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As coisas inusitadas e surpreendentes que leitores encontram dentro de livros

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Vitor Paiva, no Hypeness

Todo livro é uma máquina do tempo, que esconde verdadeiros tesouros metafóricos ou concretos entre suas páginas – e às vezes não é preciso sequer ler efetivamente o livro para encontrar tais maravilhas. Se o maior presente que um livro pode oferecer é o conteúdo de suas linhas, quando adquirimos um exemplar em um sebo, ele também traz uma história própria do objeto, para além da narrativa contada – quando eventualmente os antigos donos deixam pequenas lembranças para quem vier a possuir o livro. O site Bored Panda reuniu alguns desses tesouros deixados dentro de livros para serem encontrados no futuro.

Uma pena encontrada dentro de uma bíblia de 1860

A maioria das coisas encontradas acabaram esquecidas dentro dos livros, mas algumas dessas lembranças foram propositalmente deixadas – com direito a bilhetes e promessas aos futuros donos. Separamos, assim, algumas dessas pérolas selecionadas – que ficam como sugestão e possibilidade, pra gente correr para nossas prateleiras, e procurar por presentinhos do passado dentro de nossos livros, assim como esconder tesouros para a posteridade.

 

Uma foto e um autógrafo de Stephen King encontrados em uma cópia do livro “O Iluminado”

 

Uma passagem aérea de 1970

 

Um boletim de 1926

 

Um incrível marcador encontrado dentro do livro “The Life Of Colonel Paul Revere”, de 1909

 

Um ingresso de um show do Van Halen em 1988

 

Um par de óculos do início do século

 

“Querido próximo leitor, quando eu comprei esse livro alguém havia deixado dentro um bilhete premiado de loteria que me deu 100 dólares. Foi uma ótima surpresa! Decidi passar um pouco a diante – aqui vai sua parte. Aproveite!”

 

Um trevo de quatro folhas dentro de um livro de mais de 200 anos

Projetos no Brasil e nos EUA lutam contra o racismo por meio da distribuição de livros

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Iniciativas aparecem em Porto Alegre e nas cidades americanas de Chicago e Evanston

Paula Sperb, na Folha de S.Paulo

Porto Alegre – O poeta baiano Castro Alves, que se insurgiu contra a escravidão, era também um defensor da cultura e sua difusão.

No Rio Grande do Sul, a pesquisadora Winnie Bueno quer combater o racismo por meio da distribuição de livros para pessoas negras. Cerca de mil títulos chegaram aos destinatários desde 20 de novembro do ano passado, Dia da Consciência Negra.

“Percebi pessoas brancas publicando mensagens de antirracismo no Twitter. Comentei que seria mais útil doar um livro para quem precisasse. Desde então, conecto voluntários com as pessoas negras que precisam”, diz.

Winnie Bueno, 31, de Porto Alegre, lançou Tinder dos Livros para doar obras para pessoas negras como forma de combater racismo estrutural
Arquivo pessoal

A iniciativa ganhou o nome de Tinder dos Livros, porque conecta leitor, livro e doador. Mas a conexão não ocorre por meio de aplicativo, mas pela própria Winnie, que divide seu tempo de ativista e doutoranda em sociologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

“É o livro que a pessoa precisa. Não é só repassar os livros que não quer mais para uma instituição. A maioria dos pedidos é por intelectuais negros”, afirma. Outros pedidos comuns vêm de universitários que precisam de obras que vão de microbiologia, fisiologia às obras dos cursos de direito.

O motivo para distribuir publicações, explica Winnie, é porque “livros são revolucionários”. “O livro possibilita a emancipação intelectual.”

Para ela, eles serviram de refúgio a infância e adolescência vividas no interior, onde era a única criança negra da escola. “Os livros me ajudaram a entender o mundo e, nos momentos de solidão, era para o livro que corria”, lembra. Sua mãe se esforçava para encontrar obras com protagonistas negros.

É importante para crianças negras o acesso a livros infantis com protagonistas negros. Por isso, o projeto Young, Black & Lit, que atua principalmente nas cidades americanas de Chicago e Evanston, se dedica a doar obras com essa característica.

“Pesquisadores concordam que quando livros servem de espelhos para as crianças verem a si mesmas, suas famílias e comunidades refletidas, elas se sentem valorizadas. Quando permitem que vejam semelhanças e diferenças que têm com outras culturas, elas se sentem conectadas”, diz Krenice Roseman, cofundadora do projeto.

