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‘Doutor Sono’: Stephen King explica porque decidiu escrever a sequência de ‘O Iluminado’

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Allan Torres, no CinePop

Em entrevista para o Cinema Blend, Stephen King explicou porque decidiu expandir a história contada em ‘O Iluminado’ ao publicar ‘Doutor Sono’.

Para quem não conhece, o livro lançado em 2013 acompanha Danny Torrance, agora adulto, tentando se livrar dos traumas de infância causados pelo Hotel Overlook.

“Eu sempre questionei o que teria acontecido com Danny quando ele se torna adulto. Eu senti que tinha algo a contar para o público… Uma das coisas que eu queria ver era um homem no limite. Você não consegue se recuperar de um trauma até chegar ao limite, e eu queria ver isso acontecendo com Danny.”, disse o autor.

Lembrando que ‘Doutor Sono‘ será adaptado para o cinema e estreia em 07 de novembro.

Dirigido por Mike Flanagan, o longa é estrelado por Ewan McGregor, Rebecca Ferguson, Jocelin Donahue, Zahn McClarnon, Emily Alyn LindeJacobTremblay.

Na infância, Danny Torrance conseguiu sobreviver a uma tentativa de homicídio por parte do pai, um escritor perturbado por espíritos malignos, tornado-se um adulto igualmente traumatizado e alcoólatra. Sem residência fixa, ele se estabelece em uma pequena cidade, onde consegue um emprego no hospício local e cria um vínculo telepático com uma menina, paciente da instituição.

5 livros de terror para ler em um dia

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Karol Póss, no Entreter-se

Toda sexta-feira 13 pede boas narrativas de terror para ajudar a entrar no clima. Então, que tal começar por alguns livros curtinhos que podem ser lidos em poucas horas? Pensando nisso, separamos 5 sugestões de leituras bem rápidas, mas ainda assustadoras, para garantir que você irá curtir muito bem esse dia de horrores.

Carrie, a Estranha

Autor: Stephen King

Editora: Suma

Páginas: 200

Sinopse: Carrie é uma adolescente tímida e solitária. Aos 16 anos, é completamente dominada pela mãe, uma fanática religiosa que reprime todas as vontades e descobertas normais aos jovens de sua idade. Para Carrie, tudo é pecado. Viver é enfrentar todo dia o terrível peso da culpa. Para os colegas de escola, e até para os professores, Carrie é uma garota estranha, incapaz de conviver com os outros. Cada vez mais isolada, ela sofre com o sarcasmo e o deboche dos colegas. No entanto, há um segredo por trás de sua aparência frágil: Carrie tem poderes sobrenaturais, é capaz de mover objetos com a mente. No dia de sua formatura, Carrie é surpreendida pelo convite de Tommy para a festa – algo que lhe dá a chance de se enxergar de outra forma pela primeira vez. O ato de crueldade que acontece naquele salão, porém, dá início a uma reviravolta cheia de terror e destruição. Chegou a hora do acerto de contas. Carrie, a estranha é um dos maiores clássicos de terror da literatura contemporânea e um dos livros mais aclamados de Stephen King.

Coraline

Autor: Neil Gaiman

Editora: Rocco Jovens Leitores

Páginas: 159

Sinopse: Coraline acaba de se mudar para um apartamento num prédio antigo. Seus vizinhos são velhinhos excêntricos e amáveis que não conseguem dizer seu nome do jeito certo, mas encorajam sua curiosidade e seu instinto de exploração. Em uma tarde chuvosa, consegue abrir uma porta na sala de visitas de casa que sempre estivera trancada e descobre um caminho para um misterioso apartamento “vazio” no quarto andar do prédio. Para sua surpresa, o apartamento não tem nada de desabitado, e ela fica cara a cara com duas criaturas que afirmam ser seus “outros” pais. Na verdade, aquele parece ser um “outro” completo mundo mágico atrás da porta. Lá, há brinquedos incríveis e vizinhos que nunca falam seu nome errado. Porém a menina logo percebe que aquele mundo é tão mortal quanto encantador e que terá de usar toda a sua inteligência para derrotar seus adversários.

Obscura Epifania

Autor: Diversos

Editora: Jogo de Palavras

Páginas: 120

Sinopse: O terror faz parte do cotidiano e do sobrenatural. Facas cortando pescoços e zumbis mastigando cérebros são exemplos de fatos perturbadores que tendem a mexer com o emocional (e às vezes o físico) dos leitores. São muitos os interessados em visualizar, por intermédio das palavras, pedaços de corpos voando pelos ares após uma explosão. Nesta antologia, escritoras e escritores de Língua Portuguesa narram – seja em prosa, seja em verso – o que há de mais macabro dentro da mente.

Joyland

Autor: Stephen King

Editora: Suma

Páginas: 240

Sinopse: Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado – e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria. O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer – e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.

