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Quer ler mais, porém não sabe por onde começar? Confira estas dicas

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Sarah Gomes, no Metropoles

A prática da leitura é ainda mais essencial nestes tempos difíceis nos quais vivemos, onde as páginas deram lugar ao feed e uma máquina invisível quer nos manter mais selfies do que cultos. E por que não podemos ser os dois? (Afinal, também amamos uma selfie!)

Confira algumas dicas preciosas para se tornar um apreciador da leitura e alguns macetes para trocar livros, comprar com precinhos camarada e encontrar audiolivros na tela do seu celular.

1. Um livro de cada vez
Não adianta se jogar dar uma de exagerado e comprar cinco livros para começar de uma vez. Concentre-se em uma história, conecte-se com ela e, se não gostar, passe para frente. Leitura é foco e paciência também.

2. Desconecte-se para se conectar
Se você está tendo problemas para se conectar com o livro, eu já te passo logo o diagnóstico: muito tempo on-line. A ansiedade do mundo tecnológico inunda a nossa cabeça e não nos deixa ter uma horinha de paz fora do WhatsApp. Pegue o seu celular, coloque no modo avião e se concentre na leitura por 30 minutos a uma hora. Com o passar do tempo, você notará a diferença.

3. Um rolê na livraria
Livrarias e sebos são lugares mágicos! Não sabe por onde começar a ler? Dê uma voltinha por um destes estabelecimentos, converse com os vendedores e, com certeza, você vai encontrar algo que chame a sua atenção.

4. Chame os amigos
Torne a atividade de leitura em um clube do livro, mesmo que seja com uma pessoa. O fato de ter alguém para dividir as novidades e compartilhar comentários ajuda muito no desenvolvimento do hábito de ler.

5. Que horas são?
Descubra qual o seu horário favorito para ler. Antes de dormir, ao acordar ou no meio do dia para dar uma pausa no trabalho?

Antes de colocar as dicas em prática, vamos utilizar o mundo www a nossa favor. Quer comprar livros usados, mas não sabe onde? E se você pudesse trocá-los com outras pessoas? Onde encontrar audiolivros? Vamos te ajudar!

Se liga nessas alternativas de compra e leitura que fogem dos tradicionais sites de grandes livrarias. Elas podem te ajudar a economizar, fazer rodar livros usados e te incentivar a ler mais.

Lembrando que nenhuma destas dicas é publicidade, ok? Todas são genuínas e orgânicas. Já testei e recomendo.

1. Na Facebook, Venda e Troca de Livros
Uma enorme comunidade que visa, principalmente, a troca de livros usados entre os seus participantes.

2. Site, Troca de Livros
Galera que ama ler e se viu afogado em livros. Eles resolveram criar este site para incentivar a economia sustentável e conecta pessoas que querem trocar seus exemplares.

3. Site, Renova Livro
Mais uma plataforma de troca de livros usados. Conta com um sistema de pontos para melhorar a sua reputação como “trocador”.

4. Site, Estante Virtual
É o site que mais uso para comprar livros usados. Você digita na busca o que procura e ele te mostra uma lista de centenas de livrarias e sebos no Brasil onde o título está disponível. Sempre opto pelos usados! Precinhos ótimos e exemplares em ótimo estado.

5. App Audiolivros
App para escutar audiolivros em alta qualidade, um dos mais baixados da App Store no Brasil. Lá você encontra vários dos clássicos da literatura brasileira.

Como organizar livros na estante

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Deixe os queridinhos por perto – e saiba como acomodar aqueles volumes que você está sem coragem de jogar fora.

Marcelo Testoni, na Superinteressante

1. NA PRATELEIRA MAIS ALTA

Coloque as obras que você já leu e não quer se desfazer na parte mais alta da estante. Elas não ocupam as áreas mais nobres, mas continuam acessíveis e organizadas para quando for preciso consultá-las.

2. NA ALTURA DOS OLHOS

Vão aqui os queridinhos: livros preferidos, edições caprichadas e aqueles com dedicatórias ou autógrafos especiais. Por serem tão precioso, devem ficar longe do alcance de crianças, animais de estimação etc.

