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Livro best-seller do padre Fábio de Melo vai virar filme

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© AgNews (Arquivo)

Elenco da produção ainda não foi divulgado; longa-metragem deve ser laçado em 2019

Publicado no Notícias ao Minuto

O livro ‘Tempo de esperas’, lançado pelo padre Fábio de Melo em 2011, será adaptado para o cinema pela produtora carioca A Fábrica, que comprou os direitos de publicação da obra.

De acordo com informações do UOL, os nomes que vão compor o elenco ainda não foram divulgados. A previsão é de as filmagens comecem em 2019. “Em princípio o padre não participa do filme, apesar de estar acompanhando o desenvolvimento do roteiro”, revela Luiz Noronha, sócio da produtora.

O best-seller conta a história dos personagens Alfredo e Abner, um aluno e um professor que, à procura da felicidade, passam a trocar cartas sobre temas como amor, amizade e filosofia.

Confira as primeiras imagens da nova série de George R.R. Martin, o criador de “A Guerra dos Tronos”

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“Nightflyers” é uma produção de ficção científica do Syfy e que será distribuída pela Netflix.

Ricardo Farinha, no NiT

Em janeiro foi anunciado que a próxima série a contar uma história de George R.R. Martin, o escritor dos livros de “A Guerra dos Tronos”, seria “Nightflyers”. Esta terça-feira, 20 de março, foi revelado o primeiro trailer.

Não será a HBO que vai produzir, mas antes o SyFy, onde vai estrear nos EUA, em conjunto com a Netflix, que terá a distribuição internacional. No vídeo, George R.R. Martin descreve o projeto como “psicótico no espaço”. Já Jeff Buhler, o responsável por adaptar a história para televisão, disse numa entrevista à “USA Today” que seria uma espécie de “Alien” com um fantasma ou um ‘The Shining’ no espaço”.

A história não tem nada a ver com o universo dos sete reinos de Westeros. “Nightflyers” é um thriller de ficção científica publicado em 1980, e que deu origem a um filme em 1987.

O livro fala de uma expedição de oito cientistas e de um poderoso telepata que embarcam numa viagem até ao limite do sistema solar com a esperança de encontrar vida extraterrestre.

O Nightflyer é a nave espacial que, além do grupo de cientistas, leva uma pequena tripulação. Quando se desenrolam acontecimentos violentos, todos começam a questionar-se uns aos outros e a sobrevivência à viagem torna-se mais difícil do que o esperado.

O elenco inclui atores como Gretchen Mol, Eoin Macken, David Ajala, Sam Strike, Maya Eshet, Angus Sampson, Jodie Turner-Smith e Brian F. O’Byrne.

Cinco bons livros para se informar e relaxar nas férias

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livros (Reprodução/Reprodução)

Professora de língua portuguesa e produção textual do colégio Mopi fez seleção impecável de obras e fala um pouco de cada uma

 

Publicado Veja Rio

Ler é uma viagem. Professora de língua portuguesa e produção textual do colégio Mopi, Tatiana Nunes Camara fez uma seleção impecável de livros, incluindo clássicos da literatura, e analisou cada um, explicando por que essas obras podem proporcionar conhecimento e entretenimento neste mês de férias. Boa leitura!

1. Confiança e Medo na Cidade, de Zygmunt Bauman

“Este livro aborda questões sociais e estruturais , que envolvem as cidades grandes de um modo geral. É uma obra interessante, pois, além do viés social abordado, há também uma análise do aspecto geográfico e, com base em uma análise social e filosófica, o autor traz à tona essa discussão do espaço geográfico associado à condição social. Texto bem analítico, que consegue desenhar para o leitor um panorama fiel ao que vemos e vivemos hoje nas grandes cidades. Os alunos costumam curtir muito o Bauman, bem como suas reflexões que são repletas de exemplos e de imagens desenhadas a partir de uma olhar crítico-social.”

