Cristina Danuta

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Conheça os 10 livros mais procurados durante o isolamento social

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Atualizar a leitura tem sido uma boa pedida para muitos durante o período de isolamento social

Publicado no D24am

Manaus – Para quem está acostumado com a rotina agitada, o isolamento social indicado pelos especialistas como prevenção ao coronavírus pode ser um momento especialmente difícil. Se reinventar e descobrir atividades prazerosas em casa, seja sozinho ou com a família, é uma forma de manter o equilíbrio. Atualizar a leitura tem sido uma boa pedida para muitos. É o que mostra o levantamento da Livraria Leitura do Amazonas Shopping, com a lista das obras mais procuradas na quarentena.

Dentre os que mais solicitados nesse período está o livro ‘Ensaio sobre a Cegueira’, do escritor português José Saramago, que narra a história de uma epidemia de cegueira. Não é o mesmo problema pelo qual passa o mundo hoje, mas guarda semelhança com a pandemia por Covid-19.

Os livros para colorir, ‘Jardim Secreto’, ‘Floresta Encantada’ e ‘Mundo das Flores’, da autora Johanna Basford, também estão na lista. Em geral, costumam funcionar como uma espécie de válvula de escape para rotinas estressantes, como ocorre, por exemplo, nesse período de isolamento social.

Conheça algumas das obras mais procuradas!

Ensaio sobre a Cegueira – Escrito pelo português José Saramago, o romance narra a história da epidemia de cegueira branca que se espalha por uma cidade, causando um grande colapso na vida das pessoas e abalando as estruturas sociais. O romance se tornou um dos mais famosos e renomados do autor. A cegueira começa em um único homem, durante a sua rotina habitual. Quando está sentado em seu carro no semáforo, este homem tem um ataque de cegueira, e é aí, com as pessoas que correm em seu socorro, que uma cadeia sucessiva de cegueira se forma. Uma cegueira, branca como um mar de leite e jamais conhecida, alastra-se rapidamente em forma de epidemia. O governo decide agir e as pessoas infectadas são colocadas em uma quarentena com recursos limitados que irá desvendar aos poucos as características primitivas do ser humano. A força da epidemia não diminui com as atitudes tomadas pelo governo e depressa o mundo se torna cego. Apenas uma mulher, misteriosa e secretamente, manterá a sua visão, enfrentando todos os horrores que serão causados, presenciando visualmente todos os sentimentos que se desenrolam na obra: poder, obediência, ganância, carinho, desejo, vergonha; dominadores, dominados, subjugadores e subjugados.

Mulheres que correm com os Lobos – Os lobos foram pintados com um pincel negro nos contos de fada e até hoje assustam meninas indefesas. Mas nem sempre eles foram vistos como criaturas terríveis e violentas. Na Grécia antiga e em Roma, o animal era o consorte de Artemis, a caçadora, e carinhosamente amamentava os heróis. A autora Clarissa Pinkola acredita que na nossa sociedade as mulheres vêm sendo tratadas de uma forma semelhante. Ao investigar o esmagamento da natureza instintiva feminina, Clarissa descobriu a chave da sensação de impotência da mulher moderna. Seu livro, Mulheres que correm com os Lobos, ficou durante um ano na lista de mais vendidos nos Estados Unidos.

Empodere-se – O autor do best-seller, Caio Carneiro, apresenta estratégias práticas para que você também possa se empoderar de uma vez por todas, buscando o próximo nível, seja ele pessoal ou profissional. Encontre dentro de você toda a energia necessária para colocar em prática os três C’s do compromisso: Começar, Continuar e Concluir seus planos e metas em todos os aspectos da sua vida.

Anne de Green Gables – Esse livro de L. M. Montgomery conta a história de uma menina de 11 anos, com cabelos ruivos, sardas e uma mente tão imaginativa quanto um cientista em busca de conhecimento. Entre uma travessura e outra, que insiste em permear os gramados em que pisa, Anne vai mostrando como aproveitar a vida de uma forma mais simples e divertida.

