BK30 LARGO DO AROUCHE

Bibliotecário encontra cabelo de George Washington dentro de um livro

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A descoberta deu-se nos arquivos da Universidade de New York Union.

Sara Gouveia, no Notícias ao Minuto

Dentro das páginas de um almanaque de couro sujo foi encontrado um pequeno envelope onde se lia “Cabelo do Washington”, escrito com letra manuscrita.

Um bibliotecário que andava a catalogar livros antigos abriu com cautela o envelope amarelado e acabou por encontrar uma mecha de cabelo prateado envolto com um fio.

“Foi daqueles momentos que acontecem muito de vez em quando na vida de um bibliotecário”, disse John Myers à Associated Press.

O homem referiu ainda não acreditar à primeira vista que “Washington” se referisse a George Washington, o primeiro presidente dos Estados Unidos. Mas apesar de não conseguirem provar com certeza de que se trata de uma descoberta verdadeira, as provas históricas estão lá.

O cabelo foi descoberto num almanaque de bolso para o ano 1973, que pertencia a Philip J. Schuyler, filho do General Philip Schuyler, que serviu sob o comando de George Washington durante a Guerra da Independência e que fundou aquela universidade em 1975.

A Universidade de New York Union não tem pretensão, no entanto, de fazer testes de ADN ao cabelo porque poderia destruir parte da mecha.

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Meninas são melhores do que meninos na resolução de problemas, diz estudo com base no Pisa 2015

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Sala de aula da educação infantil em Porto Alegre. (Foto: Eduardo Beleske/PMPA/Divulgação)

Média das meninas foi maior em 23 estados; índices das regiões Nordeste são mais baixos.

Publicado no G1

As alunas brasileiras mostraram, em média, mais habilidade para trabalhar em grupo com duas ou mais pessoas e tentar resolver uma tarefa do que os alunos.

A nota média delas no Brasil foi 420.6, 17 pontos à frente da dos meninos, que obtiveram 402.30. Enquanto 15,2% das meninas tiveram desempenho igual ou superior à média da OCDE (500), 12,2% dos meninos chegaram a esse patamar.

Os apontamentos são do estudo “Um Panorama sobre Resolução Colaborativa de Problemas no Brasil”, do Portal Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional) que usou dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês) 2015, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Para medir a habilidade de resolução de problemas, o Pisa propôs simulações teóricas em que os alunos tinham de, por exemplo, fazer um filme e preparar uma apresentação.

Em 23 estados, a nota média das meninas foi estatisticamente mais alta do que a nota média deles. No Amapá, a diferença entre os sexos foi a maior registrada no país, chegando a 30.1 pontos. Nos estados de Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Sergipe e Alagoas a diferença entre os sexos não é considerada estatisticamente significante, de acordo com o Iede.

Desigualdades regionais

Todas as regiões brasileiras tiveram pontuações muito baixas e abaixo da média dos países da OCDE no critério resolução de problemas, segundo o estudo do Iede. A região Sul é a que obteve a melhor média: 430.4. Se fosse um país, ultrapassaria apenas Montenegro (415,7), Peru (417.8) e Turquia (422.4) e estaria estatisticamente no mesmo patamar de Colômbia (429.4) e México (433.1).

O levantamento mostra que no Nordeste e Norte brasileiro a situação é ainda mais desafiadora. A nota média da região Nordeste, a mais baixa do país, foi 391. No Norte, da amostra de 6.313 alunos, 4.006 tiveram baixo desempenho. A pontuação da região Norte, a 2ª mais baixa, foi 403.3.

A amostra brasileira para resolução colaborativa de problemas foi de 23.141 alunos, espalhados por todos os estados.

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Software que detecta plágio descobre uma nova fonte de inspiração de Shakespeare

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Publicado no Zero Hora [ via New York Times]

Por anos, estudiosos vêm debatendo o que teria inspirado os escritos de Shakespeare. Agora, com ajuda de um software usado normalmente por professores para descobrir se os alunos copiaram seus textos, dois escritores descobriram um manuscrito nunca publicado que acreditam ter sido consultado pelo bardo de Avon para escrever “Rei Lear”, “Macbeth”, “Ricardo III”, “Henrique V” e outras sete peças.

A notícia atraiu a atenção dos shakesperianos.

“Se ficar provado que é o que eles dizem, teremos uma descoberta única nesta geração – ou em várias gerações”, diz Michael Witmore, diretor da Biblioteca Folger Shakespeare, de Washington, D.C.

