Veja sete dicas para ler melhor e se sair bem em exames e concursos

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sete dicas para ler melhor

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O material impresso também permite uma seleção maior daquilo que nos interessa ou não

William Douglas, no Midia News [ via UOL]

A importância da leitura reside no fato de ser uma das mais utilizadas fontes de informação, além da mais disponível. Nem sempre podemos contar com um bom professor ou temos tempo para assistir palestras, mas os livros estão sempre disponíveis para quando quisermos.

O material impresso também permite uma seleção maior daquilo que nos interessa ou não. Se vamos assistir a um documentário, somos quase obrigados a participar de todo o processo criativo elaborado pelo diretor/produtor.

Em um jornal, por exemplo, podemos ler rapidamente o texto descobrindo aquilo que compensa uma leitura mais detida e abandonando assuntos que não nos são úteis.

Ler eficientemente, contudo, não significa ler rápido, mas buscar utilidade e prazer no ato de ler e obter o melhor equilíbrio entre três valores: captação maior ou menor de informações; fixação maior ou menor das informações captadas; e velocidade da leitura.

Quando se lê apenas para tomar conhecimento do que está acontecendo pelo mundo, não existe a mesma necessidade de fixação que se dá num texto que irá cair na prova etc.

Daí decorre que faremos diferentes tipos de leitura, conforme nossos interesses. É preciso saber ler de formas diferentes, ora aumentando a velocidade, ora diminuindo.

Existem diversos ritmos de leitura: a informativa, a de lazer e a de estudo (compreensiva). O nível de atenção e as técnicas para a assimilação de cada uma delas variam, conforme se pode imaginar. Quanto maior a necessidade de fixação, maior o número de técnicas a serem utilizadas.

É até possível que num dia em que esteja mais cansado você leia um livro sem todas as fases da leitura de estudo, mas como se fosse uma leitura informativa ou mesmo de lazer.

Eliminando-se vícios e adotando-se alguns cuidados, a qualidade da leitura irá aumentar naturalmente, resultando em maior velocidade, captação e fixação. Quanto mais a pessoa ler e treinar maior será sua velocidade de leitura.

Por isso é tão importante que se invista em ler mais e melhor, sempre que possível, para isso, separei dicas que não podem deixar de ser observadas em se tratando de otimização de leitura:

- Passe a decidir qual espécie de leitura irá fazer em cada caso: informativa, de lazer ou de estudo. Se quiser uma boa retenção daquilo que será lido, utilize as diversas técnicas de fixação e memorização.

- Observe-se para descobrir qual é a sua velocidade de equilíbrio na leitura. Experimente acelerar ou diminuir o ritmo de sua leitura normal e aquilatar o resultado na compreensão, concentração e retenção.

- Adquira o hábito de consultar dicionários para melhorar seu vocabulário.

- Controle os vícios de leitura e aperfeiçoe as qualidades.

- Comece a distinguir o que está efetivamente escrito no texto daquilo que é sua interpretação.

- Preste atenção na entonação, pois ela pode modificar o sentido do texto.

- Adquira o hábito da leitura.

Com essas diretrizes sua leitura certamente será melhor e, em pouco tempo, você notará a diferença em sua comunicação, provas e no quanto você apreciara a leitura e compreenderá melhor seu conteúdo.

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Aulas de xadrez melhoram raciocínio, criatividade e até o boletim

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"Xadrez é mais legal que futebol, porque não cansa. Mas é bem difícil no começo, são muitos movimentos diferentes para decorar", diz Alex Oliveira, 8, que joga há dois anos (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

“Xadrez é mais legal que futebol, porque não cansa. Mas é bem difícil no começo, são muitos movimentos diferentes para decorar”, diz Alex Oliveira, 8, que joga há dois anos (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

Bruno Molinero, na Folha de S.Paulo

“Nunca mais tirei nota vermelha em matemática”, diz Camila Fernandes, 12. “Sinto que estou mais atento às aulas”, fala Guilherme Alves, 12. “Todas as minhas notas subiram”, conta Alex Oliveira, 8. Nos três casos, o motivo para a melhora no desempenho na escola é o mesmo: as aulas de xadrez.

