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Livro que deu origem ao filme “O Irlandês” é relançado no Brasil

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“O Irlandês” Obra que inspirou Scorsese se torna um clássico junto ao anúncio de estreia do longa

Publicado no Cabine Cultural

Notável diretor de cinema, o norte-americano Martin Scorsese inspirou-se no livro O Irlandês escrito por Charles Brandt para dar-lhe vida nas telas de cinema. A história, lançada em 2005 nos Estados Unidos e em 2016 no Brasil, ganhou uma nova capa e será relançado pela editora Seoman em conjunto à estreia do filme neste mês de Novembro.

Apesar de se tratar de uma trama atual, filme e livro já ganharam ares de clássico e receberam críticas positivas por quem os lê e/ou assiste. Nomes como Robert de Niro, Al Pacino e Joe Pesci são os protagonistas deste drama policial que detalha o funcionamento da máfia americana.

O livro conta a saga de Frank Sheeran (interpretado por De Niro nas telonas), um veterano de guerra dividido entre dois trabalhos: ser caminhoneiro e assassino de aluguel preferido da máfia. Frank torna-se o principal suspeito quando Jimmy Hoffa (Pacino), o ex-presidente da associação sindical que ele agora comanda, desaparece sem deixar vestígios. O Irlandês mostra a realidade do pós-guerra norte-americano dominado pela máfia. A partir de uma investigação minuciosa, o livro relata de forma precisa e impecável a forma como crimes eram encomendados – e executados – por matadores de aluguel sem que não fossem deixados vestígios.

A adaptação para o cinema teve custos de aproximadamente 160 milhões de dólares, onde a maioria dos recursos financeiros foram empregados em computação gráfica. O recurso foi usado especialmente para deixar mais jovens os protagonistas da trama, uma vez que a trama se desenrola pelo período de 4 décadas.

Repaginado em sua capa e diagramação, a nova versão em português de “I Heard You Paint Houses” (expressão usada para se referir ao matador de aluguel que, ao assassinar alguém, espirra o sangue das vítimas nas paredes e piso) é um livro com o poder de prender a atenção do leitor por toda a trama. Um prato cheio para os amantes de livros policiais e que falam sobre a hierarquia e atividades da máfia.

Sobre o autor:

Nascido e criado na cidade de Nova York, Charles Brandt é um ex-professor de Inglês do ensino fundamental, perito-investigador do serviço de assistência social do East Harlem, advogado de acusação em casos de homicídio e primeiro-suplente do procurador-geral do estado de Delaware. Exercendo a advocacia de maneira independente desde 1976, Brandt foi eleito presidente da Associação dos Advogados Criminalistas e da Banca de Juristas Americanos, as duas entidades em Delaware. Foi nomeado por seus pares como um dos “Melhores Advogados dos Estados Unidos” e um dos “Melhores Advogados de Delaware”. Ele é frequentemente requisitado como palestrante sobre técnicas de acareação e interrogatório de testemunhas relutantes. Brandt também é autor de um romance baseado em casos criminais de grande repercussão que ele resolveu através de interrogatórios: The Right to Remain Silent (“O Direito de Permanecer em Silencio”). Ele vive entre Lewes, em Delaware, e Sun Valley, em Idaho, com sua esposa, Nancy. O casal tem três filhos adultos.

Olga Tokarczuk e Peter Handke conquistam o Nobel de Literatura

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Olga Tokarczuk e Peter Handke: vencedores do Nobel de Literatura (Divulgação/Reuters)

A escolha de dois vencedores supre o hiato do ano passado, quando um escândalo de assédio sexual tomou os bastidores da Academia Sueca

Publicado na Veja

Olga Tokarczuk e Peter Handke foram anunciados nesta quinta-feira 10 como vencedores do Nobel de Literatura. A polonesa ganhou o prêmio pelo ano de 2018 e o austríaco, por 2019.

