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Escritores da série de TV ‘O Senhor dos Anéis’ são protegidos por seguranças na Amazon

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Esquema de segurança tenta impedir que os fãs descubram o que vai acontecer na primeira temporada da franquia baseada nos livros de J.R.R. Tolkien

Publicado na Época Negócios

A nova série de TV “O Senhor dos Anéis”, produzida pela Amazon, está sendo mantida a sete chaves — a proteção inclui guardas e um sistema de leitor biométrico. Tamanho cuidado com a segurança serve para impedir que os fãs descubram o que vai acontecer nos episódios da franquia baseada nos livros do escritor britânico J. R. R. Tolkien.

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, a diretora do Amazon Studios, Jennifer Salke, afirmou que a primeira temporadora do LotR TV — como a série será chamada — “está mais isolada do mundo do que o personagem Gollum em sua caverna.”

Segundo a executiva, foi agendada uma reunião entre ela, o CEO da Amazon, Jeff Bezos, o vice-presidente sênior de desenvolvimento de negócios, Jeff Blackburn, e alguns integrantes da empresa em Nova York (EUA) para “apresentar um pouco da arte e do trabalho criativo da série, que ainda não foram mostrados ao mundo.”

Jennifer acrescentou que a sala onde os escritores estão trabalhando é trancada com chave e monitorada por seguranças do lado de fora, além de possuir sistema de segurança por biometria. “Há uma fantástica sala de escritores trabalhando a sete chaves. A equipe está produzindo um material realmente bom. Há um guarda que fica do lado de fora, e você tem que passar por um sistema biométrico para entrar lá, porque o trabalho realizado na sala envolve toda a temporada da série”, disse ao site.

O sigilo em relação às produções de filmes e séries de TV de grande orçamento não é novidade. O elenco de Game of Thrones, da HBO, supostamente tem que lidar com cenas falsas e scripts digitais que desaparecem após as filmagens. A estrela da série, Sophie Turner, disse ao GizModo que a HBO teria algum tipo de dispositivo para derrubar drones que tentavam monitorar as filmagens.

Aos fãs da trilogia de J.R.R. Tolkien, resta apenas ter paciência e continuar relendo os livros até a exibição da série – ainda sem data confirmada de lançamento.

Book of Enchantment | Série de TV sobre vilões da Disney é oficializada

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Projeto será desenvolvido no Disney+

Arthur Eloi, no Omelete

A série de TV dos vilões da Disney no Disney+ foi oficializada: o projeto se chama Book of Enchantment, e é uma adaptação da saga de livros de Serena Valentino. A informação é do Deadline.

Segundo o site, o projeto está em desenvolvimento há seis meses. Michael Seitzman, de Quantico e Code Black, é o roteirista do piloto e da bíblia de roteiro do seriado. Agora, a produção busca outros escritores para compor a sala de roteiristas do seriado.

Ainda assim, o relato não deixa claro se o seriado será live-action ou algo diferente. Seja como for, Steve Pearlman (V, Once Upon a Time), produz o programa.

Não há previsão de estreia para Book of Enchantment.

Estudante de Letras encontra livro de Patativa do Assaré autografado em sebo de Fortaleza

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O livro “Cante lá que eu canto cá” e o cordel “Vicença e Sofia ou o Castigo de Mamãe/Antonio Conselheiro” foram comprados por R$30, mas o valor simbólico para Marcus é incalculável Foto: Rodrigo Gadelha

Roberta Souza, no Diário do Nordeste

A relíquia veio acompanhada de um cordel do mesmo autor

Num dia qualquer de novembro passado, um estudante de Letras da Universidade Federal do Ceará (UFC) se dirigiu a um dos sebos localizados no bairro Benfica em busca do clássico “Cante lá que eu canto cá”, de Patativa do Assaré. Marcus Sales, 36 anos, podia ter se conformado com uma cópia, como é de praxe entre os alunos da universidade, mas decidiu procurar o livro e se surpreendeu com o que encontrou lá. Sem alardes, o vendedor indicou a obra e disse que, dentro dela, estava um cordel, “Vicença e Sofia ou o Castigo de Mamãe/Antônio Conselheiro”.

Para o estudante, que também se aventura como cordelista, esse já era um trunfo. Mas o “tesouro” mesmo ele só encontraria ao abrir o livro com mais cuidado, a alguns passos dali, no Bosque Moreira Campos. É que tanto o clássico como o cordel estavam autografados pelo poeta de Assaré.

“O vendedor até me disse que estava assinado, mas pensei que era uma assinatura comum, como quando a gente grafa o próprio nome, sabe? Não liguei”, comenta. Com apenas R$ 30, ele comprou uma relíquia que hoje é vendida por preço muito maior na internet. Para se ter uma ideia, livros com a assinatura de Patativa no Mercado Livre variam de R$250 a R$ 1.096.

