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Site mostra quantos livros você poderia ler em vez de usar redes sociais

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Redes sociais: moderação de uso é tendência global (Reprodução/Getty Images)

Ao deixar de usar aplicativos como Facebook, Instagram e Twitter, tempo médio de uso poderia ser usado para ler 200 livros ao ano

Lucas Agrela, na Exame

São Paulo – Quanto tempo você passa usando Facebook, Instagram e Twitter diariamente? Se seu perfil se encaixa na média mundial, o tempo gasto nas redes sociais por dia é de duas horas e 23 minutos, segundo a edição deste ano do relatório chamado Flagship, da empresa de análise de mercado GlobalWebIndex. Um site chamado Omni Calculator mostra quantos livros que você poderia ler anualmente se substituísse o hábito de checar constantemente suas redes sociais pelo hábito da leitura.

Quem passa duas horas por dia usando esses aplicativos sociais, em um ano, poderia ler 195 livros – considerando que cada um deles tenha 240 páginas (de 250 palavras) e que a sua velocidade de leitura seja de 200 palavras por minuto. No site, você pode configurar o seu tempo de uso (logo no primeiro campo do formulário) e as demais informações são exibidas automaticamente. Todo o site está em inglês, mas tem palavras conhecidas, como books (livros) ou social media (redes sociais).

Recomendado no site do Fórum Econômico Mundial, o Omni Calculator também mostra outras comparações menos úteis, como quantas vezes você poderia ouvir Despacito por dia ou quantas vezes poderia assistir a todas as dez temporadas do seriado americano Friends por ano, caso optasse por deixar de usar as redes sociais.

Como escrevem os criadores do site, o tempo, mesmo que pareça pouco, pode ter um impacto significativo na óptica anual. “Um intervalo de cinco minutos a cada hora são centenas de horas por ano”, dizem.

Por conta disso, a recomendação dos criadores do site é tirar férias de redes sociais de tempos em tempos e desativar notificações para evitar que você abra várias vezes por dia um app de rede social.

Segundo a GlobalWebIndex, 58% jovens da geração Z (nascidos a partir dos anos entre as décadas de 1990 e 2000) dos entrevistados para seu relatório de uso global da Internet afirmaram ter tomado medidas para reduzir o uso das redes sociais no último ano. No entanto, a consultoria vê essa tendência como uma maturidade das redes sociais, que mantêm a relevância para acompanhar notícias, obter informações sobre produtos e estabelecimentos comerciais e compra e venda de artigos. Essa tendência global de moderação no uso de celulares fez com que empresas como Apple, Google e Instagram oferecessem recursos para o uso mais consciente de seus aparelhos e aplicativos.

‘Walking tour’ passeia por livrarias e sebos do Rio nesta sexta

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Guia de turismo Juliana Fiúza mostra como o mercado livreiro carioca influenciou a vida cultural no Brasil (Foto: Lincoln Menezes/Divulgação)

Publicado no Jornal do Brasil

Quem nunca teve que recorrer aos velhos sebos para conseguir aqueles livrinhos baratos e até aqueles títulos que tornaram-se raros nas livrarias convencionais e que só conseguimos encontrar naquelas estantes das livrarias especializadas? Além de serem e possuírem um acervo único, sebos, livrarias e cafés são marcados pela por sua estética e estilo nostálgico, bucólico e aconchegantes e também por suas histórias que se confundem com o próprio surgimento das cidades e seus polos culturais. Por isso, a guia de turismo Juliana Fiuza criou o walking tour “Revelando um Rio de Livrarias, Sebos e Cafés”, que passeará pelos principais marcos livreiros do Rio, nesta sexta (16), o ponto de encontro é na escadaria do Theatro Municipal, às 15h. Contribuições a partir de R$10.