1984 – Escrita por George Orwell, a obra foi publicada originalmente em 1949. É um dos romances mais influentes do século 20, um inquestionável clássico moderno. Lançada poucos meses antes da morte do autor, é uma obra magistral que ainda se impõe como uma poderosa reflexão ficcional sobre a essência nefasta de qualquer forma de poder totalitário.

Revolução dos Bichos – Do mesmo autor de 1984, essa obra narra uma história de corrupção e traição que recorre à figura de animais para retratar as fraquezas humanas e demolir o “paraíso comunista” proposto pela União Soviética na época de Stalin.

Teto para Dois – O livro de Beth O’leary conta a história de Leon e Tiffy. Eles dividem um apartamento com uma cama só. Ele dorme de dia e ela, à noite. Os dois nunca se encontraram, mas estão prestes a descobrir que, para se sentir em casa, às vezes é preciso jogar as regras pela janela. A história do convívio entre eles começa quando, três meses após o término do seu relacionamento, Tiffy sai do apartamento do ex-namorado e precisa, urgentemente, de um lugar barato para morar.

Escravidão – Depois de receber diversos prêmios e vender mais de 2,5 milhões de exemplares no Brasil, em Portugal e nos Estados Unidos com a série 1808, 1822 e 1889, o escritor Laurentino Gomes dedica-se a uma nova trilogia de livros-reportagem, desta vez sobre a história da escravidão no Brasil. Resultado de seis anos de pesquisas e observações, que incluíram viagens por doze países e três continentes, este primeiro volume cobre um período de 250 anos, do primeiro leilão de cativos africanos registrado em Portugal, na manhã de 8 de agosto de 1444, até a morte de Zumbi dos Palmares.

Diário de um Banana – 4 dias de cão – Do autor Jeffey Kinney, o livro conta a história das aventura das férias de verão de Greg Heffley.

Como fazer amigos e influenciar pessoas – É um livro de autoria de Dale Carnegie que tem como objetivo desenvolver estratégias comunicativas e de ajuda entre pessoas. A obra é voltada para a arte de se relacionar com as pessoas, técnicas simples, porém, de extrema eficácia nos relacionamentos interpessoais.

Rubem Fonseca: 3 obras essenciais do mestre da literatura policial

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Bandidos e mocinhos se misturam nos livros do escritor, que usava a desigualdade social e o submundo do crime como inspiração

Amanda Capuano , na Veja

A literatura nacional perdeu nesta quarta-feira, 15, o escritor Rubem Fonseca. O autor, que morreu de infarto, aos 94 anos, ficou conhecido por usar da violência, sua marca registrada, para tecer críticas contundentes à sociedade e suas contradições. Dentre os seus temas preferidos, o conflito entre classes se sobressai em histórias que unem figuras marginalizadas e os ditos poderosos, além de heróis de índole duvidosa. Confira três livros essenciais da vasta obra deixada pelo autor:

Agosto

Publicado em 1990, o livro carrega o leitor de volta aos anos 50, quando a política brasileira foi incendiada pelo suicídio de Getúlio Vargas. O romance policial acompanha o comissário Mattos, um investigador do Departamento Federal de Segurança Pública, que tenta desvendar uma série de crimes — alguns inspirados em casos reais vistos pelo próprio escritor, que atuou como policial por seis anos antes de se aventurar na literatura. Com uma mescla primorosa de ficção e fatos históricos, Fonseca destrincha os conflitos políticos que culminaram na morte de Getúlio, e discorre sobre a obsessão pelo poder e pela ganância que permeia a sociedade. A obra ganhou ainda uma minissérie exibida pela Globo em 1993.

