Posts tagged séries de TV

As adaptações literárias da Netflix que você talvez não conheça

0

João Pedro Pina, em A Gambiarra

Inúmeros filmes e séries nascem a partir de um livro. Até a Netflix tem criado produções baseando-se na literatura. Por exemplo, no próximo dia 31, o serviço irá disponibilizar sua nova série original Os 13 porquês, que é uma adaptação de um best-seller do escritor Jay Asher.

Além desse, confira uma lista com 13 títulos que preparamos com as maiores adaptações literárias que você respeita. Todas estão disponíveis na Netflix.

Os 13 Porquês

13

Os 13 porquês é a adaptação do livro best-seller do renomado autor Jay Asher e que deu o que falar. A série traz os desdobramentos do suicídio de Hannah Baker e de quando Clay Jensen — colega de classe da jovem — descobre fitas cassete gravadas na própria casa. Nas fitas, Hannah explica as treze razões pelas quais decidiu acabar com sua vida. Você teria coragem de ouvi-las?

House of Cards

HoC

Eu sei que todos conhecem e amam House Of Cards, mas você sabia que a série nasceu da literatura também? O livro, que também se chama House Of Cards, apresenta Francis Urquhart, líder da bancada governista do Parlamento britânico e que faz de tudo para manter o poder a qualquer custo. Mais semelhanças? Temos uma jovem jornalista que quer desmascará-lo.

Desventuras em Série

ASOUE

Esta franquia de livros fez tanto sucesso que não tinha como ter outro rumo: virou uma série também aclamada pelos fãs. Baseada no best-seller do escritor Lemony Snicket (Daniel Handler) e estrelando Neil Patrick Harris, Desventuras em Série conta a história trágica dos irmãos Violet, Klaus e Sunny Baudelaire, órfãos e herdeiros de uma fortuna que o maldoso guardião Conde Olaf constantemente tenta roubar. Não prometemos um final feliz.

Cooked

cooked

O autor best-seller Michael Pollan tinha duas missões: examinar a necessidade humana primordial de cozinhar e emitir um chamado para uma volta das pessoas à cozinha a fim de recuperar as tradições perdidas. E foi o que ele fez. Primeiro escreveu Cooked, que logo virou um sucesso. Logo depois, a obra virou uma série original da Netflix, em que cada um dos quatro episódios examina um dos elementos físicos usados ao longo dos tempos para transformar ingredientes crus em deliciosos pratos através da cozinha: fogo, água, ar e terra. Deu água na boca?

Quatro estações em Havana

estacoes

Esta série foi adaptada pelo próprio escritor Leonardo Padura e traz a violência no coração da Havana de 1989, quando a União Soviética ainda era um grande apoio político de Cuba. Com toda a criminalidade a solta, o detetive Mario Conde ronda a cidade para desmascarar os crimes mais obscuros. Uma forma de entender Cuba como nunca antes.

Life, animated

life

O livro de Ron Suskind só chega em maio às livrarias, mas você já pode se antecipar e dar play neste documentário que foi indicado ao Oscar deste ano. Acompanhe a história de Owen Suskind desde quando aprendeu a se comunicar com a ajuda de desenhos animados, até hoje, quando se prepara para entrar na vida adulta.

O Sal da Terra

Sal-da-Terra

Este documentário, baseado no livro homônimo e dirigido pelo filho de Sebastião Salgado, Juliano, e pelo premiado diretor Wim Wenders, faz uma retrospectiva do trabalho do fotógrafo, que segue há 40 anos os passos de uma humanidade em mutação. A produção foi indicada ao Oscar de Melhor Documentário

A viagem

cloud

Baseado no livro Atlas de Nuvens, de David Mitchell, o filme conduz o espectador por seis histórias que se conectam no tempo e no espaço, mostrando a vida de diferentes personagens. Para aqueles que gostam de um filme complexo. Dos mesmos diretores de Matrix.