Era uma vez uma mulher que tentou matar o bebê da vizinha: Histórias e contos de fadas assustadores

Autor: Liudmila Petruchévskaia

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 268

Sinopse: “Liudmila Petruchévskaia pertence ao grupo de escritores que não encontram equivalente em nenhum outro autor, tradição ou país. Considerada por alguns herdeira de Allan Poe e Gogol, a maior autora russa viva combina o contexto soviético em que produziu grande parte de sua obra com uma realidade povoada por assombrações, pesadelos, acontecimentos macabros e personagens sinistras. O resultado são história sobrenaturais que retomam a tradição dos contos folclóricos, porém dotadas de um humor contemporâneo e de uma carga política que não precisa se expressar diretamente para existir, pois, assim como não é à toa que a autora teve sua obra banida da União Soviética até o final dos anos 1990, tampouco é por acaso que ela recebeu em 2002 o prêmio de maior prestígio na Rússia pelo conjunto de sua obra. ”

Os 4 livros que Bill Gates está lendo em setembro

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Foto: REUTERS/Charles Platiau

Publicado no Yahoo Finanças

Bill Gates, um dos homens mais ricos do mundo, líder de projetos de sustentabilidade e de filantropia e fundador da Microsoft, é também um amante da leitura, assim como outros bilionários mundo afora.

Em uma recente entrevista ao Wall Street Journal, Gates falou sobre seus hábitos de leitura. O bilionário diz que tenta ler um livro por semana, chegando a 50 títulos por ano, e que atualmente está lendo quatro obras ao mesmo tempo.

De trabalhos de não-ficção ao romancista David Foster Wallace, estes são os livros que Bill Gates está lendo em setembro.

Graça Infinita, de David Foster Wallace

Gates disse ao WSJ que pretende ler “todas as palavras” escritas pelo premiado David Foster Wallace antes de entrar em uma de suas obras mais famosas, “Graça Infinita”. “Eu não começo livros sem terminá-los, então começar um livro de 1.600 páginas com enormes notas de rodapé é assustador mesmo para um leitor ambicioso”, disse o bilionário.” Existem livros como esse que circulam pelo mundo várias vezes antes que eu chegue a abri-los.”

Prepared: What Kids Need for a Fulfilled Life, de Diane Tavenner

Os livros que mais despertam o interesse de Bill Gates são de não-ficção e focados em temas tratados pela Fundação Bill & Melinda Gates. “Prepared”, que ainda não foi lançado no Brasil, é um deles. O livro conta a histórias de um novo modelo de escola pública nos EUA que ensina crianças habilidades e conhecimentos úteis para o dia a dia, em vez de informações cobradas em vestibulares.

Loonshots, de Safi Bahcall

Acostumado com ideias “malucas”, como a de recriar os vasos sanitários e a de erradicar a malária, Bill Gates encontra em “Loonshots”, de Safi Bahcall, um estudo sobre como inovações jamais pensadas pela humanidade podem ser criadas da noite para o dia e cultivadas em um grupo de pessoas. O livro também não foi lançado no Brasil.

These Truths – A History of the United States, de Jill Lepore

Existem muitos livros sobre a história dos Estados Unidos e Bill Gates já leu muitos deles, mas sua atual referência é esta obra de escritora norte-americana Jill Lepore, conhecida no Brasil como a autora de uma biografia do criador da Mulher-Maravilha. “These Truths” tenta desmistificar momentos da história do País com uma análise crítica, da chegada de Cristóvão Colombo ao continente americano à política de imigração do governo estadunidense.

Depois de 34 anos, Margaret Atwood lança a sequência de ‘O Conto da Aia’

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Foto: AFP

‘The Testaments’ se passa 15 anos após a história original

Publicado no Destak Jornal

A escritora canadense Margaret Atwood apresenta nesta terça-feira (10) em Londres “The Testaments”, a sequência do aclamado “O Conto da Aia” (1985), uma distopia misógina aterradora que se tornou um verdadeiro manifesto feminista na era do movimento #MeToo.

“A obra é uma advertência sobre a violência exercida contra as mulheres”, disse Melisa Kumas, uma holandesa de 27 anos que compareceu na segunda-feira à noite à cerimônia de lançamento, vestida de vermelho, para recordar o uniforme das “aias”.

Atwood “me tornou mais consciente da política que me cerca. Agora estou mais concentrada na atualidade para assegurar que não aconteça o pior”, completou, na conversa com a AFP, antes de ouvir, logo após a meia-noite, a leitura feita pela escritora, de 79 anos, de trechos do novo livro.

A sequência, que chega às livrarias nesta terça-feira (10), promete ser um grande sucesso: o livro foi selecionado entre os finalistas do Booker Prize 2019, prestigiosa premiação literária britânica, e sua adaptação para a TV já está em curso.

O livro segue os passos do predecessor, que registrou uma retomada das vendas por sua adaptação como uma série de televisão. “O Conto da Aia” vendeu oito milhões de cópias no mundo apenas em sua versão em inglês.

