Uma Sombra na Escuridão

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AGATHA CHRISTIE | A rainha do mistério… será que é mesmo?

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Agatha-Christie

Jorge Obelix, no NerdTrip

Comecei a ler os livros policiais de Agatha Christie muito novo, com cerca de 9 ou 10 anos de idade. Uma professora ordenou à classe a leitura de “O caso dos dez negrinhos” e gostei tanto que não parei mais de ler os livros da autora. Comprei quase que toda a coleção lançada pela editora Nova Fronteira na época, e li tudo.

Agatha Christie nasceu em 1890, e escreveu mais de 80 livros ao longo do século XX. O “Guiness Book” a lista como a romancista mais bem sucedida da história da literatura popular mundial tendo vendido 4 bilhões, sim, bilhões de cópias até hoje, em mais de 100 idiomas. Inclusive, o tal do “O caso dos dez negrinhos” que me fez conhecê-la, teve sozinho mais de 100 milhões de cópias vendidas.

Britânica nascida no condado de Devon, Christie foi tão importante para a literatura inglesa, que acabou por ser condecorada em 1971 pela rainha Elizabeth II com o título de “Dame” do Império Britânico, o que equivale à versão feminina do “Sir”. Morreria 5 anos depois aos 85 anos de idade.

Diante de tais números e fatos, meu amigo leitor pode estar questionando o porque do título onde questiono sua posição de “rainha do mistério”. Eu explico.

Aos 11 ou 12 de idade, eu quebrava a cabeça para decifrar as pistas e tentar adivinhar os culpados, mas o caso é que nunca chegava nem perto. Gostava muito do detetive belga Hercule Poirot e nem tanto de Miss Marple. Mas os enredos dos livros sempre apresentavam reviravoltas incríveis, e aqueles de quem eu suspeitava nunca eram os culpados, sempre aqueles de quem eu menos desconfiava. Era frustrante e divertido ao mesmo tempo. Mas eu nunca desistia de ficar tentando solucionar o enigma sem sucesso.

Recentemente, agora com mais de 40 anos de idade, vislumbrei minha coleção ainda na estante e senti vontade de voltar a ela. E comecei a reler os livros…

O fato é que agora, com alguns livros já finalizados, percebi que estou acertando!!! Sim, estou decifrando as pistas deixadas pela autora e estou invariavelmente acertando os culpados!!! Estou me sentindo o máximo!!! Mas aí me veio à questão na cabeça. Eu fiquei mais inteligente e esperto? Ou a autora realmente nunca foi tão boa em construir seus mistérios quanto eu imaginava? Ou será um pouco dos dois?

Obviamente que para meu ego, a resposta “sim” para a primeira questão seria a melhor. E, diante dos números e da aclamação mundial da autora que até hoje é tida como a maior das maiores dentro do gênero, a resposta para o segundo questionamento só pode ser um sonoro “não”. E sendo essa a resposta, por lógica de exclusão a resposta para o terceiro questionamento também deve ser “não”

O leitor dessa matéria deve agora estar pensando que o autor da mesma (ou seja eu) é um convencido, cara de pau que só a escreveu para se auto promover como um cara de inteligência acima do normal, correto? Seria, se não houvesse uma explicação mais lógica.

Não amigo leitor, eu não sou um gênio que consegue desvendar todos os mistérios propostos por Agatha Christie. A verdade, é que por ter lido todos esses livros há mais ou menos 30 anos, guardei em meu subconsciente a solução de todos aqueles crimes imaginados pela verdadeira suprema inteligência nesse caso, ou seja, a própria escritora e rainha do mistério, Agatha Christie. Posso não lembrar os enredos ou nomes de personagens das tramas. E quando volto a ler, aparentemente tudo aquilo é uma novidade. Mas não é. Foram livros tão marcantes em minha vida, que com certeza os nomes dos culpados estão guardados em algum lugar obscuro de meu cérebro, que é iluminado quando retorno a eles.

