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Companhia das Letras lança audiolivro de ‘A guerra dos tronos’

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Primeiro livro das ‘Crônicas de gelo e fogo’, de George R. R. Martin, ganha versão em áudio que tem duração de mais de 37h

Publicado no Correio Braziliense

Que as Crônicas de gelo e fogo são um verdadeiro fenômeno mundial é inegável. A obra de George R. R. Martin conquistou o público tanto nas produções literárias como nas telinhas, com o seriado Game of thrones. Pensando neste estrondoso sucesso, a Companhia das Letras lança o primeiro livro da série best-seller, A guerra dos tronos, do selo Suma, em formato de audiolivro. Os outros livros já lançados da saga também ganharão versão em áudio.

Produzido pela Tocalivros, o audiolivro tem duração de 37 horas e 17 minutos. Como há muitos personagens, o diretor do livro optou por dois narradores: o ator Daniel Vidal narra as ações dos personagens masculinos e a atriz Zezé Motta dá voz às personagens femininas. Além deles, outros 28 compõem o elenco para a leitura dos diálogos presentes na obra.

‘A guerra dos tronos’, de George R. R. Martin, foi publicado pela primeira vez em 1996
(foto: Editora Suma/Reprodução)

Houve toda uma preparação para este trabalho, o elenco foi escolhido com extremo cuidado por conta das diferentes características e complexidades de cada personagem. Tyrion Lannister, por exemplo, que é um personagem com nanismo, é interpretado no audiolivro por um ator que também tem a mesma condição física. Essa cautelosa escolha também proporciona ao ouvinte uma rapidez para diferenciar cada personagem.

O livro conta a história a partir do ponto de vista de oito personagens (seis da família Stark: Eddard, Catelyn, Sansa, Arya, Bran e Jon; Tyrion Lannister e Daenerys Targaryen) sendo cada capítulo a visão deles a respeito dos eventos que acontecem no livro. O primeiro volume da saga imerge o leitor nos continentes de Westeros e Essos e em três enredos principais.

Em Westeros, as famílias nobres disputam poder e influência pelo Trono de ferro, símbolo do governante dos Sete reinos. No extremo norte do continente, criaturas misteriosas reaparecem para ameaçar o reino dos humanos. Já em Essos, o leitor vê a saga da última herdeira do Trono de ferro, que foi exilada dos Sete reinos e tenta sobreviver.

A série de livros criada por George R. R. Martin começou a ser publicada em 1996 e foi traduzida para diversos idiomas. Por enquanto, cinco livros da séries foram desenvolvidos e o autor já trabalha no sexto, que ainda não tem data de lançamento. Em abril de 2011, o canal televisivo HBO estreou o seriado Game of thrones, baseado na obra de Martin. O sucesso foi absoluto e tornou-se a série de drama mais vitoriosa do prêmio Emmy. E também proporcionou diversos itens derivados, como jogos de cartas, jogos de tabuleiro, entre outros produtos.

“Leitores não faltam”, diz novo curador do Prêmio Jabuti sobre crise no setor

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Reprodução
Pedro Almeida

Elisa Dinis, no IG

Pedro Almeida foi anunciado como o novo curador do Prêmio Jabuti . Com mais de 20 anos de experiência no mercado editorial, já trabalhou em diversas editoras no Brasil e foi responsável por alguns best-sellers como “Marley & Eu”.

Sonho de consumo de diversos autores, Pedro é um nome forte no mercado e juntou um time de peso para ajudá-lo em sua gestão. Além de editor, Pedro é também professor e sócio na Faro Editorial.

O Prêmio Jabuti é o mais tradicional do mercado literário. Criado em 1958 pela Câmera Brasileira do Livro (CBL) tem premiações para as diversas esferas que envolvem a produção de um livro, como adaptação, tradução e as tradicionais por gêneros literários.

