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1010 maneiras de comprar (um livro) sem dinheiro

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Publicado na revista Super Interessante

Dia 23/04 foi o Dia Internacional do Livro. A comemoração nasceu há quase 90 anos na Catalunha (Espanha) e mais tarde foi instituída como efeméride mundial pela UNESCO, por ter sido o dia de morte de grandes escritores, como o espanhol Miguel de Cervantes e o inglês William Shakespeare. Na Europa, a data costuma ser celebrada com ofertas e descontos em livrarias. Mas, na Catalunha, há três anos surgiu uma iniciativa que promove a leitura e dá valor ao livro de outra forma que não pelo dinheiro: 1010 Ways To Buy Without Money* (1010 Maneiras de Comprar Sem Dinheiro, em inglês).

Comprar livros sem dinheiro. Parece incoerente, não? Só que isso não significa que o livro é grátis. A ideia é vender livros em troca de ações que devem ser realizadas e comprovadas pelos clientes. Valem ações do tipo:
– ligar para a sua mãe e dizer que você a ama;
– montar uma playlist alegre e compartilhar com seus amigos;
– doar sangue;
– deixar de fumar; ou
– tornar-se um doador de órgãos.

Os 1010 preços seguem uma lógica. Eles devem significar uma ação positiva para a pessoa que realiza, proporcionar um valor para a coletividade, gerar algum tipo de utilidade ou despertar a reflexão sobre consumo e sustentabilidade.

A proposta é da agência de publicidade Carlitos e Patricia, de Barcelona. Uma equipe de 20 voluntários trabalhou por algumas semanas para catalogar todos os livros e atribuir seus preços. As obras foram doadas por escolas, associações, editoras, autores, amigos e desconhecidos.

Na semana passada, quando se comemorou o Dia Internacional do Livro, a mesma equipe esteve no espaço do projeto, montado na Plaza Real de Barcelona, para vender as obras e ajudar as pessoas nesta compra diferente. Alguns “pagamentos” podiam ser feitos à vista e, para isso, havia um fotógrafo registrando as ações. Mas em boa parte das compras, as pessoas se comprometeram a enviar uma prova de que a ação foi cumprida. O sucesso da iniciativa está na confiança: “Se não fizer nada em troca, é como se a pessoa roubasse o livro”, explicou uma das voluntárias.

Esta terceira edição do 1010 Ways To Buy Withou Money contou com eventos simultâneos em outras cidades do mundo, como Madrid, Amsterdam, Buenos Aires e Montevidéu. Em breve, o site do projeto* será atualizado com imagens e vídeos de todas as edições e com orientações para organizar e divulgar seu evento de venda sem dinheiro. A expectativa da agência é de que, num futuro próximo, o projeto realize eventos com outros objetos, além de livros.

Eu também aderi à campanha. Minha escolha na banca do “1010 Ways To Buy Without Money” foi demorada. Fiquei em dúvida entre um livro e um pôster de ilustração. O preço do livro era “Ir a pé ao trabalho por um mês”. Achei uma ótima ideia, mas como aqui em Barcelona não tenho emprego fixo que faça me deslocar com frequência, percebi que não teria como pagar. Neste projeto, o preço também influencia muito na hora da compra. E alguns não estão ao nosso alcance. Mas há produtos para todos os bolsos. Optei pelo pôster, com um preço que posso e estou disposta a pagar: adotar uma árvore. O voluntário que me atendeu enfatizou o significado de ADOTAR: “tem que cuidar também”, disse. Negócio fechado!

No vídeo abaixo, você pode ver um pouquinho da edição do ano anterior, em Montevidéu:

*1010 Ways To Buy Withou Money

Imagens: Divulgação

Cidade mineira terá réplica de teatro de Shakespeare em 2016

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Em 2016, festivais mundo afora lembrarão os 400 anos da morte de William Shakespeare. No Brasil, a celebração promete ser bem ambiciosa, com a inauguração da primeira réplica oficial fora da Inglaterra do famoso teatro Shakespeare Globe de Londres.

