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6 filmes que vão te dar uma força no Enem 2017

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Esqueça a ficção. Obras do cinema que são baseadas em eventos reais são bons recursos para aprender durante o entretenimento

Publicado no Universia Brasil

Não é só de livros e apostilas que vivem seus estudos. Contar com a ajuda de outros recursos é uma tática valiosa, pois a absorção de temas e conteúdos fora dos meios tradicionais é complementar e pode ser aliada ao entretenimento.

O cinema é uma das vias mais recomendadas. Não faltam filmes que abordam situações reais, históricas e contemporâneas, que dão uma força bem grande na contextualização do que você aprende em sala de aula.

Um bom filme pode te dar informações para responder aquela questão complicada ou argumentos para escrever uma redação melhor fundamentada.

Confira a nossa lista e boa sessão para você!

1. A Lista de Schindler (1993)

Um dos filmes históricos mais celebrados de todos os tempos, o longa dirigido por Steven Spielberg retrata em mais de três horas um dos períodos mais delicados dos últimos séculos: a Segunda Guerra Mundial. Mais especificamente, o enredo trata da perseguição dos judeus pela Alemanha nazista.

A trama e o personagem interpretado por Liam Neeson são baseados em relatos reais e o assunto, apesar de difícil, é abordado com sensibilidade.

2. Uma Verdade Inconveniente (2006)

O documentário produzido e estrelado pelo político norte-americano Al Gore lida com a discussão e as evidências sobre o aquecimento global. Em uma época na qual muitos são céticos e escolhem ignorar as questões ambientais, o tema continua bastante atual.


3. Olga (2004)

A história da militante brasileira Olga Benário Prestes cruza diversos cenários históricos: casada com Luis Carlos Prestes e envolvida em uma rebelião durante o governo Vargas, Olga foi deportada para a Alemanha nazista e presa em um campo de concentração.

4. Cidade de Deus (2002)

O filme de Fernando Meirelles é impactante e narra o crescimento do crime e da violência em favelas do Rio de Janeiro desde os anos 1960. Com parte do elenco composta por verdadeiros moradores das comunidades carentes, Cidade de Deus é essencial.

5. O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias (2006)

Um retrato bastante pessoal sobre a ditadura militar no Brasil, o filme acompanha as alterações que o regime traz na vida de um garoto judeu. Seus pais, militantes de esquerda, são deportados do país e a história que se segue é um relato interessante sobre os anos 1970.

6. O Que É Isso, Companheiro? (1997)

Baseado em livro de mesmo nome, o longa narra o caso do sequestro do embaixador norte-americano no Brasil por guerrilheiros da esquerda durante a ditadura. A dramatização do importante capítulo histórico, ocorrido em 1969, chegou a concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

Fonte: Shutterstock

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O Hobbit | 80 anos do lançamento do clássico de J.R.R. Tolkien

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Muitas vezes visto como um elemento menor diante de O Senhor dos Anéis, a história de Bilbo foi essencial para o trabalho de Tolkien

Fábio de Souza Gomes, no Omelete

O início é uma aula de como prender o leitor na primeira frase. “Numa toca no chão vivia um hobbit”. Não importa se naquele momento ninguém tem a menor ideia do que seja um hobbit ou porque viveria numa toca. É impossível deixar de seguir em frente e descobrir que a toca na verdade é uma confortável residência de muitos cômodos cujo dono é fã de muito conforto. No momento que os hobbits são descritos como criaturas com “quase” nenhum poder mágico, não há mais como abandonar a história.

O cinema transformou os filmes baseados nos livros do J. R.R. Tolkien numa franquia de US$ 5,8 bilhões de dólares, mas nada disso teria acontecido sem O Hobbit. Uma aventura ágil, cheia de suspense, com toques de humor e ambientada numa era distante na qual a magia ainda era cotidiana, o livro cativou leitores e críticos com a história de Bilbo, um hobbit que se envolve numa série de aventuras, culminando com a luta contra um dragão. Lançada em 21 de setembro de 1937, a primeira edição de 1500 exemplares publicada na Inglaterra pela editora George Allen and Unwin Ltd esgotou-se em dezembro do mesmo ano, um grande feito para um autor estreante. Habituado a criar histórias para os filhos, antes de O Hobbit Tolkien havia publicado apenas alguns poemas, e depois dele, dezessete anos se passaram antes que o autor tivesse uma nova obra pronta. E, para desagrado de quem o aguardava, o novo livro não seria a continuação de O Hobbit solicitada, e sim o gigantesco e complexo O Senhor dos Anéis, que está longe de ser ágil e é mais apropriado ao público jovem e adulto.

