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Após vídeo de Jout Jout, livro infantil fica entre os mais vendidos

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Jout Jout leu o livro para em um vídeo, que rapidamente viralizou
Foto: reprodução/Youtube

Obra ‘A parte que falta’ do norte-americano Shel Silverstein, saltou no ranking de vendas no site brasileiro da Amazon

Publicado no JC Online

O sucesso de um dos vídeos mais recentes da youtuber brasileira Jout Jout fez com que uma obra literária se tornasse, rapidamente, um dos livros mais vendidos nesta semana. A influenciadora digital publicou em seu canal no Youtube, na terça (20), um vídeo chamado “A falta que a falta faz”, em que lê e comenta o livro infantil “A parte que falta”, do norte-americano Shel Silverstein.

Rapidamente, a publicação passou a ser uma das mais vendidas no site brasileiro da Amazon, competindo com best-sellers como “Extraordinário”, “Harry Potter” e “O Conto da Aia”.

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“Eu quero dar esse livro para todas as pessoas que eu conheço. Você tem que saber lidar com as faltas. Sempre falta alguma coisa, alguma hora vai faltar”, comentou a youtuber. O vídeo, até a madrugada desta sexta-feira (23), já contabiliza quase dois milhões de visualizações. Nos comentários, muitos internautas elogiam a obra e dizem se identificar com a temática abordada.

Youtuber patrocinado pelo MEC ofendeu negros, gays e nordestinos

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Lukas Marques, do canal ‘Você Sabia’, que recebe dinheiro para defender o novo ensino médio, pediu desculpas por tuítes após revelação do Sensacionalista

Publicado na Veja

O youtuber Lukas Marques, um dos apresentadores do canal “Você Sabia?, contratado pelo Ministério da Educação (MEC) para promover a reforma do ensino médio aprovada pelo governo Michel Temer (PMDB), já publicou no Twitter dezenas de postagens em que ofende negros, gays e nordestinos, além de chamar mulheres de “vadia” e “prostituta”.

Os tuítes ofensivos foram revelados pelo Sensacionalista, site de humor que também publica textos em VEJA e VEJA.com. As publicações de Lukas divulgadas pelo blog podem ser vistas aqui .

Crítico da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), ele fez vários ataques à petista durante a campanha de 2014 e, após a vitória dela, também a seus eleitores. “Nordeste todo elegeu a Dilma porque pensa com a barriga e não com a cabeça’” e “Nordeste, c… do mundo”, foram alguns dos tuítes.

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Também há várias ofensas a homossexuais, como: “Aparece cada viado escroto me seguindo no Instagram”, “nada contra gays, mas não me diga que isso é normal” ou “a pior coisa que tem é sapatão”.

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Negros também são alvos de ataques do youtuber. “Não sou racista…só acho que os pretos poderiam se f… mais”, “Malditos pretos macumbeiros” e “Procurando quem me roubou numa multidão de pretos”.

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Quanto às mulheres, mais baixaria:

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Boa parte dos posts foi publicada entre 2011 e 2014, quando Lukas tinha entre 14 e 17 anos – ele nasceu em setembro de 1997. Logo após a publicação do Sensacionalista, Lukas retirou alguns dos posts e publicou dois tuítes em que se desculpa: “Não é como eu penso e me arrependo de ter postado. Nunca Tive a intenção de ofender ninguém”, escreveu.

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Lukas apresenta o “Você Sabia?”, junto com Daniel Miolo. O vídeo em que defendem a reforma do ensino médio teve 1,7 milhão de visualizações. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o “Você Sabia?” recebeu 65.000 reais do MEC.

Sob a aparência de espontaneidade e sem informar que se trata de comentário pago, o vídeo reforça os principais pontos da reforma, como o aumento da carga horária, e rebate as principais críticas, como as de que a nova fórmula vai excluir disciplinas e prejudicar o aprendizado básico como um todo. “Você que quer trabalhar com história não vai querer ficar perdendo tempo com célula”, diz Lukas no vídeo.
Gasto de R$ 295 mil

Outros canais no YouTube receberam dinheiro do MEC para defender a reforma. Em resposta a VEJA, o ministério revelou que a campanha com “influenciadores digitais” reuniu seis canais e custou no total 295 mil reais aos cofres públicos. Também receberam dinheiro os canais “Pyong Lee”, “Rafael Moreira”, “Malena”, “T3ddy” e “Rato Borrachudo”, escolhidos, segundo o ministério, pelo “critério de veiculação de mídias digitais”.

