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Posts tagged livros

Fronteiras do Universo: série baseada nos livros de Phillip Pullman ganha primeiras imagens

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Publicado no Metro Jornal

A trilogia “Fronteiras do Universo”, do britânico Phillip Pullman, vai ganhar uma adaptação para a TV, desenvolvida pela BBC e pela HBO. “His Dark Materials”, nome da saga em inglês, contará com oito episódios, que devem ser lançados ainda este ano. Na quinta-feira (24), foram divulgadas as primeiras imagens da série.

“His Dark Material” conta a história da orfã Lyra Belacqua, que vive em uma realidade paralela muito próxima a nossa. Por lá, a alma das pessoas vive fora do corpo e se manifestam na forma de um animal, chamado de “daemon”. Lyra vive na Universidade de Oxford e acaba descobrindo a existência do “pó”, uma substância misteriosa que o Magisterium – a liderança religiosa dessa realidade – diz fazer mal às pessoas.

O primeiro livro da saga, “A Bússola de Ouro”, chegou a ser adaptado aos cinemas, com Nicole Kidman (“Big Little Lies”) e Daniel Craig (“007: Contra Spectre”) no elenco, mas sofreu forte represália da Igreja Católica na época e teve recepção mista por parte da crítica especializada. Ainda assim, o longa recebeu duas estatuetas no Oscar.

A nova adaptação conta com Dafne Keen (“Logan”), Ruth Wilson (“The Affair”), James McAvoy (“X-Men: Apocalipse”) Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”) e Clarke Peters (“Três Anúncios para um Crime”) no elenco. Os primeiros episódios serão dirigidos por Tom Hooper (“O Discurso do Rei”). A segunda temporada da série já foi confirmada.

George R. R. Martin diz que deve terminar novo livro até o meio de 2020

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George R. R. Martin, criador de Games of Thrones (Rich Polk / Stringer/Getty Images)

A série da HBO Game Of Thrones foi adaptada a partir dos livros que antecederam “Os Ventos do Inverno”, aguardado desde 2011

Victor Sena, na Exame

A espera parece estar chegando ao fim. George R. R. Martin revelou que pretende terminar o sexto livro da série “As Crônicas de Gelo e Fogo” até o começo de 2020, antes de uma viagem que fará à Nova Zelândia. Os livros deram origem ao fenômeno da TV Game Of Thrones.

Intitulado de “Os Ventos do Inverno”, o livro é aguardado pelos fãs desde 2011, ano em que Martin lançou o volume anterior, “A Dança dos Dragões”.

George disse em um post no seu blog nesta quarta-feira (21) que pretende chegar à Nova Zelândia com o próximo livro “em mãos”. O autor deve ir ao país para participar da World Science Fiction Convention (Convenção Mundial de Ficção Científica, em tradução livre), que acontecerá entre 29 de julho e 2 de agosto de 2020. Martin foi convidado para ser uma espécie de mestre de cerimônias.

“Se eu não tiver ‘Os Ventos do Inverno’ em mãos quando eu chegar na Nova Zelândia para a convenção, vocês têm aqui a minha permissão formal para me aprisionar em uma pequena cela, sobre aquele lago de ácido sulfúrico, até eu terminar. Contanto que os vapores acre não atrapalhem meu velho processador de texto DOS, eu ficarei bem.”

Com o fim de Game Of Thrones, os fãs voltaram-se mais uma vez para a perspectiva de lançamento de “Os Ventos do Inverno”. George R. R. Martin é conhecido por escrever devagar, tanto é que a série da HBO ultrapassou os livros nas últimas temporadas, criando, então, um enredo inspirado em algumas orientações de Martin e nas ideias dos produtores David Benioff e D.B Weiss.

O autor já havia comentado que o fim dos livros será parecido e diferente, ao mesmo tempo, do que foi mostrado em Game Of Thrones.

“Como tudo vai acabar? Ouço as pessoas perguntando. O mesmo fim que a série? Diferente? Bem… Sim. E não. E sim. E não. E sim. E não. E sim”, escreveu, causando certo mistério.