3. NA TERCEIRA PRATELEIRA

Abaixo, reúna tudo o que ainda não leu e que faz questão de ler, para visualizar o tamanho da responsabilidade. O ideal é que os livros que você mais consulta fiquem entre a altura dos olhos e essa região intermediária.

4. PERTO DO CHÃO

No térreo da estante, acomode aqueles cujo destino é indefinido. Entram nessa lista os livros que ganhou, mas não vai ler e não criou coragem de se desfazer, ou então as obras que já foram lidas e perderam utilidade, como guias de viagem desatualizados.

5. SE FALTAR ESPAÇO

Se suas prateleiras estão repletas e você não tem espaço para instalar mais nenhuma, arrume as obras no sentido horizontal. A desvantagem é que retirar um livro da pilha fica mais difícil.

Fast food em São Francisco pagará 50 reais por hora para equipe ler livros

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Combo de hambúrguer e batata-frita da Creator: hamburgueria abriu as portas há um mês, com uma proposta inovadora para o fast food (Creator/Divulgação)

A hamburgueria Creator, operada por robôs, encontrou uma boa forma de manter seus funcionários ocupados: a leitura educativa

Mariana Fonseca, na Exame

São Paulo – Lembra daquela história de que os robôs irão tomar empregos, especialmente os mais operacionais? Na Creator, uma hamburgueria de São Francisco (Estados Unidos), o conto virou parcialmente realidade. Um robô de mais de quatro metros usa sua inteligência para produzir 120 sanduíches por hora. Mas isso não significou o fim dos empregos humanos. Pelo contrário: agora, os funcionários recebem também para fazer cursos online e lerem livros educativos.

Nem sempre Alex Vardakostas, criador da hamburgueria, teve esse plano. Inclusive, no longínquo ano de 2012, quando o negócio ainda se chamava Momentum Machines, ele afirmou que “[nosso equipamento] deve servir para remover os funcionários completamente”, de acordo com o Business Insider.

Após oito a nove anos de desenvolvimento e muitas especulações sobre o fim do trabalho para adolescentes, a Creator abriu suas portas há um mês, com um posicionamento bem mais no estilo do Vale do Silício. “A ideia de não ter de falar com ninguém me parece distópica”, corrigiu-se Vardakostas para a Forbes. “Estamos em um ponto no qual realmente acreditamos que você não pode automatizar a criatividade e a interação social humanas.”

A máquina-chef da hamburgueria Creator, de São Francisco (Creator/Divulgação)

As duas máquinas, com produção total de 240 hambúrgueres por hora, focarão em processos que os humanos não poderiam fazer melhor. Por exemplo, eles usam sensores para determinar a temperatura ideal para cada hambúrguer; fazem um processo de moeção difícil de reproduzir apenas com as mãos humanas; e conseguem cortar vegetais milimetricamente.

Enquanto isso, os funcionários devem se concentrar em tarefas mais complexas, como ajudar o cliente na hora de pensar no pedido ideal. Os benefícios aos funcionários estão mais para Google do que para fast food: cursos grátis na plataforma online Coursera e 5% da jornada de trabalho dedicada à leitura de livros educacionais, que podem ser colocados na própria lanchonete da Creator.

Espaço da hamburgueria Creator, com livros nas prateleiras (Creator/Divulgação)

O salário dos funcionários é de 16 dólares por hora (na cotação atual, cerca de 50 reais). Mas Steve Frehn, cofundador da Creator, afirma que alguns funcionários podem aproveitar oportunidades de trabalho a partir do seus convívios com as máquinas-chefs. “Neste momento, se você está se candidatando a um curso superior, você pode não colocar seu trabalho em um restaurante de hambúrgueres no currículo. Mas seria bem legal colocar que você trabalhou na Creator, e é assim que nós sabemos que fizemos um bom plano de carreira”, completa Vardakostas.

Com menos gastos na produção dos hambúrgueres e com aluguéis de espaços grandes para a cozinha, a Creator consegue cobrar seis dólares por seus hambúrgueres, em linha com o cobrado na gigante McDonald’s. Cerca de 40% dos custos da Creator vai para os ingredientes, incluindo iguarias como a ameixa japonesa umeboshi e o molho francês aioli feito com ostras defumadas. Com ingredientes gourmet e atendentes intelectuais, a Creator alcança o feito de concorrer, ao mesmo tempo, como hamburgueria mais tecnológica e mais hipster de São Francisco.

