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Livro de filósofo francês ensina como enfrentar os “babacas”

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Maxime Rovere, professor da PUC-Rio Foto: QuisNilObstet/Wikimedia Commons

Com rigor filosófico e linguagem acessível, Maxime Rovere dá lições para resistir ao assédio de cretinos e megeras

Ruan de Sousa Gabriel, na Época

Por que um filósofo francês, leitor de Espinosa, abandonaria seus estudos sobre imanência, modos de percepção e a salvação dos ignorantes para escrever um livro sobre… a babaquice? Pois foi isso (ou quase isso) o que fez Maxime Rovere, professor na PUC-Rio. Em O que fazer com os babacas (Vestígio), Rovere junta um sólido repertório filosófico, linguagem acessível e bom humor para ajudar o leitor a resistir a cretinos, canalhas e megeras, àqueles que desrespeitam nosso silêncio, atacam nosso sossego com seus filhos e cãezinhos barulhentos e, às vezes, detém o poder político necessário para infernizar nossas vidas.

Conversei um pouquinho com Rovere para entender melhor como derrotar a babaquice e saber qual filósofo era o mais babaca de todos — porque já sabemos que Espinosa era o mais fofo.

Por que o senhor, um leitor de Espinosa, resolveu interromper suas pesquisas filosóficas para escrever um livro sobre a babaquice?

Meu último livro Le clan Spinoza ( O clã Espinosa , na tradução do francês), que será publicado no Brasil no ano que vem, é um estudo sobre a inteligência coletiva. Ou seja: não é tão estranho quanto parece que meus estudos se voltem para a babaquice como um fenômeno coletivo. A babaquice não é uma característica individual, mas de certas interações. Como todo mundo, eu também encontrei um babaca pessoal, alguém com quem eu tive de dividir uma casa e que não quis estabelecer regras de convivência. Esse é um dos princípios da babaquice: recusar as condições para a vida em comum. Ao perceber como é difícil se relacionar com esse tipo de gente, achei que seria interessante dedicar um estudo sério, mas acessível, à babaquice, esse fenômeno que nos afeta a todos.

No livro, o senhor menciona várias vezes seu “bacaba pessoal”. Como ele (ou ela) era?

Essa pessoa, como muitos outros babacas, pensava que todos tinham de viver como ela, que seu estilo de vida era o único possível para pessoas esclarecidas e cool. Quando o conflito começou, percebi que eu tinha convicções parecidas. Meu babaca era também meu espelho. Sempre somos o babaca de alguém. Não que meu babaca fosse um idiota, ele mas vivia de um jeito oposto ao meu e não queria negociar nada. Isso me matou: descobrir que existia gente que se recusa a negociar, que não aceita a possibilidade de estabelecer regras ainda que tenha concordado em dividir um casa com você. Isso nunca havia passado pela minha cabeça. Eu achava que todo mundo era e pensava como eu. Babacas como o meu se comportam como se os outros não existíssemos. É o que de mais violento alguém pode fazer: negar a relevância do desejo do outro.

O senhor afirma que dar lição de moral nos bacanas não é uma boa ideia. Por quê?

Diante de um babaca, tendemos a nos achar no direito de exigir, por exemplo, que ele limpe a cozinha depois de dar uma festa. Mas, como ele não tem respeito por nossas regras, tentar impô-las, uma vez que não somos o Estado e não podemos forçá-lo a nada, é inválido. Logicamente inválido. Não há como impor nossa moral sem força. Porque essa moral não se apoia na autoridade, mas em nossa insuficiência, nossa impotência de fazer com o que o babaca se comporte corretamente. Precisamos mudar de estratégia.

Como?

Em vez de desejar que os babacas desapareçam, devemos nos concentrar no que sentimos, nas emoções que eles fazem emergir em nós e em como superá-las. Precisamos expressá-las. Nossa primeira reação é xingar, mas precisamos encontrar meios de expressão mais úteis e eficazes para sair desse buraco relacional. Um insulto não ajuda em nada e pode piorar as coisas. Seguindo os filósofos estoicos, como Sêneca, acredito que é possível encontrar operações capazes reconfigurar as situações sem precisar tocar no babaca, sem tentar mudá-lo, mas tentando mudar a situação. Precisamos mobilizar nossas emoções mais fortes contra as situações, não contra as pessoas.

