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Guia do Mochileiro das Galáxias | Hulu anuncia série baseada nos livros

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Hiccaro Rodrigues, no Estação Nerd

O Guia do Mochileiro das Galáxias vai ganhar uma série de TV! O aclamado livro de comédia e ficção considerado por muitos nerds leitura obrigatória vai ser adaptado pelo Hulu.

A popularidade das publicações é tamanha que o dia 25 de maio ficou conhecido como Dia da Toalha, em referência a um dos capítulos do primeiro livro, mas também como Dia do Orgulho Nerd.

O Guia do Mochileiro das Galáxias foi criado, inicialmente, como um programa de rádio da BBC, em 1978. O sucesso levou o autor Douglas Adams a adaptar a história para livros, que hoje já foram traduzidos para mais de 30 idiomas.

Carlton Cuse (Lost) será o responsável pela produção da nova série ao lado do roteirista Jason Fuchs (Mulher-Maravilha, A Era do Gelo 4).

Ainda não há data de estreia prevista para a série O Guia do Mochileiro das Galáxias.

Livro de filósofo francês ensina como enfrentar os “babacas”

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Maxime Rovere, professor da PUC-Rio Foto: QuisNilObstet/Wikimedia Commons

Com rigor filosófico e linguagem acessível, Maxime Rovere dá lições para resistir ao assédio de cretinos e megeras

Ruan de Sousa Gabriel, na Época

Por que um filósofo francês, leitor de Espinosa, abandonaria seus estudos sobre imanência, modos de percepção e a salvação dos ignorantes para escrever um livro sobre… a babaquice? Pois foi isso (ou quase isso) o que fez Maxime Rovere, professor na PUC-Rio. Em O que fazer com os babacas (Vestígio), Rovere junta um sólido repertório filosófico, linguagem acessível e bom humor para ajudar o leitor a resistir a cretinos, canalhas e megeras, àqueles que desrespeitam nosso silêncio, atacam nosso sossego com seus filhos e cãezinhos barulhentos e, às vezes, detém o poder político necessário para infernizar nossas vidas.

Conversei um pouquinho com Rovere para entender melhor como derrotar a babaquice e saber qual filósofo era o mais babaca de todos — porque já sabemos que Espinosa era o mais fofo.

Por que o senhor, um leitor de Espinosa, resolveu interromper suas pesquisas filosóficas para escrever um livro sobre a babaquice?

Meu último livro Le clan Spinoza ( O clã Espinosa , na tradução do francês), que será publicado no Brasil no ano que vem, é um estudo sobre a inteligência coletiva. Ou seja: não é tão estranho quanto parece que meus estudos se voltem para a babaquice como um fenômeno coletivo. A babaquice não é uma característica individual, mas de certas interações. Como todo mundo, eu também encontrei um babaca pessoal, alguém com quem eu tive de dividir uma casa e que não quis estabelecer regras de convivência. Esse é um dos princípios da babaquice: recusar as condições para a vida em comum. Ao perceber como é difícil se relacionar com esse tipo de gente, achei que seria interessante dedicar um estudo sério, mas acessível, à babaquice, esse fenômeno que nos afeta a todos.

No livro, o senhor menciona várias vezes seu “bacaba pessoal”. Como ele (ou ela) era?

Essa pessoa, como muitos outros babacas, pensava que todos tinham de viver como ela, que seu estilo de vida era o único possível para pessoas esclarecidas e cool. Quando o conflito começou, percebi que eu tinha convicções parecidas. Meu babaca era também meu espelho. Sempre somos o babaca de alguém. Não que meu babaca fosse um idiota, ele mas vivia de um jeito oposto ao meu e não queria negociar nada. Isso me matou: descobrir que existia gente que se recusa a negociar, que não aceita a possibilidade de estabelecer regras ainda que tenha concordado em dividir um casa com você. Isso nunca havia passado pela minha cabeça. Eu achava que todo mundo era e pensava como eu. Babacas como o meu se comportam como se os outros não existíssemos. É o que de mais violento alguém pode fazer: negar a relevância do desejo do outro.

O senhor afirma que dar lição de moral nos bacanas não é uma boa ideia. Por quê?

