Contando e Cantando (Volume 2)

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Sophia Abrahão lança projeto de clube de leitura ‘Entre Livros’

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Publicado no GShow

Atriz e apresentadora conversou com o Gshow nos bastidores do ‘Altas Horas’ sobre método que desenvolveu para estudar

Sophia Abrahão participou do Altas Horas no último sábado e aproveitou para conversar com o Gshow sobre seu novo projeto pessoal, o Entre Livros, lançado em fevereiro. Consciente da importância do hábito de leitura, ela explica como funciona a ideia do clube no vídeo.

“Consiste em um grande grupo de livros para os inscritos no projeto. Vamos fazer uma atualização quase diária sobre o livro e o que as pessoas estão achando. No final do mês, completado esse primeiro ciclo que vai começar agora em março, vamos fazer uma grande discussão sobre aquele livro”, ela conta.

Se engana quem pensa que Sophia já tinha um hábito de leitura tão assíduo desde a infância e adolescência. “Na escola eu não era a leitora mais ávida, tinha um pouco de dificuldade para ler.”

Boa aluna, Sophia gostava de estudar e encontrou sua própria maneira para tirar boas notas: “Sempre memorizei muito escrevendo. Usava canetas de diferentes cores de uma maneira que desse para memorizar cada parte da matéria. Eu tinha esse método de memorizar, então se você não tiver descoberto o seu, tente esse porque era muito eficaz para mim.”

“Adquiri o gosto pela literatura e leitura depois de mais velha. Então, acho que se eu puder incentivar os fãs e eles me incentivarem sempre a ler, vai ser muito prazeroso e bacana. Tenho essa memória da escola, mas não tem que ser assim. A gente tem que ler porque gostamos, mesmo aqueles livros que somos teoricamente obrigados a ler na escola.”

Sophia aproveita para deixar uma mensagem aos fãs:

“Toda leitura é válida, o importante é sempre estar lendo, expandindo os nossos horizontes e vocabulário. Leitura na escola ou fora dela é muito importante. Quem está estudando, aproveita esse momento por que é muito importante na sua formação.”

Por um 2019 de mais leituras: como otimizar o tempo e aumentar o número de livros lidos?

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Isabel Costa, no Leituras da Bel

Resolvi colocar por aqui algumas dicas para otimizar o tempo e garantir mais leituras em 2019.

1 – Leia todos os dias, mesmo que apenas por alguns minutos
O compromisso diário é um exercício. Ler todos os dias vai deixar você mais atento, mais próximo dos objetivos, mais compromissado. De preferência, estabeleça um horário fixo para a leitura – pode ser antes de dormir ou no intervalo do almoço, por exemplo.

2 – Tenha um caderno para anotar impressões, citações, personagens…

Nunca gostei de riscar ou amassar os livros. Então, sempre mantive um caderno e uma caneta por perto para anotar impressões, passagens interessantes, frases de personagens e outros apontamentos. Com o tempo, acabei percebendo que esse hábito me deixava mais concentrada na leitura e me fazia ter mais interesse pelo que estava lendo.

3 – Leia em todos os lugares
Essa é uma dica velha. Fila de banco, fila da padaria, fila das lotéricas, no ônibus, no metrô… Aproveitar cada momento para ler é salvador. Ao invés de perder tempo com o celular e as redes sociais, use essas brechas para garantir mais algumas páginas lidas.

4 – Estabeleça metas reais
Essa dica vale para várias áreas da vida. “Vou ler dois livros por semana” pode não estar dentro das suas possibilidades. Então, por qual motivo vamos estabelecer metas irreais? O ideal é colocar boas metas, tangíveis, reais, mensuráveis, realizáveis. Acredite, isso vai evitar o sentimento de frustração por não ter alcançado aquela proposta prometida.

5 – Leia contos e poesias!
Sim, muitas vezes, nós subestimamos os contos e as poesias. Colocamos como leituras apenas aqueles romances enormes e acabamos por não conseguir avançar muito nas páginas. Por que não colocar um conto como meta semanal? E um livro de poesias para o mês? São leituras ricas, frutíferas e que darão a sensação de “tarefa realizada”.

6 – Busque clubes de leitura
Ler é uma atividade solitária, é claro. Mas compartilhar as impressões sobre o livro é muito divertido. Em Fortaleza, por exemplo, há diversos clubes de leitura – com os mais variados temas e horários. Além disso, ter o compromisso para terminar a leitura até “data x” vai fazer você ler mais rápido e com mais dedicação.