As descobertas foram feitas por Dennis McCarthy e June Schlueter, que as descrevem em um livro publicado em 16 de fevereiro pela editora acadêmica D.S. Brewer e pela Biblioteca Britânica. Os autores não estão sugerindo que Shakespeare plagiou, mas que ele leu e se inspirou em um manuscrito intitulado “A Brief Discourse of Rebellion and Rebels” (“Um Breve Discurso sobre Rebeliões e Rebeldes”, em tradução livre), escrito no final dos anos 1500 por George North, uma figura sem muita importância da corte da rainha Elizabeth, que foi embaixador na Suécia.

“É uma fonte que está sempre aparecendo. Afeta a linguagem, modela as cenas e, de certa forma, realmente influencia até mesmo a filosofia das peças”, explicou McCarthy, um estudioso autodidata de Shakespeare, durante uma entrevista em sua casa em North Hampton, em New Hampshire.

Ao rever o livro antes de sua publicação, David Bevington, professor emérito de Humanidades da Universidade de Chicago e editor de “The Complete Works of William Shakespeare (7th Edition)”, chamou a descoberta de “revelação” pelo grande número de correlações com as peças, eclipsada apenas pelas crônicas de Holinshed e Hall e pelo livro “Vidas Paralelas”, de Plutarco.

Martin Meisel, professor emérito de Literatura Dramática da Universidade Columbia, disse em outra avaliação que o livro tem “argumentos impressionantes”. Ele afirmou que não há dúvida de que o manuscrito “deve ter ocupado algum lugar na mistura da paisagem mental de Shakespeare” enquanto ele escrevia as peças.

McCarthy se apropriou de técnicas decididamente modernas para preparar sua evidência, utilizando o WCopyfind, um software de código aberto usado para descobrir plágios, que encontrou palavras e frases em comum no manuscrito e nas peças.

Na dedicatória de seu manuscrito, por exemplo, North exorta aqueles que se veem como feios a se esforçar para serem bonitos interiormente, para desafiar a natureza. Ele usa uma série de palavras para argumentar, incluindo “proporção”, “vidro”, “recurso”, “formoso”, “deformado”, “mundo”, “sombra” e “natureza”. No solilóquio de abertura de Ricardo III (“Este é o inverno do nosso descontentamento…”), o tirano corcunda usa as mesmas palavras quase na mesma ordem para chegar à conclusão oposta: de que como é exteriormente feio, vai agir como o vilão que parece ser.

“As pessoas não percebem como essas palavras são raras. E ele continua falando, palavra após palavra. É como um bilhete de loteria. É fácil conseguir um número em seis, mas não todos os números”, afirma McCarthy.

Os estudiosos já usam técnicas de computador na área de Humanidades há décadas. A maioria dos estudiosos, no entanto, escolhe palavras como artigos e preposições para criar a “assinatura digital” de um escritor, que pode ser usada para identificá-lo como autor ou coautor de outro trabalho, em vez de utilizar as comparativamente raras para localizar uma fonte.

Para usar o software que detecta plágio, McCarthy se inspirou no trabalho de sir Brian Vickers, que utilizou uma técnica parecida em 2009 para identificar Shakespeare como coautor da peça “Eduardo III”. Apesar de o livro ter sido recebido de maneira favorável, as técnicas estatísticas usadas ainda não foram submetidas a uma revisão rigorosa por outros estudiosos no campo das Humanidades digitais.

Essas técnicas podem apenas ser a “cobertura do bolo”, segundo Witmore, que examinou brevemente uma cópia do livro. “No geral, permanece sendo um argumento literário, não estatístico.” O livro afirma que Shakespeare não apenas emprega as mesmas palavras que North, mas em geral as usa em cenas sobre temas parecidos e utiliza até os mesmos personagens históricos. Em outra passagem, North usa seis termos para cachorros, do nobre mastiff ao humilde vira-lata e o “trundle-tail” (rabo encaracolado), para afirmar que entre os humanos, assim como entre os cachorros, existe em uma hierarquia natural. Shakespeare usa essencialmente a mesma lista de cachorros para argumentar de maneira parecida em “Rei Lear” e “Macbeth”.