Under the Dome

dome_season3_M01

Under the Dome é um clássico de Stephen King e conta a história de moradores de uma pequena cidade americana e que de repente se veem presos dentro de uma enorme e transparente cúpula indestrutível. Sem acesso ao mundo exterior, eles precisam aprender a sobreviver entre as diversas tensões que começam a acontecer.

12 anos de escravidão

12

Vencedor do Oscar de Melhor Filme, 12 Anos de Escravidão foi baseado no livro de Solomon Northup e conta a história de um negro livre que vivia em paz com sua família até ser sequestrado, acorrentado e vendido como escravo. Durante doze anos, ele viveu entre dois senhores que exploraram seus serviços.

Quebrando a banca

quebrando

O livro de Ben Mezrich foi adaptado e um de seus protagonistas é o intérprete do eterno Frank Underwood. A história se passa em Las Vegas e mostra um aluno brilhante do MIT que precisa de dinheiro para pagar a faculdade. Ele então acaba entrando para um grupo de estudantes que utilizam o conhecimento matemático para ganhar nos cassinos da cidade.

Bonequinha de Luxo

Bonequinha_de_luxo_-_3

O clássico de Truman Capote, Bonequinha de Luxo, foi adaptado com sucesso e alavancou a carreira de Audrey Hepburn. No filme, ela é Holly Golightly, uma garota de programa que está decidida a se casar com um milionário. Um pouco perdida, passa os dias tomando café da manhã em frente à joalheria Tiffany, quando seus planos mudam e ela conhece Paul Varjak, um jovem escritor bancado pela amante.

Orgulho e Preconceito

orgulho-preconceito

Jane Austen teve seu célebre livro adaptado para o cinema. A obra conta a história de Elizabeth, uma jovem que enfrenta a pressão da família para se casar. Porém, quando conhece Darcy, a natureza extremamente reservada dele ameaça a relação.

Romances históricos, como ‘Crônicas Saxônicas’, guiam produções de TV

0

660522-970x600-1

Ricardo Bonalume Neto, na Folha de S.Paulo

Exibida no canal de TV a cabo Fox Action e com três temporadas disponíveis na Netflix, a série “Vikings” (2013-) narra a saga de dois famosos guerreiros dinamarqueses, Ragnar Lothbrok e seu irmão Rollo. Eles teriam iniciado a sequência de incursões dos nórdicos nas ilhas britânicas.

A série se passa poucos anos antes do início das “Crônicas Saxônicas” do escritor britânico/americano Bernard Cornwell, 72. Embora não seja vinculado aos livros de Cornwell, o seriado claramente foi inspirado por ele e pela série de livros e de TV “O Último Reino”.

O país que se chamou depois Inglaterra era então constituído por quatro reinos –Wessex, Nortúmbria, Mércia e Ânglia Oriental. O rei Alfredo, o Grande, o pioneiro na unificação do país, é um personagem-chave das “Crônicas” e aparece como bebê em “Vikings”. Cornwell é hoje, sem a menor dúvida, o principal autor dos chamados “romances históricos”. O termo é no mínimo curioso.

“O romance histórico, como eu descobri com alguma preocupação depois de ter escrito dois ou três, pertence a um gênero desprezado”, escreveu o autor inglês Patrick O’Brian (1914-2000), pseudônimo de Richard Patrick Russ.

O’Brian produziu uma obra de 20 livros entre 1970 e 1999 contando as aventuras de um capitão da Marinha Real britânica durante as Guerras Napoleônicas, Jack Aubrey, e seu amigo médico, naturalista e espião, Stephen Maturin (um 21º livro, incompleto, foi publicado postumamente em 2004, com o curioso título “21”, já que o autor ainda não tinha criado um).

Dois dos romances serviram de base ao filme de Peter Weir de 2003, “Mestre dos Mares – O Lado Mais Distante do Mundo”, com Russell Crowe no papel de Aubrey.

Os livros foram classificados como os “melhores romances históricos já escritos” pelo escritor e editor da revista “American Heritage”, Richard Snow, em resenha de capa do suplemento literário do jornal “The New York Times” em 1991.

