Canal Pavablog no Youtube

livros

O best-seller “Um Estranho Sonhador” será lançado no Brasil pela Universo dos Livros

0

Victor Tadeu, no Desencaixados

Com todo o sucesso da série literária Feita de Fumaça e Osso, a escritora best-seller Laini Taylor retorna para o mercado editorial brasileiro com um título bastante interessante. Recentemente a Universo dos Livros anunciou através das suas redes sociais o próximo lançamento da escritora, o aclamado Um Estranho Sonhador.

Esse é o primeiro livro de uma duologia que já está completa, no seu site oficial a autora revelou a capa de alguns detalhes da continuação, inclusive contém previsão de lançamento nos Estados Unidos e Reino Unido.

Leia a sinopse de Um Estranho Sonhador;

O sonho escolhe o sonhador, e não o contrário – e Lazlo Estranho, órfão de guerra e bibliotecário júnior, sempre temeu que seu sonho tivesse escolhido mal.

Desde os cinco anos, ele era obcecado pelos mistérios de Lamento, uma cidade mítica perdida. O que aconteceu lá duzentos anos atrás que a separou do restante do mundo? Que tipo de deuses existiam lá e foram mortos pelo Matador de Deuses? Essas respostas o aguardam em Lamento, mas também mais mistérios – incluindo a deusa de pele azul que aparece nos sonhos de Lazlo.

Neste romance de tirar o fôlego – indicado para sonhadores dispostos a se aventurar em mundos mágicos, repletos de personagens marcantes e seus conflitos emocionais –, a sombra do passado é tão real quanto os fantasmas que assombram a cidadela de divindades assassinadas. Aventure-se em um mundo mítico de horror e maravilha, mariposas e pesadelos, amor e massacre

É válido ressaltar que Laini Taylor entrou na lista dos escritores mais vendidos da The New York Times, foi finalista do Nation Book Award e após o lançamento de Um Estranho Sonhador alcançou o 2a lugar na Sunday Times.

A previsão de lançamento no Brasil é para junho, porém a pré-venda está liberada.

JK Rowling irá lançar 4 novos livros da saga Harry Potter

0

Os contos serão publicados em versão digital no Pottermore

Bruna Dolores, na Poltrona Nerd

JK Rowling vai lançar quatro novos livros eletrônicos da saga Harry Potter no mês que vem, oferecendo aos fãs a chance de “se aprofundar na rica história da magia”.

O site de Rowling Pottermore publicará as histórias de não-ficção, que serão dedicadas a todas as coisas do “mundo bruxo”. Cada um deles terá como tema as lições estudadas na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Os contos são inspirados em uma exposição da British Library sobre Harry Potter.

A série terá o nome Harry Potter: A Journey Through…, adaptado do audiobook Harry Potter: A History of Magic e inspirado no nome da exibição da biblioteca de 2017.

“Prepare-se para aprofundar na rica história da magia (seja a nossa própria história dos trouxas ou o mundo mágico criado por JK Rowling) com esta nova série de contos em e-books”, disse um comunicado no site Pottermore.

“Além de explorar as origens da magia através da história e do folclore, os contos em eBook também trazem notas, páginas manuscritas e esboços encantadores, como visto anteriormente em Harry Potter: A History of Magic.”

Os dois primeiros livros, que serão lançados em 27 de junho, irão explorar Defesa Contra as Artes das Trevas, bem como Poções e Herbologia. O terceiro e quarto livros, que serão divulgados logo depois, irão focar em Adivinhação e Astronomia, juntamente com Trato das Criaturas Mágicas.

Todos os quatro foram ilustrados pelo artista londrino Rohan Daniel Eason e estarão inicialmente disponíveis em inglês, francês, italiano e alemão.

‘Cemitério Maldito’ completa 30 Anos! Conheça Curiosidades sobre o Clássico

0

Pablo Bazarello, no CinePop

Cemitério Maldito (1989) assombrou a infância de muita gente, como a deste que vos fala. O filme, obviamente, é baseado num livro de Stephen King, e tem direção de Mary Lambert.

A história apresenta uma típica família saída de comercial de margarina, com o pai médico (Dale Midkiff), mãe (Denise Crosby), filha (Blaze Berdahl) e filho de 3 anos (Miko Hughes, o menino do meme), se mudando para uma propriedade rural no interior, em uma cidadezinha. Apesar da tranquilidade, uma estreita estrada muito próxima traz um intenso fluxo de caminhões. Fora isso, a paz desta família será ameaçada pela presença de um cemitério de animais nas proximidades, dito trazer de volta seus entes queridos enterrados por lá. Às vezes a morte é melhor.