Confira nosso bate-papo:

Quarta Capa: Primeiro parabéns pela indicação! O que essa nomeação representa na sua carreira?

Pedro Almeida : Apesar de participar da Premiação desde 2016, nas curadorias dos professores Marisa Lajolo e Armando Bagolin, o desafio é enorme, mas eu adoro desafios! E nesse tempo participando como membro do conselho pude confirmar uma crença: a de que uma premiação cultural tem o poder de incentivar a leitura, a Educação, de valorizar a cultura. Isso é o que me move e que me fez aceitar o convite.

Q.C.: A edição passada teve algumas polêmicas. Como você enxergou tudo o que aconteceu?

P.A.: Foram feitos muitos ajustes, oriundos de demandas de todas as partes, que eram adiadas frequentemente. Diante disso, alguns ajustes se fazem necessários à edição passada, e nas próximas também. As polêmicas foram supervalorizadas diante do que foi bem positivo. Quem viu o resultado do prêmio percebeu que muitas escolhas renovaram a premiação, deram mais destaque aos vencedores, e era tudo o que desejávamos na época.

Q.C: Você trabalha no mercado editorial há mais de 20 anos. Você o escolheu ou foi escolhido?

P.A.: Fui escolhido. Venho de uma família em que a Literatura não era um hábito comum. Foi um interesse particular, pessoal, despertado na juventude. E tive de me dedicar mais para lidar com o atraso, com o tempo perdido das leituras que não fiz antes. Aos 23 comecei a ler freneticamente, de tudo, em geral, os clássicos: Oscar Wilde, Genet, Machado, Alencar, Clarice, Cecília e tantos outros.

Q.C: Mas antes você estava trabalhando com o quê?

P.A.: Minha carreira teve início em área totalmente diferente. Aos 16 saí de casa para estudar na escola de Especialistas de Aeronáutica. Aos 18, já formado, e como sargento, trabalhava na área de controle de tráfego de aeroportos, por 5 anos no aeroporto de Congonhas. Mas a vida me conduziu ao ambiente das redações. Primeiro das revistas, depois dos livros, de onde nunca mais saí.

Q.C: Como sócio de uma Editora, como vê essa crise que o mercado está passando?

P.A.: Estamos diante de um cenário complexo. Não é da falta de leitores, mas do risco das maiores livrarias falirem. Já houve um baque enorme em 2018. Pode acontecer uma segunda fase desta crise e isto levar ao fim de muitas editoras. É importante que as empresas meçam seus riscos e não apostem todas suas fichar num único caminho. Se o vento parar de soprar, será preciso ligar o motor ou acionar os remos para continuarmos navegando. Leitores não faltam.

Vivemos algumas gerações de falta de incentivo à leitura, de desprestígio do livro, de uso da literatura apenas para fazer provas. Literatura é essencial para a formação de um povo, para a educação. Não consigo ser pessi mista porque penso que já atingimos o fundo do poço, e as novas gerações de leitores, editores, autores e professores vão mudar esse quadro.

Q.C: Agora recebemos a polêmica notícia sobre o teto de R$ 1 milhão para captação de recursos via Lei Rouanet…

P.A.: Essa notícia pegou muita gente de surpresa. Inúmeros festivais de literatura como Bienais, feiras do Livro e a Flip utilizam a Lei Rouanet para captar recursos. Não se pode colocar no mesmo patamar uma instituição de classe como a CBL ou o Snel, que fomentam eventos culturais e inserem centenas de pequenas empresas editoriais em evento cultural com a mesma restrição que se pode fazer a um artista ou banda. É algo que precisa ser revisto e creio que diante desse quadro, desconhecido por quem propôs a redução do teto, isto deverá acontecer.

Q.C: As plataformas de auto publicação estão ganhando mais espaço. Como enxerga esse mercado sendo você um editor do chamado “publicação tradicional”?

