Garoto de 10 anos lança livro de poemas na Flip; leia entrevista

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Publicado por Folha de S.Paulo

A literatura entrou cedo na vida de Antonio Perucello Ventura, 10. Aos seis anos, leu a “Divina Comédia”. Aos sete, “Dom Quixote”. Aos nove,”20 Mil Léguas Submarinas”. Sua lista inclui também “Frankenstein”, “Ilíada”, “Odisseia” e “O Pequeno Príncipe”. E agora o garoto lança seu próprio livro de poemas.

Toninho, que mora em Mococa e começou a escrever seus primeiros versos quando tinha cinco anos, lança no próximo sábado (2) no Off-Flip, em Paraty (RJ), seu primeiro livro de poemas: “Toninho, O Poeta A-Ventura”. O evento acontece durante a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), que vai de 30 de julho a 3 de agosto.

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Divulgação / O autor do livro “Toninho, o Poeta A-ventura”, Antonio Perucello Ventura, 10.

“Sempre que lia um livro, eu me sentia parte do texto. Acho muito bom que as pessoas possam sentir o mesmo com algo escrito por mim. Estou muito feliz, ainda mais por lançar meu livro ao mesmo tempo que o novo do meu pai”, conta.

Seu pai, Antonio Ventura, que também é poeta, lança também na Flip “O Guardador de Abismos”, pela sua editora, Toopbooks. Já o livro de Toninho leva é uma edição independente, quanto o autor é responsável pela edição do livro, e será vendido por R$ 15.

O garoto calcula que tenha escrito 27 ou 28 poemas até agora. Desses, 12 estão no livro e falam sobre a lua, a chuva, as estações do ano e outros temas cotidianos.

“As poesias precisam de imagem, emoção e significado. Essas três coisas estão sempre presentes em nosso dia a dia”, justifica.

Outros temas, como mitologia, também servem de inspiração. “Escrevi um poema sobre o renascer das cinzas, por exemplo, que é o que acontece com a fênix.”

Além de escrever, Antonio toca flauta transversal e faz aulas de natação, tênis e futebol. “Também sou apaixonado por ciências, gosto de estudar os átomos, os elétrons e a origem da vida”, conta. Entre as profissões que cogita para o futuro está a de cientista, de escritor e juiz.

Poema do livro que será lançado no dia 2 de agosto em Paraty

Poema do livro que será lançado no dia 2 de agosto em Paraty

Antonio Perucello Ventura, 10, escreveu seu primeiro poema "O Autor" aos 5 anos de idade

Antonio Perucello Ventura, 10, escreveu seu primeiro poema “O Autor” aos 5 anos de idade

Antonio já leu clássicos como "Frankenstein", "Ilíada" e "Odisseia"

Antonio já leu clássicos como “Frankenstein”, “Ilíada” e “Odisseia”

Poema do livro que será lançado no dia 2 de agosto em Paraty

Poema do livro que será lançado no dia 2 de agosto em Paraty

Antonio já leu clássicos como "Frankenstein", "Ilíada" e "Odisseia"

Antonio já leu clássicos como “Frankenstein”, “Ilíada” e “Odisseia”

Antonio Perucello Ventura, 10, escreveu seu primeiro poema "O Autor" aos 5 anos de idade

Antonio Perucello Ventura, 10, escreveu seu primeiro poema “O Autor” aos 5 anos de idade

PARA CONFERIR

Lançamento do livro ‘Toninho, O Poeta A-ventura’
QUANDO 2/8, das 18h às 21h
ONDE Câmara Municipal de Paraty – r. Dr. Samuel Costa, 29, Centro Histórico, Paraty – RJ

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Estudantes brasileiros participam de olimpíada de astronomia na Romênia

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Yuri de Castro, no Extra

Cinco estudantes vão representar o país na 8ª Olímpiada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês) que acontece na Romênia. Ao todo, o evento reune 183 estudantes de 42 países. O evento acontece entre os dias 1º e 11 de agosto, na cidade de Suceava e contém provas práticas e teóricas de astronomia e astrofísica na programação.

Os estudandes Allan dos Santos Costa (Bauru, SP), Daniel Charles Heringer Gomes (Mogi das Cruzes, SP), Daniel Mitsutani (São Paulo, SP), Felipe Vieira Coimbra (Teresina, PI) e Pedro Guimarães Martins (Belo Horizonte, MG) cursam o Ensino Médio e conseguiram a classificação para a IOAA por meio de bons resultados na Olímpiada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), provas seletivas realizadas pelo Observatório Nacional (ON/MCTI) e pelo MAST e, finalmente, uma uma prova presencial que indica a seleção final.

Os líderes da equipe serão os astrônomos Dr. Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) e Dr. Eugênio Reis, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST/MCTI).

Preparação

Antes da viagem para a Europa, os estudantes participaram de dois treinamentos intensivos com astrônomos e especialistas, na cidade de Passa Quatro, Sul de Minas Gerais. A programação foi dividida em grupos de estudos, oficinas de atividades e observação do céu noturno, com e sem instrumentos, resolução de exercícios e realização de provas simuladas.

