Cristina Danuta

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Literatura ganha força com produção de conteúdo pela Internet

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Bel Rodrigues tem um canal no YouTube que discute literatura e criminalidade | Foto: Reprodução / Instagram / CP

 

No Youtube, diversos booktubers aprofundam interesse nos livros

Carol Steques e Camila Souza no Correio do Povo

Um livro faz com que o leitor viaje com uma história, se emocione, dê risada e tenha sentimentos pelos personagens. Quando terminada a leitura, muita gente corre até um amigo ou parente, que também tenha lido, para trocar ideia sobre o assunto. É muito gostoso para o leitor ter outras pessoas que também tenham lido o livro e comentem as histórias, entrando ainda mais no universo lúdico da literatura, que muitas vezes atravessam gerações. Afinal, até hoje todo mundo que conhece Dom Casmurro tem a sua opinião sobre a famosa pergunta: Capitu traiu ou não Bentinho?

Hoje em dia, com as redes sociais, viajar no universo da literatura ficou ainda mais fácil. Amanda Bormida, criadora do Instagram @estanteaoluar, faz resumos de livros no perfil e conta que começou o projeto pois não tinha muitas pessoas para compartilhar ideias e sentimentos sobre os livros que lia, e por meio da plataforma teve essa oportunidade.

“Sempre tive uma afinidade muito grande com livros, e através da página isso se fortaleceu, pois ver publicações com opiniões sobre as mesmas obras que me interesso, traz um sentimento de união, de que haviam pessoas com as mesmas ideias e pensamentos que eu sobre determinados assuntos”, declarou.

Natália Marcelino também produz conteúdo literário em seu perfil no Instagram (@leiturasdanat), criado em 2015. Além de escrever resenhas, Natália compartilha indicações de autores e métodos de leitura com seus seguidores que, hoje, são mais de 23 mil.

Ela conta que a motivação para criar o perfil foi o desejo de dividir suas experiências literárias e, assim, fazer com que outras pessoas também sintam vontade de ler. “Recebo muitos feedbacks de pessoas que voltaram a ler, que descobriram novos gêneros e autores. No Brasil ainda há muitas barreiras com a leitura, então fico muito feliz em saber que, de alguma forma, contribuo para aumentar o número de leitores”, explicou.
YouTube

Nesse momento de isolamento social em função do novo coronavírus, além do Instagram, o Youtube também é uma ótima plataforma para aqueles que querem se aprofundar ainda mais nas histórias. Diversos youtubers, também chamados de booktubers, falam sobre literatura.

Um exemplo disso é o canal da Bel Rodrigues, que traz assuntos como livros, cinema e criminologia. É muito interessante vermos os diferentes gêneros literários que trazem os canais, incentivando o leitor a explorar cada vez mais todos os tipos de temas que o livro pode proporcionar.

Uma das temáticas que Bel aborda é a Segunda Guerra Mundial, e fala sobre livros como “O Diário de Anne Frank” e “Os Fornos de Hitler”. Além da literatura, ela traz outras histórias sobre os temas que aborda em seu canal, como o relato de sua visita ao Campo de Concentração de Sachsenhausen, na Alemanha.

Assim como Bel, Jéssica Ribeiro também optou pela plataforma do YouTube. No canal “Jella em Prosa”, criado em 2015, ela compartilha suas experiências no universo dos livros. Jéssica explica que entrou no BookTube, como é conhecida a comunidade literária na plataforma, pela vontade de falar sobre literatura.

Produzir os vídeos de maneira divertida e despretensiosa fez com que a paixão pelos livros aumentasse. Assim, tomou a decisão de estudar literatura para falar do assunto com mais propriedade. Jéssica conta que recebeu muitos retornos de pessoas que acompanhavam seu canal e decidiram conhecer histórias e livros específicos devido aos seus comentários.

“É muito curioso e muito legal fazer parte do processo de formação leitora de alguém, e digo isso não somente como produtora, mas também como leitora, porque consumo muito esses conteúdos”.