Feliz Ano Novo

Publicado pela primeira vez em 1975, em meio à ditadura militar, o livro foi censurado e proibido de circular durante um ano após seu lançamento, sob a alegação de atentar contra a moral e os bons costumes. A obra reúne contos que usam da violência para escancarar as contradições da sociedade brasileira da época — mas que poderia muito bem ser o Brasil dos dias de hoje. No conto que dá nome ao livro, o narrador observa os preparativos para a festa de Ano Novo na televisão e, em meio a sua própria miséria, idealiza como será a comemoração dos ricos – exemplificada pelas propagandas que ele acaba de assistir. Armados até os dentes, ele e os amigos resolvem invadir o Réveillon de uma família abastada. Além da Feliz Ano Novo, outros 13 contos compõem a obra.

A Grande Arte

Os acontecimentos do romance se desenrolam a partir do assassinato de Gisela, uma prostituta, e de sua amiga, que tiveram o rosto marcado com a letra P dias depois de Gisela procurar o escritório do advogado Mandrake para defendê-la de um criminoso a quem tentou chantagear. O advogado com aspirações de detetive narra a obra. Ele fica fascinado com o crime e persegue pistas em busca da verdade. A obra, publicada originalmente em 1983, ganhou adaptação cinematográfica com direção de Walter Salles, em 1991. Já Mandrake, que aparece em outros textos de Fonseca, inspirou a série que leva seu nome, exibida pela HBO.

J.K. Rowling, autora de Harry Potter, cria site para crianças durante o período de quarentena e disponibiliza de graça o primeiro livro da saga

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Wyllian Torres, na Poltrona Vip

Autora da famosa saga Harry Potter, J.K. Rowling, criou um site para que as famílias confinadas em casa durante o período de quarentena possam adicionar um toque de magia à nova rotina, o “Harry Potter at Home”. O portal também apresenta jogos, quiz e outros tipos de atividade.

A iniciativa é uma parceria da autora com a Audible, Bloomsbury, OverDrive, Pottermore Publishing e Scholastic, responsáveis por fornecerem, e-books para bibliotecas, e são as plataformas para acessar ao primeiro volume, o “Harry Potter e A Pedra Filosofal”.

“Os professores, pais e cuidadores que estão trabalhando para manter a vida das crianças o mais normal e feliz possível enquanto estamos todos trancados merecem um pouco de magia”, disse Rowling em um comunicado.

Mais de 500 milhões de livros de Harry Potter já foram vendidos em todo o mundo e a autora afirma que é reconfortante saber que tanta gente já abriu as portas de suas casas para receber o bruxo Harry e o mundo da magia, e aos que ainda não conhecem, um convite é feito nesse momento de quarentena!

Harry Potter at Home será lançado no WizardWorld.com, site oficial dos fãs do bruxo mais famoso do mundo, além das séries e derivados, como “Animais Fantásticos”.

A cada semana, o portal lançará uma newsletter contendo atividades criativas, questionários e etc. “Espero que estas iniciativas deem às crianças, e até aos adultos, uma distração feliz durante seu período forçado em casa”, disse a autora.

O primeiro livro terá seu acesso gratuito liberado durante todo mês de abril, em formatos de audiolivro e e-book, através das plataformas digitais em parceria. Para saber mais, acesse a página Harry Potter At Home.

Como o livro “A Peste”, de 1947, dialoga com a era do coronavírus

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William Hurt (à direita) interpreta o médico protagonista na adapação para o cinema de 1992Compagnie Française Cinématographique / Divulgação

 

Segundo especialistas, obra de Albert Camus reproduz a contemporaneidade de incertezas 

William Mansque, no Gaúcha ZH

Lançando em 1947 e com vendas multiplicadas este ano em meio à pandemia de coronavírus, A Peste é uma obra atemporal. O livro escrito por Albert Camus, apontam especialistas, dialoga com a contemporaneidade de incertezas.

A Peste aborda as consequências de uma epidemia que atinge a cidade de Orã, na Argélia, narrando o início, ápice e fim do surto ao longo de 10 meses. Centralizada na figura de um médico, a obra narra a história de pessoas contaminadas, que morrem aos milhares, lutam contra a doença e se isolam.