Após “Os Ventos do Inverno”, George R. R. Martin pretende lançar o último livro da série, com o nome de “Um Sonho de Primavera”.

Barbeiro dá desconto para crianças que lerem em voz alta enquanto trabalha

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Publicado no Hypeness

A barbearia The Fuller Cut, em Michigan (Estados Unidos), ficou famosa por oferecer descontos a crianças que leem em voz alta enquanto cortam o cabelo. A iniciativa surgiu quando o barbeiro Ryan Griffin soube que outras lojas do país ofereciam um programa similar e decidiu levar a ideia à sua comunidade.

Os pequenos que leem para o barbeiro ganham um desconto de US$ 2 no corte – o equivalente a R$ 9. Como muitos não conseguem terminar a leitura durante o corte, Ryan mantém um registro para saber onde o livro parou, de forma que as crianças possam retomar a narrativa no local certo em uma próxima oportunidade.

A iniciativa existe desde agosto de 2015 e se tornou viral em 2016, o que fez com que muitas doações de livros fossem recebidas. Desde então, a barbearia informou que já teve notícias de mais 300 estabelecimentos que passaram a praticar promoções similares.

Além de estimular a leitura, a barbearia faz questão de oferecer livros que contem histórias de pessoas negras, como grande parte dos moradores da comunidade em que se situa. Assim, as crianças não só exercitam a leitura, mas também têm acesso a histórias que retratam pessoas como elas.

Conheça os escritores que usavam tarô e os jogos de sorte na escrita de seus livros

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William Butler Yeats, Philip K. Dick e Jorge Luís Borges eram alguns que se influenciaram pelas cartas e moedas nos rumos tomados em suas obras

André Nogueira, na Aventuras na História

O tarô e os jogos de sorte são elementos importantes para algumas pessoas quando se trata de tomada de decisões. O tarô, por exemplo, pode recriar trajetórias de vida e projetar sua continuidade e, assim, produzir uma narrativa sobre o futuro.

Muitos artistas tiveram suas vidas marcadas pelo gosto pelas cartas e pela sorte aleatória. Philip K. Dick, por exemplo, autor de O Homem do Castelo Alto, decidiu a trajetória de sua obra tendo como principal influência uma moeda que lançava corriqueiramente sobre sua mesa para decidir rumos narrativos. O famoso “cara ou coroa” guiou boa parte da história que conta a vida estadunidense após a vitória alemã na guerra e a tomada do país pelos nazistas.

P. K. Dick / Crédito: Wikimedia Commons

Nessa época, Dick estava também muito influenciado pela sua recente descoberta: um jogo místico chamado I-Ching, de origem chinesa, muito próximo do esquema do tarô, mas que funciona a partir de números e moedas. O autor usava a diversidade de rumos possibilitados pelo uso do I-Ching para sua massiva produção de obras. Os jogos de moedas usados por Dick eram essenciais para sua produção literária.

O I-Ching é um jogo que permite o diálogo. As moedas respondem suas perguntas com o positivo e o negativo (sim e não). Já no tarô, a experiência é mais profunda e modificadora.

Tarólogos dizem que o uso das cartas é uma forma de traçar um relato compreensível em meio à confusão da vida. Seria uma estratégia de conceber um trajeto delineável e narrável em meio às múltiplas possibilidades de caminhos já percorridos e a se percorrer. Essa característica do tarô fez com que o jogo atraísse a atenção e o afeto de grandes nomes da literatura mundial.

O tarô começa na mesa como num mapa / Crédito: Reprodução

Sylvia Plath, por exemplo, usou o tarô para produzir pelo menos três poemas completos da compilação Ariel, de 1965, e, a partir deles, concebeu o desenvolvimento de uma trajetória guiada, como em um jogo de tarô.

William Butler Yeats, conhecido por sua ligação com filosofias ocultistas, usou frequentemente o tarô em sua obra, não somente na tomada de decisões, mas no próprio imaginário poético de sua narrativa.

A pintora e escritoa Leonora Carrington imaginava o tarô como o equivalente a espelhos, pois mostram aquilo que não conseguimos ver, e usou essa metáfora em diversas obras surrealistas que produziu.

