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Série traz o lendário Jack Ryan de volta às telas

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Personagem criado nos livros de espionagem de Tom Clancy ganha série em serviço de streaming

Rafael Braz, na Gazeta Online

Criado por Tom Clancy em 1984 no livro “Caçada ao Outubro Vermelho”, Jack Ryan se tornou o principal protagonista do escritor americano que emplacou vários best-sellers e virou até uma “grife” para jogos como “Splinter Cell”, “The Division” e “Ghost Recon” antes de sua morte, em 2013 – desde então, alguns escritores, antigos parceiros de Clancy, continuam escrevendo e publicando livros com o personagem.

No cinema, ele já foi vivido por atores de peso: Alec Baldwin (“Caçada ao Outubro Vermelho”), Harrison Ford (“Jogos Patriótico” e “Perigo Real e Imediato”), Ben Affleck (“A Soma de Todos os Medos”) e Chris Pine (“Operação Sombra: Jack Ryan”). Agora é a vez de John Krasinski (“Um Lugar Silencioso”) encarnar o analista da CIA na série devidamente intitulada “Jack Ryan”, disponível no serviço de streaming da Amazon, o Prime Video.

A trama tem início quando o analista se depara com uma série de transações bancárias suspeitas no Iêmen. Sem o apoio de seus superiores, ele decide agir para evitar um “novo 11 de setembro”. Vale ressaltar que o “agir”, no caso, não significa pegar em armas e sair à caça de terroristas, ao menos não em um primeiro momento. O Jack Ryan de Krasinski remonta à origem do personagem, um burocrata que acaba se envolvendo em algo maior do que ele poderia imaginar.

Trama

A primeira temporada da série tem oito episódios (a segunda já está confirmada) e a trama demora um pouco a engrenar muito em função da direção preguiçosa de Morten Tyldum (“O Jogo da Imitação”) no piloto – o veterano em séries Daniel Sackheim e a mexicana Patricia Riggen assumem a partir daí.

O roteiro, em um primeiro momento, é um festival de clichês reciclados de qualquer texto de espionagem internacional filmado nos últimos anos. Felizmente, lá pelo terceiro episódio, quando tanto o protagonista quanto os vilões vão sendo humanizados (dentro do possível), as coisas começam a ficar mais interessantes.

Essa humanização é justamente uma das características mais legais de “Jack Ryan”, a série. Krasinski vem de um papel de sucesso no cinema e se tornou um rosto conhecido para o espectador. Seu personagem não vai resolver gigantescos enigmas ou derrotar, sozinho, uma grande organização terrorista – ele até demonstra certa inaptidão social no jogo de conquista de Cathy (Abbie Cornish) e uma resistência a se tornar um herói, mesmo que tenha um passado de soldado.

O que pesa contra “Jack Ryan”, ao menos para os não-americanos, é a visão americanizada de tudo. Apesar da já citada humanização de alguns vilões, boa parte dos outros personagens árabes é estereotipada; a série inclusive se utiliza da tática “nada contra, tenho até alguns amigos…” ao colocar um mocinho muçulmano, mas o acerto não é total.

Com um alto investimento – cada episódio custou US$ 8 milhões –, “Jack Ryan” merecia ter um roteiro do nível de suas cenas de ação. Apesar de interessante e de justificar a maratona, não traz nada que “Homeland”, por exemplo, já não tenha feito melhor.

Mais assustador que Jack Nicholson? Urso invade hotel de O Iluminado

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Bruno Tomé, no Observatório do Cinema

O famoso Stanley Hotel, no estado do Colorado nos Estados Unidos, que inspirou a obra O Iluminado, de Stephen King, recebeu um visitante de respeito. Câmeras de segurança do saguão flagraram o momento em que um urso invadiu o local.

Por sorte, já era noite e todos os hóspedes estavam dormindo. O urso, como pode ser visto no vídeo ao final da publicação, apenas passeou pelo saguão e foi embora. O hotel recebe muitos visitantes que são fãs de Stephen King.

