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Posts tagged biblioteca

Arquitetos criam Biblioteca de rua na Bulgária para incentivar as pessoas a lerem

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“Rapana” é a primeira biblioteca de rua. Criada em Varna, na Bulgária, foi feita por uma equipe de jovens arquitetos e designers

Publicado no Follow the Colours

Smartphones, leituras superficiais, fakenews. Hoje em dia, a vida digital é quase tomada inteiramente pelas redes sociais, apps, jogos e outras interações tecnológicas, e isso diminuiu muito a popularidade dos livros entre várias gerações. Pensando nisso, uma equipe de arquitetos e designers (Yuzdzhan Turgaev, Boyan Simeonov, Ibrim Asanov e Mariya Aleksieva) decidiram transformar esses fatos em um projeto comunitário e bem interessante para estimular a leitura e conscientizar as pessoas sobre este hábito, ao construir uma biblioteca aberta de rua em Varna, na Bulgária.

Varna é uma cidade localizada à beira-mar e é frequentemente chamada de “capital marítima da Bulgária”. Esta é a principal razão pela qual a forma-conceito escolhida para a biblioteca comunitária se assemelha à concha de um caracol marinho. O design foi inspirado pela natureza e suas formas orgânicas.

A instalação leva em consideração os aspectos mais importantes da identidade da cidade – o mar e seu valor para os cidadãos locais. A construção abstrata se desenrola a partir de um único ponto focal e se desenvolve em um semicírculo enquanto traz um espaço público para circulação livre das pessoas. As prateleiras são fáceis para pegar e colocar livros ao mesmo tempo.

RAPANA, A BIBLIOTECA PROJETADA COM PEÇAS DE MADEIRA

Chamada de “Rapana”, a biblioteca foi projetada usando as ferramentas de desenho paramétrico Rhinoceros 3D e Grasshopper, que dão aos arquitetos a possibilidade de experimentar diferentes formas e variações. Usando o software, a equipe testou mais de 20 ideias, alterando o número de peças de madeira verticais e horizontais e sua largura e altura.

O design final teve seu orçamento ajustado e o conceito da biblioteca aberta, proporcionando fácil acesso para os leitores, diversos tipos de espaços para sentar, além de um pequeno palco para artistas de rua.

A construção foi dividida em folhas de madeira, que foram produzidas usando uma máquina CNC (Controle Numérico Computadorizado). A biblioteca foi construída com 240 folhas de madeira que podem receber até 1500 livros!

Além de integrar turistas e moradores, as pessoas ocupam a cidade e assim tem mais acesso a cultura! Por mais projetos comunitários e educativos como esse!

Para mais informações, visite o Facebook da Biblioteca de Rapana.

Livros antigos inspiram padres a voltar a produzir cerveja na abadia na nova microcervejaria da cerveja Grimbergen

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Publicado na Exame

GRIMBERGEN, Bélgica, 22 de maio de 2019 /PRNewswire/ — A Grimbergen, conhecida por suas cervejas belgas premiadas e saborosas, anunciou que recebeu as licenças necessárias para construir uma nova microcervejaria dentro das paredes da Abadia de Grimbergen, perto de Bruxelas. A microcervejaria trará a cerveja de volta para seu local de criação e combinará métodos tradicionais de produção de cerveja de livros antigos da biblioteca da abadia com técnicas modernas e inovadoras para produzir lotes de edição limitada de cervejas de qualidade superior.

Os livros medievais estão na imensa biblioteca da abadia há séculos e, recentemente, os padres mergulharam nas suas páginas para descobrir técnicas de produção de cerveja que até agora estavam perdidas na história. A Grimbergen planeja utilizar estas informações na sua microcervejaria para criar cervejas únicas e excepcionais com sabores nunca antes conhecidos.

Os livros datam do século XII e as suas páginas revelam detalhes fascinantes sobre como as cervejas Grimbergen eram produzidas no passado. A coleção sobreviveu aos três incêndios que destruíram a abadia. O terceiro incêndio foi em 1798 durante a Revolução Francesa e ameaçou destruir completamente a coleção, mas os livros foram salvos graças à incrível coragem e engenhosidade dos padres da Abadia de Grimbergen. Eles fizeram um buraco na parede da biblioteca e secretamente removeram cerca de 300 livros antes que a abadia fosse incendiada e destruída pela terceira vez.

Os padres de Grimbergen também desempenharam um papel fundamental em tornar realidade a ideia de trazer a produção de cerveja de volta para seu local de criação. Eles escolheram o Padre Karel Stautemas como subprior da abadia, para cuidar da microcervejaria. Ele assumirá um papel a mais em sua vida cotidiana e fará um aprendizado formal em produção de cerveja. Isso lhe permitirá combinar os séculos de tradição de produção de cerveja na abadia com técnicas modernas para continuar o legado de gerações de padres anteriores a ele.

