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Procura por livros infantis para o Dia das Crianças aumenta

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imagem: Pixabay

Francielly Azevedo, no Paraná Portal

Os brinquedos ainda estão no topo da preferência de quem vai comprar um presente para o Dia das Crianças, mas, neste ano, um outro item chama a atenção nas intenções de compra: o livro. Uma pesquisa do instituto Data Censo, encomendada pela Associação Comercial do Paraná (ACP), aponta que os livros representam 26% as intenções de compra dos consumidores. No ano passado, o índice ficou em 1%.

“É uma grande surpresa, porque pela primeira vez o livro aparece como presente para o dia das crianças, isso quer dizer que estamos evoluindo na cultura”, disse o presidente da ACP, Glaucio Geara.

A pesquisa ainda mostra uma expectativa de crescimento de 0,8% nas vendas para a data. Saldo positivo, já que ano passado o comércio teve uma queda real de 4%.

Com o crescimento na expectativa de vendas, a espera é de pelo menos manter a mesma média de gastos do ano passado. Em 2017, o valor médio de compra no dia das crianças foi de R$ 117,00, para esse ano a expectativa de gasto é de R$ 135,00, valor este que praticamente estabelece a mesma média, se corrigida a inflação acumulada dos últimos 12 meses, que foi de 4,19%.

Segundo o DataCenso, o comerciante curitibano está esperançoso com relação aos próprios negócios, com um crescimento de 10% no índice de expectativa, no comparativo de julho a setembro. Os fatores que explicam isso, de acordo com a pesquisa, é a proximidade do pagamento da primeira parcela do 13º, o leve aumento do PIB e da taxa de emprego.

A pesquisa também mostrou que 70% dos comerciantes consultados declararam que vão fazer algum tipo de promoção, visando as vendas para o Dia das Crianças, sendo a maioria delas em descontos para pagamentos à vista.

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Stephen King: o mestre do terror na literatura e no cinema

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Stephen King, que completa 71 anos nesta sexta-feira (21), é considerado um dos maiores escritores da literatura do terror e suas obras são inspirações para muitas adaptações de filmes e novos escritores

Publicado no 24Horas News

O autor Stephen King é considerado por muitos um mestre da literatura de terror por suas obras assustadoras e de ficção. O escritor completa 71 anos de idade nesta sexta-feira (21) e seu legado na cultura pop só tende a crescer.

Stephen King tem legiões de fãs pelo mundo todo e encanta muitos diretores de cinema. As obras de Stephen King vão muito além de terror. Seus contos abrangem suspense, drama, mistério, ficção científica, aventura e fazem muito sucesso. Uma das principais características do escritor é a criatividade e isso pode ser provado com suas obras.

Em cada livro, o escritor mostra que tem a capacidade de fazer com que histórias do dia a dia sejam reinventadas e transformadas em algo muito assustador e tenebroso, causando desconforto do leitor. Stephen King mexe com a imaginação dos leitores e telespectadores. Um simples palhaço não será visto da mesma forma após o famoso conto “It: A Coisa”.

King tem uma grande influência na cultura pop. Muitas de suas obras foram adaptadas para o cinema. “Carrie- A Estranha” foi a primeira obra de King que foi adaptada para as telonas em 1976. Foram os primeiros passos que levaram Stephen King ao sucesso e foi o marco de um dos maiores escritores das últimas quatro décadas.

A adaptação conta a história da adolescente Carrie White que enfrenta insultos dos colegas na escola e abuso em casa de sua mãe, uma fanática religiosa. Após diversos acontecimento estranhos, Carrie descobre que tem poderes sobrenaturais.

Outro livro de King adaptado no cinema e que fez grande sucesso foi “O Iluminado” em 1980. O filme fez grande sucesso nos cinemas mesmo King não gostando da versão do diretor Stanley Kubrick. A obra do escritor conta a história do perturbador Jack Torrance. Umas das cenas mais famosas do filme é de Jack com um machado na porta e a cena de sangue saindo pelo elevador.

