A Lista

Desenhar com os dedos melhora o desempenho em matemática

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Os alunos que usam os dedos para desenhar ou contornar elementos de problemas matemáticos e figuras geométricas se saem melhor

Ana Luisa Fernandes, no Superinteressante

Um estudo realizado por pesquisadores australianos em mais de 275 escolas de Sydney, com crianças de idade entre 9 e 13 anos, mostrou que uma simples ação pode ajudar os alunos a entenderem melhor problemas matemáticos. O teste apontou que quando um estudante usa o dedo para desenhar ou sentir as formas de problemas de geometria e álgebra – um quadrado, por exemplo – ele se sai melhor que os outros. As tarefas eram cumpridas com mais rapidez e com menos erros.

“Nossos resultados têm uma série de implicações para professores e estudantes. Eles mostram que o aprendizado de matemática pode ser melhorado substancialmente com a simples adição de intruções para que os alunos passem o dedo sobre os elementos de um problema matemático”, diz o pesquisador Paul Ginns.

A explicação para o fenômeno é a seguinte: quando o dedo é usado para tocar e traçar os ângulos de triângulo, por exemplo, isso pode resultar no processamento prioritário da informação. Ou seja: o cérebro dá mais importância para o triângulo quando ele é tocado do que quando ele é só visto. Combinando o toque com o conhecimento teórico, a memória consegue armazenar melhor aquelas informações, já que elas estão unidas.

O “truque” é simples: é só usar os elementos que já aparecem nos livros de matemática e pedir que as crianças passem o dedo pelo contorno das figuras. O custo é zero, mas os benefícios são grandes. “Estamos confiantes que os efeitos também possam aparecer em outras matérias além de matemática, mas mais pesquisas são necessárias”, comenta Ginns.

Apesar de o estudo ser recente, a tática é antiga. Desde o começo dos anos 1900, quando a educadora Maria Montessori começou a difundir o seu método, as letras do alfabeto são traçadas com as pontas dos dedos por crianças menores. Apesar de na época a técnica ter sido desenvolvida mais por intuição, agora, pesquisas comprovam que ela realmente é eficaz.

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Unicamp tem mais da metade de aprovados vindos de escola pública

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Próxima meta é atingir 35% de estudantes negros e indígenas

Publicado no Guia do Estudante

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) divulgou nesta sexta-feira (12) a primeira chamada do vestibular 2016. Neste ano, foi registrado um aumento significativo de aprovados oriundos de escola pública: 1.714 de 3.320 aprovados, um total de 51,9%.

É o primeiro ano que a universidade registra a superação de estudantes de escola pública em relação ao de privadas, meta que havia sido colocada para o ano de 2017. Além disso, dentre os estudantes de escola pública, 43% são autodeclarados pretos, pardos e indígenas.

A Unicamp não adota o sistema de cotas, mas concede bonificação nas notas da primeira e segunda fases. O salto de estudantes de escola pública do ano passado para este foi muito significativo: de 30,2% em 2015 para 51,9% em 2016. A bonificação foi mais sentida nos cursos mais concorridos:

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Primeira chamada

Os convocados em primeira chamada deverão fazer a matrícula online entre as 8h deste sábado (13) e as 18h do domingo (14). Acesse aqui os aprovados

A segunda chamada está prevista para o dia 16. A matrícula presencial será feita logo depois, no dia 18 de fevereiro, de 9h às 12h. Já a terceira chamada sai no mesmo dia, até as 23h59, com matrículas no dia 22.

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Ataque à sua falta de concentração: veja, atitudes essenciais para melhorar seu rendimento

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Publicado no Amo Direito

Muitas estratégias terapêuticas são baseadas na compreensão dos fenômenos psicologicamente vivenciados, tendo na tomada de consciência um caminho importante para a neutralização das situações emocionalmente fortes que se busca combater. Na psicologia do comportamento adota-se a lógica da identificação do estímulo positivo ou negativo (S+/-), bem como da reação (R+/-) conseqüente, principalmente para tentar promover a desconstrução da negatividade de estímulos negativos (S-), causadores de reações negativas (R-). A psicanálise, também valorizando a tomada de consciência e compreensão da realidade, atribui um papel muito importante à compreensão das informações inconscientes.

Na aprendizagem, principalmente voltada à preparação para concursos públicos e exames, a compreensão e a tomada de consciência do processo de apropriação intelectual do conhecimento estudado não é menos importante. E esta lógica vale inclusive para atacar a falta de concentração nos estudos.