Jéssica destaca a importância da troca de experiências entre leitores na plataforma de vídeos. “A quantidade de pessoas com quem eu posso falar sobre literatura é a coisa pela qual eu mais sou grata dentro da experiência de ter um canal literário”.

Viajar nesse universo é uma alternativa para quem busca distração, principalmente em dias de quarentena. Os produtores de conteúdos literários apresentam, em diversos formatos, análises e indicações para incentivar e despertar a paixão pelos livros.

*Sob supervisão de Luiz Gonzaga Lopes

Alta em venda de luvas e busca por obras que falam sobre epidemias: os efeitos inesperados do coronavírus

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Pessoas têm buscado livros como ‘A Peste’, de Albert Camus, e ‘Ensaio Sobre a Cegueira’, de José Saramago, em meio à pandemia de coronavírus — Foto: Getty Images via BBC

Queda em procura por marca de cerveja, sucesso de jogo de videogame que simula surto de uma doença e alta em ações da Netflix também estão em lista.

Publicado no G1

A epidemia de coronavírus tem efeitos inesperados e até mesmo insólitos, como o sucesso de vendas de livros, filmes e videogames com temáticas de surtos mundiais de doenças, ou a queda abrupta do consumo da cerveja Corona, associada pela população ao novo vírus.

A lista das consequências surpreendentes do surto da doença é feita pelo jornal Le Parisien. A exemplo da rainha da Inglaterra, Elizabeth II, que na terça-feira (3) usou luvas pela primeira vez desde 1954 durante uma cerimônia no Palácio de Buckingham, a venda de luvas está em forte alta, mas os efeitos inesperados não param por aí.

Pelo jeito, os temas que dominam o noticiário incitam à leitura de clássicos da literatura, escreve o diário. Em 2015, após os atentados na capital francesa, as vendas de “Paris é uma festa”, de Ernest Hemingway, explodiram. Agora é “A Peste”, de Alberto Camus, que de repente integra a lista dos mais vendidos, tanto na França quanto na Itália, o país europeu mais atingido pela epidemia.

Mesmo sucesso extraordinário registra o videogame Plague Inc, que simula o surto de uma doença, ou o filme “Contágio”, de 2011. A obra do diretor Steven Soderbergh, está no top 10 dos longas mais baixados no Itunes e um dos mais populares da Netflix.

Aliás, a plataforma global de filmes e séries de TV via streaming, muito procurada atualmente pelas pessoas que, com medo do Covid-19, preferem ficar em casa, viu suas ações na bolsa subirem 5%.

Mas, informa o Le Parisien, um fenômeno inverso acontece com um outro produto, a cerveja Corona. Pode parecer brincadeira, ressalta o texto, mas por causa do nome parecido ela passou a ser associada à doença. Internautas do mundo inteiro fazem busca no Google sobre a “cerveja vírus”. Em consequência, a cervejaria mexicana espera uma perda de lucros da ordem de 10% no primeiro trimestre de 2020.

Crise inédita

Les Echos detalha tudo que é necessário saber sobre essa crise inédita. Apesar da corrida aos supermercados para estocar produtos por medo de um eventual confinamento da população na França, a grande distribuição francesa exclui a penúria de alimentos no país.

Entre as empresas, a companhias aéreas mundiais serão as mais impactadas pela epidemia, com perdas de mais de 100 bilhões de euros e falências de alguns grupos, como a britânica Flybe. Em editorial, o diário afirma que esta crise é muito mais econômica do que sanitária e que o coronavírus vai matar mais pequenas e médias empresas do que humanos.

Le Figaro frisa que o preço do petróleo também é fortemente afetado e que a Opep, com a ajuda da Rússia, quer reduzir a produção mundial para frear a queda da cotação do barril, provocada pela paralisação da economia chinesa e pela ameaça de uma pandemia mundial do Covid-19.