Salão Carioca do Livro inspira roteiro por bibliotecas do Rio

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Criança pega um livro na Biblioteca Infantil Maria Mazzetti – Gustavo Miranda / Agência O Globo

Também conhecido como LER, evento marca reabertura da Biblioteca Parque Estadual

Sergio Luz, em O Globo

A segunda edição do LER — Salão Carioca do Livro, que começou ontem e vai até domingo, marca dois renascimentos: o do próprio evento, que não aconteceu no ano passado devido à falta de recursos e à realização da gigante Bienal do Livro; e o da sua sede neste ano, a Biblioteca Parque Estadual (BEP), no Centro, fechada desde o final de 2016, na esteira da crise financeira do Estado.

Após a reabertura das unidades da Rocinha, em fevereiro, e de Manguinhos, em março, é a vez de o espaço de 15 mil metros quadrados da Av. Presidente Vargas voltar à ativa, em iniciativa da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro.

— Com a reabertura (programada para o dia 28 deste mês), serão retomadas aos poucos as atividades inicialmente idealizadas para cada um dos espaços, permitindo ao público o acesso ao acervo de 200 mil títulos, aos espaços multimídia e ao teatro — diz o Secretário de Cultura Leandro Sampaio Monteiro, por meio de um comunicado.

Além do mundo infinito de conhecimento dos livros e de toda a memória de arquivos e documentos, as prateleiras e estantes espalhadas pelo Rio também proporcionam um oásis de silêncio, introspecção, entretenimento e lazer. Fora os estudantes e pesquisadores, muitos dos espaços também servem para quem busca um abrigo temporário em horas vagas do dia, ar-condicionado, wi-fi grátis ou apenas um lugar silencioso.

Aproveitando o LER e essa nova etapa da BPE, o Rio Show preparou um roteiro por algumas das mais bacanas bibliotecas da cidade. Bom passeio e boa leitura.

Fachada da Biblioteca Parque Estadual – Custódio Coimbra / Agência O Globo

BIBLIOTECA PARQUE

Apesar de a estrutura atual ter sido inaugurada em 2014, inspirada no modelo de gestão das bibliotecas públicas de Bogotá e Medelin, a Biblioteca Parque Estadual tem uma história que remonta a 1873, e já foi chamada de Biblioteca Municipal do Rio de Janeiro, Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro e Biblioteca Estadual Celso Kelly. A instituição chegou ao atual endereço em 1943, na então nova Av. Presidente Vargas.

Em 1987, após um incêndio três anos antes, um novo prédio foi inaugurado, seguindo as diretrizes de seu idealizador, o antropólogo e ex-vice-governador do Rio Darcy Ribeiro. O edifício de hoje mantém as características imaginadas por ele.

— A ideia era criar uma instituição que fosse ligada a outras iniciativas com o intuito de servir a população e combater a violência. É através da cultura que você cria um cidadão, muda uma cidade — diz Ana Ligia Medeiros, diretora do Centro de Memória e Informação da Fundação Casa de Rui Barbosa, que trabalhou com Darcy Ribeiro na montagem do projeto das bibliotecas estaduais.

Com 15 mil metros quadrados, teatro com 195 lugares, auditório com 75 assentos, salas multiuso, café, pátio e bicicletário, a BPE tem um acervo que conta com 250 mil livros, 20 mil filmes e 2,5 mil livros em braile, além de seu espaço infantil.

— Um equipamento desse equivale a um aparelho de resistência, a um quilombo. É um crime não educar seus cidadãos — afirma a poeta e atriz Elisa Lucinda, uma das convidadas do LER 2018.

Biblioteca Parque Estadual: Av. Presidente Vargas 1.261, Centro — 3171-7505. Seg a sex, das 10h às 18h. A partir do dia 28 de maio. Grátis. Livre.

