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As Brumas de Avalon | Série de livros será relançada no Brasil

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(As Brumas de Avalon | Filme de 2001)

(As Brumas de Avalon | Filme de 2001)

 

Série de livros As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley, chegará às livrarias muito em breve

Sol Marchan, noTrecobox

A editora Planeta de Livros Brasil divulgou, por meio de suas redes sociais, a informação sobre a aquisição dos direitos autorais da série de sucesso mundial As Brumas de Avalon. A editora comprou os direitos da série completa, intitulada Ciclo de Avalon, somando um total de sete livros.

No Brasil, o último lançamento de As Brumas de Avalon, ocorreu pela editora Imago, que lançou apenas o primeiro livro dividido em quatro partes. A editora Planeta informou que isso não acontecerá com o relançamento. O primeiro livro será lançado em uma única edição, com mais de 1.000 páginas, incluindo ilustrações.

(Capas dos quatro volumes correspondentes ao primeiro volume da saga Ciclo de Avalon | Editora Imago)

(Capas dos quatro volumes correspondentes ao primeiro volume da saga Ciclo de Avalon | Editora Imago)

 

O primeiro volume será lançando ainda este ano (sem data definida até o momento).

O clássico de Marion Zimmer Bradley, lançado originalmente em 1979, narra a lenda arturiana pela perspectiva feminina, com as mulheres como protagonistas da trama.

Vale ressaltar que a série Ciclo de Avalon inicia-se com os quatro tomos de As Brumas de Avalon. Sua sequência, após a morte da autora em 1999, ficou a cargo da escritora Diana L. Paxson.

Um filme baseado na série de livros foi produzido em 2001, feito especialmente para a televisão.

As bibliotecas perdidas do deserto

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No final de uma dura e poeirenta estrada no deserto do Saara, encontramos uma cidade praticamente engolida pelas areias do deserto, estamos em Chinguetti na Mauritânia, África Ocidental. A maioria das casas já se encontram abandonadas e à mercê dos poderosos elementos, entre eles o vento que sopra quente arrastando consigo milhares de milhões de pequenos grãos de areia. Mas é também aqui que se encontram algumas das mais antigas bibliotecas e livros do mundo.

Vasco Neves, no Obvius

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Calcula-se que o deserto do Saara avance para sul a uma velocidade média de 30 milhas por ano (mais ou menos 50 quilómetros). Caso não exista uma intervenção humana constante, é possível que fique enterrada na areia em pouco mais de duas gerações. Mas Chinguetti é mais do que uma cidade semi abandonada no meio do deserto, pois aqui estão bibliotecas com alguns dos mais raros livros do planeta. Em tempos idos, levados na memória do vento, Chinguetti foi uma próspera metrópole medieval que chegou a ter no seu auge cerca de 20.000 habitantes. Era a casa de um dos mais importantes centros de estudos multidisciplinares, onde eram estudadas matérias de direito, matemática, ciências, religião, medicina, e astronomia. Na Europa vivia-se uma era negra e obscura, conhecida como Idade das Trevas, que castrava quem tivesse vontade de beber conhecimento e onde imperava a lei da religião acima de todas as outras, mas aqui, neste canto da África Ocidental, encontravam-se os mais variados pensadores, estudiosos e religiosos.

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Não era ao acaso que isto sucedia, pois ficava numa das antigas rotas de peregrinos a caminho de Meca. Os peregrinos islâmicos paravam aqui para descansar e retemperar energias, mas também para discutir, trocar ideias e mercadorias. Durante algum tempo chegou a ganhar estatuto de local santo do Islão, e por mérito próprio ficou conhecida como a “Cidade das Bibliotecas”.

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Hoje, infelizmente pouco resta desses esplendorosos tempos, sendo pouco mais do que um conjunto de ruas semi desertas com pequenos casebres de barro. Mas são estes casebres de barro, que têm como missão guardar os cerca de 6 mil livros antigos, grande parte deles em condições impressionantes de conservação tendo em conta a dureza dos elementos. Mas estes não são livros comuns, a maioria deles é século do IX (9).

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Parece incrível, mas até à pouco mais de 60 anos, nos anos 50 do séc XX, existiam em Chinguetti mais de 30 bibliotecas familiares. Mais uma vez a dureza dos elementos, principalmente as secas rigorosas, fizeram com que famílias inteiras procurassem outras paragens, muitos procurando cidades com mais condições de habitabilidade e abandonando a vida do deserto, mas ao partirem levaram também os seus livros (muitos deles passados ​​de geração em geração).

