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Lei contra biografias não autorizadas faz editora LeYa engavetar livro sobre José Dirceu

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Mônica Bergamo, na Folha de S.PauloLogo-Leya-1

A editora LeYa decidiu engavetar livro sobre a vida de José Dirceu que publicaria ainda neste ano. Motivo: a lei brasileira que proíbe o lançamento de biografias sem a autorização do biografado seria tão drástica que poderia gerar multas e punições que colocariam em risco a própria existência da empresa no país. O parecer foi dado pelo departamento jurídico da editora portuguesa.

FORO ÍNTIMO
“Não houve ameaça do José Dirceu. Nós é que tivemos dúvidas e decidimos consultar advogados. Mas o direito à reserva da vida privada é considerado absoluto no Brasil, o que faz com que seja impossível publicar livro sobre qualquer personagem histórico do país”, diz Maria João Costa, editora-executiva da LeYa. “Até personagens secundários citados em fatos irrelevantes poderiam processar a editora.”

DÁ UM FILME
A obra é assinada por Otávio Cabral, jornalista da revista “Veja”. “Cada linha do livro poderia ser provada. Já tínhamos comprado os direitos”, diz a executiva. “É absolutamente frustrante e algo que não ocorre em outros países democráticos. Aqui tudo é proibido. Histórias fantásticas não poderão ser contadas no Brasil.” Como a vida de Dirceu, que, segundo Maria João Costa, “é digna de cinema”.

NA GAVETA
Entre os precedentes que assustam a LeYa estão a vitória do cantor Roberto Carlos, que já conseguiu recolher e incinerar a edição de um livro sobre sua vida, e o processo que o dono de uma academia de boxe moveu contra editora que lançou a biografia de Anderson Silva.

A fórmula milionária e repetitiva do sucesso de Nicholas Sparks

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O escritor americano volta ao cinema com ‘Um Porto Seguro’, adaptação de mais um de seus romances açucarados e previsíveis

O autor Nicholas Sparks (Divulgação)

O autor Nicholas Sparks (Divulgação)

Meire Kusumoto, na Veja on-line

Histórias de amor, recheadas de muitos dramas e dificuldades, levando a um final – nem sempre – feliz. É isso o que a maior parte das pessoas procura na vida real? De acordo com Nicholas Sparks, sim. A fórmula do sucesso, repetida à exaustão pelo famoso escritor em obras como Querido John, Diário de Uma Paixão e Um Amor para Recordar volta a ser explorada em Um Porto Seguro, a 18ª adaptação para o cinema de um livro de Sparks, que estreia neste fim de semana.

A bilheteria do filme vai se somar aos números impressionantes que norteiam a carreira do autor. Seus dezessete romances venderam quase 80 milhões de exemplares no mundo inteiro. Enquanto os oito filmes baseados em seus livros arrecadaram, juntos, mais de 720 milhões de dólares. A experiência com o cinema tem sido tão proveitosa para Sparks que, assim que termina uma nova narrativa, ele já envia o texto editado para os produtores de Hollywood ao mesmo tempo em que entrega para sua editora, a Grand Central Publishing. Bom em provocar suspiros e lágrimas no público, suas histórias são cobiçadas pelos estúdios de cinema. Como foi o caso de seu último romance, The Longest Ride, que só deve ser publicado em setembro, mas já foi comprado pelo estúdio Fox 2000 pela bagatela de cinco milhões de dólares. O filme tem previsão de estreia para fevereiro de 2015.

Mas não só o Brasil deve levar, mais uma vez, seu novo livro à lista dos mais vendidos. Mundialmente famoso, o escritor já foi traduzido para 45 idiomas e é figurinha fácil em listas de best-sellers. Por esse motivo, Sparks se agarrou ao seu rentável estilo literário e não deseja abandoná-lo tão cedo. “Na televisão eu exploro diferentes gêneros, mas em literatura estou feliz com o que estou fazendo”. Ele fundou uma produtora em abril de 2012, a Nicholas Sparks Productions, em parceria com sua agente literária, Theresa Park.

