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Sem mais assunto para autobiografias, youtubers escrevem livros de ficção

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Christian Figueiredo

Christian Figueiredo

Diego Bargas, na Folha de S.Paulo

Nos últimos três anos, uma nova categoria literária se revelou uma mina de ouro: livro de youtuber. Celebridades que fazem sucesso na plataforma on-line de vídeos assinaram diversos livros coloridos e interativos.

Os textos, na maioria autobiográficos, ficavam em segundo plano, mas os livros foram a salvação da lavoura para o mercado livreiro em tempos de crise. Chegaram a vender 200 mil exemplares —no país, best-seller que atinge 10 mil cópias já é um sucesso.

O modelo já apresenta sinais de esgotamento, e o mercado busca saídas. Nas últimas duas semanas, dois youtubers publicaram romances ficcionais com temas distantes do habitual mundo on-line.

São obras que também passam longe de sua brevíssima biografia. Havia uma dúvida sobre o que essa turma ia escrever —e vender— depois dos primeiros livros. Que tanta história de suas vidas meninos e meninas ainda em flor teriam para contar?

Agora, as celebridades da internet começam a entrar na ficção —e apontam o caminho do que pode vir por aí.

Kefera Buchmann

Kefera Buchmann

Kéfera Buchmann, 24, uma das mais famosas webcelebridades do país, acaba de lançar “Querido Dane-se”. Christian Figueiredo, 23, lança no fim deste mês “Um Coração Maior que o Mundo”.

Sem ilustrações, os lançamentos são um convite para deixar smartphones de lado. A desconexão promovida por dois ídolos que ergueram um império digital indica o amadurecimento deles e a saturação de suas vidas convertidas em produto de consumo.

“Um Coração Maior que o Mundo”, de Christian, é um drama juvenil sobre um rapaz, um amor impossível e uma mãe que sofre de insuficiência cardíaca e precisa de tratamento. A obra de John Green, autor do fenômeno teen “A Culpa é das Estrelas”, serviu de inspiração para o youtuber e fã assumido.

O novo livro é diferente dos outros três assinados por Christian. “Eram diários da minha vida, crônicas fáceis de escrever e ler, focados no canal”, diz. Ele se refere aos volumes da trilogia “Eu Fiko Loco”, que venderam 600 mil exemplares ao todo.

Christian é dono e estrela- do canal no YouTube “Eu Fiko Loko”, no qual divide suas experiências rotineiras com 8,8 milhões de inscritos. Um outro canal,com seu nome, reúne mais 4,4 milhões de seguidores.

“Com essa trilogia eu concluí esse ciclo”, diz, e reconhece que o assunto “saturou”. O primeiro livro se tornou filme em 2016. O canal terá o conteúdo reformulado. Para atrair os fãs, Christian incluiu “detalhes que lembram as histórias que eles conhecem”.

“O personagem central chama Cris, e tem semelhanças comigo, mas não sou eu”.

O Cris do livro analógico “quis sair da bolha, eu não olhava para outros caminhos por medo de fazer algo diferente. Quando o YouTube virou uma profissão, eu fiquei mais conectado do que eu queria.”

Kéfera Buchmann também tem números impressionantes: são dez milhões de seguidores em seu canal no YouTube, o “Cinco Minutos”, 11 milhões no Instagram e 7 no Facebook.

MOMENTO OFF-LINE

A capacidade de mobilização dela foi testada nos cinemas em 2016, com “É Fada!”, que contabilizou 1,7 milhão de espectadores. O filme foi o pontapé de Kéfera para fora da web; atuar se tornou a prioridade, em detrimento dos vídeos na internet.

“Querido Dane-se”, romance que ela assina, reforça o momento off-line da youtuber. É sobre Sara, que está prestes a fazer 30 anos e lida com dilemas da idade.

O título é o terceiro de quatro volumes que ela tem contratados com o grupo Companhia das Letras.

A obra conta a história de Sara, cujo namorado terminou a relação por WhatsApp, que engatou um caso com uma socialite —para quem a protagonista, uma estilista, trabalha como costureira. Além de tudo, se prepara para agora enfrentar seu maior medo: completar 30 anos.

Os livros anteriores de Kéfera foram “Muito Mais que Cinco Minutos” (2015) e “Tá Gravando. E Agora?” (2016), que venderam ao todo cerca de 650 mil cópias. Abordavam sua vida com dicas para quem quisesse seguir seus passos.