Mas O Hobbit dessa primeira edição também não é o livro que hoje habita as prateleiras. Não havia planos para uma continuação na história publicada em 1937, assim, o anel que Bilbo e Gollum disputam é apenas um anel mágico capaz de tornar seu usuário invisível. Tanto que ao propor um jogo de adivinhação, Gollum diz a Bilbo que lhe dará um presente caso o hobbit ganhe. Mas quando Bilbo vence, Gollum pede desculpas, pois percebe que havia perdido o anel e não tem presente algum para dar ao vencedor. Bilbo, que a esta altura já havia encontrado o anel em um túnel, diz que aceita como prêmio a ajuda de Gollum para encontrar o caminho e está tudo bem. Gollum mostra a saída ao hobbit e cada um segue com a vida. Foi só quando passou a trabalhar no que seria O Senhor dos Anéis e decidiu colocar o anel de Bilbo no centro da história é que Tolkien resolveu transformá-lo no Um Anel, o Anel do Poder, criando um enorme problema de continuidade. Assim, em 1951, a Allen e Unwin publicou uma edição revisada de O Hobbit com o encontro com Gollum devidamente alterado para encaixar-se na nova história.

Se as origens de O Senhor dos Anéis estão no sucesso de O Hobbit, as raízes da aventura de Bilbo estão ainda mais distantes. Em uma carta ao poeta W. D. Auden em 1955, Tolkien conta que escreveu uma história sobre um dragão aos sete anos, o que não pode ser considerado incomum para um garoto britânico. Mas é revelador que ele não se lembre do enredo e sim do fato de sua mãe ter corrigido seu texto explicando que o correto não era “um verde grande dragão”, mas sim “um grande dragão verde”. Apaixonado pelo estudo de línguas, Tolkien se tornaria professor de anglo-saxão, idioma falado na Inglaterra entre os séculos 5 e 12 e no qual foi escrito Beowulf, poema sobre um guerreiro que entre outras tarefas, enfrenta um dragão. Especialista no texto, Tolkien foi um dos primeiros a defender seu estudo como obra literária e não apenas histórica. Ele acumulava ainda conhecimentos de latim, gótico, celta, espanhol, galês e finlandês, porta de entrada para outra história épica, o Kalevala, além de verdadeira paixão por criar idiomas fictícios.

Todas essas referências já transitavam pelos escritos de Tolkien, uma coleção de textos produzidos durante a Primeira Guerra Mundial, em especial em períodos passados em hospitais. Mas o livro responsável por apresentar a Terra-média aos leitores e transformar seu autor no responsável pelo ressurgimento do gênero de fantasia só nasceria nos anos 30, quando Tolkien enfrentava a cansativa tarefa de corrigir provas e deu de cara com uma folha em branco. Nela ele escreveu a primeira frase de O Hobbit. O aluno que largou o inspirador espaço em branco na prova permanece desconhecido, mas outro garoto passou à posteridade como responsável pela publicação do livro. Filho do editor Stanley Unwin, Rayner Unwin tinha apenas dez anos quando recebeu do pai a tarefa de ler o manuscrito e escrever um relatório a respeito, onde elogiou o volume e o indicou para crianças entre cinco e nove anos. Se tivesse a menor ideia do que estaria iniciando ali, o garoto na certa cobraria mais do que o xelim que recebeu pela resenha.

