ABC desenvolve série baseada nos livros fictícios de Richard Castle

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Publicado no Pipoca Moderna

derrickstorm 400x604 ABC desenvolve série baseada nos livros fictícios de Richard CastleO canal americano ABC está desenvolvendo uma série baseada na franquia literária de mistério “Derrick Storm”, criação fictícia do personagem principal da série “Castle”. A informação é do site Variety.

A série foi criada por Gregory Poirier (série “Missing”), que assina a produção do piloto com o criador de “Castle” Andrew Marlowe e sua mulher Terri Miller. Mas vale informar que a atração não irá incluir personagens de “Castle”.

Trata-se de uma produção metalinguística, que dará vida aos livros fictícios de Richard Castle, que é interpretado por Nathan Fillion na série “Castle”. Nos livros, Derrick Storm é um espião convocado pela CIA para missões misteriosas.

Por sinal, a 7ª temporada de “Castle” estreará em 29 de setembro nos EUA, mostrando o protagonista sumindo no dia de seu casamento com Kate (Stana Katic). “Castle” é exibida no Brasil pelo canal pago Sony.

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Compra de livros representa 82% das operações com Vale-Cultura

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Publicado por EFE [via UOLcartao-vale-cultura-1408738517643_300x300]

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, divulgou nesta sexta-feira (22), durante a abertura da 23ª Bienal do Livro de São Paulo, os dados atualizados sobre o uso do vale-cultura, criado para fomentar o acesso à cultura entre trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos.

De acordo com Marta, o vale-compras no valor de R$ 50 tem sido usado majoritariamente na compra de livros, jornais e revistas, que concentram 82% das operações realizadas com o cartão.

“Eu lembro que, quando fazia campanha com (o ex-presidente) Lula, ele dizia que o sonho dele era dar comida três vezes ao dia para todos os brasileiros. Acho que isso está praticamente encaminhado, agora o brasileiro quer alimento para a alma”, comentou a ministra.

De acordo com dados do Ministério da Cultura, em seis meses já foram emitidos mais de 223 mil cartões com potencial de movimentação no setor de R$ 25 bilhões por ano.

Marta insistiu ainda na defesa de uma nova imagem cultural do Brasil, baseada na produção cultural em áreas ainda pouco divulgadas, como a literatura, a partir de uma série de políticas de incentivo à leitura.

Entre os projetos, está a implementação de um Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), cujo decreto foi assinado durante a cerimônia de abertura da Bienal e que prevê investimentos para a ampliação e reforma de bibliotecas e ações de incentivo à leitura.

Tido pela ministra como “o mais importante” projeto para o incentivo à leitura, o decreto está sendo transformado em projeto de lei e deve ir ao Congresso em setembro.

“O Brasil vai ter um política de Estado para o desenvolvimento da leitura. Quando você carimba como política de Estado, as coisas ganham outro nível”, ressaltou a ministra.

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Menos é mais?

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Sextante é a primeira do ranking das editoras, mas Intrínseca vende mais exemplares

Cassia Carrenho, no PublishNews

Na moda diz a regra que menos é mais, e o mercado editorial tem seguido essa tendência. A Sextante é a editora que mais colocou títulos na lista semanal, 17, somando o total de 13.889 exemplares vendidos. Já a Intrínseca, em segundo, com 13 títulos, vendeu 33.543 exemplares, quase 140% a mais do que a Sextante.

No topo das listas, Intrínseca leva vantagem com dois primeiros lugares, ficção, A culpa é das estrelas e não ficção, Destrua esse diário, a Sextante tem o primeiro lugar em negócios, De volta ao mosteiro. Por sinal, na lista de negócios, a Sextante domina, com nove títulos no total, sendo que os quatro primeiros lugares são da editora. Na lista de ficção, o domínio é da Intrínseca, com oito títulos.

Destaque no ranking das editoras, a Globo pulou do sétimo para quarto lugar, com sete títulos. Dois inéditos na lista semanal: Mentes consumistas e O livro dos negócios.

Em semana de início de Bienal do livro, as novidades foram muitas: ficção, Bem-casados (Arqueiro), A promessa do tigre (Arqueiro) e Encontrada (Verus); não ficção, Ronnie Von (Planeta); infantojuvenil, O reinos das vozes que não se calam (Fantástica Rocco); autoajuda, Superar é viver (LeYa), Organize melhor seu tempo (Clio) e Sociedade com Deus (Sextante); negócios, Adeus, aposentadoria (Sextante) e Enquanto eles choram, eu vendo lenços (Nova Fronteira).

