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Livros recuperam perdas da pandemia, e vendas de 2020 alcançam o nível de 2019

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Publicado na Folha de S. Paulo

O balanço anual do mercado editorial, divulgado pela Nielsen em parceria com o Sindicato Nacional de Editores de Livros, mostra que as vendas do ano passado recuperaram as perdas da pandemia e fecharam no mesmo nível de 2019.

O setor movimentou R$ 1,74 bilhão em 2020, enquanto no ano anterior o faturamento foi de R$ 1,75 bilhão, uma queda de menos de um ponto percentual. Em termos de quantidade de obras vendidas, o ano passado superou o anterior em quase 370 mil livros, alcançando 41,9 milhões.

O mês de dezembro, como vinha acontecendo nos períodos anteriores, mostrou um crescimento robusto em relação ao mesmo mês de 2019, com um faturamento 4,98% maior para o mercado editorial.

Marcos da Veiga Pereira, presidente do sindicato dos editores, ressalta que o resultado foi beneficiado por lançamentos importantes no final do ano passado e pela abertura de novas lojas.

É bom lembrar que boa parte da receita anual se segurou nas vendas em plataformas online, já que as livrarias permaneceram fechadas por meses, por causa da pandemia, e ainda não recuperaram o movimento normal.

Com o começo da quarentena, na virada de março para abril, o faturamento total chegou a cair pela metade.

Se antes do coronavírus a maioria do faturamento vinha da venda em lojas físicas, esse número praticamente se inverteu com a quarentena. Os próximos momentos do mercado editorial devem ser dedicados à retomada das lojas físicas, essenciais para estimular lançamentos.

Vendas de livros no Brasil crescem e pesquisa aponta para mais leitura na pandemia

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Publicado no Estadão

Depois de quedas acentuadas no início da pandemia no Brasil, o varejo de livros vem apresentando crescimento consistente nos últimos meses, fato comprovado pelo 11.º Painel do Varejo de Livros no Brasil de 2020, divulgado nesta terça-feira, 17, pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e pela Nielsen. Houve crescimentos de 25% em volume e 22% em valor dos livros vendidos, comparado ao mesmo período de 2019. Foi a maior variação positiva do ano.

Para o presidente do SNEL, Marcos da Veiga Pereira, a melhor notícia é ver o interesse crescente dos leitores. “A discussão recente sobre a tributação dos livros teve um impacto positivo para a indústria. A reação da sociedade, representada pelo abaixo-assinado #defendaolivro, acabou refletida no consumo. Claramente o brasileiro está lendo mais durante a pandemia”, comenta, em comunicado.

De acordo com a pesquisa, o setor livreiro contabilizou 3,62 milhões de títulos vendidos, faturando R$136,86 milhões. Ao longo do ano de 2020, foram comercializados 32,81 milhões de livros, movimentando R$1,39 bilhão. Já em 2019, foram vendidos 33,50 milhões de títulos com um faturamento de R$1,43 bilhão no mesmo período. Em percentuais, esses números representam uma queda de 3,10 pontos em valor e de 2,06 em volume.

O mercado ainda espera as vendas da Black Friday e do período do Natal para expandir os números de 2020.

Os números do Painel do Varejo de Livros no Brasil têm como base o resultado da Nielsen Bookscan Brasil, que apura as vendas das principais livrarias e supermercados no país.

Senado recebe mais de 1 milhão de assinaturas contra taxação de livros

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Publicado no Money Times

O senador Major Olimpio (PSL-SP) encaminhou na terça-feira (3) ao presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre, abaixo-assinado com mais de 1 milhão de assinaturas eletrônicas contra o projeto do governo que cria uma alíquota de 12% sobre a indústria de livros.

A proposta (PL 3.887/2020) está na reforma tributária encaminhada pelo ministro Paulo Guedes ao Congresso. Hoje o mercado do livro é protegido pela Constituição de pagar impostos (art. 150). A Lei 10.865, de 2004, também garantiu ao livro a isenção de Cofins e PIS/Pasep.

— Uma iniciativa de três jovens universitárias, uma com 17, uma com 20, outra com 21 anos. Saíram coletando assinaturas em defesa do livro no Brasil contra a proposta do governo. Recolheram mais de 1 milhão de assinaturas em 15 dias. A meta das meninas era 50 mil assinaturas. Tanto que despertaram a atenção do Brasil e de todos os setores envolvidos na cadeia de produção de livros. Recolheram estas assinaturas dirigidas a Vossa Excelência como presidente do Congresso. Não podemos tornar os livros ainda mais caros no Brasil — discursou Major Olimpio.

O senador informou que o abaixo-assinado também será encaminhado à Comissão Mista da Reforma Tributária, da qual é revisor e sub-relator.

O abaixo-assinado na plataforma change.org foi uma iniciativa das estudantes Julia Bortolani, 17 anos, estudante de Engenharia (UFMT); Dinah Adélia, 20 anos, estudante de Enfermagem (UNI-RN); e Letícia Passinho, 21 anos, estudante de Arquitetura e Urbanismo (UFV).

