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Conheça os escritores que usavam tarô e os jogos de sorte na escrita de seus livros

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William Butler Yeats, Philip K. Dick e Jorge Luís Borges eram alguns que se influenciaram pelas cartas e moedas nos rumos tomados em suas obras

André Nogueira, na Aventuras na História

O tarô e os jogos de sorte são elementos importantes para algumas pessoas quando se trata de tomada de decisões. O tarô, por exemplo, pode recriar trajetórias de vida e projetar sua continuidade e, assim, produzir uma narrativa sobre o futuro.

Muitos artistas tiveram suas vidas marcadas pelo gosto pelas cartas e pela sorte aleatória. Philip K. Dick, por exemplo, autor de O Homem do Castelo Alto, decidiu a trajetória de sua obra tendo como principal influência uma moeda que lançava corriqueiramente sobre sua mesa para decidir rumos narrativos. O famoso “cara ou coroa” guiou boa parte da história que conta a vida estadunidense após a vitória alemã na guerra e a tomada do país pelos nazistas.

P. K. Dick / Crédito: Wikimedia Commons

Nessa época, Dick estava também muito influenciado pela sua recente descoberta: um jogo místico chamado I-Ching, de origem chinesa, muito próximo do esquema do tarô, mas que funciona a partir de números e moedas. O autor usava a diversidade de rumos possibilitados pelo uso do I-Ching para sua massiva produção de obras. Os jogos de moedas usados por Dick eram essenciais para sua produção literária.

O I-Ching é um jogo que permite o diálogo. As moedas respondem suas perguntas com o positivo e o negativo (sim e não). Já no tarô, a experiência é mais profunda e modificadora.

Tarólogos dizem que o uso das cartas é uma forma de traçar um relato compreensível em meio à confusão da vida. Seria uma estratégia de conceber um trajeto delineável e narrável em meio às múltiplas possibilidades de caminhos já percorridos e a se percorrer. Essa característica do tarô fez com que o jogo atraísse a atenção e o afeto de grandes nomes da literatura mundial.

O tarô começa na mesa como num mapa / Crédito: Reprodução

Sylvia Plath, por exemplo, usou o tarô para produzir pelo menos três poemas completos da compilação Ariel, de 1965, e, a partir deles, concebeu o desenvolvimento de uma trajetória guiada, como em um jogo de tarô.

William Butler Yeats, conhecido por sua ligação com filosofias ocultistas, usou frequentemente o tarô em sua obra, não somente na tomada de decisões, mas no próprio imaginário poético de sua narrativa.

A pintora e escritoa Leonora Carrington imaginava o tarô como o equivalente a espelhos, pois mostram aquilo que não conseguimos ver, e usou essa metáfora em diversas obras surrealistas que produziu.

Pamela Lyndon Tavers teve sua vida bastante influenciada pela crença no tarô. Sua principal obra, Mary Poppins, é marcada pelo clima obscuro e incerto, muito mais do que as versões cinematográficas. Tavers era frequentadora constante de sessões de tarô, mesmo que não necessariamente para pensar o rumo de suas obras, mas para pensar em sua vida pessoal. A adoção de sua filha e a mudança de casa foram frutos diretos do resultado de seu jogo de cartas, por exemplo.

P. L. Tavers / Crédito: Wikimedia Commons

Jorge Luís Borges, talvez o maior escritor da história argentina, também era um adorador desses jogos de sorte. Muito afeito ao tarô, Borges se deixou influenciar muito, na vida privada e em sua obra artística, pelas sessões de carta. Chegou a escrever uma poesia cuja principal influência era o I-Ching, chamada Para uma versão do I-Ching, em A Moeda de Ferro (1976):

Nosso futuro é tão irrevogável

Quanto o rígido ontem. Não há nada

Que não seja uma letra calada

Da eterna escritura indecifrável

Cujo livro é o tempo. Quem se demora

Longe de casa já voltou. A vida

É a senda futura e percorrida.

Nada nos diz adeus. Nada vai embora.