7 – Crie boas rotinas de leitura
A minha é fazer um chá e ficar lendo enquanto aguardo “esfriar”. Cada pessoa pode ter um ritual próprio – capaz de despertar os sentidos e dar prazer. Rituais fazem parte da valorização do nosso momento com os livros.

8 – Leia no formato virtual
Eu sou uma amante do papel. Gosto do cheiro, do peso do livro e de todo o resto. Mas, admito, os formatos virtuais são salvadores. Podemos ler um capítulo no celular, pegar algumas poesias no tablet…

9 – Busque novos livros e novos autores
O mundo está repleto de autores incríveis e livros nunca lidos. Por qual razão estamos sempre buscando as mesmas referências? Diversificar as leituras é um caminho para nos deixar instigados! Então, vamos ler aquela autora norueguesa da qual nunca ouvimos falar, sim! E vamos ler aquele livro de título estranho, mas que pode se tornar a obra da nossa vida!

10 – Mescle leituras
Um livro da faculdade, outro por fruição. Um livro teórico, uma revista em quadrinhos. Mesclar leituras nos deixa mais descansados e dispostos para encarar a próxima obra.

5 livros incríveis de 2018 para ler em 2019

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Marilia Marasciulo, na Galileu

O ano de 2018 foi de crise no mercado editorial brasileiro — de livrarias a grandes editoras, houve quem chegou a decretar falência. Mas isso não significa que foi um ano sem bons lançamentos de livros. Veja uma seleção para preparar a lista de leitura para o início do próximo ano:

Pequenos Incêndios Por Toda Parte, Celeste Ng (Intrínseca, 416 páginas, R$ 49,90)
O segundo romance da americana Celeste Ng ganhou uma edição em português em 2018. A história explora a relação de duas mulheres completamente diferentes, obrigadas a conviver quando seus filhos se tornam amigos. O livro vai ser adaptado para uma minissérie produzida por Reese Witherspoon (Big Little Lies) e Kerry Washington (Scandal).

As duas atrizes adaptarão o renomado livro para a televisão (Foto: Reprodução)

 

O Pai da Menina Morta, Tiago Ferro (TodaVia, 176 páginas, R$ 44,90)
Em seu romance de estreia, o paulistano escreve sobre a própria experiência com o luto de perder a filha de oito anos, vítima de uma doença aparentemente banal, a gripe H1N1. Sem se prender aos fatos ou acontecimentos reais, a história não deixa de ser dolorosamente real e explora a busca por uma vida normal após uma tragédia.

O Pai da Menina Morta é o romance de estreia do brasileiro Tiago Ferro (Foto: Divulgação)

 

O Sol na Cabeça, Geovani Martins (Cia das Letras, 120 páginas, R$ 34,90)
Outra estreia na literatura brasileira, o carioca narra em 13 contos a infância e adolescência de moradores de favelas, marcadas pela violência e discriminação racial. O escritor, que vem sendo considerado uma nova voz do realismo brasileiro, equilibra bem a linguagem e gírias típicas das comunidades do Rio de Janeiro com o português formal.

O Sol na Cabeça foi um dos livros nacionais mais comentados de 2018 (Foto: Divulgação)

 

Canção de Ninar, Leila Slimani (Tusquets, 192 páginas, R$ 46,90)
O livro, que rendeu à autora franco-marroquina o prêmio Goncourt, o mais prestigioso reconhecimento literário francês, é uma espécie de thriller com tema moderno: uma babá mata as duas crianças que deveria cuidar. Mas, ao contrário do que talvez seja o esperado, a narrativa cheia de tensão mostra que, no fundo, ninguém é inocente.

Canção de Ninar é um premiado thriller literário internacional (Foto: Divulgação)

 

Semente de Bruxa, Margaret Atwood (Morro Branco, 352 páginas, a partir de R$ 35)
A autora de O Conto da Aia, que virou sensação após ser adaptado para uma série de TV, reconta o clássico A Tempestade, de William Shakespeare. Na história, um diretor de teatro fracassado decide montar a peça shakespeariana com presos canadenses, ao mesmo tempo em que planeja uma vingança contra os políticos responsáveis pela decadência de sua carreira.