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Cristo Redentor é mote de romance da escritora Lucinda Riley

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Irlandesa lança novo romance neste sábado na Bienal do Livro

Maria Fernandes Rodrigues, no Estadão

A irlandesa Lucinda Riley, que viajou muito com o pai quando era criança, ouviu dele que ela deveria conhecer o Brasil. Guardou o conselho, fantasiou acerca da terra distante e acalentou o sonho, mas nunca fez nada de concreto para tirar a viagem da lista de coisas a fazer antes de morrer. Foi a literatura, profissão escolhida aos 20 e poucos, que a trouxe para cá – caminho que sua personagem Maia, protagonista de As Sete Irmãs, faria no romance lançado com pompa no Copacabana Palace, na semana passada, e que será apresentado neste sábado aos leitores na Bienal do Livro de São Paulo.

Já editada em diversos países e trilhando uma bem-sucedida carreira, ela se frustrava porque nenhuma editora brasileira se interessava por seus romances femininos. Um dia, sem mais nem menos, uma amiga sensitiva ligou para ela e disse: “Sabia que você vai para o Brasil?”. Ela ainda não tinha recebido o e-mail de sua agente dizendo que a Novo Conceito estava interessada em publicá-la – a mensagem só chegaria na manhã seguinte. Nesta semana, de volta ao Brasil pela terceira vez, ela foi a Abadiânia conhecer o homem que soprou no ouvido da amiga que seu sonho estava prestes a se realizar: o médium João de Deus.

O enredo de As Sete Irmãs surgiu em 2012, quando ela veio divulgar, também na Bienal do Livro, A Casa das Orquídeas. Terminados os compromissos na cidade, ela partiu para o Rio, para o tão aguardado encontro com o Cristo Redentor. Decidiu, naquele momento, que incluiria a história do País em seu próximo trabalho, e em março do ano seguinte estava instalada num apartamento em Ipanema. De um lado, a praia; do outro a estátua cuja construção seria o pano de fundo da história que ela começava a escrever ali.

Lucinda. Ideia do livro surgiu em sua 1ª viagem ao País

Lucinda. Ideia do livro surgiu em sua 1ª viagem ao País

O livro tem início com a morte de um homem que criou suas filhas numa idílica casa num lago austríaco – isolada, protegida do mundo exterior e acessível apenas por barco. Todas as meninas foram trazidas de um lugar diferente do mundo. No testamento deixado a Maia, estão as pistas de sua origem e ela, uma tradutora de livros (do português, inclusive), sem saber o que fazer naquela casa e para fugir de um amor prestes a reaparecer, ela decide iniciar a busca por sua identidade. No Rio.

Poderia ter sido apenas uma estratégia de marketing, ou então uma tentativa de retribuir o carinho com o qual foi recebida por suas fãs. “Ir à Bienal foi provavelmente a mais incrível experiência da minha carreira literária. Havia 300, 400 pessoas gritando. Foi emocionante. Meu momento Madonna”, contou, na véspera de sua viagem a Abadiânia. Mas ela garantiu que não foi jogada e disse que existe uma ligação mais forte, talvez espiritual com o País. E que, assim como Maia, está tentando descobrir algo de si. O que já encontrou? “Meu coração”, disse. “Viajo o mundo todo, vejo muitos lugares, mas normalmente não sinto o que o Brasil despertou em mim. Como alguém pode explicar isso? Meu nome é Lucinda, tão português. Somos ingleses, por que meus pais me deram esse nome? Quem sabe eu não estive aqui há 200 anos”, questiona.

E vai além: “Acredito em outras vidas, e não acho que sou eu quem escreve essas histórias. Falo as histórias para um gravador. Nunca volto, nunca sei para onde estou indo. No final, tenho cerca de 190 mil palavras e realmente acho que elas foram ditas a mim”. Ela disse que fazer essa viagem para conhecer o médium é como ir para casa. “Talvez seja sobre isso essa história toda. Não sei qual é a conexão, mas o processo desse livro mudou a minha vida.”

Enquanto esteve no Rio para a pesquisa, a escritora conheceu a cineasta Bel Noronha, bisneta de Heitor da Silva Costa, idealizador da estátua do Cristo. As duas viraram melhores amigas e Lucinda teve acesso a diários, cartas, fotos. Uma historiadora a ajudou a imaginar o Rio naquele início dos anos 1920. “Quis escrever uma história que nunca foi escrita. Até os brasileiros acham que o Cristo foi um presente da França ao País”, comentou. Mas As Sete Irmãs, o primeiro de uma série que a irlandesa que divide seu tempo entre a literatura, os quatro filhos, uma casa na Inglaterra e outra na França pretende escrever, é um romance – recheado, sim, de fatos históricos. O enredo acompanha a família de Maia por décadas e incluiu até o envolvimento de um dos membros com drogas.

Para Riley, o processo de idealização e criação de um livro – já são seis – é como numa gravidez: dura nove meses. “Qualquer que seja a história, escrevo do fundo do meu coração. Nunca sei se alguém vai gostar. Só tenho que escrever.”