Apesar de todo esse pedigree, O’Brian reclamava do desprezo –em geral acadêmico– pelo romance histórico.

A categoria só foi reconhecida como um gênero “menor” da literatura no século 20, o mesmo que aconteceu com o romance policial.

CLÁSSICOS MUNDIAIS

Mas é algo que existia há mais tempo, e antes era tratado com louvor. Dois exemplos bastam. O escritor russo Lev Tolstói (1828-1910) escreveu “Guerra e Paz”, sobre a campanha de Napoleão na Rússia em 1812.

O escritor americano James Fenimore Cooper (1789-1851) escreveu “O Último dos Moicanos” baseado em fatos da guerra entre britânicos, franceses e índios de 1754-1763.

Os dois livros são clássicos da literatura mundial. Mas não costumam ser chamados de “romances históricos”, apesar de seus autores escreverem sobre fatos que aconteceram antes de nascerem. Tecnicamente, deveriam ser.

Cornwell sem dúvida é um dos autores mais produtivos do gênero. Produziu cinco séries de romances, além de outros com temas individualizados. A mais conhecida narra as aventuras de um soldado britânico nas Guerras Napoleônicas, Richard Sharpe, também transformada em filmes de TV.

Talvez o detalhe mais interessante nos seus livros seja uma nota final, um posfácio, comentando as fontes históricas da obra, e as “licenças” que ele tomou para produzir sua narrativa. Fica clara a enorme erudição do autor, dando confiança ao leitor de que muitos dos fatos e detalhes correspondem ao melhor conhecimento existente sobre o tema.

Cornwell é admirador daquele que pode ser considerado o pioneiro entre os romancistas históricos do século 20, o escritor inglês Cecil Scott Forester (1899-1966).

Forester escreveu 11 livros da série “Hornblower”, um comandante naval durante as Guerras Napoleônicas, publicados de 1937 a 1967. O primeiro-ministro britânico Winston Churchill leu alguns desses livros ao longo de uma travessia do Atlântico para encontrar o presidente americano Franklin Roosevelt, durante a Segunda Guerra. Churchill adorou os livros.

Cornwell também. Mas, em vez imitar Forester criando um outro capitão da Marinha Real –como foi feito por autores como O’Brian, Dudley Pope ou Victor Suthren, Richard Woodman ou James Nelson–, ele preferiu criar um personagem diferente. Assim surgiu Sharpe, protagonista de 24 romances. Históricos.

Como são criadas as línguas fictícias de séries e filmes

0

Humberto Abdo, na Galileu

O ator Jason Momoa, que interpretou o guerreiro Khal Drogona série Game of Thrones, não estava apenas murmurando palavras guturais improvisadas enquanto encenava suas falas no idioma fictício dothraki.

Após uma avaliação feita com mais de 30 profissionais, o linguista norte-americano David Peterson foi selecionado pelos produtores da série para desenvolver o dialeto dos guerreiros, utilizando uma gramática consistente e todas as características de uma língua tradicional. “Yer jalan atthirari anni”, ou “Você é a lua da minha vida”, diria um romântico Khal Drogo em sua língua nativa.

Autor do livro The Art of Language Invention (“A Arte da Invenção de Línguas”, ainda sem edição no Brasil), Peterson já elaborou mais de 40 dialetos utilizados em séries e filmes, como a Verbis Diablo, de Penny Dreadful, e a língua dos elfos negros no filme Thor 2: O Mundo Sombrio.

“Para Game of Thrones, precisei ser fiel às palavras utilizadas nos livros de George R. R. Martin e, a partir delas, determinei como seriam os sons do Dothraki”, afirma o linguista, que concebeu outro idioma da série, o Alto Valiriano, falado pelos povos antigos de Westeros. “Quando ouvimos uma língua diferente, soa totalmente estrangeiro, o que reforça a realidade da história.”

