Diário da Maísa

Livro de Isaac Newton pode ser o mais caro já leiloado

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Publicado no 180Graus

Foto: Biblioteca da Universidade de Cambridge/Divulgação

Foto: Biblioteca da Universidade de Cambridge/Divulgação

Uma cópia rara da primeira edição de uma das obras mais renomadas de Isaac Newton, Principia Mathematica, pode se tornar o livro mais caro a ser leiloado. O evento será realizado pela Christie’s, uma casa britânica de leilão de obras de arte, em 14 de dezembro. O preço inicial fixado pela empresa é a partir de 1 milhão de dólares. Aproximadamente 3,44 milhões de reais.

A obra do leilão faz parte do conjunto de livros distribuídos apenas no continente europeu no século XVII. No total foram impressas 400 cópias do primeiro volume: 20% são as chamadas versões continentais e o restante era enviado para livrarias somente da Inglaterra por Newton e o editor do livro, Edmond Halley.

O livro Philosophiæ Naturalis Principia Mathematica, ou simplesmente Principia Mathematica, foi publicado pela primeira vez em 1687 e contém as leis da Mecânica Clássica e da Gravitação Universal, que descrevem o movimento dos corpos no universo. É considerado um dos trabalhos científicos mais importantes da história da ciência. Duas cópias e o manuscrito original estão na Royal Society, instituição inglesa responsável pelo desenvolvimento científico. O trabalho do físico permaneceu inalterado por 300 anos, até ser modificado pela teoria da relatividade de Albert Einstein.

(Com informações da VEJA.com)

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Depois de ‘Crespúsculo’, Stephenie Meyer aposta em leitores adultos

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Após o sucesso da saga Crepúsculo, Stephenie Meyer mira novo público com 'A química' (foto: Valerie Macon/AFP )

Após o sucesso da saga Crepúsculo, Stephenie Meyer mira novo público com ‘A química’ (foto: Valerie Macon/AFP )

 

Autora abandona universo mágico e narra história de uma ex-agente do governo em novo livro

Publicado no UAI

Conhecida pelas sagas Crepúsculo e A hospedeira, a escritora Stephenie Meyer está lançando uma nova obra. Depois de seis anos sem publicar produções inéditas, a autora traz A química, que tem como foco um novo público: o adulto. Além disso, ela abandonou as criaturas, como vampiros, lobisomens e alienígenas, que foram os personagens das obras anteriores. “Eu fiquei um pouco entediada. Histórias meio que se esgotam e você quer fazer algo muito diferente”, afirmou à imprensa internacional sobre a mudança.

A química conta a história de uma ex-agente do governo, que fez parte de uma agência clandestina. Após ser descoberta, ela passa a ser perseguida, até que um antigo mentor lhe oferece uma oportunidade de fuga. No entanto, tudo muda quando ela se apaixona por ele e também o coloca na mira dos ex-chefes.

O fato engraçado é que a história surgiu na cabeça da escritora durante as gravações de Amanhecer – Parte 1, terceiro filme da saga Crepúsculo. A produção também é inspirada nos filmes de Jason Bourne e na fanfiction de uma amiga que criou um final alternativo para a história do agente desmemoriado. “Eu sei que isso não traz os mesmos leitores, mas não é por isso que eu escrevo”, completou.

Nascida em Connecticut, a escritora Stephenie Meyer estreou no mundo da literatura com Crepúsculo. Logo no ano do lançamento, figurou na lista de autores promissores de 2015. A saga ganhou as sequências Lua nova, Eclipse e Amanhecer, além de mais duas outras produções relacionadas ao universo: A breve segunda vida de Bree Tanner e Vida e morte: Crepúsculo reimaginado. No currículo, ela ainda tem Formaturas infernais e A hospedeira.

