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Renda dos alunos influencia desempenho de escolas no Enem

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Levantamento compara características comuns de colégios públicos e privados

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Publicado em O Globo

No próximo fim de semana, 7,7 milhões de jovens farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na esperança de conquistar uma vaga na universidade. O roteiro, repetido há anos, tem etapas bem definidas. Quando o ranking por escola é divulgado no ano seguinte, as instituições privadas correm para divulgar seu desempenho, enquanto os conhecidos problemas estruturais das públicas reforçam a percepção geral. Mas quem paga pelo ensino tem sempre melhores notas? Nem sempre. É possível encontrar privadas com cara de públicas e públicas com boas médias no concurso. A explicação para isso é que há dentro de cada sistema um abismo que separa as melhores das piores escolas. E embora sejam redes distintas, os fatores responsáveis por essa distância tendem a ser idênticos para públicas e privadas.

Com base nos resultados do Enem de 2014, o Núcleo de Dados do GLOBO comparou características das 500 melhores e das 500 piores escolas de cada rede. Pelos resultados, o abismo entre os dois grupos de escolas podem ser explicados, tanto na rede privada quanto na pública (estadual), pela renda das famílias dos alunos, formação dos professores e taxa de abandono dos estudantes.

Os dados evidenciam que a principal característica que diferencia o melhor e o pior desempenho no Enem continua sendo a característica socioeconômica do aluno. Cerca de 99% das escolas privadas no “Top 500” registram níveis socieconômicos alto (7,4%) e muito alto (91,7%). Entre as piores, apenas 28,42% estão nos dois níveis socieconômicos mais altos.

O PESO DOS BENS CULTURAIS

Já entre as “Top 500” das públicas, o comportamento é semelhante. Entre as melhores escolas, aproximadamente 53% registram níveis socieconômicos alto (51%) e muito alto (2,87%). No outro extremo, 46% das escolas com baixo desempenho registram classificação socioeconômica baixa e muito baixa. Na visão de especialistas, a variável socieconômica afeta a oportunidade de os jovens terem acesso a uma variedade de bens culturais que ajudam e estimulam o processo educacional.

O peso do fator socieconômico é tão forte que, quando comparadas as médias das escolas públicas e privadas na faixa com renda muito baixa, os valores ficam bastante próximos: 453 (estadual) e 471 (privada). É como se a rede de ensino praticamente não fizesse diferença, mas, sim, a origem dos estudantes.

— Diversos estudos têm demonstrado que cerca de 70% do desempenho das crianças têm relação com o que elas trazem de casa, e isto depende dos fatores socioeconômicos. Os dados analisados trazem uma mensagem importante para aqueles pais que lutam para pagar uma escola privada: ela pode não corresponder ao desempenho esperado — observa Alejandra Meraz Velasco, coordenadora-geral do Todos Pela Educação.

Para Angela Soligo, professora da Faculdade de Educação da Unicamp, existe um processo de convergência que ajuda a explicar o interesse dos pais pelas escolas privadas, e destas pelas famílias com melhor renda.

— De fato, temos um histórico de deterioração da escola pública e de favorecimento da rede privada, mas será que toda escola privada é boa? Nem sempre. Há diversos fatores em jogo. Quem tem acesso ao ensino privado? Quem tem poder aquisitivo para isso, como as classes média e alta. As escolas que hoje apresentam um bom desempenho são aquelas que cobram mais caro e recebem estudantes privilegiados, ou seja, que tiveram acesso a um conjunto de bens culturais importantes por meio dos pais. Então, temos uma convergência. Os pais valorizam esse conjunto de bens culturais e as escolas. Estas, como também valorizam esses bens culturais, buscam esses alunos.

