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Empresária lê até 10 livros por mês e atrai mais de 11 mil seguidores ao revelar histórias que mudaram sua vida

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A empresária confessa que não perde a oportunidade de ler nenhum dos livros que recebe em casa (Foto: Arquivo Pessoal | Stephany Almeida)

A empresária confessa que não perde a oportunidade de ler nenhum dos livros que recebe em casa (Foto: Arquivo Pessoal | Stephany Almeida)

 

Além de descobrir um refúgio para a tristeza, Stephany Almeida, moradora de Areal, RJ, se descobriu como inspiradora de novos leitores.

Aline Rickly, no G1

Há três anos, a empresária Stephany Almeida, de 30 anos, encontrou na leitura um refúgio e uma forma de escapar da tristeza. Moradora de Areal, na Região Serrana do Rio, ela tem dois filhos: uma menina, de 5 anos, e um menino, de 10, e também administra uma loja de roupas. Mesmo com tanta ocupação, contou que chega a ler dez livros em um mês.

Em 2015, sem ter com quem dividir as dezenas de histórias que consumia, resolveu criar um perfil nas mídias sociais – Ste bookaholic – que já conquistou mais de 11 mil seguidores. O número quase alcança o de habitantes da cidade de Areal, que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), possui 11.423 moradores.

“Nem imaginava que ia ter todo esse alcance quando comecei, mas foi acontecendo e hoje é uma das coisas que me deixa mais feliz. Me fez descobrir uma nova missão na minha vida. É gratificante poder inspirar tantas outras pessoas a amarem a literatura, assim como eu”, diz.

O encontro com Nicholas Sparks

Uma das recompensas desde então foi participar de uma sessão de autógrafos com um de seus autores preferidos, Nicholas Sparks, no Leblon. Ele é autor de obras como Diário de uma paixão, Querido John, Dois a dois e A Última Música.

“Eu sempre gostei de ler. Não tanto, mas sempre li. Há uns três anos, estava muito desanimada e começando a ficar deprimida e então encontrei na leitura uma cura. A partir daí comecei a ler sem parar. Terminava um livro e começava outro. Lia as histórias e amava”.

Stephany confessa que, em meio a tantas ocupações, como arrumar as crianças, levar para a escola, além de administrar a loja, encontrar um espacinho no meio do dia para embarcar em uma história não é uma tarefa tão fácil.

“Às vezes leio de manhã, antes das crianças acordarem. Alguns dias consigo ler na loja. Mas o momento em que mais consigo me dedicar é durante a noite, enquanto as crianças brincam ou dormem”, disse.

No início, ela contou que a leitura e os perfis nas mídias sociais eram só uma distração, onde postava apenas uma pequena legenda sobre as histórias e pronto. Porém, conforme o número de seguidores foi crescendo, a responsabilidade também aumentou.

“Alguns autores começaram a entrar em contato para enviar seus livros. Então comecei a levar mais a sério e a me dedicar mais, escrevendo resenhas mais longas sobre as obras e caprichando mais nas fotos”, comentou.

Stephany revela que não perde a oportunidade de ler todos os livros que recebe em casa, seja das editoras ou dos autores. E sempre que compra um livro, compra para os filhos também para incentivá-los à leitura desde pequenos.

Desde que embarcou nesse mundo, a empresária conta que começou também a participar de eventos como Bienal, sessão de autógrafos com autores renomados e clubes de leitura.

“Às vezes quando conto para as pessoas sobre o meu projeto elas me perguntam quanto eu recebo para isso. E quando eu digo ‘nada’, elas ficam chocadas porque hoje tudo tem um interesse por trás e eu faço por prazer. Atualmente, recebo alguns livros, mas mesmo quando não recebia, já amava”, afirmou.

Para a empresária, a leitura trouxe um novo sentido para a vida e preencheu as lacunas que antes abriam espaço para a tristeza.

“Leio muitas histórias diferentes, gosto especialmente daquelas que tocam o coração, que fazem ver o mundo com outros olhos, com empatia, que me fazem ver a realidade do outro sem julgamentos e preconceitos. A leitura me tornou um ser humano melhor”, revelou ela, que sempre sonhou em cursar medicina, mas os rumos da vida a levara a se matricular na faculdade de Assistência social, que também não concluiu. Agora, Stephany afirma que os sonhos são outros, como escrever um livro, por exemplo.

