NÃO ERA VOCE QUE EU ESPERAVA

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Como ler mais e mais rápido

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Crédito: Reprodução

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Maria Confort, no Manual do Homem Moderno

Algumas pessoas conseguem ler mais de 100 livros por ano. Sim, elas existem. Mas como fazem isso? E como elas dizem que as outras pessoas também conseguem fazer se quiserem?

Isso parece impossível pra você? Bom, não é. Eu, por exemplo, costumo ler cerca de 50 livros por ano, e sei que se eu me dedicasse um pouco mais, conseguiria alcançar a meta de 100 livros em 365 dias.

Porém, um especialista em memória e concentração entrevistado pela revista GQ disse que o segredo não é dedicação. Na verdade, é o desprendimento. Como assim? Ele dá dicas infalíveis para você ler mais e mais rápido – um livro por semana, especificamente.

Não leia antes de dormir, leia antes de trabalhar

A maioria das pessoas decide ler antes de dormir. Se você lê à noite, você provavelmente só vai conseguir vencer algumas páginas antes de ficar sonolento. Em vez disso, a recomendação é cair na leitura na parte da manhã. Mesmo se você não é tipo de pessoa que levanta bem mais cedo do que o necessário, use o tempo que você gasta fuçando o Facebook ou no Instagram antes de sair para o trabalho para ler alguns capítulos. Você também pode ler no caminho, se for trabalhar de ônibus, ou durante o café da manhã.

Abuse do transporte público

Além de economizar, ler no transporte público vai te fazer avançar bastante na leitura e te manter mais concentrado na história. Aliás, leve o livro para tudo quanto é canto.

Aliás, é importante levar o livro para tudo quanto é canto: consulta médica, shopping, enfim, qualquer lugar. Ter um livro por perto vai te fazer gastar aqueles minutos que você normalmente gasta no celular, lendo.

Se o livro estiver uma droga, pare

Não se sinta obrigado a terminar um livro porque já começou. Tem livros que não funcionam para determinadas pessoas, histórias que não cativam, tipos de leitura que não prendem. Enfim, se o livro estiver realmente chato ou ruim, largue. Vá ler outra coisa.

As livrarias ainda existem – pegue livros emprestados

Pegar um livro em uma livraria vai te obrigar a ler o livro mais rápido, afinal, você vai precisar devolver em um prazo, certo? Outra dica é pegar livros emprestados e pedir para a pessoa que te emprestou cobrar a devolução.

Leia mais de um livro ao mesmo tempo

Parece loucura, mas é uma boa tática. Leia mais de um livro ao mesmo tempo: um romance, um livro de “não ficção”, um quadrinho…Não importa.

Dessa forma, quando você se sentar para ler, vai sempre encontrar algo que se encaixe com o seu humor do momento. Se você, por exemplo, tiver muito tempo disponível, parta para o romance. Se o seu dia foi chato e cansativo, leia quadrinhos.

Mantenha um histórico do que você leu

Registrar o que você leu em aplicativos específicos ou até mesmo nas suas redes sociais vai te fazer se sentir mais realizado e também incentivado a continuar lendo. Pode apostar.

Dito isso: divirta-se. Ler não deve ser uma obrigação chata, deve ser algo que te dê prazer.

No que prestar atenção ao ler obras obrigatórias do vestibular?

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(kurmyshov/iStock)

(kurmyshov/iStock)

 

#ClubedoLivroGE: professores dão dicas para te ajudar com a leitura. Leia a primeira matéria da série

Odhara Caroline Rodrigues, no Guia do Estudante

A carga de leitura de quem está prestando o vestibular já é alta só por conta da quantidade de conteúdos disciplinares cobrados nas provas. Além disso, ainda há a lista de livros obrigatórios — só a Fuvest, maior vestibular do país, tem oito obras que são cobradas especificamente. É muita coisa, a gente sabe. E, por isso mesmo, fomos conversar com alguns professores em busca de dicas que possam te ajudar na hora de enfrentar os livros. Mãos à obra?