O MEC diz que não orientou os youtubers a omitirem em seus vídeos que se tratava de conteúdo patrocinado. Segundo o ministério, a contratação e a orientação aos canais é de responsabilidade da agência de publicidade contratada – não informou qual era – e que a recomendação era a de que os posts contivessem “informações que identificam ser conteúdo publicitário.”

Segundo o ministério, o valor gasto é inferior ao das mídias tradicionais, como rádio e televisão, e pesquisas apontam que 92% dos jovens de 15 a 25 anos se informam por meio do YouTube. A pasta diz, ainda, que os canais “complementam a estratégia de comunicação institucional” da divulgação da reforma.”

Venda de livros de youtubers cresce 120% no País, aponta pesquisa

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Sessão de autógrafos com Evelyn Regly na Leitura do Shopping Nova América (Divulgação)

Sessão de autógrafos com Evelyn Regly na Leitura do Shopping Nova América (Divulgação)

 

Esse e outros dados foram apresentados pela GFK na Convenção Nacional de Livrarias, que discutiu, na quarta-feira, 24, o futuro do negócio

Maria Fernanda Rodrigues, no Babel

Se em 2015 o livro de colorir salvou o mercado de um ano que poderia ter sido catastrófico, em 2016 a aposta é nos livros derivados de canais do YouTube. Segundo a GFK, que acompanha o varejo de livro no País, a oferta de obras escritas por youtubers duplicou em comparação com o ano passado e o faturamento com o gênero cresceu 120%. É um refresco, mas outro dado preocupa: a venda de exemplares de livros em livrarias caiu 15,5%.

Dois gêneros registraram crescimento em 2016: Direito, por causa das atualizações dos códigos, cresceu 26% e HQ, que se beneficiou do cinema, 21%. Literatura brasileira registrou queda de 8,4% e literatura estrangeira, com 15,6% do mercado, é o segmento com melhor desempenho. Ainda de acordo com o levantamento da empresa, o e-commerce representa 29,7% do faturamento das redes.

Os dados foram apresentados na Convenção Nacional de Livrarias nesta quarta-feira, 24, em São Paulo, que reuniu livreiros de todo o País em conversas sobre o futuro do negócio. Confira outros destaques do evento.

A livraria do futuro

O painel com representantes das livrarias Travessa, Leitura e Curitiba era para discutir a livraria do futuro, mas a crise econômica e como o setor está tentando sobreviver a ela tomaram conta das discussões. A Travessa, do Rio, já enxugou 20% de seu quadro de funcionários. A Leitura está abrindo algumas lojas e fechando outras – mas a rede diz que ainda está no azul. A rede Livrarias Curitiba está otimista com a capacidade dos padres e dos youtubers de atrair um público diversificado para as lojas. Mas ninguém vê claramente o que vem pela frente.

Benjamin Magalhães, da Travessa, reforçou que é preciso pensar no mercado editorial como um todo. Ou seja, que livrarias e editoras revejam seu relacionamento e, no caso das editoras, que elas acertem suas dívidas.

Há quem defenda a diversificação de produtos como uma forma de chegar melhor lá no futuro, há quem prefira a ideia de especialização em alguma área. “Vamos ficar enchendo as lojas com bichinhos de pelúcia? É por aí?”, questiona Magalhães Mais adiante, Marcos Telles, da Leitura, disse: “Não queremos ser livraria de bombom, mas se ele está ali no caixa o cliente leva”. À propósito, hoje, livros respondem por 50% das vendas da Leitura.

Uma das reclamações dos palestrantes foi a impossibilidade de competir com as livrarias ponto com, que querem ser a Amazon e aceitam perder dinheiro para oferecer o livro mais barato até que a gigante americana. Esse modelo é irracional. Imagino que em algum momento essa maluquice acaba”, disse Marcos Pedri, da Curitiba. Magalhães aproveitou a deixa e reclamou do fato de os programas de compras governamentais negociarem direto com as editoras, tirando as livrarias da jogada.

A lei do preço fixo do livro, a nova (velha) bandeira do mercado, apareceu discretamente no debate.