Tenho 99% de certeza de que essa teoria do subconsciente se aplica aqui. Portanto, Agatha Christie é sim a “Rainha do Mistério” e eu recomendo seus livros para qualquer um que aprecie o gênero. E também para aqueles que não apreciam, pois passarão a apreciar após lê-la.

Obs: Preciso pegar um livro de Agatha Christie que eu nunca tenha lido para saber se ainda assim consigo desvendar o culpado. Acho difícil, porém se eu conseguir…

Como incentivar crianças a lerem mais e despertar o gosto pelos livros

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Fonte: Shutterstock

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Confira dicas para fazer com que as crianças leiam mais

Publicado no Universia Brasil

Muitas vezes, fazer uma criança ler se mostra uma tarefa quase impossível. Com a tecnologia presente cada vez mais cedo em nossas vidas, é comum que os pequenos ignorem os livros e queiram dedicar sua atenção aos eletrônicos. Confira algumas dicas de como incentivar as crianças a lerem mais e despertar nelas o gosto pela leitura:

Não adianta, se você quer que uma criança adquira determinado hábito, o primeiro passo é mostrar que esse é um hábito seu também. Sempre que possível, leia junto com os pequenos e mostre que ler faz parte do seu dia a dia. Quando for falar sobre livros, refira-se ao tema de modo divertido, de uma forma que desperte o interesse e a curiosidade da criança.

Faça com que os livros estejam sempre ao alcance das crianças. Busque deixá-los em locais da fácil acesso, que não sejam muito altos e estejam sempre à vista da criança. A intenção é que ela “encontre” algo para ler em seu caminho com facilidade e fique ao menos curiosa sobre o conteúdo. Para isso, é interessante investir também em obras com capas mais chamativas. Se possível, transforme algum espaço da casa em um cantinho da leitura.

Mais do que ler junto ler para a criança também é uma forma de interessá-la. Dramatize, coloque entonações diferentes para cada personagem, envolva-se. O objetivo é mostrar que a leitura é algo divertido e pode ser tão interessante quanto um filme ou um videogame.

Programe passeios que envolvam livros. Vale ir em uma livraria ou em uma biblioteca. A maioria delas possui áreas para crianças e algumas contam até mesmo com uma programação especial voltada aos pequenos. Se possível, visite um dia de contação de histórias. Além de ter uma apresentação mais lúdica, a presença de outras crianças também ajuda na hora de estimular o envolvimento com os livros.

Como ler mais e mais rápido

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Crédito: Reprodução

Crédito: Reprodução

 

Maria Confort, no Manual do Homem Moderno

Algumas pessoas conseguem ler mais de 100 livros por ano. Sim, elas existem. Mas como fazem isso? E como elas dizem que as outras pessoas também conseguem fazer se quiserem?

Isso parece impossível pra você? Bom, não é. Eu, por exemplo, costumo ler cerca de 50 livros por ano, e sei que se eu me dedicasse um pouco mais, conseguiria alcançar a meta de 100 livros em 365 dias.

Porém, um especialista em memória e concentração entrevistado pela revista GQ disse que o segredo não é dedicação. Na verdade, é o desprendimento. Como assim? Ele dá dicas infalíveis para você ler mais e mais rápido – um livro por semana, especificamente.

Não leia antes de dormir, leia antes de trabalhar

A maioria das pessoas decide ler antes de dormir. Se você lê à noite, você provavelmente só vai conseguir vencer algumas páginas antes de ficar sonolento. Em vez disso, a recomendação é cair na leitura na parte da manhã. Mesmo se você não é tipo de pessoa que levanta bem mais cedo do que o necessário, use o tempo que você gasta fuçando o Facebook ou no Instagram antes de sair para o trabalho para ler alguns capítulos. Você também pode ler no caminho, se for trabalhar de ônibus, ou durante o café da manhã.

Abuse do transporte público

Além de economizar, ler no transporte público vai te fazer avançar bastante na leitura e te manter mais concentrado na história. Aliás, leve o livro para tudo quanto é canto.

