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Mr Grey pede um tempo

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Cassia Carrenho, no PublishNews

‘Nada a perder’ de Edir Macedo emplacou o primeiro lugar

1Não foi milagre. Com mais um lançamento, dessa vez no Rio de Janeiro, o livro Nada a perder (Planeta) alcançou o incrível número de 124.413 exemplares vendidos na última semana. Em um único evento, vendeu mais de 120.000 livros! Com isso, desbancou a trilogia Cinquenta tons de cinza (Intrínseca), fazendo Mr Grey provar novas posições. Por sinal, os números de venda da trilogia caíram novamente, mostrando que as coisas andam meio mornas. Os três livros, mais o Box, venderam juntos “apenas” 20.629 exemplares. Resta saber se vão tentar reaquecer a relação ou, como se diz por ai, aceitar que a “fila anda”.

Em autoajuda, Eu não consigo emagrecer (Bestseller) levou a melhor, numa briga que já dura várias semanas com Casamento blindado (Thomas Nelson Brasil), que acabou em segundo. E, para completar, a Bestseller emplacou em 8º lugar o mesmo livro de Pierre Dukan, na versão ilustrada.

No ranking das editoras, a Sextante manteve seus 15 livros e o 1º lugar. A briga pelo 2º lugar teve uma trégua, dando uma pequena vantagem para a Ediouro, que levou 12 livros. Já a Intrínseca emplacou 9, seguido de Vergara & Riba, 7 e Clio e Santillana, 6 títulos cada um.

Bispo Macedo quer bater um recorde mundial neste sábado

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Lauro Jardim, na Veja on-line

Livro já vendeu 500 000 exemplares

Livro já vendeu 500 000 exemplares

Edir Macedo não vai – está no exterior. Mas a editora Planeta e a Saraiva discutem hoje os detalhes finais do que se pretende o maior lançamento de um livro da história do Brasil. Ou do mundo, conforme ambição declarada da turma.

A biografia de Macedo, Nada a Perder, será lançada amanhã no NorteShopping, no Rio de Janeiro, num evento em que os organizadores pretendem levar 160 000 pessoas ao local. É isso mesmo: 160 000 livros num dia.

O local não foi escolhido à toa. Perto do shopping fica o primeiro templo erguido por Macedo ainda no final dos anos 70. Hoje, lá funciona um mega quartal-general da Universal no Rio de Janeiro.

Um gigantesco esquema, que inclui, claro, voluntários da Universal, está sendo montado para que se alcance um volume de vendas tão superlativo.

Sextante volta a liderar ranking de “mais vendidos” das editoras

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Cassia Carrenho, no PublishNews

E a lista entrou definitivamente em período de férias. Até Mr Grey resolveu descansar um pouco. Essa semana, Cinquenta tons de cinza (Intrínseca), ainda em 1º lugar, vendeu quase 30% a menos do que na anterior. Lógico que as vendas vinham aquecidas pelo Natal e quase todos os livros venderam menos que nas duas semanas anteriores. Inclusive, Cinquenta tons de liberdade perdeu a terceira posição para Nada a perder (Planeta) na  lista geral. Ou seja, o bispo voltou pro meio do ménage a trois mais disputado do ranking.

A lista dessa semana teve apenas um livro de estreia, os outros são velhos conhecidos. O segredo das mulheres apaixonantes (Novo Século) chegou na lista de autoajuda, na 14ª posição.

Os primeiros colocados das listas foram: Ficção, Cinquenta tons de cinza (Intrínseca), 15.048; não-ficção, Nada a perder (Planeta), 11.285; Infanto juvenil, As vantagens de ser invisível (Jovens Leitores), 1.653; autoajuda, Eu não consigo emagrecer (Bestseller), 2.738; negócios, O monge e o executivo (Sextante), 900.

O ranking das editoras voltou a ter a Sextante como líder isolada, com 13 livros. Na segunda colocação houve um empate entre Ediouro e Intrínseca com 10 títulos, e logo atrás, Record com 9.

Clique aqui para conferir a lista completa.

O mundo da literatura em 2012

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Publicado por Zero Hora

Veja os fatos que marcaram o ano no mundo dos livros

Cinquenta Tons de Cinza, livro mais comentado do ano Foto: Divulgação / Divulgação

Cinza foi a cor da estação no mundo literário em 2012. Seja pela sobriedade das telas dos e-readers, cada vez mais acessíveis e disputanto as atenções dos leitores, seja pela trilogia Cinquenta Tons de Cinza, best-seller erótico (e onipresente) que se grudou como carrapato no topo das listas de mais vendidos.