2_5

Categoria: Expressão
Significado: “Adeus”; “fique tranquilo”; “cavalgue bem”

Idioma da guerra
Habitantes do continente de Essos e hábeis na arte da guerra e na montaria de cavalos, os nômades Dothraki ganharam uma língua própria em Game of Thrones

Erinat
Categoria: Verbo
Significado: Ser bom, ser gentil
Explicação:
• O verbo foi adaptado do nome “Erin”, em homenagem à esposa do linguista David Peterson, criador do sistema de linguagem dos Dothraki para a série da HBO
• O termo “okeo”, nome de um gato de estimação do casal, também serviu como tributo de Peterson e significa “amigo”

Anha vazhak yeraan thirat
Categoria: Expressão
Significado: “Eu deixarei você viver”
Explicação:
• Declaração de clemência perante um inimigo ou adversário
• As batalhas são um aspecto comum na cultura dos Dothraki

Yer affesi anna!
Categoria: Expressão
Significado: “Você me dá coceira!”, em tradução livre
Explicação:
• A expressão serve como insulto para indicar alguém que causa desconforto
• Outras frases que devem ser proferidas com cuidado: “Ezas eshna gech ahilee!” (Encontre outro buraco para cavar); “Es havazhaan!” (Vá para o mar; caia fora); e “Ifas maisi yeri!” (Vá andar com sua mãe)

SPOCK BILINGUE

A saga de ficção científica Star Trek, que completa 50 anos e estreia um novo filme — Star Trek: Sem Fronteiras — em setembro, também não seria a mesma se os alienígenas fossem fluentes apenas em inglês. Em 1982, o linguista Marc Okrand teve a missão de completar algumas falas para o filme Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan, criando novas palavras para o dialeto de Spock e seu povo vulcano. “Na edição final, a equipe decidiu que uma das cenas do filme faria mais sentido se fosse dublada na língua da espécie extraterrestre”, relembra Okrand. “Três dias depois, voltei ao estúdio e ensinei Spock [interpretado pelo ator Leonard Nimoy] a conversar como um vulcano.”

Em Jornada nas Estrelas III – À Procura de Spock, o povo Klingon foi escolhido como o vilão da vez e o linguista foi convidado para elaborar um idioma próprio para os extraterrestres. “A intenção era fazer algo que não soasse humano, mas que pudesse ser falado pelos atores”, diz. “Não poderia fabricar sons com algum equipamento eletrônico, por exemplo, porque ninguém conseguiria pronunciá-los.” A iniciativa rendeu um dicionário com o vocabulário alienígena, publicado em 1985, e foi utilizada no roteiro de outros filmes, além de estimular pesquisas feitas por entusiastas das línguas ficcionais.

O sueco Felix Malmenbeck, por exemplo, só começou a acompanhar Star Trek após conhecer o idioma construído por Okrand — hoje, ele é membro do Instituto de Língua Klingon e responsável por desenvolver um curso online do dialeto extraterrestre no Duolingo, serviço online para o aprendizado de novos idiomas. “O projeto entusiasmou toda a comunidade de fãs e muitos de nós participamos dessa iniciativa”, afirma o sueco, que ainda não tem previsão para lançar o projeto. “Preparar esse curso é mais diversão do que trabalho.”

Malmenbeck foi inspirado pelo trabalho do escritor britânico J. R. R. Tolkien, uma das maiores referências na cultura geek com a criação do universo da trilogia de livros O Senhor dos Anéis, obra publicada pela primeira vez em 1954. Além de escritor, Tolkien era filólogo — especialidade que se dedica ao estudo de línguas históricas — e tinha o costume de desenvolver idiomas por
passatempo. Aprendeu latim e finlandês, o que o ajudou na hora de criar os nomes dos personagens de suas histórias e de elaborar idiomas como o élfico, considerados pelos especialistas como incrivelmente sofisticados.

UNIDOS FALAREMOS

Estudar um idioma artificial pode parecer excêntrico, mas a atividade já foi levada a sério por pessoas que desejavam construir um mundo melhor. Surgido no século 19, o esperanto foi planejado pelo médico e filólogo Ludwik Zamenhof para promover a comunicação internacional e cultivar a harmonia entre diferentes povos.

