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Blogueiras Isabela Freitas e Bruna Vieira são atrações da Bienal do Rio

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Autoras lançaram livros a partir de seus blogs e canais no Youtube.
Elas participam do Conexão Jovem e a distribuição de senhas é as 13h.

Publicado no G1

Isabela Freitas  (Foto: Leo Avers/Divulgação)

Isabela Freitas (Foto: Leo Avers/Divulgação)

A blogueira Isabela Freitas, autora de “Não se apega, não”, é a atração da tarde desta sexta-feira (11) na Bienal do Rio. Ela estará às 16h no Conexão Jovem, no Auditório Madureira, Pavilhão Verde do Riocentro para o “Bate-papo com a autora”, com mediação de Jaqueline Silva.

Os fãs poderão fazer perguntas para a jovem, que é mineira de Juiz de Fora, e trancou o curso de direito no oitavo período para se dedicar aos livros. Seu best-seller “Não se apega, não” vendeu 80 mil livros em três meses. A trajetória começou em 2010, quando criou um perfil no Twitter e conquistou milhares de seguidores. Não demorou muito para criar o blog e receber o convite para lançar o primeiro livro.

Os organizadores da Bienal informam que a distribuição de senhas acontece às 13h, na Central de Distribuição de Senhas, que fica entre a Praça Copacabana e o Espaço Maracanã, ao lado da Praça Central, na área externa do pavilhão.

E o Conexão Jovem continua às 18h, no mesmo local, com Bruna Vieira, autora do blog “Depois dos quinze”, uma espécie de diário na internet com 130 milhões de acessos. Bruna decidiu compilar suas crônicas e transformá-las em livro. A mediação do bate-papo é também de Jaqueline Silva.

A youtuber Bruna Vieira, do canal "Depois dos quinze" (Foto: Divulgação)

A youtuber Bruna Vieira, do canal “Depois dos
quinze” (Foto: Divulgação)

No Pavilhão Azul, no Café Literário, às 16h tem o encontro de Ignácio de Loyola Brandão, Tânia Rosing, Julio Ludemir, Marisa Lajolo e Volnei Canônica, numa conversa sobre “Feito de homens e livros: A formação de leitores no Brasil”, com mediação de Dolores Prades.

O Café Literário, espaço para discussões sobre cultura, debate as relações do Rio de Janeiro com as letras, entre outros assuntos. Serão 33 debates ao longo de todo o evento, que termina no domingo (13).

A 17ª edição da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro reúne mais de 200 autores autores brasileiros e estrangeiros, estreantes e experientes, de diversos estilos.

Argentina homenageada
O país homenageado é a Argentina, que tem um estande de 400 metros quadrados e um auditório batizado como Manuel Puig, em homenagem ao autor de “O beijo da mulher-aranha”, que foi transformado em filme por Hector Babenco, com Sônia Braga, Raul Julia e William Hurt no elenco.

A delegação argentina tem 15 autores, que mostrarão um pouco da literatura que é feita pelo país vizinho. Entre eles destaca-se Eduardo Sacheri, autor de “O segredo dos seus olhos”, que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010. Outros destaques são Martín Kohan, Tamara Kamenszain, Claudia Piñero, Mariana Enríquez, Mempo Giardinelli e Sérgio Olguín.

Entre os nomes internacionais de outros países estão Jeff Kinney, autor da série de livros “Diário de um banana”, e Sophie Kinsella, autora da série de livros que consagraram a personagem Becky Bloom. Ambas as obras têm versões cinematográficas.

Bruna Vieira usa YouTube para apresentar ‘feminismo às mais novas’

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bruna vieira

Em Depois dos quinze, ela critica padrões de beleza: ‘Peso o quanto quiser’.
Ela lucra em média US$ 10 mil por mês com publicidade e views no canal.

