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Posts tagged escritores

Escritores da série de TV ‘O Senhor dos Anéis’ são protegidos por seguranças na Amazon

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Esquema de segurança tenta impedir que os fãs descubram o que vai acontecer na primeira temporada da franquia baseada nos livros de J.R.R. Tolkien

Publicado na Época Negócios

A nova série de TV “O Senhor dos Anéis”, produzida pela Amazon, está sendo mantida a sete chaves — a proteção inclui guardas e um sistema de leitor biométrico. Tamanho cuidado com a segurança serve para impedir que os fãs descubram o que vai acontecer nos episódios da franquia baseada nos livros do escritor britânico J. R. R. Tolkien.

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, a diretora do Amazon Studios, Jennifer Salke, afirmou que a primeira temporadora do LotR TV — como a série será chamada — “está mais isolada do mundo do que o personagem Gollum em sua caverna.”

Segundo a executiva, foi agendada uma reunião entre ela, o CEO da Amazon, Jeff Bezos, o vice-presidente sênior de desenvolvimento de negócios, Jeff Blackburn, e alguns integrantes da empresa em Nova York (EUA) para “apresentar um pouco da arte e do trabalho criativo da série, que ainda não foram mostrados ao mundo.”

Jennifer acrescentou que a sala onde os escritores estão trabalhando é trancada com chave e monitorada por seguranças do lado de fora, além de possuir sistema de segurança por biometria. “Há uma fantástica sala de escritores trabalhando a sete chaves. A equipe está produzindo um material realmente bom. Há um guarda que fica do lado de fora, e você tem que passar por um sistema biométrico para entrar lá, porque o trabalho realizado na sala envolve toda a temporada da série”, disse ao site.

O sigilo em relação às produções de filmes e séries de TV de grande orçamento não é novidade. O elenco de Game of Thrones, da HBO, supostamente tem que lidar com cenas falsas e scripts digitais que desaparecem após as filmagens. A estrela da série, Sophie Turner, disse ao GizModo que a HBO teria algum tipo de dispositivo para derrubar drones que tentavam monitorar as filmagens.

Aos fãs da trilogia de J.R.R. Tolkien, resta apenas ter paciência e continuar relendo os livros até a exibição da série – ainda sem data confirmada de lançamento.

Morre aos 79 anos o escritor israelense Amos Oz

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O escritor Amos Oz, em sua casa em Tel Aviv (Israel), outubro de 2015. Edward Kaprov

O romancista e jornalista, eterno candidato ao Nobel de Literatura, recebeu o prêmio Príncipe de Astúrias de Literatura em 2007

Publicado no El País

Os conflitos do Israel contemporâneo perderam nesta sexta-feira um de seus principais narradores. Amos Oz, nascido em 1939 em Jerusalém, quando a cidade ainda estava sob o mandato britânico da Palestina, morreu de câncer, segundo anunciou sua filha em sua conta no Twitter.

Amos Oz mudou seu sobrenome paterno, Klausner, depois de deixar sua família de imigrantes judeus lituanos e ucranianos para entrar em um kibutz aos 15 anos. Como pacifista, enfrentou a corrente dominante da opinião pública em seu país, favorável à ocupação da Palestina.

O escritor iniciou a carreira com o romance Talvez em Outro Lugar (1966). O mais recente, Judas, foi lançado em 2014. Ele também cultivou o ensaio, com títulos como Sob esta Luz Violenta (1978), As Vozes de Israel (1986) e Contra o Fanatismo, publicado em 2006 em Israel. Como jornalista, abordou os conflitos da sociedade israelense.

Habitual nas apostas para o Prêmio Nobel da Literatura, que nunca recebeu, o escritor foi premiado com o Príncipe das Astúrias de Literatura em 2007. Ele também ganhou, dois anos antes, o Prêmio Goethe, dado principalmente para escritores em língua alemã.

Nos 119 anos de Ernest Hemingway, 5 curiosidades sobre o autor de “O Velho e o Mar”

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Ernest Hemingway || Créditos: Reprodução

Publicado no Glamurama

Se não tivesse se tornado um dos maiores escritores da língua inglesa em todos os tempos, é bem provável que Ernest Hemingway teria dado um ótimo chef de cozinha. Apaixonado por comida, o autor de “O Velho e o Mar” costumava publicar receitas de todos os tipos na coluna que mantinha em um jornal dos Estados Unidos no começo da carreira. Dessas publicações, muitas se tornaram peças de colecionadores, vendidas por altas somas em leilões.

Mas para a nossa sorte Hemningway não se aventurou em outras áreas além da literatura, e como neste sábado foi o aniversário de nascimento dele – canceriano de 21 de julho, o escritor completaria 119 anos – Glamurama pega carona na deixa pra revelar outras cinco curiosidades sobre ele.