Nesta primeira matéria da série de obras obrigatórias, a gente vai falar a respeito do que você precisa prestar atenção quando estiver lendo os livros. O professor André Valente, do Cursinho da Poli, ressalta três aspectos: o estrutural o temático e o das relações que a obra estabelece com o contexto histórico, social e literário em que foi produzida. “A estrutura diz respeito à forma”, ele ensina. “É prosa ou verso? Romance, conto, crônica?”.

A temática é o assunto do qual a obra trata; e contexto pode nos explicar o porquês das escolhas feitas e posições assumidas pelo autor durante o livro. “Precisamos nos lembrar de observar a construção narrativa — o tipo do narrador e a intencionalidade que há na escolha do foco narrativo. E, fundamentalmente, o tipo de discussão que a obra sugere e propõe”, lista o professor João Jonas, do colégio Miguel de Cervantes.

Péricles Polegatto, editor de Linguagens e Códigos dos materiais didáticos da Pearson Brasil, faz um adendo: “A memorização não é tão importante nesses casos”, explica. “Nas provas, não serão cobrados detalhes, mas concepções, contextos e valores estéticos”.

Ele também destaca o estilo do autor. Diogo Mendes, professor do Descomplica, acrescenta: “Alguns autores alcançam uma visão mais atemporal em suas obras, como é o caso de Machado de Assis e seu irreverente Memórias Póstumas de Brás Cubas, ou mesmo Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago. Nesses casos, estudar marcas peculiares do estilo do autor é fundamental. Por exemplo: ler Machado sem se atentar a característica ironia machadiana é perder boa parte do que a obra tem para oferecer”.

Já sabe quais anotações fazer nas margens do livro e o que grifar, né? Na segunda matéria da série, nós vamos conversar sobre o que mais costuma cair nas provas. Até lá!

Livros e crianças pequenas: três recados da ciência para os pais

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Foto: Gilson Teixeira/Secap

Foto: Gilson Teixeira/Secap

 

Estudos colecionam várias evidências de que a leitura é um poderoso estimulante do desenvolvimento

Publicado no 180Graus

Pare e pense por um minuto: nas últimas semanas, quantas vezes você leu uma história para seu filho pequeno e quantas vezes você optou por colocar um vídeo em DVD ou na internet para eles? Se a segunda opção tem sido mais frequente por aí, a ciência tem bons motivos para você considerar uma mudança de hábito.

Há pelo menos duas décadas, borbulham evidências de que a leitura é um poderoso estimulante do desenvolvimento infantil, principalmente nos primeiros anos de vida, quando a criança não sabe ler e precisa da ajuda dos pais. Recentemente, três pesquisas sobre o tema reforçam achados mais antigos da ciência.

A primeira delas, publicada na revista americana Pediatrics, uma referência em saúde e desenvolvimento infantil, mostrou pela primeira vez que quando uma criança ouve uma história a partir de um livro, ela ativa uma parte do cérebro (hemisfério esquerdo) voltada à integração multissensorial, que integra som, estimulação visual e apreensão de sentido. Isso significa que com a leitura em voz alta realizada por um adulto ela consegue “enxergar” a história dentro de suas cabeças e entende-la, mesmo sem ler ou ver figuras.

Pode parecer óbvio, mas esta é uma habilidade essencial para que no futuro a criança possa compreender a leitura de livros sem imagens, por exemplo. Crianças que não ouvem muitas histórias na infância ou não têm contato com livros podem ter dificuldades com esta atividade no futuro. Ainda que alguns programas ofereçam conteúdo educativo, nenhuma animação ou desenho poderá substituir o impacto positivo no cérebro da criança causado pela leitura em voz alta realizada por um adulto.

Outra pesquisa recente, esta publicada no periódico JAMA Pediatrics, analisou o impacto de brinquedos tradicionais versus eletrônicos na comunicação entre pais e bebês. Isso porque a forma de comunicação dos pais com seus filhos desde o nascimento é fundamental para o desenvolvimento da linguagem deles. Quanto mais os pais conversam com os pequenos – e na medida em que esta conversa é de qualidade, maior será a capacidade da criança de se comunicar.