2. Modernidade Líquida , de Zygmunt Bauman

“Esse livro também costuma atrair muito os alunos, pois o sociólogo polonês traz à tona a questão das relações humanas da modernidade ( Ele conceitua os tempos atuais como modernidade mesmo, inclusive, explica isso vem claramente em uma de suas obras). A fluidez, a fragilidade, a fraqueza dos laços estabelecidos entre as pessoas são temáticas abordadas no livro que, também, provoca uma discussão conceitual e prática sobre as relações de trabalho; a relação sentimental entre os seres humanos, as incertezas e as inseguranças vividas por nós atualmente. Enfim, o autor aborda aspectos das relações da vida moderna e propicia uma identificação do leitor em muitos momentos da obra. Leitura densa, mas bastante agradável, pois desperta um olhar crítico e menos ingênuo acerca da sociedade e suas relações.”

3. Toda Poesia, de Paulo Leminsky

“Reunião de obras poéticas de Leminsky que, com toda sua versatilidade e irreverência, “brinca” com as palavras, de modo a construir mensagens maravilhosas, recheadas de muito conteúdo. Qualidade, atitude, destreza com as palavras e improviso resumem os traços dos poemas desse grande mestre da arte poética.”

4. Hora da estrela, de Clarice Lispector

“O romance narra a história da sofrida Macabéa , que vem para o Rio de Janeiro a fim de tentar a vida, na ilusão dramática de conseguir oportunidades na Cidade grande. A história da triste Macabéa é contada por uma narrador intrigante: o Rodrigo.
Macabéa reúne em si sonhos e conflitos internos e faz com que o leitor mergulhe naquele universo e viva junto com ela, intensamente, todas as situações pelas quais ela passa. É uma narrativa que faz rir e que faz chorar em um breve espaço de tempo. O texto, muito descritivo, nos permite visualizar as cenas em nosso imaginário. A obra é instigante e a forma como é construída provoca no leitor o desejo de estar sempre querendo saber o que vai acontecer no momento seguinte. Esse livro de Clarice Lispector foi adaptado para o cinema, mas nada de se pensar em substituí-lo pelo filme. Apesar de ser uma adaptação bem realizada e fiel ao texto original, é importante entender que são linguagens diferentes e , portanto, têm funções e objetivos distintos. O filme não substitui a obra original de Clarice e vice-versa. Duas linguagens. Duas funções.”

5. Felicidade Crônica, de Martha Medeiros, da editora L&PM.

“Já no título percebemos um jogo com as palavras, que pode despertar no leitor bastante curiosidade. Livro que reúne crônicas de diferentes temas, com uma abordagem cotidiana , tal como se espera desse gênero Crônica. Linguagem leve, escrita fácil , texto agradável, narrativas que nos permitem , por vezes, completa identificação com as personagens … Martha Madeiros conta suas histórias de forma simples e de maneira bastante informal.”

O brasileiro lê muito

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A reflexão necessária é de que há uma espécie de preconceito aberto e declarado

A reflexão necessária é de que há uma espécie de preconceito aberto e declarado

Paulo Tedesco, no Correio do Brasil

A reflexão necessária é de que há uma espécie de preconceito aberto e declarado, como se chamar o povo de burro fosse regra, ou que as pessoas não compram livros nem leem aquilo que certa elite gostaria porque são ignorantes. Também há a hipótese de que a desinformação sobre o mercado do livro e os índices de leitura seja gigantesca, e que mesmo bons jornalistas e profissionais da comunicação têm dificuldade em encontrar dados que derrubem esse conceito, ou preconceito, sobre os índices de leitura.

População

Não podemos, porém, deixar de observar que para o tamanho do país e da população; se comparados a vizinhos como Argentina, nossa leitura per capta é de fato tímida.

E que a leitura poderia ser melhor, visto, por exemplo, a ausência de leitores com seus livros abertos em lugares públicos como em metrôs e ônibus. Mas, para isso, é bom não esquecer que nas universidades muito ainda se usa; infelizmente, as tais cópias “xerox”, como substituição ao livro, e que essas cópias não entram nos números, tampouco cálculos estatísticos; ou sequer passam nos olhos ávidos de quem procura um leitor de livro aberto numa estação de metrô.

Lemos mal

Em verdade, e aqui uma opinião mais do que honesta, é de que embora leiamos muito a realidade é de que lemos mal, e muito mal. O fato de encontrarmos livros infanto-juvenis adotados em escolas com erros de pontuação e histórias frouxas; ruins, é um comprovador.