Teimoso desde pequeninho

Uma das características mais famosas de Hemingway era a teimosia, algo que ele provavelmente herdou da mãe. Irredutível como o filho, Grace Hall-Hemingway sonhava em dar à luz uma menina antes do nascimento dele, e tentou “corrigir” a realidade vestindo o herdeiro com roupas iguais as de sua irmã durante anos. Mais tarde, ela teimou que Hemingway deveria se tornar violoncelista e o proibiu de sair de casa até que aceitasse a ideia. No fim, o futuro gênio das letras foi tão teimoso quanto a matriarca e em razão da imposição sem sentido ficou mais de um ano sem ir para a escola.

Curto e grosso com os amigos

Um dos livros mais famosos de Hemingway, “Adeus às Armas” conta a história de um militar dos Estados Unidos que atua na Primeira Guerra Mundial como motorista de ambulância do exército italiano. A obra é cheia de reviravoltas, muitas paixões e sofrimento, e poderia ter terminado de maneira diferente: amigo do escritor, F. Scott Fitzgerald lhe enviou uma carta na qual sugeriu que o fim da trama deveria incluir uma passagem específica de sua autoria. A resposta de Hemingway também foi escrita à mão, e bastante curta: um simples “Vá se danar”.

Duro na queda

Ao longo de seus 62 anos de vida ele contraiu malária, sobreviveu a um câncer de pele, teve várias crises de pneumonia e chegou a ser exposto ao anthrax. O escritor também tinha diabetes, fraturou o crânio e uma vértebra, teve hepatite, rompeu artérias do rim e do baço e se safou em nada menos que dois desastres aéreos. E morreu por iniciativa própria, dando um tiro na cabeça na varanda da casa onde morava no estado do Minnesota depois de uma internação em uma clínica médica onde foi submetido a um tratamento de terapia eletroconvulsiva.

“Acaba com eles, Hemingway!”

Bom de briga, Hemingway se dava muito bem com James Joyce, que adorava uma confusão. Os dois costumavam se encontrar de vez em quando em bares de Paris, onde o irlandês nunca deixava de fazer inimigos e por vezes chegou às vias de fato com alguns. Mas quando o bff estava por perto nessas ocasiões, Joyce chamava os alvos e se escondia, e em seguida assistia o colega americano dando uns bons tapas neles. “Acaba com eles, Hemingway!”, gritava o responsável pelo clássico “Ulisses”.

Fala o que quer…

Autora da famosa frase “Rose is a rose is a rose is rose”, que incluiu no poema “Sacred Emily”, a poetisa americana Gertrude Stein certa vez se desentendeu com Hemingway e decidiu romper relações com o escritor mas antes disso o xingou de tudo e mais um pouco. Como na época o mais próximo que existia das mensagens de texto eram as cartas, ele escreveu para a colega uma bem malcriada em resposta ao destempero dela contendo apenas “A bitch is a bitch is a bitch is a bitch”, que dispensa tradução e a deixou irritadíssima, claro.

Nobel alternativo de literatura: muitas mulheres e nenhum autor de língua portuguesa na lista

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Patti Smith, emocionada em sua atuação na cerimônia de entrega do Prêmios Nobel. SOREN ANDERSSON AFP

J.K. Rowling, Margaret Atwood, Patti Smith, Chimamanda Ngozi Adichie e Don DeLillo estão entre os 46 indicados ao prêmio, que será decidido em outubro

Publicado no El País

J.K. Rowling, Elena Ferrante, Patti Smith, Margaret Atwood, Chimamanda Ngozi Adichie, Don DeLillo, Neil Gaiman e Louis Édouard estão entre os 46 candidatos que disputarão o Prêmio Nobel Alternativo, uma iniciativa concebida por uma centena de escritores, atores, jornalistas e outras figuras culturais depois da inédita decisão da Academia Sueca de não entregar o Prêmio Nobel de Literatura em 2018, por causa do escândalo de abusos sexuais que envolveram o dramaturgo Jean-Claude Arnault, vinculado à instituição através de seu clube literário e marido de uma de suas integrantes, Katarina Frostenson. O prêmio deixou de ser concedido em sete ocasiões: 1914, 1918, 1935, e entre 1940 e 43.

Uma nova instituição, chamada New Academy, entregará o seu próprio prêmio em 14 de outubro, seguindo o mesmo cronograma do Nobel oficial. “Fundamos a New Academy para recordar que a literatura e a cultura, em geral, deveriam promover a democracia, a transparência, a empatia e o respeito, sem privilégios, preconceitos por arrogância ou sexismo”, disseram seus membros ao jornal britânico The Guardian em julho do ano passado.

Entre os indicados também estão Paul Auster, Haruki Murakami e Oz Amos, embora mais de metade seja de mulheres. E nenhum escritor em língua portuguesa. O objetivo da New Academy é procurar escritores que tenham contado a história “dos seres humanos no mundo”, em contraste com o Nobel, que tem a intenção de honrar o autor que tiver escrito, nas palavras do testamento de Alfred Nobel, “a obra mais destacada em uma direção ideal”.

A New Academy lançou nesta quinta-feira a votação pública, e os quatro autores mais populares serão submetidos ao escrutínio de um júri dirigido por Ann Pålsson (editora), Lisbeth Larsson (professora da Universidade de Gotemburgo) e Gunilla Sandín (bibliotecária). O ganhador será anunciado em outubro, o mesmo mês em que tradicionalmente se concede o Nobel.