À Folha ela diz estar em busca de um público mais velho, que ainda não a conhece. Escreveu sonhando ver a nova obra adaptada para o cinema —e quer interpretar ela mesma a protagonista Sara.

Em novembro, Kéfera estreia um novo longa, “Gosto se Discute”. O trailer, lançado em seu canal no YouTube, foi visto 900 mil vezes em um mês. “Bingo, o Rei das Manhãs” levou nove meses para atingir esse número.

Além de seguir escrevendo e atuando, quer dirigir teatro e cinema. A internet parece perder espaço. “Fui amadurecendo e algumas coisas pararam de fazer sentido. Já falei de tudo, como sigo daqui? Sinto que meu público está aberto a mudanças.”

Entre essas mudanças está o convite para o mundo além da web. “É bom se desconectar um pouco. Viver a vida real, em vez de ficar com o celular na mão. Ler, sentir o cheiro de livro novo.”

Christian reconhece que o status de influenciador nas redes sociais dá a ele a possibilidade de incentivar seus seguidores a se desconectar.

“Quem tem dez anos nasceu on-line. Peguei o fim da cultura de ver TV, e gosto de influenciar a galera a fazer outra coisa além de ficar na internet.”

Professores da USP ministram aulas gratuitas sobre os livros da Fuvest 2018

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Isabela Calado, no Espaço do Povo

Uma das maiores bibliotecas de São Paulo, Mário de Andrade, recebe no mês de outubro um ciclo de palestras sobre os livros que caem na Fuvest 2018, com aulas gratuitas e ministradas por professores e especialistas em literatura brasileira.

Os interessados em acompanhar os encontros não precisam, necessariamente, morar na capital paulista. Os encontros acontecem sempre às sextas-feiras, às 19h, no auditório da biblioteca. É preciso chegar com 1h de antecedência para garantir o ingresso. Mas também são transmitidos on-line no Facebook da Biblioteca Mário de Andrade e, além disso, os vídeos são disponibilizados no YouTube.

As aulas são comandadas, em sua maioria, por professores da própria USP. Já estão no ar as análises dos livros “Iracema”, de José de Alencar; “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis; “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo; Vidas Secas”, de Graciliano Ramos; e “A Cidade e as Serras”, de Eça de Queiroz.

Confira abaixo quais são as próximas aulas:

“Minha Vida de Menina”, de Helena Morley – Prof. Claudio Caus (Cursinho da Poli)
06/10, às 19h

“Mayombe”, de Pepetela – Profª. Rosangela Sarteschi (USP)
13/10, às 19h

“Claro Enigma”, de Carlos Drummond de Andrade – Prof. Murilo Marcondes de Moura (USP)
20/10, às 19h

“Sagarana”, de João Guimarães Rosa – Profª. Yudith Rosenbaum (USP)
27/10, às 19h

Após demissão, professor faz videoaulas de biologia e vira fenômeno na internet

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Paulo Jubilut é biólogo e tem 37 anos (Foto: Will Koetzler/ Divulgação)

Paulo Jubilut é biólogo e tem 37 anos (Foto: Will Koetzler/ Divulgação)

 

Paulo Jubilut tem canal no YouTube com mais de 1 milhão de assinantes; ele criou uma empresa que vende pacotes de videoaulas.

Vanessa Fajardo, no G1

Após ser demitido em 2011, o professor de biologia Paulo Jubilut, de 37 anos, publicou algumas videoaulas na internet como legado. A ideia era explorar outros campos de trabalho. Para sua surpresa, a visualização foi muito grande e ele vislumbrou ali um novo negócio: ser professor na internet.

A trajetória de Jubilut é um exemplo de como o profissional formado em ciências biológicas pode se reinventar. Nesta semana, o G1 aborda vários aspectos da biologia na série Guia de Carreiras, que traz o retrato de dez profissões mais procuradas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2016.

“Eu dava aula em um curso elitizado. Tinha uma aluna malcriada que havia tido problemas com uma professora. Ela fez uma piada grossa comigo, falei umas verdades para ela. Acontece que o pai dela é uma pessoa influente, ele ligou pro dono do cursinho e ameaçou um processo. A escola me demitiu logo em seguida” – Jubilut.