Saindo um pouco dos filmes de terror, “À Espera de um Milagre” traz um assassino com poderes de cura e que é condenado à morte. Essa obra de King fez muitas pessoas se emocionarem e mostrou que Stephen King é um escritor excepcional em outras áreas da literatura.

Em 1990, o conto “It: A Coisa” ganhou uma adaptação em formato de minissérie. Uma pequena cidade foi aterrorizada por um ser chamado “ A Coisa”e após 30 anos o ele volta a assustar novamente as crianças da cidade. O palhaço assustador foi interpretado pelo ator Tim Curry. Em 2017, a obra ganhou outra adaptação que fez muito sucesso nos cinemas.

Além de escrever, Stephen King também já atuou como produtor em “11.22.63” que é uma minissérie americana de ficção científica e mistério baseada na obra de King. Produção conta a história de Jake Epping (James Franco), um professor de inglês que ganha a oportunidade de viajar de volta no tempo até o ano de 1960 em Dallas, Texas, por meio de um portal do tempo descoberto pelo seu amigo Al Templeton (Chris Cooper).

A famosa série “Stranger Things” tem referências de diversas obras escritas pelo escritor Stephen King. Por exemplo, a cena do nevoeiro no ferro velho em que o grupo fica esperando o demo-cão chegar faz referência ao conto de Stephen King chamando “O Neveiro”. A obra se passa em uma cidade de Brighton, no Maine. A população do local ficam encurralados pela névoa e por monstros que aparecem por todas as partes.

O legado de Stephen King está crescendo cada vez mais e sendo inspiração para novo escritores do ramo do terror e de outros áreas da literatura. Muitos escritores, roteiristas e cineastas se inspiram nas obras do escritor para compor sua própria história. Escritores como André Vianco, Raphael Draccon e Eduardo Spohr são autores que escrevem sobre terror e ficção científica e se inspiram em Stephen King.

É inevitável que as obras de Stephen King não sejam inspirações para cultura pop mundial. King tem o dom para contar histórias em alta qualidade e criatividade. O escritor já vendeu em todo o mundo 350 milhões de exemplares de seus livros e já ganhou mais de 50 prêmios, como o Prêmio Edgar e Bram Stoker Award.

O novo livro do escritor Stephen King chamado “Elevação” deve ser lançado dia 30 de outubro. Livro conta uma comovente história de um homem cuja aflição misteriosa une uma pequena cidade chamada Castle Rock. Scott Carey não quer que mais ninguém o conheça, apenas o Dr. Bob Ellis.
Fonte: IG Gente

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“A Casa da Praia”: livro derivado de “A Barraca do Beijo” chega 1º ao Brasil

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Renata Nogueira, no UOL

O Brasil será o primeiro país a publicar em versão física o livro “A Casa da Praia”, derivado de “A Barraca do Beijo”. A novidade foi contada pela própria autora, a britânica Beth Reekles, em seu Instagram.

A Astral Cultural, mesma editora que publicou “A Barraca do Beijo”, comprou os direitos da obra depois do grande sucesso do primeiro livro de Beth com o público brasileiro. Foram 40 mil cópias vendidas até agora. É o segundo livro mais vendido no ranking mensal da Publishnews. A autora esteve na Bienal do Livro de São Paulo, em agosto, e falou ao UOL sobre o sucesso da obra.

Assim como fez com seu primeiro best-seller, Beth Reekles publicou a história na plataforma Wattpad. “A Casa da Praia” se passa em um verão depois de toda a história contada em “A Barraca do Beijo”. Elle, Lee e Noah curtem as férias juntos na praia antes de um deles partir para o seu primeiro ano de faculdade.