Não te rendas. A masmorra é escura,

A firme trama é de incessante ferro,

Porém em algum canto de teu encerro

Pode haver um descuido, a rachadura,

O caminho é fatal como a seta,

Mas Deus está à espreita entre a greta.

J. L. Borges / Crédito: Wikimedia Commons

O uso dessas formas de pensar o futuro foi tão influente na arte, em tantas partes do mundo, que em muitos aspectos a presença do tarô e do I-Chang não pode ser ignorada para pensar o desenvolvimento artístico e autoral de diversas figuras centrais da literatura.

Para muitos, o campo místico e supersticioso da análise do tempo pessoal é suporte básico para a vivência pessoal e para a experiência artística e da sublimação, servindo como preenchimento dos vácuos que a vida propriamente material não consegue acessar.

O tarô, que muitas vezes sofre preconceitos e represálias, foi fonte primal para o nascimento de romances e contos que não podem ser negados pelos que presam a arte. Afinal, é muito difícil negar a qualidade dos contos de Borges, das alucinadas histórias de Dick ou dos quadros de Carrington e todos eles se basearam na sorte e na superstição para poderem existir hoje.

Raízes do Mal, livro de Stranger Things, será lançado no Brasil este mês

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Myrna Ariel,no Desencaixados

Em 2019 é oficial que Stranger Things estará de volta, mas o público não irá ouvir o nome dessa série apenas na plataforma de streaming. Ampliando a história para além das telas, a Netflix e a editora Penquin Random House se uniram e estarão produzindo alguns livros ligados ao universo de Stranger Things, e o 1° título chama-se Raízes do Mal.

O livro abordar assuntos que não foram muito aprofundados na série, como por exemplo, a história da mãe da Eleven e a sua relação com o projeto MKUltra que será o enredo principal de Raízes do Mal. A obra foi escrita por Gwenda Bond, e nela teremos narrações de fatos que aconteceram antes da série.

Raízes do Mal (Suspicious Minds) foi lançado nos Estados Unidos em outubro de 2018, aqui no Brasil o livro será distribuído pela Editora Intrínseca com data de lançamento programada para dia 10 de maio. Outros livros já foram lançados nos EUA, um deles conta um passado traumático sobre Max e como sua família acabou parando em Hawkins, já outra obra conta a experiência realizada em uma cobaia antecessora da Eleven.

Stranger Things é uma série produzida pela Netflix e que está prestes a lançar a sua 3° temporada. Protagonizada por crianças, a trama principal da 1° temporada gira em torno de um grupo de amigos, onde um deles acaba desaparecendo em Montauk, Long Island. Todos da cidade se prontificaram em ajudar nas buscas pelo menino, porém ninguém conseguiu encontra-lo. Mas nada é tão simples, coisas estranhas acontecem em Montauk, até mesmo coisas sobrenaturais.

Maior livraria flutuante do mundo vai atracar em cinco cidades brasileiras

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Livraria flutuante, navio Logos Hope vai atracar em portos brasileiros este ano com mais de 5 mil livros a bordo
(foto: Logos Hope/Divulgação)

A partir de agosto, o Logos Hope passará pelos municípios de Santos, Rio de Janeiro, Vitória, Salvador e Belém

Publicado no EM [via Estadão]

A maior livraria flutuante do mundo vai atracar em portos brasileiros este ano com mais de 5 mil livros a bordo. A partir de agosto, o Logos Hope passará pelos municípios de Santos, Rio de Janeiro, Vitória, Salvador e Belém, respectivamente.

Ao atracar nos portos, a proposta é promover projetos sociais e de ajuda humanitária com apoio de 400 voluntários. Segundo a empresa alemã GBA Ships, responsável pelo navio, pelo menos 47 milhões de pessoas em 150 países já subiram na embarcação em quase quatro décadas de atuação.

O Logos Hope como é conhecido hoje começou a atuar em fevereiro de 2009, mas a história do navio já soma cerca de quatro décadas, quando as embarcações eram batizadas com outros nomes. Logos, em grego, significa “a palavra”. A embarcação tem capacidade para 442 pessoas. Somente no Logos Hope, já foram vendidos mais de 8 milhões de obras. A embarcação recebeu mais de 7 milhões de visitantes.

