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Após demissão, professor faz videoaulas de biologia e vira fenômeno na internet

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Paulo Jubilut é biólogo e tem 37 anos (Foto: Will Koetzler/ Divulgação)

Paulo Jubilut é biólogo e tem 37 anos (Foto: Will Koetzler/ Divulgação)

 

Paulo Jubilut tem canal no YouTube com mais de 1 milhão de assinantes; ele criou uma empresa que vende pacotes de videoaulas.

Vanessa Fajardo, no G1

Após ser demitido em 2011, o professor de biologia Paulo Jubilut, de 37 anos, publicou algumas videoaulas na internet como legado. A ideia era explorar outros campos de trabalho. Para sua surpresa, a visualização foi muito grande e ele vislumbrou ali um novo negócio: ser professor na internet.

A trajetória de Jubilut é um exemplo de como o profissional formado em ciências biológicas pode se reinventar. Nesta semana, o G1 aborda vários aspectos da biologia na série Guia de Carreiras, que traz o retrato de dez profissões mais procuradas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2016.

“Eu dava aula em um curso elitizado. Tinha uma aluna malcriada que havia tido problemas com uma professora. Ela fez uma piada grossa comigo, falei umas verdades para ela. Acontece que o pai dela é uma pessoa influente, ele ligou pro dono do cursinho e ameaçou um processo. A escola me demitiu logo em seguida” – Jubilut.

Formado em licenciatura e bacharelado de ciências biológicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Jubilut começou a procurar trabalho em outras áreas, não só as ligadas à educação. Mas como os vídeos publicados na internet fizeram sucesso, e ele foi convidado pelo YouTube a criar um canal ensinando biologia. “Na época não sabia que dava para monetizar. Não tinha youtuber ainda. As videosaulas que existiam eram formais, e eu levei uma linguagem informal e humor no tempo que não existia o politicamente correto.”

Hoje ele é referência do ensino de biologia na internet. Com linguagem informal e bom humor, Jubilut já arrebatou mais de 1 milhão de inscritos em seu canal. Viaja o mundo inteiro para gravar vídeos explicando conceitos da biologia na prática. Em 2013, criou sua empresa, a Biologia Total, que vende pacotes de videoaulas sobre todas as áreas da biologia. Há conteúdo para ensino médio, específico para preparação de vestibulares e Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), além de ensino superior. O site também disponibiliza aulas de física e química, outros campos das ciências da natureza, que não são ministradas por Jubilut.

Ele não fala em números ou faturamento por conta da concorrência, mas diz que são milhares de assinantes, os “jubialunos.” Já são 32 pessoas trabalhando na empresa. Jubilut ainda dá aulas, mas hoje está mais focado em montar o que chama de “aulas conceito.”

“No ano passado fui para a África gravar aulas, falei de predação com vídeo mostrando o leão atrás, e herbivoria com girafas ao fundo. Nesse ano fomos para a Ásia e falamos sobre o uma espécie em extinção do orangotango.”

Saudade da sala de aula?

Foram 12 lecionando em escolas formais da redes pública e privada, os últimos focados em cursinhos pré-vestibular.

“Não sinto falta de dar aulas 40, 50 aulas por semanas. Falamos muito em formação de professor. Mas como melhorar se o professor dá 50 aulas por semana? O professor tem o texto decorado, sem tempo para se aprimorar.”

Para matar a saudade do contato direto com o alunos, um dos lados bons da profissão, segundo ele, Jubilut planeja receber na sede da empresa, em Florianópolis, turmas de até 20 estudantes para o que batizou de sala de aula do futuro. Um quadro digital estará conectado com os notebooks dos alunos. Os escolhidos estarão entre os assinantes dos cursos do seu site. Neste projeto, o objetivo também é treinar professores.

“Não usamos quadro e giz e temos dificuldade de encontrar professores, eles não estão preparados. A tecnologia não é a solução, mas pode ajudar a tornar o aprendizado do aluno mais rápido. Mas nada substitui o excelente professor, que sabe contar uma história.”

