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Posts tagged Universidade de Harvard

Conheça o conteúdo das aulas do professor Carl Sagan

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Cópia do exame final do curso de “Pensamento Crítico” de 1986. (Foto: Library of Congress)

Material de dois cursos, em Harvard e Cornell, incluindo seus manuscritos, foram digitalizados pela Livraria do Congresso dos EUA

Publicado na Galileu

O currículo de Carl Sagan é extenso. Apesar de ser mais lembrado pela série de TV, Cosmos, apresentada e narrada por ele, o astrônomo, astrofísico, cosmólogo e escritor deixou mais de 600 publicações científicas e 20 livros escritos. Colaborou com as questões mais técnicas do roteiro de 2001, uma Odisseia no Espaço; escreveu o livro que deu origem ao filme Contato, lançado em 1997; e em 1978 venceu o prêmio Pulitzer de não-ficção geral pelo livro Os Dragões do Eden.

Agora, no entanto, os fãs de Carl Sagan podem conhecer uma outra faceta do cientista americano: a acadêmica. O site da Biblioteca do Congresso americano acaba de disponibilizar o conteúdo digitalizado de dois dos cursos em que lecionou ao longo dos seus mais de 30 anos de carreira como professor, primeiro na Universidade de Harvard, depois em Cornell.

O primeiro data de 1965. O curso de CIência Planetária é um campo de pesquisa interdisciplinar focado “principalmente com planetas, satélites, resíduos e destroços de nosso sistema solar”, conforme explicou em suas anotações para as primeiras aulas. Os exercícios que passava para os alunos também estão disponíveis, e servem principalmente para deixar claro o quão difícil era acompanhar o curso de Sagan.

O segundo, de 1986, embora ainda bastante complexo, é um pouco mais fácil de compreender por um público leigo. Ele destaca a importância de um equilíbrio entre a abertura a novas ideias e um engajamento cético com essas ideias na ciência. Suas anotações mostram sua preocupação em usar exemplos do cotidiano dos alunos, como a televisão.

O material dos dois cursos fazem parte de uma coleção maior, chamada “Encontrando nosso lugar no Cosmos”, que explora a mudança dos modelos de Universo ao longo do tempo, teorias sobre a vida em outros mundos e o lugar de Carl Sagan na tradição científica. A coleção inclui manuscritos, livros raros, atlas celestiais, artigos de jornais, até partituras musicais e pôsteres.

Para quem ficou interessado em acompanhar o material do curso, é bom avisar que é preciso conseguir ler em inglês, idioma de todo o conteúdo, além de ter paciência para conseguir decifrar a caligrafia de Carl Sagan em seus manuscritos.

PhD em Química por Harvard, brasileira faz pesquisa de ponta com alunos no ensino médio

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A pesquisadora Joana Felix é PhD em Química por Harvard e dá aulas numa escola técnica de Franca (SP) Foto: Guito Moreto

A pesquisadora Joana Felix é PhD em Química por Harvard e dá aulas numa escola técnica de Franca (SP) Foto: Guito Moreto

Flávia Junqueira, no Extra

A fala doce, baixinha e de sotaque carregado já dá a pista. Aquela mulher de aparência frágil, de não muito mais do que um metro e meio, tem o dom de contornar obstáculos. De família pobre de Franca, no interior de São Paulo, a professora de Química Joana D’Arc Felix de Souza, de 53 anos, estudou em apostilas emprestadas e, muitas vezes, dormiu com fome quando morava em Campinas, onde fez graduação, doutorado e mestrado na Unicamp. De lá, bateu asas para os Estados Unidos, onde concluiu seu pós-doutorado na Universidade de Harvard, uma das mais prestigiadas do mundo. A vida lhe pregou uma peça, e ela precisou voltar ao Brasil, onde, desde 2004, faz pesquisa de ponta com alunos do ensino médio na Escola Agrícola de sua cidade natal. Acha que ela se lamentou? Tratou de inovar e já tem, em parceria com os estudantes, 15 patentes nacionais e internacionais registradas.