A autora Beth Reekles na Bienal do Livro de SP Imagem: Iwi Onodera/UOL

Junto com a editora do Brasil, a primeira do mundo a apostar no livro, a autora Beth Reekles adaptou a história para a publicação em português. Dessa forma a obra não será apenas uma tradução da original publicada no Wattpad, e sim uma nova versão. Beth ainda destaca que “A Casa da Praia” não é uma continuação de “A Barraca do Beijo”, mas sim um derivado que segue explorando os três personagens.

Em “A Barraca do Beijo”, a trama gira em torno de Elle, uma adolescente que tem uma amizade com Lee desde a infância e acaba se apaixonando pelo irmão mais velho dele, Noah  Flynn. Em “A Casa da Praia” ela terá que se esforçar para manter a amizade com Lee inabalável e, ao mesmo tempo, aproveitar os possíveis últimos momentos ao lado do namorado Noah, além de conviver com a família deles.

Primeiro livro da carreira de Beth Reekles, “A Barraca do Beijo” chamou a atenção da Netflix, que comprou os direitos da obra depois que ela estourou na plataforma independente Wattpad, onde já soma mais de 19 milhões de acessos e 40 mil comentários. Depois de virar filme na plataforma de streaming, a obra ganhou atenção especial do público brasileiro, o que trouxe a autora Beth  Reekles para o Brasil, onde ela agora lança seu segundo livro.

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Man Booker Prize anuncia finalistas de 2018

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Man Booker 2018 tem autora mais jovem a entrar na disputa – Agência O Globo

Lista dominada por mulheres tem autora mais jovem da história do prêmio

Publicado em O Globo

RIO — Os finalistas do Man Booker Prize, um dos mais prestigiados prêmios literários do mundo, foram anunciados nesta quinta-feira. A lista, dominada por mulheres, é formada por quatro escritoras e dois escritores.

Entre os concorrentes estão a britânica Daisy Johnson, de 27 anos, que se tornou a autora mais jovem a concorrer ao prêmio com o livro “Everything Under”; e o também britânico Robin Peterson, concorrendo com “The long take”, primeiro romance escrito em versos a disputar a premiação.

Completam a lista o canadense Esi Edugyan (“Washington Black”); a americana Rachel Kushner (“The mars room”); o americano Richard Powers (“The overstory’); e a britânica Anna Burns (“Milkman”).

Segundo o comunicado do prêmio, as obras abrangem uma ampla gama de assuntos, desde um escravo de 11 anos que escapou de uma plantação de açúcar em Barbados, até um veterano do “Dia D” que vive com transtorno de estresse pós-traumático.

O vencedor, que será anunciado no dia 16 de outubro, se tornará o sucessor de George Saunders (“Lincoln no limbo”).

O Man Booker é aberto a escritores de qualquer nacionalidade que escrevam em inglês e tenham publicado no Reino Unido e na Irlanda.

 

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Elogiada por Obama, autora enfrentou família para entrar na escola aos 17

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Tara Westover (//Divulgação)

Tara Westover fala a VEJA sobre a vida reclusa articulada pelo pai extremista até a defesa de seu doutorado em Cambridge: ‘Estudar foi viciante’

 

Meire Kusumoto, na Veja

Até os 17 anos, a americana Tara Westover nunca tinha entrado em uma sala de aula. Dez anos depois, defendeu seu doutorado em história na tradicional Universidade de Cambridge, uma das mais conceituadas do mundo. Para isso, precisou deixar para trás, em sua cidade natal ao pé de uma montanha na área rural do estado de Idaho, nos Estados Unidos, um pai que estocava comida e gasolina para se preparar para o caos do fim do mundo, um irmão que a agredia e uma família que não acreditava no poder da educação ou da medicina tradicional.