A réplica do Shakespeare Globe mineira terá 1,5 mil lugares e será inaugurada em 2016 (Divulgação)

A réplica do Shakespeare Globe mineira terá 1,5 mil lugares e será inaugurada em 2016 (Divulgação)

Mariana Della Barba, na BBC Brasil

O teatro será construído na cidade mineira de Rio Acima, a 30 quilômetros de Belo Horizonte, e custará R$ 43 milhões.

Fora a construção do teatro em si, com sua característica forma circular e 1,5 mil lugares, o projeto envolve ainda a criação de uma escola de dramaturgia, festivais teatrais itinerantes, uma filial no Rio e ações de intercâmbio entre o Globe brasileiro e o original, além de outras iniciativas.

E a maioria delas saiu da mente do ator e produtor Mauro Maya, um ex-torneiro mecânico que há 15 anos, quando era funcionário da Vale, se “viciou” em Shakespeare, como ele mesmo diz.

“Foram quatro anos de negociação com o pessoal do Shakespeare Globe. Eu cheguei lá com meu inglês totalmente vira-lata”, conta Maya à BBC Brasil. “Mas fui mostrando que o Brasil não era só samba e futebol. Fui mostrando minha paixão por Shakespeare e, assim, fui ganhando os caras.”

Ele conta que resolveu dar vazão ao seu sonho “maluco” de criar uma plataforma shakespeariana no Brasil quando conseguiu convencer a Vale a ceder para esse fim um terreno de 20 mil metros quadrados que estava abandonado. Outros patrocínios de peso estão sendo negociados.

Maya (esq.) se reuniu no Globe com Peter McCurdy, responsável pela marcenaria artesanal do teatro londrino

Maya (esq.) se reuniu no Globe com Peter McCurdy, responsável pela marcenaria artesanal do teatro londrino

Sotaque brasileiro

Segundo Maya, o projeto também pretende ir além do dramaturgo inglês, ao debater e encenar autores nacionais, como Guimarães Rosa, Machado de Assis e Ariano Suassuna. Ainda seguindo essa ideia de intercâmbio, grupos daqui também vão interpretar Shakespeare no exterior.

Outra característica “brasileira” do complexo em Rio Acima se dá na construção do Globe brasileiro. “Como é uma réplica, é claro que o projeto da obra e a atmosfera da Inglaterra serão mantidos, mas o teatro vai ganhar roupagem e cores brasileiras”, conta o ator.

A fachada típica do teatro em Londres (leia o quadro), com seu telhado de palha e muita madeira, será idêntica, assim como o anfiteatro principal, aberto e circular. No entanto, no teatro de Rio Acima, ganhará destaque a técnica de pau a pique, bastante comum no Brasil. Também serão usados elementos barrocos relacionados à cultura brasileira e, especialmente, à mineira.

O Shakespeare Globe inglês confirmou à BBC Brasil que o mesmo escritório de arquitetura responsável pelo teatro em Londres está envolvido no projeto mineiro, dando diretrizes e acompanhando a construção. O engenheiro Peter McCurdy, cuja empresa pesquisou e recriou o lado artesanal da construção britânica, também está trabalhando com Maya no projeto.

‘Filiais’

Além de eventos na sede em Rio Acima, o Globe Theatre brasileiro também terá outros fora do local.
A região de Belo Horizonte receberá, a partir do mês que vem, um festival de teatro e projetos culturais, que vai passar por 25 cidades, como Ouro Preto, Mariana, Itabira, Tiradentes, Congonhas e a própria Rio Acima. A iniciativa recebeu R$ 3 milhões em patrocínio da Petrobras, que serão investidos neste ano na tentativa de fomentar o interesse pelas artes cênicas na região.

Já no Rio de Janeiro, o Globe brasileiro vai ter uma espécie de filial em um prédio doado pelo poder público na zona portuária, área da cidade que vem passando por um intenso projeto de remodelação.
Mas a empolgação de Maya com o projeto o fez ir além das capitais nacionais para buscar mais parceiros. Em Nova York, ele pediu a colaboração do James Shapiro, professor da Universidade de Columbia especialista em Shakespeare e autor de vários livros sobre o dramaturgo.