Da mesma autora de O Conto da Aia, livro traz versão de A Tempestade, de Shakespeare (Foto: Divulgação)

De Jane Austen a Tolstói: Confira sete clássicos para ler nas férias

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A escritora Jane Austen (VEJA.com/Divulgação)

Aproveite os dias de folga para se dedicar a obras como ‘Grande Sertão: Veredas’ e ‘Orgulho e Preconceito’

Publicado na Veja

Procura uma leitura de peso para levar na mala de viagem? Ou ficou em casa durante as férias e acha que finalmente chegou a hora de se dedicar àquele livro canônico de que todos falam? Confira na lista abaixo sete livros clássicos – de romances que retratam o Império Russo a brasileiros com sotaque regional – que são boas pedidas para a lista de leitura das folgas:

Guerra e Paz


(Companhia das Letras/Divulgação)

Obra-prima do escritor russo Liev Tolstói, é aconselhada para quem tem bastante tempo livre nas férias – são 1.536 páginas, divididas em dois volumes na edição em capa dura lançada pela Companhia das Letras. O livro acompanha cinco famílias da aristocracia russa entre os anos de 1805 e 1820, em meio às Guerras Napoleônicas – foi nesse período que o imperador francês invadiu o império russo. Tolstói trata de guerra, sim, mas também de festas de arromba da alta sociedade e das vidas amorosas e do cotidiano de Natacha, Andrei, Pierre, Nikolai e Sônia, traçando um perfil rico e preciso da Rússia do século XIX com a ajuda de seus personagens.

Grande Sertão: Veredas


(Nova Fronteira/Divulgação)

Criada a partir de vivências e observações do mineiro Guimarães Rosa em uma viagem ao Mato Grosso, é uma das obras mais relevantes da literatura brasileira. Único romance do autor de Sagarana, Grande Sertão: Veredas (Nova Fronteira) conta a história de Riobaldo, um ex-jagunço que narra as suas experiências de vida a um interlocutor desconhecido. Ele fala de suas reflexões sobre o bem e o mal, o diabo, as guerras entre jagunços no sertão e seu grande amigo, Reinaldo (ou Diadorim, que mais tarde ele confidencia ser seu nome verdadeiro). O livro é reconhecido e aclamado não só por sua narrativa e temática, mas principalmente por sua linguagem – Rosa usou o período em que ficou no interior do Brasil para aprender como falavam os populares que moravam longe das grandes capitais, uma linguagem que retrabalhou ao seu modo, empregando no romance palavras pouco conhecidas, regionalismos e neologismos.

Cem Anos de Solidão


(Record/Divulgação)

Obra mais conhecida do Nobel de literatura colombiano Gabriel García Márquez, Cem Anos de Solidão (Record) narra a trajetória de gerações e gerações dos Buendía e as transformações, boas e ruins, por que passa a fictícia aldeia de Macondo, onde mora a enorme família. A história tem início com José Arcadio Buendía e Úrsula Iguarán e segue até os trinetos do casal, cujos nomes são repetidos de familiares anteriores. O romance é salpicado de elementos fantasiosos, um dos motivos que tornaram García Márquez conhecido e o alçaram a um dos principais nomes do realismo mágico.

Orgulho e Preconceito


(Penguin Companhia/Divulgação)

O romance de Jane Austen, Orgulho e Preconceito (várias editoras) já foi citado por dezenas de outras obras literárias, ganhou adaptações para o cinema e até paródias – como Orgulho e Preconceito e Zumbis (sim, é isso mesmo). Nada se compara, porém, à leitura do clássico. No livro, a autora dá um panorama de como é ser uma mulher sem posses no final do século XVIII pelos olhos da protagonista, Elizabeth Bennet. A moça de 20 anos, no entanto, foge dos estereótipos de mocinha indefesa e inocente que sonha em encontrar o príncipe encantado que irá resgatá-la da miséria. É forte, decidida e até, por que não, petulante, até conhecer – e entrar em feroz embate – com o nobre Fitzwilliam Darcy.

Os Irmãos Karamázov


(Editora 34/Divulgação)

Obra do escritor russo Fiódor Dostoiévski escrita em 1879, Os Irmãos Karamázov (Editora 34) é uma das mais importantes da literatura mundial. O romance acompanha a história de uma família chefiada pelo mesquinho Fiódor Karamázov e formada também por seus filhos: Dmitri, movido pelo orgulho, Ivan, o intelectual, e Aliócha, considerado o mais puro e religioso – além deles, é possível que o criado da casa, Smirdiákov, seja também um filho bastardo do patriarca. Envolvido em um triângulo amoroso que tem em um de seus vértices seu filho Dmitri, Karamázov acaba morto e o romance ganha traços de gênero policial. Para muito além da trama do “quem matou?”, o livro se debruça sobre questões existenciais e filosóficas e promove um mergulho na alma humana.