Essa história surpreendente começou quando Joana tinha apenas 4 anos e acompanhava a mãe, empregada doméstica, no trabalho.

— Tive a oportunidade de começar a estudar bem cedo porque minha mãe era empregada doméstica — diz ela.

Se você procura alguma lógica nessa frase, esqueça. Poucas coisas na vida de Joana seguem o rumo “esperado”.

— Para eu ficar quietinha, minha mãe me ensinou a ler o jornal que chegava na casa. Sem estudo, minha mãe foi minha primeira professora. Ela só tinha até a 4ª série.

A patroa da mãe era diretora de escola do Sesi e surpreendeu-se quando viu que a menina, aos 4 anos, já lia. Com a ajuda dela, Joana começou o ensino fundamental naquela idade.

Ao concluir o ensino médio, decidiu que faria Química.

— Minha família morava numa casa no curtume em que meu pai trabalhava. O químico do curtume usava jaleco branco. Desde pequena, eu era apaixonada pelo jaleco e dizia: “Quero usar um desses”.

Estudando em apostilas emprestadas, passou nas três universidades estaduais de São Paulo: Unicamp, USP e Unesp.

‘Chegou a passar fome’, conta Joana

Joana escolheu estudar na Unicamp, em Campinas. Com a ajuda do pai e do patrão dele, foi morar num pensionato. O dinheiro era contado para o transporte e uma refeição ao dia no bandejão:

— Eu guardava o pãozinho para ser o meu jantar. Às sextas-feiras, pedia mais pães para o fim de semana. Era tudo.

Joana conta sobre essa fase de sua vida sem nenhum traço de amargura.

— Cheguei a passar fome, mas decidi vencer pelos estudos. Meu pai dizia: para atingir seus objetivos, tem que passar pelo sacrifício. Quem não nasce em berço de ouro tem que arregaçar as mangas. Se você desistir, nunca vai chegar lá.

E ela chegou. Ao terminar o doutorado na Unicamp, recebeu um convite para fazer pós-doutorado em Harvard. Seu orientador sugeriu que ela levasse um produto nacional para estudar. O pai deu a ideia de trabalhar com resíduos do curtume, um passivo ambiental importante para Franca, a Capital do Calçado. A indústria coureira local gera 218 toneladas de resíduos por dia.

Desde então, os resíduos de curtume são sua matéria-prima. A partir dessa lama, desenvolveu mais de 20 projetos.

A professora Joana com uma aluna no laboratório da Escola Agrícola de Franca Foto: Divulgação/Lindomar Cailton

A professora Joana com uma aluna no laboratório da Escola Agrícola de Franca Foto: Divulgação/Lindomar Cailton


Cientista tem 15 patentes registradas

As 15 patentes registradas por Joana, no entanto, não foram desenvolvidas nos laboratórios de Harvard, mas nas bancadas do curso técnico de curtimento da Escola Agrícola de Franca, do qual é coordenadora.

— Minha intenção era ficar nos Estados Unidos. Mas, com um ano e meio de curso, minha irmã morreu. Um mês depois, meu pai também teve um enfarte fulminante. Minha mãe, muito doente, ficou com meus quatro sobrinhos, então com 2 meses, 1, 3 e 4 anos. Terminei o curso e, em 1999, e voltei para ajudá-la — conta.

Joana fez concurso para professora na Escola Agrícola Técnica Professor Carmelino Corrêa Júnior, onde a maioria dos alunos é como ela, de origem humilde. Sua chegada revolucionou o colégio. Com bolsas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), implantou a iniciação científica no colégio.

A pedagoga Roberta Real Sueroz, de 33 anos, que foi uma das bolsistas de Joana, guarda na memória a paciência e a persistência da mestre:

— Nunca a vi perder a calma. O meu projeto não dava certo, e ela dizia: “Você tem que fazer dar certo e, se tiver que tentar mil vezes, faça mil vezes”. Ela não desiste nunca.