Escritor norte-americano Philip Roth morre aos 85 anos

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Philip Roth era um dos maiores escritores norte-americanos da segunda metade do século XX | Reuters

O escritor morreu de insuficiência cardíaca na terça-feira, aos 85 anos. Foi um dos principais autores da literatura norte-americana da segunda metade do século XX.

Publicado na RTP

Natural de Newark, Nova Jersey, a 19 de março de 1933, o premiado romancista era considerado um dos maiores escritores da atualidade. Candidato eterno ao Nobel da Literatura, foi autor de mais três dezenas de obras.

Roth tinha anunciado a decisão de deixar de escrever aos 78 anos, em 2012, após a publicação da obra Nemesis, em 2010. Desde então dedicou-se a ler a sua obra publicada, no sentido de avaliar se “tinha desperdiçado” o seu tempo na literatura. Em entrevista à New York Times Book Review, em 2014, concluiu: “Fiz o melhor que consegui com o que tinha”.

Durante a juventude foi um grande entusiasta do desporto, em particular do basebol. A literatura chegou mais tarde, aos 18 anos. Formou-se em Estudos Ingleses pela Universidade de Bucknell, e concluiu um mestrado na mesma área na Universidade de Chicago. Em 1957 e chegou a iniciar uma tese de doutoramento, mas abandonou o projeto pouco tempo depois, decidindo dedicar-se à escrita.

A primeira obra surge logo em 1959. Goodbye, Columbus foi aclamada pela crítica e recebeu o prêmio National Book Award, tendo sido também adaptada para o cinema pelo realizador Larry Peece.

Durante a longa carreira, entre várias distinções, Philip Roth foi premiado com dois National Book Awards, dois National Book Critics Circle e, em 1998, com o Pulitzer a partir da ficção American Pastoral. (“Pastoral Americana), um dos seus livros mais aclamados.

Roth foi ainda galardoado com o Prêmio Internacional Man Booker, atribuído no Reino Unido em 2011 e, um ano depois, venceu o Prêmio Príncipe das Astúrias de Literatura, o principal prêmio literário em Espanha. Também nesse ano, o autor recebe a Medalha Nacional das Humanidades, atribuída pelo ex-presidente norte-americano Barack Obama.

Antes, em 2002, tinha recebido a Medalha Nacional de Artes da Casa Branca, atribuído pela Academia de Artes e Letras, e ainda a medalha de Ouro da Ficção, atribuída anteriormente a lendas da literatura como William Faulkner ou Saul Bellow, entre outros. Escreveu livros que marcam a literatura contemporânea, tais como Operação Shylock (1994), A Mancha Humana, (2001) ou Everyman (2007).

Já o livro O Complexo de Portnoy conheceu grande impacto junto do grande público em 1969, muito por culpa das cruas descrições sexuais e da abordagem à vivência judaica. A obra foi mesmo banida da Austrália, mas vendeu milhões de cópias no resto do mundo.

Ainda que vários livros explorassem a realidade judaica nos Estados Unidos, Philip Roth identificava-se como ateu. “Não é uma questão que me interesse. Eu sei o que é ser judeu e para mim não é interessante. Sou americano” disse ao jornal The Guardian em 2005.

Livros que “mordem e picam”

No romance O Escritor Fantasma, Philiph Roth lembrou um dos seus heróis literários, Franz Kafka: “Só devemos ler aqueles livros que nos mordem e nos picam”.

Foi sucessivamente atacado por feministas, judeus e uma das ex-mulheres, por vezes pessoalmente. Nos romances que escreveu, as mulheres eram descritas como objetos de desejo e raiva, tendo mesmo sido acusado de misoginia.

A relação com a comunidade judaica foi também turbulenta. Uma das críticas que recebeu após o lançamento de “O Complexo e Portnoy” referia que aquele era o livro “pelo qual todos os antissemitas estavam a rezar”.

Phiplip Roth sobreviveu no final dos anos 60 a uma apendicite e a uma depressão quase suicida em 1987. Revisitou esse tempo em Os Fatos, Pastoral Americana, entre ouros trabalhos.

Numa entrevista à revista The New Yorker em 2000, o escritor antecipava o “fim da era literária”. “A evidência está na cultura, a evidência está na sociedade, a evidência está na tela, na progressão para a tela de cinema, para a tela da televisão, para a tela do computador”, referia.

Philip Roth considerava, na mesma entrevista, que a literatura “precisa um hábito mental que desapareceu”

“Requer silêncio, alguma forma de isolamento e concentração constante, na presença de algo que é enigmático. É difícil lidar com um romance maduro e inteligente”, considerava ainda o autor.

Em O Teatro de Sabbath, publicado em 1995, o escritor imaginou a inscrição que teria a sua lápide: “Sodomita, Abusador de Mulheres, Destruidor de Caracteres”.

Numa entrevista ao New York Times no início do ano, Philip Roth descreveu a sua experiência de mais de 50 anos de escrita: “Exultação e gemidos. Frustração e liberdade. Inspiração e incerteza. Abundância e vazio. Ardente e confusa”.

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