Prazer milionário
O livro-fenômeno de 2012 começou como uma ficção de fã com os personagens da saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer, e depois varreu o planeta, trazendo sexo sadomasô para a receita mais ou menos uniforme dos best-sellers românticos açucarados. O livro da executiva de TV inglesa E.L. James vendeu mais de 40 milhões de exemplares ao redor do mundo

Saiu de cena
Philip Roth, autor de obras-primas como Complexo de Portnoy e O Teatro de Sabbath e considerado por muitos o maior escritor americano vivo, declarou em uma entrevista, em novembro, que não vai mais escrever. Nêmesis, romance de 2010, foi seu último trabalho.

– A batalha com a escrita terminou – disse.

Os ausentes
Ano de grandes perdas, algumas delas gigantescas. Foi-se, em março, uma das mais radicais e irreventes inteligências brasileiras, Millôr Fernandes. Em agosto, calou-se outro intelectual de verve crítica indomável, o patrício das letras americanas, Gore Vidal. Outros ausentes incluem o romancista mineiro Autran Dourado, o ex-diretor do Instituto Estadual do Livro,Arnaldo Campos (ambos em setembro), o autor e diretor Alcione Araújo (novembro) e o poeta e ensaísta Décio Pignatari (dezembro).

Leitura digital
O mercado brasileiro de potenciais leitores digitais tornou-se cobiçado. A Livraria Cultura lançou seu modelo de leitor eletrônico, o Kobo. A gigante Amazon estreou versão nacional de seu site de vendas e baixou o preço do Kindle. A Apple lançou no Brasil sua livraria virtual – com e-books nacionais.

Susto Verissimo
O maior susto na literatura brasileira foi aplicado por uma gripe. Depois de contrair uma gripe comum, Luis Fernando Verissimo desenvolveu uma infecção generalizada e ficou 23 dias hospitalizado, 12 deles no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Moinhos de Vento. O criador d’A Família Brasil recebeu alta no dia 14 de dezembro e agora se dedica à recuperação.

Jabuti polêmico
Um dos jurados do Jabuti na categoria romance, Rodrigo Gurgel, resolveu alavancar as chances dos livros que apreciou, dando notas muito baixas aos demais. Acabou decidindo o prêmio praticamente sozinho. O romance Nihonjin, de Oscar Nakasato, foi o surpreendente vencedor.

Nobel silencioso
Mo Yan, autor de mais de 30 romances, nenhum deles editado no Brasil, foi agraciado com o Nobel de Literatura. O pseudônimo Mo Yan significa”Não Fale”. A premiação, a primeira a um chinês não exilado ou perseguido, provocou polêmica.

Tradutor maluco
Caetano W. Galindo tira de letra desafios de enlouquecer um tradutor. Em 2012, foram publicadas suas versões para Ulysses, de James Joyce, e Contra o Dia, de Thomas Pynchon (1.080 p.). Ele traduz agora Infinite Jest, de David Foster Wallace (1.090 p.).

Faltou um
Um capítulo inteiro desapareceu da edição em papel de A Dança dos Dragões, quinto episódio da série Crônicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin.A editora Leya precisou recolher e reimprimir uma edição de 150 mil exemplares.

Os livros do ano
>Solidão Continental, de João Gilberto Noll: Uma jornada em busca do outro, qualquer outro.
>Contra o Dia, de Thomas Pynchon: Paranoia, aventura e vaudeville em mil páginas.
>O Céu dos Suicidas, de Ricardo Lísias: A busca pelo sentido de um suicídio.
>O Sentido de um Fim, de Julian Barnes: A busca pelo sentido de outro suicídio.
>1Q84, de Haruki Murakami: Mundo paralelo em bestseller japonês.
>Os Enamoramentos, de Javier Marías: De perto, nenhum casamento é normal.
>Barba Ensopada de Sangue, de Daniel Galera: Jovem busca sua identidade no destino de seu avô.
>Tigres no Espelho, de George Steiner: Ensaios iluminados.
>O Espírito da Prosa, de Cristóvão Tezza: Misto de ensaio e biografia.
>Ficando Longe do Fato de Já Estar Meio que Longe de Tudo, de David Foster Wallace: Belos ensaios
prolixos.

dica do Jarbas Aragão

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