Assim, diante de situações de dificuldades de concentração, o primeiro passo consiste em entender e não ignorar o que ocorre quando somos atingidos por uma “rajada”, “ataque” ou “onda” de desconcentração ao longo de um turno de estudos, ou mesmo quando isto nos impede de começar a estudar. Ou seja, me refiro às situações nas quais temos uma enorme dificuldade para nos concentrar, tendo aquela desconfortável situação de que ficamos empacados e não avançamos. Você costuma passar por isto?

Diante deste cenário, duas atitudes são fundamentais: (1) entender a dinâmica do processo em andamento, isto é, o que está acontecendo; (2) entender os fatores ou causas determinantes para a situação em andamento.

Quanto à dinâmica do processo, se estamos tendo dificuldades para nos concentrar nos estudos, é porque há um estímulo que está tendo mais relevância do que aquele que gostaríamos que tivesse, sendo que o estímulo preferido corresponde à informação ou objeto de conhecimento a ser estudado. Daí é importante entender que a concentração consiste numa função cognitiva primária, que corresponde a uma lógica de seletividade de estímulos.

Portanto, concentrar-se significa valorizar alguns estímulos em detrimento de outros. Se quero me concentrar nos estudos, preciso desconsiderar todos os outros estímulos ambientais, tidos por exógenos, como sons e características do local onde estamos, e não ambientais, considerados endógenos, estes envolvendo fatos e lembranças que podem vir à nossa mente naquele momento de estudos.

Se não nos concentramos é porque algo “rouba” a nossa atenção, algo este que não é aquele estímulo que gostaríamos que prendesse a nossa atenção. Este é o processo em andamento, acerca do qual precisamos tomar consciência e compreender.

Superada a compreensão da dinâmica do processo, é preciso entender o que o determina. Ou seja, se estamos passando por uma situação de dificuldade de concentração, o que está por trás disto? Temos duas possibilidades, as quais podem estar ocorrendo de forma concomitante ou não: (1) o “estímulo-ladão”, que está tomando a nossa atenção, tem relevância significativa, maior do que o estímulo principal-preferencial que pretendemos valorizar, correspondente ao conhecimento a ser estudado; (2) mesmo que o “estímulo-ladão” não tenha tanta relevância, não estamos atribuindo a relevância devida ao estímulo-principal-preferencial, ante a nossa falta de interesse.

Costumo dizer que para um fanático por seu time de futebol, numa final de campeonato na qual o time está em campo, sendo a partida o estímulo principal, jamais ocorrerá a segunda hipótese mencionada. Digo isto para provar que o interesse é determinante a atribuição de relevância ao estímulo.

Mas muito bem, agora você já sabe o que acontece quando está tentando estudar e não consegue se concentrar. Porém, esta tomada de consciência, por si só, resolve o problema, nos fazendo ficar concentrados? Obviamente que não! Até porque o diagnóstico não se confunde com o prognóstico. Então daí você pode se perguntar: mas o que fazer? Afinal, qual é o prognóstico?

Seguramente, tendo a devida compreensão, você já pode encontrar estratégias que lhe ajude. Inclusive se tiver alguma sugestão deixe em forma de comentário no final do texto. Mas vou pontuar algumas iniciativas que podem ajudar, identificadas a partir da minha vivencia empírica nos estudos, principalmente como candidato a concursos público, bem como por meio da pesquisa psicopedagógica-cognitiva:

1 – no caso da falta de interesse no estímulo principal, ou seja, na matéria a ser estudada, tente identificar o que há de útil neste conhecimento. Seguramente, existe alguma utilidade que vai além do edital. Pense no que pode ganhar ao saber daquela informação. Ainda neste sentido, procure trabalhar o prazer em aprender;

2 – seja minimamente flexível! Isto é, se está muito difícil se concentrar naquela matéria a ser estudada por determinada fonte, passe para outra matéria ou fonte, faça alguns exercícios, faça um resumo, esquema ou mapa mental da matéria estudada anteriormente, ou seja, faça (mais…)

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Soninha está certa: vestibular é uma prova cretina

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Marcelo Rubens Paiva, no Estadão

SONINHA FRANCINE foi vítima da intriga política polarizada.

A ex-vereadora do PPS, ligada ao PSDB, que ocupa o cargo de coordenadora de Políticas Públicas para a Diversidade Sexual do governo do Estado, formada em Comunicações, teria dito depois de prestar vestibular para Gestão de Políticas Públicas neste ano e ser reprovada:

“Como sempre, a prova da Fuvest foi sem cabimento. Eu não fazia a mais puta ideia de como responder metade da prova. As perguntas olhavam para mim como se fossem escritas cuneiforme. Em algumas delas, mal havia um sinal, um signo, um vocábulo que eu reconhecesse. Não faz sentido.”

Saiu em todo lugar na quarta-feira antes do Carnaval. Até eu ironizei.

Minha caloura da ECA-USP de 1988 desabafou depois que não passou.