Com alfabeto romano e vocabulário semelhante ao de línguas neolatinas, sua gramática não foi feita para substituir todas as línguas naturais, mas é considerada simples de aprender por seus falantes. A norte-americana Arika Okrent, autora do livro In the Land of Invented Languages (“Na Terra de Línguas Inventadas”, sem edição no Brasil), afirma que o idioma se popularizou após a Primeira Guerra Mundial. “Nesse período, a Sociedade das Nações pretendia tornar o esperanto uma língua oficial”, diz. “Mas qualquer grande projeto social passou a ser considerado banal e utópico depois da Segunda Guerra Mundial.”

Karina Oliveira, estudante de mestrado do Departamento de Linguística da USP, dedica sua pesquisa à fonologia do esperanto. Quando tinha 17 anos, começou a estudar o idioma e passou a praticá-lo em viagens e congressos, onde conheceu pessoas com o mesmo interesse. “As conferências de esperantistas acontecem todos os anos, em localidades diferentes”, diz. “E hoje essa comunicação é muito mais fácil, já que a internet proporcionou um aumento de falantes da língua nos últimos anos.”

No Brasil, existem associações dedicadas ao idioma, que oferecem cursos e vendem livros traduzidos para o esperanto. “Todo clássico da literatura existe em esperanto, inclusive O Senhor dos Anéis”, afirma Oliveira. Na versão em inglês do Duolingo, mais de 460 mil pessoas fazem ou já fizeram o curso de esperanto, disponível desde o ano passado.

3_7

Categoria: Interjeição
Significado:
1 “Saúde!”
2 Termo usado em brindes, literalmente significa “que seu sangue grite!”
Explicação: Para terráqueos, o som da fala dos Klingons soa como um grito ou grunhido: palavras com “ch” ou “gh”, por exemplo, são pronunciadas quase como um gargarejo, bem acentuadas no fundo da garganta. Quando o vocábulo tem indicações com o sinal de apóstrofo, o som deve ser suprimido de maneira rápida

NA BOCA DO POVO

David Peterson participa de organizações como a Sociedade da Criação da Língua, que ajuda a reunir dados sobre a construção de idiomas artificiais e a conectar pessoas que têm como hobby a criação de dialetos.

A comunidade, no entanto, ainda é discreta. “Algumas pessoas não têm o costume de compartilhar seus trabalhos”, destaca Sai Emrys, um dos fundadores da organização. “O número de profissionais dessa área ainda é minúsculo se comparado com a quantidade de pessoas que elaboram seus idiomas em segredo e só por diversão.”

O prazer em combinar letras e sons também pode ser fonte de motivação para a preservação da cultura. Se a manutenção da língua Klingon é o objetivo de um grupo interessado em manter vivo o universo de Jornada nas Estrelas, a preservação de idiomas reais também mobiliza muita gente. “A relação entre um idioma e os traços culturais de seus povos nunca se manifesta de forma igual”, afirma Thomas Finbow, professor de linguística histórica da USP. “Há exemplos como o hebraico, considerado por muito tempo uma língua morta e ressuscitada no século 19.”

Idiomas construídos para obras de ficção jamais poderão substituir as línguas naturais, que perdem falantes ao longo da história, mas os especialistas concordam que, além de entreter os fãs, elas são uma ferramenta de estudo e análise sobre como os idiomas se comportam. Não por acaso, muitos dos inventores de dialetos são os mesmos que trabalham para revitalizar línguas humanas mortas ou ameaçadas de extinção — um levantamento feito pela Unesco, órgão de cultura das Nações Unidas, avalia que metade das 6 mil línguas faladas atualmente no planeta devem sumir até o fim deste século.

“Os desafios ao criar novas línguas contrariam a noção ingênua de que só aprender inglês no colégio é o suficiente”, diz David Peterson. “Não importa se são faladas por 1 milhão de pessoas ou apenas por duas. Essas línguas sempre carregam diferentes camadas da experiência humana.”