Com a empresa consolidada, Jubilut pretende seguir para Universidade Stanford, nos Estados Unidos, para um mestrado em educação e tecnologia.

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E A EDUCAÇÃO

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Razão vs Emoção: uma antiga "disputa"

Razão vs Emoção: uma antiga “disputa”

 

A escola que temos forma jovens “mancos”, que podem ser ótimos em cálculo e biologia, mas são emocionalmente frágeis. Nosso “templo do saber” esqueceu-se da recomendação feita por Sócrates: “conhece-te a ti mesmo”.

Lucas Rocha, no Obvious

O templo do saber

Existe a grande possibilidade de que toda discussão política entre antagonistas chegue a um consenso quando alguém diz: “precisamos investir em educação”. De fato, a palavra “educação” carrega em nossa sociedade um imenso prestígio, como se fosse um traje de gala, um artefato mágico que pode nos iluminar o caminho para a felicidade e para o sucesso.

A escola, por sua vez, é vista pelo senso comum como o “templo do saber”. O local onde meninas e meninos vão para adquirir as habilidades que os tornarão adultos inteligentes e úteis socialmente, o lugar por excelência do conhecimento. Mas, qual saber? Uma olhadela no currículo de nossas escolas, nos permite ter uma boa ideia do que o sistema procura atingir: matemática, ciências positivas e línguas tomam a maior parte do tempo, demonstrando que o saber primordialmente ofertado aos nossos jovens se orienta para “fora”, quer dizer, para conhecer e dominar ferramentas que expliquem o funcionamento do mundo.

Recentemente, em uma discussão com meus alunos de ensino médio, perguntei o que eles entendiam por uma pessoa inteligente: “É bom em matemática!”, muitos concluíram. A resposta de meus alunos é perfeitamente previsível. E não é que ela seja falsa, mas é incompleta. Pois, se é verdade que o ser humano tem o aspecto racional que o distingue dos outros animais (a capacidade de fazer cálculos complexos, por exemplo), também é verdade que possuímos emoções que contrastam com nosso intelecto. Novidade? Nenhuma! “Emoção” vem da palavra latina movere, que significa algo como “mover”. Uma emoção, portanto, é uma sensação que gera em nós uma resposta, uma “perturbação”, nublando muitas vezes nossa racionalidade e criando inconvenientes para a vida prática. Quem nunca disse algo de que se arrepende quando estava com raiva, ou fez alguma loucura (ou estupidez?) quando estava apaixonado, que atire a primeira pedra!

A preocupação com esse poder das emoções é tão antiga quanto o ser humano. Há uma coletânea enorme de reflexões desde a antiguidade que tenta responder aos inconvenientes que resultam de emoções descontroladas. Aristóteles, Sêneca, Epicuro (só para ficar com alguns filósofos do mundo antigo) se debruçaram sobre a questão, tentando encontrar uma maneira de viver em equilíbrio com nossas paixões.

Bem, parece-me que, infelizmente, essa parte do legado do mundo greco-romano tem tido pouco espaço em nossos dias. Voltando novamente o olhar para nossas escolas, veremos que não existe uma estrutura (física e “procedimental”) adequada para lidar com as emoções que ali borbulham. Ora, quais são as competências exigidas para um teste escolar? Domínio de conceitos, habilidade descritiva, cálculo… A escola que temos atualmente quer, ou diz que quer, formar seres pensantes. Mas deixa para trás nossos afetos. A verdade é que nossos jovens saem mancos da escola, saem, na melhor das hipóteses, ótimos em cálculo e biologia, mas emocionalmente frágeis. Nosso templo da educação esqueceu-se da recomendação feita por Sócrates, que chamou atenção para a inscrição no templo Apolo em Delfos: “conhece-te a ti mesmo”.

