Contando e Cantando (Volume 2)

Abrem nesta terça inscrições para curso gratuito da USP sobre Harry Potter

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Publicado no Metro Jornal

A fim de aprender sobre literatura e ainda discutir a saga do bruxinho mais famoso do mundo? Agora, você pode. A Universidade de São Paulo abre nesta terça-feira (26) as inscrições para o curso “Harry Potter: caminhos interpretativos”, que acontece aos sábados na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH).

O curso é totalmente gratuito, e é oferecido por alunos da pós-graduação em Teoria Literária. As aulas ocorrem entre 6 de abril e 1 de junho, aos sábados, das 9h30 às 12h. Para participar, é preciso ser maior de 18 anos, e é recomendável ter lido todos os livros da saga.

Quem obtiver 75% de frequência ou mais terá direito a um certificado de participação. Esta é a segunda edição do curso, que foi oferecido também em 2018.

As inscrições ficam abertas até a meia-noite de segunda-feira, 1 de abril. Mas não bobeie: são apenas 60 vagas.

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Edição comentada de ‘A Máquina do Tempo’ traz conto que originou livro

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Rod Taylor viaja no tempo na adaptação de George Pal (1960) Foto: Warner Home Video

H.G. Wells não foi o primeiro autor a imaginar viagens no tempo, mas foi pioneiro ao pensar uma máquina capaz de realizar essa proeza

André Cáceres, no Estadão

Com a descoberta da Antártida, no início do século 19, não havia mais nenhum continente a ser encontrado, mas isso não significa que a humanidade deixou sua curiosidade de lado. O escritor britânico H.G. Wells (1866-1946) nasceu tarde para perseguir novas terras e cedo para ver a corrida espacial florescer. Dedicou-se, então, a outros tipos de exploração. Em seus romances de aventura com bases científicas – o termo “ficção científica” só seria cunhado pelo editor Hugo Gernsback, no início do século 20 –, Wells se debruçou sobre quimeras híbridas de humanos com animais em A Ilha do Dr. Moreau (1896); o perigo militar da aviação em A Guerra no Ar (1908); e o planeta vermelho em A Guerra dos Mundos (1898); mas um dos temas que mais o fascinou foi o tempo. Seu primeiro romance, A Máquina do Tempo (1895), ganha no Brasil uma nova edição comentada, lançada pela Zahar, com direito a esclarecedoras notas de rodapé e acompanhando o conto Os Argonautas Crônicos, cuja ideia inicial embasou o livro.

Na trama, o protagonista, identificado apenas como Viajante do Tempo, é um excêntrico inventor vitoriano que cria um dispositivo capaz de se transportar pela chamada quarta dimensão. Antes de jantar com seus amigos, decide ir ao ano 802.701, ávido pelo progresso do intelecto humano. Todavia, frustra-se ao descobrir que a humanidade se degenerou em duas espécies irreconhecíveis: os Elói, seres frágeis e desprovidos de qualquer inteligência ou criatividade, que apenas viviam de forma idílica; e os Morlocks, criaturas desprezíveis que habitavam túneis subterrâneos e caçavam à noite suas contrapartes da superfície.

No excelente texto de apresentação, Adriano Scalondara explica que Wells não foi o primeiro autor a imaginar viagens no tempo. Livros como o francês L’An 2440, de Louis-Sébastien Mercier (1770), o irlandês Memoirs of the Twentieth Century, de Samuel Madden (1733), e os americanos Rip Van Winkle, de Washington Irving (1819), e Looking Backward, de Edward Bellamy (1888), antecederam A Máquina do Tempo. “Convém observar ainda que em todos esses casos a viagem se dá por meios místicos, mágicos ou sobrenaturais. A grande inovação de Wells foi ter concebido, a sério, a ideia de um dispositivo que poderia ser construído pela engenhosidade da ciência humana.”

Nem mesmo os amigos acreditam no relato do Viajante do Tempo, a não ser pelo narrador. O Médico – a maioria dos personagens são referidos por suas profissões – questiona se o protótipo da máquina que vê sumir diante de seus olhos não é um truque “tal como aquele fantasma que o senhor nos mostrou”. Lúcido, Wells oferecia um ceticismo salutar que era um contraponto ao pensamento corrente – até Arthur Conan Doyle se rendeu à superstição que seduzia intelectuais à época.

Wells se inspira nas discussões de filósofos como Thomas More e Platão, que teorizam sociedades perfeitas em Utopia e A República, mas segue na contramão do pensamento da Belle Époque ao vaticinar o declínio da humanidade no futuro. Mary Shelley já havia imaginado uma catástrofe que destrói a civilização no romance O Último Homem, e A Máquina do Tempo retoma esse tom apocalíptico indo além de nossa vulnerabilidade ante um cataclisma. Como biólogo, Wells demonstra que a evolução darwiniana (seu orientador era Thomas Henry Huxley, avô de Aldous e um dos principais defensores públicos da teoria de seu amigo Charles Darwin) inevitavelmente provocará a extinção humana. Assim como qualquer espécie se modifica gradualmente, também nós devemos sofrer mutações que, ao longo de um grande intervalo de tempo, nos tornará irreconhecíveis. Se aceitar a própria mortalidade individual já demanda uma enorme coragem intelectual, aceitar o iminente fim da humanidade é notável.