O que o estudo aponta é que brinquedos eletrônicos tendem a prejudicar a comunicação entre pais e filhos. Quando brincam estes brinquedos, eles se comunicam menos e com menos qualidade. Nesta mesma investigação, os pesquisadores descobriram que os livros são os brinquedos que mais estimulam a conversa: com eles, os pais falaram mais palavras, utilizaram um vocabulário mais rico e responderam mais aos balbucios dos bebês do que com qualquer outro tipo de brinquedo. Os bebês também vocalizaram mais quando brincavam com livros.

Por fim, uma outra pesquisa, esta coordenada pela Universidade de Nova York e pelo Instituto Alfa e Beto aqui no Brasil, descobriu avaliando um programa de leitura desenvolvido com famílias de baixa renda de Boa Vista, que as crianças cujos pais leem para elas em voz alta tendem a ter menos problemas comportamentais e a sofrer menos punições físicas em casa, indícios de que a leitura fortalece as relações familiares. Além disso, elas tiveram um incremento significativo de 14% na memória de trabalho, que a capacidade de armazenar e manipular informações necessárias para a realização de tarefas complexas.

O recado destes três estudos é simples: ler desde o início da vida faz a diferença na vida escolar das crianças; sempre que possível troque o brinquedo eletrônico ou a televisão por um livro; ler ajuda na escola, mas também em casa, estreitando laços afetivos.

E então, qual vai ser a história de hoje?

(Com informações da VEJA.com)

Duas poderosas técnicas para ler mais rápido e memorizar tudo aquilo que você lê

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A maioria das pessoas tem dificuldades com Leitura dinâmica e memorização de um livro que leram, menos de 50% das pessoas terminado de ler algo e lembram no mínimo 60% do conteúdo que acabaram de ler…

Publicado no Administradores

A maioria das pessoas tem dificuldades com Leitura dinâmica e memorização de um livro que leram, menos de 50% das pessoas terminado de ler algo e lembram no mínimo 60% do conteúdo que acabaram de ler.

Agatha Christie lia 200 livros por ano, enquanto que o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, termina um a cada duas semanas. O ex-presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt lia um livro por dia e até dois ou três, se tinha uma noite mais tranquila. Mas como as pessoas em geral podem conseguir fazer isso?

Hoje vamos falar de Técnicas para você Ler Mais Rápido e melhor, entendendo tudo com muito mais facilidade. Além disso, irá lhe ajudar a memorizar e absorver muito mais informações com um grande volume de conteúdo!

1. Melhore sua visão periférica para poder ler mais rápido.

Sem treino, usamos o foco central da visão, o que diminui em 50% a quantidade de palavras que percebemos por fixação. Para acelerar sua leitura, comece a explorar mais sua visão periférica.

2. Para poder ler mais rápido pare de falar consigo mesmo.

Quase todo leitor “subvocaliza”, ou mexe a garganta enquanto se imagina falando as palavras. Esse movimento pode ajudar o leitor a se lembrar de conceitos, mas também é um grande empecilho para a velocidade. Aqui estão algumas formas de manter esse hábito no mínimo:

* Masque chiclete ou cante com os lábios fechados enquanto lê para ocupar os músculos usados para subvocalizar.

* Se você costuma mover os lábios enquanto lê, coloque o dedo sobre eles.

Que eu tenha te ajudado e que você coloque em pratica tudo que aprendeu aqui, para que faça uma leitura mais rápida e tenha mais facilidade em memorizar tudo que for estudar a partir de hoje.