No livro, o senhor argumenta que a narrativa é uma maneira de expressar essas emoções: “Somente a narrativa permite apaziguar o conflito, porque ela permite à verdade emergir da intersecção dos pontos de vista sem ser necessário (…) se pôr totalmente de acordo, nem ser totalmente preciso, nem ter qualquer certeza”. A literatura pode nos ajudar a lidar com os babacas?

A narrativa é uma técnica a ser usada para se livrar de um conflito. Quando estiver diante de um babaca, peça para ele contar a versão dele dos fatos, ainda que você ache que ele está totalmente errado. Depois, talvez valha a pena você fazer um relato seu de como as coisas aconteceram. Narrar os eventos que criaram o conflito permite reconstruir o que se perdeu no meio do conflito, que é a nossa capacidade de entender e confiar no outro. Temos de reconstruir essa capacidade, que perdemos quase sem perceber. Se formos sinceros, pacientes e narradores habilidosos, podemos encontrar caminhos comuns. Aí a literatura pode ajudar, pois nos permite entrar em histórias além das nossas próprias. Se formos capazes de entender um babaca como o pai de Os irmãos Karamázov , de entrar na cabeça dele, nossa relação cotidiana com os babacas vai melhorar. Vamos saber lidar melhor com as narrativas deles e contar melhor as nossas.

E quando os babacas estão no poder?

É altamente provável que babacas estejam no poder, que ocupem posições de autoridade nos governos, nas empresas, nas famílias. Tendemos a pensar que babacas no poder são uma anomalia, uma injustiça cósmica. Mas não. Babacas no poder são quase a regra. Um tipo específico de babaca, os medíocres, tende a ascender ao poder, porque são hábeis em evitar os conflitos e discordar. Às vezes, a meritocracia só reconstrói novas formas de babaquice na elite. Não adianta isolar os melhores e lhes dar poder, porque eles vão reconstruir a babaquice entre eles. Dito isso, precisamos pensar em como se darão nossas lutas quando os babacas estão no poder. Temos de pensar em estratégias para orientar nossos governos, empresas e famílias para o que achamos melhor. A luta política é mais eficaz quando sabemos que ela é a promoção das preferencias e não a busca por justiça cósmica. Política é negociação com babacas, com adversários, com gente de quem não gostamos e que não gosta de nós.

Existe uma definição filosófica da babaquice?
É difícil, porque todo mundo define a babaquice baseado em seu babaca pessoal. Em vez de procurar uma definição universal da babaquice, devemos olhar os babacas como espelhos de nós mesmos, deixar que eles apontem nossas feridas. Filosoficamente falando, a babaquice nunca é uma característica que encontramos em pessoas. Ela aparece nas interações, nas trocas interpessoais. O meu babaca pessoal não era um babaca o tempo todo. A babaquice emergia no convívio e seus efeitos eram imprevisíveis. Ao entendermos que a babaquice está na interação, podemos pensar em intervenções salvadoras.

Qual filósofo foi o mais babaca?
(Risos.) Eu não esperava essa pergunta. Preciso pensar… (Silêncio) . Pensando bem, não considero babacas nem mesmo os meus adversários filosóficos, de quem eu discordo profundamente. Pela seguinte razão: um filósofo, por mais inaceitáveis que sejam suas posições, é alguém que tenta formular e explicitar suas razões para defender ou propor esta ou aquela posição. Ele permite que você entre no mundo dele e abre as portas para a negociação, para a argumentação, para o debate. Mesmo quem não é profissional da filosofia deve confiar na capacidade dos outros de entender nossos argumentos e de argumentar também. A grande dificuldade com os babacas é que eles não aguentam nenhuma forma de argumentação. Mas, quando um babaca se torna filósofo, ele deixa de ser totalmente babaca porque se abre à discussão.

E quem são os seus adversários filosóficos?
Quando eu escrevia minha tese de doutorado sobre Espinosa, (Immanuel) Kant (filósofo prussiano) sempre aprecia nas notas de rodapé. Tanto que meu orientador me disse que eu devia ter um problema com Kant. Ele diagnosticou uma rejeição afetiva, instintiva, minha a Kant. Eu odiava Kant sem saber.

‘Os pais devem ler para as crianças desde a gestação’, diz psicóloga

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Publicado no Boa Informação

Ler histórias para crianças é uma prática consagrada. Mas, em geral, as pessoas não fazem isso com bebês. Especialista em primeira infância, psicóloga e consultora da Rede Primeiros Passos, Denise Mazzuchelli fala que os pais devem começar a ler para os filhos além disso enquanto eles estiverem no útero, se possível.