Memória

Para Marcus, existe algo ainda maior por trás disso. “É de um valor simbólico muito grande ter algo que passou pelas mãos dele e carrega essa mística. É a letrinha dele lá. Infelizmente não fui eu que pedi o autógrafo, mas só de ter essa memória, já é algo incalculável”, observa.


O estudante de Letras e cordelista Marcus Sales encontrou um livro e um cordel autografados pelo poeta Patativa num sebo de Fortaleza Foto: Rodrigo Gadelha

Quando conheceu Patativa, ainda no Ensino Médio, com a leitura de poesias do cordelista em livros didáticos, ainda não fazia ideia de que o poeta se tornaria uma fonte de inspiração para ele. A universidade e o Grupo de Estudos em Literatura Popular, coordenado pelo professor Stélio Torquato, confirmariam isso.

Com a escrita cursiva e as palavras apertadas, está a dedicatória: “Ao Dr. José Eriton. Homenagem do Patativa. Iguatu, 26/09/1983”. O estudante não faz ideia de quem seja, mas é grato por ter sido “o escolhido” para guardar essa história.

Com o cordel “O resgate da donzela ou a mulher empoderada”, publicado em fevereiro de 2018, e outro intitulado “A eleição do diabo”, a ser lançado em breve, Marcus segue o rastro da “ave poesia”. “Ele é uma inspiração. Quando você lê, quer contar sua história como ele contou”.

Inspiração de filme do Oscar, livro de James Baldwin chega ao País

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Cena do filme ‘Se a Rua Beale Falasse’ Foto: Annapurna Pictures

‘Se a Rua Beale Falasse’ foi considerado pelo próprio autor um de seus livros mais esquisitos e concorreu a duas estatuetas

Paulo Nogueira, no Estadão

A carreira de James Baldwin durou quatro décadas, de 1947 a 1987, quando morreu na França, onde se expatriou aos 24 anos. Negro e gay, o escritor ralou (e rolou) num período de mudanças sísmicas nos EUA, nas quais nunca deixou de meter a colher. O autor de Se a Rua Beale Falasse, cuja edição brasileira acaba de sair (a versão cinematográfica concorre a dois Oscar), nasceu no Harlem, bairro nova-iorquino que iria moldá-lo. Foi pregador adolescente, mas apostasiou, encarando a Igreja como uma instituição fundada não no amor, mas no medo. Sempre tentou ser honesto consigo mesmo, independentemente de modinhas mais ou menos edificantes – incluindo sua sexualidade e seu destino num país de hostilidade racial. Quando jovem, namorou mulheres e homens, mas nunca morou em armários: “Amei alguns homens. Amei algumas mulheres.” A luta contra a homofobia tinha de ser pública para o amor poder ser privado, da conta de ninguém, exceto dos envolvidos. 

De Paris, Baldwin foi revisitando a nave-mãe, seja em textos seja em carne e osso, se envolvendo no movimento pelos Direitos Civis dos anos 1960. Esgrimiu na TV americana com vultos tão díspares quanto Malcolm X e William F. Buckley (vídeos disponíveis no YouTube). Em 1964, publicou o ensaio Por Que Parei de Odiar Shakespeare, onde fixou uma mudança de paradigma: “Minha briga com a língua inglesa era porque tal linguagem não refletia nada da minha experiência. Agora vejo a questão de outro jeito. Se a língua não era minha, podia ser culpa dela, mas eu também tinha culpa no cartório. Pois nunca tentei usá-la, apenas aprendi a imitá-la.” Ao customizar seu estilo a partir dos clássicos (especialmente Henry James), temperando-o com o blues de Bessie Smith, Baldwin se tornou um virtuose da prosa literária – a meu ver, o maior ficcionista afro-americano. 

Sobre o racismo, Baldwin realça que ele envenena o caráter moral dos EUA, a partir do que chamou de “inocência” branca, que podemos traduzir como “alienação” ou “má-fé”. Segundo Baldwin, tudo derivava do déficit de amor. Em suas obras, ele tratou do amor gay entre brancos, do amor hétero entre brancos e negros, e do amor hétero entre negros. Claro que Baldwin não falava de sair por aí fazendo coraçõezinhos com as mãos – mas também repudiava aquele oximoro contemporâneo do “ódio do bem”. Ódio é tóxico: gangrena a alma e ponto final. 

No dia 12 de outubro de 1973, Baldwin enviou uma carta ao irmão, participando que acabara seu primeiro romance em cinco anos (e seu penúltimo). Comentou que Se a Rua Beale Falasse era “a obra mais estranha” que já escrevera. Era o Dia de Colombo, e um dos personagens do romance resmunga: “Quem descobriu a América merecia ser arrastado para casa, acorrentado e morrer.” O que Baldwin pensaria do fato de que, décadas depois, um negro seria eleito e reeleito para a Casa Branca, virando o homem mais poderoso dos EUA e do mundo? E serem esses mesmos EUA em que eventos como os de Charlotteville ainda precisam gerar movimentos como o Black Lives Matter? 