Confira a entrevista de Nicholas Sparks ao site de VEJA.

Como explica o sucesso de seus livros? Os livros falam da condição humana, que é provavelmente a mesma em todo o mundo. São pessoas passando por sofrimentos e desafios, lidando com emoções da vida. Elas se conhecem e se apaixonam, algumas vezes o romance dá certo, outras não. Aí estão alguns dos elementos que compuseram ótimas histórias e que estão presentes na literatura desde o começo.

Os leitores se identificam com os personagens? Sim, com certeza. Mas isso depende muito do livro e do leitor. Por exemplo, acho que jovens se identificarão mais com A Última Música, Diário de Uma Paixão ou Um Amor para Recordar, enquanto pessoas em seus 40 e 50 anos, provavelmente, gostarão mais de Noites de Tormenta ou O Melhor de Mim. Depende do momento que estão vivendo.

Acredita que as pessoas desejam viver histórias de amor como as dos seus romances? As pessoas definitivamente querem se apaixonar por alguém especial, que as compreendam. Querem alguém em quem podem confiar, alguém capaz de se comprometer.

As histórias são autobiográficas? Todos os romances têm elementos autobiográficos. Quase todos meus personagens femininos são baseados na minha esposa, por exemplo. Ela é inteligente, engraçada, leal, amável, forte, com um coração de ouro. Boa parcela dos meus personagens acaba sendo assim também. Mas há influência de outros familiares, como a minha mãe, que tem essas mesmas características. Esse é o tipo de mulher com quem eu cresci e com quem gosto de conviver.

Sua família sugere enredos para seus livros? Não, isso fica tudo por minha conta, eles ficam longe disso, não querem participar da criação. Na nossa casa, escrever é apenas meu trabalho, é o que faço para nos sustentar.

Por que começou a escrever? Escrevi meu primeiro romance aos 19 anos e o segundo aos 22, só como teste para saber se eu conseguiria ir até o fim. Aos 28, decidi que eu iria tentar novamente, mas dessa vez levaria a tarefa a sério. Tive a ideia para o romance, mas parte de mim também queria obter um resultado bom o suficiente para, talvez, continuar a escrever, no futuro.

De onde veio a ideia para esse primeiro livro, Diário de Uma Paixão? Essa história foi inspirada nos avós da minha esposa, é basicamente a vida deles contada nas páginas. Eles se conheceram quando eram crianças, mas a mãe dela não gostava dele e os afastou, levando a menina embora. Ele escrevia-lhe cartas, que não eram entregues pela mãe. Anos mais tarde, ela ficou noiva de outro rapaz, mas decidiu procurar o antigo namorado. Enfim, a maior parte dos elementos dessa história é real. O livro foi vendido à editora por um milhão de dólares. Quando ele finalmente chegou às prateleiras, ficou por mais de um ano na lista de livros mais vendidos do jornal The New York Times. Foi um grande sucesso desde o início.

Por que prefere usar cidades pequenas como cenários para suas histórias?  O caminhar da vida nessas cidades é mais lento. Acho que elas possibilitam a criação de historias mais calmas, em que os personagens consigam conversar sem ter a pressão e a rapidez de uma grande cidade. Simplesmente funciona, é o que sempre faço e os leitores parecem gostar desse ambiente, então continuo escrevendo assim.

Por que a maioria de seus livros trata de morte e redenção?  Para fazer um livro memorável, o mais importante é evocar todas as emoções genuínas. Raiva, traição, amor, frustação, confusão e perda. Se um livro fala sobre todas as emoções, ele faz com que os personagens e os dilemas pareçam reais. Se você ignora uma delas, passa a impressão de ser uma fantasia.

