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Professor faz ‘CSI’ em escola e desafia estudantes a resolverem ‘crimes’

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Estudantes montam cenários e solucionam homicídios cenográficos (Foto: Erivaldo Junior/Arquivo Pessoal)

Estudantes montam cenários e solucionam homicídios cenográficos (Foto: Erivaldo Junior/Arquivo Pessoal)

 

Estudantes montam cenários e solucionam ‘homicídios’ em Jundiaí.
Gosto de alunos por séries policiais virou assunto em aula de biologia.

Jomar Bellini, no G1

Marcas de “sangue” espalhadas pelas paredes e um “corpo” jogado no chão com supostas marcas de tiros nas costas. A cena, que até então poderia ser de um crime ou seriado policial como CSI: Crime Scene Investigation, nada mais é do que um dia de aula para estudantes de 14 anos de uma escola em Jundiaí (SP). O gosto deles por programas de TV fez um professor de ciências biológicas levar o assunto para o ambiente escolar, desafiando os alunos a resolverem os “homicídios” cenográficos.

Alunos analisaram pistas para desvendar 'cenas de crimes' (Foto: Erivaldo Junior/Arquivo Pessoal)

Alunos analisaram pistas para desvendar ‘cenas de crimes’ (Foto: Erivaldo Junior/Arquivo Pessoal)

“A ideia surgiu quando comecei a discutir sobre o corpo humano, dentro do conteúdo curricular, onde quis investigar os conhecimentos prévios que os alunos tinham sobre os órgãos e os sistemas que formam o nosso corpo. Fiz perguntas para eles – como, por exemplo, em lado do corpo humano fica o fígado – e, para minha surpresa, muitos alunos tinham uma boa noção sobre a anatomia humana por serem fãs ávidos de séries como ‘CSI’, ‘Dr House’, ‘Monk’ e ‘Law & Order'”, conta o professor Erivaldo Ribeiro Júnior.

O professor lançou então a ideia de montar o projeto em que os estudantes seriam os próprios construtores e investigadores de uma série criada por eles. Júnior conta que a proposta, até então considerada ousada, causou estranheza, mas empolgou os estudantes. “O objetivo era conhecer o corpo humano e desenvolver habilidades de observação e crítica.”

Crimes cenográficos
Divididos em grupos, os alunos montaram os cenários usando a criatividade junto com as dicas em sala de aula e o que já viram na televisão. Eles usaram lupas, microscópio, sangue falso vendidos em lojas de fantasias, corda, algodão e perucas para construção das vítimas, além de tecnologias para gravar e simular os cenários.

Em cada aula, uma equipe apresentava o crime que deveria ser investigado pelos outros estudantes. Após isto, deveriam fazer entrevistas com funcionários de escola e agir como verdadeiros peritos policiais, coletando pistas e analisando os detalhe dos corpos.

Tudo isso para preencher um questionário e fazer uma apresentação respondendo perguntas sobre a identidade da “vítima”, os motivos da “morte” e como o crime teria acontecido, além de explicar como poderiam testar as hipóteses e as evidências encontradas.

“Na área de Ciências Biológicas, já estamos acostumados a tratar de assuntos polêmicos, como o aborto, a eutanásia, clonagem, sexualidade, origem da vida, evolução humana, entre outros temas. Esse foi mais um desafio que valeu a pena”, diz ao afirmar que a proposta também contou com ajuda de professores de disciplinas como geografia, língua portuguesa, história, artes e educação física.

O projeto, que foi desenvolvido na forma de um piloto, teve duração de dois meses, mas já empolgou a direção da escola. No ano que vem, o “CSI na sala de aula” deve agregar ainda outras disciplinas da grade curricular e ser realizado por um período maior.

Professor desafia estudantes a resolverem crimes cenográficos (Foto: Erivaldo Junior/Arquivo Pessoal)

Professor desafia estudantes a resolverem crimes cenográficos (Foto: Erivaldo Junior/Arquivo Pessoal)

 

Escolas de São Paulo se inspiram em série criminal para ensinar

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Clayton de Souza/Estadão

Clayton de Souza/Estadão

Aulas extracurriculares unem disciplinas como Química, Física, Matemática e Biologia e fazem estudantes ‘investigar’ crimes

Isabela Palhares, no Estadão

SÃO PAULO – Na sala de aula, os alunos aprendem a calcular o alcance de um esguicho de sangue após um tiro, a trajetória de uma bala e quanto tempo uma droga pode deixar vestígios no organismo. Colégios paulistas têm se inspirado em séries de TV de investigação criminal para criar cursos em que ensinam Química, Física, Matemática e Biologia.

No Colégio Bandeirantes, na zona sul da capital, os alunos do 9.º ano foram levados na primeira aula para uma sala escura com um “corpo” estirado no chão – um dos professores encenando um crime. Os estudantes aprenderam a isolar a área, fazer registros fotográficos da vítima e das evidências e contornar o corpo com fita crepe.

Bandeirante. Até sangue (artificial) é analisado na aula

Bandeirante. Até sangue (artificial) é analisado na aula

Perícia. Conceitos de várias disciplinas são aplicados durante o curso, que costuma fazer sucesso entre os alunos

Perícia. Conceitos de várias disciplinas são aplicados durante o curso, que costuma fazer sucesso entre os alunos

Com apenas 22 vagas, o curso extracurricular, com encontros semanais, teve 80 inscritos no Colégio Bandeirantes, na zona sul de São Paulo

AULAS DE QUÍMICA NO ESTILO CSI
O Colégio Bandeirantes fez processo seletivo para identificar os alunos com maior aptidão para trabalhar em grupo

AULAS DE QUÍMICA NO ESTILO CSI
As aulas são interdisciplinares e misturam conceitos de Biologia, Química, Física e Matemática

AULAS DE QUÍMICA NO ESTILO CSI
Segundo professora, ‘o curso é o sonho de todos os professores, com alunos atentos, questionadores, que ficam tristes com o fim da aula’

AULAS DE QUÍMICA NO ESTILO CSI
O uso da tecnologia na sala de aula atrai a atenção dos estudantes

AULAS DE QUÍMICA NO ESTILO CSI
Na sala de aula, os alunos aprendem a calcular o alcance de um esguicho de sangue após um tiro, a trajetória de uma bala e quanto tempo uma droga pode deixar vestígios no organismo

AULAS DE QUÍMICA NO ESTILO CSI
Professores conseguem manter os estudantes ligados e interessados nas aulas

 

Apesar de o “primeiro caso” ter sido fictício, os alunos também aprendem com crimes reais. A escola já usou, por exemplo, o homicídio da advogada Mércia Nakashima, morta pelo namorado em 2010.

“Os casos reais intrigam ainda mais os alunos. Decidimos usar esse caso porque uma das principais provas contra o namorado foi uma alga achada (mais…)

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