Aposto que muita gente já torceu o nariz, por achar que o jogo é chato ou difícil. Na verdade, o xadrez é como se fosse uma guerra. Cada um dos jogadores tem à disposição um exército, simbolizado nas pecinhas do tabuleiro. O objetivo é usar seus “guerreiros” para matar o rei adversário. Parecido a muito videogame de luta e estratégia, não?

“Para vencer, é preciso usar a mente. Acho que é por isso que o boletim melhora. Você exercita a cabeça”, diz Alex, que joga há dois anos e participou da Final Municipal de Xadrez, que reuniu alunos de escolas públicas de São Paulo, em junho.

Segundo Antonio Carlos Duarte de Carvalho, coordenador do Núcleo de Xadrez da USP, Alex tem razão. “Pesquisas mostram que a prática desenvolve o raciocínio matemático e o pensamento crítico, além de melhorar a imaginação, criatividade e comunicação. Para crianças, é um bom apoio ao desenvolvimento na escola”.

Atualmente, o Brasil ocupa a 35ª posição no ranking da Federação Internacional de Xadrez, atrás dos vizinhos Argentina e Peru, por exemplo. E ainda há preconceito com a modalidade, muitas vezes relacionada a “nerds”. “Nada a ver. Eu e meus amigos jogamos futebol todos os dias na rua e gostamos de xadrez”, diz Guilherme. A não ser que “nerd” seja sinônimo de inteligente. Aí sim.

Ensino de xadrez deve ser obrigatório nas escolas?

A Armênia é um país bem pequeno que fica perto da Rússia e tem pouco mais de 3 milhões de habitantes, mas virou notícia no mundo inteiro ao determinar, em 2011, que todas as crianças tenham aulas de xadrez nas escolas públicas. De acordo com o governo, a prática estimula o desenvolvimento infantil. Não é à toa que o país está entre os cinco melhores do mundo na modalidade (a Rússia é o primeiro colocado).

“O xadrez é subaproveitado nas escolas do Brasil. Ele deveria ser usado nas salas de aula, mas não de maneira obrigatória, como na Armênia. Como não estamos acostumados com o esporte, isso poderia gerar uma resistência ainda maior das crianças”, diz Antônio Carlos Duarte de Carvalho, do Núcleo de Xadrez da USP. O segredo, para ele, é mostrar o jogo de uma maneira divertida.

Mas escolas públicas e particulares do país adotam cada vez mais o tabuleiro. Entre elas, está o Instituto Dom Barreto, no Piauí, que têm aulas de xadrez e até de latim (língua antiga que deu origem ao português). O colégio costuma aparecer entre as melhores notas do Enem (prova do governo) e tem um aluno entre os primeiros brasileiros a receber a medalha de ouro da olimpíada internacional de astronomia.

“É que os benefícios do xadrez são muitos, do desenvolvimento da lógica até o da criatividade”, diz Carvalho.

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Concurso Cultural Literário (94)

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capa taylor

LEIA UM TRECHO

Taylor Swift é considerada uma das artistas de maior sucesso dos últimos tempos, tendo vendido mais de 26 milhões de discos, ganhado diversas vezes os maiores prêmios da música mundial e conquistado uma enorme legião de fãs ao redor do globo, que também a seguem na internet. Cantora, atriz, compositora, instrumentista e produtora musical, tem em sua personalidade uma combinação irresistível de força e delicadeza, que, aliadas ao seu talento, carisma e beleza a transformaram em uma das estrelas mais inspiradoras da sua geração.

Este fascinante livro é recheado de detalhes surpreendentes e reveladores da verdadeira Taylor e contam a história completa: o que a motiva, suas influências, a verdade sobre seus relacionamentos com John Mayer, Harry Stiles e Jake Gyllenhaal, sua discografia e filmografia, fotos coloridas, intimidades, planos e muito mais sobre a vida da princesa do pop country que despontou aos 17 anos no interior dos Estados Unidos e conquistou o mundo.

Vamos sortear 3 exemplares de “Taylor Swift – A história completa“, superlançamento da Gutenberg.

Para participar, basta dizer qual é a sua música favorita da Taylor Swift.

Não esqueça de deixar seu e-mail se usar o Facebook.

O resultado será divulgado dia 9/10 neste post.