A estranheza de Se a Rua Beale Falasse reside em ser o primeiro e único romance de Baldwin narrado na primeira pessoa por uma protagonista feminina: Tish, de 19 anos. Ela descobre que está grávida depois que seu namorado Fonny é preso, acusado de estupro. A história segue a gravidez e a luta para libertar o rapaz, presumivelmente inocente. 

Na época, muitos críticos espinafraram o romance por causa da narradora, considerada “sofisticada demais” e um boneco de ventríloquo do autor. Uma pinoia: Tish é sofisticada o suficiente, enquanto mulher sagaz, diligente e corajosa – mas nunca dona da verdade: “Não conhecemos o suficiente sobre nós mesmos. Acho que é melhor saber que não sabemos, desse modo a gente pode crescer carregando o mistério, assim como o mistério cresce dentro da gente. Mas hoje em dia, é claro, todo mundo sabe tudo, e é por isso que tanta gente está perdida.” 

Sim, Tish estapeia o racismo: “Olhavam para nós como se fôssemos zebras – e você sabe, algumas pessoas gostam de zebras e outras não.” Mas também é capaz de reconsiderar sua relação com o advogado branco que tenta inocentar Fonny: “Sorri, e ele sorriu, e alguma coisa realmente humana aconteceu entre nós, pela primeira vez.” Se a Rua Beale Falasse é um romance feminista: sua mulherada faz e acontece. Só que sem uma migalhinha de misandria: se seus personagens mais formidáveis são mulheres (Tish, sua mãe e sua irmã), os mais desprezíveis também (a sogra e as cunhadas de Tish). E todas elas são negras.

Bem antes de a decodificação do genoma humano (em 2003) lacrar que há apenas uma raça (a humana), Baldwin insinuava que somos todos diferentes, e precisamente por isso iguais. Continua novinho em folha o clamor do Dr. King (amigo de Baldwin): “Tenho um sonho, de que meus quatro filhos pequenos um dia viverão em uma nação onde não serão julgados pela cor da pele, mas pelo seu caráter.” Implicitamente, Baldwin propõe a universalidade desse sonho, rejeitando coisas como a “apropriação cultural”, a ideia de que as culturas são guetos e propriedades privadas, e não patrimônios humanos (como se, por exemplo, um físico negro pudesse ignorar Einstein). 

Já dizia Edmund Wilson: nunca dois leitores leram o mesmo romance – isto é, as grandes obras são plurívocas, fazendo de cada leitor um coautor. Os valores de Se a Rua Beale Falasse transparecem não numa homilia unidimensional e panfletária, através de abstrações sociológicas, mas de indivíduos prismáticos, singulares e contraditórios – como compete a um ficcionista. As biografias destes personagens nunca degeneram em hagiografias. 

Por isso, e a despeito do desfecho algo abrupto (como se Baldwin amarelasse diante de um final feliz, por soar demasiado otimista), Se a Rua Beale Falasse não é programático nem datado, mas para mim o melhor romance de um grande autor.

Fronteiras do Universo | James McAvoy e Dafne Keen estão no 1º teaser da série

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Produção da BBC adapta os livros de Philip Pullman

Camila Sousa, no Omelete

A BBC divulgou o primeiro teaser de His Dark Materials, nova série que adapta os livros Fronteiras do Universo, de Phillip Pullman (via CBM).

A adaptação trará Dafne Keen no papel principal, e já confirmou Ruth Wilson (The Affair), James McAvoy (FragmentadoX-Men) e Clarke Peters no elenco. Tom Hooper, vencedor do Oscar por O Discurso do Rei, dirigirá os primeiros dois episódios. 

A trilogia conta a história de Lyra Belacqua (Keen), uma órfã que foi criada na Universidade Oxford. No mundo em que vive todas as pessoas têm um “daemon”, ou seja, uma manifestação de sua própria alma em forma animal. Lyra leva uma vida tranquila até ela e seu daemon, Pantalaimon, descobrirem a existência de uma substância misteriosa chamada “pó”. Isto provoca um estranho efeito nas crianças, o que faz com que as autoridades religiosas se convençam de que representa o mal.

O primeiro livro da trilogia já foi levado aos cinemas em 2004 no filme A Bússola de Ouro, protagonizada por Daniel Craig (007 Contra Spectre).

O seriado contará com oito episódios e a segunda temporada já fo confirmada. O canal HBO será coprodutor e vai distribuir a série, mas ainda não há previsão de lançamento.

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