LER — SALÃO CARIOCA DO LIVRO

Aberta ontem, a segunda edição do LER — Salão Carioca do Livro, totalmente gratuita, oferece saraus, oficinas, contação de histórias, exposições e bate-papos com autores e artistas como Conceição Evaristo, Márcia Tiburi, Lázaro Ramos, Maria Valéria Rezende, Miriam Leitão, Cristóvão Tezza, Luiz Antônio Simas, Martinho da Vila, Nei Lopes, Nelson Sargento, Geovani Martins e Arthur Dapieve, em espaços como Palco da Palavra, Jardim Literário para crianças, Café do Livro, Salão Digital e o Salão do Livro.

A festa também apresenta montagens teatrais de clássicos como “A megera domada” (hoje, às 11h), “Dom Casmurro” (amanhã, às 10h), “Tristão e Isolda”, “O homem que sabia javanês” (domingo, às 10h).

Alguns dos participantes do LER — Salão Carioca do Livro – Gustavo Miranda / Agência O Globo

— Nossa meta é ser o maior evento aberto do livro na cidade. É gratuito, acessível e inclusivo. Queremos ter todos os pontos de vista, trazer todo mundo para o diálogo. Buscamos a pluralidade — garante o curador Julio Silveira.

Seguindo esse pensamento, Silveira apostou numa programação de vozes múltiplas da literatura brasileira:

— O mundo está muito fechado, as pessoas querem apenas a narrativa que lhes é mais conveniente. Queremos mostrar que há diversos pontos de vista. Ao invés de agredir, devemos evoluir juntos. Esperamos que o público saia com a cabeça mais aberta — diz.

Essa intenção pode ser vista em mesas como “Não foi essa a história que nos contaram”, com Eliana Alves Cruz (romance histórico), Marcelo D’Salete (graphic novel) e Kiusam de Oliveira (literatura infantil), hoje, às16h30m, e “Texto em trânsito”, com Jessé Andarilho e Carlos Eduardo Pereira, também hoje, às 14h30m.

— Essa reabertura é primordial. Vinha muito para cá com minha filha. Tinha também gente que vinha só para matar o tempo, para tomar água, até dormir. É um refúgio intelectual, de lazer, de entretenimento, mas também da própria rua — comenta Pereira.

Andarilho concorda com o colega:

— Sou de Campo Grande. Como minha mulher trabalha no Centro, eu costumava vir pra ler, ver filme e descansar. Era muito ruim ver um espaço como esse fechado — diz.

Vista interna da Biblioteca Parque Estadual – Custódio Coimbra / Agência O Globo

Eliana Alves Cruz faz coro e ressalta a importância da ocasião:

— Minha filha Julia, de 11 anos, chorou quando a biblioteca foi fechada. O salão e a reabertura da biblioteca são incríveis. É um espaço de todos — afirma.

A atriz e apresentadora Cissa Guimarães, que também participa da festa, acredita que participar do LER e lutar pelo projeto das bibliotecas parque é obrigação:

— O que falta na formação desse país é educação. Eu me sinto numa obrigação cívica, como mãe, avó e cidadã — diz.

As inscrições prévias para as atividades do LER estão encerradas, mas há ingressos disponíveis para todas elas. Para garantir ingresso, é aconselhável chegar com antecedência. De hoje a domingo, o salão abre às 10h. A seguir, confira alguns dos destaques.

Sexta (18/5): às 14h, “A importância social e a poética do samba”, com Martinho da Vila, Nelson Sargento e Luiz Antônio Simas; às 19h, “O texto ou a vida, com Cristóvão Tezza e Antonio Xerxenesky; às 19h45m, “Literatura e empoderamento feminino”, com Márcia Tiburi.

Sábado (19/5): às 14h30m, “Mormaço”, com Arthur Dapieve e Giovani Martins; às 17h30m, “Música e letra”, com Joyce Moreno e Ruy Castro; às 19h, “Escrevendo a própria história”, com Conceição Evaristo e Henrique Rodrigues.

Domingo (20/5): às 14h45m, “O protagonismo do negro nas artes”, com Regina Dalcastagnè, Conceição Evaristo, Ruth de Souza, Milton Gonçalves e outros.

Para conferir a programação completa, acesse o site do LER: www.lersalaocarioca.com.br

BIBLIOMAISON

Situada no 11º andar do Consulado Geral da França, no Centro, a BiblioMaison já vale a visita apenas pela vista deslumbrante que oferece da Baía de Guanabara.