Shapiro aceitou participar fazendo parte do conselho que vai gerir o teatro em Rio Acima. O projeto terá outros colaboradores de peso no cenário brasileiro, como Barbara Heliodora, uma das críticas de teatro mais renomadas do Brasil e especialista em Shakespeare, e o diretor teatral Gabriel Vilella, cujo espetáculo Romeu e Julieta foi apresentado em português no Globe Theatre londrino. Ambos serão coordenadores de núcleos temáticos de arte e educação ligados ao Globe brasileiro.

Para a grande inauguração, em 2016, Maya sonha com um festival completo, com 37 peças. “Nesse dia, vou me despedir do meu lado produtor e empreendedor. E vou voltar a atuar”, conta. “Aos 43 anos, eu vou ser Hamlet.”

Os teatros de Shakespeare

O primeiro teatro criado pela companhia de Shakespeare foi o Globe Theatre, construído em 1599 no sudeste de Londres. Mas em 1613 um incêndio destruiu totalmente a construção, cuja cobertura de palha ajudou a propagar o fogo rapidamente.
Um segundo Globe, no entanto, foi erguido no ano seguinte, exatamente no mesmo local – e funcionou durante 28 anos. Em 1642, ele foi fechado e destruído durante a Revolução Puritana, assim como os outros teatros da capital britânica.
Em 1997, o famoso teatro foi reconstruído às margens do Rio Tâmisa, a 230 metros de seu local original. Batizado de Shakespeare Globe, ele foi inaugurado com uma produção de Henrique 5º. É uma réplica desse teatro que será construída no interior mineiro.

A revolução de Gutenberg e as reformas brasileiras

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Roberto Luis Troster no Observatório da Imprenssa

Amanhã [terça-feira, 23/4] é comemorada uma das criações mais importantes da humanidade: o livro. A festa foi oficializada em 1930, em homenagem a Miguel de Cervantes e a William Shakespeare, que coincidentemente passaram para a imortalidade em abril de 1616. Entretanto, o maior mérito por sua popularização foi de um não escritor: Johannes Gutenberg.

Até o século 15, os livros eram caros, copiados a mão, feitos por encomenda e com muitos erros e diferenças de transcrição – alguns textos de Aristóteles chegam a ter oito versões diferentes. Havia uma seleção conveniente do que deveria ser produzido e muitas das reproduções eram alteradas. Serviam para preservar sistemas de poder e evitar mudanças nas relações sociais.

A inovação do uso de tipos móveis de impressão por Gutenberg objetivava apenas baratear os livros: estima-se que conseguiu um preço final 30 vezes menor que o do exemplar copiado a mão, além de oferecer um produto de melhor qualidade. Mas a inovação fez muito mais do que isso.

O uso da imprensa pode ser considerado como o marco de início do mundo moderno. O acesso a mais informação com livros mais baratos aumentou exponencialmente a alfabetização da classe média europeia e fez com que novas ideias se propagassem pelo mundo. Uma análise estritamente quantitativa mostra uma elevação considerável e sustentada das taxas de crescimento econômico mundial a partir de então.

Capital humano

Os livros impressos quebraram o monopólio da aristocracia e da igreja na difusão do conhecimento. Dessa forma, detonaram uma série de revoluções no mundo: econômicas, políticas, religiosas e científicas. Decretaram o fim do geocentrismo e do absolutismo e o início da rotação de culturas na agricultura e das grandes navegações. Foram fundamentais para a transição entre a Idade Média e o mundo moderno.

Outra mudança radical provocada pela inovação de Gutenberg foi a Reforma Protestante. Ao conseguir imprimir milhares de cópias de suas 95 teses e distribuí-las por toda a Europa, Lutero difundiu sua mensagem e granjeou seguidores.

As revoluções políticas na Europa e na América e a industrial na Inglaterra ilustram a força transformadora das ideias. Coincidentemente, os países que se ajustaram mais rapidamente foram os que mais cresceram. Há muitos paralelos entre a revolução de Gutenberg e o momento atual.

