escritores

Quem é a verdadeira Elena Ferrante? Autora misteriosa e best-seller lança novo livro

0

A tradutora Anita Raja e o autor Domenico Starnone já foram apontados como Elena Ferrante Foto: Reprodução

Publicado no Extra

Após cinco anos do fim da tetralogia “Napolitana”, iniciada com “A amiga genial”, Elena Ferrante lança nesta terça, dia 1, seu novo livro: “A vida mentirosa dos adultos”. A autora, que já foi traduzida para quase 50 países, figura na lista dos mais vendidos em diferentes partes do mundo e já viu seus textos virarem roteiro de série de TV. Mas a sua identidade ainda é um mistério.

Teorias já apontaram Anita Raja, tradutora que presta serviços para a editora que publica Ferrante na Itália, como o nome por trás da escritora. O jornalista Claudio Gatti publicou um artigo em 2016 mostrando que os ganhos da italiana aumentaram com cada lançamento da romancista criadora de Lila e Lenú. As cifras seriam incompatíveis com os ganhos das obras feitas pelo trabalho de Raja. Na época, o jornalista foi bastante criticado, por ter exposto dados de pessoas comuns. O italiano se defendeu alegando que Elena Ferrante é uma pessoa famosa, por isso de interesse público.

Gatti não foi o único a se aventurar nesta pesquisa. Físicos e matemáticos da Universidade de Roma criaram um software para comparar as escritas dos livros de Elena Ferrante com a de outros escritores italianos. Eles concluíram que Domenico Starnone, escritor e marido de Anita Raja, seria o nome por trás da autora misteriosa.

Outra teoria que aponta que o casal estaria por trás da best seller é que o apelido de infância de Starnone era Nino. O mesmo nome de um dos personagens de “A amiga genial”, Nino Sarratore. Ambos negaram a autoria dos livros.

O que teóricos, fãs aficcionados e as próprias editoras da autora ao redor do mundo defendem é o direito de Elena Ferrante permanecer no anonimato.

“A vida mentirosa dos adultos”

 

O novo livro foca em Giovanna. Aos 12 anos, ela ouve o pai dizer que ela é feia e que está ficando parecida com uma tia, que não é muito querida na família. O homem some logo depois. A partir daí, a garota sai em busca dessa parente desconhecida e acaba descobrindo muito mais sobre si mesma e a família.

Prazo para The Winds of Winter de George RR Martin expirou

0

Publicado no Geeks in Action

Para os fãs de Game of Thrones , talvez a única coisa tão frustrante quanto o final da série de TV seja o fato de o autor George RR Martin ainda não ter lançado o sexto livro da série, The Winds of Winter . Martin vem provocando a conclusão do livro há anos, mas nada aconteceu. Escrever um livro é difícil, não há como negar isso, especialmente quando ele carrega o peso das expectativas que o Winds of Winter faz. Mas a questão deste livro é que Martin costuma dizer aos fãs que ele terá terminado. Em um caso, no ano passado, Martin estabeleceu um prazo final, e esse prazo expirou.

Em maio passado, Martin escreveu em seu blog que teria The Winds of Winter em suas mãos quando a Convenção Mundial de Ficção Científica de 2020 tivesse início na Nova Zelândia. Bem, essa convenção começa hoje, em 29 de julho de 2020. Pode ser virtual este ano, mas a convenção ainda está acontecendo, e The Winds of Winter não está em lugar nenhum.

A parte mais cômica de tudo isso é que Martin fez uma garantia tão enfática sobre a conclusão do livro até agora. Ele literalmente deu aos fãs permissão para prendê-lo, se ainda não tivesse terminado.

“Se eu não tenho The Winds of Winter em mãos quando chego à Nova Zelândia para a Worldcon, você tem aqui minha permissão formal por escrito para me aprisionar em uma pequena cabana na Ilha Branca, com vista para o lago de ácido sulfúrico, até que eu ‘ pronto “, escreveu Martin. “Contanto que a fumaça do ácido não estrague meu antigo processador de texto DOS, eu ficarei bem.”