Com seu acervo de 23 mil peças — entre livros (literatura, HQ, arte, ciências sociais, filosofia e infantis), jornais, DVDs e CDs —, a biblioteca, fundada em 1961 e totalmente reformada, apresenta um espaço arejado que traz sofás confortáveis, mesas de estudo, poltronas e salas para os amantes da cultura francesa.

Sala de leitura da BiblioMaison, no Centro – Divulgação

Nos computadores ou tablets disponíveis, o visitante ainda pode acessar serviços como Europresse (revistas e jornais como “Le Monde”, “Libération”, “Lire” e “L’Express”) e Izneo (HQs). O acesso à rede de wi-fi também é gratuito. Quem não fala o idioma de Proust não precisa se preocupar, já que há títulos em português também.

Para completar o passeio, ainda há o CafeMaison, do chef francês David Jobert, além do Teatro Maison de France e o CineMaison, com programação gratuita.

BiblioMaison: Consulado Geral da França. Av. Antonio Carlos 58, 11º andar, Centro — 3974-6669. Seg, qui e sex, das 10h às 19h. Qua, das 10h às 19h. Sáb (1º e 3º de cada mês), das 9h às 13h. Grátis. Livre.

BIBLIOTECA NACIONAL

Mais antiga instituição cultural brasileira, a Biblioteca Nacional foi fundada em 1810, com um acervo de cerca de 60 mil itens (entre manuscritos, livros, mapas e estampas), que desembarcaram no Brasil com a família real portuguesa dois anos antes.

Responsável pela execução da política governamental de captação, preservação, guarda e difusão da produção intelectual do Brasil, a BN possui um acervo de mais de dez milhões de objetos, sendo a maior biblioteca da América Latina e uma das maiores do mundo, segundo a Unesco.

Prateleiras da Biblioteca Nacional: acervo com 10 milhões de itens – Bárbara Lopes / Agência O Globo

Mas quem nunca visitou o local não se espante com a ausência de… livros. Apesar de todos os títulos estarem disponíveis para consulta, os muitos andares que guardam o acervo não são acessíveis ao público, que precisa pedir aos bibliotecários as obras desejadas para consultá-las nas salas de estudo e pesquisa, como a de Periódicos e Referência e de Iconografia.

Entre os milhões de itens da BN, destacam-se arquivos como a Bíblia de Mogúncia, de 1462, que pode ser vista em versão digital interativa no hall principal da biblioteca, e uma cópia da primeira edição de “Os Lusíadas”, de Luis de Camões, de 1572.

Além da sede, a Fundação Biblioteca Nacional ainda administra espaços como a Casa de Leitura, em Laranjeiras, o Auditório Machado de Assis, no Centro, a Biblioteca Euclides da Cunha e o Escritório de Direitos Autorais, ambos na Cidade Nova, e acervo de Música e Arquivo Sonoro, no Palácio Capanema.

Biblioteca Nacional. Av. Rio Branco 219, Centro — 2220-3040. Seg a sex, das 9h às 19h. Sáb, das 10h30m às 15h. Grátis. Livre.

REAL GABINETE

Desconhecido de muitos cariocas, o Real Gabinete Português de Leitura, fundado em 1837, é uma das bibliotecas mais bonitas do mundo.

O edifício de estilo manuelino apresenta um salão de pesquisa com mesas de madeira bem no centro dos três andares repletos de estantes e prateleiras de livros dedicados à cultura lusófona. O ambiente é tão espetacular que muitos frequentadores costumam dividir suas atenções entre o livro e os detalhes do prédio.

Real Gabinete Português de Leitura – Agência O Globo

Entre suas obras raras, o Real Gabinete guarda títulos dos primórdios da impressão de livros, como outra edição princeps de “Os Lusíadas”.

Real Gabinete Português de Leitura. Rua Luís de Camões 30, Centro — 2221-3138. Seg a sex, das 9h às 18h. Grátis. Livre.

