o suposto assassinato desata de vez a guerra entre as duas famílias. Grávida do amado, Maria foge para São Paulo e, vários anos depois, torna-se milionária como dona de uma rede de confeitarias.
Reviravolta

A riqueza da heroína vira alvo da cobiça do mauricinho Régis (Reynaldo Gianecchini). Membro de uma família tradicional da alta sociedade paulistana, porém arruinada, ele decide seduzir Maria da Paz para pôr as mãos em seu dinheiro. Mau caráter, será capaz de traí-la com a própria filha dela, a não menos perversa Joseane (Ágatha Moreira).

É nesse ínterim, porém, que Amadeu ressurgirá na história – vivo, ao contrário do que todos acreditavam. Seu reencontro com Maria da Paz, a quem nunca deixou de amar, provocará uma revolução na vida da heroína, bem como na de todos à sua volta.

A Dona do Pedaço tem estreia programada para o mês de maio. O novo folhetim terá a missão de levantar os baixos índices de audiência que O Sétimo Guardião vem atingindo no horário nobre global. Amora Mautner assinará a direção artística da obra, em sua primeira parceria com Walcyr Carrasco.

Com informações do portal NaTelinha.

Concurso Cultural Literário – Especial para Professores (7)

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Anjo de 4 patas

Anjo de Quatro Patas – A Verdadeira Amizade Entre Um Homem e Seu Cachorro

Neste livro, Walcyr Carrasco mostra o amor incondicional que só os cães são capazes de oferecer. Uno, seu husky, faz o autor redescobrir o prazer de olhar a vida com os olhos do coração. Foram risadas, diversões, trapalhadas, afeto e companheirismo. Dias de redescoberta das emoções.

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Walcyr Carrasco alcançou fama como escritor de novelas, mas tem dezenas de livros publicados em várias áreas (confiram aqui a lista completa). Escolhemos para este concurso cultural o livro “Anjo de Quatro Patas” (Editora Moderna) a fim de que mais educadores conheçam este grande sucesso do escritor.

Para concorrer a 3 exemplares, basta completar a frase abaixo no formulário que está NESTE LINK:

“É importante meus alunos se tornarem amigos dos livros porque…”

O sorteio será realizado no dia 11/8.

Divulguem e participem! 🙂

 

Atenção para os ganhadores: Eva Miranda, José Carlos Guimarães e Mauro Bandeira. Parabéns! Entraremos em contato via e-mail.

 

Concurso Cultural Literário – Especial para Professores (6)

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capa_Bicho-papao-1Abaixo o bicho-papão

Walcyr Carrasco

Toda noite o Marco e o Zeca trancavam a porta do quarto, fechavam bem as janelas para o bicho-papão não entrar. Seus pais viviam dizendo para não gritar alto, não fazer guerra de travesseiros que o bicho-papão iria levá-los no saco. Mas será que eles não poderiam brincar de nada? Até que os irmãos planejaram um encontro definitivo, frente a frente com o bicho-papão. Será que eles conseguiram se livrar do tal bicho?

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Walcyr Carrasco alcançou fama como escritor de novelas mas tem dezenas de livros publicados na área da Educação (confiram aqui a lista completa). Para que os educadores conheçam melhor essa faceta do escritor, escolhemos para esse concurso cultural o livro “Abaixo o bicho-papão”, publicado pela Editora Moderna. Vejam neste guia quantas possibilidades excelentes para utilização dessa obra em sala de aula.

Para concorrer a 3 exemplares, basta responder à pergunta abaixo no formulário que está neste link:

“A leitura é importante para as crianças porque…”

O sorteio será realizado no dia 24/6. Divulguem e participem! 🙂

 

Atenção para os ganhadores: Sidney Longo, Jaqueline Lisboa Figueiredo Tawil e Neide Aparecida de Oliveira. Parabéns!

Walcyr Carrasco reconta histórias da Bíblia em novo livro

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Walcyr Carrasco - livro sobre a Bíblia (Foto: TV Globo)

Walcyr Carrasco – livro sobre a Bíblia (Foto: TV Globo)

Bruno Astuto, na Época

Enquanto Walcyr Carrasco prepara a próxima novela da TV Globo, com nome provisório de Vidas Secretas para a faixa das 23h em 2015, o autor, jornalista e dramaturgo lançará o livro Histórias da Bíblia (Editora Moderna). Na publicação, histórias populares como a de Adão e Eva, Sansão e Dalila, a travessia do Mar Vermelho, a arca de Noé e o templo de Salomão recontadas pelo autor. “A minha experiência com as personagens bíblicas foi sempre muito rica. Quando criança, eu os via como heróis. E de fato, Davi, ao vencer o gigante Golias, não é um herói incrível? As histórias sagradas falam não só de heroísmo, mas também de amor, da capacidade de lutar pelo bem alheio, da busca de algo maior que o simples mundo material”, diz ele.