Ao falar em um evento de lançamento na Abadia de Grimbergen, Padre Karel declarou: “A cerveja sempre fez parte da vida na abadia e estamos orgulhosos das cervejas que temos atualmente. Gostamos muito de ler mais sobre as tradições passadas de produção de cerveja nas páginas destes textos antigos. Passamos horas folheando os livros, que estão escritos em latim e holandês antigo, e descobrimos listas de ingredientes que eram usados para produzir cervejas nos séculos passados, os lúpulos utilizados, os tipos de barris e garrafas, e até mesmo uma lista das cervejas produzidas séculos atrás. Este novo conhecimento agrega valor à nossa tradição de produção de cerveja e estou realmente ansioso por combiná-lo com meu aprendizado a fim de voltar a produzir cerveja na Abadia de Grimbergen. Continuaremos a estudar para aprender mais sobre os segredos não descobertos dos livros”.

Padre Karel e os padres da abadia ajudarão o mestre-cervejeiro Marc-Antoine Sochon, que está extremamente empenhado em tornar a microcervejaria uma realidade. Marc-Antoine disse: “A microcervejaria será um lugar para combinarmos métodos modernos e inventivos com a antiga tradição de produção de cerveja da Grimbergen. Estamos entusiasmados em utilizar estes livros para voltar a usar técnicas e ingredientes medievais para criar cervejas novas que complementam perfeitamente a excelente oferta e sabores das cervejas Grimbergen existentes, como a Blonde, a Blanche e a Double-Ambrée”.

No evento da abadia onde a nova cervejaria foi anunciada, a Grimbergen apresentou uma edição limitada nova da Grimbergen Triple D’Abbaye, que é um exemplo dos tipos de cerveja que serão oferecidos na nova microcervejaria. A nova cerveja de edição limitada foi envelhecida em barris de uísque durante cinco meses, uma técnica semelhante à utilizada para produzir cerveja belga nos anos 1500s.

A Grimbergen planeja abrir sua microcervejaria ao público no final de 2020. Também incluirá um centro de visitantes que dará aos mesmos a oportunidade de mergulhar no rico patrimônio da Grimbergen. O bar e o restaurante do local darão aos visitantes a chance de saborear as deliciosas cervejas e combiná-las com a culinária local.

Para assistir a um vídeo sobre a tradição de produção de cerveja da Grimbergen e a nova microcervejaria da abadia, acesse http://bit.ly/grimbergenmb.

A biblioteca de ficção científica que reúne mais de 1200 títulos em Ribeirão Preto

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Publicado no Hypeness

Adora livros de ficção científica? Então você precisa conhecer a Biblioteca Roberto C. Nascimento, em Ribeirão Preto, que reúne mais de 1.200 obras do gênero.

O acervo é parte do Departamento de Física da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) e conta ainda com uma gama de livros de divulgação científica em suas estantes. Criada em 2013, a estrutura fica localizada dentro de um laboratório do departamento.

Mesmo pertencendo à universidade, qualaquer pessoa pode pegar livros emprestados na biblioteca. Para isso, é necessário ficar atento aos horários de abertura do espaço: segunda e terça, das 14h30 às 18h30, e nas quintas, das 16h às 18h.

Ao Sci-Fi Blog, o diretor da biblioteca, físico e professor da USP Osame Kinouchi conta que o acervo começou com apenas 400 livros que foram doados pelo Clube de Leitores de Ficção Científica (CLFC). Com a ajuda da comunidade, mais títulos foram sendo acrescentados à coleção. Para encher ainda mais as estantes, doações de livros são aceitas, mas devem ser organizadas através do e-mail [email protected]

Por que presentear quem você ama com livros neste Natal

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Uma biblioteca demarca territórios imaginários de afinidades literárias e intelectuais onde até mesmo os livros não lidos têm sua função Julio Cordeiro / Agência RB

 

Luiz Schwarcz propõe que editores, livreiros e autores busquem soluções “criativas e idealistas” para a crise editorial

Claudia Laitano, no Gaúcha ZH

Já leu isso tudo? Quem guarda muitos livros em casa acaba se acostumando a ouvir essa pergunta – principalmente de quem que não têm o hábito de ler ou comprar livros. A ideia por trás da questão é a de que livros são como utilidades domésticas que devem ser colocadas em uso para não perder o sentido, mas qualquer um que gosta de ler sabe que uma biblioteca expressa não apenas um plano prático de consumo imediato, mas também o vago desejo de demarcar territórios imaginários de afinidades literárias e intelectuais. Uma biblioteca é uma carta de intenções, um plano de voo, um projeto de vida.