Muita gente não sabe, mas a origem dos sebos é a origem das livrarias no Rio, que começaram no período colonial. Era comum que as pessoas encomendassem livros aos seus parentes que viajavam de Portugal para o Rio, quando não possuíam um, recorriam à figura do livreiro viajante, que trazia os livros e vendia por toda a colônia. A origem da palavra sebo possui inúmeras versões, a mais conhecida é que seria uma metonímia sobre livros que são muito manuseados ficarem ensebados. Quem conta essas histórias é Juliana, que foi a fundo nas pesquisas e nos livros para montar o roteiro do passeio cultural:

“Eu recebi um folheto com a referência de todos os sebos e livrarias do Rio, alguns eu não conhecia, mesmo frequentando mensalmente a maioria deles. Como já faço inúmeros passeios no meio literário, resolvi criar um que falasse dos sebos e das livrarias, sem excluir os cafés que coexistem em algumas. A pesquisa se concentrou então e livros escritos por cronistas, como João do Rio, Luís Edmundo, Machado de Assis e Lima Barreto, que se preocuparam em registrar o Rio e sempre abriam um espaço para a literatura. Artigos acadêmicos também foram essenciais”, afirma a guia de turismo.

O tour tem a concentração inicial no Theatro Municipal e passa pelos principais sebos da cidade: Academia do Saber, Letra Viva e Antiqualhas. E também pelas maiores e mais antigas livrarias alternativas: Folha Seca e Leonardo da Vinci. Esta última existe há mais de cinquenta anos e atualmente é comandada por Daniel Louzada que trouxe novos ares para a livraria, como café e coleções interativas e instigantes. Um exemplo: uma das bancadas da livraria ficam livros embrulhados em papel, de forma que é impossível saber o livro que está dentro. No embrulho, Daniel escreve frases, pequenos resumos ou figuras. O leitor, caso goste, compra sem saber qual é o livro que está levando.

“Trabalho com livros há muito tempo. A Da Vinci foi a oportunidade de realizar um sonho pessoal e continuar trabalhando com livros em algo que fizesse sentido para mim, uma livraria independente que não fosse um mero entreposto de venda, mas um espaço de discussão e troca para a comunidade, para a cidade. Acredito que esse é o presente e o futuro possível para o comércio de rua com as nossas características. A Da Vinci se baseia, em primeiro lugar, no espírito que a livraria cultivou e desenvolveu ao longo de décadas. Esse é o pilar fundamental. Em segundo lugar, estamos sempre atentos ao que as livrarias independentes estão fazendo no mundo e no Brasil para se manter em conexão com os leitores e cidadãos”, afirma Daniel

Três histórias cariocas que ilustram como o Rio mudou o mercado editorial no Brasil:

1) Outra descoberta de Juliana foi a forma como os livros eram vendidos e que contrasta com o cenário atual do setor livreiro. Em “A Alma Encantadora das Ruas”, João do Rio detalha sobre os livreiros, que não só eram muitos pelas ruas, mas que também recitavam versos e histórias para venderem as obras: “O curioso é que ele informa que era uma profissão muito rentável, que o lucro do dono de uma livraria era de seiscentos por cento, e que a comissão dos livreiros ambulantes era ótima, portanto, se vivia tranquilamente só vendendo livros. Hoje vivemos em uma crise do mercado editorial, e se passaram só cem anos”, explica Juliana.

2) A livraria José Olympio, com fundador homônimo, foi criada em 1931, em São Paulo, mas logo depois, em 1934, foi transferida para o Rio, na Rua do Ouvidor, 110. Foi a maior editora do país nas décadas de trinta e quarenta. Entre os trabalhos editoriais mais proeminentes de Olympio estão uma coleção de José de Alencar, de 1951; e, em 1952, publicou a primeira tradução brasileira de Dom Quixote.