O grupo também contou com um planetário digital móvel cedido pelo MAST para estudar o céu do hemisfério norte por meio de projeções. Ainda aprenderam a montar e a manusear dois diferentes tipos de telescópios. Antes de embarcarem, os estudantes revisarão lições importantes sobre o céu do Hemisfério Norte no Planetário de Santo André (SP).

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/educacao/vida-de-calouro/estudantes-brasileiros-participam-de-olimpiada-de-astronomia-na-romenia-13406337.html#ixzz38uhCKjep

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Concurso Cultural Literário (82)

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capa o mundo de edena 4

Veja um trecho

Perdido no deserto de Edena, Stel tem apenas um objetivo: encontrar sua amada Atana. Mas ele acaba capturado por um grupo de seguidores da terrível Paterna e é enviado para um destino desconhecido. Sua única certeza é a de que “A Deusa”, sua Atana, morrerá se nada for feito. Este quarto volume da saga de O Mundo de Edena mostra-se em alguns momentos terrível e opressor. Talvez uma vontade do autor de falar sobre o desejo por poder e a loucura que ele traz… Mas, em uma trama cheia de surpresas, como sempre acontece nas HQs de Moebius, o leitor encontrará reviravoltas até a última página.

Vamos sortear 3 exemplares de “O Mundo de Edena 4: Stel“, megalançamento da Nemo.

Para participar, envie para concurso@livrosepessoas.com a resposta à pergunta abaixo:

Qual é o nome de batismo de Moebius?

Atenção: respostas na área de comentários serão apagadas.

O resultado será divulgado no dia 14/8 neste post.

Boa sorte! :-)

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Real Gabinete Português de Leitura entra na lista das bibliotecas mais bonitas do mundo

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Seleção feita pela revista ‘Time’ inclui prédios históricos do mundo inteiro

Foto do Real Gabinete Português de Leitura, no Centro do Rio. Foto de 10/08/2007 - O Globo / Carlos Ivan

Foto do Real Gabinete Português de Leitura, no Centro do Rio. Foto de 10/08/2007 – O Globo / Carlos Ivan

Publicado em O Globo

RIO – O Real Gabinete Português de Leitura, que reúne o maior acervo de obras lusitanas fora de Portugal, entrou na lista das 20 bibliotecas mais bonitas do mundo. A seleção, feita pela revista “Time”, inclui edifícios históricos como a antiga biblioteca da Trinity College, em Dublin; a biblioteca de Alexandria, no Egito; e a famosa biblioteca pública de Nova York.

O Gabinete Real, que fica no Centro do Rio, aparece na quarta posição, atrás da George Peabody Library, que fica na universidade Johns Hopkins; da Biblioteca Real de Copenhague; e Clementinum, em Praga. A lista cita a construção no estilo neo manuelino, com uma sala de leitura que lembra uma catedral e as paredes cobertas de livros, além das esculturas de exploradores portugueses na fachada do prédio, como as de Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral.

Livros raros da Europa e do Brasil Colônia são os destaques da coleção do Gabinete Real Português de Leitura, cujo prédio foi construído em 1887. Entre as 350 mil obras disponíveis, está inclusive um exemplar da primeira edição de “Os Lusíadas” (1572), de Luis de Camões, que pertenceu à Companhia de Jesus.

Fundado para promover a instrução e melhorar o nível de conhecimento dos portugueses que chegavam ao Brasil, o Gabinete de Leitura vive do pagamento mensal de seus sócios. A biblioteca funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, na Rua Luís de Camões 30, no Centro.

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A Flip chega à adolescência

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Paraty se prepara para receber a 12ª Flip. / Fernando Frazão (Agência Brasil)

Paraty se prepara para receber a 12ª Flip. / Fernando Frazão (Agência Brasil)

Começa nesta quarta mais uma Festa Literária de Paraty, a mais famosa do gênero no Brasil, que completa 12 anos abrindo espaço ao pensamento indígena e à América Latina

Camila Moraes e Marina Rossi, no El País

 

Quando dizem que a maturidade chega com o tempo, não é à toa, e essa máxima vale tanto para as pessoas como para as celebrações culturais. A Festa Literária de Paraty (Flip), que depois de 12 anos de existência é o evento literário brasileiro de maior visibilidade dentro e fora do país, é prova disso. Depois de pouco mais de uma década de prós e alguns contras, essa festa dos livros que acontece entre os dias 30 de julho e 2 de agosto em uma charmosa cidade do litoral do Rio de Janeiro, prova que ganhou personalidade, dando atenção a dois temas de total vigência no cenário de hoje: o pensamento indígena no Brasil e os laços entre brasileiros e seus vizinhos latino-americanos.