Segundo o Nobel, a inovação de Olga veio com seu terceiro romance, Prawiek i inne czasy, de 1996 (Primitivo e Outros Tempos, em tradução livre). O livro, sem edição no Brasil, é, segundo o comitê, “um excelente exemplo de nova literatura polonesa”. Comparado a Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, o livro se passa em uma vila mítica e acompanha a história de três gerações de uma mesma família. O local é afetado por invasões e guerras, alegorias políticas da história da Polônia, território crucial do leste europeu nas duas grandes guerras e da entrada comunista no continente.

“A obra-prima de Olga Tokarczuk, até agora, é o impressionante romance histórico Księgi Jakubowe, de 2014 (Os Livros de Jacó). Ela mostrou neste trabalho a capacidade suprema do romance de representar um caso quase além da compreensão humana”, acrescentou o comitê. O calhamaço de 900 páginas conta a história de Jakub Frank, um líder judeu que forçou a conversão de amigos ao catolicismo no século XVIII. Bastante crítica aos erros históricos da Polônia, a obra virou best-seller no país, mas acendeu a ira da extrema direita local: a editora de Olga chegou a contratar seguranças para protegê-la após ameaças de morte.

Pouco conhecida no Brasil, Olga terá dois livros lançados por aqui pela editora Todavia. O primeiro, previsto para novembro, é Sobre os Ossos dos Mortos, obra adaptada para o cinema no filme Rastros (2017), vencedor do Urso de Prata em Berlim. Em seguida, a editora prepara a tradução de Flights (Viagens, em título provisório), que conquistou o prêmio Man Booker International no ano passado.

Handke, de 76 anos, nasceu em 1942, na região de Kärnten, no sul da Áustria. Seu romance de estreia, Die Hornissen, (As Vespas, em tradução livre), foi publicado em 1966. “Mais de cinquenta anos depois do lançamento de seu primeiro livro, tendo produzido um grande número de obras em diferentes gêneros, estabeleceu-se como um dos escritores mais influentes da Europa após a Segunda Guerra Mundial. A arte peculiar de Handke é a extraordinária atenção às paisagens e à presença material do mundo, que fez do cinema e da pintura duas de suas maiores fontes de inspiração,” avaliou o comitê.

Para além da literatura, Handke é dono de uma interessante carreira no cinema. Escreveu roteiros de filmes como Asas do Desejo (1987) e Movimento em Falso (1975), dirigidos por Wim Wenders, e dirigiu obras como A Mulher Canhota (1978), indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes do mesmo ano.

Hiato

A escolha de dois vencedores este ano vem para suprir o hiato do ano passado, quando um escândalo de assédio sexual tomou os bastidores da Academia Sueca, que, em resposta, cancelou a premiação em 2018.

O caso envolvia Jean-Claude Arnault, marido de Katarina Frostenson, escritora e membro da Academia, acusado de assédio sexual por 18 mulheres. Os depoimentos vieram à tona com o fervor do movimento #MeToo, que denunciou casos de abusos em Hollywood. Na época, sete dos 18 membros da academia, entre eles a secretária permanente, Sara Danius, renunciaram.

Ao cancelar a entrega do prêmio, a instituição disse que perdeu a “confiança” no mundo exterior e que estava “enfraquecida”. A Academia declarou ainda que precisava de “tempo para recuperar sua força plena, envolver um número maior de membros ativos e restaurar a confiança nela antes de escolher um novo vencedor”.

Em outubro do ano passado, aos 72 anos, Jean-Claude Arnault foi condenado a dois anos de prisão por estuprar duas vezes, em outubro e dezembro de 2011, uma jovem em um apartamento em Estocolmo.

O Nobel de Literatura já havia sido cancelado ou adiado outras sete vezes, em sua maioria por causa de guerras. Desde 1949, contudo, não ocorria algo do tipo. Cada Nobel vale 9 milhões de coroas suecas – quase 4 milhões de reais.

Tolkien narra luta do autor de ‘O Senhor dos Anéis’ na Primeira Guerra

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Guilherme Genestreti, na Gaucha ZH

Dos mais sangrentos embates da história, a Batalha do Somme, na Primeira Guerra Mundial, ceifou a vida de um punhado de ingleses interioranos, metralhados pelo fogo alemão.

