Auto da Compadecida ganha edição especial com desenhos exclusivos

0

Publicação será lançada este mês pela Nova Fronteira

Fabio de Souza Gomes, no Omelete

A Editora Nova Fronteira lança este mês a edição definitiva do Auto da Compadecida, clássico de Ariano Suassuna. Confira a capa:

Além de trazer ilustrações inéditas feitas pelo filho do escritor, Manuel Suassuna, a edição conta com pequenos ajustes deixados pelo próprio Ariano em suas anotações, a fim de deixar a obra do jeito como ele sempre imaginou.

A obra consegue o equilíbrio perfeito entre a tradição popular e a elaboração literária ao recriar para o teatro episódios registrados na tradição de cordel. Peça teatral em forma de auto em 3 atos, a obra foi escrita em 1955 e é um retrato do Nordeste brasileiro, mesclando elementos como a literatura de cordel, a comédia, traços de barroco católico brasileiro e, ainda, cultura popular e tradições religiosas.

Com humor e de maneira leve, a peça fala sobre o drama vivido pelo povo nordestino sempre com medo da fome, em luta constante contra a miséria e acuado pela seca. É nesse contexto que acontecem as aventuras de Chicó e João Grilo, os dois personagens centrais. Enquanto Chicó é covarde e mentiroso, João Grilo se aproveita da estupidez dos mais abastados e das pessoas do clero para levar a melhor.

Assim como Auto da Compadecida, todos os livros de Suassuna – exceto os que estão em coleções exclusivas que já possuem um projeto gráfico próprio – serão lançados com a mesma identidade visual, que remete ao cordel até no tom branco das páginas do miolo. Isso é parte de um projeto maior de Ariano Suassuna, que antes de morrer manifestou a vontade de evidenciar uma unidade subjacente a toda sua obra.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Criadores da série Sherlock anunciam uma ‘nova aventura’ do detetive

0

Novo vídeo dos criadores da série atiçou a curiosidade dos fãs
(foto: BBC Sherlock/Divulgação)

 

No Dia Internacional de Sherlock Holmes, os fãs receberam a surpresa mais de ano após o último episódio da série britânica

Publicado no Correio Braziliense

No Dia Internacional de Sherlock Holmes, os criadores da série britânica Sherlock têm uma surpresa para os fãs. Não é um novo episódio, outra temporada nem um filme da versão modernizada da história do detetive, mas sim “uma nova aventura” que ainda não foi revelada.

No site thegameisnow.com, há um vídeo de Stephen Moffat e Mark Gatiss, criadores de Sherlock, explicando que a novidade é uma “nova aventura de verdade, que envolve as pessoas que você espera que estejam envolvidas em uma aventura de Sherlock Holmes”. No site, é possível inscrever um e-mail para receber conteúdo exclusivo.

O primeiro é uma novidade envolvendo dois personagens queridos da série: os irmãos Holmes. Interpretados por Benedict Cumberbatch (Sherlock) e Mark Gatiss (Mycroft), os fãs da série podem ouvir uma ligação entre os dois, que parecem estar tramando alguma coisa juntos que envolve “pessoas de verdade”.

Como tudo que tem a ver com Sherlock, ainda há muitos mistérios envolvendo esse anúncio. Porém, antes e depois do vídeo, uma mensagem diz “chegando a Londres em 2018”, então poderia muito bem se tratar de uma exposição ou evento da série. Que comecem as deduções!

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Estudante do Piauí nota mil na redação dá três dicas para o Enem

0

Estudante piauiense Isabella Barros conseguiu nota mil na redação do Enem 2017. (Foto: Arquivo pessoal)

 

Hoje cursando medicina na Uespi, a estudante Isabela Barros, de 18 anos, falou sobre como se preparou para atingir a nota máxima na redação no Enem 2017.

Publicado no G1

A estudante piauiense Isabela Barros, de 18 anos, foi um dos 53 estudantes que conseguiram atingir a nota máxima na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2017. Hoje aluna do curso de medicina da Universidade Estadual do Piauí, Isabela contou ao G1 o que fez para se preparar. “Acho que não tem nenhum segredo, mas tem coisas que você pode fazer que podem aumentar suas chances”, disse.

1. Preparação

A primeira dica de Isabela é com relação ao temas. “É importante ter conhecimento de mundo, estar lendo obras que estão em destaque, assistir filmes importantes, documentários com temas que possam ser utilizados na redação”, disse.

A aluna comentou ainda que é preciso selecionar o que ler. “Não leia grandes clássicos, porque em ano de vestibular talvez não dê tempo. Você pode ler sobre os livros, e não necessariamente o livro. Isso conta muito para o repertório sociocultural que vai ser usado na redação”, disse.