Os inventos

Pele artificial – Pele artificial para ser transplantada em casos de queimaduras. O projeto foi premiado na Genius Olympiad 2017, da Universidade do Estado de Nova York Oswego, onde foi apresentado pelos alunos.

Cimento ósseo – Cimento ósseo que usa o colágeno do couro reciclado de resíduos das indústrias coureira e pesqueira.

Fertilizante – Fertilizante a partir de resíduos de calçados. O processo também recicla corantes, barateando seu custo de R$ 250 o quilo para R$ 2. Desenvolvido com o sobrinho mais velho, hoje cursando faculdade de Química, o invento ficou em segundo lugar na Genius Olympiad 2014.

Filtro de escamas – Sistema de filtragem com escamas de peixe.

Tecido para hospital – Entre os cerca de 20 projetos atuais, Joana começou a pesquisar, com uma aluna de 14 anos, um tecido antimicrobiano para lençóis e roupas de hospital. O objetivo é reduzir infecção hospitalar.

PhD em Harvard, brasileira supera fome e preconceito e soma 56 prêmios na carreira

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Arquivo pessoal. Joana D’Arc Félix de Souza é PhD em química pela renomada Universidade de Harvard

 

Eduardo Carneiro, no UOL

 

“Toda mulher dá a sua vida pelo que ela acredita”. A frase é atribuída à Joana D’Arc, a famosa heroína francesa que viveu no século XV, mas pode muito bem ser usada para resumir a história de uma brasileira que tem o mesmo nome mais de 500 anos depois.

Joana D’Arc Félix de Souza, 53 anos, superou a falta de estrutura, a fome e o preconceito para se tornar cientista, PhD em química pela renomada Universidade de Harvard, dos Estados Unidos. Hoje, ela soma 56 prêmios na carreira, com destaque para a eleição de ‘Pesquisadora do Ano’ no Kurt Politizer de Tecnologia de 2014, concedido pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abquim).

Desde 2008, ela também é professora da Escola Técnica Estadual (ETEC) Prof. Carmelino Corrêa Júnior, mais conhecida como Escola Agrícola de Franca, cidade do interior de São Paulo, e molda novas gerações a seguirem sua trajetória inspiradora.

Trajetória que começou na própria Franca: filha de uma empregada doméstica e de um profissional de curtume (operação de processamento do couro cru que tem por finalidade deixá-lo utilizável para a indústria e o atacado), Joana mostrou desde cedo que tinha aptidão para o conhecimento.

“Eu era a caçula de três irmãos, tinha certa diferença de idade, então minha mãe me levava com ela para o trabalho. Ela aproveitou que tinham jornais na casa da patroa e me ensinou a ler, para eu ficar mais quieta. Tinha quatro anos e ficava o dia todo lendo”, conta ela ao UOL.

“Um dia, a diretora da escola Sesi foi visitar a dona da casa e perguntou se eu estava vendo as fotos do jornal. Respondi que estava lendo. Ela se surpreendeu, me pediu para ler um pedaço e eu li perfeitamente. Coincidentemente, era começo de fevereiro e ela sugeriu que eu fosse uns dias na escola. Se eu conseguisse acompanhar, a vaga seria minha. Deu certo e com 14 anos eu já terminava o ensino médio”.

O mesmo curtume que deu ao pai casa (a família vivia numa pequena moradia oferecida pelo patrão) e trabalho por 40 anos acabou influenciando a jovem Joana na hora de escolher uma faculdade. Contando com a ajuda de uma conhecida, ela decidiu prestar vestibular em química, pois estava acostumada a ver profissionais da área atuando no trabalho com o couro.

“Uma professora tinha um filho que fez cursinho e pedi o material para ela. Meu pai e minha mãe não tinham estudo, mas me incentivavam. Eles tinham consciência de que eu só cresceria através de estudos. Passei a estudar noite e dia até entrar na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)”, relembra a pesquisadora, que não se deixou abalar pelo preconceito que sofreu até o tão sonhado diploma.