Fundação

(Editora Aleph/Divulgação)

Livro que rendeu a Isaac Asimov o prêmio Hugo de melhor série de todos os tempos em 1966, Fundação (Editora Aleph) é o primeiro volume de uma trilogia clássica da ficção científica. Narra a história do Império Galáctico, em um futuro no qual a Terra foi deixada para trás e a humanidade se aventurou espaço afora. No planeta Trantor, Hari Seldon descobre que a época dourada do Império está prestes a acabar e 30.000 anos de trevas e barbaridades esperam a raça humana. O conhecimento é a única forma de salvação e Seldon cria a Fundação, entidade responsável por escrever a Enciclopédia Galáctica com todo o conhecimento humano reunido. Asimov vai muito além do espaço sideral, da tecnologia e das batalhas para explorar de forma crítica e realista a formação das sociedades e a construção da ideologia através da política e da religião.

O Morro dos Ventos Uivantes

(Zahar/Divulgação)

Único romance da britânica Emily Brontë, O Morro dos Ventos Uivantes (várias editoras) causou choque ao ser lançado, em 1847. Não é para menos – a história do romance de Catherine Earnshaw e seu irmão adotivo, Heathcliff, passeia entre o amor e o ódio extremos, em uma trama intensa sobre paixão, repulsa e obsessão. Com personagens complexos, que fogem do maniqueísmo tradicional, o livro acompanha a história do órfão Heathcliff, tratado com desprezo por Hindley, irmão de sangue de Catherine, mas com carinho pela moça. Humilhado por vários anos, ele sai da casa da família apenas para voltar anos depois, rico e com sede de se vingar do irmão adotivo.

Por que ler durante uma viagem pode causar tonturas?

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Rômulo Silva, no TriCurioso

Longas viagens de carro ou de ônibus costumam ser um tanto monótomas, por isso muita gente aproveita essas oportunidades para diminuir a pilha dos livros que ainda não foram lidos. No entanto, a combinação entre livros e viagem nem sempre é uma boa ideia para todos, pois algumas pessoas costumam ficar tontas ou enjoadas minutos depois de começar a ler uma determinada obra. Mas afinal, qual é a origem desse mal-estar induzido pela literatura?

Tudo começa pelo fato de que uma boa parte de nossos cérebros evoluiu milhares de anos atrás, muito antes de carros ou livros existirem. Eles cresceram em uma época em que o ataque predadores e a alimentação com plantas erradas eram perigos reais. Em nome da sobrevivência, nossos cérebros tiveram que se tornar muito vigilantes, desenvolvendo respostas ao estresse para nos ajudar a lutar, fugir ou até mesmo a induzir o vômito ao primeiro sinal de envenenamento. O problema é que, apesar de sabermos que uma simples leitura não faz mal ao nosso corpo, o nosso cérebro tende a pensar diferente quando estamos em movimento.

Os cientistas acreditam que funciona assim: quando andamos, nossos corpos estão se movendo e viajando ao mesmo tempo. No entanto, quando nos sentamos em um carro, nossos corpos não estão realmente se movendo, eles estão apenas “viajando”. Nesse tipo de ocasião, os nossos músculos, nervos e olhos dizem ao cérebro que estamos parados, só que ao mesmo tempo os fluidos nos nossos ouvidos que são responsáveis pelo equilíbrio ficam em movimento, o que diz ao cérebro que o nosso corpo está definitivamente indo para algum lugar. Desse modo, o cérebro acaba recebendo duas mensagens conflitantes, causando toda a confusão.

Então, por que os livros pioram? Bem, a resposta para isso está relacionada a uma das curas mais comuns para enjoos e tonturas: olhar para a janela. Quando olhamos para a janela, o nosso cérebro “vê o mundo se mover” e acaba interpretando isso como um sinal de que estamos em movimento, que alivia os sintomas das tonturas. Por outro lado, focar os olhos em um único objeto estático (como um livro) aumenta ainda mais os níveis de incompatibilidade sensorial, deixando o cérebro totalmente confuso.

Por isso, alguns especialistas recomendam aos leitores que sofrem constantes enjoos e tonturas em viagens que eles experimentem ler o livro pausadamente. Fazer uma pequena parada a cada dez minutos para olhar a janela e observar a paisagem pode ser muito eficaz, evitando que você sinta-se mal no meio da estrada.

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