A data de lançamento real de The Winds of Winter permanece um mistério, e provavelmente continuará assim até Martin concluir seus trabalhos.

Fonte: CB

Rubem Fonseca: 3 obras essenciais do mestre da literatura policial

0

Bandidos e mocinhos se misturam nos livros do escritor, que usava a desigualdade social e o submundo do crime como inspiração

Amanda Capuano , na Veja

A literatura nacional perdeu nesta quarta-feira, 15, o escritor Rubem Fonseca. O autor, que morreu de infarto, aos 94 anos, ficou conhecido por usar da violência, sua marca registrada, para tecer críticas contundentes à sociedade e suas contradições. Dentre os seus temas preferidos, o conflito entre classes se sobressai em histórias que unem figuras marginalizadas e os ditos poderosos, além de heróis de índole duvidosa. Confira três livros essenciais da vasta obra deixada pelo autor:

Agosto

Publicado em 1990, o livro carrega o leitor de volta aos anos 50, quando a política brasileira foi incendiada pelo suicídio de Getúlio Vargas. O romance policial acompanha o comissário Mattos, um investigador do Departamento Federal de Segurança Pública, que tenta desvendar uma série de crimes — alguns inspirados em casos reais vistos pelo próprio escritor, que atuou como policial por seis anos antes de se aventurar na literatura. Com uma mescla primorosa de ficção e fatos históricos, Fonseca destrincha os conflitos políticos que culminaram na morte de Getúlio, e discorre sobre a obsessão pelo poder e pela ganância que permeia a sociedade. A obra ganhou ainda uma minissérie exibida pela Globo em 1993.

Feliz Ano Novo

Publicado pela primeira vez em 1975, em meio à ditadura militar, o livro foi censurado e proibido de circular durante um ano após seu lançamento, sob a alegação de atentar contra a moral e os bons costumes. A obra reúne contos que usam da violência para escancarar as contradições da sociedade brasileira da época — mas que poderia muito bem ser o Brasil dos dias de hoje. No conto que dá nome ao livro, o narrador observa os preparativos para a festa de Ano Novo na televisão e, em meio a sua própria miséria, idealiza como será a comemoração dos ricos – exemplificada pelas propagandas que ele acaba de assistir. Armados até os dentes, ele e os amigos resolvem invadir o Réveillon de uma família abastada. Além da Feliz Ano Novo, outros 13 contos compõem a obra.

A Grande Arte

Os acontecimentos do romance se desenrolam a partir do assassinato de Gisela, uma prostituta, e de sua amiga, que tiveram o rosto marcado com a letra P dias depois de Gisela procurar o escritório do advogado Mandrake para defendê-la de um criminoso a quem tentou chantagear. O advogado com aspirações de detetive narra a obra. Ele fica fascinado com o crime e persegue pistas em busca da verdade. A obra, publicada originalmente em 1983, ganhou adaptação cinematográfica com direção de Walter Salles, em 1991. Já Mandrake, que aparece em outros textos de Fonseca, inspirou a série que leva seu nome, exibida pela HBO.

J.K. Rowling, autora de Harry Potter, cria site para crianças durante o período de quarentena e disponibiliza de graça o primeiro livro da saga

0

Wyllian Torres, na Poltrona Vip

Autora da famosa saga Harry Potter, J.K. Rowling, criou um site para que as famílias confinadas em casa durante o período de quarentena possam adicionar um toque de magia à nova rotina, o “Harry Potter at Home”. O portal também apresenta jogos, quiz e outros tipos de atividade.

A iniciativa é uma parceria da autora com a Audible, Bloomsbury, OverDrive, Pottermore Publishing e Scholastic, responsáveis por fornecerem, e-books para bibliotecas, e são as plataformas para acessar ao primeiro volume, o “Harry Potter e A Pedra Filosofal”.

“Os professores, pais e cuidadores que estão trabalhando para manter a vida das crianças o mais normal e feliz possível enquanto estamos todos trancados merecem um pouco de magia”, disse Rowling em um comunicado.