Formado em licenciatura e bacharelado de ciências biológicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Jubilut começou a procurar trabalho em outras áreas, não só as ligadas à educação. Mas como os vídeos publicados na internet fizeram sucesso, e ele foi convidado pelo YouTube a criar um canal ensinando biologia. “Na época não sabia que dava para monetizar. Não tinha youtuber ainda. As videosaulas que existiam eram formais, e eu levei uma linguagem informal e humor no tempo que não existia o politicamente correto.”

Hoje ele é referência do ensino de biologia na internet. Com linguagem informal e bom humor, Jubilut já arrebatou mais de 1 milhão de inscritos em seu canal. Viaja o mundo inteiro para gravar vídeos explicando conceitos da biologia na prática. Em 2013, criou sua empresa, a Biologia Total, que vende pacotes de videoaulas sobre todas as áreas da biologia. Há conteúdo para ensino médio, específico para preparação de vestibulares e Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), além de ensino superior. O site também disponibiliza aulas de física e química, outros campos das ciências da natureza, que não são ministradas por Jubilut.

Ele não fala em números ou faturamento por conta da concorrência, mas diz que são milhares de assinantes, os “jubialunos.” Já são 32 pessoas trabalhando na empresa. Jubilut ainda dá aulas, mas hoje está mais focado em montar o que chama de “aulas conceito.”

“No ano passado fui para a África gravar aulas, falei de predação com vídeo mostrando o leão atrás, e herbivoria com girafas ao fundo. Nesse ano fomos para a Ásia e falamos sobre o uma espécie em extinção do orangotango.”

Saudade da sala de aula?

Foram 12 lecionando em escolas formais da redes pública e privada, os últimos focados em cursinhos pré-vestibular.

“Não sinto falta de dar aulas 40, 50 aulas por semanas. Falamos muito em formação de professor. Mas como melhorar se o professor dá 50 aulas por semana? O professor tem o texto decorado, sem tempo para se aprimorar.”

Para matar a saudade do contato direto com o alunos, um dos lados bons da profissão, segundo ele, Jubilut planeja receber na sede da empresa, em Florianópolis, turmas de até 20 estudantes para o que batizou de sala de aula do futuro. Um quadro digital estará conectado com os notebooks dos alunos. Os escolhidos estarão entre os assinantes dos cursos do seu site. Neste projeto, o objetivo também é treinar professores.

“Não usamos quadro e giz e temos dificuldade de encontrar professores, eles não estão preparados. A tecnologia não é a solução, mas pode ajudar a tornar o aprendizado do aluno mais rápido. Mas nada substitui o excelente professor, que sabe contar uma história.”

Com a empresa consolidada, Jubilut pretende seguir para Universidade Stanford, nos Estados Unidos, para um mestrado em educação e tecnologia.

Aluno ganha bolsa em universidade internacional graças aos bolos da mãe e aos vídeos no YouTube

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Jovem do Rio vai estudar no exterior depois de fazer vídeos da mãe decorando bolos

Jovem do Rio vai estudar no exterior depois de fazer vídeos da mãe decorando bolos

Universidade Minerva tem sede nos EUA e campi em outros seis países; inscrições para seleção da nova turma estão abertas.

Vanessa Fajardo e Lívia Torres, no G1

Gabriel Ferreira Dias, de 19 anos, vai deixar o Rio de Janeiro para morar em sete países diferentes nos próximos quatro anos. Ele foi aprovado na Universidade Minerva, sediada nos Estados Unidos, mas que tem a proposta de fazer com que os alunos estudem cada semestre em um país diferente. Outros 11 brasileiros estão na turma que começa em setembro.

Após o primeiro ano letivo comum a todos os alunos, em São Francisco, eles seguem para Seul, Taipei (Taiwan), Hyderabad (Índia), Berlim, Londres e Buenos Aires. Os estudantes precisam optar por uma das seis áreas de ensino: artes e humanidades; ciências sociais; computação; ciências naturais e negócios.

Gabriel viaja em 22 de agosto, e vai estudar negócios. Não foi só o inglês fluente e as boas notas do currículo escolar que o fizeram ser aceito e ganhar 90% de bolsa na Minerva. Para quem não tem nenhum desconto, o custo é de cerca de R$ 90 mil por ano, incluindo despesa de alojamento e refeições. As universidades americanas valorizam muito as atividades extracurriculares dos candidatos. Gabriel se destacou ao aliar o feeling para os negócios e a herança empreendedora da família, e criar um curso on-line de decoração de bolos ministrado pela mãe.

