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Sucesso na web, ‘Manual da mulher bem resolvida’ vira livro em Araxá

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Obra aborda temas como namoro e independência emocional e financeira.
‘Mudou o jeito de me relacionar’, diz jovem seguidora.

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Publicado no G1

Um vídeo postado há um ano pela blogueira de Araxá, Taty Ferreira, resultou em um livro. O “Manual da Mulher Bem Resolvida” foi lançado nesse sábado (25) em diversas capitais, mas tudo começou na casa da mãe de Taty, no interior mineiro. Segundo ela, antes do canal de vídeos, que hoje tem mais de 700 mil seguidores, ela era colunista em um blog, e mesmo tendo começado com a escrita, ela contou que jamais imaginou escrever um livro através das vivências dela, sobre temas como namoro e independência emocional e financeira. Mas escreveu, e falou ao G1 o que espera com a obra.

A vlogueira disse que esta não é uma obra que vai transformar a vida das leitoras da noite para o dia. A ideia é oferecer um olhar leve e bem-humorado a respeito de dramas comuns a todas as mulheres. “Muita coisa vem das minhas vivências, de coisas que eu observo e escuto de amigos, familiares, mas muito material vem dos leitores. Diversas ideias que eu tiro são desenvolvidas a partir de algo que me contaram. Eu devo bastante aos leitores, principalmente agora, antes eu tinha que criar um tema e agora eu os tenho me enchendo de histórias o todo tempo”, contou.

Taty comentou que a proposta da obra chegou em 2014 e o difícil foi começar, porque depois que inicou, o livro foi escrito em apenas dois meses. “Eles me pediram uma quantidade de páginas e me deram um prazo, eu demorei bastante pra começar, mas quando sentei, escrevi metade das páginas que tinham me passado. Algumas semanas depois eu voltei escrever e acabei entregando mais do que eles queriam”, lembrou.

Vídeos
Para os vídeos, Taty disse que precisa apenas do tema e da câmera. “Gravo em casa e sozinha, faço todo processo, penso no tema, penso nas coisas que vou falar. Montei um cantinho e tem um cenário bonitinho, eu mesmo edito. É um processo é solitário e manual”, explicou.

E é com esta simplicidade que Taty vem mudando a vida de algumas pessoas. Dentre elas, a estudante Ana Gabriela Neves, de 22 anos, de Uberlândia.

Segundo a jovem, após seguir o canal de Taty Ferreira, passou a se posicionar melhor em relação às pessoas. “Mudou o jeito de me relacionar. Não é só pelo fato de pensar mais em mim, mas me colocar em primeiro lugar. Os vídeos são bem engraçados e também uma auto-ajuda. Antes eu tinha medo de falar o que eu achava, não tinha coragem de expor minha opinião, com ela eu deixei de ser assim, comecei a conversar mais abertamente com as pessoas”, comentou.

Ana Gabriela se identifica com várias postagens, mas tem uma que ela não se esquece. “Eu me lembro de um que fala das ‘Cinco Coisas Irritantes que as Mulheres Fazem’, é a mais pura verdade e concordo plenamente com ela. E digo mais, o blog dela não é só para mulheres, mas para os homens também. Ajuda as pessoas a se conhecerem e a deixarmos de ter medo ou vergonha do que a sociedade vai falar”, concluiu.

Aluna de escola pública aprende francês em casa e é aprovada na Sorbonne

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Marcelle Souza, em UOL

As primeiras aulas de francês começaram na cozinha de casa, onde a filha virou aluna e a mãe, professora. Naquela época, Natália Marques não sabia que as lições iriam levá-la tão longe: hoje ela estuda letras modernas na Universidade Paris-Sorbonne.

Mas o caminho até a França não foi simples. Natália sempre estudou em escolas públicas e a família não tinha dinheiro para matricular nenhum dos três filhos em um curso de idiomas. “Eu vi que os primos dela aprendiam inglês desde criança. Então eu disse ‘filha, não posso pagar, mas vou te ensinar o que eu sei”, conta a mãe Sandra Marques, que aprendeu as primeiras palavras em francês com uma amiga e depois ganhou uma bolsa para estudar o idioma na adolescência.

Sem dinheiro para um curso da filha, a mãe instalou um quadro branco na cozinha e começou a ensinar Natália aquilo que sabia. Sandra é professora de educação infantil e, por causa da fluência em francês, nas horas vagas trabalha como baby sitter (babá) em casa de famílias estrangeiras que moram no Brasil.