Boa sorte! ;-)

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Vlogs das obras de Jane Austen

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Patricia Aguiar Gazza, no Psychobooks

A adaptação de obras literárias para o cinema não é novidade – e ultimamente estamos sendo bombardeados por elas. Mas vocês sabiam que duas das obras de Jane Austen foram adaptadas para o formato de vlog no YouTube? Vem que eu conto tudo!

A ideia partiu de Hank Green, irmão do John Green. A primeira obra adaptada foi Orgulho e Preconceito e se chama The Lizzie Bennet Diaries. O episódio de estreia foi ao ar no dia 9 de abril de 2012 e o último, o 100º, em 28 de março de 2013.

O vlog é feito por Lizzie Bennet com a ajuda de sua melhor amiga, Charlotte, e ao longo dos 100 episódios ela nos conta sobre sua vida – e o que ela nos conta é a história de Orgulho e Preconceito, com algumas mudanças e modernizações. Frequentemente vemos suas duas irmãs, Jane e Lydia, e outros personagens, como Bing Lee (o Bingley do livro), sua irmã Caroline e, claro, Mr. Darcy.

lizzie-e-darcy

Mr. Darcy e Lizzie

A quantidade de episódios pode assustar, mas eles são curtos, com duração média de 5 minutos cada um. Quando eu descobri o vlog ele já estava concluído e assisti tudo em poucos dias, de tão gostosos que os episódios são!

Em certo ponto do vlog da Lizzie, sua irmã Lydia decide fazer um vlog também, que conta com 29 episódios. Tanto o vlog da Lizzie quanto o da Lydia possuem legendas para o português.

Lizzie e Lydia

Lizzie e Lydia

Além do vlog da Lydia, há outros spin-offs para o vlog da Lizzie: Maria of the Lu (7 episódios sobre a irmã da Charlotte, Maria), Collins & Collins (2 episódios produzidos pela empresa do Mr. Collins), Pemberley Digital (6 episódios apresentados pela irmã do Mr. Darcy, Gigi, que trabalha na empresa de mesmo nome) e Welcome to Sanditon (atualmente com 24 episódios sobre o verão de Gigi Darcy em Sanditon – obra inacabada de Jane Austen que se passa na cidade de mesmo nome).

The Lizzie Bennet Diaries fez tanto sucesso que ganhou um Emmy em 2013! Parece que tudo que os irmãos Green tocam vira ouro, não? E foi motivado pela ótima recepção do primeiro vlog que Hank decidiu fazer um segundo, dessa vez centrado em Emma – o Emma Approved. O primeiro episódio foi ao ar no dia 7 de outubro de 2013 e atualmente está no 72º episódio.

No vlog, Emma Woodhouse trabalha com estilo de vida e união de casais – ou, como ela mesma define, ela torna sua vida melhor e nunca falha nisso. Esse eu ainda não comecei a assistir, mesmo porque ainda não li o livro #shameonme, mas pretendo corrigir isso neste ano ainda. Como não está concluído, ele ainda não possui legendas em português.

E você acha que eles pararam nas adaptações? Não! Os vlogs possuem site (aqui o da Lizzie, aqui o da Emma) e todas as redes sociais possíveis – é como se os personagens realmente existissem e interagissem com a gente! Não é demais?

Enfim, para quem gosta das obras da Jane Austen é um prato cheio – é uma delícia assistir os personagens dela nos dias de hoje e reconhecer neles e nas histórias que contam os elementos e as características presentes nos livros. Se você não é fã da autora, dê uma chance aos vlogs! Quem sabe você não gosta e comece a se interessar pelas obras dela?

Como eu disse, assisti ao vlog todo da Lizzie em poucos dias e me apaixonei. Para minha alegria, em julho foi lançado um livro intitulado The Secret Diary of Lizzie Bennet, escrito por Bernie Su e Kate Rorick, dois dos roteiristas da série, e é uma espécie de behind the scenes da série – nele temos mais detalhes da vida dos personagens. Em breve ele será lançado aqui no Brasil sob o título O Diário Secreto de Lizzie Bennet pela Verus! \o/

Para finalizar, deixo abaixo o primeiro episódio do The Lizzie Bennet Diaries, com mil recomendações de que vocês assistam!

o diario secreto de lizzie bennetEm tempo:

A Editora Verus anunciou hoje por meio de sua página do Facebook que lançará o livro aqui no Brasil em novembro! <3