Hahaha…

As redes sociais se esbaldaram

Acontece que Soninha NÃO fez a prova. Estava trabalhando. Fez a primeira fase, passou e comentou.

Seus inimigos acompanharam a lista de aprovados da Fuvest, não monitoraram direito e passaram a nota falsa.

Quer saber?

Gafe jornalística. E ela tem toda razão.

A Fundação Universitária para o Vestibular é uma fundação sem fins lucrativos criada para realizar o vestibular da USP e outras.

Seu primeiro vestibular, em 1977, foi também meu primeiro vestibular.

Podia-se escolher entre opções do mesmo curso de três universidades diferentes, USP, Unicamp e Unesp.

Entrei em engenharia na Unicamp. No primeiro dia de aula, Cálculo, o professor anunciou: “Sabe o que vocês vêm estudando na escola para o vestibular? Esqueçam. É uma bobagem que não serve pra nada. Isso aqui é matemática.”

E escreveu na lousa Cálculo Diferencial e Integral.

Descobri que de fato a matemática ensinada nas escolas era uma perda de tempo; um resumo tolo do que realmente interessa.

Como quase tudo que se ensina nas escolas [as frequentamos por 13 anos e saímos sem falar fluentemente uma língua estrangeira]

Há 40 ANOS, o vestibular é o mesmo: uma primeira fase de múltipla escolha em dezembro faz um corte para uma segunda fase escrita em janeiro.

E atesta a incompetência ou preguiça da USP arrumar um jeito melhor e mais justo de selecionar seus alunos há 40 ANOS!

Unicamp e Unesp já saíram fora dessa anomalia curricular.

Se são em média 120 mil estudantes/ano que fazem a Fuvest, 4,8 milhões de pessoas já a fizeram. Se a taxa média de inscrição é de R$ 145 [tem isentos], é um negócio que já faturou quase R$ 700 milhões.

A pergunta é se ela é um mal necessário ou um achaque.

A melhor universidade do país se acomodou e ainda os obriga a ler obras secundárias da literatura mundial como Viagens na Minha Terra (Almeida Garrett), Til (José de Alencar), e A Cidade e as Serras (Eça de Queirós).

O sujeito que faz vestibular para Educação Física lê os mesmos autores que o que presta para Geologia, Física, Filosofia, Letras e Áudio Visual.

E não lê, nunca foi exigido, Shakespeare, Voltaire, Cervantes, Vitor Hugo, Melville, Flaubert, Rimbaud, Dostoievski, Tolstoi, Kafka, Conrad, Hemingway, Beckett…

Quem tem matemática pela frente, tem de responder:

No plano cartesiano Oxy, a circunferência C tem centro no ponto P = (2,1), e a reta t é tangente a C no ponto Q = (-1,5). Determine o raio da circunferência C, encontre uma equação para a reta r, calcule a área do triângulo PQR, sendo R o ponto de interseção de t com o eixo Ox.

A prova de português não é ruim. Mas o aluno que leu os NOVE livros pedidos respondeu nem sobre a metade deles. Leu à toa.

As provas em geral são bem-feitas.

Fala-se de energia, poluição, saneamento de água, Cantareira, Plutão, feminismo, Malvinas, Oriente Médio.

Mas Soninha está certa.

E se defendeu como pôde na sexta-feira de Carnaval:

“Vejam que aula de jornalismo. A Mônica Bergamo escreveu na Folha de São Paulo que eu fui reprovada na Fuvest. Só que eu não fiz a segunda fase. Teria de faltar três dias no serviço e, se passasse, não iria ter a disponibilidade necessária para cursar uma faculdade pública como se deve. Escrevi pra Folha, e ela logo publicou online, com o título teimoso de ‘Soninha diz que não passou porque não fez a prova’. Só faltou escrever ‘alega’.”

“Na sequência um professor de jornalismo me detonou no G1 dizendo que minha crítica ao vestibular – uma prova CRETINA, digo isso todo ano – demonstra meu preconceito e orgulho de ser ignorante. Os comentários ao post dele são ótimos – ‘se eu não sei calcular cosseno, sou burra’; ‘o pessoal de humanas despreza exatas e tem mais preguiça de estudar’. Mas quem tem preconceito, diz o professor no título, sou eu.”

“Agora a revista Forum avança e diz que eu fui reprovada e reclamei da prova… Isso é jornalismo, não é o ‘vale tudo’ de internet… Talvez todos tenham diploma da USP, o que significa que um dia passaram na Fuvest (como eu, em 1988). Sabem cosseno, mas não sabem apurar matéria e têm dificuldades com interpretação de texto.”

SONINHA fez 51 pontos na primeira fase da Fuvest. “Podia ter feito 90 e ia continuar achando uma prova ridícula, anacrônica, inútil, contraproducente.”