Conhecido também por obras como O Estrangeiro (1942) e O Mito de Sísifo (1942), Camus rejeitava o rótulo de filósofo e existencialista em suas obras. Abordava o absurdo na vida. Quando publicou A Peste, era possível captar uma analogia com a recente a ocupação alemã na França durante a Segunda Guerra Mundial.

– Também durante a ocupação, os franceses encontravam-se em um lugar sitiado, conviviam com o risco de morte, tinham a liberdade restringida. Era como se fossem estrangeiros em sua própria terra tomada pela “peste marrom” do nazismo – explica o pesquisador de Camus Raphael Luiz de Araújo, doutor em Letras pela USP e tradutor de Os Primeiros Cadernos de Albert Camus.

Araújo aponta que, com o passar dos anos, o clássico foi recuperado em outros momentos de calamidade social, como é o caso do aumento de vendas do livro quando houve o acidente nuclear na usina de Fukushima, no Japão, em 2011.

Ricardo Barberena, professor da Escola de Humanidades da PUCRS, avalia que A Peste dialoga com um sentimento de absurdo do cotidiano transformado pela pandemia.

– Não sabemos da onde vem esse inimigo invisível, que acaba questionando toda uma forma de pensar, de sentir e de construir uma identidade contemporânea. A Peste carrega consigo um sentimento de castigo e punição por algo que foi feito de forma indevida por toda a humanidade – aponta.

A Peste é um romance que explora o debate acerca da condição humana frente à assustadora situação que se apresenta, como indica o escritor e professor do curso de Letras da Ulbra Ítalo Ogliari. Ele aponta que elementos como a solidão, o medo, a morte, a fé, a solidariedade, a coletividade e até mesmo o moderno mundo do consumo, da imprensa e do capitalismo têm espaço no enredo.

– Isso tudo faz com que o diálogo com nosso tempo e com o que hoje estamos vivendo não seja outro senão o de possibilitar a reflexão sobre o próprio homem, seu modo de vida, sua cultura e suas práticas – conclui Ítalo.

Hábitos rompidos

André Guerra, psicólogo e mestre em psicologia social pela UFRGS, realça uma afirmação de Camus: “O ser humano começa a viver antes de começar a pensar”. Para Guerra, o escritor expõe em A Peste um inimigo invisível que está sempre à espreita de todos nós: o hábito.

– Camus aponta insistentemente para o papel que o hábito desempenha em nossa vida cotidiana. Ele reflete sobre a facilidade com que nos habituamos a viver como vivemos, a raciocinar como raciocinamos, a desejar como desejamos – diz.

Segundo Guerra, a peste retratada no livro pode simbolizar uma ruptura no qual todos os hábitos são abruptamente dissipados:

– Muitas das coisas que até então valorizávamos acima de todas as outras simplesmente se esvaziam de sentido. Até duas semanas atrás, o que era tomado como natural, hoje é incerto. Esse sentimento é justamente aquilo que Camus denomina de “exílio”, outra temática muito presente desde seus primeiros escritos.

A sombra da peste

Araújo lembra que no início da peste na narrativa, o governo demora a agir, etiquetando a doença de maneira eufemística e condenando a cidade ao aumento das mortes. A (falta de) decisão das autoridades é trágica.

– A doença também não poupa os mais abastados. A vida de todos é transformada. A morte transborda em cemitérios superlotados e em dados estatísticos de jornais – atesta.

Para o pesquisador de Camus, a doença é como uma sombra projetada sobre as pessoas para esconder suas verdades, aquilo que cada uma tem de humano:

– Hoje, a peste está nos discursos mentirosos dos governos, nas fake news, na negação da ciência, no ataque ao jornalismo.

Literatura ganha força com produção de conteúdo pela Internet

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Bel Rodrigues tem um canal no YouTube que discute literatura e criminalidade | Foto: Reprodução / Instagram / CP

 

No Youtube, diversos booktubers aprofundam interesse nos livros

Carol Steques e Camila Souza no Correio do Povo

Um livro faz com que o leitor viaje com uma história, se emocione, dê risada e tenha sentimentos pelos personagens. Quando terminada a leitura, muita gente corre até um amigo ou parente, que também tenha lido, para trocar ideia sobre o assunto. É muito gostoso para o leitor ter outras pessoas que também tenham lido o livro e comentem as histórias, entrando ainda mais no universo lúdico da literatura, que muitas vezes atravessam gerações. Afinal, até hoje todo mundo que conhece Dom Casmurro tem a sua opinião sobre a famosa pergunta: Capitu traiu ou não Bentinho?