“Pela primeira vez comecei a compreender uma estranha consequência dos esforços sociais nos quais estamos engajados no presente”, relata o Viajante do Tempo. “A força é um resultado da necessidade; a segurança é um convite à fraqueza.” Ou seja, justamente os esforços que a sociedade do fin de siècle fazia para progredir tecnologicamente eram a raiz da debilidade dos Elói e da selvageria dos Morlocks – uma conclusão que contraria as expectativas otimistas da época, que logo seriam postas em cheque pela 1.ª Guerra Mundial.

No fim de sua expedição, o Viajante do Tempo avança para um futuro ainda mais distante, e seu relato impressiona: “Não consigo transmitir o sentimento de desolação abominável que pairava sobre o mundo. O céu rubro do oriente, o negrume do norte, o salso mar Morto, a praia rochosa infestada daqueles monstros vis e lentos, o verde uniforme e de aspecto venenoso dos liquens, o ar rarefeito que feria os pulmões: tudo contribuía para um efeito aterrador”. O planeta se desfigura cada vez mais até que encontra seu fim, como prevê a ciência. Não contente em preconizar a decadência humana, Wells constata o ocaso da Terra. “Por fim, um por um, rapidamente, um atrás do outro, os picos brancos nas colinas distantes desapareceram nas trevas. A brisa cresceu até se tornar um vendaval que gemia. Vi a sombra central escura do eclipse varrer o ar acima de mim. No instante seguinte, só as estrelas pálidas estavam visíveis. Todo o resto era uma obscuridade afótica. O céu estava absolutamente negro.”

Esse tom fatalista ressoa em outra obra de Wells sobre o futuro, O Dorminhoco (1899), em que um sujeito entra em estado letárgico por dois séculos e acorda em uma sociedade distópica, cuja economia gira em torno de seu patrimônio, que cresceu exponencialmente durante seu sono. Wells não impinge otimismo em seus vislumbres futuristas, e o remédio, segundo o narrador de A Máquina do Tempo, é um só: “Se assim for, o que nos resta é continuar vivendo como se assim não fosse.”

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Sandman | Clássica HQ de Neil Gaiman ganha nova versão no Brasil

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Gabriel Avila, no Omelete

Sandman, a obra-prima de Neil Gaiman em quadrinhos, ganhou uma nova versão no Brasil. Publicada pela Vertigo, o selo adulto da DC Comics, a série completou 30 anos em 2018 e ganhou uma versão comemorativa que chega ao Brasil em março. Confira a capa da nova versão, publicada em capa cartão, e a sinopse abaixo:

Em PRELÚDIOS & NOTURNOS, um ocultista que busca aprisionar a morte para barganhar a vida eterna acaba capturando seu irmão mais novo, Sonho, em seu lugar. Após um cárcere de 70 anos, Sonho, também conhecido como Morpheus, parte numa jornada para recuperar seus objetos de poder. Em sua jornada, ele encontrará, Lúcifer, John Constantine e um homem insano e poderoso. Este livro também inclui a história “O som de suas asas”, que apresenta a personagem Morte.

Divulgação/Vertigo

A nova versão de Sandman será publicada em 10 encadernados de capa cartão e é um dos grandes lançamentos da editora Panini para este ano

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Quem é o queniano eleito o ‘melhor professor do mundo’

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Peter Tabichi foi premiado como um “professor excepcional” dentro e fora da sala de aula

Um professor de ciências da zona rural do Quênia, que doa a maior parte de seu salário para apoiar os alunos mais pobres, ganhou um prêmio de US$ 1 milhão (R$ 3,9 milhões) ao ser eleito o melhor professor do mundo.

Sean Coughlan, na BBC Brasil

Peter Tabichi, membro da ordem religiosa franciscana, ganhou o Global Teacher Prize de 2019, conferido pela Fundação Varkey, organização de caridade dedicada à melhoria da educação para crianças carentes.

Tabichi foi elogiado por suas realizações em uma escola sem infraestrutura, em meio a classes lotadas e poucos livros didáticos.

Ele quer que os alunos vejam “a ciência é o caminho certo” para ter sucesso no futuro.

O prêmio, anunciado em uma cerimônia em Dubai, reconhece o compromisso “excepcional” do professor com os alunos em uma parte remota do Vale do Rift, no Quênia.

Ele doa 80% de seu salário para apoiar os estudos dos seus alunos, na Escola Secundária Keriko Mixed Day, no vilarejo de Pwani. Se não fosse a ajuda do professor, as crianças não conseguiriam pagar por seus uniformes ou material escolar.