A primeira cidade a receber o navio será Santos, a partir do dia 23 de agosto. Em Santos, são esperados cinco mil visitantes por dia. Em março, a Prefeitura de Santos entregou uma carta de boas-vindas à GBA Ships.

O navio ficará no município litorâneo até 17 de setembro, quando seguirá para o Rio de Janeiro. Lá, ficará atracado até 8 de outubro. O navio permanece em Vitória entre os dias 9 e 22 de outubro. Em seguida, continua a viagem até Salvador, onde estará entre os dias 24 de outubro e 12 de novembro.

O último município a receber o Logos será Belém, no dia 18 de novembro. A embarcação deixa a capital paraense no dia 6 de dezembro, dando continuidade ao percurso em outros países da América Central.

A feira flutuante contém títulos voltados para educação complementar, interesses profissionais e de carreira, desenvolvimento pessoal, entre outros. Há uma sessão voltada somente para crianças.

A maioria das obras disponíveis é em inglês, mas a empresa busca se adaptar à língua da comunidade local. Quando o navio atraca nos portos, é organizada uma estrutura para doação de livros.

“Leitores não faltam”, diz novo curador do Prêmio Jabuti sobre crise no setor

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Reprodução
Pedro Almeida

Elisa Dinis, no IG

Pedro Almeida foi anunciado como o novo curador do Prêmio Jabuti . Com mais de 20 anos de experiência no mercado editorial, já trabalhou em diversas editoras no Brasil e foi responsável por alguns best-sellers como “Marley & Eu”.

Sonho de consumo de diversos autores, Pedro é um nome forte no mercado e juntou um time de peso para ajudá-lo em sua gestão. Além de editor, Pedro é também professor e sócio na Faro Editorial.

O Prêmio Jabuti é o mais tradicional do mercado literário. Criado em 1958 pela Câmera Brasileira do Livro (CBL) tem premiações para as diversas esferas que envolvem a produção de um livro, como adaptação, tradução e as tradicionais por gêneros literários.

Confira nosso bate-papo:

Quarta Capa: Primeiro parabéns pela indicação! O que essa nomeação representa na sua carreira?

Pedro Almeida : Apesar de participar da Premiação desde 2016, nas curadorias dos professores Marisa Lajolo e Armando Bagolin, o desafio é enorme, mas eu adoro desafios! E nesse tempo participando como membro do conselho pude confirmar uma crença: a de que uma premiação cultural tem o poder de incentivar a leitura, a Educação, de valorizar a cultura. Isso é o que me move e que me fez aceitar o convite.

Q.C.: A edição passada teve algumas polêmicas. Como você enxergou tudo o que aconteceu?

P.A.: Foram feitos muitos ajustes, oriundos de demandas de todas as partes, que eram adiadas frequentemente. Diante disso, alguns ajustes se fazem necessários à edição passada, e nas próximas também. As polêmicas foram supervalorizadas diante do que foi bem positivo. Quem viu o resultado do prêmio percebeu que muitas escolhas renovaram a premiação, deram mais destaque aos vencedores, e era tudo o que desejávamos na época.

Q.C: Você trabalha no mercado editorial há mais de 20 anos. Você o escolheu ou foi escolhido?

P.A.: Fui escolhido. Venho de uma família em que a Literatura não era um hábito comum. Foi um interesse particular, pessoal, despertado na juventude. E tive de me dedicar mais para lidar com o atraso, com o tempo perdido das leituras que não fiz antes. Aos 23 comecei a ler freneticamente, de tudo, em geral, os clássicos: Oscar Wilde, Genet, Machado, Alencar, Clarice, Cecília e tantos outros.

Q.C: Mas antes você estava trabalhando com o quê?

P.A.: Minha carreira teve início em área totalmente diferente. Aos 16 saí de casa para estudar na escola de Especialistas de Aeronáutica. Aos 18, já formado, e como sargento, trabalhava na área de controle de tráfego de aeroportos, por 5 anos no aeroporto de Congonhas. Mas a vida me conduziu ao ambiente das redações. Primeiro das revistas, depois dos livros, de onde nunca mais saí.