Jabuti nas livrarias

A Câmara Brasileira do Livro quer o Prêmio Jabuti mais presente nas livrarias e aproveitou a convenção para pedir o apoio dos livreiros. A ideia é que ele funcione como uma espécie de curadoria dentro das lojas. Ou seja, que as livrarias dediquem um espaço especial para as obras premiadas. Vai haver uma promoção para motivar os livreiros, mas isso ainda será anunciado. Além disso, ela vai mandar um selo para que eles coloquem nos livros finalistas.

Conselhos amorosos fazem grande sucesso no Youtube e nas livrarias

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Com mais de 500 mil de seguidores, Elboni tem blog e canal no YouTube

Com mais de 500 mil de seguidores, Elboni tem blog e canal no YouTube

 

Cesar Augusto Alves, no Hoje em Dia

Ah, o amor. Objeto de devaneios poéticos, teorias acadêmicas, tema de rodas de conversa, de pautas, de publicações inteiras. Seja quem se dá bem com ele, ou quem vive em busca de um relacionamento dos sonhos, (quase) todo mundo vive em busca de entendê-lo, e há quem ajude – ou tente ajudar.

Seja pela literatura, em publicações “teen”, ou em outras plataformas, o tema cresce com a amplificação que ganham, com a internet, os inúmeros blogueiros, youtubers, escritores, frasistas, que colecionam milhares de seguidores ao falar simplesmente deles: o amor e seus desamores.

Demandas

“Pronto, o amor se estrepou/ (…) Essa ferida, meu bem, às vezes não sara nunca/ às vezes sara amanhã”, recitara Drummond de Andrade. Não era conselho, mas parecia prever o que dizem de tantas formas. O interesse de jovens, em sua maioria mulheres, pelas dicas amorosas que pipocam por aí vem justamente desta demanda do sofrimento, pelo fim de um relacionamento ou pela angústia de não encontrar o sonhado amor na forma de um relacionamento perfeito.

“Gosto de seguir porque me faz pensar, refletir sobre as coisas que chegam à cabeça, as dúvidas, os medos, as vontades”, diz Júlia Maria, 18 anos, que lê tudo o que posta a página de Frederico Elboni, do blog “Entenda os Homens”.

Títulos como “A Delícia do Amor Sem Razão” ou “O Amor Não Vem com Bula” fazem de Elboni e de outros blogueiros e youtubers que vendem a bandeira do amor um grande sucesso.

Das revistas para o Youtube

Há algumas décadas, revistas como “Capricho” eram o lugar que adolescentes apaixonados buscavam retorno para suas demandas. A sessão de cartas das leitoras eram recheadas com as angústias do amor não correspondido. Passaram também pelas mãos de astrólogos como João Bidu, que cresceu não só com horóscopo, mas pelo costume de sempre responder as cartas de seus leitores com suas dúvidas amorosas, pedindo conselhos e caminhos a seguir.

Rico na literatura de auto-ajuda e para todos os públicos, e cada vez maior na internet, a busca por soluções no amor parece não ter fim. Os números não nos deixam mentir. Frederico Elboni, blogueiro, escritor e youtuber, conta com 690 mil seguidores no Facebook.

A famosa Isabela Freitas, autora do livro “Não Apega Não”, que chegou à TV na forma de um quadro no “Fantástico”, tem 942 mil seguidores, sem contar os inúmeros leitores de seus livros.

ZACK MAGIEZI– Zack Magiezi transformou escritos sobre o amor no livro “Estranherismo”

ZACK MAGIEZI– Zack Magiezi transformou escritos sobre o amor no livro “Estranherismo”

 

Zack Magiezi, que também viu seus escritos chegarem às prateleiras das livrarias, começou no Instagram, onde tem 720 mil seguidores. Não imaginava chegar tão longe, e nem pretendia ajudar pessoas: “Apesar de ter a função indireta, não é o que eu penso na hora que escrevo. Não tem sentido de auto-ajuda, apesar de poder surtir esse efeito nas pessoas. O pessoal se encontra nas palavras, como se fossem uma companhia em algo que eles estejam passando”, salienta Zack.

Comentários

Os comentários nos canais e nas páginas dos autores mostram como os seguidores continuam ávidos por novas postagens, compartilhando suas dúvidas com os autores e blogueiros. “É legal porque a gente pergunta, a gente tenta ter contato, e de certa forma sempre tem um retorno, porque às vezes respondem algo que não foi eu que perguntei, mas o problema de outra pessoa pode ser o nosso também”, comenta Isabela Freitas, de 21 anos, fiel seguidora da youtuber Gabbie Fadel. “Mas não é só de amor, tem conselho de escola, de curso na faculdade, de séries, é meu universo”, completa.