CASA DE RUI BARBOSA

Situada num casarão do século XIX no coração de Botafogo, a Casa de Rui Barbosa é uma mescla de museu, arquivo e biblioteca que guarda a mobília e toda a coleção bibliográfica original do político, jurista e advogado brasileiro.

Na casa principal, o visitante pode ver exatamente como Rui Barbosa organizava seus 37 mil livros de diversas línguas — reza a lenda que ele falava 13 idiomas — que podem ser consultados mediante pedido aos bibliotecários.

Casa de Rui Barbosa: biblioteca de 37 mil livros – Gustavo Miranda / Agência O Globo

A sede da fundação ainda oferece um jardim (todos os dias, das 8h às 18h), reformado há pouco para tentar reconfigurar sua estrutura original, a Biblioteca Infantojuvenil Maria Mazzetti (seg a sex, das 9h30m às 12h e das 14h às 17h) e o edifício de administração, pesquisa, armazenamento e restauração de seu amplo arquivo, como os 25 mil títulos do acervo do bibliófilo Plínio Doyle.

Casa de Rui Barbosa. Rua São Clemente 134, Botafogo — 3289-4600. Ter a sex, das 10h às 17h30m. Grátis. Livre.

Biblioteca do CCBB

Fundada em 1931, a Biblioteca do Banco do Brasil passou décadas com um acervo dedicado a obras técnicas. Com a abertura do Centro Cultural Banco do Brasil, em 1989, ela mudou sua linha de atuação e se tornou referência em áreas como artes, literatura e ciências sociais, com cerca de 150 mil exemplares em sua coleção.

Biblioteca do CCBB – Rafael Pereira / Divulgação

Gratuita, assim como todas as exposições do museu, a biblioteca — que traz sala de multimídia, de leitura, três salas para obras gerais, sala de referências com enciclo- pédias e dicionários, sala de literatura infantojuvenil com mais de 4 mil títulos, além de salas com coleções especiais — é bastante concorrida durante a semana, tanto por quem pesquisa em seu arquivo quanto por estudantes que precisam de um lugar agradável, arejado e calmo para estudar.

Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março 66, Centro — 3808-2020. Qua a seg, das 9h às 21h. Grátis. Livre.


BIBLIOTECA DO MAR

Caçula do grupo, a Biblioteca do Museu de Arte do Rio foi inaugurada em 2014. Numa pequena porém agradável sala do quarto andar do museu da Praça Mauá, o espaço mostra um acervo focado em artes visuais, história do Rio e cultura afro-brasileira.

Museu de Arte do Rio. Praça Mauá 5, Centro — 3031-2741. Ter a sex, das 10h às 17h. Grátis. Livre.

Faltou pouco para passar no vestibular? Planejamento e leitura são fundamentais para sucesso nos estudos

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Publicado no O Diário

Preparar-se com antecedência para os vestibulares é fundamental para obter sucesso e a tão sonhada vaga na universidade. Que tal aproveitar o início do ano para elaborar um cronograma de estudos? Seguir esta primeira dica é um passo importante para conseguir bons resultados. É o que afirma Mariana Bruno Chaves, especialista em literatura infantil e gerente de desenvolvimento de material didático de Língua Pátria do Kumon, maior franquia de educação do país.

Mariana ressalta que estudar um pouco todos os dias, sempre no mesmo horário, e focar na leitura, independentemente do assunto, também são pontos importantes. “Para conseguir se desenvolver e aprimorar sua capacidade linguística, o candidato precisa estudar em um ambiente que estimule a concentração e também criar alguns hábitos e rotinas”, completa a profissional.

“Tanto para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), quanto para os vestibulares das mais conceituadas universidades do país, como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), entre outros, exigem que o candidato saiba administrar o tempo e a ansiedade para realizar uma boa prova”, diz Mariana.

Colocar em prática os ensinamentos da profissional pode ajudar nos enunciados dos exercícios, na narração de feitos históricos, nas descrições dos textos de geografia e química, que deixarão de ser “monstros enigmáticos” e se tornarão textos que poderão ser “decifrados” facilmente. “Os benefícios da leitura não se restringem somente aos estudos de língua portuguesa, pois levam o estudante a um universo de descobertas e aprendizagem por todas as áreas do conhecimento”, completa.