Inteligência Emocional: revisitando os clássicos

Em 1995, o psicólogo estadunidense Daniel Goleman, publicou um livro chamado “Inteligência Emocional”. Sua tese central vai de encontro às reflexões dos antigos sobre o perigo de uma vida emocional conturbada. Goleman chama de “sequestros emocionais” aqueles momentos em que “perdemos a cabeça”, ou seja, quando nossa racionalidade fica desnorteada e as emoções explodem, causando, por vezes, arrependimentos.

Acompanhando Aristóteles – e é com uma citação do filósofo que o livro começa, o autor aponta que o que está em questão na inteligência emocional é o seguinte: “Qualquer um pode zangar-se. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa não é fácil”. Há uma certeza quando olhamos de perto o ser humano: sua racionalidade é parte de sua integralidade, mas não podemos esquecer sua passionalidade, seu ímpeto primal que atravessa milênios como herança do “homem das cavernas”.

A primeira parte do livro é dedicada a explicar os mecanismos da cognição humana que tornam os “sequestros emocionais” possíveis. A resposta ensaiada pelas pesquisas de ponta em psicofisiologia corrobora alguns filósofos da antiguidade que pregavam a consciência de si para controlar as paixões.

“A recomendação de Sócrates – ‘Conhece-te a ti mesmo’ – é a pedra de toque da inteligência emocional: a consciência de nossos sentimentos no momento exato em que eles ocorrem” [Capítulo IV]

A proposta de Sócrates é muito familiar à de Sidarta Gautama e estes se aproximam em grande medida dos estoicos e aristotélicos quanto àquilo que proporciona uma vida feliz. Certamente, há nuances e, por vezes grandes diferenças entre essas escolas, mas, no entanto, o cerne do problema é que o controle de si, só pode advir do conhecimento de si. E é aí que reside a grande contradição de nossa escola. O foco está no exterior, nos “fatos” e “dados” que se pode conhecer do funcionamento deste mundo. Não existe (ou ainda é muito incipiente) o estímulo à busca interior dos estudantes, de compreender sua história pessoal, de entender como isto influencia seus gostos e dificuldades. Volta-se as energias para o conteúdo, para a memorização. Resultado? Basta ler as manchetes. Em que pesem os avanços da psicologia e neurociência, ainda vivemos em uma sociedade de excessos e de violência física e simbólica amplamente disseminadas.

Soluções?

Não poderia ter a pretensão de esgotar os argumentos e métodos propostos por Goleman em um breve artigo. No entanto, caminhando para a conclusão, gostaria de apontar uma estratégia que me parece frutífera. Cito:

“É uma estranha chamada, que percorre o círculo de 15 alunos da quinta série sentados no chão à moda hindu. Quando o professor chama seus nomes, os alunos não respondem com o vago ‘Presente’, mas gritam um número que indica como se sentem; um significa deprimido; dez, muito energizado” [Capítulo XVI]

Se concordarmos que a consciência de si e de suas emoções é determinante para nosso bem-estar, quando a chamada ocorre sob essa dinâmica, professor e estudante ganham. O primeiro, compreende melhor as pessoas com quem lida, preparando-se para orientar de maneira mais eficaz seu aprendizado. O segundo, porque sendo estimulado a falar sobre si, aprende a reconhecer suas emoções, cria o hábito de investigar seus sentimentos. Além disso, podemos pensar em um efeito mais amplo, que é justamente o reconhecimento que todos podem ter entre si do estado emocional do outro, quer dizer, se todos estão cientes que fulano está em um dia ruim, podem se tornar mais cuidadosos, mais empáticos.

Estou ciente que é preciso uma guinada muito maior que a mencionada acima. Na realidade, os dois antagonistas que citei no começo do artigo, certamente discordarão quando a discussão enveredar para “como vamos investir em educação”. É urgente um sistema novo! Que seja orientado por novos valores, por outra compreensão do que é importante aprender. Que tal se as escolas fossem lugares também para o autoconhecimento?!