Diante de um babaca, tendemos a nos achar no direito de exigir, por exemplo, que ele limpe a cozinha depois de dar uma festa. Mas, como ele não tem respeito por nossas regras, tentar impô-las, uma vez que não somos o Estado e não podemos forçá-lo a nada, é inválido. Logicamente inválido. Não há como impor nossa moral sem força. Porque essa moral não se apoia na autoridade, mas em nossa insuficiência, nossa impotência de fazer com o que o babaca se comporte corretamente. Precisamos mudar de estratégia.

Como?

Em vez de desejar que os babacas desapareçam, devemos nos concentrar no que sentimos, nas emoções que eles fazem emergir em nós e em como superá-las. Precisamos expressá-las. Nossa primeira reação é xingar, mas precisamos encontrar meios de expressão mais úteis e eficazes para sair desse buraco relacional. Um insulto não ajuda em nada e pode piorar as coisas. Seguindo os filósofos estoicos, como Sêneca, acredito que é possível encontrar operações capazes reconfigurar as situações sem precisar tocar no babaca, sem tentar mudá-lo, mas tentando mudar a situação. Precisamos mobilizar nossas emoções mais fortes contra as situações, não contra as pessoas.

No livro, o senhor argumenta que a narrativa é uma maneira de expressar essas emoções: “Somente a narrativa permite apaziguar o conflito, porque ela permite à verdade emergir da intersecção dos pontos de vista sem ser necessário (…) se pôr totalmente de acordo, nem ser totalmente preciso, nem ter qualquer certeza”. A literatura pode nos ajudar a lidar com os babacas?

A narrativa é uma técnica a ser usada para se livrar de um conflito. Quando estiver diante de um babaca, peça para ele contar a versão dele dos fatos, ainda que você ache que ele está totalmente errado. Depois, talvez valha a pena você fazer um relato seu de como as coisas aconteceram. Narrar os eventos que criaram o conflito permite reconstruir o que se perdeu no meio do conflito, que é a nossa capacidade de entender e confiar no outro. Temos de reconstruir essa capacidade, que perdemos quase sem perceber. Se formos sinceros, pacientes e narradores habilidosos, podemos encontrar caminhos comuns. Aí a literatura pode ajudar, pois nos permite entrar em histórias além das nossas próprias. Se formos capazes de entender um babaca como o pai de Os irmãos Karamázov , de entrar na cabeça dele, nossa relação cotidiana com os babacas vai melhorar. Vamos saber lidar melhor com as narrativas deles e contar melhor as nossas.

E quando os babacas estão no poder?

É altamente provável que babacas estejam no poder, que ocupem posições de autoridade nos governos, nas empresas, nas famílias. Tendemos a pensar que babacas no poder são uma anomalia, uma injustiça cósmica. Mas não. Babacas no poder são quase a regra. Um tipo específico de babaca, os medíocres, tende a ascender ao poder, porque são hábeis em evitar os conflitos e discordar. Às vezes, a meritocracia só reconstrói novas formas de babaquice na elite. Não adianta isolar os melhores e lhes dar poder, porque eles vão reconstruir a babaquice entre eles. Dito isso, precisamos pensar em como se darão nossas lutas quando os babacas estão no poder. Temos de pensar em estratégias para orientar nossos governos, empresas e famílias para o que achamos melhor. A luta política é mais eficaz quando sabemos que ela é a promoção das preferencias e não a busca por justiça cósmica. Política é negociação com babacas, com adversários, com gente de quem não gostamos e que não gosta de nós.

Existe uma definição filosófica da babaquice?
É difícil, porque todo mundo define a babaquice baseado em seu babaca pessoal. Em vez de procurar uma definição universal da babaquice, devemos olhar os babacas como espelhos de nós mesmos, deixar que eles apontem nossas feridas. Filosoficamente falando, a babaquice nunca é uma característica que encontramos em pessoas. Ela aparece nas interações, nas trocas interpessoais. O meu babaca pessoal não era um babaca o tempo todo. A babaquice emergia no convívio e seus efeitos eram imprevisíveis. Ao entendermos que a babaquice está na interação, podemos pensar em intervenções salvadoras.