Relacione-se com quem te faz ler

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Dizem que amor com a amor se paga. Mas acho que com livros também

Ruth Manus, no Estadão

Estou saindo para a casa da Kátia. Não posso ir visitar a Kátia sem levar um livro para emprestar. Das últimas vezes, ela me trouxe três. O Martelo das Feiticeiras, Regrets Sur Ma Vieille Robe de Chambre e A Vida Invisível de Eurídice Gusmão. Esse último foi das coisas mais gostosas que li. Não posso chegar lá sem um livro. Olho para a minha prateleira e escolho A Montanha da Água Lilás, do Pepetela. Preciso de mais alguma coisa. Poesia. Ela não é muito de poesia, mas vou levar mesmo assim. Escolhi a Wislawa Szymborska, com aquele cigarrão na capa. Ela vai gostar.

Por sinal, lembrei que preciso ler aquele livro que a Tia Rê me emprestou. Não lembro o nome, era um vermelho, sobre uma indiana que tentava se matar. Ficou lá em Lisboa. Preciso ler, deve ser bom. E preciso saber o que ela achou do livro da Agatha Christie que emprestei pra ela. Tia Rê lê rápido que nem o meu pai, morro de inveja. Por falar no meu pai, nessa onda de Pepetela que eu estava, comprei pra ele o livro do agente Jaime Bunda e esqueci de perguntar o que ele achou. Da última vez que indiquei uma leitura pra ele, não deu certo. Era No Mar, aquele livro do holandês que perdia a filha dentro do veleiro. Eu deveria ter imaginado, meu pai detesta coisas angustiantes com filhas. Sorte a minha.

Foi o moço da livraria ali na Avenida Moema que me indicou o No Mar. O mesmo que me indicou aquele livro do José Luís Peixoto sobre a morte do pai. Uma das coisas mais bonitas que já li. Outro dia descobri que o escritor é quase tão bonito quanto o livro. Quando morreu o pai de um amigo mandei esse livro pra ele. Não sei se ajudou, mas foi de coração.

Pro meu namorado levei o livro de receitas de Game of Thrones. Um dia abri o livro e tentei fazer uma cebola com conhaque no forno. Não ficou bonita que nem o José Luís Peixoto nem gostosa que nem A Vida Invisível de Eurídice Gusmão. Ainda bem que o Filipe cozinha bem e gosta que eu seja melhor com livros do que com cebolas. No Natal ele me deu a primeira edição de Human Sexual Response, livro pioneiro no estudo da sexualidade humana, publicado nos anos 60, que virou uma série pela qual eu fiquei vidrada. Primeira edição, ele me deu a primeira edição. Mais uma razão para casar com ele.

Quando minha irmã casou, dei pra ela e pro Luís um livro de contos do Oscar Wilde. Havia um trecho no qual ele dizia que os noivos estavam mais do que bonitos, estavam felizes. Achei que fazia sentido. Não sei se eles leram, provavelmente não. Mas quando eles foram para a Argentina, me trouxeram mais dois livros da Mafalda. Eu fico alegre que nem criança. Acho que nunca terei Mafaldas suficientes. Quando meu irmão foi, ele também trouxe um.

Pro meu irmão, trouxe de Lisboa um livro do Ondjaki, que não é português, mas que eu descobri em Lisboa por causa desse hábito maravilhoso que eles têm de dar bola para a literatura lusófona em geral. Para a minha sobrinha trouxe um livrinho que explica os principais escritores portugueses para as crianças. Também trouxe uma mochila de unicórnio para ela não me achar muito chata.

Minha mãe mandou um livro sobre animais e plantas do Brasil para a minha enteada. Lemos juntas e eu fiquei um pouco constrangida por só conhecer boa parte das plantas pelos rótulos da Natura. Minha enteada acha que o livro que eu escrevi não é muito bom porque não tem desenhos. Já minha mãe gosta do meu livro. Ter mãe é bom por muitas razões, essa é uma delas. E agora ela quer que eu leia Lobo Antunes. Eu tenho medo de Lobo Antunes, mas vou ler.

Percebo que uma das melhores formas de demonstrar afeto é com livros. “Leia isso, você vai gostar” vale tanto quanto um abraço. Dizem que amor com a amor se paga. Mas acho que com livros também. Tem muito livro que vale mais que um “eu te amo”.

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