Reza a lenda que o escritor se hospedou no hotel em 1974. Em uma das noites, Stephen King teve um pesadelo com o seu filho nos corredores do Stanley e então começou a escrever a obra.

A curiosidade, no entanto, é que apesar de ter inspirado o livro, o Stanley Hotel não foi usado nas gravações do filme de 1980, de Stanley Kubrick e protagonizado por Jack Nicholson. As filmagens da versão para o cinema foram realizadas em um estúdio na Inglaterra.

Tratando em versão para o cinema, vale lembrar que a continuação de O Iluminado, Doutor Sono, está sendo produzida com a direção de Mike Flanagan, tendo Ewan McGregor como protagonista. O filme deve ser lançado no dia 24 de janeiro de 2020.

Roteiro de Os Crimes de Grindelwald será publicado no Brasil

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Fabio de Souza Gomes, no Omelete

A Editora Rocco confirmou que publicará a edição impressa em português do roteiro original de Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald, escrito por J.K. Rowling cujo o filme será lançado no cinema no dia 15 de novembro. Confira a capa:

Ambientado no mundo bruxo de J.K. Rowling, o segundo da série de cinco filmes que começa com Animais fantásticos e onde habitam muda-se de Nova York para Londres e Paris. Complementando os acontecimentos que ajudaram a dar forma ao mundo bruxo, o filme apresentará pontos em comum com as histórias de Harry Potter que deliciarão os fãs dos livros e dos filmes.

No final de Animais Fantásticos e Onde Habitam, o poderoso bruxo das trevas Gerardo Grindelwald foi capturado em Nova York com a ajuda de Newt Scamander. Mas Grindelwald, cumprindo sua ameaça, foge da prisão e passa a reunir seguidores, cuja maioria não suspeita de suas verdadeiras intenções: criar bruxos puro-sangue para governar todos os seres não mágicos.

Tentando frustrar os planos de Grindelwald, Alvo Dumbledore arregimenta Newt, ex-aluno de Hogwarts, que concorda em ajudar mais uma vez, sem saber dos perigos que tem pela frente. Limites serão traçados e o amor e a lealdade serão testados, até entre os amigos e familiares mais fiéis e confiáveis, em um mundo bruxo cada vez mais dividido.

O lançamento está programado para o dia 1º de dezembro.

Os novos filmes de terror serão um dia tão importantes quanto “O Exorcista”?

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Cena do filme “O Exorcista” (1973) Imagem: Reprodução

Rodolfo Vicentini, no UOL

Ganhando mais espaço na Bienal Internacional do Livro, em São Paulo, o terror virou tema de debate no painel “Pós-horror: O Novo Terror” nesta sexta-feira (03). Os escritores Santiago Nazarian, Gabriel Tennyson e Marcos DeBrito analisaram como a nova leva de filmes e livros do gênero se diferenciam das produções “jump  scare” — aquelas de susto fácil que inundaram o mercado nos últimos anos — e vem ganhando destaque.

“Para mim, o pós-terror teria um descomprometimento com o gênero, ele utiliza convenções para trazer questões mais profundas do que o medo e o arrepio”, disse Santiago, que lançou “Neve Negra” em 2017 pela Companhia das Letras. “Acho que a questão é além do terror. Leitores mais jovens de gênero acham que eu faço um terror chato. Eu acho bom ter um terror ‘chato’ e outro mais comercial, convencional. As pessoas podem acabar se interessar por isso”.

Diretor e roteirista de “Condado Macabro” e “Mesa Pra Dois”, Marcos não gosta da alcunha por dar a entender que “nega” o que veio antes, mas entende que o pós-terror vem em um momento positivo. “[O termo] Acabou sendo criado para ir contra o ‘jump scare’, tipo [o da franquia] ‘Sobrenatural’, que é um estilo que vem sendo usado muito. A gente está retornando à origem. A gente tem que reeducar o público para além do susto fácil”.