Para garantir que North e Shakespeare não estavam usando fontes iguais, McCarthy colocou as frases na base de dados Early English Books Online, que contém 17 milhões de páginas de quase todos os livros publicados em inglês entre 1473 e 1700. Ele descobriu que quase nenhum outro trabalho contém as mesmas palavras em passagens do mesmo tamanho. Algumas delas são especialmente raras; “trundle-tail” aparece apenas em um único outro livro antes de 1623.

McCarthy descobriu a referência ao manuscrito de North on-line em um catálogo de um leilão de 1927, que notava que seria “extremamente interessante” comparar certas passagens com Shakespeare. Ele e Schlueter exploraram bibliotecas e arquivos por anos antes de conseguir a ajuda de um detetive de manuscritos, estudioso de documentos raros que o encontrou na Biblioteca Britânica, que havia comprado o original em 1933. (O manuscrito estava catalogado de maneira obscura, o que fez com que fosse difícil encontrá-lo.)

Em 1576, North morava em Kirtling Hall, perto de Cambridge, na Inglaterra, o estado do barão Roger North. Foi ali, segundo McCarthy, que ele escreveu esse manuscrito, ao mesmo tempo em que Thomas North, talvez um primo de George, estava ali, possivelmente trabalhando em sua tradução de Plutarco.

O manuscrito é uma crítica ácida aos rebeldes, argumentando que as rebeliões contra um monarca são injustas e condenadas ao fracasso. Apesar de Shakespeare ter uma posição mais ambígua sobre o assunto, McCarthy diz que ele claramente imitou o tratado de North no tema e nos personagens.

Um dos mais interessantes é Jack Cade, que liderou uma rebelião popular fracassada contra Henrique VI em 1450. Shakespeare descreve os dias finais de Cade em “Henrique VI, Parte 2”, no qual ele diz que estava faminto e comendo grama, antes de ser finalmente pego e arrastado pelas ruas pelos calcanhares, com seu corpo deixado para ser comido pelos corvos. Há tempos os estudiosos achavam que Shakespeare havia inventado esses detalhes, mas todos eles estão presentes em uma passagem do “Discourse” de North, na qual ele cita Cade e dois outros rebeldes famosos. McCarthy e Schlueter argumentam que Shakespeare usou esses detalhes para fazer de Cade a personificação dos três.

Cade é um personagem sem muita importância, mas McCarthy argumenta que o “Discourse” de North pode ter inspirado um dos personagens mais icônicos de Shakespeare, o Bobo de “Rei Lear”. Ele mostra a passagem memorável em que o Bobo e Lear estão perdidos em uma tempestade, e o Bobo recita uma profecia que atribui a Merlin.

Estudiosos se debruçaram por anos sobre o que ele recita, que não parece bater com qualquer profecia conhecida de Merlin. Em seu livro, no entanto, McCarthy e Schlueter alegam que a passagem foi inspirada por uma versão da profecia de Merlin que North inclui em seu “Discourse” para apresentar uma visão distópica do mundo “virado de cabeça para baixo”. McCarthy e Schlueter acreditam que essas linhas podem ter inspirado alguns temas de “Rei Lear” e mesmo o personagem do Bobo.

Apesar de concordar que a passagem influenciou a cena de “Rei Lear”, Bevington adverte contra uma leitura excessivamente expansiva, mostrando que esses assuntos também constavam de trabalhos contemporâneos, como o “Elogio da Loucura” de Erasmo. Qualquer que seja sua influência, segundo Witmore, a descoberta sugere que apesar de estudiosos terem examinado exaustivamente fontes impressas, pode haver outros manuscritos não publicados que inspiraram o bardo e ainda precisam ser descobertos.

McCarthy já está planejando novos volumes baseados em técnicas eletrônicas, na esperança de apresentar mais descobertas que elucidariam o modo em que Shakespeare escreveu suas peças.

Por Michael Blanding

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Aos 86 anos, estudante do DF termina 2ª graduação e faz planos: ‘Já estou na pós’

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Amélia Diniz, aos 86 anos, concluiu, esta semana, a segunda graduação (Foto: Marília Marques/G1)

Amélia Diniz é formada em filosofia e concluiu curso superior de teologia. ‘Quero aproveitar a vida da melhor maneira que eu puder’, diz.

Marília Marques, no G1

Aos 86 anos, a aposentada Amélia Diniz exibe com orgulho a pilha de livros e cadernos preenchidos com o capricho típico de uma aluna aplicada. A estudante está prestes a se formar em teologia, a segunda faculdade concluída após um intervalo de mais de 60 anos. A formatura será nesta quarta-feira (21) em Brasília.