A minha começou como uma estante de apenas três prateleiras, fragilmente aparafusada na parede de um quarto minúsculo, e hoje ocupa todas as paredes de uma sala inteira. Não li todos aqueles livros e é pouco provável que isso aconteça um dia. Mas isso não me aflige ou exaspera. Pelo contrário. Todos os meus livros, inclusive os não lidos, me representam e iluminam. São um retrato dos meus interesses, da pessoa que eu gostaria de ser, assim como da pessoa que eu fui e da que talvez, com sorte, um dia eu me torne. Uma biblioteca é um jardim de possibilidades essencialmente inesgotáveis, um organismo vivo que cresce, ganha novas formas, se recria. Se os meus livros ocupam tanto espaço na minha casa, não é apenas porque construí uma vida afetiva, profissional e intelectual em torno deles, mas porque a potência desse conjunto toca meu coração todos os dias – como qualquer coisa bela e transcendente que não se torna invisível com o passar do tempo.

Nos últimos meses, as notícias sobre o mercado editorial brasileiro têm deixado aflitas as pessoas que amam os livros. Governos comprando menos em função da crise, o consumo das famílias em queda, duas das maiores redes de megalivrarias do país (Cultura e Saraiva) entrando em recuperação judicial e uma política agressiva de descontos da Amazon desconcertando o já não muito sólido ecossistema de edição e distribuição no país são alguns dos fatores que contribuíram para esse momento de extrema fragilidade do mercado.

Na última terça-feira, o dono de uma das maiores casas editoriais do país, Luiz Schwarcz, da Companhia das Letras, lançou uma comovente carta aberta falando sobre sua preocupação com o futuro do mercado editorial brasileiro: “O efeito cascata dessa crise é ainda incalculável, mas já assustador”. Schwarcz propõe que editores, livreiros e autores encontrem soluções “criativas e idealistas” para enfrentar a situação.

Mas termina o texto com um apelo direto aos leitores: “Presentear com livros hoje representa não só a valorização de um instrumento fundamental da sociedade para lutar por um mundo mais justo como a sobrevivência de um pequeno editor ou o emprego de um bom funcionário em uma editora de porte maior; representa uma grande ajuda à continuidade de muitas livrarias e um pequeno ato de amor a quem tanto nos deu, desde cedo: o livro”.

Se você, como eu, ama os livros e o que eles significam, faça sua parte: neste Natal, dê o mundo de presente para quem você ama.

Garota de 8 anos que já leu mais de 400 livros faz doação para biblioteca de Pederneiras

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Maria Laura Rached, de 8 anos, já leu mais de 400 títulos entre livros e gibis — Foto: TV TEM/Reprodução

Maria Laura Rached acredita que os livros e gibis doados podem incentivar outras crianças a criarem o hábito da leitura. Tia-avó da menina dá nome à biblioteca da cidade.

Publicado no G1

Uma menina de 8 anos conhecida em Pederneiras (SP) por já ter lido mais de 400 títulos, entre livros e gibis, voltou a virar assunto na cidade depois de decidir doar parte de seu acervo particular para a biblioteca municipal.

Maria Laura Pereira Rached Afonso se diferencia das crianças da mesma idade por preferir as páginas de papel aos smartphones, tablets e outros equipamentos eletrônicos.

Sua atividade favorita é ler, principalmente na cama ou durante passeios com a família.

A garota é um orgulho para a família. Seu hábito de sempre ter por perto um livro já começa a influenciar até mesmo o irmão Pedro, de 4 anos.

Maria Laura Rached ao lado de Daniela Martelini, coordenadora da biblioteca, durante a doação: “Agora podemos atrair mais crianças” — Foto: TV TEM/Reprodução

A menina decidiu decidiu doar mais de 100 livros de sua coleção pessoal para a biblioteca após conhecer a história da moradora que deu nome ao local. Paula Rached era tia-avó da Maria Laura e morreu aos 18 anos, em 1977, após enfrentar uma leucemia.

A própria Maria Laura explica que a decisão é a forma que ela encontrou de homenagear sua tia-avó e também incentivar outras crianças a terem o mesmo gosto pela leitura.

Maria Laura fez questão de levar pessoalmente os livros atér a biblioteca. Durante a doação, a pequena leitora explicou que as histórias contidas nesta centena de títulos já estão bem guardadas em sua memória.

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