Gabbie Fadel criou o seu canal, em 2010, para ser entendida, compartilhando relatos de sua rotina

Gabbie Fadel criou o seu canal, em 2010, para ser entendida, compartilhando relatos de sua rotina

 

Muitos, no entanto, se desesperam. É comum ler comentários que descrevem toda a vida dos leitores, trazendo a público sentimentos íntimos, como neste comentário, feito por um homem, em uma publicação na página de Frederico Elboni. “Você ‘lacrou’, Fred! Tocou num ponto muito sensível que diz respeito também à autoestima. Sempre penso que vou ser sempre sozinho”.

“Pergunte-se: estou no tempo ideal para começar a namorar? De nada adianta encontrar a pessoa certa se não for o tempo certo para começar um relacionamento. Será como se aquela pessoa não fosse certa para você. Você poderá estragar tudo” Cristiane Cardoso

Religiosos falam de relacionamentos

O casal Renato e Cristiane Cardoso virou best-seller ao dar dicas de como não se perder no mundo cada vez mais complicado dos relacionamentos modernos. Depois de colherem o sucesso de “Casamento Blindado”, que permaneceu por mais de dois anos nas listas de mais vendidos do Brasil, eles lançam agora “Namoro Blindado” (Thomas Nelson Brasil).

A dupla promete que, independentemente da fase de solteiro que estiver, o livro ajudará a tomar as melhores decisões, “mostrando, na prática, como agir”. Renato e Cristiane são evangélicos – ela é filha de Edir Macedo, criador da Universal.

Padre Chrystian ficou famoso no YouTube e se “especializou” no amor

Padre Chrystian ficou famoso no YouTube e se “especializou” no amor

Da ala católica vem “Como Encontrar o seu Amor” (Saraiva), assinado pelo padre Chrystian Shankar. Mineiro de Divinópolis, o sacerdote já era famoso por dar conselhos amorosos na TV Canção Nova. Seu vídeo “10 conselhos para quem quer arrumar alguém” tem mais de 1,5 milhão de views no YouTube.

Internet abre portas para a leitura

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O hábito de ler pode ser potencializado pelas conversas digitais

Jacqueline Lafloufa, no Kantar

Aprender a ler é algo que fazemos na escola, mas manter o hábito de estar em busca de novas leituras é algo que tradicionalmente começa em casa. No geral, as escolas fazem a sua parte, mas as leituras obrigatórias não trazem a sensação de prazer de ler, que costuma vir mais da influência da família ou pela proximidade com outros grandes leitores, como professores ou amigos.

Apesar de muitos renegarem as adaptações cinematográficas de livros, o cinema é também uma porta de entrada para o mundo da literatura. Seja através de sagas infanto-juvenis como Harry Potter ou Percy Jackson, filmes e séries baseadas em obras literárias ou até vídeo games que se desdobram em livros, essas atividades servem como uma ponte entre a literatura e o (futuro) leitor.

A internet também se posiciona como uma grande potencializadora do interesse nos livros. Através das mídias sociais os leitores têm contato com títulos, autores, temas e assuntos literários, compartilhando ideias e também suas recomendações. Canais no YouTube, blogs, Facebook, Twitter e Instagram são algumas das mídias que também podem influenciar o leitor. Esse incentivo a leitura pode vir de web celebridades que comentam sobre literatura ou até mesmo que publicam seus próprios livros. Recentemente, a youtuber Jout Jout levou centenas de pessoas às livrarias das principais cidades do país para o lançamento do seu livro “Tá Todo Mundo Mal” (2016). Outros sucessos incluem Kéfera Buchmann, com seu “Muito Mais do que 5inco Minutos” (2015), Christian Figueiredo, com “Eu fico Loko” (2015), Bruna Vieira e seus 6 livros publicados pela editora Gutenberg, Felipe Neto e o seu “Não Faz Sentido” (2013), entre outros.

Online vs. impresso: pressa ao invés da erudição

Não é que se leia pouco online. Se lê muito, mas com menos profundidade. Segundo uma pesquisa focada em literatura, feita pela nossa TNS para a Livraria Cultura, cada pessoa no Brasil lê em média 6,5 tipos de publicações. Os livros aparecem como a segunda opção de leitura preferida dos brasileiros, logo depois das leituras rápidas e cotidianas das notícias em páginas da internet.

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