“As cidades de interior têm aquela coisa de sobrenome: se você tem, pode ser alguém, se não tem, não pode. Sempre enfrentei preconceito. Na minha segunda escola, mesmo sendo estadual, tinha aquela coisa de classe para os ricos, classe para os pobres, com tratamentos diferentes. Em Campinas, fora da universidade, também senti um pouco. Infelizmente, o Brasil ainda é um país racista. Pode estar um pouco mais escondido, mas isso ainda existe. Mas não usei isso como obstáculo, e sim como uma arma para subir na vida”.

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A vida acadêmica

Joana, como previa, passou muita dificuldade em Campinas, a mais de 300 km de sua cidade natal. O dinheiro que recebia do pai e do patrão dele permitia que ela pagasse somente o pensionato onde morava, as passagens de ônibus e o almoço na universidade.

“Às vezes pegava um pãozinho no bandejão da universidade e levava para eu comer em casa à noite. Sentia fome, contava as horas para o almoço (risos). No final de semana também era complicado. Mas nunca desisti. Isso chegou a passar pela minha cabeça, mas não desisti. Fazer isso seria jogar tudo que tinha conquistado até ali no lixo”, afirma.

Sua situação só melhorou a partir do segundo semestre, quando começou a iniciação científica e teve o auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). “Quando recebi a primeira bolsa, corri para a padaria e gastei uns 50 reais em doces para matar a vontade”, ri.

Estimulada por professores a seguir na vida acadêmica e encantada pelo campo de pesquisa, Joana ainda concluiria mestrado e doutorado em Campinas – este último com apenas 24 anos. Um dos artigos da cientista saiu no Journal of American Chemical Society, e logo ela recebeu o convite para seguir os estudos nos Estados Unidos.

O pós-doutorado de Joana foi concluído na Universidade de Harvard. Um professor solicitou que ela aplicasse em seu trabalho um problema brasileiro, e ela optou pelos resíduos de curtume nas fábricas de calçados – desenvolveu a partir destas substâncias poluentes um fertilizante organomineral. Questionada sobre a condição de trabalho em solo americano e no seu país natal, a cientista aponta um fator que faz muita diferença.

“Nos Estados Unidos, eu pedia um reagente químico e em duas ou três horas conseguia. No Brasil, até eu arrumar dinheiro, fazer solicitação… Aqui tem mais burocracia. A questão de financiamento para pesquisa é bem mais rápida nos Estados Unidos”.

A brasileira ficaria mais tempo nos Estados Unidos não fosse uma tragédia familiar: sua irmã morreu aos 35 anos, vítima de parada cardíaca, mesma causa do falecimento do pai, apenas um mês depois. Joana decidiu voltar para o Brasil e cuidar da mãe e de quatro sobrinhos deixados pela irmã.

Novamente em Franca, a cientista procurou oportunidades em curtumes da cidade natal até que recebeu o convite para se tornar professora da ETEC em 2008.

“Quis desenvolver este trabalho de iniciação científica desde a educação básica, e o resultado foi excelente. Reduzimos a evasão escolar. A escola é tradicional, tem mais de 50 anos, e é agrícola. Muitos dos alunos são filhos de fazendeiros da região e não sabiam por que estudar. Muitos achavam que o ensino técnico era o fim, era o máximo que iriam conseguir. Mas, com as idas às feiras e congressos, eles começaram a pensar mais alto, em ir para a universidade, e não estudar só porque o pai manda”.