A vida depois de… usar a escrita para sobreviver na cadeia

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Felipe Menezes/Metrópoles

Felipe Menezes/Metrópoles

 

Mauro Moncks passou 2190 dias no Complexo Penitenciário da Papuda, em uma cela de três metros por um e vinte, junto com 20 homens. Com a poesia, transformada em livros, ele sobreviveu a tudo e encontrou uma nova vida

Bruna Sabarense, no Metropoles

O encontro com Mauro Moncks, 55 anos, foi marcado em um dos seus locais de trabalho: o Beirute da Asa Sul. Desde outubro do ano passado, sua realidade consiste em trabalhar de motoboy durante o dia e vender livros de bar em bar à noite.

Até aí, nada muito diferente das centenas de pessoas que, como ele, trabalham durante o dia e vendem flores, DVDs, bombons em comércios noite adentro.

O diferencial está no fato dele ser o autor dos livros que carrega em uma bolsa lateral. Os exemplares contam, em forma de poesia, um pouco do que viveu – ou deixou de viver – durante os oito anos em que esteve preso no Complexo Penitenciário da Papuda.

“Cem dias de reclusão/ sem palavras para explicar/ A angústia que eu sinto, irmão/ Como é difícil aguardar/ De novo o renascimento/ Que se chama alvará/ Esperado a qualquer momento/ Eu sei que ele vai chegar/ E como um recém-nascido/ Do cárcere eu vou sair/ Será cortado o meu umbigo/ Em vez de chorar, vou sorrir”.

O trecho acima faz parte de um dos 152 poemas escritos por Monck e publicados na obra “Eu te amo, Liberdade“. Os textos foram fluindo e as palavras conseguiram salvar e libertar a mente, enquanto o corpo continuava atrás das grades.

Mauro Moncks com a obra “Eu te amo, Liberdade” em mãos. As poesias do livro salvaram o autor enquanto esteve preso por oito anos

Mauro Moncks com a obra “Eu te amo, Liberdade” em mãos. As poesias do livro salvaram o autor enquanto esteve preso por oito anos

 

Nascido em Pedro Osório (RS), Mauro casou-se quatro vezes. Com a última esposa, Marilene, continua junto até hoje. O primeiro casamento foi aos 16 anos e desse relacionamento nasceu a filha mais velha, Flor da Paz, que morreu apenas três anos depois. No total, ele tem quatro filhos.

Moncks traficava maconha em grande quantidade. Fazia a rota Brasil/Paraguai, quando foi preso pela Polícia Federal em 2006. Foram seis anos no regime fechado e dois no semiaberto. Grande parte das lembranças são negativas, mas por um aprendizado ele agradece:
Antes de entrar na cadeia eu tinha a mania horrível de reclamar muito. Foram 45 anos me queixando de tudo. Do trânsito, mulher, filhos, falta de dinheiro. Ao cair na cadeia eu falei: ‘bicho, do que eu estava reclamando? Eu era feliz, vivia no paraíso e não sabia’. Porque o sistema carcerário brasileiro é, literalmente, a instituição mais falida que existe. É um depósito de homens.”
Mauro Moncks

A cela onde ficou por 2.190 dias mede três metros por um e vinte, abrigava 20 homens, seis camas e um banheiro. Era nesse cenário que passava 22 horas por dia, as outras duas eram de banho de sol. “Muitos presos não representam perigo ao entrarem no presídio, mas sim ao sair. Porque o pior da cadeia não é a prisão física, é a mental”, conta Mauro.

Dentro do presídio existem os “corres” (forma que os presidiários encontram para ganhar dinheiro enquanto estão presos). Alguns atuam como agiotas, outros vendem drogas, pedaços de espaço no banho de sol e “terrenos” para receber visitas.

“Lá dentro a droga vale ouro, vale muito dinheiro. Então, as mulheres arriscam suas liberdades para garantir dinheiro para o marido. Esse para mim é o ‘corre’ mais pesado. Eu jamais faria esse tipo de coisa, não arriscaria a liberdade da minha mulher e não queria aumentar meu tempo”, explica.

Foi então que o escritor começou a fazer faxina nas celas, lavar roupa dos outros presos, tudo por dinheiro. Até que um dia, um dos presidiários o procurou para contar que estava com 40 anos, sendo que 20 saindo e voltando para o presídio, e a mulher havia cansado, resolveu largá-lo. “Ele me disse que estava querendo reconquistá-la e me passaria o perfil dela para que eu escrevesse uma carta. Alguns dias depois ele me procurou dizendo que o plano tinha funcionado e a mulher voltou para ele graças à minha carta”, conta rindo.

O fato o deixou famoso entre os companheiros de cárcere e logo Mauro estava cobrando um real por carta para reconciliar os presos com suas esposas. Nos dias bons, chegava a escrever 20 e conseguia entregar para a esposa de R$600 a R$700 por mês. A nova função fez com que ele parasse de fazer as outras atividades de limpeza.