Qual filósofo foi o mais babaca?
(Risos.) Eu não esperava essa pergunta. Preciso pensar… (Silêncio) . Pensando bem, não considero babacas nem mesmo os meus adversários filosóficos, de quem eu discordo profundamente. Pela seguinte razão: um filósofo, por mais inaceitáveis que sejam suas posições, é alguém que tenta formular e explicitar suas razões para defender ou propor esta ou aquela posição. Ele permite que você entre no mundo dele e abre as portas para a negociação, para a argumentação, para o debate. Mesmo quem não é profissional da filosofia deve confiar na capacidade dos outros de entender nossos argumentos e de argumentar também. A grande dificuldade com os babacas é que eles não aguentam nenhuma forma de argumentação. Mas, quando um babaca se torna filósofo, ele deixa de ser totalmente babaca porque se abre à discussão.

E quem são os seus adversários filosóficos?
Quando eu escrevia minha tese de doutorado sobre Espinosa, (Immanuel) Kant (filósofo prussiano) sempre aprecia nas notas de rodapé. Tanto que meu orientador me disse que eu devia ter um problema com Kant. Ele diagnosticou uma rejeição afetiva, instintiva, minha a Kant. Eu odiava Kant sem saber.

Drácula | Netflix e BBC divulgam primeiras imagens da minissérie

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Renan Lelis, na Poltrona Nerd

A Netflix e BBC divulgaram as primeiras imagens de Claes Bang (Millennium: A Garota na Teia de Aranha) em Drácula, minissérie criada por Steven Moffat e Mark Gatiss (Sherlock).

Os três episódios de 90 minutos reintroduzirão o mundo a Drácula, em 1897, na Transilvânia, onde o conde que bebe sangue está traçando seus planos contra a Londres Vitoriana.

Drácula tem previsão de estreia para o final do ano.

‘IT: A Coisa’: Após o Capítulo 2, franquia pode ganhar novos filmes

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Renato Marafon, no CinePop

‘It: A Coisa’ faturou US$ 700,4 milhões e se tornou a maior bilheteria da história para um filme de terror, um marco invejável conquistado pela Warner Bros.

Com o Capítulo 2 se aproximando e encerrando a história do livro de Stephen King, é claro que os envolvidos já estão procurando maneiras de continuar a franquia milionária com novos filmes.

Segundo o roteirista Gary Dauberman, uma das ideias é criar filmes derivados que serão focados em passagens do livro não usadas no cinema.

Sim, acho que há espaço para construir um universo cinematográfico usando a mitologia do livro, porque A Coisa existe desde o início dos tempos, mas não sei se há planos para isso. Fiquei muito feliz em abordar o livro em diferentes produções, mas sempre sendo respeitosos com o material do livro…“, afirmou ao Bloody Disgusting.

Andy Muschietti (‘Mama’) retorna à direção, que terá novamente Gary Dauberman (‘A Freira’) como roteirista.

Como a cada 27 anos o mal revisita a cidade de Derry, Maine, a sequência volta a acompanhar os mesmos personagens – que há muito tempo seguiram seus próprios caminhos – de volta como adultos, quase três décadas depois dos eventos do primeiro filme.

O elenco conta com o retorno de Bill Skarsgård, no papel de Pennywise, e das crianças Jaeden Lieberher, Wyatt Oleff, Sophia Lillis, Finn Wolfhard, Jeremy Ray Taylor, Chosen Jacobs e Jack Dylan Grazer.

Jessica Chastain, James McAvoy, Bill Hader, Jay Ryan, James Ransone, Andy Bean e Isaiah Mustafa interpretarão as versões adultas dos personagens.

A sequência será lançada nos cinemas nacionais no dia 5 de setembro.

Páginas de livros viram belas esculturas

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Felipe Andrade, no Sala7design

Livros são verdadeiras pontes para o conhecimento, para mundos imaginários, batalhas, fantasias, dragões, cada livro tem a sua maneira de nos transportar para dentro de suas páginas, uma verdadeira viagem sem sair do lugar.

Com base nisso de dar vida ao que lemos, a artista Emma Taylor cria belas esculturas usando livros como matéria prima. Formada em história da arte, Emma começou a criar suas esculturas durante a sua formação, a qualidade do seu trabalho a levou a exposições em Cambridge, Londres e Hong Kong, e após concluir o curso e tentar diversas outras atividades, ela percebeu que está muito feliz em continuar esculpindo os seus livros. Cada escultura leva em média de 2 a 4 semanas para ser concluída e pode ser comprada através do seu site.

Você pode conhecer o seu trabalho através do site Emma Taylor Books e também através do perfil no twitter @memataylorbooks.

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