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Posts tagged Wall Street Journal

Na Coreia do Sul, professor de inglês ganha R$ 9 milhões por ano

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Publicado por UOL

Com aulas à venda na internet, professor Kim Ki-Honn ganha mais de R$ 9 milhões por ano (SeongJoon Cho/The Wall Street Journal)

Com aulas à venda na internet, professor Kim Ki-Honn ganha mais de R$ 9 milhões por ano (SeongJoon Cho/The Wall Street Journal)

O professor Kim Ki-Hoon ganha mais de R$ 9 milhões (US$ 4 milhões) por ano na Coreia do Sul. Conhecido como ‘rock-star’, ele trabalha há mais de 20 anos com aulas particulares de reforço. As informações são do “Wall Street Journal”.

Ki-Hoon trabalha cerca de 60 horas por semana ensinando, mas apenas três dessas horas passa dando aulas. Suas aulas são gravadas em vídeo e tornaram-se commodities na internet, onde estão disponíveis para compra por R$ 9,10 (US$ 4) a hora.

A maior parte de seu tempo, Ki-Hoon gasta respondendo a mensagens de estudantes que precisam de ajuda em deveres de casa.

“Quanto mais trabalho, mais eu ganho”, disse o professor ao “Wall Street Journal”, “Gosto disso”.

Anualmente, cerca de 150 mil alunos assistem a suas aulas, é isso o que explica o volume de seus ganhos. A maioria é composta por estudantes do ensino médio que querem melhorar seu desempenho na prova nacional, uma espécie de Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Rock-star
Seu nome virou uma marca na Coreia do Sul, sua empresa tem 30 funcionários. O professor Ki-Honn tem cerca de 120 estudantes presenciais em cada uma de suas aulas, mais do que a maior parte dos professores de cursinhos. No país, os alunos escolhem os professores pela sua qualidade e fama.

Para ter bons professores, os cursinhos buscam profissionais na internet e estão sempre ligados a avaliação de pais sobre a qualidade de seus docentes. Os pais, no entanto, sentem-se pressionados a gastar grandes montantes de dinheiro para pagar aulas extras para seus filhos.

O rock-star Ki-Hoon disse ao “Wall Street Journal” acreditar que a forma de melhorar a qualidade da escola pública é aumentar significantemente o pagamento dos professores conforme seu desempenho. Assim a profissão atrairia os melhores alunos e os pais saberiam que os melhores professores estão na escola e não dentro de uma sala de aula privada como se fosse em um shopping.

Dica do Marcos Florentino

Gatsby for dummies

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Vanessa Barbara, no Blog da Companhia

De pouco ou nada adiantou fazer pensamento positivo, acender uma vela aos deuses do cinema ou rezar uma novena pelo discernimento espiritual de Baz Luhrmann: a mais recente adaptação de O grande Gatsby, que estreou nesta sexta-feira, é mais deprimente do que Zelda em dia de cabelo ruim.

A crítica americana foi quase unânime em destroçar o filme. Numa resenha para a revista New Yorker, o jornalista David Denby afirmou que Luhrmann não é um cineasta, mas um diretor de videoclipes com recursos infinitos e uma impressionante ausência de bom gosto.

Peter Travers, da Rolling Stone, pediu silêncio aos leitores para ouvir F. Scott Fitzgerald revirando-se no túmulo. “O filme é tão rígido e morto quanto uma vitrine de butique de luxo”, declarou. Já Rex Reed, do New York Observer, disse que a adaptação tem a força narrativa de uma água de torneira. O New York Times classificou a obra de rasteira e agudamente inautêntica; no Wall Street Journal, Joe Morgenstern a acusou de elefantíase artística. Todos reprovaram o excesso, a superficialidade e a vulgaridade desta superprodução que custou 150 milhões de dólares.

Luhrmann, que assina o roteiro com Craig Pearce (ambos de Moulin Rouge), transformou o texto sutil, denso e complexo de Fitzgerald numa orgia visual e hiperativa com dançarinas seminuas, zebras infláveis, plumas, pérolas, mafiosos de fraque, trapezistas, palhaços, acrobatas e uma orquestra no meio da piscina, como “um baile de formatura à fantasia invadido pelo Cirque du Soleil”, comparou Reed.

A cena mais infeliz é a da primeira aparição de Jay Gatsby. No livro, a apresentação é feita casualmente durante uma festa na mansão. Nick conversa com um desconhecido que, no fim, se identifica como o anfitrião, desculpando-se pela falta de modos. No cinema, a câmera dá um close grosseiro em Leonardo DiCaprio, que exclama: “Eu sou Jay Gatsby!” ao som de Rhapsody in Blue, de Gershwin, e emoldurado pelo espocar de fogos de artifício.

(Há tantos closes em O grande Gatsby que o crítico Rex Reed o chama de “um filme sobre orelhas”.)

O pior de tudo, porém, é o roteiro. Por motivos didáticos, recorreu-se a um sofrível recurso de framing device que sustenta o enredo: Nick está internado num sanatório e conta seus dissabores a um psiquiatra, que o aconselha a transformá-los em livro. As falas em off são mal escritas, soporíferas e redundantes, atribuindo a Nick uma personalidade rasa. Muitas vezes, ele narra uma cena e então a repete em forma de diálogo, enquanto na tela pipocam as palavras datilografadas — em 3D, ainda por cima. (Não há nenhum motivo terreno que explique a adoção desse formato.)

Outra prova de que o diretor esforçou-se para legar às massas um verniz do romance: a expressão old sport (meu velho) é repetida não menos do que 55 vezes, provavelmente para quem é surdo de um ouvido. No momento em que Nick descreve a sensação de estar “dentro e fora” das situações, Luhrmann acha cabível mostrar o narrador materializando-se na cena e depois fora dela, o que me lembrou vivamente um episódio dos Teletubbies.