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Actualmente restam menos de 10 bibliotecas nesta velha cidade, estas ainda se vão mantendo graças a alguns estudiosos e turistas que as visitam e deixam uma (preciosa) ajuda monetária para a conservação dos livros. Os livros não saem de Chinguetti nem para serem restaurados (salvo raras excepções).

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De entre estes manuscritos, encontram-se alguns dos mais importantes e antigos escritos islâmicos, com tratados sobre religião, literatura ou ciências. Os livros foram escritos em pele de gazela e encontram-se protegidos por capas de pele de cabra.

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A mais importante e rica destas bibliotecas é considerada das mais antigas de todo o Islão, e pertence à família de Mohammed Habbot. São cerca de 1.600 livros, e mesmo tendo uma localização inusitada, a esta biblioteca não faltam armários de ferro onde estão alojados os livros, assim como várias secretárias de leitura.

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O restante das outras bibliotecas que ainda existem em Chinguetti, nada mais são do que cápsulas do tempo da idade média, muitas mantendo-se da mesma forma como foram inicialmente construídas. Muitos destes livros encontram-se em prateleiras abertas e vulneráveis ​​aos duros elementos do deserto. Infelizmente as mudanças climatéricas não estão apenas a afectar o armazenamento dos livros, sazonalmente aparecem cheias seguidas de épocas longas de seca e erosão severa, provocando o aumento da desertificação ambiental (mas também humana), que trazem consigo tempestades de areia mais frequentes e severas.

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Uma das soluções para prevenir a deterioração destes livros, ​​seria limitar o seu contacto com a luz e poeira, mas os moradores que ainda vivem em Chinguetti, têm no turismo uma das suas únicas fontes de rendimento. A subsistência humana está acima da preservação cultural, e em muitos casos os bibliotecários nómadas vêm-se obrigados a expor estes livros antigos para atrair alguns turistas, mesmo que desta forma os façam deteriorar-se ainda mais.

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A UNESCO em 1996 tornou Chinguetti (cidade e bibliotecas) Património Mundial, reconhecendo a situação de risco da cidade e das suas bibliotecas. Pinturas que remontam à Idade da Pedra que existem perto de Chinguetti, retratando a região como um oásis de pastagens luxuriantes onde os animais selvagens proliferavam.

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Infelizmente receio que as constantes mudanças climatéricas que assolam o deserto, assim como a turbulência política que assola muitas partes da África Ocidental, incluindo a Mauritânia (com um aumento dos raptos e extremismo por parte de alguns povos do deserto) afastem ainda mais os turistas, pondo em causa toda a subsistência dos bibliotecários do deserto.

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Que o vento não seja o único a transportar as memórias escritas do deserto.

Nota do Autor: Este texto foi escrito de acordo com a grafia de Portugal, todos os termos utilizados no texto devem ser respeitados correndo o risco da coerência do mesmo não se verificar.

dica do Chicco Sal

Novo selo aproveita boa fase do mercado de livro religioso

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Marco Rodrigo Almeida, na Folha de S.Paulo

O mercado do livro religioso no Brasil vai ganhar um reforço nos próximos dias. A editora Planeta lança até o fim do mês o selo evangélico Pórtico.

Quatro títulos serão lançados neste ano, entre eles “365 Orações para Dormir Melhor” e “10 Mandamentos para Vencer na Vida”. No ano que vem, a editora publica aqui a americana Karen Kingsbury, best-seller da literatura cristã, com 25 milhões de livros vendidos.

O Pórtico será o segundo selo de perfil evangélico ligado a um grande grupo editorial secular no Brasil —o outro é o Thomas Nelson, da Ediouro.

Editoria de Arte/Folhapress

Estima-se que o Brasil tenha por volta de cem editoras evangélicas, dos mais variados tamanhos e denominações. Embora não existam dados concretos sobre os faturamentos, as casas ouvidas pela Folha contam que o mercado passa por um bom momento.

A última pesquisa de Produção e Vendas do Mercado Editorial Brasileiro diz que o setor religioso como um todo faturou R$ 458 milhões em 2012. Mas profissionais da área contam que só as editores evangélicas arrecadaram mais que isso.

Poucas editoras cristãs participam de pesquisas de mercado. Grande parte de seus livros são vendidos em igrejas, templos, centros espirituais e livrarias especializadas, em geral não computados pelas listas dos mais vendidos.

“As editoras religiosas são mais fechadas, não têm interesse em divulgar esses dados, até para não chamar atenção da concorrência para um mercado que dominam”, conta o consultor editorial Marcos Simas.

A Planeta experimentou a força do mercado evangélico ao publicar “Nada a Perder”, biografia do bispo Edir Macedo. Os dois volumes venderam mais de 2 milhões de exemplares.