“Não esperávamos alcançar 1 milhão de assinaturas nem no nosso maior sonho. Tínhamos uma meta de 50 mil assinaturas. Com a mobilização, alcançamos juntos e juntas, em uma hora, o 1º lugar nos Trendig Topics do Twitter com a hashtag #DEFENDAOLIVRO”, postaram as estudantes após entregarem a petição ao senador Major Olimpio, com mais de 52 mil páginas de assinaturas.

“Esse 1 milhão de assinaturas é um tapa na cara de cada um daqueles que tem responsabilidade pública”, respondeu o senador após receber a petição.

As estudantes acrescentaram que “vimos as mais variadas pessoas se pronunciando, mostrando que lutariam por isso com a gente: celebridades, escritores, editores, leitores e educadores. Os livros acompanharam toda a nossa vida, nos ensinaram a crescer, ensinaram que não podíamos desistir e que conseguiríamos enfrentar qualquer coisa. Nós de forma alguma somos elite, somos filhas de trabalhadores que lutaram muito para que pudéssemos ler”.

“Um autor recebe, em média, 10% do preço de capa do livro por direitos autorais. Caso a reforma seja aprovada, o governo passará a receber 12%. Ou seja, mais que o autor do livro”, conclui o manifesto das estudantes na internet.

Último capítulo: Livraria Saraiva fecha todas as suas unidades em Salvador

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Publicado no Jornal Correio 

Após 13 anos de operação em Salvador, a partir amanhã (21) todas quatro Mega Stores da Livraria Saraiva na capital baiana deixam de funcionar. A confirmação foi feita ao CORREIO, pela gerente das unidades da rede no estado, Elisângela Nunes. A empresa não quis comentar o motivo do fechamento nem deu detalhes sobre o volume de demissões com o fim das lojas físicas.

As livrarias instaladas no Shopping da Bahia, Barra, Salvador e Paralela, inclusive, já haviam começado a fazer promoções com descontos progressivos de 20% a 40%. Porém, é possível encontrar produtos no outlet com redução de 90%. Na loja virtual, na aba ‘Nossas Lojas’, as unidades do estado não aparecem mais na lista da rede.

Em nota, a Saraiva escreveu que “constantemente está avaliando a rede de lojas e definindo sobre fechamentos, assim como outros varejistas, fazendo parte de sua estratégia regular. Devido a companhia ser de capital aberto e não poder compartilhar detalhes dessa estratégia”.

A notícia já havia movimentado as redes sociais nos últimos dias por fãs da livraria, mesmo sem a confirmação oficial da Saraiva, que chegou a Salvador em 2007. A proposta de mega store trazia formato de negócio inovador diante das lojas mais tradicionais e logo conquistou um público cativo.

“Se antes tínhamos a Siciliano que era um ambiente mais frio, distante, a Saraiva oferecia um ambiente mais aconchegante e acolhedor, sendo que ainda contava com um catálogo absurdo de livros. A chegada da rede aqui coincidiu com o meu maior interesse pela leitura e, em especial, pela coleção de quadrinhos. Era sempre bom ir até à livraria e ver as novidades, trocar uma ideia, participar dos eventos ou simplesmente fazer hora lendo um livro”, lembra o publicitário Gilberto Coelho, de 33 anos.

Para o estudante Felipe Motta, de 23 anos, não é só uma loja a menos, mas o fechamento de um espaço de cultura. “Várias vezes eu comecei a ler um livro lá antes de comprar. E eu penso que digitalmente você pode não ter esta oportunidade. Por mais que a gente tenha a facilidade do digital de tudo ali na tela do computador, ainda tem essa questão de como isso pode ser impactante na cultura da leitura de quem frequentava esses lugares”, afirma.

A produtora de conteúdo, Renata Pinheiro, de 27 anos, é mais uma que também lamenta o fim da Saraiva e a redução de livrarias na cidade: “só quem ama livros, que gosta sabe como é a emoção de cheirar um livrinho novo, ter a experiência de ver os lançamentos. Eu entrava lá e passava horas. Era um lugar que nos acolhia. Espero que o incentivo à literatura não se perca”.

Dívidas

Em maio, quando as lojas físicas estavam impedidas de funcionar por conta da pandemia, a Saraiva já havia anunciado o fechamento de diversas livrarias em São Paulo, no Distrito federal, Minas Gerais e no Rio Grande do Sul. Além das sete unidades distribuídas nestes estados, outras 12 lojas em outras regiões, entre elas, a localizada no Shopping da Bahia, em Salvador, corriam o risco de fechamento, caso os custos não fossem renegociados.

O diretor de negócios do grupo, Deric Guilhen, havia divulgado um comunicado aos funcionários da rede, anunciando o fechamento de algumas das lojas, associando a causa aos prejuízos causados pela suspensão das atividades devido à crise do coronavírus. No segundo trimestre de 2020, o prejuízo da Saraiva cresceu 64% com perda de R$ 118,2 milhões, no período. A receita entre os meses de abril a junho caiu 82%.