Desde quando além disso estão útero. É interessante estimular os pais a conversarem e lerem para crianças desde a gestação. Há estudos que relacionam o primeiro contato da criança com os fonemas além disso no útero materno.

Qual a importância dessa prática?

A leitura em voz alta para bebês amplia o vocabulário receptivo da criança, isto é, mesmo que ela além disso não fale, vai entender. Antes de falar “mamãe”, a criança sabe o que é “mamãe”. O vocabulário é a base do pensamento: quanto maior ele for, mais complexos serão os pensamentos que a criança será capaz de elaborar. Essa prática é um preditor de desenvolvimento em leitura aos 10 anos. O vocabulário da primeiríssima infância faz diferença para toda a vida. Além disso, a criança passa a associar a leitura com uma experiência prazerosa. A leitura em voz alta gera uma bagagem para a criança no sentido de vivenciar experiências que não estão em seu ambiente imediato.

A criança nunca vai ver um hipopótamo no Centro do Rio, mas, por meio do livro, provavelmente terá contato com esse animal. Assim como ela não vai ver neve no Brasil, mas pode ver em uma história e pensar sobre isso. A leitura para bebês igualmente semeia o desejo de aprender a ler. Uma criança que constrói momentos de prazer e conexão com os pais na primeira infância vai ficar sedenta para desvendar aqueles códigos por si mesma.

Há técnicas específicas para ler para bebês?

Uma criança até os 4 meses de idade tem uma mobilidade além disso limitada, mas já consegue ouvir e enxergar, além disso que não de forma tão apurada. É possível deixá-la deitada e ler uma história, há livros com apenas uma imagem em cada folha, em preto e branco para que ela comece a distinguir figuras. Aos 6 meses, é interessante que o cuidador dê a ela a oportunidade de virar a página, há livros com páginas grossas para crianças que além disso não conseguem fazer movimento de pinça. Um bebê de 8 ou 9 meses vai impor mais dificuldades na hora da leitura, vai querer pegar o livro, jogá-lo, então é difícil fazer uma leitura do início ao fim, mas a dica é persistir. A partir dos 12 meses, eles já interagem muito mais. Se for um livro que traz ruídos de animais, vão conseguir imitar. Nesse momento é possível fazer uma leitura dialógica, que vai ter um impacto relevante.

O que os pais não devem fazer?

É relevante que eles não queiram traduzir o livro para a criança. Ler o que está escrito faz muita diferença, porque os livros têm um vocabulário e uma construção diferente do que se ouve no dia a dia. É relevante igualmente ter um diálogo com a criança.

Qual a diferença entre bebês que foram estimulados com a leitura por seus pais e os que não foram?

Há diferenças no Q.I, na memória, na capacidade de atenção. Além disso, há grandes diferenças no padrão de comunicação daquela família. Aquelas que fazem leitura tendem a ter uma interação mais suave, fazer menos uso de punição física com os filhos.

No Brasil, existe essa prática de leitura para bebês?

Já avançamos, mas além disso estamos engatinhando. Os livros têm que entrar na pauta de prioridade da primeira infância. Na pré-escola já é muito tarde para fazer uma intervenção. O que acontece antes é determinante no desempenho da criança. É preciso haver excelentes bibliotecas públicas para que as famílias de baixa renda tenham acesso, além disso que muitos desses pais não saibam ler. O contato precoce com a leitura gera um sujeito de ação e não de reação. É alguém que tem iniciativa, que consegue pensar desde muito cedo, que sabe prever o que vai acontecer. Se a criança ler dois livros por semana durante os seis primeiros anos, antes de entrar na escola já vai ter tido contato com 600 livros, o que é muito mais que a maioria dos adultos lê a vida toda.

Michelle Obama vai lançar livro de memórias em novembro

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“Becoming” vai ser publicado em 24 idiomas simultaneamente

Alessandra Balles, na Claudia

Michelle Obama, 54 anos, ex-primeira-dama dos EUA, anunciou que vai lançar um livro de memórias em 13 de novembro. “Becoming” será publicado simultaneamente em 24 idiomas.

“Escrever ‘Becoming’ tem sido uma experiência profundamente pessoal”, postou Michelle em seu Twitter. “Permitiu, pela primeira vez, refletir honestamente sobre a trajetória inesperada da minha vida… Como uma pequena garota do lado sul de Chicago encontrou sua voz e desenvolveu a força para usá-la para capacitar os outros.”