P.A.: Acho todas essas plataformas são complementares, e isso é o que está trazendo novos leitores a cada ano. Mais pessoas escrevem e lançam e isso faz todo o ciclo se movimentar: mais autores, mais leitores, mais livros em diferentes meios e formatos. Muitos autores foram contratados por mim depois de terem lançados suas obras por essas plataformas. Elas são um bom caminho para quem não tinha oportunidade de mostrar o seu trabalho às editoras.

Q.C: Quais dicas você pode passar para os autores que desejam participar de concursos e prêmios literários?

P.A.: Cada concurso tem seu foco. A coisa mais importante é ver quais livros são premiados e participar daqueles que estão no mesmo segmento que o seu. Há uma infinidade de focos, mesmo quando falamos em prêmios de ficção, romance nacional. Há concursos que escolhem apenas os mais literários, outros que valorizam o aspecto temático em igual medida. Premiações ajudam sobretudo aos novos escritores a encontrar mais leitores e casas editoriais para suas obras.

Q.C: Agenciamento literário internacional é uma realidade há décadas. Aqui no Brasil estamos profissionalizando cada vez mais essa prática com os autores nacionais. Como você lida com os agentes para publicação de nacionais?

P.A.: Mais da metade dos meus autores nacionais são agenciados. Para mim é uma facilidade, pois muitas questões práticas são resolvidas mais facilmente com os agentes. Sei que há poucos agentes para tantos autores ainda, mas é uma questão de tempo. Nos últimos cinco anos o número de agentes praticamente triplicou em nosso mercado.

Q.C: Além de publisher, você também é professor de cursos na área editorial. Como tem avaliado a busca por profissionalização no nosso mercado?

P.A.: Na década de 1990, quando comecei, não havia cursos. Tudo o que aprendíamos era na prática ou em livros importados. Decidi dar aulas quando vi que o pouco que sabia era algo necessário para quem chegava ao mercado. E que não precisaria esperar 10, 15 anos como eu, para acumular sozinho.

Dar aulas, para mim, é uma forma de retribuir o que recebi de outros, e um caminho para lidarmos com o nosso atraso nesta formação. Não há muito espaço para o autor ou o editor idealista, sonhador, que se preocupava apenas com aspectos artísticos de uma obra, sem orientar-se por sua viabilidade. É isso o que esses cursos proporcionam, e podem evitar qu e empresas quebrem por excesso de idealismo ou falta de educação editorial profissional.

Q.C: Você tem vários sucessos em seu currículo, como Nicholas Sparks e Marley & Eu. O que podemos esperar para esse ano na Faro Editorial?

P.A.: Sinto-me feliz quando livros que eu público se comunicam com muitas pessoas. Não é fácil reproduzir grandes sucessos. A boa escolha é apenas uma parte do processo. A primeira, mas não é raro ver obras que tinham enorme potencial, alcançarem resultados medíocres. E obras regulares alcançarem resultados fantásticos. As estratégias, comercial e de marketing de uma obra, fazem muita diferença.

No próximo mês lançaremos o 4º livro de um autor americano de suspense que tenho o maior orgulho em publicar. Fomos o primeiro país a adquirir os direitos de sua obra. Sabia que não conseguiria torná-lo um sucesso no Brasil sendo que se tratava de livro de estreia, publicado nos EUA numa pequena casa, sem muito marketing. Mas acreditamos na escrita dele e, depois de mais de 150.000 exemplares vendidos aqui com três obras, estamos fazendo uma aposta com tiragem incial de 50.000 exemplares. Charlie Donlea, Uma mulher na escuridão.

Q.C: Gostaria de encerrar com algumas dicas para autores que desejam ingressar no mercado. O que pode dizer a eles?

P.A.: Escrever é como uma segunda língua. E cada gênero deve ser encarado como um idioma extra. Muita gente acha que escrever é uma consequência natural do domínio de um vocabulário e das regras de um idioma. Não é. Trata-se de uma atividade profissional que requer interesse, talento e muito esforço. Autocrítica para descobrir um gênero em que é melhor e investir nele.