Tara é filha de mórmons sobrevivencialistas, como são chamadas as pessoas que acreditam que devem se preparar para emergências provocadas por catástrofes naturais ou rupturas na ordem social e política. O pai de Tara desacreditava o governo, por isso demorou até mesmo para registrar vários de seus filhos — a jovem, por exemplo, só ganhou certidão de nascimento aos 9 anos. Também não matriculou as crianças na escola e não se preocupava em levá-las para o hospital quando se machucavam — achava que sua mulher, que sabia trabalhar com ervas, poderia resolver qualquer enfermidade.

Tara não convivia com pessoas de sua idade e só começou a frequentar aulas tradicionais na faculdade, depois de passar meses estudando sozinha em casa, escondida dos pais, para fazer o exame de admissão. A contragosto, seu pai acabou aceitando que ela fosse estudar na Brigham Young University, uma faculdade privada mantida pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Mas a relação dos dois acabou se deteriorando até se tornar inexistente por outro motivo: a revelação por parte de Tara de que sofria com o abuso de seu irmão mais velho, Shawn, que, violentamente, torcia seu pulso, puxava seu cabelo e enfiava sua cabeça no vaso sanitário a cada desentendimento. Seu pai não aceitou que isso fosse verdade, e proibiu toda a família de manter relações com Tara.

A jovem decidiu contar essa história no livro de memórias A Menina da Montanha, que acaba de ser publicado no Brasil pela Rocco. Lançada em fevereiro no país americano, a obra, que reflete sobre família e educação sem apelar para a autoajuda, se tornou um sucesso: angariou elogios da crítica especializada e permanece há 29 semanas na lista de mais vendidos do jornal The New York Times. Para finalizar, o livro ainda entrou para a lista de leituras de verão do ex-presidente americano Barack Obama, que chamou a obra de “excepcional”.

A VEJA, Tara fala sobre a infância, os primeiros momentos na escola e a relação com a família. Confira a entrevista:

Como descreveria a sua infância? Foi complicada. Em muitos sentidos, foi bonita, cresci em uma bela montanha, meus pais me amavam, pude brincar na fazenda, onde tínhamos animais, era idílico. Mas o ferro-velho que meu pai mantinha era perigoso e, como meus pais não acreditavam em médicos, nós não recebíamos atendimento quando nos machucávamos. Eu tinha um irmão mais velho que era violento e algumas questões não eram resolvidas da maneira que deveriam ter sido.

Acha que o que seu irmão Shawn fez vai impactar a sua vida para sempre?
Por um tempo, tive muitos problemas emocionais por causa disso, não conseguia confiar nas pessoas ou me abrir com elas. Levou alguns anos para que eu pudesse superar isso. Ele usava uma palavra com muita frequência comigo, uma palavra nociva e que me magoava. Ele me chamava de p***. Para uma garota de 16 anos, isso influencia a percepção que ela tem dela mesma de uma maneira negativa. Meu irmão tem muito poder sobre mim, ele me definiu para mim mesma e acho que não há poder maior do que esse.

Seus pais pararam de falar com você quando revelou o abuso que sofria de Shawn. Como lida com isso? Para sempre será uma tragédia eu ter precisado abrir mão dos meus pais para que pudesse cuidar de mim mesma. Queria muito que essa escolha nunca tivesse existido, mas uma vez que apareceu, sou grata por ter conseguido deixá-los e cuidar de mim. Isso não significa que eu não os ame ou que não valorize a vida que eles levam, mas levou muito tempo para que eu percebesse que há limites para as obrigações que temos com as nossas famílias. Às vezes, quando o que você deve à sua família está em conflito com o que você deve a si mesmo, tudo bem escolher a si mesmo. Hoje não sei se um dia vamos voltar a ter contato, está fora das minhas mãos. É uma decisão que eles têm que fazer.