A transformação radical em razão da tecnologia e da globalização antecipa uma economia baseada no conhecimento e em cadeias produtivas globais. A questão central é a adequação das pessoas, empresas e países. Alguns, como a China, estão levando vantagem.

No Brasil, observa-se um crescimento menor do PIB e um encolhimento maior do setor industrial em relação ao resto da América Latina e do mundo. As explicações incluem a política educacional capenga, o protecionismo, reservas de mercado e o foco nos lucros de curto prazo. Vive-se uma realidade que exige um novo paradigma, com outras noções de tecnologia, tributação, logística, políticas macroeconômicas, velocidade de adaptação e de acesso ao conhecimento.

(mais…)

Blogs que conectam poesias

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Jovens de Caruaru e cidades circunvizinhas adotam a internet como ferramenta de produção literária

Foto: Bruno Brandão

Foto: Bruno Brandão

Jénerson Alves de Oliveira, para o Livros e Pessoas

Eles podem ser chamados de “literautas” (ou seja, literatos e internautas). Trocando a pena pelas teclas, jovens autores pernambucanos encontram na internet formas de divulgação de suas obras literárias. Segundo eles, os blogs são ferramentas poderosas de interação artística, e transformam-se em um parnaso virtual. Jovens de Caruaru e cidades circunvizinhas, como Bonito, Belo Jardim e Garanhuns adotam essas ferramentas. E, podem crer: têm dado certo.

Um exemplo é a estudante caruaruense Natali Gomes. Autora do blog ‘Pensando Em Tudo Antes de Dormir’, a jovem percorre vários estilos literários, como crônicas, poemas e contos. “Escrevo aquilo que eu gostaria de ler. Baseio-me em minha vida, mas escrevo como uma forma de tornar a realidade mais interessante”, confidencia. Natali aprendeu a ler aos 4 anos de idade, e desde cedo desenvolveu um gosto acurado pela leitura. Joaquim Manuel de Macêdo, Machado de Assis, William Shakespeare e Emily Bronte estão entre os autores que ela mais aprecia.

Apesar da adoção do blog, ela também tem o idílio de publicar obras impressas. Inclusive, a jovem escritora já tem 10 livros concluídos, manuscritos. Um deles, inclusive, está pronto para ir à gráfica. Mesmo sem querer muitos detalhes, ela adianta que a obra é um romance adolescente com aspectos realistas, permeando um clima de suspense em certos momentos.

A estudante Agnes Caroline lançou o blog ‘Bailarina Azul’ em julho do ano passado, mediante o incentivo de um professor. Ela explica que o nome do blog é carregado de significados. “A bailarina é meiga, doce e determinada, pois tem de romper limites físicos e psíquicos. A cor azul representa o infinito. Então, o blog representa essa poesia, que é meiga, doce, mas também determinada a ponto de alcançar o infinito inatingível”, explana. A predominância temática da poesia de Agnes é o cotidiano. Ela se inspira no simples, no que parece ser banal, e passa despercebido pelo olhar da maioria – mas é o instante-já captado pela sensibilidade da artista que se converte em palavras.

Até a poesia popular encontra espaço na web. O repentista Nogueira Netto, considerado um dos expoentes entre a nova geração no estado, também vale-se do seu blog para divulgar motes, sextilhas e sonetos, além de divulgar agenda de cantorias. Em uma postagem, ele conta que fez uma espécie de ‘desafio’ através do MSN com o poeta modernista Joabe Tavares, abordando a efemeridade da existência. Uma das estrofes improvisadas por Nogueira foi a seguinte quadra: “Sentindo que a razão / Tá findando pouco a pouco / A minha maior loucura / É pensar que não sou louco”.

Em Garanhuns, a universitária Gabriella Weiss, que cursa Psicologia, e se intitula “escritora amadora” é uma das mais profícuas artífices das letras naquela cidade. Ela possui um ‘mix’ de talentos: escreve poemas, contos, crônicas, compõe músicas e canta. Boa parte do seu material escrito está no blog ‘Alameda da Esperança’. No perfil, Gabriella destaca que tudo começou despretensiosamente. “Eu costumo escrever pra mim. Costumo vir ao meu blog e falar um pouco das minhas experiências, ou apenas falar sobre alguns princípios que aprendi na palavra de Deus. Percebi, então, que pessoas se identificaram, que algumas palavras as tocaram e as fizeram repensar sobre os planos do Senhor para elas. Isso é inspirador para mim”, exclama.