Mais de 500 milhões de livros de Harry Potter já foram vendidos em todo o mundo e a autora afirma que é reconfortante saber que tanta gente já abriu as portas de suas casas para receber o bruxo Harry e o mundo da magia, e aos que ainda não conhecem, um convite é feito nesse momento de quarentena!

Harry Potter at Home será lançado no WizardWorld.com, site oficial dos fãs do bruxo mais famoso do mundo, além das séries e derivados, como “Animais Fantásticos”.

A cada semana, o portal lançará uma newsletter contendo atividades criativas, questionários e etc. “Espero que estas iniciativas deem às crianças, e até aos adultos, uma distração feliz durante seu período forçado em casa”, disse a autora.

O primeiro livro terá seu acesso gratuito liberado durante todo mês de abril, em formatos de audiolivro e e-book, através das plataformas digitais em parceria. Para saber mais, acesse a página Harry Potter At Home.

Cinco autores premiados em 2019 para ler no ano que vem

0

Conheça livros de Olga Tokarczuk, Peter Handke, Ana Paula Maia, Tiago Ferro e Lúcia Hiratsuka

Publicado na Folha de S.Paulo

Em uma época em que se proliferam as famosas listas de melhores livros, o último Painel das Letras de 2019 apresenta cinco autores que foram os melhores do ano —ou, pelo menos, é o que dizem os principais prêmios literários, do Nobel ao Jabuti.

Olga Tokarczuk e Peter Handke ganharam o Nobel, enquanto Ana Paula Maia se tornou a primeira bicampeã do prêmio São Paulo. Já Tiago Ferro e Lúcia Hiratsuka venceram dois troféus neste ano.

Até 2020.

Olga Tokarczuk

Fora da lista de mais cotados, a escritora polonesa surpreendeu ao vencer o Nobel de literatura. Em seguida ao anúncio, a Todavia publicou seu livro ‘Sobre os Ossos dos Mortos’ (R$ 59,90), uma mistura de romance policial e meditativo em torno de uma narradora excêntrica e bem construída.

Peter Handke

Como o Nobel não premiou ninguém em 2018 por causa de um escândalo sexual, 2019 trouxe dois laureados. Além de Tokarczuk, o austríaco Peter Handke também levou o troféu. Dele, a Estação Liberdade acaba de lançar ‘Ensaio Sobre a Jukebox’ (R$ 38) e ‘Ensaio Sobre o Louco por Cogumelos’ (R$ 44).

Peter Handke, que venceu o Nobel de literatura em 2019
Alain Jocard/AFP

Tiago Ferro

Com ‘O Pai da Menina Morta’, livro no qual cria uma espécie de autoficção que gira em torno da morte da própria filha, o autor venceu o prêmio São Paulo de Literatura na categoria para estreantes e o Jabuti de melhor romance. A obra, a estreia de Tiago Ferro como escritor, foi publicada pela Todavia e custa R$ 44,90.

O escritor e editor Tiago Ferro, autor de ‘O Pai da Menina Morta’
Renato Parada/Divulgação

Ana Paula Maia

‘Enterre Seus Mortos’ (Companhia das Letras, R$ 34,90), que fala sobre dois funcionários que recolhem cadáveres de animais, venceu o prêmio São Paulo na categoria principal e fez Ana Paula Maia ser a sua primeira bicampeã —ela havia vencido em 2018 com ‘Assim na Terra como Embaixo da Terra’ (Record, R$ 39,90).

A escritora Ana Paula Maia, bicampeã do prêmio São Paulo
Marcelo Correa/Divulgação

Lúcia Hiratsuka

No Jabuti deste ano, a escritora e ilustradora foi a única a receber dois troféus por dois livros diferentes. ‘Chão de Peixes’ (Pequena Zahar, R$ 49,90) venceu na categoria de melhor ilustração, enquanto ‘Histórias Guardadas pelo Rio’ (SM, R$ 50) foi considerado o melhor livro juvenil de 2019.

Lúcia Hiratsuka, que venceu o Jabuti em duas categorias em 2019
Bruno Santos/Folhapress

Go to Top