”’A Peste”’, de Albert Camus, vira best-seller em meio à pandemia de coronavírus

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Livros de ficção que se passam em situações de epidemias ou pandemias, como Ensaio Sobre a Cegueira 1995 , do português José Saramago, e de não-ficção que descrevem a disseminação de doenças no passado estão constantemente nas listas de mais vendido

Publicado no Folhago

Numa pequena cidade da costa argelina, na década de 1940, a vida dos habitantes segue sua rotina até que milhares de ratos começam a surgir do subterrâneo e morrer aos milhares. Logo as pessoas também começam a pegar a doença — e seu destino é, em muitos casos, o mesmo.

Essa narrativa, escrita em 1947 pelo franco-argelino Albert Camus, tem atraído muitos leitores em diversos países da Europa, em meio à pandemia de coronavírus.

Não só ela — livros de ficção que se passam em situações de epidemias ou pandemias, como “Ensaio Sobre a Cegueira” (1995), do português José Saramago, e de não-ficção que descrevem a disseminação de doenças no passado estão constantemente nas listas de mais vendidos.

No Brasil, isso ainda não está acontecendo. A editora Record, que publica a versão brasileira mais recente de “A Peste”, diz que ainda não viu aumento na procura. A Livraria da Vila, uma das principais de São Paulo, informou à BBC que, por enquanto, não notou aumento nas vendas ou na procura por títulos do gênero.

“Encaramos com naturalidade que os europeus estejam procurando se informar por meio de obras com a temática, uma vez que a Europa já passou por grandes epidemias ao longo dos séculos e é uma das regiões mais atingidas pelo coronavírus. No entanto, a situação no Brasil é distinta e não há como prever os próximos cenários”, disse a administração da livraria, por e-mail.

A livraria afirma que, por ser um fenômeno recente no Brasil, ainda não está preparando ações específicas, como pedidos às editoras de livros sobre o tema, mas pode recomendar alguns livros, como “História da Humanidade Contada Pelo Vírus”, de Stefan Cunha Ujvari; “Cidade Febril- Cortiços e epidemias na corte imperial”, de Sidney Chalahoub e “Peste e Cólera”, de Patrick Deville.

A BBC procurou outras grandes livrarias, como Cultura, Travessa e Martins Fontes, mas não teve resposta.

Se não no Brasil, esses livros estão vendendo mais? Do que tratam? O que têm a ver com a realidade do surto de coronavírus? Que lições nos oferecem sobre como lidar com o surto? Por que as pessoas buscam esses livros?

Na opinião do pesquisador de Camus Raphael Luiz de Araújo, doutor em letras pela Universidade de São Paulo e tradutor de Os primeiros Cadernos de Albert Camus, “diante da doença precisamos nos repensar — quem somos, o que estamos enfrentando. Por falarem da condição humana (esses livros ganham interesse)”.

Além disso, pensa ele, serve como um espelho e uma maneira de não nos sentirmos sozinhos em meio à incerteza da epidemia. “E é também uma forma de buscar esclarecimento, tem um potencial didático, que é pensar como foi para pessoas que viveram e pensaram nisso”, palpita Araújo.

“É uma busca por dar forma à experiência, o que o (crítico) Antonio Candido chamava de fabulação. A Peste e outros clássicos trazem explicações de princípios sem que a gente entre na religião, oferecem caminhos para a nossa busca ética”, resume ele.

A peste

O romance “A Peste” foi publicado em 1947, pouco após o fim da Segunda Guerra Mundial, e conta a história da chegada de uma epidemia à cidade argelina de Orã. O personagem principal é um médico, Rieux, que combate a doença até o momento em que ela se dissipa, depois de muitas mortes. O narrador descreve como a população reage, indo da apatia à ação, e como alguns se expõem a risco para enfrentar a disseminação da peste. Há aproveitadores, como um personagem que lucra com um mercado paralelo de produtos. Num primeiro momento, as autoridades hesitam em publicizar a doença, algo que Camus veria de forma crítica, diz Araújo — sua obra sempre volta ao tema da importância de nomear as coisas.

Nos anos 1940, diz Araújo, Camus vinha pesquisando sobre como se deram algumas epidemias na Argélia e na Europa. Ele próprio sofrera com doenças, a tuberculose, e privações, por ser de uma família argelina pobre.