Aliás, é importante levar o livro para tudo quanto é canto: consulta médica, shopping, enfim, qualquer lugar. Ter um livro por perto vai te fazer gastar aqueles minutos que você normalmente gasta no celular, lendo.

Se o livro estiver uma droga, pare

Não se sinta obrigado a terminar um livro porque já começou. Tem livros que não funcionam para determinadas pessoas, histórias que não cativam, tipos de leitura que não prendem. Enfim, se o livro estiver realmente chato ou ruim, largue. Vá ler outra coisa.

As livrarias ainda existem – pegue livros emprestados

Pegar um livro em uma livraria vai te obrigar a ler o livro mais rápido, afinal, você vai precisar devolver em um prazo, certo? Outra dica é pegar livros emprestados e pedir para a pessoa que te emprestou cobrar a devolução.

Leia mais de um livro ao mesmo tempo

Parece loucura, mas é uma boa tática. Leia mais de um livro ao mesmo tempo: um romance, um livro de “não ficção”, um quadrinho…Não importa.

Dessa forma, quando você se sentar para ler, vai sempre encontrar algo que se encaixe com o seu humor do momento. Se você, por exemplo, tiver muito tempo disponível, parta para o romance. Se o seu dia foi chato e cansativo, leia quadrinhos.

Mantenha um histórico do que você leu

Registrar o que você leu em aplicativos específicos ou até mesmo nas suas redes sociais vai te fazer se sentir mais realizado e também incentivado a continuar lendo. Pode apostar.

Dito isso: divirta-se. Ler não deve ser uma obrigação chata, deve ser algo que te dê prazer.

No que prestar atenção ao ler obras obrigatórias do vestibular?

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(kurmyshov/iStock)

(kurmyshov/iStock)

 

#ClubedoLivroGE: professores dão dicas para te ajudar com a leitura. Leia a primeira matéria da série

Odhara Caroline Rodrigues, no Guia do Estudante

A carga de leitura de quem está prestando o vestibular já é alta só por conta da quantidade de conteúdos disciplinares cobrados nas provas. Além disso, ainda há a lista de livros obrigatórios — só a Fuvest, maior vestibular do país, tem oito obras que são cobradas especificamente. É muita coisa, a gente sabe. E, por isso mesmo, fomos conversar com alguns professores em busca de dicas que possam te ajudar na hora de enfrentar os livros. Mãos à obra?

Nesta primeira matéria da série de obras obrigatórias, a gente vai falar a respeito do que você precisa prestar atenção quando estiver lendo os livros. O professor André Valente, do Cursinho da Poli, ressalta três aspectos: o estrutural o temático e o das relações que a obra estabelece com o contexto histórico, social e literário em que foi produzida. “A estrutura diz respeito à forma”, ele ensina. “É prosa ou verso? Romance, conto, crônica?”.

A temática é o assunto do qual a obra trata; e contexto pode nos explicar o porquês das escolhas feitas e posições assumidas pelo autor durante o livro. “Precisamos nos lembrar de observar a construção narrativa — o tipo do narrador e a intencionalidade que há na escolha do foco narrativo. E, fundamentalmente, o tipo de discussão que a obra sugere e propõe”, lista o professor João Jonas, do colégio Miguel de Cervantes.

Péricles Polegatto, editor de Linguagens e Códigos dos materiais didáticos da Pearson Brasil, faz um adendo: “A memorização não é tão importante nesses casos”, explica. “Nas provas, não serão cobrados detalhes, mas concepções, contextos e valores estéticos”.

Ele também destaca o estilo do autor. Diogo Mendes, professor do Descomplica, acrescenta: “Alguns autores alcançam uma visão mais atemporal em suas obras, como é o caso de Machado de Assis e seu irreverente Memórias Póstumas de Brás Cubas, ou mesmo Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago. Nesses casos, estudar marcas peculiares do estilo do autor é fundamental. Por exemplo: ler Machado sem se atentar a característica ironia machadiana é perder boa parte do que a obra tem para oferecer”.