Quando observados outros indicadores do Enem 2014, como a taxa de formação adequada dos docentes — isto é, se eles ministram disciplinas para as quais foram formados —, os comportamentos também se assemelham e explicam o distanciamento entre escolas com alto e com baixo desempenho. Entre as “Top 500” das duas redes, a taxa de formação adequada é de 71%, na privada, e 66%, na pública. Entre as unidades com piores desempenhos, a taxa cai para 46%, nas privadas, e 45%, nas públicas. Alejandra considera que a comparação entre as redes indica que os professores das escolas privadas têm recebido mais estímulo à formação continuada:

— É curioso saber que, mesmo quando os percentuais de professores com formação adequada são tão próximos nas duas redes, o desempenho da pública não acompanha o da privada. Esse é um dado que mereceria um estudo mais profundo. Talvez as escolas particulares estejam oferecendo aos professores outros elementos importantes para a sua formação continuada, e isso pode estar fazendo diferença no desempenho geral do colégio.

“HÁ MUITO GATO POR LEBRE”

Para o professor da USP José Marcelino Rezende Pinto, o fator socioeconômico ainda é o maior determinante que separa os dois grupos. Mas ele considera que o Brasil ainda não compreendeu totalmente o peso da formação dos docentes no desempenho dos alunos:

— O setor privado é muito heterogêneo, mas o senso comum, por causa dos aprovados no vestibular, é que todas as escolas particulares são ótimas. Há muito gato por lebre. As públicas federais, por exemplo, sempre tiveram um desempenho excelente no Enem e no vestibular. Quanto à taxa de formação dos professores, assusta a quantidade sem formação adequada no setor privado. Mas ainda não temos dados suficientes para compreender qual o peso da formação adequada do professor nesse processo. Teríamos que analisar, entre outros fatores, a instituição em que ele se formou, sua experiência e outros cursos feitos. Ainda estamos no início da discussão sobre a qualidade dos professores.

Um outro fator influente no abismo do desempenho escolar, que também tem comportamento semelhante nas duas redes, se refere à taxa de abandono dos alunos. Entre as privadas, a evasão é 11 vezes maior nas escolas com baixo desempenho no Enem, e na rede pública, cinco vezes maior. Ou seja, quando a taxa de abandono dos alunos cai, as escolas, sejam públicas ou privadas, tendem a apresentar um melhor desempenho no Enem.

Na avaliação de Angela Soligo, da Unicamp, a preocupação de pais e escolas com os rankings do Enem tem dificultado a discussão sobre o que seria uma educação de qualidade ou mesmo como poderia ser classificada uma boa escola:

— Há princípios que formam o caráter do cidadão que as escolas e as famílias deixam de cuidar porque estão preocupadas com rankings. Acho que é hora de parar e pensarmos melhor essa ideia. Ser primeiro no ranking não é sinônimo de boa escola.

Conflitos deixam 13,7 milhões de crianças fora das escolas, diz Unicef

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Relatório do Unicef divulgado nesta quinta (3) aponta impacto da violência.
Mais de 8,5 mil colégios na Síria, Iraque, Iêmen e Líbia estão destruídos.

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Publicado no G1
Relatório divulgado pelo Unicef nesta quinta-feira (3) aponta que conflitos armados e crises políticas em países do Oriente Médio e do Norte da África deixam 13,7 milhões de crianças fora das escolas.

De acordo com o Unicef, o foco do levantamento é o impacto da violência no sistema educacional de nove países das duas regiões (Síriax, Iraque, Iêmen, Líbia, Palestina, Sudão, Jordânia, Líbano e Turquia). O total verificado representa 40% das 34 milhões de crianças em idade escolas nesses países.

O impacto da violência na rotina das crianças também é mostrado no levantamento de instituições afetadas: mais de 8,5 mil colégios na Síria, Iraque, Iêmen e Líbia estão destruídos. Muitas servem agora de abrigo para famílias desalojadas ou viraram instalações militares.

Além do fechamento de escolas, o relatório aponta diversos casos de ataques feitos diretamente contra crianças e professores, a maioria enquanto estavam na própria escola.