Logo após sua publicação, o livro foi lido como uma analogia sobre a ocupação alemã em Paris durante a Segunda Guerra, em parte por causa da epígrafe do livro, uma frase do escritor Daniel Defoe: “É tão válido representar um modo de aprisionamento por outro quanto representar qualquer coisa que de fato existe por alguma coisa que não existe”. Araújo lembra que, numa carta a Roland Barthes de 1955, Camus afirma que a obra descreve “a luta da resistência europeia contra o nazismo”.

Araújo aponta alguns paralelos com o momento atual: “a questão do conhecimento. Vivemos um momento em que há desinformação, fatos vêm sendo contestados. Em “A Peste” há um cuidado de mostrar as coisas como são de fato. O livro fala que existe (na história) um problema de abstração. A desinformação, a abstração, geram histeria, comportamentos levianos ou xenofóbicos, como temos visto”, interpreta ele.

Outra coincidência é a questão de burocratização das informações sobre as mortes, que pode gerar certa desumanização dos casos, opina ele. Na ficção, o número de mortes é anunciado diariamente numa rádio. Por outro lado, o narrador descreve algumas das mortes, o que faz o leitor senti-las de uma forma mais direta.

Para Araújo, uma lição a ser tirada do romance é a do reconhecimento da coletividade. A cidade passa a se reconhecer como um grupo em sua luta contra a doença. “Neste momento em que temos divisões muito marcadas no Brasil, é um convite a pensar sobre nós como coletivo. O que atravessarmos vamos atravessar juntos. Não é ‘cada um que se salve’. Como diz o Camus, a peste vira assunto de todos. Os problemas que nos atingem são de todos, não é só de quem apoia um ou outro governo. Ninguém está acima de ninguém”, diz o acadêmico.

Livros que estão vendendo bem

Na França, as vendas de “A Peste” chegaram a mais que dobrar nas primeiras oito semanas de 2020, comparado ao mesmo período de 2019, segundo a publicação de estatísticas de mercado editorial Edistat. O país registrava 30 mortes pelo vírus até terça-feira.

Na Itália, o segundo país mais impactado pelo vírus depois da China, o aumento de vendas colocou o romance na lista dos dez mais vendidos, segundo a revista literária francesa Actuallité.

Todo o país está sob medidas de emergência, determinadas pelo governo, para conter a contaminação da população pelo vírus.

A Amazon italiana tem entre seus 100 livros mais vendidos diversos exemplos de narrativas de ficção e não-ficção sobre epidemias, como “Virus, La Grande Sfida” (Vírus, o grande desafio, em tradução livre), do virologista Roberto Burioni. O livro, segundo a sinopse, “descreve a natureza e o funcionamento dos vírus, sua transmissão de animais para seres humanos, a evolução de nosso conhecimento científico sobre ele, os efeitos devastadores das epidemias na história da humanidade e as batalhas travadas no último século contra elas”.

“Ensaio sobre a Cegueira”, do romancista português José Saramago, também anda nos altos postos da lista. O livro conta a história de uma “treva branca” que vai deixando cegos, um a um, os habitantes de uma cidade.

No Reino Unido, leitores também vêm procurando “A Peste”, que deve ser reimpresso pela editora Penguin, já que já quase não há mais exemplares em estoque na Amazon.

O livro “The Great Influenza: The Story of the Deadliest Pandemic in History” (A grande gripe: a história da pandemia mais mortal da história, em tradução livre) estava entre os 100 mais lidos na versão britânica do site.

A narrativa de não ficção fala sobre “o vírus da gripe mais letal da história”, segundo a sinopse. “No auge da Primeira Guerra Mundial, irrompeu em um acampamento do exército no Kansas, expandiu para o leste com tropas americanas e depois explodiu, matando até 100 milhões de pessoas em todo o mundo. Matou mais pessoas em 24 meses do que a AIDS matou em 24 anos, mais em um ano do que a Peste Negra matou em um século.”

“Como o autor sabia?”