Nos cursos editoriais que ministro com a agente Alessandra Ruiz explicamos que antes a pessoa publicava um livro e atraía leitores. Hoje uma pessoa precisa ter leitores para publicar um livro. Então, não há espaço para quem nunca publicou textos em sites, blogs, jornais, revistas e, de repente, surgir com um livro para publicar. Quer se tornar escritor? Exponha sua escrita. Se houver leitores interessados nela, aí você descobriu algo que vale a pena investir. E editoras aparecerão.

The Witcher | Série de TV chega na Netflix ainda em 2019, diz Ted Sarandos

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Chefe de conteúdo da plataforma garantiu que programa é previsto para este ano

Arthur Eloi, no Omelete

A série de TV de The Witcher chegará ainda em 2019, confirmou Ted Sarandos, chefe de conteúdo da Netflix. A informação é do Deadline [via PC Gamer].

Anteriormente, era especulado que o seriado só fosse estrear por volta de 2020, mas a própria showrunner Lauren S. Hissrich depois reinterou que o programa ainda é previsto para este ano. Agora, a previsão foi oficialmente confirmada, e a série já está sendo rodada na Europa.

The Witcher tem Henry Cavill no papel de Geralt de Rivia. Segundo a sinopse prévia, o personagem é um “mutante caçador de monstros que luta para encontrar seu lugar em um mundo onde as pessoas provam com frequência serem mais perversas que as bestas”. O programa contará com oito episódios, gravados no leste e centro da Europa – principalmente na Polônia, país de origem da franquia.

É importante ressaltar que o seriado da Netflix não será baseado nos games da CD Projekt RED e sim na série de livros escrita por Andrzej Sapkowski.

Monster Hunting | Netflix desenvolverá filme baseado nos livros

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Divulgação

Filme não tem data de estreia definida.

Denyson Hernani, no Jornada Geek

Segundo informações do Deadline (via ScreenRant), a série de livros infantis, A Babysitter’s Guide to Monster Hunting de Joe Ballarini, ganhará filme desenvolvido pelo serviço de streaming, Netflix.

De acordo com a fonte, o filme irá adaptar o primeiro livro da série com direção de Rachel Talalay. Além dos livros originais, Joe Ballarini irá escrever o roteiro para a próxima adaptação.

A produção do filme está dividida entre a Netflix, Walden Media e Montecito Pictures Company.
Ainda não existem informações para a data de estreia de A Babysitter’s Guide to Monster Hunting.

Maior livraria flutuante do mundo atracará em Santos em Agosto

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Publicado no Novo Dia

Em agosto, a maior livraria flutuante do mundo atracará em Santos, de 23 de agosto a 17 de setembro. Trata-se do navio Logos Hope, que tem nada menos do que 5 mil livros em seu interior. Além de ser aberta ao público, a atração também promoverá projetos sociais e de ajuda humanitária.

O navio pertence à GBA Ships (organização sem fins lucrativos registrada na Alemanha). Atualmente, tem como objetivo dar a volta na América Latina. Antes de vir ao Brasil e parar em Santos, a embarcação passa pelo México e pelo Panamá, por exemplo. Em todos os países, a programação inclui apresentações na sala de concertos e teatro.

De acordo com informações do Logos Hope, mais de 46 milhões de pessoas em mais de 150 países já visitaram a embarcação. Sendo que, para a maioria, essa é uma oportunidade única de acesso à literatura com valores acessíveis. Para que o trabalho seja possível, são necessários 400 voluntários de 65 nações diferentes.

A parada da maior livraria flutuante do mundo em Santos foi anunciada no dia 12 de março, com a entrega de uma carta de boas-vindas pela Prefeitura à organização alemã GBA Ships. A expectativa é que, durante o em Santos, o navio receba, em média, 5 mil visitantes por dia.

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