Depois de sua ida à Bienal, ela volta ao Rio para tentar fazer um passeio pelo interior da estátua. Está mais tranquila, já que recuperou a mala que não embarcou no mesmo voo que ela – e onde estava um vestido comprado para a festa do Copacabana Palace com o adiantamento recebido de um país do leste europeu – e por ter conhecido João de Deus. “É simplesmente uma força da bondade. Céticos… Venham e vejam por vocês mesmos.”

AS SETE IRMÃS
Autora: Lucinda Riley
Trad.: Elaine Albino Oliveira Editora: Novo Conceito 560 págs., R$ 39,90; R$ 27,90 o e-book)
Lançamento: Sábado (23), às 15 h, na Bienal (Rua D, 600).

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Frei Betto chega aos 70 anos somando 60 livros escritos, de infantis a religiosos

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Autor escreve desde que foi alfabetizado, sob influência do pai

Frei Betto - O Globo / Marcos Alves

Frei Betto – O Globo / Marcos Alves

Maurício Meireles em O Globo

RIO — Setenta anos e uma produção intensa. Frei Betto, articulista do GLOBO, completa sete décadas de vida na próxima segunda-feira, dia 25, com a marca de 60 livros escritos. O de número 59, “Oito vias para ser feliz” (Planeta), sobre o Sermão da Montanha, acaba de ir para a gráfica; o 60, “Um Deus muito humano”, sobre sua relação com Jesus, ainda não tem editora, mas já está pronto. Em julho, ele já havia lançado “Reinventar a vida” (Vozes, de crônicas) e o infantil “Começo, meio e fim” (Rocco).

Neste último, Frei Betto escreve para os pequenos sobre a morte — tema do qual, diz ele, os pais deviam tratar mais com seus filhos.

— Tenho um casal de amigos que perderam os pais, em acidente aéreo, quando eram crianças. A família cometeu o erro de não levá-los ao velório e ao enterro. Cresceram com a sensação de que os pais foram abduzidos — afirma.

Entre espiritualidade, política e até livros de culinária ou romances policiais, a produção de Frei Betto é tanta que ele conta que um amigo, o jornalista Ricardo Kotscho, brinca que os verdadeiros autores das obras são “40 fradinhos que habitam os porões do convento”. O frei vive no monastério dominicano Santo Alberto Magno, em São Paulo.

Frei Betto reserva 120 dias por ano para escrever, busca um local tranquilo — um sítio ou casa de praia de amigos —, desliga o celular e deixa a criação fluir. Ele mesmo, que é autor de livros de culinária como “Comer como um frade — Divinas receitas para quem sabe por que temos um céu na boca”, cozinha durante esses períodos.

Ele escreve desde que foi alfabetizado, sob influência do pai, que atuava em jornais de Minas Gerais, e da mãe, autora de um livro de culinária. Quando era adolescente, porém, duvidou do sonho de ser escritor e virou jornalista, para ficar perto das palavras.

Quando foi preso por quatro anos pela ditadura, de 1969 a 1973, escrevia cartas para familiares e amigos — que viraram o livro “Cartas da prisão” (Agir). Os anos atrás das grades, dois deles entre presos comuns, foram um período de consolidação de sua relação com a escrita e a espiritualidade.

Mas o que dá mais prazer?

— A ficção, porque é mais criativa. Fico “grávido” da história e, aos poucos, ponho no papel. Primeiro redijo à mão, depois passo ao computador. E faço mil revisões — afirma Frei Betto.

O frade conta que uma das suas maiores influências o ajudou a sobreviver na prisão: Santa Teresa D’Ávila. O escritor diz dever à santa espanhola o aprendizado da oração. Na literatura, suas influências são Machado de Assis, Guimarães Rosa, Camus, Flaubert e outros.

‘UM JESUS MILITANTE’

Frei Betto já ganhou, em 1982, o principal prêmio literário do país, o Jabuti, por seu livro mais conhecido: “Batismo de sangue”, que foi adaptado para o cinema em 2007, sob direção de Helvécio Ratton. A história mostra como os frades dominicanos se levantaram contra a ditadura militar, aliando-se à Ação Libertadora Nacional, comandada por Carlos Marighella.

Nesse contexto, a espiritualidade na qual Frei Betto se formou, durante seus anos de Ação Católica, diz ele, é “mais libertadora”.

— Minha geração tinha sido formada numa espiritualidade que falava de pecado, de um Deus castigador. Na Ação Católica não tinha isso. O pecado social era mais importante que o pessoal. Havia um Jesus militante — diz ele.

O escritor já foi traduzido em 24 idiomas e 35 países. Seu best-seller no exterior é “Fidel e a religião”, uma entrevista com o líder da Revolução Cubana sobre o assunto: 3 milhões de exemplares vendidos, 1,3 milhão só em Cuba.

E por que escrever?

— Escrevo como quem respira: para sobreviver. Não suporto passar 48 horas sem redigir algo. Escrever e orar me fazem feliz — resume Frei Betto.

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