Orgulho & Preconceito

Anotar à mão é melhor para memorizar do que usar o computador, aponta estudo de universidades

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Publicado no Amo Direito

Você costuma fazer suas anotações à mão, no bom e velho caderno, ou prefere usar o notebook ou tablet? Se você usa a segunda opção, é bom repensar a escolha. Um estudo publicado na revista “Psychological Science” indica que tomar notas no papel é melhor para a memorização de conceitos do que digitar.

O levantamento foi feito com alunos de Princeton e UCLA, duas universidades americanas, pelos pesquisadores Daniel Oppenheimer e Pam Mueller. Dois grupos foram colocados para assistir a uma palestra (sobre assuntos que não fossem de conhecimento comum), sendo instruídos a fazer notas da maneira que achassem melhor. Ao primeiro grupo foram dados blocos de anotações, e ao segundo, notebooks.

Após a palestra, os estudantes fizeram um exame com perguntas pontuais sobre assuntos da palestra. O resultado foi significativo: as pessoas que anotaram à mão obtiveram um bom número de acertos nas questões, enquanto as que usaram os notebooks demonstraram uma compreensão consideravelmente menor dos temas abordados.

O estudo indica, também, que os alunos que digitaram suas anotações escreveram mais palavras, no exame, do que os que usaram a caneta, mas que as respostas tinham menos profundidade e conteúdo.

Os pesquisadores apontam que uma explicação possível seja a de que pessoas que anotam à mão costumam prestar mais atenção às informações para selecionar melhor o que será passado para o papel, enquanto as que usam o computador acabam por tentar anotar literalmente tudo o que está sendo dito, sem se ater aos principais tópicos. Os estudiosos indicam que processar o conteúdo e fazer a anotação usando as próprias palavras é essencial para fixar bem o assunto.

Por Ana Lourenço
Fonte: guiadoestudante abril

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Flip 2016 anuncia Karl Ove Knausgård e Irvine Welsh na programação

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Os escritores Karl Ove Knausgard e Irvine Welsh, convidados da Flip 2016

Os escritores Karl Ove Knausgard e Irvine Welsh, convidados da Flip 2016

 

Publicado na Veja

A organização da 14ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) anunciou nesta terça-feira a presença do norueguês Karl Ove Knausgård e do escocês Irvine Welsh na programação da edição de 2016 do evento, que acontece entre 29 de junho e 3 de julho. Reforço bem-vindo em uma line-up até então apoiada na presença da vencedora do Nobel Svetlana Aleksiévitch.

Com os dois escritores, a Flip divulga sua programação completa, que vai girar em torno da poeta Ana Cristina Cesar, homenageada do ano. A venda dos ingressos, no valor de 50 reais, começa no dia 3 de junho pelo site da Tickets for Fun e em pontos de venda.

Welsh ficou conhecido pelo best-seller Trainspotting, inspiração do filme Trainspotting – Sem Limites (1996), dirigido por Danny Boyle. A trama permeia o submundo de drogas em Edimburgo. Já Knausgård é aclamado como um dos principais nomes da literatura atual, autor da robusta série de livros autobiográficos Minha Luta, completa em seis volumes — três publicados no Brasil.

No total, serão 22 mesas literárias e 39 autores. O show de abertura foi substituído por um sarau e a exibição do filme Manter a Linha da Cordilheira sem o Desmaio da Planície, de Walter Carvalho, sobre o poeta Armando Freitas Filho.

Confira abaixo a programação completa:

Quarta-Feira, 29 de junho

19h – Sessão de abertura, com Armando Freitas Filho e Walter Carvalho

19h45 – Filme Manter a Linha da Cordilheira sem o Desmaio da Planície

21h45 – Sarau

Quinta-Feira, 30 de junho

10h – Mesa 1 – A teus pés (Annita Costa Malufe, Laura Liuzzi e Marília Garcia)

12h – Mesa 2 – Cidades refletidas (Francesco Careri e Lúcia Leitão)

15h – Mesa 3 – Os olhos da rua (Caco Barcellos e Misha Glenny)