Professor faz ‘CSI’ em escola e desafia estudantes a resolverem ‘crimes’

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Estudantes montam cenários e solucionam homicídios cenográficos (Foto: Erivaldo Junior/Arquivo Pessoal)

Estudantes montam cenários e solucionam homicídios cenográficos (Foto: Erivaldo Junior/Arquivo Pessoal)

 

Estudantes montam cenários e solucionam ‘homicídios’ em Jundiaí.
Gosto de alunos por séries policiais virou assunto em aula de biologia.

Jomar Bellini, no G1

Marcas de “sangue” espalhadas pelas paredes e um “corpo” jogado no chão com supostas marcas de tiros nas costas. A cena, que até então poderia ser de um crime ou seriado policial como CSI: Crime Scene Investigation, nada mais é do que um dia de aula para estudantes de 14 anos de uma escola em Jundiaí (SP). O gosto deles por programas de TV fez um professor de ciências biológicas levar o assunto para o ambiente escolar, desafiando os alunos a resolverem os “homicídios” cenográficos.

Alunos analisaram pistas para desvendar 'cenas de crimes' (Foto: Erivaldo Junior/Arquivo Pessoal)

Alunos analisaram pistas para desvendar ‘cenas de crimes’ (Foto: Erivaldo Junior/Arquivo Pessoal)

“A ideia surgiu quando comecei a discutir sobre o corpo humano, dentro do conteúdo curricular, onde quis investigar os conhecimentos prévios que os alunos tinham sobre os órgãos e os sistemas que formam o nosso corpo. Fiz perguntas para eles – como, por exemplo, em lado do corpo humano fica o fígado – e, para minha surpresa, muitos alunos tinham uma boa noção sobre a anatomia humana por serem fãs ávidos de séries como ‘CSI’, ‘Dr House’, ‘Monk’ e ‘Law & Order'”, conta o professor Erivaldo Ribeiro Júnior.

O professor lançou então a ideia de montar o projeto em que os estudantes seriam os próprios construtores e investigadores de uma série criada por eles. Júnior conta que a proposta, até então considerada ousada, causou estranheza, mas empolgou os estudantes. “O objetivo era conhecer o corpo humano e desenvolver habilidades de observação e crítica.”

Crimes cenográficos
Divididos em grupos, os alunos montaram os cenários usando a criatividade junto com as dicas em sala de aula e o que já viram na televisão. Eles usaram lupas, microscópio, sangue falso vendidos em lojas de fantasias, corda, algodão e perucas para construção das vítimas, além de tecnologias para gravar e simular os cenários.

Em cada aula, uma equipe apresentava o crime que deveria ser investigado pelos outros estudantes. Após isto, deveriam fazer entrevistas com funcionários de escola e agir como verdadeiros peritos policiais, coletando pistas e analisando os detalhe dos corpos.

Tudo isso para preencher um questionário e fazer uma apresentação respondendo perguntas sobre a identidade da “vítima”, os motivos da “morte” e como o crime teria acontecido, além de explicar como poderiam testar as hipóteses e as evidências encontradas.

“Na área de Ciências Biológicas, já estamos acostumados a tratar de assuntos polêmicos, como o aborto, a eutanásia, clonagem, sexualidade, origem da vida, evolução humana, entre outros temas. Esse foi mais um desafio que valeu a pena”, diz ao afirmar que a proposta também contou com ajuda de professores de disciplinas como geografia, língua portuguesa, história, artes e educação física.

O projeto, que foi desenvolvido na forma de um piloto, teve duração de dois meses, mas já empolgou a direção da escola. No ano que vem, o “CSI na sala de aula” deve agregar ainda outras disciplinas da grade curricular e ser realizado por um período maior.