“Existe um nicho grande. O público evangélico cresceu muito, economicamente e culturalmente”, diz Soraia Reis, diretora editorial da Planeta.

O selo Pórtico quer alcançar público evangélico amplo, independentemente de sua denominação religiosa. Os temas serão família, trabalho, casamento e relacionamentos.

Para implementar o projeto, a Planeta formou uma equipe com conhecimento evangélico, liderada pelo editor André Fonseca e Marcos Simas, ambos presbiterianos. “O objetivo não é converter nem evangelizar ninguém, mas divulgar os valores desse meio. Nosso diferencial para as demais editoras religiosas será essa bagagem da Planeta: teremos infraestrutura e distribuição melhores”, diz Fonseca.

DIÁLOGO AMPLO

A Thomas Nelson Brasil, fruto de uma parceria iniciada em 2007 entre a editora homônima americana (uma das líderes do mercado de livros religiosos no mundo) e a brasileira Ediouro, também busca conteúdos mais neutros para dialogar com os evangélicos em geral.

“Casamento Blindado”, do casal Renato (bispo da Universal do Reino de Deus) e Cristiane Cardoso (filha de Edir Macedo), é o maior sucesso da editora: vendeu 2 milhões de livros. Apresenta orientações sobre a vida conjugal, tendo como base a espiritualidade.

Editoria de Arte/Folhapress

“Em geral, o leitor evangélico é pouco afeito à ficção. O mercado é forte para livros mais objetivos, com foco no desenvolvimento espiritual”, diz Omar de Souza, diretor editorial da Thomas Nelson. (mais…)

Nada a perder 2 é o mais vendido em janeiro, por pouco.

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Planeta tem o livro mais vendido e Intrínseca é a primeira do ranking das editoras

Cassia Carrenho, no PublishNews

Aparentemente o ano de 2014 começou igual ao fim de 2013 na lista geral dos mais vendidos em janeiro. Mas é só aparência. Apesar de Nada a perder 2 (Planeta) ter sido o livro mais vendido em janeiro, os números são bem diferentes. Neste mês o livro vendeu menos de 20% das vendas de dezembro e viu seu reinado ser ameaçado pelo livro A culpa é das estrelas (Intrínseca) que ficou apenas 2.789 exemplares atrás e foi também o campeão da semana. O que já se repete há três. Em 3º lugar, na lista mensal, ficou Kairós (Principium). Um dado importante é que tirando o livro Nada a perder 2, que em dezembro teve vendas nos céus, a lista geral vendeu praticamente igual a dezembro. Nada mal para um começo de ano. No ranking das editoras, a Intrínseca fechou o primeiro mês do ano com 20 livros, uma pequena vantagem sobre a Record que teve 18. Em 3º lugar ficou a Sextante com 16. A grande surpresa veio com a Companhia das Letras, que pulou do 7º lugar em dezembro, para 4º lugar neste mês, com oito livros. Na lista semanal merece destaque o livro Ansiedade (Saraiva) que desbancou Kairós (Principium) e assumiu o 1º lugar com 4.214 exemplares vendidos.

Semana pré férias

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Intrínseca coloca 8 livros na lista geral dos mais vendidos

Cassia Carrenho, no PublishNews

A lista dos mais vendidos, assim como o resto do país, entrou naquele modo “pré férias”. Todo mundo (ou quase) trabalhando, esperando os resultados das vendas do Natal, mas já com a cabeça nas festas de fim de ano. Nessa semana, as novidades foram poucas: em ficção, Nu, de botas (Companhia das Letras) e A assinatura de todas as coisas (Alfaguara); não ficção, Assassinato de reputações (Topbooks), O guia dos guias 2014 (Casa da Palavra/LeYa) e O improvável presidente do Brasil (Civilização Brasileira); negócios, Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes – miniedição (BestSeller) e A jogada do século (Best Business). Destaque dessa semana foi o livro Destrua esse diário (Intrínseca), que assumiu o 4º lugar na lista geral, com 7.330 exemplares vendidos. Na semana anterior ocupava o 7º lugar. Os primeiros três colocados foram os velhos conhecidos, mas que estão vendendo mais que os lançamentos: Nada a perder 2 (Planeta), Kairós (Principium) e A culpa é das estrelas (Intrínseca). Juntos venderam 111.462 exemplares, quase 30% a mais que na última semana. No ranking das editoras, a Intrínseca continua no 1º lugar, com 16 títulos. E metade deles, 8, está na lista geral dos mais vendidos. Em 2º lugar ficou a Record, com 13 e a Sextante, com 12, em 3º lugar.

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