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Especial 70 anos de Stephen King: vida longa ao mestre do terror

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Stephen King rindo na nossa cara (Foto: divulgação)

Stephen King rindo na nossa cara (Foto: divulgação)

Isabel Costa, no Leituras da Bel

2017 pode ser considerado o ano de Stephen King. O mestre do horror, como é conhecido o norte-americano, está em alta no universo literário e cinematográfico. O filme IT: A Coisa, adaptado do best-seller homônimo do escritor, bateu recordes de bilheteria em poucos dias e impulsionou ainda mais as vendas do livro. Além disso, outra obras também ganharam versões para o cinema e televisão. Com mais de 80 livros publicados e traduzidos para mais de 40 línguas, Stephen King, que completa 70 anos de vida nesta quinta-feira, 21, faz jus ao título que recebe.

“Stephen King é extremamente popular, escreve de uma forma fácil de ler, e tem boas ideias. Não há autor mais lido que ele no gênero terror. Além do mais, suas obras parecem ser fáceis de adaptar para o cinema”, explica Lola Aronovich, professora de Literatura em Língua Inglesa da Universidade Federal do Ceará (UFC).

King começou a escrever ainda na faculdade. O autor estudava na Universidade de Maine, nos Estados Unidos, onde assinava a coluna intitulada King’s Garbage Truck e posteriormente passou a lecionar na Academia Hampden.

Na mesma época, ele já esboçava o seu primeiro romance publicado, Carrie. A história da jovem com poderes psíquicos ganhou vida em 1974. Apesar do baixo valor recebido pela editora Doubleday, que lançou o livro na época, a obra rendeu a King reconhecimento como autor e um ótimo retorno financeiro com os direitos autorais. Logo após Carrie, King deixa de lecionar e passa dedicar-se somente a produção literária e se muda com a família para o Colorado. E foi lá que nasceu The Shining, O Iluminado (1977).

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A obra, aclamada pela adaptação cinematográfica do diretor de Stanley Kubrick, foi a o primeiro grande best-seller de King. Com a história de Jack – um escritor com sérios problemas com a bebida que que fica encarregado de supervisionar o The Stanley Hotel durante o inverno, e é atormentado por fantasmas junto com a família – King tornou-se referência no gênero literário de terror.

“O elemento de terror dentro de maior parte das obras do King apresenta uma característica bastante peculiar. O autor consegue brincar bem com a mistura entre elementos ‘reais’ e a ‘fantasia’. A passagem entre esses campos se faz de forma fluida, o que resulta em uma sensação mais palpável daquilo que seria impossível”, ressalta o psicanalista Túlio Tavares.

Para Lola Aronovich, outro ponto forte de King é a narrativa. Fluída, ela prende o leitor. A professora atribui, principalmente, a este aspecto o sucesso do norte-americano. Desde O Iluminado, King passou a publicar histórias em curto espaços de tempo. “É jeito atraente que prende a atenção o fato de tantos dos seus livros serem adaptados para as telas aumenta muito seu leitorado”, reforça.

O fato é que essa facilidade de acesso às obras de King, só o aproxima ainda mais do seu público. Para Lola, a internet tem ajudado na divulgação e propagação do gênero de terror e que esse ‘boom’ pode trazer ainda mais frutos para a carreira de King. “Talvez o aumento de vendas do gênero terror se deva às redes sociais. Hoje há muitos fóruns para que leitores discutam as obras, e a influência dos fanfics também não pode ser descartada. Ou seja, as pessoas têm a oportunidade de interagir muito mais com as obras que amam do que tinham antes da internet”, finaliza.

Leia entrevista sobre literatura e terror

Túlio Tavares, psicanalista

Leituras da Bel – A partir de um ponto de vista psicológico, quais elementos das obras de King que as fazem ser consideradas como histórias de terror?
Túlio Tavares – O elemento de terror dentro de maior parte das obras do SK apresenta uma característica bastante peculiar. O autor consegue brincar bem com a mistura entre elementos “reais” e a “fantasia”. A passagem entre esses campos se faz de forma fluída, o que resulta em uma sensação mais palpável daquilo que seria impossível. Freud, em seu texto “Além do princípio do prazer”, de 1920, distingue angústia, medo e terror. Angústia se trata de um estado de expectativa de que algo ruim está prestes a acontecer, mesmo que não se saiba do que se trata. Já o medo necessita de um objeto que cause o medo, objeto conhecido que pode se apresentar. O terror se refere à apresentação de um objeto que cause um estado de extremo desconforto de forma inesperada, repentina, de forma que a capacidade de elaboração do sujeito diante desta experiência fica comprometida, podendo causar os mais diversos tipos de reação. SK trabalha muito bem com estas 3 experiências, mas principalmente com a angústia e o terror.