“Não costumo ler esse tipo de livro, mas tive que lê-lo porque estamos 2020 e no meio do avanço do coronavírus. Como o autor sabia?”, se pergunta um leitor no site britânico da Amazon sobre o romance The Eyes of Darkness (Os olhos da escuridão, em tradução livre), de 1981, escrito pelo americano Dean Koontz.

Assim como ele, muitos se perguntaram, em redes sociais, se o autor havia “previsto” a expansão da doença. Koontz de fato descreve no livro um vírus fictício que se chama “Wuhan-400” e cujo nome refere-se à cidade chinesa onde começou o surto de coronavírus. No entanto, o vírus, no romance fictício, é uma arma biológica da China, desenvolvida em laboratório, e não um micróbio que se espalha espontaneamente pelo mundo. Além disso, o vírus do livro é mais letal e se espalha mais rapidamente.

Em sua primeira versão, publicada em 1981, o vírus fictício não vinha da China, mas sim da Rússia, e se chamava Gorki-400, segundo a agência de notícias Reuters. A segunda versão saiu em 1989.

Não apenas livros

O filme “Contágio” esteve entre os mais vistos nas plataformas iTunes e Google Play, algo que pode ser considerado um marco para um filme que não é estreia.

No enredo, Beth Emhoff (Gwyneth Paltrow) retorna ao Estado de Minnesota (Estados Unidos) após uma viagem de negócios em Hong Kong e começa a se sentir mal. Emhoff atribui seus sintomas ao fuso horário.

No entanto, dois dias depois ela morre, sem que os médicos encontrem a causa. Logo depois, outras pessoas começam a manifestar os mesmos sintomas e, logo, é desencadeada uma pandemia que as autoridades de saúde tentam conter.

Em menos de um mês, o número de mortos na história chega a 2,5 milhões nos EUA e 26 milhões em todo o mundo.

No momento de seu lançamento, alguns especialistas elogiaram a maneira como o filme refletia a situação de uma pandemia.

Mas o que a realidade do coronavírus chinês realmente tem em comum com a ficção do filme de Soderbergh?

Um tema comum é que ambos os vírus se originam na China e os morcegos parecem desempenhar um papel preponderante.

Especialistas da Organização Mundial da Saúde apontam que é muito provável que o novo coronavírus venha de morcegos. Eles estimam que ele teve que pular primeiro para um grupo de animais não identificado antes de poder infectar humanos.

O filme mostra imagens de cidades em quarentena, aeroportos fechados, profissionais de saúde com trajes especiais, pessoas com máscaras, cidades vazias, lojas fechadas… Essas cenas vêm se tornando mais comuns, com China e Itália sob medidas de emergência para conter a disseminação do vírus.

No filme, entretanto, a doença tem contágio mais rápido e é mais letal.

Na história, pesquisadores conseguem produzir e distribuir uma quantidade limitada de vacinas em apenas 90 dias.

A realidade do coronavírus é diferente, ainda que, diferentemente dos surtos de vírus anteriores em que as vacinas para proteger a população levavam anos para serem desenvolvidas, a busca por um medicamento para controlar a disseminação da pneumonia de Wuhan tenha começado poucas horas após a identificação do vírus.

Feira do Livro de Paris é cancelada por surto de coronavírus

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Sindicato de editores seguiu proibição do governo de realizar eventos com mais de 5 mil pessoas em um espaço fechado.

Publicado na Folhago

A Feira do Livro de Paris, que deveria ocorrer neste mês, foi cancelada devido a medidas tomadas pelo governo francês para conter o surto de coronavírus, informou o sindicato de editores do país em um comunicado.

“Seguindo a decisão do governo de proibir qualquer reunião de mais de 5 mil pessoas em um espaço fechado, é com pesar que decidimos cancelar a edição de 2020 da Feira de Livros de Paris”, justificou o sindicato.

Até o momento, o coronavírus matou duas pessoas na França e infectou cerca de 130.

O Museu do Louvre não abriu para visitação no domingo (1º) e nesta segunda (2), depois dos funcionários decidirem em assembleia que não iria trabalhar.