Já sabe quais anotações fazer nas margens do livro e o que grifar, né? Na segunda matéria da série, nós vamos conversar sobre o que mais costuma cair nas provas. Até lá!

Livros e crianças pequenas: três recados da ciência para os pais

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Foto: Gilson Teixeira/Secap

Foto: Gilson Teixeira/Secap

 

Estudos colecionam várias evidências de que a leitura é um poderoso estimulante do desenvolvimento

Publicado no 180Graus

Pare e pense por um minuto: nas últimas semanas, quantas vezes você leu uma história para seu filho pequeno e quantas vezes você optou por colocar um vídeo em DVD ou na internet para eles? Se a segunda opção tem sido mais frequente por aí, a ciência tem bons motivos para você considerar uma mudança de hábito.

Há pelo menos duas décadas, borbulham evidências de que a leitura é um poderoso estimulante do desenvolvimento infantil, principalmente nos primeiros anos de vida, quando a criança não sabe ler e precisa da ajuda dos pais. Recentemente, três pesquisas sobre o tema reforçam achados mais antigos da ciência.

A primeira delas, publicada na revista americana Pediatrics, uma referência em saúde e desenvolvimento infantil, mostrou pela primeira vez que quando uma criança ouve uma história a partir de um livro, ela ativa uma parte do cérebro (hemisfério esquerdo) voltada à integração multissensorial, que integra som, estimulação visual e apreensão de sentido. Isso significa que com a leitura em voz alta realizada por um adulto ela consegue “enxergar” a história dentro de suas cabeças e entende-la, mesmo sem ler ou ver figuras.

Pode parecer óbvio, mas esta é uma habilidade essencial para que no futuro a criança possa compreender a leitura de livros sem imagens, por exemplo. Crianças que não ouvem muitas histórias na infância ou não têm contato com livros podem ter dificuldades com esta atividade no futuro. Ainda que alguns programas ofereçam conteúdo educativo, nenhuma animação ou desenho poderá substituir o impacto positivo no cérebro da criança causado pela leitura em voz alta realizada por um adulto.

Outra pesquisa recente, esta publicada no periódico JAMA Pediatrics, analisou o impacto de brinquedos tradicionais versus eletrônicos na comunicação entre pais e bebês. Isso porque a forma de comunicação dos pais com seus filhos desde o nascimento é fundamental para o desenvolvimento da linguagem deles. Quanto mais os pais conversam com os pequenos – e na medida em que esta conversa é de qualidade, maior será a capacidade da criança de se comunicar.

O que o estudo aponta é que brinquedos eletrônicos tendem a prejudicar a comunicação entre pais e filhos. Quando brincam estes brinquedos, eles se comunicam menos e com menos qualidade. Nesta mesma investigação, os pesquisadores descobriram que os livros são os brinquedos que mais estimulam a conversa: com eles, os pais falaram mais palavras, utilizaram um vocabulário mais rico e responderam mais aos balbucios dos bebês do que com qualquer outro tipo de brinquedo. Os bebês também vocalizaram mais quando brincavam com livros.

Por fim, uma outra pesquisa, esta coordenada pela Universidade de Nova York e pelo Instituto Alfa e Beto aqui no Brasil, descobriu avaliando um programa de leitura desenvolvido com famílias de baixa renda de Boa Vista, que as crianças cujos pais leem para elas em voz alta tendem a ter menos problemas comportamentais e a sofrer menos punições físicas em casa, indícios de que a leitura fortalece as relações familiares. Além disso, elas tiveram um incremento significativo de 14% na memória de trabalho, que a capacidade de armazenar e manipular informações necessárias para a realização de tarefas complexas.

O recado destes três estudos é simples: ler desde o início da vida faz a diferença na vida escolar das crianças; sempre que possível troque o brinquedo eletrônico ou a televisão por um livro; ler ajuda na escola, mas também em casa, estreitando laços afetivos.

E então, qual vai ser a história de hoje?

(Com informações da VEJA.com)

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