Professor desafia estudantes a resolverem crimes cenográficos (Foto: Erivaldo Junior/Arquivo Pessoal)

Professor desafia estudantes a resolverem crimes cenográficos (Foto: Erivaldo Junior/Arquivo Pessoal)

 

Jovem sem-teto pedala por 80 km em bicicleta infantil para ir à faculdade

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Fred Barley estuda biologia no Gordon State College (Foto: Reprodução/Facebook)

Fred Barley estuda biologia no Gordon State College (Foto: Reprodução/Facebook)

 

Fred Barley, aluno de biologia, não tinha onde dormir nas férias e acampou na frente da universidade. Moradores doaram 185 mil dólares a ele.

Publicado no G1

Fred Barley, de 19 anos, estuda biologia no Gordon State College, na Geórgia, Estados Unidos. Durante o ano letivo, ele mora nos dormitórios da universidade, mas, nas férias, fica desabrigado. Para garantir sua moradia na volta às aulas, o menino pegou a bicicleta de seu irmão mais novo e pedalou por 80 km até a universidade. Na mochila, carregava uma caixa de cereais e duas garrafas de água.

Na frente da instituição de ensino, Fred acampou em uma barraca para esperar que os dormitórios fossem reabertos. Policiais que passavam pela região estranharam a presença do menino e pediram para que colocasse as mãos ao alto. Depois de ouvirem a história do jovem, as autoridades se comoveram e pagaram a ele duas diárias em um hotel.

Moradores do entorno, ao saber do ocorrido, ajudaram Fred a conseguir um emprego: ele conquistou uma vaga para lavar louças em uma pizzaria do bairro. Em um site de arrecadação de dinheiro, 5.730 pessoas doaram 184.266 dólares (mais de 600 mil reais) em seis dias para ajudar o menino a comprar roupas e alimentos.

Prestes a cursar o segundo semestre do curso, Fred conta à imprensa dos Estados Unidos seu sonho: um dia se tornar médico e trabalhar como psiquiatra.

Doação superou a meta de 150 mil dólares. (Foto: Reprodução)

Doação superou a meta de 150 mil dólares. (Foto: Reprodução)

Professor usa carimbo com hit de MC Bin Laden para estimular alunos

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Carimbo "Tá Tranquilo, Tá Favorável", título do funk de MC Bin laden

Carimbo “Tá Tranquilo, Tá Favorável”, título do funk de MC Bin laden

 

Lucas Rodrigues, no UOL

Um professor de biologia está utilizando um carimbo que faz referência ao hit “Tá Tranquilo, Tá Favorável”, de MC Bin Laden, para estimular os alunos de Serra, na região metropolitana de Vitória (ES), a fazerem as tarefas.

Nicola Cano, de 61 anos, dá aulas para as 7ª e 8ª séries do ensino fundamental e para os 1º e 3º anos do médio. Segundo ele, seus carimbos já são famosos entre os alunos, mas no último dia 1º resolveu inovar.

“Eu tenho o hábito de usar carimbo para agilizar o meu trabalho. Uso frases de efeito para atingir os alunos e fazer com que eles tenham mais estímulo para produzir as atividades”, conta. “Esses dias eu estava ouvindo eles falarem sobre o vídeo do MC. Foi então que me sugeriram a frase.”

No mesmo dia, Cano postou a imagem do novo carimbo em seu Facebook e a repercussão foi imensa. “Meus alunos viram e começaram a compartilhar a imagem. Até ex-alunos ficaram interessados e reclamaram que na época em que eles estavam na escola não existia ainda esse carimbo”, conta aos risos.

Para continuar com a tradição, os alunos querem renovar a frase do carimbo do professor Nicola Cano com mais frequência. “Eles querem sempre uma frase do momento. Dessa vez calhou de todos estarem curtindo funk”, analisa.

“Não sei o que faria se não fosse professor de biologia. Tenho 61 anos e não vi o tempo passar. Converso com a juventude e isso me permite estar em contato com o mundo deles.”

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