Também é comum encontrar autor que se autopublica dizendo vender bem a cada nova tiragem ou novo título; e depois descobrirmos que seus leitores; e eles existem como se comprova na gráfica ou nas vendas pelo KDP da Amazon; não percebem como fracas são suas histórias e como confusos são seus pensamentos ou mesmo a organização do seu texto.

Livros

Há, também, nesse deserto do texto ruim, livros impressos fora do país mas vendidos a preços impressionantemente baixos, livros estes muitas vezes com histórias sofríveis e ilustrações deprimentes.

E ainda há os títulos traduzidos às pressas ou por maus tradutores; e aqui entra a literatura adulta de qualquer área; como outro sinal da má qualidade do que chega ao leitor; que, por sua vez toma aquilo como uma média do que pode ser escrito e do que deve ser lido. Em outras palavras, o referencial do que é bom em escrita e leitura, no Brasil, é um desespero de tão ruim.

Em outros artigos defendi e sigo defendendo a importância da escrita criativa e suas oficinas, pois; como referência, nos EUA pós-guerra; esse foi um dos instrumentos para não só movimentar o mercado norte-americano como por outro reforçar a educação fora das escolas.

Brasil

Enquanto isso, neste Brasil continental de história tão amiga à elites que preferem a escravidão à liberdade; talvez não devesse soar estranho afirmar que o povo brasileiro simplesmente não lê porque é ignorante.

Mas não sou da elite, sou do povo, do estudante da escola pública, e dos otimistas; pois gosto de pensar que apesar das elites e de nossa história de golpes e massacres, o povo ainda lê, e ainda quer ler mais e melhor. E, quem sabe, talvez aí esteja a tarefa dos editores; autores e agentes do mercado: superar o preconceito e fazer mais e melhor pelo leitor brasileiro.

Paulo Tedesco, é escritor, consultor e professor de produção escrita editorial.

Jornalista roda 17 mil km atrás da educação e transforma experiência em negócio

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 Caio Dib (último, à direita) durante participação em debate no Festival Path Foto: Divulgação

Caio Dib (último, à direita) durante participação em debate no Festival Path Foto: Divulgação

Visita a 58 cidades durante cinco meses à procura de inovações na área vira matéria-prima para produção de conteúdo educacional e consultoria

Filipe Albuquerque, na Gazeta do Povo

Aos 22 anos, um estudante recém-formado em jornalismo deixou um emprego em São Paulo, juntou as economias obtidas em estágios e se atirou em uma viagem de 17 mil quilômetros de ônibus, por 58 cidades do nordeste e centro-oeste do Brasil, atrás de práticas inovadoras de educação. Hoje, aos 27, Caio Dib faz da experiência, que chamou Caindo no Brasil, seu trabalho. Ele montou uma agência de conteúdo especializada em educação a partir da realidade brasileira e atua como consultor na área. A aventura gerou ainda dois livros. “É o que paga as minhas contas”, diz.

“O carro-chefe é mapear e contar histórias de boas práticas de educação”, explica Dib. São essas histórias mapeadas e conhecidas pelo jornalista que o inspiram para a criação das “micro jornadas” de aprendizagem, conteúdos ofertados via WhatsApp dirigido a professores. Os cursos abordam metodologias alternativas, competências socioemocionais e tecnologia, criatividade e ferramentas.

No momento, o jornalista presta serviço de consultor à Secretaria de Educação de Mato Grosso do Sul, na elaboração do planejamento estratégico do ensino médio do estado. Uma das metas, conta, é entregar um processo educacional que esteja mais conectado à realidade dos estudantes para reduzir a evasão escolar e da repetência.

Segundo a Secretaria de Educação do Mato Grosso do Sul, os índices de abandono e reprovação na rede estadual de ensino chegam a 22%. Em todo o país, dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revelam que, entre os anos de 2014 e 2015, 12,9% e 12,7% dos alunos matriculados na 1ª e 2ª série do Ensino Médio, respectivamente, abandonaram as salas de aula.

Para manter a agência sustentável financeiramente, Dib optou por manter uma estrutura enxuta: ele e sua assistente trabalham em home office, conectados o tempo todo, o que lhe permite viajar sempre que é chamado sem se preocupar com uma rotina de escritório. Para discutir o andamento dos trabalhos, os dois se encontram uma vez por semana nas dependências de uma das empresas parceiras.