Síria
Na Síria, uma em cada quatro escolas não pode ser usada porque foi destruída ou passou a ser usada como instalação militar e cerca de 52,5 mil professores deixaram suas funções. Quando as escolas ainda estão ativas, não estão livres do risco: ao menos 20% das crianças precisam cruzar linhas de conflito para chegar às escolas em atividade.

O levantamento aponta que, na Jordânia, no Líbano e na Turquia, 700 mil crianças sírias refugiadas não podem estudar. O motivo é a falta de capacidade dos sistemas educacionais desses países. A estimativa do órgão é que nações vizinhas à Síria tenham recebido 4 milhões de refugiados sírios.

Iêmen
No Iêmen, a escalada da violência se agravou em março. Mais de 3,5 mil escolas foram fechadas e 1,8 milhão de crianças ficaram sem estudar.

O órgão aponta que já antes do atual acirramento da violência já havia 1,6 milhões de alunos com idades entre 6 e 11 anos fora da escola. A estimativa é que 80% da população do país precise de assistência humanitária.

África
No Sudão, o Unicef aponta que “quase quatro décadas de guerra deixaram mais de 3 milhões de crianças fora da escola”.

Na Líbia, o acirramento dos conflios desde maio provocam o colapso de infraestrutura e interrupção de serviços básicos. A estimativa é que dois milhões de pessoas sejam afetados pelo conflito. Escolas no noroeste e no sul do país abrigam deslocados internos e na cidade de Bengazi, a taxa de frequência escolar caiu 50%. Nesta cidade, apenas 65 das 239 escolas funcionam.

Faixa de Gaza

O ano de 2014 foi marcado por conflitos que mataram ao menos 551 crianças palestinas e outras 3,4 mil feridas. Quando o ano letivo de 2014-2015 começou, mais de 500 mil crianças não tinham possibilidade de retomas as aulas. Os especialistas afirmam que os prédios das escolas são usados como abrigos por crianças que tiveram suas casas destruídas.

Iraque

No Iraque, escolas acomodam parte das três milhões de pessoas obrigadas a fugirem de conflitos. Pelo menos 950 mil crianças em idade escolar foram afetadas e 1,2 mil escolas em áreas de conflito foram transformadas em abrigos. Além disso, 2014 foi o ano com mais mortes desde 2008: quase 700 crianças foram mortes e outras 500, feridas.

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Escola pública, gestão privada

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Pará testará modelo que tem gerado intensos debates nos EUA: entregar para organizações particulares a administração de colégios do estado

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Publicado em O Globo

O governo do Pará em breve testará em sua rede um modelo de organização escolar que, nos Estados Unidos, tem gerado debates acalorados entre educadores. São as chamadas escolas “charter”, administradas pela iniciativa privada, mas que atendem gratuitamente alunos de baixa renda com financiamento público.

O projeto conta com o apoio do IFC, instituto do Banco Mundial que tem atuado no Brasil em desenvolvimento de projetos de parcerias público-privado (PPPs). Serão construídas 50 escolas de ensino médio. Segundo Tomas Anker, especialista de projetos de PPP no instituto, a ideia — como já acontece num contrato de concessão de rodovia, por exemplo — é que o pagamento da organização privada que assumir a gestão desses colégios seja atrelado a indicadores de desempenho. Entre eles devem constar níveis de aprendizado medidos em avaliações externas, taxas de evasão e repetência, e garantias de equidade no perfil do aluno atendido.

O secretário de Educação do Pará, Helenilson Pontes, sabe que a ideia é polêmica. Ele aposta, porém, que, por serem escolas novas, a resistência será menor: “Não haverá transferência ou fechamento de escolas, nem redução de vagas ou salários. O Pará tem um dos piores índices de educação do Brasil. Isso nos leva a procurar alternativas, mesmo que signifique enfrentar tabus”.

O que o governo do Pará e o IFC pretendem testar no Brasil é se escolas públicas, quando geridas pela iniciativa privada e recebendo níveis similares de financiamento, seriam mais eficientes.