Ela já havia lançado um livro em 2012, “American Grown”, sobre suas iniciativas de nutrição na Casa Branca, por exemplo, a horta no jardim da residência oficial.

Sobre “Becoming”, Markus Dohle, CEO da Penguin Random House, editora do livro, declarou que é “inusitadamente íntimo de uma mulher de alma e substância que desafiou constantemente as expectativas, e cuja história nos inspira a fazer o mesmo”.

Barack Obama também está escrevendo suas memórias presidenciais, com lançamento esperado para 2019.

Segundo a editora, 1 milhão de livros serão doados em nome do casal Obama para um programa educacional sem fins lucrativos chamado First Book.

Em seu número reduzido de aparições públicas desde a saída da Casa Branca, Michelle deu algumas dicas sobre o livro, dizendo principalmente que espera ser inspirador.

“O que as meninas e os jovens precisam é um amor e um apoio consistentes e a confiança de que são dignos. Eu tinha isso”, disse sobre a família.

Além de histórias inspiradoras, os leitores também podem esperar uma visão de seu tempo na Casa Branca.

“Quando você está nisso, você não tem um momento, um segundo, para pensar”, disse ela durante uma conversa em setembro passado, de acordo com a CNN.com. “Esta é a primeira vez, em oito anos, provavelmente dez anos, que terei a chance de pensar sobre o que tudo significou.”

5 livros que você precisa ler em 2018 para pensar fora da caixa

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Diversificar a leitura é segredo para pensar fora da caixa | Foto: Reprodução

Confira livros que você deve ler para liberar a criatividade e ser mais assertivo em seu desenvolvimento pessoal e profissional

Publicado no Em Tempo

Dizem que somos a média das 5 pessoas com quem passamos mais tempo, seja no sentido negativo ou positivo. Podemos dizer o mesmo dos livros, porque eles têm o poder de transformar. Isso é fato e talvez, você tenha vivido uma experiência desse tipo. O ano de 2018 está começando e que tal escolher 5 grandes livros para agregar valor à sua vida? Isso mesmo, os livros que você deverá ler esse ano para “pensar fora da caixa”.

 O escritor J.G. Brene, autor da trilogia “Johnny Bleas” (Editora Pandorga) selecionou os 5 livros que você precisa ler em 2018 para pensar fora da caixa. Segundo ele, para que isso aconteça, as pessoas precisam de livros instrutivos, de questionamento pessoal, e claro, livros de ficção. 

Brene explica que pensar fora da caixa está relacionado ao modo de pensar das pessoas. “Se lemos apenas livros de estratégias, finanças, empreendedorismo e crescimento pessoal ou de carreira, não conseguimos pensar fora da caixa, já que de certa maneira todos eles te mostram a mesma coisa sob perspectivas diferentes”, diz o escritor.

Ele acrescenta que quando diversificamos nossa leitura, com livros de ficção e de questionamentos, por exemplo, damos espaço para que nossa mente comece a pensar também fora da caixa. “Assim acontecerá conosco o mesmo que aconteceu com os grandes homens de sucesso!”

Veja abaixo a lista e a sinopse de alguns dos livros que o autor indica:


1. Libertando o Poder Criativo


Neste livro, Ken Robinson oferece uma visão sobre o que é criatividade no mundo educacional e dos negócios. Ele argumenta que pessoas e empresas no mundo todo lidam com problemas originados na escola e nas universidades, e que muitas pessoas param de estudar sem ter um conhecimento verdadeiro das suas capacidades criativas. “Libertando o Poder Criativo” tem como objetivo mostrar como e por que a maioria das pessoas perde a criatividade ao longo da vida escolar.

E ao discutir o que pode ser feito para resolver o problema, o livro aborda, entre outras coisas, questões como os problemas encontrados no sistema educacional, o tipo de inteligência necessária para o sucesso acadêmico e profissional e como as pessoas podem resgatar e desenvolver o potencial criativo e inovador.

2. Sete Leis Espirituais do Sucesso

Em “As Sete Leis Espirituais do Sucesso” Deepak Chopra expõe as leis naturais que, de acordo com a milenar sabedoria indiana, regem as relações entre homem e natureza, terra e cosmo, e explica detalhadamente cada um dos princípios que levam à satisfação do espírito e ao sucesso material, mostrando também como aplicá-los no dia a dia para alcançar uma verdadeira revolução interna e uma radical transformação da realidade exterior.

