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Escritor João Carlos Marinho, autor de ‘O gênio do crime’, morre em SP

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João Carlos Marinho, autor do clássico ‘O gênio do crime’ — Foto: Reprodução/Facebook

Ele estava internado desde fevereiro em hospital na Zona Leste.

Publicado no G1

O escritor João Carlos Marinho, de 83 anos, morreu no domingo (17) em São Paulo. Autor do clássico juvenil “O gênio do crime”, ele estava internado desde fevereiro no Hospital Sancta Maggiore da Mooca, na Zona Leste.

Segundo parentes, o corpo de Marinho será velado a partir das 10h desta segunda no Cemitério do Araçá e enterrado às 16h no Cemitério da Consolação, ambos na capital.

Nascido no Rio de Janeiro em 25 de setembro de 1935, mudou-se com a família ainda criança para Santos e, depois São Paulo. Concluiu o colegial (atual ensino médio) na Suíça. Ao voltar para a capital paulista, cursou Direito na Faculdade do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP), e passou a advogar em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Em 1969, quando ainda advogava, publicou sua obra-prima, “O gênio do crime”. O livro foi a primeira das 13 aventuras que o autor criou para a turma do Gordo. Nele, o personagem principal e seu grupo ajudam o dono de uma fábrica de figurinhas de futebol a descobrir um criminoso que falsificava os cromos mais raros.

Capa do livro ‘O gênio do crime’ — Foto: Divulgação

Segundo cálculos do próprio autor, foram cerca de 1,2 milhão de exemplares vendidos, em mais de 60 edições desde o lançamento. A obra foi traduzida para o espanhol e adaptada para o cinema em 1973, sob o título “O detetive Bolacha contra o gênio do crime”.

Além dos romances juvenis, Marinho escreveu quatro livros voltados para o público adulto, entre eles “O dueto dos gatos”.

Carolina Maria de Jesus: Doodle do Google comemora 105 anos da autora

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Autora de “Quarto de Despejo” faria 105 anos nesta quinta-feira (14); obra foi publicada em mais de 10 países

Isabela Cabral, no Tech Tudo

Carolina Maria de Jesus, escritora brasileira de origem humilde, recebeu uma homenagem na página inicial do Google nesta quinta-feira (14). Na data em que ela completaria 105 anos, o logo tradicional do buscador foi substituído pelo Doodle que traz uma ilustração com seu rosto em perfil e representações de seus característicos diários e de uma casa simples.

Contra todas as expectativas, Carolina ganhou fama mundial após a publicação de seu primeiro livro, “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada”, que relatava com uma escrita poderosa as dificuldades da população que vivia nas favelas de São Paulo. A autora é lembrada até hoje por poemas e frases marcantes.

Quem foi Carolina Maria de Jesus?

Nascida em Minas Gerais em 1914, a escritora era filha de mãe solteira descendente de escravos e agricultores meeiros e cresceu com uma educação limitada. Já na capital paulista, criou três filhos também sozinha, trabalhando como empregada doméstica e recolhendo papel, latas e garrafas para reciclagem. Precisou construir ela mesma sua casa, um barraco improvisado com tábuas de madeira compensada, barras de ferro e outros materiais reaproveitados. Enquanto isso, Carolina ainda arrumou tempo para preencher diários detalhados sobre sua vida.

Tudo mudou quando Carolina conheceu o jornalista Audalio Dantas, em 1958. Ele escutou, por acaso, uma ameaça dela a um grupo de homens: ela colocaria os nomes deles em seu livro se eles não se comportassem. Curioso, o repórter pediu para ver o tal livro e ficou impressionado com o talento da então trabalhadora doméstica. Trechos dos cadernos foram publicados no jornal local e viraram uma sensação.

O sucesso levou ao lançamento do livro “Quarto de Despejo”, que em apenas três dias vendeu 10 mil cópias e se tornou uma das obras mais lidas na história da literatura brasileira. Ele foi mais tarde traduzido para 13 línguas diferentes e distribuído em mais de 40 países. Foi transformador, pois a publicação deu voz a pessoas marginalizadas e abriu novos caminhos para autores negros no Brasil e no mundo. Em seus 62 anos de vida, Carolina viria a publicar mais três livros, fora os seis póstumos, com textos inéditos organizados por pesquisadores.

Estudante de Letras encontra livro de Patativa do Assaré autografado em sebo de Fortaleza

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O livro “Cante lá que eu canto cá” e o cordel “Vicença e Sofia ou o Castigo de Mamãe/Antonio Conselheiro” foram comprados por R$30, mas o valor simbólico para Marcus é incalculável Foto: Rodrigo Gadelha

Roberta Souza, no Diário do Nordeste

A relíquia veio acompanhada de um cordel do mesmo autor

Num dia qualquer de novembro passado, um estudante de Letras da Universidade Federal do Ceará (UFC) se dirigiu a um dos sebos localizados no bairro Benfica em busca do clássico “Cante lá que eu canto cá”, de Patativa do Assaré. Marcus Sales, 36 anos, podia ter se conformado com uma cópia, como é de praxe entre os alunos da universidade, mas decidiu procurar o livro e se surpreendeu com o que encontrou lá. Sem alardes, o vendedor indicou a obra e disse que, dentro dela, estava um cordel, “Vicença e Sofia ou o Castigo de Mamãe/Antônio Conselheiro”.

Para o estudante, que também se aventura como cordelista, esse já era um trunfo. Mas o “tesouro” mesmo ele só encontraria ao abrir o livro com mais cuidado, a alguns passos dali, no Bosque Moreira Campos. É que tanto o clássico como o cordel estavam autografados pelo poeta de Assaré.