Leituras da Bel – Na sua opinião, porque os livros causam essa sensação? Existe algum tipo de linguagem ou elemento que cause isso?
Túlio Tavares – O autor consegue trabalhar bem com a passagem de elementos reais e a fantasia. Isto traz uma constante sensação de que algo ruim pode acontecer a qualquer momento dentro de suas obras. Um elemento muito utilizado para atingir este efeito diz respeito ao modo como o autor se utiliza de um certo tipo de maldade que está dentro do próprio homem. Isso pode ser observado em livros como A espera de um milagre, onde o grande “monstro” não é um ser com poderes sobrenaturais. Trata-se de um criminoso que, ao longo da história, descobrimos que realizou atos abomináveis de forma fria e que poderia ser alguém que poderia ser parte do convívio do leitor. No livro Sob a redoma também podemos ver como uma situação de isolamento faz com que as leis e os costumes sociais usuais sejam descartados, fazendo que as pessoas que estão confinadas naquele espaço possam realizar atos vistos como terríveis. Outro elemento bastante utilizado pelo autor é o caráter inexplicável de alguns seres e fenômenos. Isto pode ser claramente observado no livro A coisa, cujo próprio nome já indica o elemento mais assustador do antagonista da história. Pennywise é assustador por não ter uma forma definida. Seus objetivos e os limites de seus poderes são desconhecidos, fazendo com que ele seja visto como a representação do próprio mal. Uma coisa, um estranho, cujo caráter ameaçador é reforçado diante daqueles que são alvos de suas ações: simples crianças indefesas. Através da passagem pela humanidade das situações, do caráter estranho e inexplicável de certos eventos, e a sensação de impotência apresentada pelos seus protagonistas, Stephen King acaba por fazer com que a sensação de terror de suas histórias seja algo constante e muito palpável.

Livros indicados por fãs

Isabelle Lima, Designer de Moda
Salém, 1975

Vampiros? Salém é o livro certo! Um escritor volta para a cidade em que viveu durante a sua infância, Jerusalem’s Lot, para escrever sobre uma casa que possui uma fama negativa. Surge na cidade um senhor que vai morar nessa casa, abre uma loja e começa a ocorrer coisas estranhas com os moradores da cidade. É o segundo livro publicado pelo autor e às vezes pode lembrar a história do “Drácula”, porém é bem mais assustadora.

Willian Rocha, Designer Gráfico
It, A Coisa, 1986
Em um dia de chuva, Bill Gago constrói um barquinho de papel para o seu irmão Georgie ir brincar na chuva e, infelizmente vai se encontrar com A Coisa, conhecido como Pennywise e que volta a cada 27 anos. O “clube dos otários” é composto por crianças que já encontraram a Coisa em diferentes feições e vão tentar destrui-lo ainda quando são crianças. Fazem um pacto de que se ela voltar um dia, irão se reunir novamente. A história se intercala quando estão com 40 anos e não lembram muito bem o que aconteceu anteriormente. You’ll float too!

Natasha Lima, universitária
O Iluminado, 1977
Um pai com problemas alcoólicos, uma criança iluminada e uma mãe mais feroz que uma leoa. Personagens reais que poderiam estar do seu lado. O melhor para mim foi usar elementos reais, não um monstro ou demônio. Enquanto lia O Iluminado roia todas as unhas de medo. O melhor da escrita de Stephen King é que você pode ler a qualquer hora do dia, mas sempre vai ter medo de virar a pagina.