A professora de redação Patrícia Lima cita o pedagogo e filósofo Paulo Freire para reforçar essa dica. “A Leitura de mundo precede a leitura da palavra”. Ela diz que essa “leitura” pode ser feita por vários meios.

“Entre eles, jornais televisivos, sites informativos, revistas, jornais impressos, além de outras mídias. É imprescindível, também, que sejam abordadas as exigências na construção da argumentação. Para isso, as aulas de História, Sociologia, Literatura, Filosofia, Geografia e, muitas outras, são cruciais”, disse.

2. Prática

A segunda dica é a prática. A professora Patrícia Lima aconselha ao estudante estabelecer uma meta: “Sugiro, no mínimo, a escritura de um texto por semana”, diz. Além disso, ela sugere reescrever os textos, fazendo as correções e adequações necessárias.

Já a meta de Isabela foi além. “Praticar redação no mínimo duas vezes por semana. Fazer muitos temas, estar sempre antenado com os assuntos que estão sendo discutidos. Não para tentar adivinhar tema, mas para saber preparar estruturas de texto para os vários temas”, disse Isabela Barros.

3. Organização do tempo

Quanto à organização para o momento da prova, a professora Patrícia Lima dá uma dica valiosa: começar pela produção de texto. “No momento do exame, recomendo começar o certame pela produção da redação. Após a feitura do texto, deve-se responder às demais questões”, orienta.

A estudante Isabela Barros aconselha a treinar as redações sempre de olho no tempo, para conseguir ficar tranquilo durante a prova. “Acho fundamental trabalhar o tempo da prova e focar em manter bastante calma. Isso influi muito na hora de realizar uma prova tão extensa e cansativa como o Enem”.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Escritor norte-americano Philip Roth morre aos 85 anos

0

Philip Roth era um dos maiores escritores norte-americanos da segunda metade do século XX | Reuters

O escritor morreu de insuficiência cardíaca na terça-feira, aos 85 anos. Foi um dos principais autores da literatura norte-americana da segunda metade do século XX.

Publicado na RTP

Natural de Newark, Nova Jersey, a 19 de março de 1933, o premiado romancista era considerado um dos maiores escritores da atualidade. Candidato eterno ao Nobel da Literatura, foi autor de mais três dezenas de obras.

Roth tinha anunciado a decisão de deixar de escrever aos 78 anos, em 2012, após a publicação da obra Nemesis, em 2010. Desde então dedicou-se a ler a sua obra publicada, no sentido de avaliar se “tinha desperdiçado” o seu tempo na literatura. Em entrevista à New York Times Book Review, em 2014, concluiu: “Fiz o melhor que consegui com o que tinha”.

Durante a juventude foi um grande entusiasta do desporto, em particular do basebol. A literatura chegou mais tarde, aos 18 anos. Formou-se em Estudos Ingleses pela Universidade de Bucknell, e concluiu um mestrado na mesma área na Universidade de Chicago. Em 1957 e chegou a iniciar uma tese de doutoramento, mas abandonou o projeto pouco tempo depois, decidindo dedicar-se à escrita.

A primeira obra surge logo em 1959. Goodbye, Columbus foi aclamada pela crítica e recebeu o prêmio National Book Award, tendo sido também adaptada para o cinema pelo realizador Larry Peece.

Durante a longa carreira, entre várias distinções, Philip Roth foi premiado com dois National Book Awards, dois National Book Critics Circle e, em 1998, com o Pulitzer a partir da ficção American Pastoral. (“Pastoral Americana), um dos seus livros mais aclamados.

Roth foi ainda galardoado com o Prêmio Internacional Man Booker, atribuído no Reino Unido em 2011 e, um ano depois, venceu o Prêmio Príncipe das Astúrias de Literatura, o principal prêmio literário em Espanha. Também nesse ano, o autor recebe a Medalha Nacional das Humanidades, atribuída pelo ex-presidente norte-americano Barack Obama.

Antes, em 2002, tinha recebido a Medalha Nacional de Artes da Casa Branca, atribuído pela Academia de Artes e Letras, e ainda a medalha de Ouro da Ficção, atribuída anteriormente a lendas da literatura como William Faulkner ou Saul Bellow, entre outros. Escreveu livros que marcam a literatura contemporânea, tais como Operação Shylock (1994), A Mancha Humana, (2001) ou Everyman (2007).

Já o livro O Complexo de Portnoy conheceu grande impacto junto do grande público em 1969, muito por culpa das cruas descrições sexuais e da abordagem à vivência judaica. A obra foi mesmo banida da Austrália, mas vendeu milhões de cópias no resto do mundo.

Ainda que vários livros explorassem a realidade judaica nos Estados Unidos, Philip Roth identificava-se como ateu. “Não é uma questão que me interesse. Eu sei o que é ser judeu e para mim não é interessante. Sou americano” disse ao jornal The Guardian em 2005.