Por influência da mãe, Natália também começou a trabalhar cuidando de crianças francesas no horário de folga da escola. Em 2012, foi convidada para acompanhar uma família francesa que iria voltar para o país.

“Fiz cursinho e fui aceita na PUC com bolsa integral pelo Prouni. Mas, para minha surpresa, no primeiro semestre de aula recebi uma proposta para ser au pair [babá] na França e não hesitei: larguei tudo e vim para cá”, diz.

Ficou quase um ano trabalhando por lá e voltou com um novo sonho: fazer uma faculdade na França. Foi um longo ano de preparação para o exame de proficiência, com muitas horas de estudo em casa, e a seleção. “Tinha dias que não aguentava mais estudar e tudo parecia tão impossível que tinha vontade de chutar o balde. Mas minha mãe sempre dizia que eu era inteligente e que podia ir longe”, diz.

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“Quando li o e-mail dizendo que tinha sido aceita na Sorbonne, as lágrimas caíram involuntariamente. Chorei em silêncio. Depois li o e-mail mais uma vez e então comecei a gritar e a dar risada ao mesmo tempo. Pensei que a minha mãe fosse desmaiar”, diz.

Há cinco meses em Paris, Natália mora na casa dos pais do namorado e viveu boa parte desse tempo com os cerca de 200 euros que a família conseguia mandar mensalmente. Assim que chegou conseguiu um emprego, mas teve que abandoná-lo para dar conta dos estudos.

“Sempre soube que o ensino na escola pública no Brasil era precário, mas vindo para cá senti na pele essa diferença. Os outros alunos sabem um pouco sobre tudo. Alguns até me ensinam coisas sobre a história do Brasil que eu mesma não conhecia. Às vezes é vergonhoso”, diz. “Eu sinto que tenho progredido, e esse segundo semestre já está bem melhor que o primeiro. Os professores são bem compreensivos e estão sempre à disposição, isso ajuda bastante”.

Agora com um novo emprego, ela busca outra moradia e pretende ajudar outros brasileiros que sonham em estudar na França. “Estou desenvolvendo um blog e um canal no YouTube para ajudar e incentivar pessoas que querem vir para cá”, conta.

Editoras mais populares no Facebook (10)

Sérgio Pavarini

Facebook e Youtube concentraram mais de 90% das acessos às redes sociais no Brasil em novembro, segundo pesquisa da Serasa Experian divulgada ontem (15).

Em média, os brasileiros passaram 27 minutos diários conectados no Facebook e outros 25 minutos navegando no YouTube. Internautas com idade entre 18 e 24 anos responderam por 54,36% da audiência nas redes sociais. A faixa etária de 25 a 34 anos foi responsável por 29,77% dos acessos. Juntas, totalizaram 84% da audiência.

Confiram quais foram as redes sociais mais acessadas do Brasil em novembro:

1. Facebook
2. YouTube
3. Yahoo! Respostas
4. Twitter
5. Google+
6. Instagram

No nosso ranking de editoras, a Impetus subiu uma posição e está em 11º lugar. A Leya também subiu e agora ocupa a 12º posição.

Em 2015, estaremos juntos novamente para acompanhar a atuação das editoras na Internet. Feliz Ano Novo. 🙂

Ranking dezembro

#1:   2.119.000 Chiado

#2:      810.000 Intrínseca

#3:      741.000 Saraiva

#4:      649.000 Record

#5:      473.000 Arqueiro

#6:      441.000 Rocco

#7:      414.000 Cia das Letras

#8:      318.000 Novo Conceito

#9:      212.000 Darkside Books

#10:    203.000 Sextante

#11:    179.000 Impetus

#12:    178.000 CPAD

#13:    169.000 Leya Brasil

#14:    167.000 Casa Publicadora

#15:    161.000 Universo dos Livros

#16:    147.000 Suma de Letras

#17:    142.000 Mundo Cristão

#18:    127.000 L&PM Editores

#19:    122.000 Galera Record

#20:    115.000 Hagnos

Chico Buarque lê trecho de ‘O irmão alemão’, seu novo livro

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Assista ao vídeo com o músico e escritor

Publicado em O Globo

A editora Companhia das Letras divulgou um vídeo em que o cantor e compositor Chico Buarque exibe a capa e lê um trecho de seu novo romance, que chega às livrarias no dia 14 de novembro.

“O irmão alemão” é o quinto romance do autor, que completou 70 anos em junho. Seu último livro, “Leite derramado”, foi lançado há cinco anos e venceu o Prêmio Jabuti de livro do ano (foi a terceira vez que o escritor ganhou o prêmio).