17h15 – Mesa 4 – Histórias naturais (Álvaro Enrigue e Marcílio França Castro)

19h30 – Mesa 5 – Matéria cinzenta (Henry Marsh e Suzana Herculano-Houzel)

21h30 – Mesa 6 – Na pior em Nova York e Edimburgo (Bill Clegg e Irvine Welsh)

Sexta-feira, 1 de julho

10h – Mesa 7 – Breviário do Brasil (Benjamin Moser e Kenneth Maxwell)

12h – Mesa 8 – A história da minha morte (J.P. Cuenca e Valeria Luiselli)

15h – Mesa 9 – O show do eu (Christian Dunker e Paula Sibilia)

17h15 – Mesa 10 – Encontro com Karl Ove Knausgård

19h30 – Mesa 11 – Mesa a confirmar

21h30 – Mesa 12 – Sexografias (Gabriela Wiener e Juliana Frank)

Sábado, 2 de julho

10h – Mesa 13 – Encontro com Leonardo Froés

12h – Mesa 14 – De Clarice a Ana C (Benjamin Moser e Heloisa Buarque de Hollanda)

15h – Mesa 15 – Encontro da arte com a ciência (Arthur Japin e Guto Lacaz)

17h15 – Mesa 16 – Encontro com Svetlana Aleksiévitch

19h30 – Mesa 17 – O falcão e a fênix (Helen Macdonald e Maria Esther Maciel)

21h30 – Mesa 18 – O palco é a página (Kate Tempest e Ramon Nunes Mello)

Domingo, 3 de julho

10h – Mesa 19 – Síria mon amour (Abud Said e Patrícia Campos Mello)

12h – Mesa 20 – Mixórdia de temáticas (Ricardo Araújo Pereira e Tati Bernardi)

14h – Mesa 21 – Sessão de encerramento: Luvas de pelica (Sérgio Alcides e Vilma Arêas)

16h – Mesa 22 – Livro de cabeceira

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Lista de leituras da Fuvest 2017 comprova a pobreza do ensino de literatura no Brasil

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De nove livros, somente há um de poesia e nenhum escrito por uma mulher

Caio Tardelli, no Blasting News

Divulgada em março deste ano, a lista de leituras obrigatórias da Fuvest 2017 expõe a pobreza com que o ensino de literatura é tratado no Brasil. Com somente um livro de poesia e sem englobar movimentos relevantes, como Parnasianismo e Simbolismo, a lista tem um total de nove livros de leitura obrigatória aos vestibulandos que pretendem ingressar na Universidade de São Paulo (USP) e na Santa Casa. Eis todos os livros requisitados:

Iracema – José de Alencar
Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis
O Cortiço – Aluísio Azevedo
A Cidade e as Serras – Eça de Queirós
Capitães de Areia – Jorge Amado
Vidas Secas – Graciliano Ramos
Claro Enigma – Carlos Drummond de Andrade
Sagarana – João Guimarães Rosa
Mayombe – Pepetela

O primeiro ponto que salta aos olhos é a irrelevância da poesia na lista. Embora seja inegável a importância de Carlos Drummond de Andrade para o verso contemporâneo brasileiro, o país teve vários poetas considerados relevantes mundialmente, entre eles, Cruz e Sousa e Castro Alves. Não dar espaço à produção poética brasileira para dar absoluta ênfase aos romances empobrece a visão dos estudantes acerca da literatura brasileira e da produção cultural do país. É evidente também que a não inclusão de algum cânone poeta de Língua Portuguesa, como Camões e Fernando Pessoa, beira o inexplicável.

Outra falha essencial na lista é a exclusão absoluta do Simbolismo, Parnasianismo e da literatura colonial. Uma rápida análise das opções da Fuvest nos leva a perceber que “estudos literários” no vestibular resumem-se, basicamente, ao Realismo, Naturalismo e Modernismo, incluindo um relevante (mas controverso) exemplo de Romantismo (José de Alencar). Mais ainda: a temática de todos os livros (com exceção do angolano Mayombe, Eça de Queirós e de Carlos Drummond de Andrade) paira na construção e revelação de identidades e características nacionais. Não há nada sobre Modernismo lírico de Guilherme de Almeida ou sobre a prosa íntima de Clarice Lispector. A literatura no Brasil, como sabemos, não começou com Machado de Assis, terminou com Drummond ou tem como temática exclusiva as definições dos ‘brasis’.