“Minha esposa era dona de casa, estava sustentando nossos quatros filhos, não podia deixar ela na mão. As pessoas acham que todos os presos recebem auxílio reclusão, mas só as pessoas que estão contribuindo com o INSS até o dia da prisão têm esse direito para os dependentes. Eu não estava, mas descobri depois que o meu pai estava pagando para mim lá do Rio Grande do Sul”, conta.

Nasce o “semeador de palavras”
Batizado na igreja católica aos 11 anos, Mauro não tinha religião. Ele não acreditava que a salvação de um ser humano estava dentro de uma igreja e achava que a Bíblia era o livro dos ignorantes.

No presídio, sempre ao final do dia, os evangélicos realizavam um culto, onde os irmãos de cada cela liam um trecho da Bíblia. Ninguém se via, mas a oração era em conjunto.

“Eu comecei a escutar aquelas palavras: ‘E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’, ‘Tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz’, e a passagem de Coríntios 13 que fala sobre o amor, e comecei a me inspirar e escrever poemas através dos meus sofrimentos. Eu precisava descarregar em alguma coisa”, diz Mauro.

O escritor deixa claro que sua publicação não é religiosa, apenas inspirada na Bíblia, que realmente é um livro poético. Apesar disso, garante que Deus é seu parceiro e pegava em sua mão em todos os momentos que escrevia.

As palavras foram fluindo e Mauro reuniu um bom material. Foi quando começou a ter uma preocupação: como tiraria todos esses textos da penitenciária? Dentro da cadeia acontecem as invasões. Uma bomba de efeito moral é jogada, a polícia entra em todas as celas e procura armas, drogas, espalham e rasgam tudo o que encontram, e os presos são colocados seminus no pátio para serem revistados.

Com medo de perder seus pensamentos, enviava as folhas pela esposa nos dias de visita. Os visitantes são revistados para entrar, mas não para sair (raramente acontece). Se ela fosse apanhada com os escritos, só quem sofreria o castigo seria Mauro. Aos poucos, ela tirou da cadeia todo o material escrito.

Querendo se ver livre o mais rápido possível do presídio, Mauro começou a estudar e depois passou a fazer faxina para diminuir a pena. Conseguiu diminuir oito meses do tempo total.

Já no regime semiaberto, contou com o apoio da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap/DF). Foi encaminhado para a Secretaria de Cultura, onde trabalhou no projeto Mala do Livro. Lá recebeu curso e o prêmio de melhor de contador de histórias. Durante dois anos abastecia os pontos de ônibus e estações do metrô com livros, e lia para crianças em creches.

Em 2013, estava contando histórias infantis na Bienal do Livro e participou de uma matéria para uma emissora local. O dono da editora Thesaurus, Tagore Alegria, assistiu e entrou em contato. “Para lançar um livro, com diagramação boa, bem feito, como o que eu consegui publicar, é muito difícil, eu jamais faria por conta própria”, fala o autor.

Ficou combinado que Mauro trabalharia como motoboy, fazendo entregas para a editora durante o dia, e em confiança conseguiria uma tiragem de mil obras. O pagamento sairia da venda dos livros, então o autor teria que se virar para conseguir aumentar as vendas. O lançamento foi realizado no restaurante Carpe Diem, mas não deu muita gente e só foram compradas 23 unidades.

Em outubro, ele começou a peregrinação pelos bares de Brasília oferecendo seu trabalho autoral. Já está na segunda edição e conseguiu vender mais de 1.650 exemplares.

“Meu livro é uma incursão poética dentro do sistema prisional. Estou duplamente realizado, fiz bem para mim e hoje estou ajudando muitas pessoas. Outro dia fui chamado de ‘semeador de palavras’, adorei esse nome. Vou escrever uma autobiografia e vai ter esse nome”, diz sorrindo.

O material escrito por Mauro foi dividido em quatro livros. O segundo, “De férias no inferno”, deve sair ainda este ano ou no começo do ano que vem, e reúne crônicas, contos e personagens da cadeia. Os outros dois, ainda sem título, seguem a linha do “Eu te amo, Liberdade” e são poesias.

Ex-detento apresenta TCC para juíza que o permitiu estudar

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2016-06-28-banca avaliadora Lincoln

Acadêmico convidou a magistrada que, na época, concedeu-lhe liberdade condicional

Natalia Uriarte Vieira, na Univale

São José – Um reencontro emocionou quem estava presente e provou que a educação é capaz de transformar vidas. O formando do curso de Direito da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Lincoln Gonçalves Santos, ex-detento, defendeu seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) no dia 22 de junho, no Campus Kobrasol, em São José. Para compor a banca avaliadora, o aluno convidou a juíza Denise Helena Schild de Oliveira, titular da Comarca da 3ª Vara Criminal da comarca da Capital, que concedeu, na época, liberdade condicional a Lincoln em razão da progressão de regime, para ele estudar.