Além deles, nomes como Fernanda Thafnes, Glenny Lorrayne, Anderson Kleyton, Rafael Neto, Marcelo Kislitsyn, Núbia Maher, Andreza Ferreira, Taís Santos e Shirley Ferreira fulguram entre os novos nomes que transformam sentimentos em vernáculos, e buscam transformar a rede mundial de computadores na rede mundial da literatura.

Blogs

Natali Gomes: pensandoemtudoantesdedormir.blogspot.com.br/

Agnes Caroline: bailarinazul.blogspot.com.br/

Nogueira Netto: nogueiranetto.blogspot.com.br/

Gabriella Weiss: http://alameda7.wordpress.com/

Fernanda Thafnes: http://saidasopostas.tumblr.com/

Glenny Lorrayne: http://lunae.blogspot.com

Anderson Kleyton: http://flordelibra.blogspot.com.br/

Rafael Neto: nosbordoesdaviola.blogspot.com.br/

Marcelo Kislitsyn: http://www.marcelokislitsyn.blogspot.com.br/

Nubia Maher: devaneioseretalhos.blogspot.com.br/

Andreza Ferreira: http://adeafrer.blogspot.com/

Taís Santos: http://taislaianysantos.blogspot.com.br/

Shirley Ferreira: http://shirleyisa.blogspot.com/

Presos que lerem Dostoiévski terão pena reduzida em SC

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Géssica Valentini, no G1

Detentos voluntários receberam um exemplar do livro,
acompanhado de um dicionário
(Foto: TJSC/Divulgação)

Um projeto da Vara Criminal de Joaçaba, no Oeste de Santa Catarina, prevê a redução de até quatro dias na pena de detentos que lerem obras clássicas, de autores como Fiódor Dostoiévski. A proposta, chamada ‘Reeducação do Imaginário’, é coordenada pelo juiz Márcio Umberto Bragaglia e iniciou na manhã desta sexta-feira (23).

De acordo com o Tribunal de Justiça (TJ) do estado, a proposta consiste na distribuição dos livros aos apenados da comarca. Posteriormente, magistrado e assessores vão realizar entrevistas. “Os participantes que demonstrarem compreensão do conteúdo, respeitada a capacidade intelectual de cada apenado, poderão ser beneficiados com a remição de quatro dias de suas respectivas penas”, explica o TJ.

“O projeto visa a reeducação do imaginário dos apenados pela leitura de obras que apresentam experiências humanas sobre a responsabilidade pessoal, a percepção da imortalidade da alma, a superação das situações difíceis pela busca de um sentido na vida, os valores morais e religiosos tradicionais e a redenção pelo arrependimento sincero e pela melhora progressiva da personalidade, o que a educação pela leitura dos clássicos fomenta”, explicou o juiz Bragaglia.

Apenados receberam o livro na sexta-feira (23),
em Joaçaba (Foto: TJSC/Divulgação)

O primeiro módulo prevê a leitura de ‘Crime e Castigo’, de Fiódor Dostoiévski. No segundo módulo, os apenados devem ler ‘O Coração das Trevas’, de Joseph Conrad. Depois, estão previstas obras de autores como William Shakespeare, Charles Dickens, Walter Scott, Camilo Castelo Branco, entre outros. Os livros serão adquiridos em edições de bolso, com verbas de transação penal destinadas ao Conselho da Comunidade.

Na manhã de sexta (24), os participantes do projeto, todos apenados voluntários do Presídio Regional de Joaçaba, receberam uma edição de ‘Crime e Castigo’, acompanhada de um dicionário de bolso. As avaliações estão previstas para ocorrer após 30 dias. Ainda conforme o TJ, o projeto tem o apoio do Ministério Público de Santa Catarina.

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