Shows e gravações também foram cancelados

Não é só na França que atividades culturais foram canceladas por conta do vírus. As gravações do novo filme “Missão Impossível” foram interrompidas na Itália e o plano de filmar em Veneza foi adiado sem previsão de uma nova data.

A banda californiana Green Day estava com turnê marcada para Ásia em março, mas preferiu cancelar os shows que aconteceriam em Singapura, Tailândia, Filipinas, Taiwan, Hong Kong, Coreia do Sul e Japão.

O DJ brasileiro Alok também tinha um show marcado na China, mas cancelou a apresentação.

Jude Law, Evanna Lynch e mais atores de Harry Potter participarão de primeiro audiolivro de Os Contos de Beedle, O Bardo

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Atores de Harry Potter participarão do primeiro audiolivro de Os Contos de Beedle, o Bardo, publicação derivada de Harry Potter – Divulgação/Warner Bros./Pottermore

 

Lançada em 2008, publicação faz parte do universo mágico da saga

Publicado no Exitoína

Quase doze anos após o seu lançamento, Os Contos de Beedle, o Bardo, livro de histórias que existe dentro da franquia Harry Potter, será lançado pela primeira vez em versão audiolivro.

A publicação foi introduzida em Harry Potter e as Relíquias da Morte e contém O Conto dos Três Irmãos, que deu origem à lenda dos três objetos pertencentes à Morte, responsável por todo o enredo do livro que encerrou a franquia.

Ao todo, o livro conta com cinco histórias, que são como os nossos contos de fada só que no mundo dos bruxos, e cada uma será lida por um ator da franquia mágica criada por J. K. Rowling.

Warwick Davis, que interpretou o professor de feitiços Fílio Flitwick, lerá O Bruxo e o Caldeirão Saltitante, onde um mago bondoso e amigo dos trouxas (as pessoas sem poderes mágicos), que usava o seu caldeirão mágico para fazer o bem, morre e deixa o artefato para o filho, que não é tão bom quanto o pai e acaba amaldiçoado.

A Fonte da Sorte será contado por Evanna Lynch, que deu vida à aluada Luna Lovegood, e revelará uma fonte mágica que atrai bruxos e trouxas de todo um reino a fim de superar os obstáculos até ela para conquistar a fortuna eterna.

Já O Coração Peludo do Mago, onde um bruxo atraente e poderoso despreza a “fraqueza” do amor e usa das artes das trevas para que nunca caia nessa falácia, ganhará a voz do vilão Lúcio Malfoy ou, melhor, do ator Jason Isaacs, que o interpretou na franquia.

A única filha do casal Molly e Arthur Weasley, Gina Weasley, foi interpretada por Bonnie Wright, que emprestará a sua voz ao conto Babbity, a Coelha e seu Toco Gargalhante, o mais longo de todo o livro, onde um rei decide manter toda a magia para si, mas acaba com dificuldades para que o seu desejo se conclua.

Por fim, O Conto dos Três Irmãos, a mais importante das histórias na publicação – e, até onde sabemos, a única real no mundos dos bruxo – será narrado por Noma Dumezweni, que não ficou conhecida pelos fãs dos filmes de Harry Potter, mas deu vida a Hermione Granger na peça Harry Potter e a Criança Amaldiçoada.

O livro ainda conta com uma introdução do professor Alvo Dumbledore, que será lida por Jude Law, o homem por trás do personagem na franquia Animais Fantásticos, derivada de Harry Potter. Confira o trailer do lançamento.

s Contos de Beedle, o Bardo foi escrito por J. K. Rowling em 2007 e apenas sete cópias foram disponibilizadas inicialmente, todas escritas à mão e com acabamento especial, que tiveram o objetivo de arrecadar fundos para instituições de caridade. Apenas no ano seguinte, em 2008, o livro foi publicado oficialmente.

O audiolivro estará disponível, em inglês, a partir do próximo dia 31 de março na Audible, plataforma de streaming de audiolivros da Amazon, pelo valor de 14,95 dólares.

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