2016-06-28_Juiza participa de banca de TCC

O trabalho defendido pelo acadêmico intitula-se “O sistema prisional brasileiro e a possibilidade de responsabilização internacional do país, por violação de documentos internacionais de proteção dos direitos humanos”. De acordo com o professor do curso de Direito e orientador de Lincoln, Rodrigo Mioto dos Santos, desde o início da orientação eles falavam sobre a possibilidade de convidar a magistrada, ideia aprovada em comum acordo entre aluno, orientador e coordenação do curso.

“Precisamos acreditar que a educação transforma. Neste caso, a educação mudou uma vida. A universidade e todo e qualquer professor, ao meu ver, tem esta missão. Demos a nossa contribuição, agora o futuro está nas mãos do Lincoln”, afirmou o orientador.

2016-06-28-banca Lincoln

A banca avaliadora concedeu nota 10 ao trabalho realizado pelo formando em Direito. A juíza ficou muito satisfeita com o convite e, de forma emocionada, enfatizou: “Nem sempre se tem ideia do quanto é gratificante fazer justiça, abrindo caminhos e oportunizando a ressocialização de quem esteve à margem da sociedade”.

Mais informações: (48) 3211-2011, na coordenação do curso de Direito Campus Kobrasol.

Fotos: Assessoria do TJSC 

Quando os ‘piores alunos’ viram o jogo

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Publicado no Brasil Post

Que professor ou aluno nunca ouviu falar da “pior turma” da escola? Esse era o caso do 2º ano B do Colégio Estadual Dom Veloso de Itumbiara, em Goiás. Estigmatizados de serem os alunos indesejáveis, “com problemas de disciplinas e desinteressados”, 27 jovens foram agrupados em uma única turma, aquela que nenhum professor queria ensinar. Para resolver a questão, um sorteio foi feito na escola, e a professora Ayanda Lima foi designada para se responsabilizar por aqueles estudantes. “Ninguém queria ficar com esta sala, pois não acreditavam no rendimento deles, eram alunos com muita dificuldade”, lembra a professora. Qual não foi a surpresa de todos quando aqueles 27 jovens “indesejáveis” venceram a 2ª edição do Prêmio Respostas para o Amanhã, em 2015.

A existência do mito da “pior turma” não é exclusiva de escolas públicas. O caso dos jovens do Dom Veloso me fez lembrar que, certa vez, ouvi de uma experiente professora de uma escola renomada em São Paulo que os alunos do 9ª ano eram jovens apáticos e desinteressados. Fiquei surpresa com a afirmação, para não dizer indignada – um dos alunos que receberam este rótulo era meu filho! E a descrição da professora não combinava em nada com o menino agitado que eu conhecia, aquele que falava mil palavras por segundo, era louco por futebol e sabia a escala do seu time do coração de todos os campeonatos. Perguntei como podia afirmar que aqueles jovens entre 13 e 15 anos eram apáticos. Será que a falta de interesse dos alunos pela aula não seria a principal causa da apatia? Sem titubear, a professora me respondeu que de jeito nenhum, afinal, ela dava a mesma disciplina há 10 anos e todos sempre se envolveram.

Sorte maior tiveram os alunos da professora Ayanda, que não se acomodou quando recebeu o 2º ano B. Seria fácil para ela apenas responsabilizar os estudantes pelo desinteresse e dificuldades, afinal todos sabiam que aquela era “a pior sala”. Mas Ayanda tinha algo que a diferenciava dos demais educadores da escola: não acreditava que aqueles jovens fossem, de fato, piores. “Pensei, o que posso fazer com eles para tirar o rótulo de piores alunos? O que fazer para atrair sua atenção e eles perceberem a importância do conhecimento adquirido em sala de aula?”, conta a professora.

A solução encontrada por Ayanda foi convidá-los a participar de um prêmio, algo que os estimulassem e que trouxesse uma nova dinâmica para a sala de aula. O concurso escolhido foi o Prêmio Respostas para o Amanhã, que tem como objetivo engajar alunos e professores do Ensino Médio no desenvolvimento de projetos que articulem os conhecimentos curriculares com as questões cotidianas. Com foco nas áreas das Ciências da Natureza e da Matemática, o projeto deve envolver todos os alunos de uma classe, promovendo a participação democrática em todas as etapas de realização da proposta (leia mais sobre o prêmio e inscreva-se aqui até 29 de agosto).