“Meu avó era dono de padaria, a família teve negócios pequenos, sempre quis ter algo. Em 2015, minha mãe decorava bolos por encomenda. Meu pai achava que ela tinha muito jeito para ensinar. Eu adoro gravar, adoro tecnologia, e queria empreender, era uma forma de botar em prática. Começamos a vender cursos”, diz Gabriel.

Ele grava as aulas, edita e bota os vídeos no ar. Os cursos já foram vendidos para mais de 250 pessoas. Os vídeos no YouTube e Facebook têm mais de 19 milhões de visualizações.

Gabriel Ferreira Dias, de 19 anos, é um dos brasileiros aprovado na Minerva; universidade tem sede nos Estados Unidos (Foto: Arquivo pessoal)

Gabriel Ferreira Dias, de 19 anos, é um dos brasileiros aprovado na Minerva; universidade tem sede nos Estados Unidos (Foto: Arquivo pessoal)

 

O carioca acredita que a veia empreendedora tenha sido o diferencial da sua candidatura. “Você não precisar ser o cara que ganhou uma medalha de ouro na Olimpíada de Física para entrar. Eu nunca ganhei uma medalha de olimpíada científica. Eu gosto de empreendedorismo. Eu me envolvi de alma. O que é sua paixão e o que faz para desenvolvê-la?”

‘Fazer diferença no mundo’

Gabriel fez o ensino médio no Sistema Elite, no Rio, como bolsista. Ao concluir a educação básica, além de ser aceito pela Minerva, passou no curso de administração na PUC-Rio e na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mas desistiu das vagas porque queria ir para o exterior. “Há cinco anos eu tenho vontade de estudar fora, a Minerva era a faculdade que eu mais queria pelo fato de ser diferente, de passar por sete países. Esse é um diferencial, vai ser bom se adaptar a outras culturas e aprender como é o mundo de verdade. Quem quer fazer diferença no mundo tem de conhecer o mundo.”

Inscrições abertas

As inscrições para a seleção da nova turma da Minerva estão abertas desde o dia 1º de agosto e vão até 16 de março de 2018, pelo site https://www.minerva.kgi.edu/application/start. O processo seletivo inclui entrevista, produção de texto e testes de lógica, matemática e inglês, feitos pelos candidatos no seu próprio computador, com a webcam conectada aos selecionadores, que observam o comportamento e o raciocínio dos estudantes.

Além do histórico escolar, é necessário comprovações de atividades extracurriculares, como participação em trabalho voluntário ou olimpíadas do conhecimento. A instituição avalia o perfil de liderança e empreendedorismo dos potenciais alunos.

A Minerva possui atualmente 500 estudantes de 55 países, sendo que o Brasil está em terceiro lugar no número de matriculados, atrás apenas de EUA e China.

Não pode ir a Paraty? Flip põe suas mesas no YouTube

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Paraty, Rio de Janeiro, recebe nova edição da Flip (//Getty Images)

Paraty, Rio de Janeiro, recebe nova edição da Flip (//Getty Images)

 

Organização do evento disponibiliza o áudio das discussões na íntegra em seu canal oficial na rede social

Publicado na Veja

Para quem não pode ir a Paraty conferir de perto a Flip 2017, a organização do evento tem um pequeno tesouro: os áudios, na íntegra e com tradução no caso de debates com convidados estrangeiros, das mesas desta edição estão reunidos no canal oficial da festa no Youtube.

Os vídeos não entram no ar tão logo terminam as mesas — até porque, quem já foi a Paraty sabe bem, a internet por lá não é exatamente a jato. Mas, no início da noite desta sexta-feira, já estavam disponíveis todas as mesas realizadas até as duas da tarde — a mesa de abertura, sobre Lima Barreto, na quarta, as mesas de quinta e a primeira de sexta. Confira aqui a programação completa desta edição da Flip.

Vale lembrar que, para quem quiser assistir às meses ao vivo, a festa também oferece streaming, em seu site.

Confira, abaixo, a mesa de abertura, com Lázaro Ramos e Lilia Schwarcz:

Aqui, o exemplo de uma mesa com convidado estrangeiro, a escritora tutsi Scholastique Mukasonga, de Ruanda, com áudio traduzido:

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