Chico Buarque publicou seu primeiro texto em 1966, um conto chamado “Ulisses”, no songbook “A banda”, de 1966. Na década seguinte, ele lançou a “novela pecuniária” “Fazenda modelo” (1974) e o infantil “Chapeuzinho Amarelo” (1979).

Em 1981, chegou às livrarias o livro de poesia “A bordo do Rui Barbosa”, com texto de Chico e ilustrações do artista plástico e arquiteto Vallandro Keating.

Dez anos mais tarde, Chico Buarque publicou seu primeiro romance,

Capa de "O Irmão Alemão", romance de Chico Buarque

Capa de “O Irmão Alemão”, romance de Chico Buarque

“Estorvo”, que já lhe rendeu um Prêmio Jabuti e foi adaptado para o cinema no ano 2000, por Ruy Guerra.

“Benjamim”, seu segundo romance, saiu em 1995. E também virou filme, com Paulo José no papel-título, contracenando com Cleo Pires, sob a direção de Monique Gardenberg (2003). No mesmo ano em que o filme chegou aos cinemas, Chico lançou o romance “Budapeste”, que lhe rendeu seu segundo Jabuti e mais uma vez ganhou uma versão cinematográfica, do diretor Walter Carvalho (2009).

Em 2010, a premiação de “Leite derramado” como livro do ano gerou uma polêmica. A obra tinha ficado em segundo lugar na categoria romance, atrás de “Se eu fechar os olhos agora”, de Edney Silvestre. O livro do jornalista ficou, por sua vez, atrás do de Chico no prêmio principal, de livro do ano. Sérgio Machado, presidente do Grupo Record, que publicava Silvestre, ameaçou não participar mais do Prêmio Jabuti se as regras não fossem alteradas. No ano seguinte, o troféu literário determinou que só os primeiros colocados de cada categoria poderiam concorrer a livro do ano.

Do novo romance, a Companhia das Letras divulgou, por ora, apenas a capa e o vídeo em que Chico lê um trecho (veja o vídeo acima e leia a transcrição abaixo). Nele, narra as lembranças de um menino em relação à biblioteca do pai e à intensa relação paterna com os livros.

Apesar de ainda ser cedo para assumir que o romance tenha traços autobiográficos, vale lembrar que Chico já se referiu algumas vezes, em entrevistas, a um meio-irmão mais velho que seu pai, Sergio Buarque de Hollanda, teria tido quando morou na Alemanha entre 1929 e 30. Ele se casaria com Maria Amélia, mãe de Chico e seus irmãos, em 1936. Sobre o fato, o compositor e escritor explicou alguns detalhes em entrevista a Geneton Moraes Neto, em 2010: “Eu tenho um meio-irmão alemão. Não sei se ainda tenho. Mas tive. O meu pai teve um filho alemão antes de se casar. Depois, perdeu de vista, porque voltou para o Brasil, onde se casou. Não se relacionou mais com a mulher nem com o filho que teve na Alemanha. A última notícia que ele teve foi durante a guerra. A mulher pediu que o meu pai enviasse documentos provando que não tinha sangue judeu até a segunda ou terceira geração. O meu pai providenciou. Depois da guerra, não teve notícias”.

LEIA TRECHO DE ‘O IRMÃO ALEMÃO’