No livro, o relato da reunião no apartamento de Myrtle é soturno, esquisito e incoerente, cheio de lacunas. A embriaguez de Nick é mais um estado letárgico do que uma frenética orgia regada a ecstasy, porém esta parece ter sido (como sempre) a opção de Luhrmann.

Já a tensão psicológica entre os personagens indiferentes e descuidados (até o narrador tem defeitos de caráter) dá lugar, no filme, a um bacanal espalhafatoso e violento, anulando as nuances do livro numa barulhenta sucessão de festas e futilidade. Não há espaço para ambiguidades nem delicadeza.

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O ponto forte desta adaptação é a fotografia. Por meio de reconstituições computadorizadas de Nova York nos anos 20, veem-se impressionantes cenas panorâmicas de Long Island que situam até o espectador mais perdido; uma belíssima tomada aérea do carro amarelo atravessando o Vale das Cinzas em direção a Manhattan; vistas detalhadas das duas penínsulas separadas pela baía; travellings da ponte Queensboro; a imponência da mansão dos Buchanan e a extravagância do palácio de Gatsby. É certo que, às vezes, Nova York fica parecendo a Hong Kong de Batman: O Cavaleiro das Trevas, mas isso é o de menos. Gostei do expressionismo dos trabalhadores do Vale das Cinzas, das janelas dos apartamentos em Manhattan e do saxofonista solitário.

Por outro lado, a trilha sonora é de supurar o apêndice. Em vez de swing jazz, charleston e foxtrote temos hip-hop, Beyoncé e André 3000 comandados pelo rapper Jay-Z, que assina a catastrófica trilha. Em vez de lindy hop, shimmy e vaudeville, temos uma dança estilo rave totalmente fora de contexto. “Nada como o hip-hop para acrescentar relevância a um clássico”, ironiza Peter Travers.

Se a ideia era mesclar a estética e os ritmos dos anos 20 com a atualidade, o único acerto foi a versão jazzística para Crazy in Love, de Beyoncé, executada pela Bryan Ferry Orchestra. Podia ter seguido essa lógica nas outras faixas.

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Rebatendo as críticas, Baz Luhrmann diz que o romance de Fitzgerald também foi mal recebido na época, e que os resultados da bilheteria é que irão julgar a qualidade do filme.

Talvez a intenção do diretor tenha sido mimetizar Jay Gatsby, um “homem saído da própria concepção platônica de si mesmo”, que, reinventando-se, esvaziou-se de substância e verdade. Um galã de anúncio feito para agradar. Como observa o Homem dos Olhos de Coruja, os livros de Gatsby são absolutamente verdadeiros, mas suas páginas nunca foram cortadas.

O filme de Luhrmann é como a biblioteca do protagonista: uma suntuosa parede de encadernações verdadeiras, mas jamais lidas. Uma ilusão que só vai até certo ponto, não passando das aparências. “Mas o que vocês queriam? O que esperavam?”, conclui o Homem dos Olhos de Coruja.

Nesse sentido, Luhrmann nos deu uma interpretação perfeita de O grande Gatsby.

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Extras: Leia aqui uma análise das adaptações anteriores de O grande Gatsby para o cinema.

Editoras criticam pedido da Amazon por novos domínios na web

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Reclamantes alegam que atendimento da solicitação ameaçará competição no mercado de e-books

Iniciativa da Amazon desperta ira da concorrência Reprodução da internet

Iniciativa da Amazon desperta ira da concorrência Reprodução da internet

Publicado por Reuters [via O Globo]

Dois grupos da indústria de editoração, a Authors Guild e a Association of American Publishers, colocaram-se contra o pedido da Amazon.com para controlar novos domínios na internet, noticiou o jornal “Wall Street Journal”.

As organizações afirmam que permitir que a Amazon tenha endereços na internet com sufixos como “.book”, “.author” e “.read” seria uma ameaça à competição, disse o jornal.

A Barnes & Noble também criticou a solicitação da Amazon, informou o jornal.

Um porta-voz da Amazon recusou-se a comentar sobre as objeções, de acordo com o “Wall Street Journal”.

No ano passado, a Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN) deu início a um processo para permitir que organizações registrem novos sufixos para endereços na web, além de “.com” e “.edu”.

O ambicioso plano para liberalizar os endereços na internet atraiu 1.930 solicitações, quase metade originária da América do Norte, com a Amazon e o Google solicitando dezenas de domínios, incluindo “.cloud”, “.buy” e “.book”.

O brasileiro que escreveu mais de mil livros e foi parar no Guiness Book

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Paulo Moura, no Hypeness

A maior linha de produção literária do mundo, segundo o próprio Guiness Book, pertence a um médico paulista de 66 anos chamado Ryoki Inoue. São 1100 obras publicadas com mais de 39 pseudônimos, por exigência dos editores, desde 1986, quando escreveu seu primeiro livro – um western com o título Colts de McLee.

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“Ele produz capítulos inteiros durante suas idas ao banheiro”, afirma o jornalista Matt Moffet, do Wall Street Journal, que passou um dia inteiro ao seu lado nos anos 90 para vê-lo escrever de cabo a rabo um romance de 210 páginas chamado Sequestro Fast-Food.

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Ryoki já passou por quase todos os gêneros literários – romances, crônicas, contos e textos jornalísticos. A maioria das edições ultrapassou com facilidade a marca de 10 mil exemplares vendidos. Só existe um tipo de obra que ele diz que não fará por dinheiro nenhum no mundo: biografias de políticos.

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dica do Felipe Nogueira

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