Pamela Lyndon Tavers teve sua vida bastante influenciada pela crença no tarô. Sua principal obra, Mary Poppins, é marcada pelo clima obscuro e incerto, muito mais do que as versões cinematográficas. Tavers era frequentadora constante de sessões de tarô, mesmo que não necessariamente para pensar o rumo de suas obras, mas para pensar em sua vida pessoal. A adoção de sua filha e a mudança de casa foram frutos diretos do resultado de seu jogo de cartas, por exemplo.

P. L. Tavers / Crédito: Wikimedia Commons

Jorge Luís Borges, talvez o maior escritor da história argentina, também era um adorador desses jogos de sorte. Muito afeito ao tarô, Borges se deixou influenciar muito, na vida privada e em sua obra artística, pelas sessões de carta. Chegou a escrever uma poesia cuja principal influência era o I-Ching, chamada Para uma versão do I-Ching, em A Moeda de Ferro (1976):

Nosso futuro é tão irrevogável

Quanto o rígido ontem. Não há nada

Que não seja uma letra calada

Da eterna escritura indecifrável

Cujo livro é o tempo. Quem se demora

Longe de casa já voltou. A vida

É a senda futura e percorrida.

Nada nos diz adeus. Nada vai embora.

Não te rendas. A masmorra é escura,

A firme trama é de incessante ferro,

Porém em algum canto de teu encerro

Pode haver um descuido, a rachadura,

O caminho é fatal como a seta,

Mas Deus está à espreita entre a greta.

J. L. Borges / Crédito: Wikimedia Commons

O uso dessas formas de pensar o futuro foi tão influente na arte, em tantas partes do mundo, que em muitos aspectos a presença do tarô e do I-Chang não pode ser ignorada para pensar o desenvolvimento artístico e autoral de diversas figuras centrais da literatura.

Para muitos, o campo místico e supersticioso da análise do tempo pessoal é suporte básico para a vivência pessoal e para a experiência artística e da sublimação, servindo como preenchimento dos vácuos que a vida propriamente material não consegue acessar.

O tarô, que muitas vezes sofre preconceitos e represálias, foi fonte primal para o nascimento de romances e contos que não podem ser negados pelos que presam a arte. Afinal, é muito difícil negar a qualidade dos contos de Borges, das alucinadas histórias de Dick ou dos quadros de Carrington e todos eles se basearam na sorte e na superstição para poderem existir hoje.

Raízes do Mal, livro de Stranger Things, será lançado no Brasil este mês

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Myrna Ariel,no Desencaixados

Em 2019 é oficial que Stranger Things estará de volta, mas o público não irá ouvir o nome dessa série apenas na plataforma de streaming. Ampliando a história para além das telas, a Netflix e a editora Penquin Random House se uniram e estarão produzindo alguns livros ligados ao universo de Stranger Things, e o 1° título chama-se Raízes do Mal.

O livro abordar assuntos que não foram muito aprofundados na série, como por exemplo, a história da mãe da Eleven e a sua relação com o projeto MKUltra que será o enredo principal de Raízes do Mal. A obra foi escrita por Gwenda Bond, e nela teremos narrações de fatos que aconteceram antes da série.

Raízes do Mal (Suspicious Minds) foi lançado nos Estados Unidos em outubro de 2018, aqui no Brasil o livro será distribuído pela Editora Intrínseca com data de lançamento programada para dia 10 de maio. Outros livros já foram lançados nos EUA, um deles conta um passado traumático sobre Max e como sua família acabou parando em Hawkins, já outra obra conta a experiência realizada em uma cobaia antecessora da Eleven.

Stranger Things é uma série produzida pela Netflix e que está prestes a lançar a sua 3° temporada. Protagonizada por crianças, a trama principal da 1° temporada gira em torno de um grupo de amigos, onde um deles acaba desaparecendo em Montauk, Long Island. Todos da cidade se prontificaram em ajudar nas buscas pelo menino, porém ninguém conseguiu encontra-lo. Mas nada é tão simples, coisas estranhas acontecem em Montauk, até mesmo coisas sobrenaturais.

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