A iniciativa já presenteou 1.829 livros desde maio de 2018. Uma das formas de doação é por meio de feiras em comunidades, onde as crianças escolhem os livros.

“A identificação com os personagens também aumenta as chances das crianças se tornarem leitoras ao longo da vida”, diz Roseman.

Em Porto Alegre, outro projeto leva livros a quem quer ler. A pedagoga Vitória Sant’anna decidiu criar uma biblioteca no seu condomínio, no centro da cidade, em um local estigmatizado como “Carandiru”. Ela se sentiu motivada depois que conseguiu levar centenas de crianças para assistir a “Pantera Negra” no cinema.

“A gente vai dar prioridade para autores negros que trabalhem a questão da representatividade nos livros. A ideia é se valorizar e se reconhecer pela literatura”, explica. “Temos 239 famílias aqui. Esse é o número de pessoas atingidas pela biblioteca. Queremos que não sejam só as crianças.”

Olga Tokarczuk e Peter Handke conquistam o Nobel de Literatura

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Olga Tokarczuk e Peter Handke: vencedores do Nobel de Literatura (Divulgação/Reuters)

A escolha de dois vencedores supre o hiato do ano passado, quando um escândalo de assédio sexual tomou os bastidores da Academia Sueca

Publicado na Veja

Olga Tokarczuk e Peter Handke foram anunciados nesta quinta-feira 10 como vencedores do Nobel de Literatura. A polonesa ganhou o prêmio pelo ano de 2018 e o austríaco, por 2019.

Segundo o Nobel, a inovação de Olga veio com seu terceiro romance, Prawiek i inne czasy, de 1996 (Primitivo e Outros Tempos, em tradução livre). O livro, sem edição no Brasil, é, segundo o comitê, “um excelente exemplo de nova literatura polonesa”. Comparado a Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, o livro se passa em uma vila mítica e acompanha a história de três gerações de uma mesma família. O local é afetado por invasões e guerras, alegorias políticas da história da Polônia, território crucial do leste europeu nas duas grandes guerras e da entrada comunista no continente.

“A obra-prima de Olga Tokarczuk, até agora, é o impressionante romance histórico Księgi Jakubowe, de 2014 (Os Livros de Jacó). Ela mostrou neste trabalho a capacidade suprema do romance de representar um caso quase além da compreensão humana”, acrescentou o comitê. O calhamaço de 900 páginas conta a história de Jakub Frank, um líder judeu que forçou a conversão de amigos ao catolicismo no século XVIII. Bastante crítica aos erros históricos da Polônia, a obra virou best-seller no país, mas acendeu a ira da extrema direita local: a editora de Olga chegou a contratar seguranças para protegê-la após ameaças de morte.

Pouco conhecida no Brasil, Olga terá dois livros lançados por aqui pela editora Todavia. O primeiro, previsto para novembro, é Sobre os Ossos dos Mortos, obra adaptada para o cinema no filme Rastros (2017), vencedor do Urso de Prata em Berlim. Em seguida, a editora prepara a tradução de Flights (Viagens, em título provisório), que conquistou o prêmio Man Booker International no ano passado.

Handke, de 76 anos, nasceu em 1942, na região de Kärnten, no sul da Áustria. Seu romance de estreia, Die Hornissen, (As Vespas, em tradução livre), foi publicado em 1966. “Mais de cinquenta anos depois do lançamento de seu primeiro livro, tendo produzido um grande número de obras em diferentes gêneros, estabeleceu-se como um dos escritores mais influentes da Europa após a Segunda Guerra Mundial. A arte peculiar de Handke é a extraordinária atenção às paisagens e à presença material do mundo, que fez do cinema e da pintura duas de suas maiores fontes de inspiração,” avaliou o comitê.

Para além da literatura, Handke é dono de uma interessante carreira no cinema. Escreveu roteiros de filmes como Asas do Desejo (1987) e Movimento em Falso (1975), dirigidos por Wim Wenders, e dirigiu obras como A Mulher Canhota (1978), indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes do mesmo ano.

Hiato

A escolha de dois vencedores este ano vem para suprir o hiato do ano passado, quando um escândalo de assédio sexual tomou os bastidores da Academia Sueca, que, em resposta, cancelou a premiação em 2018.

O caso envolvia Jean-Claude Arnault, marido de Katarina Frostenson, escritora e membro da Academia, acusado de assédio sexual por 18 mulheres. Os depoimentos vieram à tona com o fervor do movimento #MeToo, que denunciou casos de abusos em Hollywood. Na época, sete dos 18 membros da academia, entre eles a secretária permanente, Sara Danius, renunciaram.