3. Inovação para o Crescimento

As novas e crescentes exigências e os inesperados desafios do mundo atual exigem que se pense de um jeito novo. Assim, a inovação é, hoje, um dos principais fatores que determina a competitividade de setores, países e empresas. Deve-se entender, porém, que inovação não é algo que ocorre apenas em países avançados e em indústrias de alta tecnologia.

O processo inovativo ocorre, principalmente, quando a empresa domina e implementa o design e a produção de bens e serviços que sejam novos para ela, independente do fato de serem novos ou não para seus concorrentes. Nesse contexto, grande parte das empresas reconhece que a inovação é fundamental para alcançar ou sustentar a competitividade em um mercado em acelerada transformação.

4. Uma Pergunta por Dia

Uma pergunta por dia convida você a registrar suas respostas a uma variedade de questões, das mais simples às mais complicadas, como “Para onde você quer fazer sua próxima viagem?” ou “Escreva a primeira linha da sua autobiografia”. Em cada página há espaço para cinco respostas, uma por ano, ao longo de cinco anos. Com o passar do tempo, quando voltar a um dia já anotado, o dono do diário encontrará seus pensamentos anteriores, num exercício divertido e construtivo de recordar e refletir. Depois das primeiras páginas fica impossível parar, e as possibilidades são infinitas: comece agora mesmo, não importa que dia é hoje; responda sozinho, com o melhor amigo ou com um grupo inteiro de amigos; um casal pode registrar junto suas respostas, cada um em seu livro ou num livro só. Respondendo, relendo, guardando para si ou compartilhando, a brincadeira funciona como uma verdadeira cápsula do tempo – termine um ano, inicie outro e redescubra a cada página um novo eu.

5. Trilogia de aventuras 

Órfão de pai e mãe, Johnny Bleas, tem uma vida confortável com seus tios, os Case, em uma fazenda no interior do estado. Até que ao acordar certa manhã e depara-se com a horrível cena de assassinato dentro de sua própria casa, a sincronia da sua vida se desfez e seu mundo começa a girar em meio a inesperadas desventuras. O triste som da morte abre as portas para algo que Johnny nunca poderia imaginar. Com o descuido de um passo em falso, ele é levado a uma nova dimensão, um novo mundo onde gnomos, castelos e piratas são apenas o começo. Um lugar mágico em que os enigmas do seu passado são revelados, onde o oculto que por tanto tempo dormiu, renasce e o assassino é descoberto em uma trama muito maior do que o esperado. Asterium, é o novo mundo, onde cada uma das peças do quebra cabeça se reconstitui, à medida que antigas peças se encaixam, novos mistérios nascem a partir de uma profecia que lhe defronta com o medo e a coragem de encarar um novo destino. 

Aprendendo a aprender: como reprogramar seu cérebro

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(Foto: Pexels)

Veja quatro técnicas baseadas na neurociência que vão  te ajudar a adquirir maior conhecimento em qualquer assunto

Publicado na Época Negócios

O estúdio de um dos mais bem-sucedidos cursos online do mundo fica no porão de Barbara e Phil Oakley. É lá que eles gravam o “Learning How to Learn” (Aprendendo a aprender), assistido por mais de 1,8 milhão de estudantes em 200 países – tornando-se, assim, o mais visto da plataforma Coursera. Os vídeos dão dicas práticas para aprender assuntos difíceis, além de indicações para acabar com a procrastinação. As aulas misturam neurociência e senso comum. O curso foi criado pela Dra. Barbara Oakley, professora de engenharia da Universidade de Oakland, em parceria com Terrence Sejnowski, neurocientista do Salk Institute.

Universidades prestigiadas em todo o mundo investiram milhões e contrataram profissionais com experiência em audiovisual, editores e produtores para criar cursos online. Mas o “Learning How to Learn” é filmado em um estúdio que custou apenas US$ 5 mil. Seus idealizadores descobriram como montá-lo simplesmente buscaram no Google “como montar um estúdio de fundo verde” e “como montar iluminação para um estúdio”. Phil Oakley opera a câmera e o telepronter. Barbara Oakley faz a maior parte da edição. O curso é gratuito (mas, assim como outros do Coursera, há uma taxa de US$ 49 para a emissão do certificado).