Ali nas trincheiras britânicas, um segundo-tenente versado em línguas arcaicas e com uma queda por sagas mitológicas foi poupado da carnificina e usou depois a experiência em ricas descrições de confrontos épicos.

A cinebiografia “Tolkien”, que estreia nesta quinta (23), tenta esmiuçar como certos episódios vividos pelo principal escritor de fantasia o inspiraram na criação de “O Hobbit”, “O Senhor dos Anéis” e “O Silmarillion”.
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Nicholas Hoult e Harry Gilby se dividem no papel de J. R. R. Tolkien –o primeiro na juventude e o segundo na infância. O enredo narra como o garoto órfão, de formação católica, cresceu cercado por histórias de dragões e guerreiros. E conta como desde cedo ele era capaz de formular seus próprios idiomas, com gramáticas únicas, inspirados na estrutura de poemas épicos.

Amadurecido, ele se tornaria um aluno brilhante em Oxford. A eclosão da Primeira Guerra e a sua convocação para o front, entretanto, postergariam a sua trajetória como filólogo respeitado que mais tarde lecionaria islandês arcaico e galês medieval.

Diretor do longa, o cipriota Dome Karukoski despeja elementos em cena como se fossem “easter eggs”, isto é, surpresas que os mais fanáticos deverão logo notar.

Dessa forma, por exemplo, as chaminés da fabril cidade de Birmingham, para onde ele se muda, remetem à crítica anti-industrialista que o autor mais tarde embutiria em personagens como o mago Saruman. E o cavaleiro sombrio que vaga pelos campos de batalha nos delírios febris de Tolkien seria uma alusão aos corrompidos nazgûl.

Também é possível ver sinais do sábio Gandalf nos conselhos do padre Francis, que ajuda o autor na infância, e do professor Wright, seu mentor em Oxford.

“Não busquei fazer analogias diretas, mas enfocar a sua experiência emocional”, diz o diretor. Fã da obra do escritor desde a adolescência, Karukoski conta que o escapismo da Terra-Média, o universo onde as histórias se passam, o ajudou a superar a própria orfandade e algum isolamento na infância.

De todas as referências à obra do escritor britânico, aquela que paira como a mais forte é à amizade. A cinebiografia defende a ideia que a união de Tolkien a três de seus amigos de infância é o que pode estar por trás de sua ode à lealdade, presente na Sociedade do Anel, que aparece em seu romance mais conhecido.

Durante a guerra, o protagonista insiste em resgatar seus companheiros, perdidos em algum lugar do front, e tem o auxílio de um fiel soldado de patente mais baixa e sotaque caipira. Fica claro que a dinâmica é menção à relação entre Frodo e Sam, de “O Senhor dos Anéis”. Não à toa, o militar também se chama Sam.

“Tolkien falava dos homens que lutaram ao seu lado, gente simples do interior, levada àquele morticínio, sendo corrompida pelos horrores da guerra. Eram vários Sams”, explica Karukoski.

 

Outra alusão é mais inconteste. O filme narra o romance entre o escritor e Edith Bratt (Lily Collins), sua companheira da vida toda e fonte de inspiração para as musas de seus livros. O autor deixou cartas aos filhos descrevendo o encanto de ver a sua amada dançando em bosques, e a imagem seria materializada na Lúthien, de “O Silmarillion”, e na Arwen, de “O Senhor dos Anéis”.

Passagens bucólicas como essas, aliadas às mensagens antibelicistas e igualitárias presentes na obra, fizeram com que o autor fosse abraçado pela contracultura nos anos 1960, uma década após a publicação de sua obra-prima.

Enquanto cópias piratas dos livros de Tolkien eram consumidas sob o efeito de LSD, o Led Zeppelin pingava passagens dos livros nas letras de suas músicas. Tolkien era um ídolo hippie muito antes de virar uma referência geek.

A guinada ficou mais intensa quando Peter Jackson adaptou “O Senhor dos Anéis” para o cinema, no início dos anos 2000, numa trilogia bilionária e oscarizada que foi o gatilho para que a cultura pop se voltasse ao fantástico. O sucesso de “Game of Thrones” é só o cume do fenômeno, do qual a cinebiografia parece querer morder um naco.