Como o remake está nos cinemas, resolvemos homenagear este verdadeiro clássico do gênero, que está completando 30 anos de seu lançamento. Conheça algumas curiosidades de Cemitério Maldito abaixo.

Stephen King

A ideia para a história surgiu quando o gato da filha do autor, Smuckey, foi atropelado na estrada. Como forma de homenagem ao animal, tanto no livro quanto no filme, um túmulo revela o nome do gatinho Smuckey.

Stephen King participa do filme vivendo um padre na cena do funeral. O autor também adaptou o roteiro de seu próprio livro para o cinema (o primeiro de sua carreira), e esteve presente durante quase toda a gravação do longa, já que sua casa ficava próxima ao set, no Maine.

O autor considerado mestre do terror já escreveu muitas histórias em sua vida. Mas apenas uma lhe deu medo de verdade. Se trata de Cemitério Maldito, segundo relatou o mesmo.

Elenco

Um dos momentos mais creepy do filme envolve a irmã doente de Rachel, Zelda. Para o papel, a fim de atingir o efeito esperado de estranheza, foi escalado Andrew Hubatsek, um homem.

O pequeno Miko Hughes, que interpreta o filho Gage, tinha apenas 3 anos durante as filmagens. O estúdio exigiu o uso de gêmeos, como se costuma fazer nestes casos com crianças tão pequenas. Mas a diretora Mary Lambert havia ficado tão impressionada com o desempenho do garoto, que bateu o pé por ele no elenco.

Foram utilizados sete gatos da raça British Shorthair para o “papel” de Church, o gatinho do “demo”, durante as filmagens.

Para o papel de Ellie, a filha, foram usadas as gêmeas Blaze e Beau Berdahl, embora apenas Blaze tenha sido creditada no papel. Beau recebeu crédito como Ellie II.

O ator Bruce Campbell, mais conhecido por viver Ash da franquia Evil Dead, era a primeira escolha para o papel protagonista Louis Creed, o pai da família.

Diretora

Este foi o segundo trabalho como diretora de cinema de Mary Lambert, que iniciou sua carreira no comando de videoclipes da Madonna, vide Material Girl (1985) e Like a Prayer (1989). Lambert viria a dirigir a sequência Cemitério Maldito 2 (1992) também, sem o mesmo impacto.

Antes de Mary Lambert assumir o projeto, a oferta foi feita para Tom Savini, técnico em efeitos práticos para terror, que recusou o filme. Depois, Savini viria a dirigir o remake de A Noite dos Mortos Vivos (1990).

Quando a cineasta Mary Lambert apresentou o corte final de Cemitério Maldito, os executivos da Paramount acharam o filme longo demais. Assim, ele precisou ser reeditado. Além disso, acharam o desfecho muito “triste, quieto e emotivo”, por isso um novo final mais gráfico foi filmado.

Vejam só isso! O diretor original seria ninguém menos do que George Romero, criador de A Noite dos Mortos Vivos (1968). Devido a atrasos nas filmagens, o cineasta precisou sair do projeto, dando vaga para Mary Lambert assumir. Romero partiria então para dirigir Instinto Fatal (1988), aquele filme sobre um mico de companhia assassino. Os lendários mestres do terror eram muito amigos, e haviam trabalhado juntos em Creepshow (1982), com Romero dirigindo um roteiro de King. Depois disso, voltariam a colaborar em A Metade Negra (1993), no qual Romero adapta um livro de King para o cinema.

Livro e Filme

Apesar de na época muitos terem se preocupado, não houve exposição do pequeno Miko Hughes às cenas mais violentas e assustadoras. Foi tudo criado através da mágica da edição. Para as cenas mais pesadas, foi usado um boneco. Assim, Hughes foi editado em cenas mais grotescas, sem ser de fato exposto a elas durante as filmagens. Por exemplo, o bisturi que ele usa no final do filme não era afiado.

No livro, a pequena Ellie, a filha, tem poderes psíquicos, assim como Danny em O Iluminado. Mas este fator foi cortado do filme pela diretora Lambert, que achou que não encaixava na história.