É tudo caseiro, mas tem funcionado de forma espetacular, segundo avalia o jornal The New York Times. Os Oakley nunca imaginavam o sucesso que teriam. Barbara não é a única pessoa a ensinar como usar ferramentas da neurociência para melhorar o aprendizado, mas sua popularidade é reflexo de da habilidade em apresentar o “conteúdo com uma mensagem de esperança”. Muitos de seus alunos têm entre 25 a 44 anos e estão enfrentando mudanças em suas carreiras, procurando novas formas de aprender para conseguir melhores posições.

As aulas são cheias de metáforas – que ela bem sabe que ajudam a explicar ideias complexas. A prática tem como base a teoria da reutilização neural, que diz que as metáforas usam os circuitos neurais que já existem no cérebro, o que ajuda o aluno a entender novos conceitos de forma mais rápida. Barbara diz acreditar que qualquer um pode se treinar para aprender. “Os estudantes podem olhar para a matemática, por exemplo, e dizer ‘não consigo entender isso, então eu devo ser muito estúpido’, mas dizem isso porque não sabem como o cérebro funciona”, disse ao The New York Times.

A Dra. Barbara Oakley ministra um dos cursos mais bem-sucedidos da plataforma Coursera, chamado "Learning How to Learn" (Foto: Reprodução/Youtube)

A Dra. Barbara Oakley ministra um dos cursos mais bem-sucedidos da plataforma Coursera, chamado “Learning How to Learn” (Foto: Reprodução/Youtube)

 

Na entrevista, ela apresentou quatro técnicas para te ajudar a aprender qualquer coisa.

Focado/difuso
O cérebro tem dois modos de pensar, que a Dra. Oakley define como “focado”, no qual os estudantes conseguem se concentrar na aula, e “difuso”, um estado de descanso mental em que a consolidação do conhecimento ocorre, ou seja, quando as novas informações se acomodam no cérebro. No modo difuso, as conexões entre informações diferentes e insights inesperados podem acontecer. Por isso, é útil fazer pequenas pausas após um período de foco.

Descanse
Para conseguir esses períodos de mente focada e difusa, Barbara recomenda a chamada técnica Pomodoro, desenvolvida por Francesco Cirillo. Aplicar a estratégia é fácil. Coloque um cronômetro de 25 minutos e durante esse tempo foque no trabalho que você precisa realizar. Passado esse tempo, faça uma pausa para a reflexão difusa e se dê algo de presente. A recompensa pode ser ouvir uma música, fazer uma caminhada rápida ou qualquer coisa que te faça pensar em algo que não a tarefa que você precisa completar. Exatamente porque você não está fazendo absolutamente nada relacionado àquele trabalho, o cérebro consegue consolidar o novo conhecimento.

Além disso, o ritual de programar o cronômetro também pode te ajudar a lidar com a procrastinação. Barbara diz que mesmo pensar em fazer algo que não gostamos ativa os centros de dor no cérebro. A técnica Pomodoro, diz ela, “ajuda a mente a focar e começar a trabalhar sem pensar no trabalho em si”. “Qualquer um consegue manter o foco por 25 minutos, e quanto mais você treinar, mais fácil isso fica”.

Pratique
O cérebro tem um processo de criar padrões neurais que podem ser reativados quando necessário. Pode ser uma equação, uma frase em francês ou um acorde no violão. As pesquisas mostram que ter uma “biblioteca” de padrões neurais bem praticados é necessário para se tornar especialista em algo.

A prática traz a fluência, diz Barbara, que compara o processo ao de estacionar um carro. “Na primeira vez em que você aprende a estacionar um carro, sua memória está cheia de novas informações”. Depois de um tempo “você nem precisa pensar mais do que simplesmente ‘vou estacionar o carro’ ”, e sua mente fica livre para pensar em outras coisas.

Além disso, os padrões neurais são construídos em cima de outros, então essa rede vai aumentando junto com seu conhecimento. “Com o tempo, você vai conseguir se lembrar de partes maiores de uma música, ou de frases mais complexas em francês”. Dominar conceitos básicos de matemática pode te ajudar a fazer cálculos mais complexos. “Você consegue facilmente se lembrar do básico mesmo quando sua mente está ativamente focada tentando entender informações novas e mais difíceis”.

Conheça você mesmo

Barbara sempre pede que seus alunos entendam que as pessoas aprendem de formas diferentes. Há quem consiga aprender novas informações rapidamente, enquanto outros precisam de mais tempo para assimilar um conhecimento novo – mas que vão conseguir perceber mais detalhes durante o processo. Reconhecer as vantagens e desvantagens do seu processo de aprendizado, diz ela, é o primeiro passo para aprender a se aprofundar em temas desconhecidos.

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