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Bob Dylan é acusado de plágio em seu discurso para o Nobel de Literatura

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Bob Dylan receberá Nobel de Literatura neste fim de semana em Estocolmo (Foto: Vince Bucci/Invision/AP)

Bob Dylan receberá Nobel de Literatura neste fim de semana em Estocolmo (Foto: Vince Bucci/Invision/AP)

Após pesquisa de comparações, a jornalista Andrea Pitzer cita trechos de ‘Moby-Dick’ que não estariam no livro e, sim, em um guia de estudantes.

Publicado no G1

Bob Dylan demorou seis meses para mostrar seu discurso sobre o prêmio Nobel de Literatura, que recebeu em dezembro de 2016. E, após divulgar a longa carta acompanhada de um áudio, uma nova polêmica. O cantor está sendo acusado de plágio em suas palavras. A jornalista Andrea Pitzer fez uma matéria sobre o assunto para a revista “Slate” após uma longa pesquisa.

Tudo começou quando o escritor Ben Greenman fez um post no Twitter falando sobre uma possível citação de “Moby-Dick” feita por Dylan, mas que não está no livro de Herman Melville.

“Como notou Ben Greenman, Dylan parece ter inventado a passagem de Moby-Dick que ele citou em seu discurso do Nobel”, afirmou Andrea. Além disso, segundo ela, o trecho citado pelo cantor parece ter sido usada em um parágrafo do SparkNotes, popular guia usado por estudantes para encontrar resumo de livros.

Intrigada com o assunto, Andrea fez uma longa pesquisa comparando os trechos dos livros com as citações de Dylan e fez uma matéria para a “Slate”, onde começa o texto questionando “se um compositor pode ganhar o Nobel de Literatura, poderia o CliffsNotes ser arte?”.

A jornalista ainda enumerou: entre as 78 citações feitas por Dylan em seu discurso, mais de uma dúzia delas apareceram muito semelhantes aos guias de estudantes. Ela ainda cita que outras palavras citadas pelo cantor com passagens do livro nem constam na obra.

Em sua matéria para a revista, Andrea afirma ainda que tentou contato com Dylan e seus representantes, mas não teve retorno até o fechamento da matéria.

Livro traduz 200 canções de Bob Dylan, prêmio Nobel de literatura de 2016

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Nascido em 1941, o americano Bob Dylan é poeta, compositor, músico e escritor. Um dos maiores artistas de nosso tempo, ele tem livros de poesia, de ficção e um de memórias (Foto: Divulgação)

Nascido em 1941, o americano Bob Dylan é poeta, compositor, músico e escritor. Um dos maiores artistas de nosso tempo, ele tem livros de poesia, de ficção e um de memórias (Foto: Divulgação)

 

Duzentas letras de Bob Dylan são apresentadas, em edição bilíngue, no livro Letras (1961-1974), o primeiro volume das letras do vencedor do prêmio Nobel de literatura de 2016

Publicado no Correio 24Horas

Bob Dylan tornou-se figura célebre da música popular americana e da cultura mundial com canções como Blowin’ in the Wind, The Times They are A-Chagin’, A Hard Rain’s A-Gonna Fall, All Along the Watchtower, Mr. Tambourine Man e Like a Rolling Stone, compostas nos anos 1960, com conexões com os movimentos de protesto contra a Guerra do Vietnã, bem como os grupos de defesa dos direitos civis da comunidade negra dos Estados Unidos.

As letras foram escritas quando Dylan tinha pouco mais de 20 anos. O valor literário delas, algo que o Nobel percebeu muito além dos limites tradicionais, pode ser comprovado no livro Letras (1961-1974), que a Companhia das Letras edita no Brasil com tradução de Caetano W. Galindo, 640 páginas e preços de R$ 89,90 (papel) e R$ 44,90 (ebook). É o primeiro de dois volumes.

“A concessão do prêmio de Nobel de literatura a Bob Dylan certamente contribuirá bastante para as velhas discussões quanto ao estatuto literário da canção. Ou, no que mais nos interessa aqui, quanto ao estatuto literário da letra da canção, separada de melodia, harmonia, ritmo, produção, performance”, afirma Caetano Galindo na apresentação da sua tradução.

E prossegue: “Porque, traduzindo as letras, essa primeira grande distinção já vira o maior problema. O que temos aqui afinal é apenas parte do produto estético que deu fama, reconhecimento e prestígio a Bob Dylan. E em que medida essas letras, inclusive no original, sobreviveriam com o mesmo poder que tinham quando embaladas em música? É parte do que a tradução tem que responder”.

Em edição bilíngue e com tradução de Caetano Galindo, livro traz as letras de Bob Dylan entre 1961 e 1974 (Foto: Divulgação)

Em edição bilíngue e com tradução de Caetano Galindo, livro traz as letras de Bob Dylan entre 1961 e 1974 (Foto: Divulgação)

 

Oralidade sofisticada
Galindo que, ao lado de Christian Schwartz, também traduziu as letras de Lou Reed (1942-2013) para o livro Atravessar o Fogo (Companhia das Letras/2010), explica que traduzir os poemas/letras de Dylan segundo os critérios normais da tradução de poesia (com atenção a metro e rima, por exemplo), geraria vários problemas.