Esse passo seguro parece estar atrelado a um jovem curador, que no entanto nega o esforço de imprimir uma marca pessoal à programação do evento. “A meu ver, isso seria um engano, porque a Flip tem uma tradição. Tentei observar grandes momentos que a festa já teve, não para reproduzi-los, mas para recriá-los com novos convidados e conteúdos”, explica o jornalista e editor Paulo Werneck, de 36 anos. Sob seu comando, a Flip continua apostando em nomes célebres da literatura nacional e também da internacional – sempre dentro do formato que a consagrou, o de mesas de leituras e conversas entre escritores cujas trajetórias literárias encontram pontos em comum. Mas – ainda bem – resolveu olhar um pouco mais para os lados.

Em termos gerais, Werneck chegou trazendo da sua experiência em jornalismo a qualidade de destacar temas quentes e estabelecer diálogos. Junto à homenagem ao escritor, ilustrador, humorista e dramaturgo brasileiro Millôr Fernandes, reconhecido por seu estilo irreverente e satírico, o grupo de autores brasileiros se destaca por respirar ares jovens e, com diferentes matizes, fazer críticas ao poder, como comprovam as obras de escritores como Marcelo Rubens Paiva (Feliz ano velho; Não es tu, Brasil) Fernanda Torres (Fim), Antonio Prata (Meio intelectual, meio de esquerda; Nu, de botas) e Eliane Brum (A vida que ninguém vê; Uma duas).
mais informações

Mas as mudanças mais chamativas são outras. Primeiro, o “núcleo amazônico” que aparece pela primeira vez, composto pelo líder indígena yanomami David Kopenawa, pela fotógrafa Claudia Andujar e pelos antropólogos Beto Ricardo e Eduardo Viveiros de Castro. Todos intelectuais ligados a causas indígenas frequentemente ignoradas no país. Depois, a presença notável de quatro autores da América Latina hispânica, que nunca foi muito bem representada na programação. São eles o chileno Jorge Edwards, o mexicano Juan Villoro, a argentina Graciela Mochkofsky e o peruano Daniel Alarcón, ícones de quatro gerações e estilos literários bem diferentes. “A literatura latino-americana em espanhol vive um boom que, sendo editor, posso notar depois de acompanhar essa evolução no meu trabalho. No Brasil, apesar da proximidade, não estamos a par disso. É tarefa da Flip ajudar a transpassar esse tipo de barreiras culturais”, esclarece o curador.

Aproximar o Brasil do resto do mundo, de certa maneira, é algo que a Flip faz desde seus primeiros passos. A ala internacional é sempre representativa e costuma atrair grande parte do público que lota Paraty ao longo dos cinco dias de evento. Alguns nomes célebres da vez são o editor estadunidense Glenn Greenwald, que publicou no The Guardian uma série de reportagens feitas a partir dos documentos revelados por Edward Snowden; o escritor Vladímir Sorókin, o primeiro russo a participar de uma Flip, tido como o principal representante literário da resistência Governo Putin; e a escritora britânica Jhumpa Lahiri, filha de indianos e ganhadora de um prêmio Pulitzer que aborda temas como nacionalismo e imigração. Outros hits que merecem ser citados são os norte-americanos Andrew Solomon e Michael Pollan e o suíço Joël Dicker.

Mas nem tudo são flores. Uma das críticas que ainda se faz ao evento é a presença minguada de escritoras. Dos 47 convidados, apenas sete são mulheres – 15% do total. É uma parcela bem inferior à dos homens, como se observa no meio editorial como um todo, e que merece ser revista ao longo de toda cadeia. Werneck concorda: “É uma questão a se batalhar. Essa marca acompanha o próprio mercado, em que há mais homens lançando livros. Mas sem dúvida pode e deve ser melhorada”. Aí está mais uma missão plausível para uma festa de gente grande.

Dias de Millôr

Um dos mais importantes jornalistas, dramaturgos, escritores e cartunistas brasileiros, Milton Viola Fernandes é o homenageado da FLIP deste ano.

Nascido no Rio de Janeiro em 1923, Millôr, como era conhecido, teve a irreverência e inteligência como suas maiores marcas e passou pelos maiores veículos de imprensa brasileiros, incluindo os que surgiram durante a ditadura militar e hoje estão extintos, como O Cruzeiro, O Pasquim e Pif Paf.

Ao longo dos mais de 70 anos de carreira, o jornalista ganhou fama por suas colunas de humor, cheias de sátiras e ironias. Publicou mais de 20 livros, escreveu diversas peças de teatro, espetáculos musicais e centenas de crônicas. Millôr definitivo – A Bíblia do Caos é uma de suas obras mais conhecidas, com 5.142 frases do autor, que morreu em 2012, aos 88 anos, depois de sofrer um acidente vascular cerebral.

Durante a FLIP, serão publicadas cinco edições de um jornal batizado de Daily Millor, com intervenções feitas por convidados do evento, como Antonio Prata, Chico Caruso, Luis Fernando Veríssimo e Ivan Fernandes, filho de Millôr.

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