Há dois anos, a Saraiva entrou com um pedido de recuperação judicial, após acumular uma dívida de R$ 675 milhões. Na época, eram 85 lojas em 17 estados. No ano passado, a rede centenária de varejo líder de vendas de livros no país, apresentou plano de recuperação dos seus negócios aos credores, em que a companhia propôs pagar apenas 5% da sua dívida em 15 anos em parcelas anuais por 14 anos, após 12 meses de carência.

A dívida já chegava a R$ 684 milhões quando a proposta foi feita. Os 95% restantes do débito seriam transformados em debêntures (títulos de dívidas) a serem emitidos em 2034, 16 anos a partir da homologação do plano pela Justiça. Depois de uma série de entraves, o acordo foi aprovado permitindo que a empresa pagasse 5% da dívida ao longo de 15 anos.

Efeitos

Escritor baiano e colunista do CORREIO, Edgard Abbehusen, diz que não vai ser mais a mesma coisa ir ao shopping e não encontrar a livraria. “Soube que a Leitura, do Bela Vista, fechou e a Cultura, do Salvador Shopping, antes mesmo da pandemia, foi reduzida pela metade. É um baque enorme pra gente que gosta de livro. Quando você escreve um livro, o seu sonho é ter a sua obra na prateleira de uma livraria. As livrarias físicas super importantes na formação do leitor. E ter uma ou duas delas a menos, apesar da minha esperança de renovar espaços, machuca”.

Abbehusen destaca ainda, a perda para o mercado editorial do país como um todo, sobretudo, diante de um cenário de crise. “A livraria física dá a oportunidade do autor encontrar os seus leitores e se conectar com eles de perto. O mercado editorial no Brasil hoje vive uma crise e não tem nada a ver com o avanço das possibilidades digitais. É uma crise puxada por gigantes. Acredito que o país fica um pouco mais ferido quando uma livraria fecha as portas”, completa.

Aprenda a organizar seus livros de uma vez por toda com essas dicas

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Publicado no Terra

Organizar livros nem sempre é uma tarefa fácil, afinal eles exigem muitos cuidados. E caso não estejam guardados corretamente, eles podem amassar ou estragar, ficando com aquela famosa “orelha” nas páginas. Existem diversas formas de colocá-los em uma estante, o que depende tanto do gosto pessoal quanto do espaço disponível.

Além disso, eles também podem fazer parte da decoração do ambiente, seja do quarto ou, até mesmo, da sala. O ideal é investir em prateleiras para otimizar a organização, mas se você não sabe por onde começar, confira essas dicas que vão te salvar na hora de botar tudo em ordem.

Como organizar livros da melhor maneira possível

Desapegue
Todo mundo tem aquele livro que sabe que não vai ler mais e, mesmo assim, ele continua guardado em um canto. Chegou o momento de se livrar deles e de todos os outros que não são mais necessários. Não há porque continuar guardando-os e fazer isso só ocupa espaço. Você pode vendê-los para um sebo ou, quem sabe, doar para uma biblioteca.

Comece com a limpeza
Livros são delicados e pedem um espaço higienizado, por isso, antes de qualquer coisa é importante fazer uma faxina no ambiente em que eles serão guardados. Se utilizar um pano úmido, lembre-se de esperar a superfície secar completamente. E não se esqueça: os livros também precisam ser limpos, seja com uma toalha de flanela ou espanador de pó.

O que não é usado fica no topo ou embaixo da estante
Já leu aquele título ou então está guardando para depois? Então o deixe no topo ou na parte debaixo da estante, pois eles não precisam estar ao alcance das mãos. Isso facilitará a organização, já que eles estão em lugares de difícil acesso, raramente será necessários removê-los de lá.

O que é usado com frequência deve ficar na altura dos olhos
Agora aquele livro que você está lendo no momento, os que são usados para estudar e os livros de receita devem ficar na altura dos olhos e a fácil alcance. Já que eles sempre vão sair da estante, é importante não ter dificuldades para pegá-los.

Ordem de organização
Existem diversas formas de colocar os livros em ordem, tudo depende da sua preferência. As mais comuns são organizar por título da obra ou autor, por tamanho ou por cores. Essa última opção também cria a possibilidade de encapar todos os livros para que fiquem todos da mesma tonalidade, podendo combinar com a decoração do ambiente. As monocromáticas ficam enlouquecidas!

Acessórios para decoração
Além de apenas livros na estante, invista em objetos decorativos, para trazer um charme a mais ao ambiente. Aposte em porta-retratos, com fotos da família e amigos, ou em pequenos vasos de plantas. Outra opção são os aparadores, que ajudam os livros a ficarem na posição vertical e ainda podem fazer parte da decoração.

Para espaços pequenos
Se na sua casa não há espaço para uma estante, existem outras opções para organizar livros. É possível guardá-los em gavetas, com cuidado para não amassá-los, ou então em baús e na mesa de cabeceira, dessa forma eles também decoram o quarto. Isso é ideal para quem quer economizar espaço ou tem poucos títulos. E que tal categorizá-los em um caderninho para quando precisar, você ir até o lugar correto?

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