Valdir Muniz, Designer Gráfico e ilustrador
Saco de Ossos, 1998
Saco de Ossos foi, com certeza, é um dos livros do King que mais me intrigaram. Nessa história, você já começa com aquele sentimento de “Mas o que é que tá acontecendo aqui?”, sabe? A gente tem mais um escritor com problemas, mas que vai cada vez mais esbarrando no impossível e na própria loucura. Engraçado como os personagens mais improváveis se tornam os mais assustadores nesse livro! Um dos melhores, na minha opinião.

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George R.R. Martin completa 69 anos: cinco fatos sobre o autor de Game of Thrones

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Cesar Gaglioni, no Jovem Nerd

Nesta quarta-feira (20), George R.R. Martin completou 69 anos. Ele nasceu em Bayonne, no estado de Nova Jersey, cidade portuária que inspirou sua criatividade quando criança. Formado em jornalismo pela Universidade Northwestern, Martin começou a publicar contos de terror e ficção científica nos anos 70, publicando seu primeiro romance, Dying of the Light, em 1977. O livro mostra a história de um planeta que se afasta da estrela mais próxima e entra numa zona de frio e escuridão que impossibilita a vida.

Em 1985, ele conseguiu seu primeiro emprego como roteirista, no reboot de Além da Imaginação. Nos anos seguintes, Martin trabalhou exclusivamente com televisão, até que em 1991 ele começou a escrever A Game of Thrones, primeiro volume d’As Crônicas de Gelo e Fogo. O livro foi publicado em 1996 e transformou Martin em um sucesso de público e crítica.

Para celebrar a data, listamos cinco fatos sobre o autor:

Ele recusou várias propostas de uma adaptação cinematográfica de GoT

No rastro do sucesso das adaptações de O Senhor dos Anéis, Martin recebeu várias propostas de estúdios interessados em fazer um filme de Game of Thrones. Contudo, o autor não quis vender os direitos de suas obras porque todos os produtores que conversaram com ele queriam fazer um longa focado em Jon Snow ou Daenerys, deixando de lado as dezenas de personagens e subtramas presentes nos livros e tornando a narrativa mais simples.

Ele só autorizou a produção de uma adaptação em 2007, quando a David Benioff e D.B. Weiss entraram em contato e apresentaram a visão que tinham para uma série baseada nos livros. A HBO passou os anos seguintes trabalhando no projeto, que estreou em 2011 e agora se dirige para sua oitava (e última) temporada.

Apesar de ser conhecido por matar seus personagens, Martin é pacifista

Apesar de matar seus personagens de forma bastante cruel, Martin é um pacifista. No começo dos anos 70, ele foi convocado pelo Exército Americano para servir na Guerra do Vietnã, mas recusou o posto* e teve de trabalhar na Fundação de Amparo Legal do Condado de Cook entre 1973 e 1976.

Em diversas entrevistas ao longo de sua carreira, Martin criticou obras que glorificam a guerra e explicou que escreve as batalhas de seus livros de maneira crua para mostrar os horrores desse tipo de confronto.

A guerra revela o melhor e o pior das pessoas. Livros antigos falam sobre a glória da guerra. Os hippies dos anos 70 falavam sobre a feiura da guerra. Eu acho que existe verdade nos dois casos.

(* a Constituição dos EUA permite que civis que se alinham com certas doutrinas religiosas, ideológicas e filosóficas se recusem a servir as Forças Armadas mesmo em situações de guerra. Essas pessoas ganham o título de conscientious objectors e são direcionadas a serviços públicos no país)

Daenerys quase ficou sem seus dragões

Originalmente, Martin não queria que os dragões aparecessem em As Crônicas de Gelo e Fogo. A ideia que ele tinha em mente era de escrever a série usando o mínimo possível de elementos fantásticos. Contudo, a autora Phyllis Eisenstein (que é mencionada na dedicatória do terceiro livro) o convenceu a inserir um pouco de magia nos romances.

Apesar de serem parte da saga, Martin tenta controlar os elementos fantásticos da narrativa o máximo que pode. Segundo ele, se a magia deixa de ser misteriosa, perigosa e pouco entendida, o senso de realismo da trama se perde.