Referências

No roteiro original de King, ele utiliza um elemento presente no livro. A aparição de um Wendigo – um demônio nativo americano. A ideia foi cortada do filme. Mas em duas cenas, em que os personagens desbravam o caminho do cemitério à noite na mata, podem ser ouvidos estranhos barulhos, gritos e uivos, derivados desta criatura.

Quem conhece a fundo as obras de Stephen King, sabe que é comum em seus livros personagens fazerem referências a outras de suas obras. Em Cemitério Maldito, o personagem Judd, o vizinho, menciona que numa cidade próxima, um cachorro ficou louco e matou diversas pessoas. Esta é uma referência a Cujo, outro dos livros de King, transformado em filme em 1983, protagonizado pela atriz Dee Wallace. Fora isso, quando Victor Pascow, o estudante que volta como fantasma dando dicas ao protagonista, é levado desfalecido ao hospital, um pôster sobre raiva estampando o cão Cujo pode ser visto na cena.

Além de Cujo e O Iluminado, outra referência contida no livro é Os Vampiros de Salem. A citação ocorre quando Rachel passa por uma placa de Salem´s Lot, outro título de King.

Uma referência que não é de um livro de King ocorre quando Timmy Baterman, o rapaz que foi trazido de volta à vida durante a infância do vizinho Jud, finalmente encontra seu destino, e sua casa arde em chamas com ele dentro. Enquanto é queimado junto ao pai na casa, ele grita: “amo morto, odeio viver”. Esta frase é homenagem à “Noiva de Frankenstein” (1935), dita por Boris Karloff no papel do monstro.

Ramones

Stephen King é fã assumido da banda de punk rock da década de 1970, e faz diversas referências de suas canções ao longo do livro ‘Cemitério Maldito’. Retribuindo o favor, os Ramones gravaram a canção tema do terror, de mesmo nome – que se tornou tão conhecida ou até mesmo mais famosa que o filme em si. Fora isso, o caminhoneiro que causa o acidente chave do filme estava ouvindo outra canção do grupo, ‘Sheena is a Punk Rocker’. Esta participação se deu por conta da diretora Mary Lambert, que tinha um background vindo da música, tendo dirigido alguns clipes da Madonna. A diretora conhecia os Ramones e os convidou para gravar a trilha sonora, sabendo como King era fã deles.

Curtindo Chernobyl da HBO? Conheça três ótimos livros sobre o assunto!

0

Gabriel Faria, no Torre de Vigilância

Minissérie composta por cinco episódios criada por Craig Mazin e produzida pela HBO, Chernobyl está sendo transmitida atualmente e caminhando para seu encerramento. Adaptando fielmente os fatos do maior desastre nuclear da história, na usina ucraniana que dá nome à série, crítica e espectadores no geral vêm elogiando o desenrolar e os aspectos técnicos da produção.

O desastre ocorrido em 1986 já foi tema de muitas produções, sejam elas televisivas, cinematográficas ou literárias. O drama vivido pelas famílias e trabalhadores na então União Soviética, a tentativa banal de acobertamento dos fatos por parte do governo tentando evitar o caos, entre outras situações desastrosas que expõem os principais problemas do ser humano, vieram à tona e vêm sendo discutidos semanalmente com a exibição de novos episódios.

Abaixo, recomendaremos três elogiados livros sobre o assunto, para que algo tão memorável negativamente na história humana permaneça sempre em discussão.

Vozes de Tchernóbil: a história oral do desastre nuclear

Livro mais conhecido e premiado sobre o desastre, Vozes de Tchernóbil foi escrito por Svetlana Aleksiévitch, escritora e jornalista bielorrussa. Neste livro, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 2015, Svetlana se utiliza das múltiplas vozes – de viúvas, trabalhadores afetados, cientistas ainda debilitados pela experiência, soldados, gente do povo – para construir uma narrativa arrebatadora, a um só tempo, relato e testemunho de uma tragédia quase indizível.

Cenas terríveis, acontecimentos dramáticos, episódios patéticos, tudo na história de Tchernóbil aparece com a força das melhores reportagens jornalísticas e a potência dos maiores romances literários. As palavras de seus personagens, que dão corpo à narrativa em forma de relato, apresentam dores incomparáveis.

Nina: Desvendando Chernobyl

Livro finalista do Prêmio Jabuti de 2018 na categoria “Conto.”