Hoje em dia, com as redes sociais, viajar no universo da literatura ficou ainda mais fácil. Amanda Bormida, criadora do Instagram @estanteaoluar, faz resumos de livros no perfil e conta que começou o projeto pois não tinha muitas pessoas para compartilhar ideias e sentimentos sobre os livros que lia, e por meio da plataforma teve essa oportunidade.

“Sempre tive uma afinidade muito grande com livros, e através da página isso se fortaleceu, pois ver publicações com opiniões sobre as mesmas obras que me interesso, traz um sentimento de união, de que haviam pessoas com as mesmas ideias e pensamentos que eu sobre determinados assuntos”, declarou.

Natália Marcelino também produz conteúdo literário em seu perfil no Instagram (@leiturasdanat), criado em 2015. Além de escrever resenhas, Natália compartilha indicações de autores e métodos de leitura com seus seguidores que, hoje, são mais de 23 mil.

Ela conta que a motivação para criar o perfil foi o desejo de dividir suas experiências literárias e, assim, fazer com que outras pessoas também sintam vontade de ler. “Recebo muitos feedbacks de pessoas que voltaram a ler, que descobriram novos gêneros e autores. No Brasil ainda há muitas barreiras com a leitura, então fico muito feliz em saber que, de alguma forma, contribuo para aumentar o número de leitores”, explicou.
YouTube

Nesse momento de isolamento social em função do novo coronavírus, além do Instagram, o Youtube também é uma ótima plataforma para aqueles que querem se aprofundar ainda mais nas histórias. Diversos youtubers, também chamados de booktubers, falam sobre literatura.

Um exemplo disso é o canal da Bel Rodrigues, que traz assuntos como livros, cinema e criminologia. É muito interessante vermos os diferentes gêneros literários que trazem os canais, incentivando o leitor a explorar cada vez mais todos os tipos de temas que o livro pode proporcionar.

Uma das temáticas que Bel aborda é a Segunda Guerra Mundial, e fala sobre livros como “O Diário de Anne Frank” e “Os Fornos de Hitler”. Além da literatura, ela traz outras histórias sobre os temas que aborda em seu canal, como o relato de sua visita ao Campo de Concentração de Sachsenhausen, na Alemanha.

Assim como Bel, Jéssica Ribeiro também optou pela plataforma do YouTube. No canal “Jella em Prosa”, criado em 2015, ela compartilha suas experiências no universo dos livros. Jéssica explica que entrou no BookTube, como é conhecida a comunidade literária na plataforma, pela vontade de falar sobre literatura.

Produzir os vídeos de maneira divertida e despretensiosa fez com que a paixão pelos livros aumentasse. Assim, tomou a decisão de estudar literatura para falar do assunto com mais propriedade. Jéssica conta que recebeu muitos retornos de pessoas que acompanhavam seu canal e decidiram conhecer histórias e livros específicos devido aos seus comentários.

“É muito curioso e muito legal fazer parte do processo de formação leitora de alguém, e digo isso não somente como produtora, mas também como leitora, porque consumo muito esses conteúdos”.

Jéssica destaca a importância da troca de experiências entre leitores na plataforma de vídeos. “A quantidade de pessoas com quem eu posso falar sobre literatura é a coisa pela qual eu mais sou grata dentro da experiência de ter um canal literário”.

Viajar nesse universo é uma alternativa para quem busca distração, principalmente em dias de quarentena. Os produtores de conteúdos literários apresentam, em diversos formatos, análises e indicações para incentivar e despertar a paixão pelos livros.

*Sob supervisão de Luiz Gonzaga Lopes

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