Concordo totalmente.

É ridícula, cretina, anacrônica, inútil e contraproducente.

Devemos desculpas a ela.

E engolir esse vexame da USP por mais quantos anos?

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Sete livros para ler enquanto Harry Potter and the Cursed Child não chega

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Para quem ama fantasia, há muitos livros incríveis por aí (Foto: Flickr / Marie Guillaumet)

 

Claudia Fusco, na Galileu

J.K. Rowling explodiu a internet mais uma vez. Na última quarta-feira (10), a autora de Harry Potter anunciou que a peça Harry Potter and the Cursed Child, que se passa dezenove anos depois dos acontecimentos de Relíquias da Morte, vai virar livro – e será vendido a partir de 31 de julho (o dia de aniversário de Harry). Para ajudar a segurar a ansiedade até lá, selecionamos dez livros incríveis que podem ajudar nessa longuíssima espera:

Jonathan Strange e Mr. Norrell, de Suzanna Clarke

Esse é para quem está sentindo saudade do clima britânico, de bruxos poderosos e, é claro, de muita magia. O estilo narrativo de Clarke transporta o leitor diretamente para a Inglaterra no século 19, onde a magia parou de existir… até então. O livro virou série da BBC, que tem uma pegada bem mágica e sombria.

Os Magos, de Lev Grossman

Escola de magia? Tem. Adolescentes problemáticos e indecisos? Tem também. A trilogia de Grossman não esconde suas referências em Harry Potter – há até uma piada com Testrálios no primeiro livro. Mas não espere a sutileza de Rowling ao lidar com dramas da adolescência. Grossman construiu um mundo mágico muito mais sujo, com direito a traições, sexo e drogas.

O Nome do Vento, de Patrick Rothfuss

Rothfuss provavelmente inventou uma das universidades de magia mais legais do universo fantástico, em que professores malucos desenham carinhas tristes na lousa quando os alunos mandam mal no trabalho. Além disso, a trilogia Crônicas do Matador do Rei prende o leitor até a última página por um monte de motivos – entre eles, a narrativa misteriosa de Kvothe, o protagonista. E para quem sente falta de esperar ansiosamente pelo fim de uma série, uma boa notícia: o último livro da saga deve sair este ano (com sorte).

A Bússola de Ouro, de Philip Pullman

Esqueça para sempre a adaptação cinematográfica desse livro. Pullman construiu um universo rico, nebuloso e atormentado que não foi representado com fidelidade nas telas. Há quem diga que a série Fronteiras do Universo é o inverso perfeito de Crônicas de Nárnia; enquanto o segundo é inspirado na Bíblia, Lyra e seus amigos dão vida a uma releitura rica de Paraíso Perdido, de John Milton, que mostra o lado infernal da expulsão de Adão e Eva do paraíso.

Ciclo de Terramar, de Ursula Le Guin

É diferente de tudo o que você já leu sobre escolas de bruxaria. Le Guin é conhecida por sua ficção científica de ponta; ler uma obra de fantasia com o mesmo toque da autora é bem especial. Le Guin bebe muito da fonte de Tolkien na construção de seus personagens e da dinâmica mágica que é estabelecida em Terramar. A parte ruim? O livro está praticamente esgotado – mas deve ser republicado pela Editora Arqueiro em breve.

Livros da Magia, de Neil Gaiman

O jovem protagonista, de cabelos escuros e óculos redondos, descobre que é bruxo – e ele e sua coruja branca como a neve decidem explorar o mundo mágico e os mistérios que os aguardam. Lembrou alguém? Para muita gente, Rowling copiou os quadrinhos de Gaiman na cara dura – mas a autora jura de pé junto que nunca tinha lido as aventuras de Timothy Hunter. Leia por sua conta e veja se são tão parecidos assim.

Animais Fantásticos e Onde Habitam, de Newt Scamander

Você provavelmente já leu, a gente sabe disso. Mas além de ser uma leitura curtinha e deliciosa, o manual indispensável para estudantes de Hogwarts também está virando filme, estrelado por Eddie Redmayne. Pelo jeito, a Pottermania está longe de acabar…

Bônus: livros sobre Harry Potter

Vamos combinar: nada pode substituir Harry Potter. Se você está no clima de conhecer mais o universo do bruxo da cicatriz de raio, uma boa opção é ler sobre ele. Recomendamos alguns: o Conversas com J.K. Rowling, de Lindsey Frasier, recheado de entrevistas com a autora; Harry e Seus Fãs, de Melissa Anelli; e O Mundo Mágico de Harry Potter, de David Colbert, um guia que esmiúça as raízes mágicas e mitológicas da obra de Rowling. Boa leitura!

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