“O vendedor até me disse que estava assinado, mas pensei que era uma assinatura comum, como quando a gente grafa o próprio nome, sabe? Não liguei”, comenta. Com apenas R$ 30, ele comprou uma relíquia que hoje é vendida por preço muito maior na internet. Para se ter uma ideia, livros com a assinatura de Patativa no Mercado Livre variam de R$250 a R$ 1.096.

Memória

Para Marcus, existe algo ainda maior por trás disso. “É de um valor simbólico muito grande ter algo que passou pelas mãos dele e carrega essa mística. É a letrinha dele lá. Infelizmente não fui eu que pedi o autógrafo, mas só de ter essa memória, já é algo incalculável”, observa.


O estudante de Letras e cordelista Marcus Sales encontrou um livro e um cordel autografados pelo poeta Patativa num sebo de Fortaleza Foto: Rodrigo Gadelha

Quando conheceu Patativa, ainda no Ensino Médio, com a leitura de poesias do cordelista em livros didáticos, ainda não fazia ideia de que o poeta se tornaria uma fonte de inspiração para ele. A universidade e o Grupo de Estudos em Literatura Popular, coordenado pelo professor Stélio Torquato, confirmariam isso.

Com a escrita cursiva e as palavras apertadas, está a dedicatória: “Ao Dr. José Eriton. Homenagem do Patativa. Iguatu, 26/09/1983”. O estudante não faz ideia de quem seja, mas é grato por ter sido “o escolhido” para guardar essa história.

Com o cordel “O resgate da donzela ou a mulher empoderada”, publicado em fevereiro de 2018, e outro intitulado “A eleição do diabo”, a ser lançado em breve, Marcus segue o rastro da “ave poesia”. “Ele é uma inspiração. Quando você lê, quer contar sua história como ele contou”.

Brasileira é acusada de plágio por autores internacionais

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Guilherme Cepeda, no Burn Book

Assídua nas listas de mais vendidos, Cristiane Serruya, que só escreve em inglês, teria copiado trechos inteiros de outros livros.

A autora brasileira Cristiane Serruya se envolveu em uma polêmica literária global. Autora de livros em língua inglesa, a carioca está sendo acusada por vários autores internacionais de plágio. Por causa das denúncias, ela retirou de venda o seu livro “Royal love”, informou nesta quarta-feira o jornal inglês ” The Guardian“.

Embora apareça seguidamente em listas de mais vendidos, Cristiane é pouco conhecida do público brasileiro, pois escreve romances apenas em inglês — a maior parte deles autopublicados em e-book em plataformas da Amazon. No exterior, porém, a acusação de plágio chocou o mundo literário.

Nesta terça-feira, a americana Courtney Milan alegou que seu romance “The Duchess War” teve trechos copiados “palavra por palavra” pela brasileira. Depois de ser alertada por um leitor, ela postou exemplos em seu blog.

Outros autores se juntaram às denúncias. As americanas Tessa Dare e Sarah Maclean também disseram ter tido passagens plagiadas por Cristiane.

“Quase todas as frases que pesquiso foram plagiadas de algum lugar”, disse Tessa à imprensa estrangeira.

O mais bizarro é que a brasileira inscreveu “Royal love” no Rita Awards, que poderia ter entre o seu júri autores copiados por ela. Após as denúncias, ela retirou seu livro de competição.

Em sua conta no Twitter, Cristiane negou as acusações e pôs a culpa em um autor freelance que ela havia contratado como ghost writer em uma empresa chamada Fiverr.

“Uau uau uau. Eu apenas acordo com isso. Como eu pude plagiar 5 autores? Eu amo seus livros, @TessaDare e eu sou advogada. Eu nunca faria uma coisa dessas ”, escreveu ela. “Acabei de acordar com notícias desagradáveis de que meu trabalho tem plágio de outros autores. Estou tirando todos os trabalhos que fiz com um ghostwriter no Fiverr – que, aliás, fechou a conta – até ter certeza de que isso está resolvido”.

via oglobo

Faun | Netflix adquire direitos de conto inédito de filho de Stephen King

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Bruno Tomé, no Observatório do Cinema

A Netflix venceu um leilão contra outros três estúdios e adquiriu os direitos de Faun, conto inédito de Joe Hill, escritor que é filho de Stephen King. A plataforma de streaming transformará a história em um filme.

Michael Sugar e Ashley Zalta ficam com a produção, através da Sugar23. Jeremy Slater (The Umbrella Academy) ficará com o roteiro.

A história de Faun será lançada apenas na primavera, em uma coletânea de contos de Joe Hill. O autor já divulgou uma sinopse da trama, que envolve um jogo chamado de O Mais Perigoso Game.

No mundo de Faun, as portas para mundos como Hogwarts, Nárnia e País das Maravilhas se abrem para todos. É assim que os homens enxergam uma possibilidade de fazer fortuna, oferecendo espaços para jogos reservados ou o empréstimo de criaturas mágicas.

A história segue o multi-milionário Tip Fallows, um caçador recreativo que quer desafios mais interessantes. É quando ele encontra Stockton, outro caçador rico e com uma oferta misteriosa para uma jornada. Os dois precisam apenas pagar US$ 250 mil para entrar em uma casa rural no Maine. É assim que começa uma aventura sobrenatural dentro de O Mais Perigoso Game.

Faun ainda não tem previsão de estreia na Netflix.

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