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Íntriseca lança “Pátria”, livro que vai virar série da HBO

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Publicado no Bahia Social Vip

Bittori e Miren nasceram e cresceram no mesmo povoado do País Basco. Quando jovens, planejaram ser freiras mas acabaram casando e tendo filhos na mesma época — o que ajudou a reforçar ainda mais o elo entre as duas famílias.

De tão unidas, passavam a sensação de que nada seria capaz de colocá-las em campos opostos. Até o marido de Bittori ser morto pelo grupo paramilitar separatista ETA, que atuou na Espanha por meio século. A tensão se espalha pela pequena vila onde vivem e Miren adota uma postura radical depois que um dos seus filhos ingressa na organização considerada terrorista pelos governos espanhol e francês.

A monumental saga dessas duas famílias chega ao Brasil, pela Intrínseca, com status de fenômeno editorial. Lançada em 2016, vendeu mais de um milhão de exemplares em espanhol, foi publicada em 29 países e colecionou prêmios. O romance também vai ganhar adaptação para a TV: será a primeira série original espanhola produzida pela HBO, com estreia prevista para 2020.

Forçada a fugir com os filhos quando o marido é assassinado na porta de casa, Bittori decide retornar ao vilarejo onde morava quando o ETA anuncia o fim da luta armada, em 2011, para acertar as contas com o passado. Ignorando as advertências dos filhos para que superasse o ressentimento e enfrentando a hostilidade dos moradores do lugarejo, ela está disposta a descobrir os detalhes do crime e dar uma resposta à sua própria condenação como pária.

Ao contar a trajetória das duas famílias, a ficção do autor Fernando Aramburu repassa três décadas da realidade do conflito basco e constrói um retrato detalhado de suas ambiguidades e tragédias. Numa narrativa ágil que se alterna entre o passado e o presente, cobrindo três décadas da vida dos personagens, ele explora ao mesmo tempo as marcas do luto dos familiares das vítimas e do sofrimento e motivações dos militantes perseguidos e presos.

Sem apelar para o maniqueísmo, ele revela quão difícil é superar um trauma tão arraigado, enquanto o perdão e a conciliação são essenciais para curar uma comunidade dividida pelo fanatismo e pela violência política.

Pátria fala do nacionalismo e do fanatismo que dividiram um país, mas também mergulha nas relações humanas, e por isso, é uma obra universal. Estão lá as mães devotadas, as picuinhas familiares, os percalços da amizade e do amor, as divergências ideológicas e morais. Assim como na vida, há nesse livro espaço para o drama e para o humor, para o ódio e para o afeto.

Nascido em San Sebastian, em 1959, Fernando Aramburu tem licenciatura em língua e literatura espanholas pela Universidade de Zaragoza. É autor de quatro coletâneas de contos, nove romances e volumes de não ficção, que lhe garantiram prestigiosos prêmios, como o Mario Vargas Llosa e o da Academia Real Espanhola.

Pátria, seu primeiro livro publicado no Brasil, é também seu romance de maior sucesso, publicado em 29 países, vencedor dos prêmios Nacional e da Crítica de Narrativa Castelhana, Euskadi, Strega Europeo, entre outros, e com direitos audiovisuais vendidos para adaptação em série. Aramburu mora na Alemanha desde 1985.

Lupita Nyong’o será protagonista de série baseada em livro de Chimamanda Ngozi Adichie

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Produção será exibida na HBO Max, futuro serviço de streaming da Warner Media

Publicado na Jovem Pan

“Americanah”, um dos livros de maior sucesso da escritora Chimamanda Ngozi Adichie, vai virar série. A informação foi divulgada neste sábado (14) pelo site “Deadline”, que afirma ainda que a protagonista será a atriz Lupita Nyong’o.

Segundo a publicação, a produção será exibida na HBO Max, futuro serviço de streaming da Warner Media. Danai Gurira — que também esteve em “Pantera Negra” — será a roteirista e produtora executiva.

