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Maior biblioteca pública da Europa tem 10 andares, jardim suspenso e wi-fi

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Publicado no UOL

http://imguol.com/c/entretenimento/2013/09/18/fachada-da-maior-biblioteca-publica-da-europa-em-birmingham-com-wi-fi-gratuito-em-seus-10-andares-e-jardins-suspensos-o-predio-faz-parte-do-plano-de-renovacao-da-segunda-maior-cidade-1379473483953_956x500.jpg

Esqueça a imagem de livros de páginas amareladas, acumulados em prateleiras poeirentas. Combinando arquitetura, inovações e raridades shakespearianas, a maior biblioteca pública da Europa em número de visitantes redefine o conceito de local de conhecimento.

Localizada a cerca de 2 horas de Londres, a nova biblioteca de Birmingham deve atrair 3,5 milhões de frequentadores por ano, de acordo com as expectativas da organização. Com wi-fi gratuito em seus 10 andares e jardins suspensos, o prédio faz parte do plano de renovação da segunda maior cidade inglesa, mas já serve como referência a outras grandes bibliotecas no velho continente.

O UOL visitou o local, inaugurado no dia 3 de setembro pela jovem paquistanesa Malala Yousafzai. A ativista, que foi levada para Birmingham para receber tratamento após ser baleada pelo Talibã por defender a educação de meninas em seu país, mora atualmente na cidade.

Em um momento em que o governo britânico tem fechado bibliotecas públicas pelo país, abatidas pela recessão, os números estimados para o espaço impressionam.

O prédio de 31 mil metros quadrados foi projeto por arquitetos holandeses para abrigar um milhão de volumes impressos – o maior acervo público no Reino Unido. Desses, 400 mil estão disponíveis para o público.

Conforme o diretor, Brian Gambles, o projeto totalizou £ 188,8 milhões (cerca de R$ 680,95 milhões) – £ 4,2 milhões (R$ 15,15 milhões) a menos do que o orçado.

“É sobretudo um local de transformação: sobre como temos transformado a vida das pessoas, com educação, e sobre como tornar uma biblioteca para a era digital”, ressalta.

Após passar cinco anos trabalhando no projeto, a arquiteta Francine Houben, do escritório holandês Mecanoo, conta que tentou refletir no prédio uma cidade de população jovem e multicultural. Sua obra foi criada para desenvolver os sentidos.

“É uma ode ao círculo”, explica Francine, em referência às formas circulares de diferentes elementos do edifício, como a rotunda de livros, que compreende três andares e conta com luz natural.

Não é apenas a leitura que deve atrair cerca de 10 mil visitantes por dia: o local inclui dois jardins suspensos, anfiteatro ao ar livre, área musical, biblioteca infantil e espaços para estudos com diferentes configurações, entre outros.

“Cada biblioteca é diferente. O que é único na de Birmingham é seu acervo e seu patrimônio”, ressalta a arquiteta, que deve ir a São Paulo no final de outubro para uma palestra.

Área dedicada a Shakespeare tem 43 mil livros, incluindo as quatro primeiras coleções publicadas das peças teatrais do autor (conhecidos como “Folios”) e edições raras de obras individuais impressas antes de 1709

Shakespeare no topo

A biblioteca de Birmingham conta com uma das maiores coleções de William Shakespeare no mundo. O dramaturgo inglês – nascido em Stratford-Upon-Avon, cidade na mesma região inglesa – é homenageado em um espaço histórico, remontado no topo do moderno edifício.

A sala fazia parte originalmente da segunda biblioteca da cidade, inaugurada em 1882 (após um incêndio ter destruído o primeiro prédio). Em estilo vitoriano, com painéis de madeira e gabinetes de vidro, ela foi removida inteiramente e restaurada.

Apesar de a coleção shakespeariana ter se tornado maior do que a capacidade da sala já no início do século 20, ela ainda está abrigada no prédio. São 43 mil livros, incluindo as quatro primeiras coleções publicadas das peças teatrais do autor (conhecidos como “Folios”) e edições raras de obras individuais impressas antes de 1709.

As prateleiras do espaço também dispõem de outros importantes acervos, que passam por digitalização para ser disponibilizado ao público. Alguns podem ser conferidos em mesas com touch screen, desenvolvidas especialmente para a biblioteca.

Uma das preciosidades é o arquivo da empresa Boulton & Watt, o mais importante da Revolução Industrial, com cerca de 29 mil desenhos industriais da época.  No catálogo online, há menção da venda de uma máquina a vapor para a cunhagem de moedas para o Brasil, em 1811.

Entre as mais de 8,2 mil publicações datadas antes de 1701, estão três livros impressos em 1479 pelo primeiro gráfico inglês, William Caxton, em perfeito estado. A edição do “Birds of America” (“Aves da América”), publicado pelo naturalista John James Audubon na primeira metade do século 19, figura entre os mais caros do mundo devido sua raridade e é um dos destaques.