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Cartunista islandês lança no Brasil livro com piadas sobre temas polêmicos, de zoofilia ao nazismo

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Em ‘Como você pode rir de uma coisa dessas?’, cartunista islandês faz humor com temas macabros

Cartum de Dagsson, desenhista islandês, autor de "Como você pode rir de uma coisa dessas?" - Reprodução /

Cartum de Dagsson, desenhista islandês, autor de “Como você pode rir de uma coisa dessas?” – Reprodução /

Bolívar Torres em O Globo

RIO – Pode-se rir de tudo — mas não com todo mundo. A clássica frase do francês Pierre Desproges se aplica com perfeição ao trabalho do cartunista Dagsson. Nem todos vão rir dos seus desenhos, por mais que ele tente fazer graça com tudo. Publicados pela primeira vez no Brasil no recém-lançado “Como você pode rir de uma coisa dessas?” (Editora Veneta), que reúne em um só volume três livros do autor islandês, os despudorados cartuns trazem piadas sobre zoofilia, nazismo, vômito, esquartejamento, bullying, miséria, solidão… Um pacote insólito que faz jus ao seu título brasileiro.

— Se todo mundo gostasse do meu trabalho, eu estaria fazendo algo errado — diz o desenhista, em entrevista por e-mail. — As pessoas devem discordar sobre arte. Se alguns se sentem ofendidos por meus cartuns, isso é bom. Não há nada errado em ser ofendido. Eu, por exemplo estou sempre ofendendo a mim mesmo, buscando meus próprios limites.

Para o bem ou para o mal, é impossível ficar indiferente ao livro de Dagsson. Os próprios editores reuniram, na contracapa, algumas das reações iradas na imprensa internacional. Entre os xingamentos dos críticos, “lixo” é talvez o mais suave. “Proíbam esse livro”, suplica um jornalista do “Irish sun”. Já o resenhista do “Gateway Sun” afirma que o autor tem menos talento que o seu cachorro: “Não quero tal livro na minha casa, vou colocá-lo no lixo reciclável na esperança de que seu papel possa ser aproveitado em um título mais merecedor”, resume.

O traço singelo e tosco do cartunista islandês dá um toque infantil aos desenhos (que, de fato, poderiam ter sido feitos por qualquer criança) e que contrasta com a violência dos temas. Buscando constantemente quebrar todos os tabus, Dagsson nos leva a refletir sobre a linha tênue que separa provocação e mau gosto.

— É difícil dizer o que é provocação e o que é mau gosto — avalia o autor. — Acho que esses cartuns são como uma terapia para mim. Tenho consciência da feiura do ser humano e uso o humor para lidar com isso.

Traço infantil e provocação - / Reprodução

Traço infantil e provocação – / Reprodução

A origem dessa visão macabra é um mistério. Dagsson afirma que teve uma infância banal — nenhum trauma, nenhum episódio envolvendo facas ou picadinho de crianças (sim, há um cartum sobre isso). Quando criança, ele gostava de ler quadrinhos como “Calvin & Haroldo”. Só mais tarde, descobrindo Monthy Python na adolescência, percebeu que “assassinatos e vômitos podiam ser divertidos”. Além dos conflitos entre provocação e mau gosto, o cartunista aprecia outra linha tênue: aquela que separa o horror e o humor.

— Minha infância foi normal e entediante — conta. — Quando criança, sempre gostei da fantasia. Tinha uma vívida imaginação. Sou extramente tímido, porém. E ainda o sou. Tinha medo de tudo e usei minha imaginação para escapar da realidade. Agora uso a imaginação para ridicularizar a realidade.

Ao folhear as páginas de “Como você pode rir de uma coisa dessas?”, o leitor poderá achar que atingiu o cume da miséria humana. Dagsson, porém, jura que pode ir mais longe. Por incrível que pareça, ele revela que pratica a autocensura. Chega até a largar a caneta sempre que uma ideia “particularmente horrível” está para ganhar vida. Perguntado sobre qual de seus desenhos considera mais chocante, o cartunista dá a entender que o pior ainda está para vir.

— Acho que esse desenho ainda não foi feito — garante.

Cartunista jura que já praticou autocensura - / Reprodução

Cartunista jura que já praticou autocensura – / Reprodução

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