Melhorando a ciência

“Nem tudo é sobre dinheiro”, diz Tabichi, cujos alunos são quase todos de famílias bem pobres. Muitos são órfãos ou perderam um dos pais.

Seu objetivo é que os estudantes tenham grandes ambições, além de promover a ciência, não apenas no Quênia, mas em toda a África, diz.

Mas Tabichi diz que enfrenta “desafios com as instalações precárias” de sua escola, inclusive com a falta de livros ou professores.

“A escola fica em uma área muito retoma. A maioria dos estudantes vêm de famílias muito pobres. Até pagar o café da manha é difícil. Eles não conseguem se concentrar, porque não se alimentaram o suficiente em casa”, contou em entrevista publicada no site do prêmio.

Getty Images
Image caption Muitos alunos caminham mais de seis quilômetros para chegar a escola no Vale do Rift

As classes deveriam a ter entre 35 e 40 alunos, mas ele acaba ensinando grupos de 70 ou 80 estudantes, o que, segundo o professor, deixa as salas superlotadas.

A falta de uma boa conexão de internet faz com que ele vá até um café para baixar os materiais necessários para suas aulas de ciências. E muitos dos seus alunos andam mais de 6km em estradas ruins para chegar à escola.

No entanto, Tabichi diz que está determinado a dar aos alunos uma chance de aprender sobre ciência e ampliar seus horizontes.

Seus estudantes foram bem sucedidos em competições científicas nacionais e internacionais, incluindo um prêmio da Sociedade Real de Química do Reino Unido.

Fora da sala de aula

Tabichi diz que parte do desafio tem sido persuadir a comunidade local a reconhecer o valor da educação, o que leva a visitar famílias cujos filhos correm o risco de abandonar a escola.

Ele tenta mudar a mentalidade de pais que esperam que suas filhas se casem cedo – encorajando-os a deixar as meninas continuarem seus estudos.

O professor também ensina técnicas de cultivo mais resistentes aos moradores dos arredores, já que a fome é uma realidade frequente na região.

“Insegurança alimentar é um grande problema, então ensinar novos jeitos de plantar é uma questão de vida ou morte”, disse em entrevista à Fundação Varkey.

Além do contato com as famílias, a atuação de Tabich se estende aos “clubes da paz” que ele organiza na escola, para representar e unir as sete tribos presentes ali. A violência tribal explodiu no Vale do Rift depois da eleição presidencial de 2007 e houve muitas mortes em Nakuru.

“Para ser um grande professor você tem que ser criativo e abraçar a tecnologia. Você realmente tem que abraçar essas formas modernas de ensino. Você tem que fazer mais e falar menos”, ele disse à fundação.
O prêmio

O prêmio conferido a ele busca elevar o status da profissão de docente. O vencedor do ano passado foi um professor de arte do norte de Londres, Andria Zafirakou.

O fundador da premiação, Sunny Varkey, diz esperar que a história de Tabichi “inspire os que procuram entrar na profissão e seja um poderoso holofote sobre o incrível trabalho que os professores fazem no Quênia e em todo o mundo, diariamente”.

“As milhares de indicações e inscrições que recebemos de todos os cantos do planeta são testemunho das conquistas dos professores e do enorme impacto que eles têm em as nossas vidas”, diz.

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A sequência do livro “Me Chame Pelo Seu Nome” vai sair em 2019!

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Publicado por Lilian Pacce

Você é fã de “Me Chame Pelo Seu Nome” – ou, em inglês, “Call me by your Name“? Bom, então deve saber que o filme foi inspirado em um livro, escrito por André Aciman e lançado em 2007. A gente chegou a fazer um post pra você escolher um short e se sentir no verão italiano quando o filme foi lançado em 2018, lembra?

Agora a notícia que a gente esperava chegou: vai ter sequência sim. Ao menos em livro! O nome da obra vai ser “Find Me” (me encontre) e traz o pai de Elio, Samuel, divorciado e em uma viagem de Florença pra Roma pra visitar Elio em si, que virou um pianista clássico talentoso. Um encontro durante a viagem de trem vai mudar a vida de Samuel. E Elio em seguida muda pra Paris, enquanto Oliver, que agora é professor em New England com os filhos crescendo, planeja voltar a viajar pela Europa.

Já está empolgado? Pode ficar mesmo, porque o livro deve sair lá fora em 29/10. Quanto à sequência em filme do lançamento, a coisa fica um pouco mais difícil. O ator Armie Hammer, um dos protagonistas, não parece tão empolgado quanto já esteve antes, dizendo que tem medo de desapontar. A ver. Enquanto isso, Luca Guadagnino, o diretor de “Me Chame Pelo Seu Nome”, se dedica ao lançamento de “Suspiria” (que chega nos cinemas daqui do Brasil no dia 28/03) e um documentário sobre o designer de sapatos Salvatore Ferragamo, que deve sair em setembro na Itália. Outro projeto de Luca que já está em pré-produção é um filme baseado no álbum “Blood on the Tracks” de Bob Dylan. Pelo visto, vai demorar pra ter espaço na agenda…

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