“Calma, Ciccio, disse minha mãe, quando já crescido lhe perguntei por que meu pai não escrevia um livro, uma vez que gostava tanto deles. Ele vai escrever o melhor libro del mondo, disse arregalando os olhos, ma prima tem que ler todos os outros. A biblioteca do meu pai contava então uns quinze mil livros. No fim superou os vinte mil, era a maior biblioteca particular de São Paulo, depois da de um bibliófilo rival que, dizia meu pai, não havia lido nem um terço do seu depósito. Calculando que ele tenha acumulado livros a partir dos dezoito anos, posso tirar que meu pai não leu menos que um por dia. Isso sem contar os jornais, as revistas e a farta correspondência habitual, com os últimos lançamentos que por cortesia as editoras lhe enviavam. A grande maioria destes ele descartava já ao olhar a capa, ou após uma rápida folheada. Livros que jogava no chão e mamãe recolhia de manhã para juntar no caixote de doações à igreja. E quando porventura ele se interessava por alguma novidade, sempre encontrava algum pormenor que o remetia a antigas leituras. Então chamava com seu vozeirão: Assunta! Assunta!, e lá ia minha mãe atrás de um Homero, um Virgílio, um Dante, que lhe trazia correndo antes que ele perdesse a pista. E a novidade ficava de lado, enquanto ele não relesse o livro antigo de cabo a rabo. Por isso não estranha que tantas vezes meu pai deixasse cair no peito um livro aberto e adormecesse com um cigarro entre os dedos ali mesmo na espreguiçadeira, onde sonharia com papiros, com os manuscritos iluminados, com a Biblioteca de Alexandria, para acordar angustiado com a quantidade de livros que jamais leria porque queimados, ou extraviados, ou escritos em línguas fora do seu alcance. Era tanta leitura para pôr em dia, que me parecia improvável ele vir a escrever o melhor libro del mondo. Por via das dúvidas, quando ao sair do quarto eu ouvia o toque-toque da máquina de escrever, tirava os sapatos e prendia a respiração para passar ao largo do seu escritório. E me encolhia todo se por azar naquele instante ele arrancasse num ímpeto o papel do rolo, achava que em parte era de mim a raiva com que ele esmagava, embolava a folha e a arremessava longe. Outras vezes a máquina cessava para meu pai pedir socorro: Assunta! Assunta!, era alguma citação que ele precisava transcrever urgentemente de um determinado livro. Com isso levava meses para redigir, rever, rasurar, arremessar bolotas, recomeçar, corrigir, passar a limpo e certamente contrafeito entregar para publicação o que seriam rascunhos do esqueleto do grande livro da sua vida. Eram artigos sobre estética, literatura, filosofia, história da civilização, que ocupariam uma coluna ou um rodapé de jornal. Quando papai morreu, apareceu um editor disposto a publicar uma coletânea dos artigos assinados por ele ao longo da vida. Fui contra, cheguei a mostrar à minha mãe a profusão de correções e emendas ilegíveis que meu pai sobrepusera ao texto ou anotara à margem dos próprios artigos, recortados dos jornais. Mas mamãe estava convencida de que o livro seria aclamado no meio acadêmico, quiçá editado até na Alemanha, graças aos escritos de juventude concebidos naquele país. E ainda insinuou que desde a infância eu procurava sabotar meu pai, haja vista aquele ensaio que por minha culpa desfalcaria suas obras completas. Meia verdade, porque era ao meu irmão que de tempos em tempos meu pai confiava um envelope a ser entregue na redação de A Gazeta, do outro lado da cidade, para isso, além do dinheiro do bonde, ele o remunerava com uma quantia suficiente para uma semana de milk-shakes. Mas volta e meia meu irmão me repassava o dinheiro do bonde e o envelope, que eu levava a pé à redação. Não me movia o dinheiro poupado, que mal pagava duas mariolas, eu ficava era todo prosa com tamanha responsabilidade. Ainda ganhei a simpatia dos funcionários do jornal, e não me importava de passar por um suado estafeta do meu pai, em cujas mãos despejavam mais umas moedas. Mas certa vez, a caminho da redação, parei para jogar um futebol de rua, era comum naquele tempo. Carros circulavam só de quando em quando, e ao avistá-los ao longe os meninos gritavam: olha a morte! Logo recolhíamos as lancheiras, as pastas, os agasalhos que representavam as balizas e aguardávamos na calçada a passagem do carro para recomeçar a partida. Mas nesse dia não foi o trânsito, foi uma chuva súbita que nos obrigou a apanhar depressa nossas coisas e buscar abrigo sob a marquise de um empório. Chegou a cair granizo, que catávamos do chão, chupávamos, atirávamos uns nos outros, uma festa. Mas de repente calhou de eu me lembrar do envelope do meu pai, que eu deixara debaixo de um pulôver e agora estava ali no meio do aguaceiro. Corri para salvá-lo e por pouco não fui atropelado, pois naquele segundo passou um Chevrolet que agarrou o envelope com o pneu e só o soltou duas quadras adiante. Fui colher seus restos, e não havia remédio, o artigo do meu pai era uma estranha massa cinzenta, uma maçaroca de papel molhado”.

Indiretas Responde: todas as suas dúvidas em vídeo!

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Ariane e Jessica, no Indiretas do Bem

Na última semana, completamos 6 milhões de fãs no Facebook! Sim, tudo isso! :~

Para não deixar essa data passar batido – estamos muito, muito felizes! – resolvemos pedir que enviassem suas perguntas no Twitter, Facebook e no Instagram. Juntamos as mais pedidas e transformamos num vídeo! Esperamos que curtam!

[Gostou? Aproveita e se inscreve no nosso canal! http://youtube.com/indiretasdobem]

AH! E, se tiver mais alguma pergunta ou sugestão de vídeo, pede aí embaixo! Quem sabe a gente não grava também? <3

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