3) Numa época em que o comércio de livros era dominado por estrangeiros: Garnier (francês), Laemert (irmãos e alemães), surge o fluminense Pedro da Silva Quaresma, que comprou a Livraria do Povo. Por cinquenta anos foi o único livreiro brasileiro. Ele sentiu que tinha um público-alvo a ser conquistado: a população semiletrada e ofereceu um livro fácil de compreensão e bem prático de ser lido. Propõe então um livro de cunho popular em formato reduzido, o que chamamos hoje de Pocket Book. Acessível também no preço. Ficaram conhecidos como “Edições Quaresma”.

Estas e outras histórias podem ser aprendidas em “Revelando Um Rio de Livrarias, Sebos e Cafés” e é dedicado a todos aqueles que amam livros, cultura e história. O valor é o pedido de uma contribuição a partir de R$10, que pode ser pago no dinheiro ou cartão, para a manutenção do projeto e remuneração dos guias, que não recebem qualquer tipo de patrocínio e o projeto é financiado com as contribuições dos próprios participantes. Outras datas estão previstas para acontecer o mesmo tour, para mais informações basta entrar em contato com a guia de turismo Juliana Fiuza pelo telefone e whatsapp 21 98091-2606.

Serviço: Evento: Revelando um Rio de Livrarias, Sebos e Cafés / Walking tour que revela as origens dos livreiros do Rio de Janeiro através de visitações a sebos, livrarias e cafés históricos do centro da cidade / Data: 16 de agosto (Sexta) / Horário: 15h / Duração: 3h aprox. / Começa: Escadaria do Theatro Municipal / Termina: Livraria Folha Seca (Rua do Ouvidor) / Guia de Turismo: Juliana Fiúza / Sugestão do que levar: Água, sapatos e roupas confortáveis / Valor: Contribuições a partir de R$10. É possível pagar em dinheiro e cartão de crédito ou débito. Em caso de contribuição acima de R$20, é possível parcelar o valor.

Os cinco livros mais importantes de Toni Morrison

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Toni Morrison: escritora produziu romances com temas tabus para a época (Timothy Greenfield-Sanders/Bloomberg)

Primeira negra a ganhar o Nobel de literatura, escritora morreu nesta terça-feira, 6, aos 88 anos

Publicado na Exame

Ganhadora de um Nobel de Literatura e de um Prêmio Pulitzer e uma gigante da literatura afro-americana, a escritora Toni Morrison tratou do legado da escravidão nos Estados Unidos com uma voz poética e ao mesmo tempo crua, influenciando gerações de autores.

Abaixo, algumas de suas principais obras:

‘O olho mais azul’ (1970)

Primeiro romance de Morrison, publicado ao 39 anos, este livro conta a história de uma garota negra na década de 1940 em Ohio, que sonha com ter olhos azuis. Para a menina, um sinônimo de brancura e de beleza em um mundo assombrado pela escravidão.

Vívido, sensível, mas também duro e sem filtros, o livro foi descrito pelo jornal “The New York Times” como “uma prosa tão precisa, tão fiel ao discurso e tão carregada de dor e assombro que o romance se torna poesia”.

À época, teve uma resposta ambivalente do público, com baixas vendas. Começou a ganhar reconhecimento, após ser incluída em uma lista de leitura de uma universidade.

Desde então, enfrentou desafios legais e chegou a ser banido em escolas de vários estados americanos por tratar de temas tabu como incesto e abuso sexual infantil.

‘Canção de Salomão’ (1977)

Segundo romance de Morrison, ganhador do prestigioso US National Book Critics Circle Award, mistura realismo mágico, folclore e sociologia para contar a história de uma adolescente que tenta esquecer de seu passado como uma escrava.

Apresenta um dos temas caros à escrita de Morrison: a complicada busca por identidade em um mundo hostil.

‘Amada’ (1987)

Com seu quinto livro, Morrison virou uma celebridade do dia para a noite, ao dramatizar a dolorosa história real de Margaret Garner, uma escrava fugitiva que matou a filha em 1856 para salvá-la de uma vida de servidão.

“É uma obra-prima americana, a qual repensa, de um jeito curioso, todos os grandes romances da época em que é escrito”, escreve A.S. Byatt, no jornal “The Guardian”, por ocasião do lançamento.