Em Desvendando Chernobyl, Ariane Severo retoma o assunto abordado por Svetlana (em seu livro Vozes de Tchernóbil) com outras qualidades. Trata-se de um romance onde Nina, psicanalista brasileira nascida em Moscou da união efêmera de um casal de bolsistas gaúchos, volta à então capital da União Soviética com o desejo de ajudar “pessoas que sofrem com a catástrofe de Chernobyl“.

Ariane recria os fatos com absoluta veracidade, sem nunca perder a ternura, principalmente em relação aos seres humanos mais humildes (e seus animais e plantas) destruídos pela irresponsabilidade dos poderosos envolvidos na catástrofe.

Chernobyl 01:23:40: The Incredible True Story of the World’s Worst Nuclear Disaster

Ainda não disponível em português, Chernobyl 01:23:40 do autor inglês Andrew Leatherbarrow narra em detalhes como o reator nuclear da usina apresentou uma falha crítica e como funcionava anteriormente. O narrador também apresenta descrições e sentimentos acerca de uma ida à Pripyat, vilarejo mais próximo à usina, e demonstra em palavras as emoções que o local transmitem nos dias de hoje e que o motivaram a escrever este livro mesmo não sendo da área.

O material apresentado exigiu muita pesquisa e faz jus aos fatos reais. Os eventos que levaram ao desastre são narrados de forma contínua e muito clara, tornando-se uma leitura fácil para qualquer um, até mesmo um leitor descompromissado que deseja saber mais sobre o assunto.

Existem dezenas de outros livros que falam sobre o desastre de Chernobyl, seja em forma de romance com ficção ou a história real. A série de TV tem reavivado a discussão, beneficiando o questionamento e expondo fatos que agora alcançam um novo público. Da mesma forma, a literatura permanece com relatos eternos de tanto sofrimento em um dos momentos mais sombrios da história humana.

Os principais livros de Chico Buarque, vencedor do Prêmio Camões

0

Publicado na Revista Cifras

O cantor e compositor brasileiro Chico Buarque foi o vencedor da 31ª edição do Prêmio Camões, honraria cedida anualmente a um escritor lusófono pelo conjunto de sua obra.

Criado em 1988 pelos governos do Brasil e de Portugal, o Camões elege a cada ano um escritor de países onde o português é a língua oficial. A eleição de Chico, segundo o júri, foi definida a partir da qualidade de seu trabalho e também pela “contribuição para a formação cultural de diferentes gerações em todos os países onde se fala a língua portuguesa”.

Também pelo “caráter multifacetado”, uma vez que Chico escreve para teatro, além de romances e da poesia de suas canções. “Seu trabalho atravessou fronteiras e mantém-se como uma referência fundamental da cultura do mundo contemporâneo”, afirmaram os jurados, em nota.

Chico Buarque, que vai receber 100 mil euros pelo prêmio, se tornou o primeiro músico a ganhar a distinção além de ser o 13º autor brasileiro a figurar entre os vencedores.

‘Fazenda Modelo’ (1974)

No auge da ditadura militar, Chico Buarque encontrou na literatura distópica uma maneira de criticar a sociedade da época e driblar a censura e a repressão do regime. Com forte inspiração no clássico ‘Revolução dos Bichos’, de George Orwell, ‘Fazenda Modelo’ replica os grandes temas brasileiros em um microcosmo.

‘Estorvo’ (1991)

O retorno definitivo de Chico Buarque à literatura se deu com ‘Estorvo’, narrado em primeira pessoa por um personagem atormentado que se situa a meio caminho entre sono e vigília. O livro venceu o Prêmio Jabuti em 1992.

‘Benjamin’ (1995)

Narrado em terceira pessoa, ‘Benjamin’ mantém o estilo onírico de ‘Estorvo’. A trama é contada da perspectiva de um ex-modelo fotográfico à beira de sua morte, mas obcecado com a morte de uma antiga namorada.

‘Budapeste’ (2003)

Um ghost-writer decide se arriscar na alta literatura em um romance permeado por pares simétricos: Brasil e Hungria, português e húngaro, os dois livros que ele tem de escrever e as duas mulheres que ocupam sua mente.

‘Leite Derramado’ (2009)

Com os últimos dois séculos do Brasil como pano de fundo, ‘Leite Derramado’ constrói uma épica saga familiar sobre decadência moral, social e econômica.

‘O Irmão Alemão’ (2014)

A partir de questões familiares e com elementos de autoficção, ‘O Irmão Alemão’ traça a busca do narrador por seu suposto irmão desaparecido.

Go to Top