Q.C: Como sócio de uma Editora, como vê essa crise que o mercado está passando?

P.A.: Estamos diante de um cenário complexo. Não é da falta de leitores, mas do risco das maiores livrarias falirem. Já houve um baque enorme em 2018. Pode acontecer uma segunda fase desta crise e isto levar ao fim de muitas editoras. É importante que as empresas meçam seus riscos e não apostem todas suas fichar num único caminho. Se o vento parar de soprar, será preciso ligar o motor ou acionar os remos para continuarmos navegando. Leitores não faltam.

Vivemos algumas gerações de falta de incentivo à leitura, de desprestígio do livro, de uso da literatura apenas para fazer provas. Literatura é essencial para a formação de um povo, para a educação. Não consigo ser pessi mista porque penso que já atingimos o fundo do poço, e as novas gerações de leitores, editores, autores e professores vão mudar esse quadro.

Q.C: Agora recebemos a polêmica notícia sobre o teto de R$ 1 milhão para captação de recursos via Lei Rouanet…

P.A.: Essa notícia pegou muita gente de surpresa. Inúmeros festivais de literatura como Bienais, feiras do Livro e a Flip utilizam a Lei Rouanet para captar recursos. Não se pode colocar no mesmo patamar uma instituição de classe como a CBL ou o Snel, que fomentam eventos culturais e inserem centenas de pequenas empresas editoriais em evento cultural com a mesma restrição que se pode fazer a um artista ou banda. É algo que precisa ser revisto e creio que diante desse quadro, desconhecido por quem propôs a redução do teto, isto deverá acontecer.

Q.C: As plataformas de auto publicação estão ganhando mais espaço. Como enxerga esse mercado sendo você um editor do chamado “publicação tradicional”?

P.A.: Acho todas essas plataformas são complementares, e isso é o que está trazendo novos leitores a cada ano. Mais pessoas escrevem e lançam e isso faz todo o ciclo se movimentar: mais autores, mais leitores, mais livros em diferentes meios e formatos. Muitos autores foram contratados por mim depois de terem lançados suas obras por essas plataformas. Elas são um bom caminho para quem não tinha oportunidade de mostrar o seu trabalho às editoras.

Q.C: Quais dicas você pode passar para os autores que desejam participar de concursos e prêmios literários?

P.A.: Cada concurso tem seu foco. A coisa mais importante é ver quais livros são premiados e participar daqueles que estão no mesmo segmento que o seu. Há uma infinidade de focos, mesmo quando falamos em prêmios de ficção, romance nacional. Há concursos que escolhem apenas os mais literários, outros que valorizam o aspecto temático em igual medida. Premiações ajudam sobretudo aos novos escritores a encontrar mais leitores e casas editoriais para suas obras.

Q.C: Agenciamento literário internacional é uma realidade há décadas. Aqui no Brasil estamos profissionalizando cada vez mais essa prática com os autores nacionais. Como você lida com os agentes para publicação de nacionais?

P.A.: Mais da metade dos meus autores nacionais são agenciados. Para mim é uma facilidade, pois muitas questões práticas são resolvidas mais facilmente com os agentes. Sei que há poucos agentes para tantos autores ainda, mas é uma questão de tempo. Nos últimos cinco anos o número de agentes praticamente triplicou em nosso mercado.

Q.C: Além de publisher, você também é professor de cursos na área editorial. Como tem avaliado a busca por profissionalização no nosso mercado?

P.A.: Na década de 1990, quando comecei, não havia cursos. Tudo o que aprendíamos era na prática ou em livros importados. Decidi dar aulas quando vi que o pouco que sabia era algo necessário para quem chegava ao mercado. E que não precisaria esperar 10, 15 anos como eu, para acumular sozinho.