Livros que “mordem e picam”

No romance O Escritor Fantasma, Philiph Roth lembrou um dos seus heróis literários, Franz Kafka: “Só devemos ler aqueles livros que nos mordem e nos picam”.

Foi sucessivamente atacado por feministas, judeus e uma das ex-mulheres, por vezes pessoalmente. Nos romances que escreveu, as mulheres eram descritas como objetos de desejo e raiva, tendo mesmo sido acusado de misoginia.

A relação com a comunidade judaica foi também turbulenta. Uma das críticas que recebeu após o lançamento de “O Complexo e Portnoy” referia que aquele era o livro “pelo qual todos os antissemitas estavam a rezar”.

Phiplip Roth sobreviveu no final dos anos 60 a uma apendicite e a uma depressão quase suicida em 1987. Revisitou esse tempo em Os Fatos, Pastoral Americana, entre ouros trabalhos.

Numa entrevista à revista The New Yorker em 2000, o escritor antecipava o “fim da era literária”. “A evidência está na cultura, a evidência está na sociedade, a evidência está na tela, na progressão para a tela de cinema, para a tela da televisão, para a tela do computador”, referia.

Philip Roth considerava, na mesma entrevista, que a literatura “precisa um hábito mental que desapareceu”

“Requer silêncio, alguma forma de isolamento e concentração constante, na presença de algo que é enigmático. É difícil lidar com um romance maduro e inteligente”, considerava ainda o autor.

Em O Teatro de Sabbath, publicado em 1995, o escritor imaginou a inscrição que teria a sua lápide: “Sodomita, Abusador de Mulheres, Destruidor de Caracteres”.

Numa entrevista ao New York Times no início do ano, Philip Roth descreveu a sua experiência de mais de 50 anos de escrita: “Exultação e gemidos. Frustração e liberdade. Inspiração e incerteza. Abundância e vazio. Ardente e confusa”.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

‘Expelliarmus!’: como Harry Potter influencia a visão política dos millenials

0

Harry Potter (Foto: Divulgação)

 

Resistir a tiranias e questionar autoridades são algumas das ‘lições’ que estariam sendo pescadas de livros de J. K. Rowling; nos protestos recentes contra porte de armas nos EUA, vários jovens exibiam cartazes com referências à série.

Publicado no G1 [via BBC Brasil]

Após 21 anos da publicação do primeiro livro da série Harry Potter, parece que a realidade se aproximou da ficção da escritora J.K. Rowling.

Na Marcha Pelas Nossas Vidas, um protesto contra o porte de armas que teve mais de 800 manifestações nos Estados Unidos e em outros países em março de 2018, diversos cartazes faziam referência à saga de Harry Potter.

“Quando disse que queria que o mundo real fosse mais como o de Harry Potter, eu me referia às coisas mágicas, não ao enredo inteiro do livro cinco, em que o governo se recusa a fazer qualquer coisa a respeito de uma ameaça de morte levando os adolescentes a se organizar para revidar”, dizia um cartaz em Worcester, no Estado de Massachusetts.

Revidar. Essa é a parte importante, já que o universo de Harry Potter não é mais só um refúgio – ou um mundo que oferece conforto e escapismo. Agora, esse universo está mobilizando e motivando uma legião de fãs.

Outros cartazes presentes nas manifestações diziam “Expelliarmus”. Mas o que é isso? “‘Expelliarmus’ é o feitiço de desarmamento (da saga Harry Potter), o feitiço da moda entre as crianças de Hogwarts”, tuitou Charlotte Alter, jornalista da revista Time. “O desarmamento é a estratégia da #MarchaPelasNossasVidas, tanto literária quanto retoricamente”.

E os cartazes não paravam por aí: “O exército de Dumbledore está recrutando”, “Lufa-lufas pelo controle de armas!”, “Hermione usa conhecimento, não armas”, “Se os alunos de Hogwarts podem derrotar os comensais da morte, nossos estudantes podem derrotar o NRA” – a sigla NRA refere-se ao nome em inglês da Associação Nacional do Rifle, principal grupo defensor de armas nos Estados Unidos.

“Essa não é apenas a geração que cresceu com tiroteios em escolas, é também a geração que cresceu lendo Harry Potter”, continuou Alter.

Como escreveu Neil Gaiman em 2002, “os contos de fada vão além da verdade: não porque nos dizem que dragões existem, mas porque nos dizem que dragões podem ser derrotados”. Gaiman é o criador da série de histórias em quadrinho Sandman.

É uma lembrança de que, por baixo da açucarada iconografia da série Harry Potter, a narrativa aborda temas pesados, como limpeza étnica, desigualdade, escravidão, governos corruptos e tortura.