Embora a lista da Fuvest 2018 já apresente a obra de uma autora – Helena Morley, em substituição ao livro de Jorge Amado -, soa-nos curioso o fato de não haver escritoras do nível de Lispector, Cecília Meireles ou Gilka Machado. A popularidade vinda das redes sociais por meio de citações da autora de “A Hora da Estrela”, por exemplo, facilitaria o diálogo do aluno com a obra.

É evidente que, num limite de nove livros, não é possível englobar toda a literatura brasileira e esse objetivo pode ser incluído no estudo geral das letras brasileiras (porém, tal estudo também foca nos modernistas). Mas sabemos que o vestibular, que é a equivocada finalidade do ensino médio, tem uma função importante na divulgação da arte e, com certeza, se houvesse um equilíbrio maior entre os gêneros, movimentos e autores, a cultura no Brasil seria melhor compreendida em sua amplitude e, sem dúvidas, mais valorizada.

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Lei inclui artes visuais, dança, música e teatro no currículo da educação básica

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publicado no Senado

Foi publicada nesta quarta-feira (3) a Lei 13.278/2016, que inclui as artes visuais, a dança, a música e o teatro nos currículos dos diversos níveis da educação básica. A nova lei altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB — Lei 9.394/1996) estabelecendo prazo de cinco anos para que os sistemas de ensino promovam a formação de professores para implantar esses componentes curriculares no ensino infantil, fundamental e médio.

A lei tem origem no substitutivo da Câmara dos Deputados (SCD)14/2015 ao projeto de lei do Senado (PLS) 337/2006, aprovado no início de abril pelo Plenário do Senado. O texto foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff na terça-feira (2) e vale a partir da data de publicação.

A legislação já prevê que o ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais, seja componente curricular obrigatório na educação básica, “de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”.

A proposta original, do ex-senador Roberto Saturnino Braga, explicitava como obrigatório o ensino de música, artes plásticas e artes cênicas. A Câmara dos Deputados alterou o texto para “artes visuais” em substituição a “artes plásticas”, e incluiu a dança, além da música e do teatro, já previstos no texto, como as linguagens artísticas que deverão estar presentes nas escolas.

Para o relator da matéria na Comissão de Educação (CE), Cristovam Buarque (PPS-DF), a essência da proposta foi mantida no substitutivo da Câmara.

— Esse é um projeto que só traz vantagens, ao incluir o ensino da arte nos currículos das escolas. Sem isso, não vamos conseguir criar uma consciência, nem ensinar os nossos jovens a deslumbrar-se com as belezas do mundo, o que é tão importante como fazê-los entender, pela ciência, a realidade do mundo — observou Cristovam, na discussão da matéria em Plenário.

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Como um robô está tentando prever qual livro é um potencial best-seller

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Algoritmo faz o trabalho de encontrar livros com alto potencial, diz empresa

Algoritmo faz o trabalho de encontrar livros com alto potencial, diz empresa

 

Empresa pretende explorar melhor obras que podem fazer sucesso e intermediar contato com editoras

André Cabette Fabio, no Nexo

O clássico literário “O Senhor das Moscas”, de William Golding, foi rejeitado 20 vezes antes de ser publicado. “Carrie a Estranha”, de Stephen King, 30 vezes. “E o Vento Levou”, 38 vezes. Marcel Proust teve que pagar ele mesmo com os custos de publicação de “Em Busca do Tempo Perdido”. E editores disseram a J. K. Rowling, autora da série “Harry Potter”, que não abandonasse seu emprego para seguir carreira na literatura quando ela apresentou “Harry Potter e A Pedra Filosofal”. Ela diz que guarda até hoje em seu sótão as cartas que rejeitavam o livro.