Tem planos de tentar outros gêneros literários ou escrever algo diferente? Se eu fizer isso, vai ser em outro formato de mídia. Eu tenho uma produtora de televisão e as histórias que crio para a TV não serão todas histórias de amor. Uma delas trata do velho oeste, em 1864, outra é uma releitura moderna de Romeu e Julieta. Na televisão eu exploro diferentes gêneros, mas em literatura estou feliz com o que estou fazendo.

Há um método para se fazer literatura? Com bastante trabalho, uma pessoa consegue se tornar uma boa escritora, tecnicamente falando, é capaz de aprender a mecânica da escrita de qualidade. Mas isso não significa que ela será capaz de escolher ou desenvolver uma história original. O verdadeiro desafio é criar uma boa história que os leitores e os estúdios de Hollywood vão adorar. É algo muito difícil de se fazer.

E como o senhor faz? Eu não tenho certeza. Eu leio muito e quando termino de ler romances, sempre me pergunto como posso mudá-los e transformá-los em novas histórias. Eu posso ficar com essa pergunta por muito tempo na cabeça, até que as ideias misturadas começarem a fazer sentido. Aí sim, estou pronto para escrever. Isso pode demorar uma semana, mas também pode demorar seis ou sete meses. A ideia de O Casamento demorou três anos para se concretizar em um romance. Pode levar muito tempo até conseguir harmonizar todos os elementos de uma história.

Quais autores são referência para o seu trabalho? Todos os dias leio os jornais The New York Times, The Wall Street Journal, The Financial Times e o jornal local. Por ano, leio cerca de 125 livros, de thrillers a não-ficção. O autor que mais influenciou meu trabalho e meu estilo de escrita é Ethan Canin, um escritor provavelmente desconhecido no Brasil. E um autor importante para mim em outros aspectos, como na criação de personagens que se assemelham a pessoas reais, surpreendentemente, é Stephen King. É um gênero muito diferente, mas ele faz com que os leitores não consigam parar de virar as páginas.

Como vê a crítica ao seu trabalho? Não leio uma resenha há uns dez anos, para ser franco. No começo, eu ficava um pouco mais frustrado quando recebia uma crítica negativa, mas, no geral, oito ou nove de dez resenhas são positivas. Estou satisfeito com isso.

O senhor fica ressentido por não ser considerado parte do mainstream literário? De maneira alguma. No fim das contas, a longo prazo, são os leitores que escolhem os clássicos, não os críticos. Olhando para o passado, ninguém gostou de O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald, quando foi lançado. Agora é um clássico. Acredito que alguns dos meus livros serão lembrados por muito tempo e lidos muitas vezes, como O Diário de Uma Paixão. Daqui 50 anos, as pessoas ainda vão ler esse livro.

Livraria Cultura promove quiz nerd

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Welton Sousa, no Blogs Pop Nerd e Geek

No dia 4 de maio, a Livraria Cultura promoverá o lançamento do jogo Nerd Quiz, com direito a participação de todos os clientes que passarem por lá.

O Nerd Quiz é um jogo da Panda Books, que vem numa caixinha com 49 perguntas ligadas ao mundo nerd. Os temas são os mais variados, entre cinema, livros, quadrinhos, ciência e diversas outras referências. Todas as perguntas são dividas entre os níveis Fácil, Médio e Difícil.

Até aí tudo bem, muito legal, temos mais um joguinho nerd pra comprar no mundo. Mas o bacana é o evento programado para o dia, que contará com quiz ao vivo, montados com times de três pessoas. Os vencedores devem ganhar prêmios, brindes e tudo aquilo que não só a nerdalhada, mas todo mundo gosta.