Antes mesmo de pegar o diploma, a idosa já decidiu os próximos passos. Amélia, que também exerce os papéis de mãe, avó e bisavó, se matriculou em uma pós-graduação noturna e agora pretende voltar às salas de aula pelo menos duas vezes na semana.

Um dia antes da tão sonhada formatura, Amélia recebeu o G1 em sua casa. À reportagem, ela contou que sempre se dedicou aos estudos e foi aprovada com a nota 9,5 no Trabalho de Conclusão do Curso, o “temido TCC”, brinca. O tema escolhido para o artigo foi a relação entre o Papa Francisco e a Igreja Católica.

Amélia conta ainda que no início do TCC escreveu grande parte do texto à mão, em folhas de papel. Mas mesmo sem dominar o uso do computador acabou optando por trocar o meio analógico pela tecnologia.

64 anos depois…

A decisão de prestar vestibular, depois de 64 anos sem estudar, veio após a morte do marido. Amélia já era formada em filosofia, curso que fez no Rio de Janeiro em 1950. Naquela época, a primeira opção, segundo a bisavó, era estudar matemática, mas por decisão do pai, teve que abrir mão da área de exatas.

Antes de escolher voltar a estudar, Amélia diz que a rotina em casa era dividida entre desafios de lógica – sudoku – e jogo de buraco no tablet. “Não rendia nada.” A inscrição no vestibular – há quatro anos – foi feita sem o conhecimento de nenhum dos sete filhos. “Só contei para minha irmã.”

“Quando meus filhos chegavam para me visitar, eu jogava os livros embaixo da mesa.”

Amélia diz que estudou “o suficiente” para conquistar a aprovação. “Tinha medo de não ser aprovada, mas no dia do vestibular, minhas filhas chegaram em casa e tive que pedir que me levassem para fazer a prova”, conta.

Aos 86 anos, Amélia concluiu curso de graduação em teologia (Foto: Marília Marques/G1)

O vestibular

Sorrindo, a teóloga recém-formada conta que fez a prova do vestibular confiante. “Esperava que poderia passar”. Amélia também contou com uma forcinha dos céus. A aposentada confessa que ao saber da aprovação, fez uma novena à Nossa Senhora e, na promessa, pediu saúde e disposição para concluir os quatro anos de estudo.

“Talvez Ela [Nossa Senhora] tenha vacilado um pouco com a minha saúde”, brinca ao dizer que convive com tonturas frequentes. “Mas os professores foram 100% comigo. Meus colegas eram atenciosíssimos e sempre chegavam com um cafezinho e copo d’água”, diz.

“Passei muito tempo dedicada à faculdade, não fazia outra coisa de tarde. Só interrompia quando meus filhos chegavam, porque nunca deixei que o estudo prejudicasse meu relacionamento com eles”, conta orgulhosa.

Inspiração

Na família, Amélia é vista com uma inspiração. Renata Diniz, uma das 14 netas da aposentada, diz que a avó é “muito aplicada” e foi uma excelente aluna na graduação. “Sei que ela era muito elogiada.”

Ao G1, a servidora pública afirma, no entanto, que apesar da extrema de dedicação da avó, Amélia nunca deixou de receber a família no tradicional almoço de domingo.”Em época de prova ela vivia cansada, do tanto que estudava, mas sempre encontrava tempo”, relata.

Já formada, Amélia agora diz que aconselha às amigas a dar continuidade aos estudos.

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Han Solo ganhará livros e quadrinhos antes do lançamento do filme

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Publicações terão ligação direta com o novo longa

Fabio de Souza Gomes, no Omelete

Além de Han Solo: Uma História Star Wars, a Disney planeja lançar uma série de livros que mostrarão outras histórias envolvendo o mercenário. A EW revelou detalhes das publicações, que terão ligação direta com o filme e responderão dúvidas envolvendo o novo longa baseado no personagem.

Ron Howard assumiu o comando do filme após a saída de Phil Lord e Chris Miller – saiba mais. O elenco conta com nomes como Alden Ehrenreich, Donald Glover, Woody Harrelson, Emilia Clarke e Thandie Newton. A estreia no Brasil está marcada para 24 de maio.

Han Solo foi originalmente interpretado por Harrison Ford na franquia Star Wars, enquanto Lando Calrissian foi vivido por Billy Dee Williams em O Império Contra-Ataca e O Retorno de Jedi.

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