Tia Lydia

Em 1985, Atwood imaginou os Estados Unidos transformados em “República de Gilead”, um país totalitário teocrático onde os dirigentes estupram, em cerimônias religiosas com a ajuda de suas esposas, as mulheres capazes de procriar, as “aias”, para ficar com seus bebês.

As regras são justificadas por um suposto Deus onipresente nos costumes diários, inclusive nos cumprimentos: em Gilead, todas as conversas começam com a expressão “Bendito seja o fruto”.

Neste mundo obscuro, uma mulher, June, tenta sobreviver. No primeiro livro, ela é a responsável por conduzir o leitor, por meio de um monólogo angustiante, por esta ditadura misógina, na qual o papel de aia reprodutora é imposto, e o de mãe, retirado.

June têm duas filhas, mas não tem direitos sobre nenhuma delas.

“The Testaments” se passa 15 anos depois da história original: Agnes vive em Gilead, enquanto sua irmã Daisy mora no vizinho Canadá e fica horrorizada com os abusos cometidos do outro lado da fronteira.

É, sobretudo, a voz de uma terceira narradora que mantém o leitor em suspense: tia Lydia, a maquiavélica líder das “tias”, grupo de mulheres responsáveis por escravizar as compatriotas férteis.

Ao longo dos capítulos, o leitor descobre seu passado de mulher livre e as etapas de sua transformação em um monstro, construída pelo instinto de sobrevivência diante dos homens tirânicos, mas também por seu desejo de poder… Até que se torne bastante poderosa para abalar aqueles que a dominam.

35 anos buscando respostas

Atwood demorou quase 35 anos para conceber a sequência, inspirada pelas perguntas feitas por seus leitores.

Trinta e cinco anos representaram muito tempo para refletir sobre as respostas possíveis, que evoluíram à medida que a sociedade evoluiu e as hipóteses se tornavam realidade, afirma a escritora no final do livro.

“Os cidadãos de muitos países, incluindo os Estados Unidos, sofrem hoje tensões mais fortes que há três décadas”, completa.

Grande sucesso após sua publicação em 1985, “O Conto da Aia” se tornou um verdadeiro manifesto feminista dos tempos modernos após sua adaptação como série de TV em 2017, que apresentou a obra a um novo público.

Em diversos países, a figura da “aia”, com a capa vermelha e chapéu branco, virou um símbolo imediatamente reconhecido em manifestações da pauta feminista, como a defesa do direito ao aborto.

Nos Estados Unidos, tornou-se um símbolo contra Donald Trump, mas também um alto-falante do movimento #MeToo, como uma parábola da tendência conservadora americana desde sua chegada ao poder.

Elena Ferrante anuncia lançamento de novo romance

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livros (patpitchaya/Getty Images)

Escritora não publica um romance inédito desde A História da Menina Perdida, quarto e último volume da série A Amiga Genial, em 2014

Publicado na Exame

Cinco anos após a conclusão de sua tetralogia napolitana, a misteriosa escritora italiana Elena Ferrante lançará um novo romance no próximo dia 7 de novembro. O anúncio foi feito na segunda-feira, 9, por sua editora, a E/O, mas o título ainda é mantido sob sigilo. A empresa, no entanto, divulgou um trecho do novo livro, que também parece ser ambientado em Nápoles.

Ferrante não publica um romance inédito desde A História da Menina Perdida, quarto e último volume da série A Amiga Genial, em 2014.

A tetralogia conta a história das amigas Lila e Lenù e virou série da HBO, que deve ganhar sua segunda temporada no fim do ano ou no início de 2020.

A escritora, cuja identidade é mantida em segredo, apesar de algumas tentativas de descobri-la, já vendeu 10 milhões de livros ao redor do mundo e é especialmente amada nos Estados Unidos.

A novidade alimentou a curiosidade dos leitores, que especulam que o romance possa ser o início de uma nova saga ou até mesmo a história da filha de Lila.

Confira abaixo o trecho inédito do novo livro de Elena Ferrante, em tradução livre:

“Dois anos antes de sair de casa, meu pai disse à minha mãe que eu era muito feia. A frase foi dita em voz baixa, no apartamento que meus pais, recém-casados, haviam comprado no Rione Alto, no topo de San Giacomo dei Capri. Tudo – os espaços de Nápoles, a luz azul de um fevereiro gélido, aquelas palavras – permaneceu parado. Eu, por outro lado, fugi e continuo fugindo inclusive agora, dentro destas linhas que querem me dar uma história, embora eu não seja nada, nada de meu, nada que tenha verdadeiramente começado ou chegado ao fim: apenas um emaranhado que ninguém, nem mesmo quem está escrevendo neste momento, sabe se contém o fio certo de uma história ou é apenas uma dor surrada, sem redenção.”

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