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O evento vai rolar na loja Geek.etc de São Paulo, o espaço da livraria separado para conteúdo nerd e geek. O quiz está marcado para as 15h. O espaço fica na Alameda Santos, 2152, Loja 122.

dica do Thiago Mendanha

Professor usa obras de Woody Allen para discutir temas da filosofia

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Publicado por Folha de S.Paulo

Em “Carta Aberta de Woody Allen para Platão“, o professor de filosofia Juan Antonio Rivera apresenta temas da filosofia extraindo exemplos de filmes.

Como em seu livro anterior, “O que Sócrates Diria a Woody Allen“, Rivera consegue unir conhecimento e entretenimento.

O autor, que recebeu o prêmio Espasa de Ensaio em 2003, aborda questões como as convenções sociais, a justiça e o dinheiro.

“A combinação de cinema e filosofia permite evitar tanto a vacuidade quanto a cegueira”, escreve Rivera. “Pude comprovar novamente, para minha surpresa e satisfação, que o uso do cinema como meio de exemplificação de temas filosóficos permite algumas vezes até mesmo chegar mais fundo”.

Segundo o autor, “aproveitei novamente o formato aparentemente inocente de um livro sobre filosofia –com um título, aliás, excessivamente festivo para quem tiver gostos sóbrios– para contar coisas que não podem, em absoluto, ser consideradas de domínio público, nem sequer entre a maior parte dos que escrevem ou leem filosofia política”.

Nascido no dia primeiro de dezembro de 1935, em Nova York, Allen é roteirista, diretor, ator, músico (clarinetista) e escritor. Em 1953, tentou estudar filosofia na Universidade de Nova York, mas foi expulso do curso.

Os livros expandem seus domínios e viram objetos de decoração

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Livros deixam estantes e gavetas e ganham novo  uso para embelezar ambientes como objetos também decorativos

Luana Ribeiro no A Crítica

Livros viram artigo versátil de decoração                                                                  Livros viram artigo versátil de decoração (Reprodução)

 

Comece um novo capítulo da decoração da sua casa: tire alguns livros empoeirados da estante e espalhe pela casa.  Além de ficarem  visíveis e prontos para serem folheados a qualquer momento, eles podem dar aquele toque pessoal que faltava na sua sala.

De acordo com o arquiteto Antoine Vieira, os livros podem também ajudar a dar identidade a  um ambiente. “Livros sobre cinema, espalhados na mesa de centro da sala de vídeo da casa, quebra a monotonia e conferem personalidade”, diz.

Organização

Não existe mistério na hora de decorar com livros, mas é preciso ficar atento à organização. “Tem que ter um alinhamento de tamanho, e eles tem que ficar disposto de forma harmoniosa”, diz Antoine. De acordo com o arquiteto, as mesas de centro são os lugares mais indicados para expor os livros. “Eles podem ser  empilhados, espalhados em forma de leque e até para servir de apoio para vasinhos com flores”, explica.

Para o arquiteto Achilles Fernandes, é preciso ter cuidado para não exagerar. Se o livro for muito grande,  a quantidade em cima de uma mesa de centro deve ser de no máximo dois, por exemplo. “Para que não tomem muito espaço e a mesa possa ser usada e decorada com outros elementos decorativos, como vaso com flores e esculturas”, diz Achilles.

Coffee tableBooks

Existem no mercado livros essencialmente criados com apelo decorativo, chamado de coffee table books. São aqueles livros grandes, com pouco texto, repleto de fotografias e com uma capa bem atraente.

“Esses livros se tornam elementos decorativos muito interessantes e ainda passam para  a visita o título de culto e bem informado, ou seja, uma imagem muito boa”, afirma o arquiteto Achilles Fernandes.

Na Saraiva Megastore, por exemplo, existe uma seção exclusiva com livros desses modelos, com assuntos que vão de decoração à música. Aliás, os temas das publicações também merecem atenção, afinal, eles podem dizer um pouco sobre a personalidade e gostos do dono da casa. “Se o livro é de arte passa a impressão que o morador tem o interesse por arte, o que o eleva a categoria de culto e refinado”, conclui Achilles.

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