“‘Americanah’ tem sido um projeto de paixão para mim desde que li o belo romance de Chimamanda em 2013. É um conto que é ao mesmo tempo oportuno e atemporal. A HBO Max é o parceiro perfeito para dar vida a essa história profunda e célebre, e estou emocionado que Danai traga ao projeto sua inteligência e compreensão das histórias e do mundo de ‘Americanah’”, disse Nyong’o sobre o projeto.

Saraiva passa a vender livros dentro da Amazon

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Livraria enfrenta recuperação judicial com mais de R$ 675 milhões em dívidas; mais de 3.900 livros da Saraiva estão na Amazon

Lucas Braga, no Tecnoblog

Existe aquele ditado clichê que diz “se não pode vencer o inimigo, junte-se a ele”, que sintetiza a nova estratégia da Saraiva. Sem alarde, a livraria passou a vender seus produtos através do marketplace da Amazon brasileira. Ao todo são mais de 3.900 livros vendidos e entregues pela Saraiva que se somam ao catálogo da empresa concorrente, que recentemente passou a oferecer o Amazon Prime no país.

A novidade foi revelada pelo site especializado no mercado editorial PublishNews. A assessoria de imprensa da Saraiva informou que a empresa atua no marketplace das lojas da B2W (Submarino, Americanas e Shoptime), Mercado Livre e Magazine Luiza. O PublishNews efetuou a compra de um exemplar de O Conto da Aia na Amazon, que foi entregue com embalagem da Saraiva e nota fiscal com o CNPJ da empresa.

Na própria Amazon é possível encontrar livros vendidos pela Saraiva sem muito esforço. A empresa usa a alcunha Livraria Siciliano, nome da antiga livraria que foi adquirida pela Saraiva em 2008. O site da Amazon diz que a empresa “começou recentemente” e ainda não possui avaliações de compradores. O catálogo inclui livros de editoras como Sextante, Intrínseca, Best Seller e LP&M. Vários dos livros também são vendidos e entregues pela própria Amazon, criando uma concorrência interna.

A situação da Saraiva não é das melhores. Com o mercado editorial em crise, a empresa fechou 20 lojas no ano passado, inclusive todas as unidades da iTown, que era revendedora autorizada da Apple. Um mês depois, fez o pedido de recuperação judicial após acumular mais de R$ 675 milhões em dívidas.

A concorrente Livraria Cultura também não está nas melhores condições: a empresa também passa por recuperação judicial com dívidas na casa de R$ 285 milhões, pouco tempo depois de ter comprado e encerrado as atividades da Fnac do Brasil.

Streaming de audiolivros sueca chega ao Brasil

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Serviço está disponível pelo valor de R$ 27,90 por mês
Foto: Reprodução/Instagram

Publicado na Folha de Pernambuco

Lançada nesta quarta-feira (11) no Brasil, a plataforma sueca Storytel, especializada em audiolivros, chega ao país com o mesmo funcionamento de outras plataformas de streaming, como a Netflix. Por R$ 27,90 por mês, assinantes podem ouvir títulos como “O Assassinato no Expresso Oriente”, “A Garota do Lago”, “O Livro dos Começos” e “O Pequeno Príncipe” –este último narrado por Marcelo Tas. A empresa não divulga quantos títulos estão disponíveis no Brasil.

Tas destaca o crescimento do mercado de áudio. “É um movimento que tem se desenvolvido por conta da inovação tecnológica. Além disso, as pessoas hoje têm menos tempo e usam o áudio para acessar conteúdos por conveniência. Podcasts e audiobooks têm grande espaço nesse sentido”, diz o ator e apresentador do programa #Provocações, da TV Cultura.

Além dos livros, a plataforma aproveitará a febre de podcasts para também lançar seus programas, que trarão nomes como Monja Coen e Thalita Rebouças.

O Brasil é o 18º país em que a empresa, fundada em 2005, está disponível. No mundo, são cerca de 300 mil títulos para ouvir e ler.