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José Luís Peixoto, escritor português, ganha o Prêmio Oceanos 2016

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O escritor potuguês José Luís Peixoto ganha o Prêmio Oceanos 2016 (Foto: Reprodução/Facebook/José Luís Peixoto)

O escritor potuguês José Luís Peixoto ganha o Prêmio Oceanos 2016 (Foto: Reprodução/Facebook/José Luís Peixoto)

 

Autor leva R$ 100 mil pela conquista do antigo Portugal Telecom. Julián Fuks (2º), Ana Martins Marques (3º), Arthur Dapieve (4º) também levaram; entrega foi nesta terça-feira (6) em SP.

Cauê Muraro, no G1

O escritor português José Luís Peixoto foi anunciado, nesta terça-feira (6), ganhador do Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa, antigo Prêmio Portugal Telecom. Pelo romance “Galveias” (Companhia das Letras), o autor levou R$100 mil. A cerimônia de entrega aconteceu no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo.

O título da obra vencedora é extraído do nome da aldeia natal de Peixoto, na região do Alentejo, em Portugal. Em nota, a organização descreve o texto como “um mergulho no Portugal profundo, rural, com uma narrativa que alinha personagens emblemáticos desse universo arcaico a partir de um evento (a queda de um meteorito em Galveias) que deflagra a narrativa e, simbolicamente, confere um sentido cósmico a essa comunidade que se extingue entre rústica violência, desolação, melancolia e choque com a modernidade”.

Em segundo lugar no Oceanos 2016, ficou Julián Fuks, com o romance “A resistência” (Companhia das Letras), que rendeu R$ 60 mil ao autor. Depois, vieram Ana Martins Marques, com o volume de poesias “O livro das semelhanças” (Companhia das Letras), que ganhou R$ 40 mil, e Arthur Dapieve, com a coletânea de contos “Maracanazo e outras histórias” (Alfaguara), que ganhou R$ 30 mil.

Os vencedores passaram por três etapas desde as inscrições, incluindo fase semifinal com 50 obras selecionadas e fase final, com dez. Além dos quatro ganhadores, os finalistas foram os brasileiros Marcelo Rubens Paiva, Eucanaã Ferraz, Antonio Carlos Viana, Marcos Siscar, Nuno Ramos e o português Gonçalo M. Tavares.

O júri da fase final foi formado pela professora e ensaísta Beatriz Resende, pelos escritores Cristovão Tezza, José Castello e Rodrigo Lacerda e pelos poetas Heitor Ferraz Mello e Sérgio Alcides.

740 livros avaliados
Pelo regulamento, podiam concorrer ao Oceanos 2016 livros em língua portuguesa (nos gêneros Poesia, Romance, Conto, Crônica e Dramaturgia) publicados em primeira edição no Brasil em 2015.

Nos demais países lusófonos, podiam concorrer livros lançados originalmente entre 2012 e 2015 e publicados no ano passado por editora brasileira ou sediada no Brasil.

Antigo Portugal Telecom
Até 2014, o Oceanos se chamava Portugal Telecom. Mas, depois que a empresa foi vendida para uma operadora francesa, o Itaú Cultural assumiu a organização e mudou o nome para Oceanos, que teve sua primeira edição no ano passado.

Além disso, a partir de 2015 não houve mais divisão em categorias. Criado em 2003, o Portugal Telecom se dividia nas categorias Romance, Poesia e Conto/Crônica.

No ano passado, o Oceanos foi vencido por Silviano Santiago, com o romance “Mil rosas roubadas” (Companhia das Letras). O segundo lugar ficou com Elvira Vigna, pelo livro “Por escrito” (Companhia das Letras). Depois, vieram Alberto Mussa, com “A primeira história do mundo” (Record), e Glauco Mattoso, com “Saccola de feira” (NVersos).