Ao cancelar a entrega do prêmio, a instituição disse que perdeu a “confiança” no mundo exterior e que estava “enfraquecida”. A Academia declarou ainda que precisava de “tempo para recuperar sua força plena, envolver um número maior de membros ativos e restaurar a confiança nela antes de escolher um novo vencedor”.

Em outubro do ano passado, aos 72 anos, Jean-Claude Arnault foi condenado a dois anos de prisão por estuprar duas vezes, em outubro e dezembro de 2011, uma jovem em um apartamento em Estocolmo.

O Nobel de Literatura já havia sido cancelado ou adiado outras sete vezes, em sua maioria por causa de guerras. Desde 1949, contudo, não ocorria algo do tipo. Cada Nobel vale 9 milhões de coroas suecas – quase 4 milhões de reais.

Castle Rock ganha trailer repleto de easter-eggs

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A nova temporada de “Castle Rock” foi profundamente inspirada pelo incrível Stephen King. De acordo com o trailer, muitos serão os easter-eggs.

Catarina Novais, no Magazine HD

Lizzy Captan está de regresso como uma espécie de jovem Kathy Bates. Pelo menos, neste novo trailer da segunda temporada de “Castle Rock”, é precisamente isso que a psicótica enfermeira Annie Walkes transparece.

Intensificando ainda mais o mundo recheado de referências às icónicas obras de Stephen King, esta nova fase da série deverá inspirar-se noutra obra clássica do autor. Desta vez, a obra escolhida foi “Misery”. Caplan assumirá a personagem de Bates, Tim Robbins viverá Reginald “Pop” Merrill, e Paul Sparks (de “House of Cards“) será o John “Ace” Merrill. Todas as personagens serão baseadas em várias figuras criadas por Stephen King.

Além disso, Elsie Fisher (“Eighth Grade”), Barkhad Abdi (“Capitão Phillips”), Yusra Warsama (“Call the Midwife”) e Matthew Alan (“13 Reasons Why”) farão parte do elenco da segunda temporada. A série regressa, uma vez mais, com a realização de Dustin Thomason e Sam Shaw.

Autor de As Vantagens de Ser Invisível, Stephen Chbosky lança primeiro livro em 20 anos

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Famoso por “As Vantagens de Ser Invisível”, Stephen Chbosky lança novo livro – Reprodução/Twitter/Divulgação

O livro foi lançado na terça-feira (1º), nos Estados Unidos

Publicado no Exitoína

Em fevereiro de 1999, Stephen Chbosky lançou seu primeiro livro. Nele, um garoto se comunicava, através de cartas, com um correspondente desconhecido enquanto descobria formas de lidar com o suicídio do melhor amigo e tentava criar novas amizades e amores para lidar não só com a tragédia, mas antigos traumas também.

Anos depois, As Vantagens de Ser Invisível tornou-se popular ao ser adaptado para um filme estrelado por Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller, com roteiro e direção do próprio Chbosky, que também roteirizou a adaptação cinematográfica do sucesso off-Broadway Rent, em 2005, e foi responsável pelo roteiro e direção do longa Extraordinário, com Jacob Temblay, Julia Roberts e Owen Wilson no elenco.

Agora, vinte anos depois, o escritor e roteirista lançou um novo livro, batizado de Imaginary Friend (Amigo Imaginário, em tradução livre), na última terça-feira (1º). A publicação conta a história de Christopher, um garoto disléxico de sete anos que, após mudar-se com a mãe, Kate, busca um lugar para se encaixar.

Na tentativa, o menino recebe orientações de alguém que se materializa como um rosto no céu ou uma voz no vento e diz ao garoto para que construa uma casa da árvore na floresta enquanto conta a ele os segredos enterrados da cidade.

Em entrevista ao Entertainment Weekly, Chbosky descreveu o livro como misterioso e com um toque de horror, mas que não deixa de lado os elementos que fizeram de seu primeiro livro um sucesso. “Ele tem o coração, a alma e os componentes emocionais que As Vantagens tinha e, em muitos casos, é sobre muitos dos mesmos temas”, conta. “Há uma história épica sobre uma cidade pequena. Há muitos sustos divertos. Mas, no fundo, é uma história sobre uma mãe e um filho e sobre ser jovem e vulnerável”.

Ainda não há informações sobre quando o livro deve ser lançado no Brasil.

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