Depois de 34 anos, Margaret Atwood lança a sequência de ‘O Conto da Aia’

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Foto: AFP

‘The Testaments’ se passa 15 anos após a história original

Publicado no Destak Jornal

A escritora canadense Margaret Atwood apresenta nesta terça-feira (10) em Londres “The Testaments”, a sequência do aclamado “O Conto da Aia” (1985), uma distopia misógina aterradora que se tornou um verdadeiro manifesto feminista na era do movimento #MeToo.

“A obra é uma advertência sobre a violência exercida contra as mulheres”, disse Melisa Kumas, uma holandesa de 27 anos que compareceu na segunda-feira à noite à cerimônia de lançamento, vestida de vermelho, para recordar o uniforme das “aias”.

Atwood “me tornou mais consciente da política que me cerca. Agora estou mais concentrada na atualidade para assegurar que não aconteça o pior”, completou, na conversa com a AFP, antes de ouvir, logo após a meia-noite, a leitura feita pela escritora, de 79 anos, de trechos do novo livro.

A sequência, que chega às livrarias nesta terça-feira (10), promete ser um grande sucesso: o livro foi selecionado entre os finalistas do Booker Prize 2019, prestigiosa premiação literária britânica, e sua adaptação para a TV já está em curso.

O livro segue os passos do predecessor, que registrou uma retomada das vendas por sua adaptação como uma série de televisão. “O Conto da Aia” vendeu oito milhões de cópias no mundo apenas em sua versão em inglês.

Tia Lydia

Em 1985, Atwood imaginou os Estados Unidos transformados em “República de Gilead”, um país totalitário teocrático onde os dirigentes estupram, em cerimônias religiosas com a ajuda de suas esposas, as mulheres capazes de procriar, as “aias”, para ficar com seus bebês.

As regras são justificadas por um suposto Deus onipresente nos costumes diários, inclusive nos cumprimentos: em Gilead, todas as conversas começam com a expressão “Bendito seja o fruto”.

Neste mundo obscuro, uma mulher, June, tenta sobreviver. No primeiro livro, ela é a responsável por conduzir o leitor, por meio de um monólogo angustiante, por esta ditadura misógina, na qual o papel de aia reprodutora é imposto, e o de mãe, retirado.

June têm duas filhas, mas não tem direitos sobre nenhuma delas.

“The Testaments” se passa 15 anos depois da história original: Agnes vive em Gilead, enquanto sua irmã Daisy mora no vizinho Canadá e fica horrorizada com os abusos cometidos do outro lado da fronteira.

É, sobretudo, a voz de uma terceira narradora que mantém o leitor em suspense: tia Lydia, a maquiavélica líder das “tias”, grupo de mulheres responsáveis por escravizar as compatriotas férteis.

Ao longo dos capítulos, o leitor descobre seu passado de mulher livre e as etapas de sua transformação em um monstro, construída pelo instinto de sobrevivência diante dos homens tirânicos, mas também por seu desejo de poder… Até que se torne bastante poderosa para abalar aqueles que a dominam.

35 anos buscando respostas

Atwood demorou quase 35 anos para conceber a sequência, inspirada pelas perguntas feitas por seus leitores.

Trinta e cinco anos representaram muito tempo para refletir sobre as respostas possíveis, que evoluíram à medida que a sociedade evoluiu e as hipóteses se tornavam realidade, afirma a escritora no final do livro.

“Os cidadãos de muitos países, incluindo os Estados Unidos, sofrem hoje tensões mais fortes que há três décadas”, completa.

Grande sucesso após sua publicação em 1985, “O Conto da Aia” se tornou um verdadeiro manifesto feminista dos tempos modernos após sua adaptação como série de TV em 2017, que apresentou a obra a um novo público.

Em diversos países, a figura da “aia”, com a capa vermelha e chapéu branco, virou um símbolo imediatamente reconhecido em manifestações da pauta feminista, como a defesa do direito ao aborto.

Nos Estados Unidos, tornou-se um símbolo contra Donald Trump, mas também um alto-falante do movimento #MeToo, como uma parábola da tendência conservadora americana desde sua chegada ao poder.

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