Histórias de livros rejeitados inicialmente que depois vieram a fazer muito sucesso são comuns. E é provável que muitos potenciais “best sellers” ainda estejam em alguma gaveta (ou publicada discretamente em algum site obscuro da internet). Diante desse cenário, uma startup fundada em 2012 em Berlim, a Inkitt, tenta lidar com a questão usando um robô que detecta o potencial de venda de um livro.

O algoritmo de inteligência analisa como o público responde a obras literárias em desenvolvimento publicadas na rede. A expectativa é que esse sistema seja capaz de captar o que agrada ao público e encontrar livros com alto potencial de sucesso.

Como a empresa analisa o potencial de um livro

1 -Publicação

O autor escreve uma obra e a publica no site da startup, onde pode ser lido por uma comunidade de cerca de 500 mil pessoas.

2 -Algoritmo

Conforme leitores têm acesso ao trabalho, o algoritmo de inteligência artificial analisa como essas leituras são feitas. A empresa não revela exatamente como seu algoritmo funciona (se leva em conta o tempo gasto na obra ou as vezes em que um leitor abandona ou retoma a leitura, por exemplo). Mas afirma que a inteligência artificial desenvolvida é capaz de identificar quais livros têm potencial de sucesso.

3 -Negociação com editoras

Quando esse potencial é detectado, a companhia oferece a obra a grandes editoras e negocia os termos de licenciamento.


4 -Publicação de versão digital

Se não há interesse por parte de uma editora, a própria empresa publica uma versão digital (o livro, dessa forma, é lançado em plataformas de venda, extrapolando o ambiente do site da startup). Se o número de cópias vendidas não chegar a mil em um período de 12 meses, os direitos sobre o trabalho voltam para o autor.


5 -Segunda negociação

Se o livro vender bem, a empresa volta a tentar negociar com as grandes editoras, agora com mais argumentos a favor de uma publicação.

Onde a empresa quer se encaixar no mercado de livros?#

Com seu método, a companhia quer se tornar uma intermediária entre autores e editoras tradicionais para chegar ao grande público. E capitalizar com um fenômeno que já existe: o nascimento de obras de sucesso em fóruns e plataformas de publicação on-line.

Segundo o site Author Earnings, que analisa dados da empresa de venda de livros Amazon, obras publicadas pelos próprios autores ou por pequenas editoras independentes – com frequência de propriedade dos próprios autores – somam 39% dos e-books vendidos ali.

Publicado em 2011, o bestseller “Cinquenta Tons de Cinza”, da inglesa E. L. James foi gestado na internet e vendeu mais de 125 milhões de cópias pelo mundo. Inicialmente, a obra foi lançada na plataforma fanfiction.net. A escritora viu o potencial do livro com base na reação dos leitores, que também usou para adaptar a obra antes de levá-la a editoras.

Da mesma forma que E. L. James se precisou do retorno dos primeiros leitores da obra no fanfiction.net, o algoritmo da Inkitt seria incapaz de fazer qualquer seleção eficiente se não tivesse como fonte de dados o trabalho de sua comunidade.

Primeira parceria com grande editora sai em 2017#

O método está trazendo à tona uma primeira obra: “Bright Star”, da escritora Erin Swan, que chegou até a plataforma através do concurso “Joias Escondidas” (“Hidden Gems”).

O livro é uma ficção para adultos que inaugura uma série contando a história de Paerolia, uma terra onde “conflito e guerra trouxeram amplas cisões”. Um líder rebelde, chamado Kael, ajuda a escrava Andra a “descobrir a força que sempre esteve com ela” para lutar e recuperar um dragão. Os direitos sobre o trabalho foram vendidos para a editora Tor Books, que deve lançá-lo em 2017. Para Ali Albazaz, criador da startup, isso é um sinal de que seu algoritmo e seu modelo de negócios estão indo pelo caminho certo:

Esse acordo é um claro sinal à indústria editorial de que a análise de dados é o caminho para o futuro. Estamos na dianteira do movimento que usa dados para edição, e esse acordo mostra que nosso modelo de negócios funciona.”

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