Veja, abaixo, os ganhadores do prêmio Oceanos 2016:
1º lugar: “Galveias” (Companhia das Letras), de José Luís Peixoto
2º lugar: “A resistência” (Companhia das Letras), de Julián Fuks
3º lugar: “O livro das semelhanças” (Companhia das Letras), de Ana Martins Marques
4º lugar: “Maracanazo e outras histórias” (Alfaguara), de Arthur Dapieve

Veja, abaixo, os demais finalistas do prêmio Oceanos 2016:
“Ainda estou aqui” (Alfaguara), de Marcelo Rubens Paiva
“Escuta” (Companhia das Letras), de Eucanaã Ferraz
“Jeito de matar lagartas” (Companhia das Letras), de Antonio Carlos Viana
“Manual de flutuação para amadores” (7Letras), de Marcos Siscar
“Sermões” (Iluminuras), de Nuno Ramos
“Uma menina está perdida no seu século à procura do pai” (Companhia das Letras), de Gonçalo M. Tavares

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Bill Gates elege suas leituras favoritas de 2016

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Felipe Gugelmin, no TecMundo

Um dos nomes responsáveis pelo sucesso da Microsoft, Bill Gates continua sendo uma figura pública influente mesmo não exercendo mais o cargo de CEO da empresa. Ciente disso, ele costuma postar em seu blog pessoal opiniões sobre o mundo da tecnologia, política e outros assuntos.

Gates também mantém a tradição de recomendar alguns livros que o inspiraram a ter novas ideias e descobrir novos assuntos. “Ler livros é minha maneira favorita de aprender sobre um novo tópico. Tendo lido uma média de um livro por semana desde que era criança. Mesmo quando meu calendário está fora de controle, eu dedico muito tempo à leitura”, afirmou ele em seu blog oficial.

Em 2016, Gates elegeu como suas melhores leituras livros que tratam de assuntos que vão da tecnologia do genoma até lideranças políticas. Confira a seleção feita pelo “pai” da Microsoft, notando que a maioria dos títulos infelizmente ainda não possui uma tradução oficial para o português.

String Theory – David Foster Wallace

“Esse livro não tem nada a ver com Física, mas seu título vai fazer você parecer muito esperto caso esteja lendo em um trem ou em um avião”, afirma Gates. A obra de Wallace reúne ensaios do romancista sobre tênis, esporte que ele usa como base para falar sobre suas experiências de vida e outros assuntos.

A Marca da Vitória – Phil Knight

A biografia do cofundador da Nike mostra como ele ajudou a estabelecer sua companhia como uma das principais referências esportivas do mundo. “Aqui Knight se abre de uma maneira que poucos CEOs querem fazer. Eu não acredito que Knight quer ensinar algo ao leitor. No lugar disso, ele faz algo melhor. Ele conta sua história da maneira mais honesta possível. É um conto incrível”.

O livro conta como a Nike se transformou em uma das marcas mais fortes do mundo
O Gene – Siddhartha Mukherjee

“Em seu livro mais recente, Mukherjee nos guia pelo passado, presente e futuro da ciência do genoma, com um foco especial nas grandes questões éticas que as mais recentes e maiores tecnologias da área provocam. Mukherjee escreveu esse livro para uma audiência leiga porque ele sabe que as novas tecnologias de genoma estão prestes a nos afetar de maneiras profundas”, explica Gates.
The Myth of the Strong Leader: Political Leadership in the Modern Age – Archie Brown

Os líderes que fazem a maior contribuição para a história e para a humanidade em geral não são aqueles percebidos como ‘fortes’

“Brown mostra que os líderes que fazem a maior contribuição para a história e para a humanidade em geral não são aqueles percebidos como ‘fortes’. Na verdade, eles tendem a ser aqueles que colaboram, delegam e negociam — e reconhecem que nenhuma pessoa tem ou deveria ter todas as respostas”.

Bill Gates cita como “menção honrosa” a obra “The Grid: The Fraying Wires Between Americans and Our Energy Future”, de Gretchen Bakke, que trata sobre o envelhecimento da infraestrutura elétrica dos Estados Unidos. “Mesmo que você nunca tenha pensado um momento sobre como a eletricidade atinge seu destino, acredito que esse livro vai convencê-lo a ver a grade elétrica como uma das maiores maravilhas de engenharia do mundo moderno”, explica.