Colhendo os frutos

O trabalho com os resíduos de curtume é só um dos muitos de destaque que Joana executou nos últimos anos. Em especial, ela e sua equipe de alunos em Franca conseguiram desenvolver uma pele similar à humana a partir da derme de porcos. Isso ajudaria no abastecimento de bancos de pele especializados e de hospitais, além de baratear o custo de pesquisas, uma vez que a matéria-prima do animal é abundante e de baixo custo.
Centro Paula Souza/Divulgação

Centro Paula Souza/Divulgação

Centro Paula Souza/Divulgação

O projeto, com depoimento da cientista, está exposto até o mês de outubro no Museu do Amanhã (Rio de Janeiro). Ele é parte da mostra temporária “Inovanças – Criações à Brasileira”, que tem o intuito de revelar trabalhos inovadores de cientistas brasileiros, muitos deles desconhecidos do público.
Joana ainda comandou pesquisa que resultou na produção de um tecido ósseo feito a partir de materiais também encontrados na natureza: escamas de peixes e colágeno de curtume. Ela e alunos da ETEC vão em junho a uma feira em Oswegon, Estados Unidos, apresentar este projeto, juntamente ao da pele artificial a partir de tecido de porco.

Como resultado deste trabalho, a professora e cientista já soma 56 prêmios na carreira. Destaque para a eleição de ‘Pesquisadora do Ano’ no Kurt Politizer de Tecnologia de 2014, concedido pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abquim), além de projetos vitoriosos em concursos do Conselho Regional de Química do Estado de São Paulo e da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que acontece anualmente na USP (Universidade de São Paulo).

Para Joana, porém, a maior recompensa vem no dia a dia. “Alguns jovens estavam no caminho errado, mas fazendo a iniciação científica encontraram um rumo. Eles tomam gosto pela pesquisa. Muitos pais vieram me agradecer, e isso é muito gratificante dentro da escola básica”, diz ela, antes de concluir: “as armas mais poderosas que temos para vencer na vida são a educação e o estudo”

Aluno de Harvard ganha título de honra com álbum de rap entregue como tese

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Obasi Shaw posa em frente à entrada da Universidade de Harvard - Charles Krupa / AP

Obasi Shaw posa em frente à entrada da Universidade de Harvard – Charles Krupa / AP

 

Obasi Shaw, de 20 anos, escreveu dez faixas inspiradas em livro do século XIV

Publicado em O Globo

RIO – Em vez de um ensaio, uma coleção de poemas ou um romance, o americano Obasi Shaw, estudante de Literatura na Universidade de Harvard, escolheu entregar como monografia um álbum de rap com dez faixas, totalizando 36 minutos de duração. O trabalho recebeu a segunda maior nota em seu departamento, além de um título de honra denominado summa cum laude minus — em latim, significa algo como “com a maior das honras”.

É a primeira vez que um trabalho como este é entregue em Harvard. Shaw, de 20 anos, participará de uma cerimônia de formatura nesta semana, e depois seguirá para o Google, onde trabalhará como engenheiro de softwares.

O álbum se chama “Liminal Minds” (“Mentes Liminares”) e, segundo o estudante, refere-se à ideia de que os negros nos Estados Unidos vivem entre a liberdade e a escravidão.

“Embora não estejamos mais escravizados, os efeitos da escravidão ainda nos perseguem na sociedade e em nossa mente” afirmou Shaw à rede de televisão local CBS Boston.

Cada música é cantada a partir da perspectiva de um personagem, um formato inspirado pela obra de Geoffrey Chaucer “The Canterbury Tales” (“Os Contos de Cantuária”) — uma coleção de histórias em prosa e verso do século XIV, considerada um marco para a formação da língua inglesa.

Obasi Shaw tem apenas 20 anos e trabalhará no Google após cerimônia de formatura - Charles Krupa / AP

Obasi Shaw tem apenas 20 anos e trabalhará no Google após cerimônia de formatura – Charles Krupa / AP

O jovem, nascido em Stone Mountain, no estado da Georgia, criou, escreveu e fez a mixagem do álbum. A ideia inicial veio de sua mãe, que notou a habilidade do filho em performances como rapper no campus da universidade.

Em “Declaration of Independence”, primeira faixa do álbum disponível online [confira abaixo], Shaw escreveu: “Observe, o que nós temos tem três lados — corpo e espírito para serem tronos para almas livres”.

