Posts tagged literatura infanto-juvenil

Rick Riordan quer que Percy Jackson ganhe nova adaptação pela Disney

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Evandro Lira na Legião dos Heróis

Na última terça-feira (10), os fãs da saga Percy Jackson começaram uma nova campanha no Twitter a fim de chamar a atenção da Disney para uma nova adaptação dos livros escritos por Rick Riordan. Agora, parece que o próprio autor entrou na batalha.

Confira o tweet:

“Obrigado, pessoal, por colocar isso nos trends de forma inesperada. Eu não tenho nada para anunciar nesse momento, mas eu estou em Los Angeles agora, tentando convencer as pessoas com o poder de tornar isso real que isso precisa acontecer para vocês, os fãs. Seu entusiasmo na internet ajuda!”

Em poucas horas, a hashtag #DisneyAdaptPercyJackson (Disney adapte Percy Jackson) atingiu os assuntos mais comentados da rede e acabou chegando até o autor dos livros. Riordan então decidiu agradecer o apoio dos fãs e prometeu que está tentando fazer de tudo para que esse sonho se torne realidade.

Todo esse movimento por parte dos fãs começou após o site We Got This Covered revelar que a Disney está desenvolvendo uma série baseada nos livros de Rick Riordan para o Disney+. Porém, por enquanto, tudo deve ser tratado como rumor.

A série de livros que conta a história do semi-deuses, filhos dos deuses do Olimpo com humanos, é um grande fenômeno da literatura infanto-juvenil, e que gerou duas adaptações cinematográficas produzidas pela Fox no começo da década, estreladas por Logan Lerman e Alexandra Daddario.

Espião adolescente Alex Rider vai ganhar série da Sony

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Marcel Plasse, no Pipoca Moderna

As aventuras do espião adolescente “Alex Rider”, sucesso da literatura infanto-juvenil, vão virar série. Em comunicado oficial, a Sony informou que o roteirista Guy Burt (de “Os Borgias” e “Beowulf: Return to the Shieldlands”) está escrevendo uma atração baseada no personagem para o estúdio.

O projeto vai continuar a história levada às telas de cinema há 12 anos, no filme “Alex Rider Contra o Tempo” (2006), em que Alex Pettyfer (“Magic Mike”) viveu o agente secreto juvenil. A produção foi um fracasso de bilheteria, mas a série não pretende repetir a história de origem do personagem, optando, em vez disso, por adaptar o segundo livro da saga criada pelo escritor Anthony Horowitz, “Alex Rider Desvenda Point Blanc”.

Nos livros, Rider é recrutado aos 14 anos de idade pelo MI-6, a agência de espionagem britânica, após a morte de seu tio em uma missão altamente perigosa. Em “Point Blanc”, ele é enviado para investigar uma escola de elite frequentada por filhos de bilionários, dois dos quais recentemente foram mortos de formas bem similares.

Lançada em 2001, a franquia literária continua a ser publicada até hoje – o 12º livro, intitulado “Nightshade”, tem lançamento marcado para 2019.

Já o projeto da Sony não tem previsão de estreia. O estúdio está desenvolvendo a série sem ter um canal definido para sua exibição.

Geladeiras viram bibliotecas públicas para compartilhar leitura de livros em Macapá

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50 'galadeirotecas' serão espalhadas em espaços públicos de Macapá com livros à disposição (Foto: Paulo Rocha/Fumcult)

50 ‘galadeirotecas’ serão espalhadas em espaços públicos de Macapá com livros à disposição (Foto: Paulo Rocha/Fumcult)

Rita Torrinha, no G1

Uma campanha intitulada “Doe Livros, Compartilhe Leitura!” pede doação de títulos de literatura infanto-juvenil, adulto e revistas em quadrinhos. O acervo vai ser usado no projeto “Geladeiroteca”, que transformam geladeiras sem uso em bibliotecas. Elas serão colocadas em áreas de lixeiras viciadas, Unidades Básicas de Saúde (UBSs), praças e outros espaços inusitados de Macapá.

O lançamento da campanha será em outubro, mas ainda não foi informada a data. As geladeiras serão preenchidas com livros e ficarão à disposição das pessoas, que podem escolher, ler e, se quiserem, até levar para casa. A iniciativa é da Fundação Municipal de Cultura (Fumcult), que quer incentivar o hábito da leitura, ampliar o acesso aos livros e ajudar o meio ambiente.

Para conseguir fornecer o maior número possível de livros para a população, é preciso reunir um acervo grande. Por isso, mesmo antes do lançamento oficial, os interessados em apoiar a campanha podem levar doações ao prédio da fundação, localizada na Rua Eliezer Levy, com a Avenida Mendonça Furtado.

O uso de geladeiras como bibliotecas não é inédito no Brasil. Já existe em cidades como Goiânia, Florianópolis e Cuiabá, e nesses lugares o projeto virou referência.

Em Macapá, o projeto iniciará com 50 “geladeirotecas”. Elas foram confeccionadas após serem encontrados em lixeiras públicas ou doadas por pessoas que pretendiam descartá-las, como conta o diretor-presidente da Fumcult, Sérgio Lemos.