Em sua essência, os livros Harry Potter são sobre o bem contra o mal. O centro da narrativa fala da tentativa do vilão Lorde Voldemort e seus capangas de exterminarem os “trouxas”, como são chamadas na história as pessoas sem poderes mágicos, e os “sangues-ruins”, os filhos dos trouxas nascidos com poderes mágicos.

Se isso teve ressonância quando os livros foram lançados pela primeira vez, agora tem efeito dobrado sobre a geração de estudantes que participaram dos protestos contra massacres em escolas em um mundo cada vez mais tenso.

Mas o uso dos memes de Harry Potter não é, como dizem os mais críticos, sobre uma esperança ingênua de que um assunto como o controle de armas possa ser resolvido com um passe de mágica, metaforicamente ou não.

Como os fãs de Harry Potter bem sabem, o bruxo e seus companheiros enfrentam problemas típicos do mundo real quando combatem Voldemort.

Lições do mundo real

Um exemplo: o vilão, apoiado pelos seus servos, os comensais da morte, é obcecado por pureza racial, com uma sensibilidade niilista claramente nietzschiana. “Não há bem e mal”, diz um dos seus soldados. “Há apenas poder e os que são fracos demais para buscá-lo”‘.

Ainda assim, há uma miríade de tons de cinza na série. Como o padrinho de Harry, Sirius Black, lhe diz, “o mundo não está dividido entre pessoas do bem e os comensais da morte. Todos nós temos luz e sombra dentro de nós. O que importa é com qual parte decidimos agir”.

Outra lição crucial que os livros nos ensinam é sobre complacência. O mundo da escola de Hogwarts, onde Harry estuda magia, foi construído usando escravidão, graças ao serviço dos elfos domésticos.

Quando Hermione tenta ficar ao lado deles ao fazer uma campanha pela libertação de todos os elfos domésticos, ela é ridicularizada por seus colegas. A injustiça social é facilmente normalizada, a ponto de alguns elfos ficarem ofendidos com ofertas de recompensa pelos seus serviços.

A questão sobre quem deve ser respeitado também tem suas nuances. Apesar de os estudantes de hoje marcharem sob a bandeira de Albus Dumbledore, o diretor da escola de Harry, sabe-se que até ele tem manchas em sua reputação.

Sim, há a turma do mal, como Dolores Umbridge, a professora e, depois, diretora da escola que praticava bullying. Mas, e quanto a Cornelius Fudge, o ministro da Magia, que parecia tão bem intencionado, mas depois se recusou a enfrentar o perigo mortal que ameaçava o mundo dos magos e não-magos?

Mais uma vez, a autoridade é vista como algo que não deve ser respeitada sem questionamentos. E há também a importância de uma imprensa livre e o incentivo à ação direta – pequenas atitudes sempre contam, às vezes de maneira grandiosa.

Apesar da magia ajudar e de o amor ser a arma derradeira de Harry, Voldemort é vencido principalmente pela cooperação e organização.

Essa lição específica é promovida desde 2005 pela Aliança Harry Potter, uma ONG criada para mobilizar fãs a se manifestarem contra os males do mundo real, como intolerância e mudanças climáticas.

“Nós sabemos que a fantasia não é apenas uma fuga do nosso mundo, mas um convite a ir mais fundo nele”, diz o grupo em seu site.

A própria J. K. Rowling disse que seus romances são imbuídos de mensagens de resistência a qualquer tipo de tirania. “Os livros de Potter são em geral um longo argumento em prol da tolerância, um apelo prolongado pelo fim da intolerância”, afirmou ela em 2007.

“Acho que é uma das razões pelas quais algumas pessoas não gostam dos livros, mas acho que é uma mensagem muito saudável a se passar para jovens: a de que você deve questionar a autoridade e não presumir que as instituições ou a imprensa lhe digam toda a verdade.”

Isso não é novidade. Desde as tragédias gregas, passando por Shakespeare, O Senhor dos Anéis e até mesmo Star Wars, a ficção inspira a luta por liberdade. O poder da imaginação – de uma mensagem imbuída em uma narrativa humana e fantástica ao mesmo tempo – sempre será um forte manifesto.

Mas há ainda outra dimensão do fenômeno Harry Potter. Seu mundo sempre foi sobre pertencer e estar junto, como acontece na própria história dos livros.

Os primeiros fãs da série, agora na casa dos 30 anos, faziam fila do lado de fora de livrarias toda vez que saía um novo livro da série – e viram fotos dessas filas virarem notícia.

Essa enorme legião de fãs – e a dos novos jovens leitores que os seguiram – provaram o sabor do que é fazer parte de uma história maior que a sua própria. Em uma sociedade secular e atomizada, isso é poderoso. Quão poderoso? Ainda vamos descobrir.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Go to Top