Letícia Mendes, no G1

A mineira Bruna Vieira, de 21 anos, pode ser considerada veterana das youtubers. Aos 14, começou a escrever o blog Depois dos Quinze, com mais de 60 mil acessos diários. Dois anos depois, decidiu fazer vídeos também para desafiar a timidez. Assista ao vídeo acima.

Hoje, tem mais de 500 mil inscritos no seu canal e lucra em média US$ 10 mil por mês com publicidade e visualizações. “É incrível que eu possa ganhar esse dinheiro com a minha criatividade”, diz ao G1.

Há três anos, ela tem uma empresa que a ajuda a negociar contratos: “Não tem um valor fixo na verdade. No Natal, por exemplo, tem mais campanhas.”

Elas se posicionam em frente a uma câmera, mas vão na contramão das centenas de vlogs dedicados apenas à maquiagem e à moda. Além de ganhar fama, essas youtubers mobilizam na web discussões sobre o feminismo. Leia o especial.

A youtuber Bruna Vieira (Foto: Divulgação)

A youtuber Bruna Vieira (Foto: Divulgação)

Bruna mora em São Paulo desde os 17 anos e adiou a faculdade para conseguir se dedicar integralmente ao Depois dos Quinze. Também foi contratada pela editora Gutenberg: lançou quatro livros. “Agora estou aproveitando oportunidades, mas talvez ano que vem ou no próximo eu estude Cinema, Jornalismo ou Publicidade. Ainda estou escolhendo”, conta.

Ao contrário da Jout Jout, que fez sucesso quase instantâneo, Bruna viu seu canal crescendo aos poucos. Nele, ela dá conselhos para um público adolescente, “90% feminino”.

“A relação com os meus fãs é de amizade. Se encontro na rua, é como se estivesse encontrando uma amiga, que sabe tudo da minha vida”, diz. “Falo das minhas experiências naturalmente. A ideia é que a menina assista e sinta que está conversando com uma amiga.”

Trabalho de madrugada
Bruna diz que o processo de gravação é muito simples. “Normalmente eu ligo a câmera no meu quarto, gravo, e edito também. Trabalho de madrugada. Quase sempre começo a gravar umas 23h porque é mais silencioso, não tem barulho de carro. Como eu uso iluminação artificial é tranquilo.”
Ela diz que considera alguns vídeos do começo do canal bem bobinhos, mas deixa online para que as pessoas acompanhem sua evolução. “Quando mudei para SP, gravei um falando como era morar aqui e eu tinha uma visão muito fantasiosa. Achava tudo em SP muito diferente. Não sou mais assim”, afirma.

A youtuber Bruna Vieira, do canal Depois dos quinze (Foto: Divulgação)

A youtuber Bruna Vieira, do canal Depois dos quinze (Foto: Divulgação)

Dicas de fotos e apps
Seus vídeos sobre “dicas para tirar fotos boas” e “quais aplicativos de fotos usar” foram os que mais fizeram sucesso.

Fã das youtubers Flavia Calina e Taciele Alcolea, Bruna diz que seu diferencial é “falar de feminismo para as meninas mais novas”. “Elas não têm muita noção do que é. Por isso eu sempre tento inserir a pauta feminista no conteúdo que eu já faço.”

“Tipo criticar padrões de beleza, que é um assunto que eu acho importante. Há uma cobrança muito grande. Dizem: ‘Bruna, você tem que emagrecer’. ‘Eu tenho que pesar o quanto eu quiser. O importante é estar saudável’, digo para elas. Passo uma mensagem positiva e de aceitação para as meninas que querem usar biquíni, mas tem vergonha do corpo.”

Como seu público é mais jovem, falar sobre sexo também é algo especial. Um de seus vídeos mais vistos fala sobre “a primeira vez”. “É tabu porque as meninas não devem ter alguém para falar sobre isso em casa. Quando você não passou por aquilo, a coisa parece um monstro, parece que vai dar tudo errado. ‘Me apaixonei pelo meu melhor amigo e agora?’. Conto o que passei e elas sentem que sou alguém que tem um pouquinho mais de experiência que elas.”

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