Para ajudar, a população pode doar gibis, revistas e livros de literatura (Foto: Paulo Rocha/Fumcult)

Para ajudar, a população pode doar gibis, revistas e livros de literatura (Foto: Paulo Rocha/Fumcult)

“Provavelmente o destino dessas geladeiras seria o ferro velho ou simplesmente iam continuar sendo mais um volume nas problemáticas lixeiras. Mais de 20 delas nós encontramos no lixo, durante ações de limpeza da prefeitura. As demais recebemos de pessoas conhecidas que iriam jogá-las fora”, conta.

Ainda de acordo com o titular da pasta, a instalação dessas geladeiras funcionará de forma rotativa, para que alcance maior público.

A intenção é que as pessoas se deparem com elas e se surpreendam, tenham curiosidade de pegar livros, de lê-los e de ajudar a cuidar do espaço onde estará a biblioteca inusitada. A previsão é que elas comecem a circular pela cidade em dezembro.

11 livros infantojuvenis que todos deveriam ler ao longo da vida

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(Foto: Laura Muntz Lyall)

(Foto: Laura Muntz Lyall)

 

Publicado na Galileu

Aproveitando a nostalgia presente nas redes sociais por conta do Dia das Crianças, perguntamos aos nossos leitores no Facebook e no Twitter quais livros infantis e infantojuvenis eles acreditam ser leituras indispensáveis. Recebemos algumas respostas incríveis, veja abaixo:

1 – O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder: “Nenhum outro livro explica aos jovens de forma tão simples as principais linhas de pensamentos filosóficos. Sem contar que o enredo da história de Sofia prender o leitor até o final, que é arrasador!” (Emeline Boni, via Facebook)

2 – Ponte para Terabítia, Katherine Paterson: “Porque a vida pode ser simples, nossa imaginação pode ser incrível e também porque nem sempre os finais são felizes”. (Geisilaine Paula, via Facebook)

3 – O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry: “É um lindo clássico”. (Ana Paula, via Facebook)

4 – O Mágico de Oz, L. Frank Baum: “É indispensável”. (@sabichãodopãodekeijo, via Twitter)

5 – Desventuras em Série, Lemony Snicket: “É uma série de treze volumes, então podem ser lidos aos poucos ao longo da vida.” (Rodrigo Silva e Silva, via Facebook)

6 – Ei! Tem Alguém Ai?, Jostein Gaarder: “Livro que abre reflexões, distrai e ainda pode mudar suas percepções da vida com simplicidades”. (Samuel Vitor de Souza, via Facebook)

7 – Meu Pé de Laranja Lima, José Mauro de Vasconcelos: “O livro narra a visão de uma criança sobre os problemas sociais que a cercam. A pureza é contrastada pela dureza da vida. É uma imersão nos valores humanos através da perspectiva de alguém jovem e com quem podemos nos identificar de imediato”. (@brunajfranco, via Twitter)

8 – Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll: “É uma das obras primas de toda cultura pop, servindo de inspiração/referência para inúmeras obras posteriores. Logo, conhecer esta obra é conseguir intertextualizar com muitas outras (desde Matrix a Batman v Superman). É um texto de várias camadas, podemos interpretar tudo como apenas uma viagem de imaginação ou teoria de multiversos, visto que Lewis Carroll era matemático também. Ou mesmo relevando esta parte matemática, é uma bela história que deixa o antropocentrismo de lado e mostra outro mundo!”. (@cobaki, via Twitter)

9 – O Senhor dos Aneis, J. R.R. Tolkien: “Eu li quando era adolescente e me apaixonei. Tem gente que leu quando adulto e discorda. Mas acho que a ficção encanta a todos”. (@bruxa_paixaoo, via Twitter)

10 – Aruá, o Boi Encantado, Luís Jardim: “Um livro maravilhoso que traz uma reflexão linda sobre ser humilde”. (João Paulo S. Gomes, via Facebook)

11 – Harry Potter, J.K. Rowling: “Além dos exemplos morais seu estilo é leve, fluido e viciante enquanto inocula sua poesia vibrante e mágica”. (@liriofofo, via Twitter)

Quais os livros favoritos dos escritores quando eram crianças?

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Onze autores brasileiros contemporâneos revelam de qual leitura de infância eles se lembram com mais carinho

Ruan de Sousa Gabriel, na Época

Qual o melhor livro que você leu na infância? Foi O Pequeno Príncipe? Ou Um dono para Buscapé? Ou será que foi um do Monteiro Lobato ou da Maria José Dupré? Não há quem não guarde com carinho lembrança de uma história que leu ainda pequeno e que, por meio de ilustrações ou versos, ensinou uma ou outra lição sobre o mundo, que parecia tão grande.

ÉPOCA perguntou para 11 escritores brasileiros qual era o livro favorito deles quando eram crianças. Confira o que eles responderam.