Da esquerda para direita: Gabriel Tennyson, Marcos DeBrito, Antonio Carlos Sartini (mediador) e Santiago Nazarian Imagem: Iwi Onodera/UOL

Gabriel, autor de “Deuses Caídos” (Companhia das Letras, 2018), por sua vez, inseriu um novo tema para análise. Os filmes recentes que cativaram a crítica e não necessariamente o público, como “Um Lugar Silencioso” e “Corra!”, terão o mesmo apelo que alguns clássicos do cinema que uniram o modelo comercial, feito para as massas, com situações criativas e que fugiam do senso comum?

“Lembro quando relançaram ‘O Exorcista’ no cinema, com o corte do diretor. Quando vi o filme ainda pequeno, fiquei com tanto medo que dormia com o cobertor na cabeça, mas na sessão que fui a galera estava rindo. O horror precisa dessa renovação constante. Mas tenho dúvida se esses filmes serão lembrados como ‘O Exorcista’ foi lembrado naquela época”.

A questão levantada é válida, afinal “O Exorcista”, lançado em 1973, foi indicado a 10 Oscars (inclusive o de melhor filme) e entrou para a cultura pop como um dos mais assustadores da história do cinema.

Santiago crê que algumas produções atuais, que carregam a marca do “terror psicológico”, podem sim ficar tão marcantes quanto o filme dirigido por William Friedkin. “Eles estão sendo indicados ao Oscar, e isso já eterniza o filme de uma certa forma”.

Entre tantos temas debatidos pelo trio, o terror brasileiro tanto na literatura quanto na sétima arte também ganhou destaque, principalmente a necessidade de criar uma identidade própria para falar do que é palpável ao brasileiro.

“Eu escrevo sobre Egum em ‘Deus Caídos’, por exemplo. O brasileiro é um público conservador ainda, com paradigmas. O essencial seria filmes mais complexos, mas que atingisse a mensagem clara de entretenimento. É uma responsabilidade nossa [escritores, roteiristas e diretores]. É natural uma emulação do que vem de fora, mas eu creio que aos poucos vamos dar uma noção nacional e exportar isso.”

Marcos completou a ideia. “Precisamos criar mundos da nossa realidade. Não fazer [filmes e livros] porque estamos mais acostumados [com o que está sendo feito lá fora]. Estamos trazendo a nossa verdade com pitadas de comercial para um público que está começando a ler”.

O diretor, roteirista e escritor usou como exemplo seu livro “O Escravo de Capela”, em que muda a imagem popular do Saci. “Peguei as lendas africanas e criei um novo saci. Em vez de ser da natureza, peguei um escravo que cortaram a perna e voltou dos mortos para se vingar. É uma imagem real que reflete mais a nossa cultura. O saci original era tenebroso, e virou algo mais comercial com o tempo”.

Autora do livro ‘O Diabo veste Prada’ revela o que não gostou do filme

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Anne Hathaway e Meryl Streep, em ação em “O Diabo veste Prada” – Divulgação

Lauren Weisenberger tem objeções ao comportamento de Miranda Priestly no longa

Publicado em O Globo

Apesar de dizer que, no geral, gostou muito da adaptação para o cinema do livro “O Diabo veste Prada”, a autora do livro, Lauren Weisenberger revelou que o comportamento da personagem Miranda Priestly a incomodou um pouco.

“Eu amo o filme, é muito bom. Mas não gosto do fato de terem humanizado a Miranda como fizeram. Eu entendo que Meryl Streep (atriz que interpreta a editora de moda “megera”) queria mostrar um personagem multidimensional, porque ela é a melhor atriz que conhecemos, mas acho difícil imaginar Miranda choramingando num quarto de hotel ou fazendo a Andy (Anne Hathaway). Eu pensei: ‘Miranda chorando?’ Não acredito”, disse Lauren à edição britânica da revista “Cosmopolitan”. “Funcionou perfeitamente para o filme, mas acho que no livro era melhor sem isso. Entendo que os meios são diferentes”.

Neste mês, a autora está lançando uma nova obra, chamada “The Wives”, que mostra a vida de Emily Charlton (interpretada no cinema por Emily Blunt) longe da revista fictícia “Runway Magazine”. Ela se casou, saiu da publicação e, na história, trabalha agora como uma agente de celebridades.

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