Com a atividade, os alunos puderam sair da sala de aula e circular pela comunidade, para observar e identificar algo que pudessem melhorar com seu projeto. Juntos, os jovens escolheram o desafio de aprimorar a qualidade da água consumida pela população da zona rural de Itumbiara. Nas aulas de biologia, eles começaram a avaliar a eficácia da Moringa oleífera, planta originária da Índia, no tratamento da água na zona rural da cidade. “O projeto A Moringa uniu muito a turma e trouxe uma harmonia para a classe. Agora, por mais que duvidem de nós, temos a emoção de [saber] que somos capazes, todos nós, unidos”, afirma uma das alunas.

Pessoas como a professora Ayanda tem feito a diferença na vida de muitos jovens, ela sabe que todos são capazes de aprender. É papel da escola proporcionar experiências significativas e ajudar todos os alunos a fazer a diferença para um mundo melhor. Então, da próxima vez que você ouvir que determinada turma é “a pior”, não fique quieto. Questione o que pode ser feito para que todos, inclusive os professores, revelem o seu potencial.

*Ana Cecília, historiadora, coordenadora de projetos do Cenpec e responsável pelo Prêmio Respostas para o Amanhã

Morador de rua, que mudou de vida vendendo resenhas e livros usados, lança sua obra

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O jovem, de 24 anos, mudou de vida com os livros

O jovem, de 24 anos, mudou de vida com os livros

 

Conheça a incrível história de Philani Dladla, jovem de 24 anos, que mudou sua vida e de várias pessoas com a ajuda dos livros.

Publicado no Blasting News

Os livros salvam vidas. Conheça a história de Philani Dladla, jovem de 24 anos, de KawZulu Natal, que mudou de vida vendendo resenhas de livros pelas ruas da Johannesburgo, capital da África do Sul. Antes de se mudar para Johannesburgo, ele começou a usar drogas e perdeu tudo, inclusive a casa em que morava.

“Eu larguei meu trabalho e não podia pagar mais o aluguel – eu perdi tudo. Enquanto eu vivia nas ruas eu percebi quantos mendigos estavam ganhando dinheiro por nada nas esquinas. Eu pensei que eu poderia ser diferente e na verdade dar às pessoas alguma coisa que valesse a pena, como um livro ou uma revisão de um, em troca de dinheiro”, disse ele.

Assim, sua paixão por livros fez com que ele começasse a dar um novo rumo à sua vida. Ele começou a vender livros nas ruas depois que terminava de lê-los e estivesse capaz de oferecer uma resenha detalhada. Os preços variavam de acordo com sua opinião sobre as obras: os livros que ele menos gostava custavam 10 South African Rand (menos de 1 dólar) e os favoritos custavam 80 Rand (6 dólares). Logo sua ideia ganhou nome e ele se tornou o The Pavement Bookworm.

Como os livros mudaram a vida do morador de rua

O que ajudou Philani a parar com as drogas foram a automotivação e vários livros de autoajuda. Mas enquanto ele estava ajudando a si mesmo, ele disse que também queria ajudar outras pessoas com as quais ele tinha vivido nas ruas. Então, ele começou a usar o dinheiro da venda de livros para compras diariamente sopas e pães para as pessoas ao invés de gastar o dinheiro com drogas.

Philani criou um Clube de Leitores

Philani criou também o Book Reader’s Club para dividir seu amor pelos livros com crianças carentes. Os encontros acontecem em um parque local onde as crianças podem ir depois da escola para ler enquanto esperam os pais saírem do trabalho.

O projeto The Pavement Bookworm

Através do website The Pavement Bookworm, qualquer pessoa pode doar livros ou apoiar uma criança do Clube de Leitores. Na página, há o endereço para onde os livros devem ser enviados. Quem mora em Johannesburgo pode entrar em contato para que os livros sejam coletados.

“Eu entrego os livros às crianças com a condição de que os devolvam e me digam o que aprenderam com eles. Muitas crianças seguem pelo caminho errado depois de deixar o colegial, eu quero mudar isso. Nós não lemos juntos apenas, nós conversamos sobre esperanças, sonhos, desafios e apoiamos uns aos outros”, diz Philani.

Lançamento da obra “The Pavement Bookworm: A True Story”

No fim de outubro, o primeiro livro de Philani será lançado. “Através dessa obra, você entenderá a jornada da minha vida”, completou ele. A sinopse do livro pode ser lida no site Goodreads.

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