Saiba quanto custa estudar em 5 universidades americanas de ponta

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Campus da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos (Darren McCollester/Newsmakers)

Campus da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos (Darren McCollester/Newsmakers)

 

Na prestigiada Harvard, por exemplo, o aluno vai desembolsar cerca de US$ 72.100

Denise Charato, na Veja

Não basta ter apenas uma boa conta bancária. Para estudar nas melhores universidades dos Estados Unidos, e do mundo, é preciso passar por um rigoroso processo de seleção que inclui da avaliação do desempenho escolar ao histórico pessoal do candidato. “Essas universidades querem saber o que esse aluno irá agregar para a comunidade”, explica Carolina Lyrio, responsável pelo desenvolvimento de bolsistas da Fundação Estudar, uma entidade que apoia estudantes interessados em estudar nos Estados Unidos.

Os custos anuais vão de US$ 60 mil a US$ 85 mil, mas muitas dessas instituições têm programas de bolsas totais ou parciais. A Fundação Estudar (www.estudar.org.br) seleciona, todo início do ano, candidatos interessados em disputar uma vaga nessas universidades.

Harvard

A mais conhecida e premiada universidade americana, localizada em Cambridge, Massachusetts, não é a mais cara. O aluno vai desembolsar cerca de US$ 72.100, sendo US$ 43.280 de matrícula e aula, US$ 3.974 de taxas, US$ 9.894 de moradia, US$ 6.057 de alimentação e US$ 1.000 de livros. Sem falar nas despesas pessoais, em torno de US$ 2.875, e deslocamento, US$ 5.000. Entre os critérios para a admissão, a universidade pede ao estudante que escreva um texto com até 500 palavras sobre ele mesmo.

MIT

Com 77 professores premiados com o Nobel, Massachusetts Institute of Technology (MIT) é um dos principais centros de estudo e pesquisa em ciências, engenharia e tecnologia do mundo. Localizada em Cambridge, a instituição segue os mesmos padrões de seleção das demais universidades americanas. O custo anual é de cerca de US$ 65.478, incluindo US$ 48.452 de taxas e matrículas, US$ 14.210 com moradia e alimentação e US$ 2.816 com despesas pessoais.

Stanford

Situada em Palo Alto, na Califória, a Stanford University é uma das instituições mais prestigiadas do mundo. Não à toa, é também uma das mais caras. A universidade calcula gastos anuais de US$ 83.719, entre matrícula e aulas (US$ 63.108), taxas (US$ 1.488), moradia (US$ 6.359), alimentação (US$ 5.880), livros (US$ 1.000), despesas pessoais (US$ 2.875) e deslocamento (US$ 3.000). Stanford também valoriza muito o perfil do aluno _ um dos critérios de seleção é a análise do texto de uma carta que o candidato deve escrever com até 200 palavras direcionada ao seu futuro colega de quarto.

UC Berkeley

A University of California, Berkeley é uma universidade pública e, por isso, uma das mais seletivas do mundo. A instituição destina 80% de suas vagas aos estudantes da Califórnia e as 20% restantes são disputadas por alunos dos demais Estados americanos e do mundo todo. Mesmo sendo pública, não é nada barato estudar aqui_ os custos anuais giram em torno de US$ 61.582,00: US$ 40.167 entre matrícula e taxas, US$ 15.115 para moradia e alimentação, além de US$ 1.240 com livros e US$ 5.060 com deslocamento.

Yale

A universidade onde estudaram os ex-presidentes Bill Clinton e George Bush fica em New Haven, Connecticut, e também é muito procurada por estudantes brasileiros. Os custos anuais para um estrangeiro, segundo a própria instituição, chegam a US$ 68.230. Entre matrícula e taxas, o aluno desembolsa US$ 49.480, mais US$ 8.520 com moradia, US$ 6.650 com alimentação e US$ 3.580 com livros, despesas pessoais e deslocamento.

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