A Amazon também já depositou suas fichas e prepara uma série sobre “O Senhor dos Anéis” para a sua plataforma sob demanda.

No Brasil, a editora HarperCollins está lançando obras literárias inéditas de Tolkien e novas traduções de livros já publicados. Estão previstos títulos do autor para os próximos cinco anos, inclusive uma nova versão de “O Hobbit”, programada para julho.

Os herdeiros do escritor ainda vivem dos frutos da mente de seu patriarca, morto em 1973. Mas são avessos a todas as adaptações audiovisuais de seus livros.

Desautorizaram, por exemplo, a biografia dirigida por Karukoski. “Adoraria mostrar a eles o meu filme”, conta o cineasta. “Mas foi positivo que não estivessem envolvidos. Pude fazer algo sem servir às necessidades dos herdeiros.”

Os Três Mosqueteiros – Netflix está desenvolvendo filme baseado na história clássica!

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Raphael Martins, no Legião dos Heróis

Os Três Mosqueteiros, um grande clássico da literatura escrito pelo francês Alexandre Dumas no século XVII, será adaptado no formato de um filme mais uma vez, mas não no cinema. Desta vez, é a Netflix, a maior plataforma de streaming do mundo, que contará a história de d’Artagnan e seus amigos.

O novo projeto será uma abordagem moderna dos personagens Athos, Porthos, Aramis e d’Artagnan e é baseado no roteiro de Harrison Query. O filme será produzido por Eric Newman e Bryan Unkeless, responsáveis pela produção de Bright com Will Smith. A produtora Sarah Bowen vai supervisionar o a produção.

Pouco se sabe sobre esta nova adaptação do clássico além de que ele deve ter um tom assemelhante ao dos filmes da série Missão Impossível. O elenco, as locações e a história do filme ainda não foram revelados pela Netflix, mas acredita-se que deve ser uma versão atualizada da história para os dias atuais.

A última adaptação de Os Três Mosqueteiros para o cinema se deu em 2011, com Logan Lerman, Milla Jovovich, Orlando Bloom, Christoph Waltz e Mads Mikkelsen interpretando os personagens principais. O filme foi dirigido por Paul W.S. Anderson, o mesmo que dirigiu os filmes da série Resident Evil.

A versão da Netflix de Os Três Mosqueteiros ainda não tem data de estreia.

Fonte: ComicBook

Após 15 anos, Marçal Aquino planeja voltar à literatura com romance policial

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O jornalista, escritor e roteirista Marçal Aquino Foto: Divulgação

Autor é roteirista de ‘Carcereiros’, cuja segunda temporada estreia na TV Globo no dia 16 de abril

Alessandro Giannini, em O Globo

SÃO PAULO – Há quase 15 anos sem publicar um livro, o escritor, roteirista e jornalista Marçal de Aquino tem planos de sair da seca literária. O autor está concluindo um romance policial e deve oferecê-lo ainda este ano ao editor Luiz Schwarcz, da Companhia das Letras.

– Estou devendo um livro para o Luiz – disse Aquino, antes do evento de lançamento da segunda temporada da série “Carcereiros”, que está no ar na Globoplay e estreia dia 16 de abril na TV Globo. Ele, Fernando Bonassi, Dennison Ramalho, Paulo Lins e Marcelo Starobinas formam a equipe de roteiristas da série inspirada em livro homônimo de Drauzio Varella.

Aquino disse que não ficou totalmente fora da literatura nessa década e meia na qual se dedicou ao cinema e às séries de TV. No período, escreveu quatro livros, entre os quais uma farsa erótica de época, “A felicidade genital”.

– Mas esse eu vou deixar um pouco de lado porque o mundo mudou muito nos últimos tempos e talvez as pessoas não entendam muito bem certas ironias que estão na história – disse ele.

O último livro que Marçal lançou foi “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios” (Companhia das Letras), em 2005. O romance foi adaptado para o cinema em 2011, com Camila Pitanga no elenco, sob direção de Beto Brant e Renato Ciasca.

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