Essa resposta não será simples. Basta olhar para a experiência dos Estados Unidos, país que mais tem testado a fórmula, e que hoje conta com mais de 6 mil escolas com esse perfil. Entre os defensores das charters por lá, havia a expectativa de que elas apresentassem melhores resultados do que as públicas. Em alguns estados, estudos confirmaram essa hipótese.

O movimento cresceu também graças aos bons resultados de algumas redes de colégios que chamaram atenção da opinião pública. Para os favoráveis ao modelo, o fato de ter funcionado em alguns estados e de haver casos exemplares mostra que ele, quando bem gerido, é viável. Seus críticos, porém, apontam com frequência que essas escolas tidas como excepcionais em geral recebem financiamento extra, atendem menos alunos com problemas disciplinares, e dariam ênfase excessiva para a preparação para testes.

As avaliações mais amplas já realizadas por lá ainda não permitem afirmar que, em nível nacional, as charters sejam mais eficientes. Um estudo encomendado pelo Ministério da Educação americano ao instituto Mathematica concluiu em 2011 que, apesar de pais e alunos reportarem níveis maiores de satisfação nos colégios administrados pela iniciativa privada, os resultados dos estudantes em testes de leitura e matemática não eram diferentes dos encontrados nas públicas tradicionais.

Outro grande estudo, este conduzido em 2013 pela Universidade Stanford, concluiu que, em matemática, 29% das charters se saíam melhor que as públicas tradicionais; 40%, iguais; e 31%, piores. Os autores da pesquisa ressaltaram que esses percentuais, quando comparados com o ano de 2009, mostravam melhoria das charters, em boa parte graças ao fechamento de algumas com baixo desempenho.

Em resumo, a experiência americana tem mostrado até agora que há tanto ótimas escolas charters quanto outras que deixam muito a desejar. Ser gerido pela iniciativa privada, portanto, não foi garantia de sucesso ou fracasso. No caso do Pará, por ser um tema que desperta paixões, é preciso avaliar com rigor a iniciativa sem perder de vista o que realmente importa: saber se os alunos estão ou não se beneficiando dela.

Falta de estrutura e conteúdo diferente prejudicam no Enem, dizem escolas

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Fachada do Centro Educacional 04 de Brazlândia, escola do DF com pior colocação no Enem 2013. (Foto: Isabella Calzolari/G1)

Fachada do Centro Educacional 04 de Brazlândia, escola do DF com pior colocação no Enem 2013. (Foto: Isabella Calzolari/G1)

‘Exame não retrata realidade’, diz diretores de 4 piores colocadas em 2013.
‘Função do ensino público é dar escolarização à população’, diz subsecretário.

Izabella Calzolari, no G1

Escolas do Distrito Federal com piores colocações no Enem 2013 afirmaram que a falta de infraestrutura nas unidades e a diferença entre o conteúdo da rede pública com o que é explorado no exame afetam o resultado final dos alunos. O G1 conversou com diretores de quatro escolas com menor média na prova objetiva de linguagens e códigos do Enem 2013. Todas estão localizadas em zonas rurais – duas em Brazlândia, uma em Planaltina e outra no Paranoá. A pior escola do ranking foi o Centro Educacional 04 de Brazlândia.

O subsecretário de Educação Básica da Secretaria de Educação, Gilmar Ribeiro, afirmou ao G1 que a proposta curricular da rede pública não tem como objetivo preparar para exames e vestibulares. “A escola pública tem a função social de dar a escolarização e de trabalhar com os conhecimentos globais e locais para dar formação à população e não tem como objetivo preparar para exames e vestibulares”, disse. “Os projetos pedagógicos das escolas podem, além da proposta curricular, desenvolver projetos extras ligados aos exames e vestibulares, mas isso é uma definição de cada unidade.”