Em decisões polêmicas, “Amada” foi preterido em dois dos principais prêmios americanos da área ao ser publicado, levando 48 escritores a assinarem uma carta aberta na “New York Times Book Review”, denunciando o não reconhecimento de Morrison.

Em 1988, veio, então, o Prêmio Pulitzer, adaptado para o cinema dez anos depois como “Bem-amada”, estrelado por Oprah Winfrey como a mãe, Sethe.

‘Paraíso’ (1998)

“Paraíso” completou a trilogia de romances de Morrison, iniciada com “Amada” e seguida por “Jazz” (1992), desafiando a leitura dominante do passado, ao explorar, especificamente, a história afro-americana desde meados do século XIX até os dias atuais.

Primeiro livro escrito depois de ser agraciada com o Nobel de Literatura, em 1993, “Paraíso” apresenta seu típico estilo de múltiplas vozes narrativas com saltos temporais para abordar as causas de um brutal assassinato em uma cidade de Oklahoma nos anos 1970.

‘Voltar para casa’ (2012)

“De quem é esta casa?” é a pergunta que abre este romance, que trata de um outro tema recorrente no trabalho de Morrison: o que é um lar e como isso nos molda, ou nos dilacera.

Nele, conta a história de um rapaz nos seus 20 anos que volta para casa, em Seattle, depois de lutar na Guerra da Coreia. Um jovem que deixa “um Exército integrado” para retornar para “um país segregado”, como escreveu o jornal “The New York Times” em uma resenha na época do lançamento.

Após mais de 40 anos, Livraria Camões, no Centro do Rio, encerra suas atividades

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Livros estão sendo vendidos com descontos | Nelson Lima Neto

Nelson Lima Neto, no Blog do Ancelmo Gois

A vida da Livraria Camões, a histórica loja que há mais de 40 anos ocupa o mesmo espaço no Edifício Central, na Av. Rio Branco, encerra-se hoje. Durante os últimos dias, como se vê na foto, a loja colocou os livros à venda com descontos que fizeram o movimento triplicar — no horário do almoço, ficava difícil até circular pelo salão. Será o fim da última livraria física no Rio dedicada à literatura portuguesa.

Desde 2014, o espaço foi assumido pela editora Almedina, que passou a oferecer suas edições de livros, a maioria sobre especialidades como o Direito, Ciências Sociais e Humanos, e Economia.

Séries “La Casa de Papel” e “Elite”, da Netflix, vão virar livros

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O acordo entre as duas empresas já conta com títulos de estreia

Publicado no PC World

Nesta segunda-feira (22), o Grupo Planeta anunciou um acordo editorial de âmbito global com a Netflix. Do casamento nascerão livros baseados em séries originais do serviço de streaming.

O Grupo Planeta publicará romances, livros de não-ficção e HQs, todos em castelhano, para Espanha e América Latina. A intenção é ampliar os universos narrativos e criativos das séries.

“Em um mundo cada vez mais globalizado, com uma linha tênue entre a publicação de livros e os conteúdos audiovisuais, estamos muito felizes com o acordo alcançado com a Netflix e com a possibilidade de publicar os livros dessas séries que são sucesso mundo afora. Estamos convencidos que os livros serão um complemento perfeito às séries”, disse Jesús Badenes, diretor geral da Divisão de Livros do Grupo Planeta.

Os fãs das séries espanholas La Casa de Papel e Elite, e da mexicana A Casa das Flores, já podem ficar animados, pois serão os primeiros a terem acesso às versões escritas de seus programas audiovisuais.

“São títulos muito queridos por nossos membros no mundo todo e estamos orgulhosos de que escritores hispanofalantes se inspirem nestas grandes histórias e personagens”, afirmou Paco Ramos, vice-presidente de conteúdo original da Netflix.

Os primeiros títulos chegarão às livrarias entre setembro e dezembro de 2019.

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