(Spoiler: Os meninos da rua Paulo aparentemente perambulavam por várias cidades)

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(Foto: Francisco Perosa)

 

“Quando eu tinha 11 anos, fui passar três meses na casa de uma família alemã, perto da cidade de Freiburg. Falava um pouco de alemão e lá aprendi mais, o suficiente para me comunicar bem e conseguir seguir as aulas na escola que frequentei nesse período. Era a primeira vez que ficava tanto tempo fora de casa e senti muita falta da minha família. Fiquei macambúzia, triste. O casal que me hospedava conseguiu um livro em português, O boi aruá, de Luís Jardim. Eu não era muito de ler, mas li o livro, que na verdade é um conto grande, e adorei. Minha tristeza sossegou, foi impressionante o efeito da leitura em mim, parece que por estar lendo uma história em português, e numa linguagem coloquial e nordestina, eu me sentia mais perto de casa, na verdade, dentro mesmo de casa. A partir de então, nunca mais deixei de ler. O livro conta a história de um vaqueiro orgulhoso que persegue um boi aruá, grande e forte, sem nunca conseguir apanhá-lo. Por três vezes eles se embrenham na Caatinga, o cavalo do vaqueiro quase se acaba, o homem fica todo lanhado, vozes e barulhos estranhos o atormentam e, do nada, o boi some. É uma história no estilo conto popular, contada por uma velha cozinheira negra e com um final edificante.”

Beatriz Bracher é autora de Antonio e Anatomia do paraíso (Editora 34)

 

(Foto: Julia Moraes)

(Foto: Julia Moraes)

 

“A escola primária onde estudei, no Rio de Janeiro, promovia uma feira do livro todos os anos. As livrarias armavam suas barraquinhas e, na hora do recreio, a gente saía da sala de aula para comprar livros. Houve um ano (acho que foi em 1969, quando eu tinha 8 anos) em que, entre romances de aventura e álbuns de Asterix e Tintim, comprei A mulher que matou os peixes, de Clarice Lispector. É uma história de amor e culpa. Clarice a escreveu como uma forma de se desculpar e de se redimir, depois de ter esquecido de dar comida aos peixes (porque estava escrevendo), enquanto os filhos estavam em férias. No livro, ela conta aos filhos histórias dos animais que ela conheceu ao longo da vida, para provar que não é má pessoa e que ama os animais. É um livro lindo. No ano passado, num festival literário em Córdoba, na Argentina, me pediram para ler uma história que tivesse me marcado na infância. Escolhi A mulher que matou os peixes e, antes de terminar, já estava às lágrimas.”

Bernardo Carvalho é autor de Nove noites, Reprodução e Simpatia pelo demônio (Companhia das Letras)

 

(Foto: Guilherme Pupo)

(Foto: Guilherme Pupo)

 

“O primeiro livro que li inteiro foi A chave do tamanho, de Monteiro Lobato. Eu morava na Rua Mateus Leme, em Curitiba, portanto foi entre 1961 e 1963 – como nasci em 1952, li este livro entre 9 e 11 anos. Lembro que era um livrão imenso, com poucas gravuras. Comecei a ler sem muita esperança, mas logo a narrativa me agarrou e não parei mais. É uma história de imaginação delirante – a boneca Emília mexe com a ‘chave do tamanho’ e as pessoas todas diminuem de estatura. Ao mesmo tempo, escrito em plena Segunda Guerra Mundial, o livro é uma reflexão humanista sobre as tragédias do mundo que a genialidade de Lobato conseguia colocar ao alcance da inteligência infantil com uma inacreditável clareza e vitalidade. Depois deste livro, nunca mais parei de ler.”

Cristovão Tezza é autor de O filho eterno, Um erro emocional, Beatriz e A tradutora (Record)

 

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

 

“O livro da infância de que nunca me esqueci é Marcelo, marmelo, martelo, de Ruth Rocha. Um menino que não se conforma com o nome das coisas e decide, de maneira ingênua mas engenhosa, renomear tudo – colherinha vira mexedor, leite, suco de vaca, e leiteira, por conseguinte, suco-de-vaqueira – faz o que todos que querem criar usando linguagem têm de fazer: distanciar as palavras de um uso excessivamente convencional e gasto, que pode acabar por emudecê-las. Claro que, na época que li, criança, não pensei em nada disso. Era divertida e ousada essa mania do Marcelo de rebatizar o mundo todo, para loucura dos pais, e só. Livro bom é bem assim mesmo: fala de um modo diferente em tempos diferentes para pessoas diferentes.”

Estevão Azevedo é autor de Nunca o nome do menino (Record) e Tempo de espalhar pedras (Cosac Naify)

 

(Foto: Jorge Bispo)

(Foto: Jorge Bispo)

 

“Este livro alemão de 1979 com mais de 500 páginas é uma das leituras mais memoráveis que guardo da minha infância, um livro de aventura que acaba prestando tributo à própria arte da ficção narrativa. A história começa com um garoto órfão que encontra um livro de fantasia num sebo – um livro chamado A história sem fim, o livro que temos em mãos. Acompanhamos a vida e a leitura de Bastian ao mesmo tempo que também temos (mais…)

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