Seu pai e seu irmão Shawn sempre falavam sobre como uma mulher decente deveria ser e agir. Como isso influenciou a sua noção do gênero feminino? Internalizei parte da retórica que culpa a mulher por sentimentos e ações que os homens têm. Nunca tinha ouvido falar de feminismo até ir estudar em Cambridge, quando tinha 21 anos. Precisei pensar muito sobre essas ideias, textos e o que eu via. Cresci com uma ideia muito particular do que era ser mulher, e para mim isso estava muito ligado à maternidade. Eu não tinha uma concepção de mulheres fazendo ou sendo algo além disso. Levei muitos anos para que eu confiasse nos meus próprios instintos sobre quem eu era em vez do que o que as outras pessoas me diziam. Hoje, me considero feminista.

De onde veio a força para estudar sozinha para tentar uma vaga na faculdade? Não tenho certeza, mas eu sabia que não queria trabalhar mais com o meu pai. Não tinha muita noção do que era educação ou faculdade, mas sabia que seriam coisas diferentes da vida que eu levava e que a vida que eu tinha não era o que eu queria. Quando descobri que tinha passado no teste e iria começar a faculdade, aos 17 anos, fiquei nervosa e ao mesmo tempo animada, porque era uma oportunidade de sair pela porta e encontrar um mundo diferente.

Como foi o período de adaptação? Eu não tinha o traquejo social de que precisava, porque nunca tinha passado muito tempo com pessoas da minha própria idade. Acho que sempre terei um pouco de ansiedade social. Eu tendo a pensar demais nas coisas e a querer uma fórmula para interagir com as pessoas, e não existe fórmula. Nos estudos, também foi complicado, porque eu não tinha conhecimento sobre muita coisa. Uma das primeiras questões que fiz na faculdade foi perguntando o que era o holocausto, nunca tinha ouvido falar naquilo antes. Também não sabia o que eram direitos civis e achava que a Europa era um país, não um continente. Havia muitos buracos na minha educação que me separavam dos outros estudantes.

No livro, você conta que uma vez te perguntaram se sentia raiva por seus pais nunca a terem colocado na escola. Você, instintivamente, disse que não. Como vê esse assunto hoje? Cresci com a forte ideia de respeito e não sentia que tinha o direito de ter raiva dos meus pais por isso. Sempre era meu instinto concordar com eles e não os criticar. Respeito é uma coisa boa, no geral, mas no meu caso foi difícil por ter sofrido tanto na faculdade e não conseguir entender por que eu não tinha tido uma educação elementar. Foi difícil aceitar que eu talvez não concordasse com a maneira como meus pais tinham me criado.

Por que decidiu estudar história? Aprender sobre história, quando eu nunca tinha tido a oportunidade antes, foi muito viciante porque pude ver todas as perspectivas. Quando criança, fui criada com perspectiva do meu pai. De repente ter acesso a vários pontos de vista diferentes fez com que eu pudesse escolher o que pensar, e não apenas assumir a visão de mundo que meu pai tinha. Foi viciante e um ato de autoafirmação.

O prólogo do livro diz que ele não é sobre religião, que há pessoas religiosas boas e ruins. Incomoda a você a associação que algumas pessoas fazem da religião como algo ruim? É uma simplificação excessiva, reducionista. Há pessoas boas, ruins, gentis, imprudentes, patéticas, egoístas. Vi todo tipo de pessoa com todo tipo de crença e nunca achei que você ter uma crença define se você é gentil ou não. No caso do meu pai, a religião era um fator, mas eu sempre achei que ele sofria de alguma doença mental, como bipolaridade. Acredito que a doença mental provavelmente foi o que levou ao extremismo religioso e não o contrário. Hoje não sou religiosa, me considero agnóstica. Mas sou amigável a religiões, não tenho pensamentos ou sentimentos negativos em relação a isso.

Como foi descobrir que seu livro estava na lista de leitura de verão de Barack Obama?
Foi muito emocionante descobrir que meu livro estava sendo lido por um ex-presidente. Fiquei muito animada e muito grata a ele por ter dispensado tempo para isso. Achei que ele trouxe boas reflexões.

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