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A ciência explica por que Harry Potter foi um sucesso

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(iStock | cjmacer)

(iStock | cjmacer)

 

Pesquisadores usaram big data e machine learning para descobrir por que algumas histórias nos tocam mais do que outras

Marina Demartini, na Superinteressante

Gosto não se discute, mas para os pesquisadores das universidades de Vermont, nos EUA, e de Adelaide, na Austrália, pode ser analisado. Eles descobriram por que histórias, como Harry Potter e Romeu e Julieta, mexem tanto com as emoções das pessoas e, consequentemente, se tornam tão populares.

A pesquisa é baseada em um glossário de emoções criado pelos próprios autores. Nele, mais de 10 mil palavras comuns na língua inglesa são classificadas. Palavras negativas, como “estupro” e “morte” estão na parte inferior da escala, enquanto palavras alegres, como “amor” e “felicidade” estão no topo.

O glossário foi usado para desenvolver gráficos emocionais de 1.327 histórias da coleção de ficção do Projeto Gutenberg, uma biblioteca digital gratuita. Chamados de “experiências emocionais do leitor”, esses diagramas foram criados a partir de machine learning e big data.

Um exemplo disso pode ser observado no gráfico abaixo (em inglês). Ele revela o alcance emocional de Harry Potter e as Relíquias da Morte, o último livro da série homônima de J.K. Rowling. As emoções dos leitores sobem e descem de acordo com a narrativa. Elas atingem seu pico de felicidade quando Harry está na casa de seu amigo Rony Weasley e de tristeza quando ocorre a batalha de Hogwarts, que causa a morte de vários personagens.

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A partir desse glossário, os cientistas descobriram que há seis tipos de arcos emocionais que correspondem a 85% dos livros analisados. Segundo eles, cerca de um terço das histórias são do tipo “trapos às riquezas”, em que o arco emocional sobe durante a maior parte da narrativa, ou “tragédia”, quando as emoções caem. Exemplos da segunda categoria podem ser encontrados em vários livros de Shakespeare, como Romeu e Julieta.

Outro tipo de arco relatado pelos autores é o “Homem em um buraco”. Nesse, as emoções na narrativa caem para depois subir. É a típica história da pessoa que sofre e depois consegue superar os obstáculos da vida. As Aventuras de Sherlock Holmes é um dos livros que fazem parte dessa categoria.

Uma quarta categoria está relacionada às histórias em que o arco emocional sobe para, logo em seguida, cair. Ela é chamada de “Ícaro”, uma alusão à figura mitológica grega que cai no mar após suas asas de cera derreterem assim que ele voa mais próximo ao sol.

Chamado de “Cinderela”, o quinto arco representa as narrativas em que as emoções se elevam, caem e depois se erguem novamente. A última categoria, a “Édipo”, é o seu oposto. Nela, acontece a queda das emoções, sua ascensão, depois a queda. Um dos livros selecionados pelos autores que pode ser classificado nessa categoria é Frankenstein.

Os pesquisadores concluíram que três tipos de histórias são mais populares entre os leitores: “Ícaro”, “Homem em um buraco” e “Édipo”. Para descobrir isso, eles analisaram a frequência em que os livros com certos arcos emocionais eram baixados no Projeto Gutemberg.

“Naturalmente, os downloads são apenas uma aproximação para o sucesso, e este trabalho pode fornecer um esboço para uma análise mais detalhada dos fatores que impactam medidas significativas de sucesso”, escrevem os autores na conclusão do trabalho.

Segundo eles, a categorização dos livros por arcos emocionais é importante para ensinar o senso comum aos sistemas de inteligência artificial. “Abordagens impulsionadas por dados irão desempenhar um papel crucial na compreensão total das histórias humanas.”

Este conteúdo foi originalmente publicado em Exame.com

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