“Hoje estou muito concentrado em ajudar projetos a serem mais potentes em educação e, principalmente, trazer a educação mais para perto das pessoas, do brasileiro comum, contando histórias e trazendo experiências para mais pessoas”, afirma Caio.

Com a agência Caindo no Brasil, título de seu projeto pessoal, vende o livro com o mesmo nome, cursos rápidos para professores com conteúdo transmitido via WhatsApp, e realiza curadorias para eventos que tenham algum braço em educação. Há três anos o Caindo no Brasil responde pela curadoria da área de educação do Festival Path, um dos principais do país em inovação e criatividade. E, durante as Olimpíadas de 2016, a agência cuidou do trabalho educacional dos jogos, patrocinado por uma multinacional do setor químico, levando às escolas públicas de cidade de São Paulo histórias sobre os jogos olímpicos e paralímpicos.

Desde setembro de 2013, o jornalista contabiliza mais de 180 palestras realizadas. E a partir do ano seguinte, quando iniciou o trabalho da agência e, em paralelo, o de consultor, informa ter se envolvido de mais de 30 trabalhos, entre projetos e consultoria. No primeiro livro, Dib relata as experiências vividas, ao longo dos cinco meses, no contato com práticas de educação que saem do comum, como a da Fundação Casa Grande, em Nova Olinda, a 560 quilômetros de Fortaleza (Ceará), cujo trabalho de educação não formal, que envolve a recuperação da memória dos índios kariris, capacita crianças e jovens para atuar na área da educação. O próximo livro deve ser publicado no ano que vem, quando ele pretende lançar ainda um portal sobre educação.

Desafio e aprendizado

Caio Dib acredita na metodologia de aprendizagem baseada na investigação, que leva os alunos a trabalharem no desenvolvimento de projetos ou produtos. Uma questão que desafie os estudantes é o ponto de partida para a realização do trabalho que vai permitir aprenderem e aplicarem conceitos e conteúdos que, no modelo tradicional, são oferecidos de modo expositivo em sala de aula.

Como consultor, Dib trabalhou na elaboração do currículo escolar de um colégio particular em Santo André, no ABC Paulista. O currículo, explica, foi pautado pelo conceito de aprendizado por projetos. “O aluno vai aprender unidade de medida medindo a quadra da escola, para ajudar a resolver um problema. O professor de matemática estará com ele na quadra, e vai dar o suporte necessário em sala de aula”.

“Como é uma escola nova, um dos projetos é que os alunos conheçam o espaço da escola, a história das pessoas, a comunidade. Vão construir relação com a escola no momento de exploração dela”, afirma. Para isso, os estudantes terão mapas digitais e físicos para conhecer as dependências da instituição. As aulas de Geografia serão utilizadas nesse processo para tratar de mapeamento, paisagem e outros fenômenos. “A gente quer construir de um jeito que seja interdisciplinar e que o aluno consiga enxergar utilidade no conhecimento”.

Em seu trabalho como educador em um curso extracurricular em uma escola na região central da cidade de São Paulo, Dib foi surpreendido com o resultado do envolvimento dos alunos. Mais precisamente, de um estudante de 12 anos. O estudante contou a Dib que tinha uma ideia para resolver o problema de trânsito em uma via do bairro onde morava: um aplicativo para celular. “Respondi para ele: ‘Genial, só que vamos ter que chamar alguém para fazer um aplicativo, porque eu não sei fazer’”. Foi então que, conta Dib, o menino tirou o celular do bolso e respondeu: ‘Não precisa, já fiz’.

A turma do 9º ano dessa mesma escola utilizou conhecimentos de trigonometria para medir o comprimento necessário de uma corda para um balanço a ser instalado em uma praça no bairro, reformada a partir de um mutirão organizado pelos próprios estudantes dentro do curso extracurricular ministrado por Dib. Para o trabalho, Dib levou os alunos a uma reunião com o subprefeito da região.

“Hoje estou muito concentrado em ajudar projetos a serem mais potentes em educação e principalmente trazer a educação mais para perto do brasileiro comum”, enfatiza.

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