“O primeiro deles advém do fato de que a métrica e até as rimas das canções são estabelecidas em função de como elas foram cantadas. Os critérios não são os mesmos ‘de papel’, já que aqui o autor pode mostrar ao público como os textos devem ser escandidos, como devem soar. Está ao alcance de Dylan todo um mundo que notações rítmicas mais radicais de um poeta como Gerard Manley Hopkins apenas vislumbravam”, escreve.

Outro detalhe importante observado pelo tradutor é a oscilação de tom, do registro retórico das canções de Dylan reunidas no livro. O que Galindo chama de “oralidade sofisticada”.

“Dylan, ao longo das duas décadas aqui retratadas, não escreve apenas canções com vozes diferentes, com textos que vão do folk à retórica neopentencostal; ele mistura esses registros no mesmo texto, nos mesmos versos. Do inglês de rua à elevação bíblica, dos poetas Beat a Dante Alighieri, da prosa ao verso mais evocativo, das cadências mais constantes ao discurso espraiado. Tudo, no entanto, imerso no que eu chamaria de uma oralidade sofisticada, que faz com que, mais que cantadas, suas letras pareçam sempre faladas, mesmo em livro”.

Dylan publicou também livros de poesia, letras de músicas e um de ficção, Tarântula (1971), além de suas memórias em Crônicas Vol. 1 (2004).

Jurado do Nobel explica a verdadeira razão em se premiar Bob Dylan

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Segundo o membro da academia, era preciso valorizar, no mundo literário, algo que fosse além dos livros

Luiz Prisco, no Metropoles

A escolha de Bob Dylan para o Nobel de Literatura causou certa controvérsia. Afinal, o compositor não apresenta uma trajetória de destaque no mundo dos livros. Um jurado do prêmio sueco confirmou que a honraria foi fruto de uma vontade de valorizar “a arte da composição”.

À “Le Magazine Littéraire“, Horace Engdahl, jurado da Academia, explicou a decisão. “É preciso recolocar no mundo literário as coisas que vão além do livro e da escrita. Por exemplo, a arte da composição”, declarou.

O especialista usou uma referência histórica para convencer os colegas da importância de Dylan. Ele evocou o poeta sueco Carl Michael Bellman, um trovador do século das Luzes, conhecido por cantos eróticos.

“A poesia era cantada até meados do século 18. Carl escreveu com a ajuda da música de seu tempo, com inspiração nas melodias”, argumentou.

Segundo Engdhal, Dylan é um trovador dos tempos modernos e representa uma oposição “ao narcisismo que caracteriza a era literária atual”. “Sua obra é recheada de textos de poetas do mundo inteiro”, completa.

Bob Dylan não vai à cerimônia de premiação do Nobel de Literatura

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Bob Dylan em show de 2012 - KI PRICE / REUTERS

Bob Dylan em show de 2012 – KI PRICE / REUTERS

 

Cantor e compositor americano alegou ‘compromissos preexistentes’

Publicado em O Globo

RIO — O cantor e compositor americano Bob Dylan, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 2016, decidiu que não vai à cerimônia de premiação em Estocolmo, anunciou a Academia Sueca, nesta quarta-feira.

Reconhecidamente avesso à imprensa, Dylan disse há três semanas que aceitaria o prêmio de US$ 900 mil, após repetidas tentativas da Academia de entrar em contato com ele desde que sua vitória foi divulgada, no dia 13 de outubro.

Agora, a Academia disse em nota que recebeu uma carta de Dylan explicando que, por conta de “compromissos preexistentes”, ele não teria condições de viajar a Estocolmo em dezembro.

“Estamos ansiosos pela conferência de Bob Dylan, que ele precisa conceder — esse é o único requisito do prêmio — dentro de seis meses contados a partir do dia 10 de dezembro”, diz o comunicado, que afirma ainda que novas informações serão divulgadas nesta sexta.

A conferência não precisa ser realizada em Estocolmo. Quando a romancista britânica Doris Lessing foi premiada com o Nobel de Literatura em 2007, ela escreveu um discurso e mandou para seu editor sueco, que leu o texto em uma cerimônia na capital do país.

Entre outros vencedores do Nobel que não participaram da cerimônia estão o britânico Harold Pinter e a austríaca Elfirede Jelinek.

Para Andrea Bocelli, Nobel de Literatura para Bob Dylan é “pecado”

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Andrea Bocelli will perform for the Pope in September (Greg Allen/Invision/AP

Andrea Bocelli will perform for the Pope in September (Greg Allen/Invision/AP

 

Publicado no UOL

O tenor italiano Andrea Bocelli lamentou que o prêmio Nobel de Literatura tenha sido dado para o músico Bob Dylan neste ano. Em uma cerimônia na Universidade de Macerata, onde recebeu a “laurea ad honorem” em filologia moderna, o artista destacou a importância da leitura na vida das pessoas.

“Foi um pecado porque a literatura é algo importante na vida de qualquer um de nós. É um problema filho dos nossos tempos.Premia-se aquilo que recebe mais atenção de todos e, como a mídia premia sobretudo artistas do gênero, e os cantores em primeiro plano, acontece que a atenção das pessoas leva a essas escolhas”, disse o tenor aos jornalistas que estavam no local neste sábado (29).

Ao falar sobre o que pensa da literatura, Bocelli ainda deu um conselho para os mais jovens.

“Não abusem da música porque senão ela perde o grande poder terapêutico que ela pode ter sobre nós. Voltem a pegar os livros em suas mãos. Serão os seus companheiros de viagem, importantes para entender e julgar e analisar a realidade uma maneira mais crítica”, disse o tenor.

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