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Além disso, a biblioteca pública de Birmingham é a única no Reino Unido a ter uma das coleções nacionais de fotografias, com mais de 3,5 milhões de imagens.

Em outubro, o espaço deverá receber escritores renomados como Lionel Shriver (autora de “Precisamos Falar sobre Kevin” e “O Mundo Pós-Aniversário”) e Carol Ann Duffy (escritora e poetisa escocesa, primeira mulher a ser indicada como “Poeta Laureado” do Reino Unido) durante o festival de literatura de Birmingham.

A expectativa é que a biblioteca se torne um novo destino turístico na região central da Inglaterra.

Caneta ensina a escrever

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Publicado no Catraca Livre

Uma caneta promete acabar com o drama para quem comete erros de gramática e ortografia. Toda a vez que a pessoa comete um erro, a caneta vibra. Pelo celular é possível corrigir o erro. Veja as imagens aqui

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Caneta vibra quando percebe o erro

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Aparelho vibra e está ligada a wi-fi

Fotos: Divulgação

ONG leva kit com Wi-Fi e plataforma de ensino a lugares pobres

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Instituição foi criada a partir de experiência em orfanato mongol

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Publicado por Terra

Zaya, uma menina órfã de 15 anos, teve a oportunidade de aprender matemática através das aulas da Khan Academy em 2011, em Ulan Bator, na Mongólia. Empolgada com o aprendizado – ao qual ela provavelmente nunca teria tido acesso se o engenheiro Neil DSouza não tivesse levado ao seu orfanato os vídeos de Salman Khan –, ela não parou por aí. A jovem começou a criar suas próprias lições, traduziu 250 vídeos de Khan para o mongol e ajudou outras crianças a aprender a disciplina.

Sua atitude acabou sendo também inspiradora e motivadora para que DSouza não abandonasse seu projeto, incipiente e então batizado de Teach a Class, de levar educação de alta qualidade a crianças de 6 a 13 anos em qualquer lugar do mundo através da tecnologia. “Zaya fez eu entender que o que eu me propunha a fazer era possível e por isso eu dei o nome dela, que também significa destino em mongol, à minha organização”, disse o engenheiro que largou um emprego na Cisco nos Estados Unidos para trabalhar pela educação.

Muitas escolas (em zonas rurais e pobres) tinham computadores, mas eles não eram utilizados, seja por falta de acesso à internet ou despreparo dos professores

No primeiro ano, ele se dedicou a proporcionar conectividade e conteúdos de recursos educacionais abertos (REA), como as aulas de Salman Kahn e do Discovery Education, a escolas em zonas rurais e pobres da Indonésia e da Mongólia. Queria resolver um problema que percebeu ao viajar pelo mundo: muitas escolas tinham computadores, mas eles não eram utilizados, seja por falta de acesso à internet ou despreparo dos professores.

Para levar boas aulas aos alunos, o primeiro produto da ONG Zaya foi uma caixa que cria uma micronuvem capaz de armazenar dados (as aulas) e dar acesso Wi-Fi a essa nuvem (por meio de um roteador) a computadores e aparelhos móveis. A solução ainda tem uma bateria que dura 10 horas, o que permite que funcione em lugares onde não há energia elétrica.

Conteúdo é uma coisa e contexto é outra. As crianças podem olhar o conteúdo sem entender a lição. Muitos acham que basta traduzir aulas para uma língua diferente, mas nem sempre funciona
Neil DSouza
engenheiro e fundador da ONG

Da experiência em 20 instituições nos dois países – das quais uma era o Lotus Children Center, orfanato de Zaya –, DSouza percebeu que não bastava apenas oferecer conteúdos livres prontos para garantir o aprendizado, mas era preciso adaptá-los e criar um modelo pedagógico eficiente para transmiti-los. “Conteúdo é uma coisa e contexto é outra. As crianças podem olhar o conteúdo sem entender a lição. Muitos acham que basta traduzir aulas para uma língua diferente, mas nem sempre funciona”, diz DSouza. “É preciso proporcionar a experiência correta aos usuários, que no nosso caso são as crianças”, explica.

No segundo ano de trabalho (2012), a equipe da Zaya passou a desenvolver uma plataforma pedagógica para colocar dentro da micronuvem com o objetivo de melhorar a forma como as informações são passadas e, consequentemente, percebidas pelos alunos. A ferramenta agora tem modelos prontos de vídeos, avaliações, exercícios, que propõe um tipo de aprendizado baseado em habilidades e podem ser adaptados a vários tipos de conteúdo. Além disso, a solução gera dados sobre como as crianças estão aprendendo, que também ajudam os professores.