Com linguagem ágil e moderna, o escritor deixa a critério do leitor a decisão de acreditar que os fatos narrados aconteceram efetivamente ou são frutos da imaginação. As narrativas têm ilustrações de Mariana Ruiz Johnson e colocam em cena algumas questões como a rivalidade entre irmãos, a escravidão, a dominação de povos e a submissão das mulheres.

A universidade burra

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Alguém até pode dar aulas numa faculdade só pela experiência. Mas incomoda quem está no “esquema”

caderno

Walcyr Carrasco, na Época

Falo por experiência própria: a universidade brasileira é burra. Não me refiro só às públicas. As particulares também. Sou da área de comunicações e artes, faço talvez uma ressalva quanto às de exatas. Mas, como são regidas pelas mesmas regras e pelo enorme contingente de acadêmicos, em sua maioria dedicados a escrever teses que ninguém lê, arrisco dizer que não há muita diferença.

Tomei consciência disso há alguns anos, ao ler aqui e ali que este ou aquele escritor americano fora professor residente numa universidade, com cursos de escrita criativa. Nem todo escritor americano é best-seller. Muitos autores bons gramam com tiragens pequenas. Há essa válvula de escape, dentro do sistema universitário, que atrai profissionais do mercado para compartilhar suas experiências. Inicialmente, como sempre a gente faz, culpei o governo brasileiro, cujas leis provavelmente impediriam essa participação. Surpreso, por meio de conversas com docentes e diretores de universidades, descobri que a possibilidade existe. Alguém pode dar aulas numa universidade apenas por sua experiência. Chegaram a tentar, no Rio de Janeiro, com um ator famoso. Mas ouvi:

– Essas pessoas não se adaptam ao esquema.

Exato. Incomodam. O sistema universitário brasileiro é rançoso. As pessoas só ascendem por meio de trabalhos acadêmicos. Os outros incomodam.

Fiz jornalismo na Universidade de São Paulo. Trabalhei nos mais importantes veículos da imprensa escrita deste país. Fui diretor de redação. Jamais fui convidado para dar um curso, ou workshop, em escolas de jornalismo. Também fiz carreira na televisão. Sou autor de novelas. Quem me conhece sabe que, graças a Deus, tenho emprego numa empresa que admiro, a Globo. E que minhas novelas fizeram sucesso aqui no Brasil e também em muitos países do mundo. Alguém me chamou para um curso de roteiro?

Óbvio, não estou procurando emprego.

Me surpreende esse desinteresse pelo que eu poderia oferecer. Só a própria TV Globo, por meio de seu programa de contato com as universidades, manifestou interesse. Dei uma palestra numa faculdade do Rio de Janeiro, particular. Não houve um minuto em que algum aluno não entrasse ou saísse. Em nenhum momento, um professor aconselhou a parar com aquele ir e vir. Perdi a concentração.

Anos depois, um amigo e aluno me convidou para uma palestra em sua classe de teatro, numa universidade particular de São Paulo. Na sala, percebi que uma aluna estava com a filha de 4 anos. Primeiro, avisei que, se alguém saísse, não poderia voltar. Depois, pedi a saída da mãe com a criança, pois a discussão de algum tema poderia ser inadequada. A professora depois me agradeceu, porque a criança atrapalhava as aulas, que, em teatro, muitas vezes exigem leituras despudoradas. Mas não sabia como agir.

Há um ano, uma grande faculdade particular, que cobra altas mensalidades, me convidou para dar uma palestra num festival de cinema. Perguntei quanto pagariam. A resposta foi que não havia verba para isso. Já dei palestras para alunos de escolas públicas sem pensar em grana. Certa vez, fui a um bairro de periferia, na divisa de São Paulo, onde o portão de ferro era trancado para evitar a violência das ruas. Jamais cobraria nada de uma população carente, desde que tenha agenda. Mas de uma faculdade caríssima? Expliquei: o cachê era uma questão de respeito. Desistiram de mim.

Agora, vamos ver: quem são os mestres das grandes escolas de comunicação? Jornalistas que trabalharam em algum lugar há 20, 30 anos. Roteiristas fora do mercado. Gente que, reconheço, tem seu valor. Conhecem teoria, têm tempo para estudos aprofundados. E me desculpem as raríssimas exceções, que não conheço. Mas não pode ser só isso.

A universidade se distancia da realidade do mercado de trabalho. Muitos conhecidos da área e eu sentimos que seria bom compartilhar nossa experiência, não pela grana, mas para exercer uma função social. Trocar. Formar. Não pretendo fazer uma tese, mas meu trabalho já não me habilita a dar aulas de roteiro? Se ambicionasse uma cátedra, teria de seguir todos os passos da burocracia acadêmica. Que, pior, entrega ao mercado gente absolutamente despreparada. Jornalistas que não escrevem, atores que não representam, roteiristas capazes de tão somente fazer uma linda tese sobre roteiros, como seus mestres. Os acadêmicos tremem diante da ideia de seus castelos ruírem. É burrice, deles e do sistema. Ninguém devia tremer, mas compartilhar.

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