A diretora do CED 4 de Brazlândia, Francisca Zenilda da Conceição (Foto: Isabella Calzolari/G1)A diretora do CED 4 de Brazlândia, Francisca Zenilda da Conceição (Foto: Isabella Calzolari/G1)

A diretora do CED 4 de Brazlândia, Francisca Zenilda da Conceição (Foto: Isabella Calzolari/G1

Além das reclamações, os diretores também foram unânimes ao considerarem que o Enem não retrata a realidade dos estudantes das escolas rurais. No caso do CED 4 de Brazlândia, a diretora da instituição, Francisca Zenilda da Conceição, afirmou que a análise dos resultados do exame dão uma sensação de “inverdade”.

“Quem vê essas notas pensa que a escola é ruim, que os alunos não são inteligentes, mas a qualidade do ensino aqui é muito boa”, disse. “Quando os alunos daqui fazem avaliações, eles sempre se destacam. Se eu passo esse resultado para os alunos e digo que eles estudam na escola pior colocada no Enem, isso vai desestimular com certeza.”

A escola, localizada em uma zona rural de Brazlândia, é formada por filhos de agricultores, caseiros e moradores de fazendas e chácaras. São 11 professores para 186 alunos do ensino fundamental e médio. Para Francisca, o grande problema da escola está na questão estrutural.

A diretora contou que o ensino médio foi implantado na escola recentemente a pedido dos moradores da região, mas não houve nenhum tipo de construção na escola para receber a nova demanda. A coordenação da unidade dividiu uma sala de aula de 30m² em duas. Na sala cabem no máximo dez alunos, mas atualmente ela é ocupada por 17. Uma parte do pátio também foi usada para os professores construírem uma nova sala improvisada para guardar os livros. A escola não tem biblioteca nem sala de estudos.

Sala improvisada feita em pátio da escola para guardar os livros usados pelos alunos (Foto: Isabella Calzolari/G1)

Sala improvisada feita em pátio da escola para guardar os livros usados pelos alunos (Foto: Isabella Calzolari/G1)

“Não temos problemas com relação à parte pedagógica. O que existe é um grande problema no espaço físico reduzido. Não temos laboratórios, para biblioteca improvisamos um espaço pequeno para colocar os livros, mas não há um espaço em que os alunos podem sentar e estudar concentrados”, disse. “Além disso, como a escola funciona o dia inteiro, se o aluno estuda de manhã, a gente não consegue propor nenhuma atividade extra direcionada para o Enem porque não tem local para realizá-la.”

O professor Ezequias Abreu ajudando na reforma da escola (Foto: Isabella Calzolari/G1)

O professor Ezequias Abreu ajudando na reforma da escola (Foto: Isabella Calzolari/G1)

Para receber os alunos na unidade, o professor de educação física Ezequias Abreu resolveu usar o resto das férias para ajudar na reforma da escola. “Sempre que precisa a gente faz algo a mais. Quando a gente ama o que faz a gente faz de tudo para agradar”, disse. “Aqui [quadra de esportes] é o ambiente que eles mais gostam, então temos que deixar tudo arrumadinho.”

Francisca atribui o baixo desempenho da escola no exame ao número de alunos inscritos. “Temos 45 alunos no ensino médio. Se 10 fazem e 5 não conseguem, a média já cai”, afirmou. “Já formamos 148 alunos e 70 deles estão fazendo faculdade. É uma turma esforçada, que gosta de estudar.”

O diretor do CED Irmã Maria Regina Velanes Regis, em Brazlândia, afirmou que considera o contexto socioeconômico e a localização da escola fatores determinantes para o baixo desempenho dos alunos no Enem.

“A nossa escola está situada em área rural e ela está em uma região que em torno dela tem seis assentamentos de sem terra, além de chácaras e fazenda”, disse Sérgio de Oliveira. “Nosso principal público são trabalhadores rurais, filhos de trabalhadores rurais, assentados e filhos de assentados. A realidade é diferente do estudante de área urbana. As perspectivas deles são outras, eles não têm o Enem como referência.”

A escola funciona em três turnos, com 90 professores para atender cerca de 1.250 alunos. Oliveira contou que, apesar do objetivo central dos estudantes (mais…)

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