Com o grande número de candidatos, a redação do ENEM acaba sendo uma grande peneira, e somente os mais preparados conseguem a pontuação mínima desejada. Este ano, apenas 53 estudantes tiraram a nota máxima (1.000 pontos), e mais de 300 mil zeraram na redação. O número de participantes que conseguiram nota máxima, comparado com o ano de 2014, teve uma queda de quase 80%.

A estudante Clarissa Gosling Rancura Ribas Chaves, de Vila Velha/ES, ainda está comemorando o sucesso obtido no ENEM. Ela obteve 960 pontos na redação, o que lhe rendeu uma vaga para o curso de enfermagem, na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Estudante do Kumon desde os 6 anos de idade, ela frequenta as disciplinas de português, matemática e inglês. “Todo o aprendizado me ajudou muito na parte objetiva da prova, pois é necessário muita concentração e raciocínio rápido. Como o tempo de prova é o curto, é importante aproveitar cada segundo. Antes de entrar para o Kumon, eu notava que esses eram meus pontos fracos”, diz Clarissa que, mesmo aprovada, optou por estudar mais um ano para conseguir entrar no curso de Medicina.

Confira mais dicas elaboradas pela especialista:

1. Reservar um tempo do dia para ler – Uma das maiores dificuldades de quem precisa ler muito é a falta de concentração. Seguir esta dica fará com que o estudante assimile com mais facilidade o conteúdo.

2. Ler o texto em voz alta sempre que sentir dificuldade – Essa prática auxilia muito na compreensão textual, já que, quando lemos em voz alta, não apenas decodificamos as letras visualmente, mas também escutamos aquilo que está sendo decodificado, podendo, assim, verificar o sentido do que está escrito ao mesmo tempo em que aguçamos nossa percepção. “Não é possível fazer isso nas provas, mas essa prática ajuda na compreensão durante os estudos”.

3. Ler primeiro os enunciados para saber o que está sendo pedido – Parece besteira, mas não saber o que pede a questão é um erro comum. Por isso, é preciso ler os enunciados e as alternativas com atenção, buscando fazer as possíveis conexões.

4. Durante o estudo, fazer anotações, paráfrases e comentários – Para conseguir compreender um texto, é recomendável fazer uma paráfrase, que nada mais é do que uma explicação ou uma nova apresentação do conteúdo, seguindo as ideias do autor. Comece sublinhando as ideias principais, selecione as palavras-chave que identificar no texto e, se precisar, desenhe o esqueleto do texto em tópicos ou em pequenas frases. Você pode usar setinhas, canetas coloridas para diferenciar as palavras do seu esquema. Depois de encontrar as ideias ou palavras básicas, reescreva o texto de acordo com seu entendimento, expressando sua opinião sobre o tema.

5. Procurar informações extras sobre os textos, livros ou matérias estudadas – Complementar com informações adicionais o material de estudo também auxilia na absorção do conteúdo que está sendo visto. Na Internet, grupos de estudos e páginas dedicadas aos vestibulandos, contém dicas de onde buscar esses materiais.

6. Ao ler os textos, ficar atento às ilustrações – Além de ajudar a formar a imagem do que está sendo lido, as ilustrações complementam o entendimento do texto.

7. Leia bastante, procure livros com assuntos preferidos, inclusive revistas e gibis – O estudante que desenvolve sua habilidade de leitura adquire um vocabulário mais amplo, tem mais facilidade em compreender os elementos textuais e, assim, consegue aplicar esse conhecimento em todos os tipos de textos.

8. Treinar fazendo muitas redações durante o ano pode garantir uma boa nota na redação – Quem lê bem escreve bem. Para redigir boas redações, não basta conhecer as técnicas de escrita, é preciso demonstrar que domina o conteúdo acerca do tema proposto. Portanto, é importante atualizar-se durante todo o ano, estar atento aos assuntos, notícias, pesquisas e temáticas da sociedade atual. Para isso, uma boa dica é ler jornais, sites de notícias nacionais e internacionais, ficar de olho nos lançamentos de livros, nos profissionais, cientistas e pesquisadores que estão se destacando, por exemplo. Com isso, ao menos uma vez por semana, é possível escolher um dos temas e escrever sobre ele.

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