Dar aulas, para mim, é uma forma de retribuir o que recebi de outros, e um caminho para lidarmos com o nosso atraso nesta formação. Não há muito espaço para o autor ou o editor idealista, sonhador, que se preocupava apenas com aspectos artísticos de uma obra, sem orientar-se por sua viabilidade. É isso o que esses cursos proporcionam, e podem evitar qu e empresas quebrem por excesso de idealismo ou falta de educação editorial profissional.

Q.C: Você tem vários sucessos em seu currículo, como Nicholas Sparks e Marley & Eu. O que podemos esperar para esse ano na Faro Editorial?

P.A.: Sinto-me feliz quando livros que eu público se comunicam com muitas pessoas. Não é fácil reproduzir grandes sucessos. A boa escolha é apenas uma parte do processo. A primeira, mas não é raro ver obras que tinham enorme potencial, alcançarem resultados medíocres. E obras regulares alcançarem resultados fantásticos. As estratégias, comercial e de marketing de uma obra, fazem muita diferença.

No próximo mês lançaremos o 4º livro de um autor americano de suspense que tenho o maior orgulho em publicar. Fomos o primeiro país a adquirir os direitos de sua obra. Sabia que não conseguiria torná-lo um sucesso no Brasil sendo que se tratava de livro de estreia, publicado nos EUA numa pequena casa, sem muito marketing. Mas acreditamos na escrita dele e, depois de mais de 150.000 exemplares vendidos aqui com três obras, estamos fazendo uma aposta com tiragem incial de 50.000 exemplares. Charlie Donlea, Uma mulher na escuridão.

Q.C: Gostaria de encerrar com algumas dicas para autores que desejam ingressar no mercado. O que pode dizer a eles?

P.A.: Escrever é como uma segunda língua. E cada gênero deve ser encarado como um idioma extra. Muita gente acha que escrever é uma consequência natural do domínio de um vocabulário e das regras de um idioma. Não é. Trata-se de uma atividade profissional que requer interesse, talento e muito esforço. Autocrítica para descobrir um gênero em que é melhor e investir nele.

Nos cursos editoriais que ministro com a agente Alessandra Ruiz explicamos que antes a pessoa publicava um livro e atraía leitores. Hoje uma pessoa precisa ter leitores para publicar um livro. Então, não há espaço para quem nunca publicou textos em sites, blogs, jornais, revistas e, de repente, surgir com um livro para publicar. Quer se tornar escritor? Exponha sua escrita. Se houver leitores interessados nela, aí você descobriu algo que vale a pena investir. E editoras aparecerão.

Sucesso de Ruth Rocha, ‘Marcelo, Marmelo, Martelo’ deve virar série

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Data da foto: 12/2002 Ruth Rocha, escritora infanto-juvenil. (Divulgação/Divulgação)

A direção da adaptação do livro que teve mais de 20 milhões de cópias vendidas será de Calvito Leal e Duda Vaisman

Publicado na Veja

Marcelo, Marmelo, Martelo pode virar série. A produtora Coiote conseguiu autorização de Ruth Rocha para a adaptação, e agora busca patrocínio ou parcerias com empresas do ramo para transformar o maior sucesso da escritora em uma produção de streaming.

“É sempre um desafio, mas acreditamos que já partimos com o interesse de um grande público, de várias gerações”, afirma Margarida Ribeiro, integrante da equipe que levará para as telas o livro de mais de 20 milhões de cópias vendidas. A direção será de Calvito Leal e Duda Vaisman.

“Estou na expectativa de ver o que vai sair, como vai ser. Naturalmente, estou feliz, porque televisão é importante, as crianças adoram”, diz Ruth Rocha. “Expande a história. O público de TV que não é leitor pode ganhar interesse em ler. E o público que é leitor vai ter interesse na série.”

Na maioria das vezes, a escritora não autoriza pedidos de adaptação de seus livros. “Vem muita bobagem, o livro vira outra história. Tem de ter a essência do original.”

Ruth Rocha não acredita que os produtos audiovisuais ‘roubam’ as crianças dos livros. “A TV, os tablets roubam um pouco de tempo, sim, mas também estimulam e podem remeter aos livros”, afirma ainda. “Não devemos demonizar nada”, acrescenta.

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