Na Índia, onde a equipe da Zaya está trabalhando em 2013, produtores locais foram chamados para formular boa parte das aulas, de acordo com o currículo e a realidade do país. “Os templates estão prontos. Se formos ao Brasil, já temos esses modelos e é só fazer o conteúdo para colocar neles. Agora, já conseguimos dizer aos produtores de aulas como fazer isso para preencher o gap educacional”, diz DSouza, que pretende visitar o País no ano que vem, quando vai conversar com ONGs sobre seu projeto.

Laboratórios de aprendizagem
A partir de uma parceria com a ONG Teach for India, a ferramenta começou a ser utilizada este ano em 10 escolas nas aulas de inglês e matemática, mas é no aprendizado fora da sala de aula regular que se concentram os mais recentes esforços da Zaya. Neste ano, a solução completa da ONG ganhou um novo elemento. Além da conectividade e da plataforma pedagógica, Zaya criou novos tipos de laboratórios de aprendizagem, que pretende espalhar pelo mundo, sempre com o mesmo objetivo de proporcionar ensino de qualidade a quem ainda não tem acesso a esse direito básico.

Se formos ao Brasil, já temos esses modelos e é só fazer o conteúdo para colocar neles
Neil DSouza

Segundo DSouza, quase 80% dos estudantes indianos frequentam aulas de reforço depois da escola. Mesmo as famílias pobres pagam de US$ 5 a US$ 10 por mês por tutorias diárias para seus filhos, porque não confiam no sistema de ensino do país.

“Não é fácil implementar um projeto como o nosso dentro da escola. Como a nossa meta é impactar as crianças e como elas já passam duas horas a mais estudando depois da aula, decidimos que não deveríamos atuar apenas no sistema de ensino tradicional”, conta.

Os primeiros cinco laboratórios inaugurados pela Zaya em Mumbai são confortáveis e têm um design moderno, onde as crianças podem entrar, pegar um tablet e começar a estudar. Elas aprendem a mesma coisa que na escola, mas de uma maneira mais efetiva, usando a plataforma, com ajuda de professores facilitadores. “São como lojas da Apple da educação”, compara o fundador da ONG. Até o fim do ano, a expectativa é ter 20 desses laboratórios na Índia.

São como lojas da Apple da educação
Neil DSouza
sobre os laboratórios da ONG

Por enquanto, alguns deles são gratuitos, porque foram implantados em parcerias com outras ONGs, e outros cobram a mesma taxa que os indianos já estão acostumados a pagar por aulas extras, modelo que o indiano imagina usar daqui para frente para aumentar a rede. A ideia ambiciosa de DSouza é que esses laboratórios sejam replicados a partir de uma prática de franchising, no qual a Zaya fornece um kit composto por 20 ou 25 tablets, a caixa com o roteador e a ferramenta pedagógica, um projetor e fones de ouvido para serem gerenciados por pessoas engajadas em educação. “Pode ser instalado até em casa. Estamos criando uma rede de laboratórios para as crianças frequentarem depois da escola”, diz.

Esses laboratórios também fazem parte também da estratégia para tornar a marca Zaya conhecida e sustentável. Como o custo de instalação é pequeno e o que as pessoas pagam para usar os laboratórios não é muito, DSouza imagina que essa é uma forma eficiente de expandir o aprendizado pelo mundo. “Não esperamos fazer dinheiro disso, mas não queremos que as pessoas deixem de usar nossos programas por falta de fundos. Queremos que seja sustentável”, diz DSouza.

Por enquanto, a Zaya se mantém com doações e valores recebidos em prêmios.

Caneta vibra quando você comete um erro ortográfico

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Publicado originalmente no Papel Pop

É um milagre, é um milagre! Já imaginou uma caneta que avisa quando você comete um erro ortográfico? Algo tipo um corretor do Word, só que na sua caneta? Sim, sim! Essa é a proposta da caneta Lernstift, que, usando sensores de movimento, é capaz de detectar o que o usuário está escrevendo e vibra quando alguma palavra é escrita de forma errada.

O produto surgiu após um casal alemão perceber que seu filho cometia muitos erros e, para facilitar no processo de aprendizagem, eles criaram a caneta. Melhor: a caneta vibra, também, quando você comete algum erro de gramática. Para quem tem a letra feia, a Lernstift também ajuda: ela reconhece falhas na forma ou na legibilidade de cada letra. É um milagre, vai?

Como ela funciona? Através de uma antena Wi-Fi, que envia a escrita para um smartphone, por exemplo, que detecta os movimentos e avisa se algo foi escrito errado. A caneta ainda é um protótipo, mas já é possível reservar uma para você. Caso os criadores consigam o dinheiro necessário para desenvolver o item, você terá uma em agosto =)

E teclando dando choque? Quando é que sai?

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