Ele é um mega nerd

Martin tem duas casas na mesma rua. Uma onde ele de fato mora com sua esposa e outra que serve apenas como escritório e depósito de nerdices. Lá ele guarda milhares de quadrinhos e livros, centenas de jogos de tabuleiro, sistemas de RPG, action figures e miniaturas.

George é tão nerd que escreveu uma carta para a Marvel nos anos 60 apontando um furo de roteiro em uma HQ do Quarteto Fantástico.

Martin quase desistiu da carreira de escritor após o fracasso de seu quarto livro

Em 1983, Martin publicou seu quarto livro, o thriller fantástico The Armageddon Rag. Contudo, o romance foi um fracasso comercial, fazendo com que o autor quase desistisse de sua carreira. Nos anos seguintes, ele dedicou todos os seus esforços trabalhando como roteirista de televisão e só voltou para os livros na década de 90 com A Game of Thrones.

Por enquanto, Martin continua trabalhando em Os Ventos do Inverno, sexto livro de As Crônicas de Gelo e Fogo, que continua sem data de publicação.

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Dica para aproveitar o tempo na faculdade sem perder a motivação

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(iStock/iStock)

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Veja como encontrar tempo para explorar seus próprios interesses

Ana Prado no Guia do Estudante

Benjamin Franklin é um exemplo de produtividade muito citado nos Estados Unidos. Dá para entender o motivo lendo poucas linhas da sua biografia: o cara foi jornalista, escritor, filantropo, político, funcionário público, cientista, diplomata e inventor. Ele fez descobertas importantes sobre eletricidade e meteorologia e entre suas invenções estão o para-raios, as lentes bifocais e o corpo de bombeiros norte-americano.

Uma das práticas atribuídas a ele para dar conta de tudo sem deixar a criatividade de lado é a chamada “regra das cinco horas [semanais]”. Benjamin Franklin costumava investir pelo menos uma hora em cada dia da semana (tirando os finais de semana) para aprender coisas novas e trabalhar em projetos pessoais.

Mesmo que estivesse ocupado no dia, ele sempre usava essa horinha para fazer coisas como ler e escrever, refletir sobre os objetivos que queria atingir e medir seu progresso, fazer experimentos ou simplesmente pensar sobre questões diversas.

Estamos falando sobre o tema neste blog porque a faculdade pode exigir muito do seu tempo e você pode eventualmente se sentir sobrecarregado. E quando a gente fica sobrecarregado pode começar a deixar de ver sentido nas coisas e se desanimar.

Além disso, com o excesso de tarefas, é comum fazer tudo no automático para terminar logo. O ponto principal da regra das cinco horas é ter um tempo de respiro, para refletir sobre o que você tem aprendido e sobre as coisas que lhe são importantes.

Nessa horinha do seu dia, você pode:

– planejar o seu aprendizado. Você vai ter várias matérias para estudar obrigatoriamente, mas a universidade também vai lhe dar a oportunidade de desenvolver interesses que você nem imaginava ter. Pense nos assuntos ou habilidades que você quer explorar mais a fundo e planeje como vai fazer isso. E então use parte desse tempo livre para ir atrás disso.

– praticar o que você tem aprendido – e refletir a respeito. Em vez de só fazer as coisas sem pensar, a ideia é prestar atenção às suas práticas e leituras e avaliar o seu progresso. Identifique seus pontos fortes e fracos, peça a opinião de seus colegas e professores sobre como você está se saindo. Peça dicas para melhorar.

– desafiar-se e testar ideias. Quanto mais a gente aprende, mais quer aprender. Use esse tempo para se desafiar ou fazer experimentos e desenvolver projetos nas áreas em que mais se interessar.

A grande vantagem desse método é constância: você vai ver que pode chegar muito mais longe fazendo um pouquinho a cada dia do que fazendo muita coisa uma vez por ano. É só pensar no processo de leitura daqueles livros enormes que a gente pena para terminar: podemos até passar uns anos tentando ler um monte de páginas a cada seis meses, mas só conseguimos realmente terminar o livro quando assumimos o compromisso de ler um pouquinho a cada dia, mas com regularidade.

(Via Stanford).

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