LINGUAGEM DAS ESTRELAS
Dialeto do povo Klingon, de Jornada nas Estrelas, que está disponível no Duolingo, serviço de aprendizado de novos idiomas

nuqneH
Categoria: Interjeição
Significado:
1 Olá
2 “O que você quer?”, em tradução literal
Explicação:
• Saudações educadas não são comuns entre os falantes nativos, conhecidos pela forma agressiva e direta de se comunicar
• Para dar boas-vindas, a expressão mais aproximada seria “yI’el” (singular) ou “pe’el” (plural), tradução para “entrem todos!”

Heghlu’meH QaQ jajvam
Categoria: Expressão
Significado: Literalmente, “hoje é um bom dia para morrer”
Explicação:
• Para a civilização dos Klingons, essa frase representa honra e apreço por uma batalha. Para eles, a derrota também é encarada como uma vitória, sendo a morte considerada como consequência de uma “causa maior”

majQa’
Categoria: Advérbio
Significado:
1 “Bom trabalho”; “bem-feito!”
2 Expressão de aprovação
Explicação:
• O prefixo maj significa “bom” e Qa’ pode ser traduzido como “feito”, mas também como “alma”
• Os fragmentos linguísticos dos Klingon compõem o significado final das palavras, como na língua japonesa

Hab SoSlI’ Quch
Categoria: Expressão
Significado: Um dos mais graves insultos entre os Klingon, pode ser
traduzido como “sua mãe tem uma testa lisa”
Explicação:
• A sequência das palavras nessa frase indica uma das regras gramaticais mais curiosas em Klingon: ao criar o idioma, o linguista Marc Okrand decidiu que as frases seriam sempre posicionadas na ordem objeto-verbo-sujeito

Frases úteis

Dothraki:

Athchomar chomakea!
“Saudações a todos!”

Yer zheanae (sekke)
“Você é (muito) bonito(a)”

Finne zhavorsa anni?
“Onde estão meus dragões?”

Asshekhqoyi vezhvena!
“Feliz aniversário!” (versão resumida de “Anha zalak asshekhqoyi vezhvena yeraan!”, que significa “Desejo um excelente dia de sangue a você!”)

Klingon:

nuq ‘oH ponglIj’e’?
“Qual é o seu nome?”

nuqDaq ‘oH puchpa’’e’?
“Onde fica o banheiro?”

HIQaH! QaH!
“Socorro!”

qoSlIj DatIvjaj
“Feliz aniversário”

QIt yIjatlh
“Fale mais devagar”

Arquivo X | Livros contarão a história da adolescência de Mulder e Scully

0

Romances chegam em janeiro de 2017 nos EUA

Cesar Caglioni, no Omelete

Os fãs de Arquivo X podem comemorar. Segundo com a EW, dois livros que aprofundam a mitologia da saga serão lançados em 2017. Os livros The X-Files: Origins serão ambientados em 1979 e acompanharão as adolescências de Mulder (David Duchovny) e Scully (Gillian Anderson).

Agent of Chaos, que contará a história do jovem Mulder, será escrito pela autora Kami Garcia, enquanto Devil’s Advocate, que acompanhará a juventude de Scully, será escrito por Jonathan Maberry.

arquivo-x-10a-temporada-02

“Eu sou um grande fã do programa, a oportunidade de trabalhar com autores maravilhosos e histórias sobre esses personagens é um sonho para mim. Por que Mulder virou um crédulo? E por que Scully se tornou uma cética? Poderemos contar todas essas histórias”, disse Erin Stein, editora da Imprint, que será responsável pela publicação dos livros.

Direcionados a um público mais jovem, os dois livros de The X-Files: Origins serão lançados simultaneamente em janeiro de 2017 nos EUA. Não existe previsão de chegada no Brasil.

Arquivo X foi originalmente exibida entre 1993 e 2002 e teve 202 episódios ao longo de nove temporadas. A série rendeu duas outras derivadas, além de dois filmes. Seis novos episódios foram produzidos e estão sendo exibidos no Brasil pelo canal pago Fox às segundas-feiras, 23h45

Go to Top