Contando e Cantando (Volume 2)

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Livro que inspirou Blade Runner terá nova edição no Brasil

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Pela primeira vez com o nome do filme impresso na capa

Victor Aliaga, no IGN

Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?, livro de Philip K. Dick que inspirou um dos maiores clássicos da ficção científica no cinema (Blade Runner, é claro!), vai ganhar uma nova versão no Brasil, pela Editora Aleph, que havia publicado duas edições anteriormente.

A nova capa é ilustrada por Rafael Coutinho com design de Giovanna Cianelli, e a cena estampada homenageia o filme e retoma o ar policial noir do romance, ao mesmo tempo em que explora a atmosfera de dúvida e segredos presente na obra de Dick.

Vale ressaltar que esta é a primeira vez que o título imortalizado nos cinemas chega impresso no livro. “A ideia foi levar esse livro (que é um dos nossos favoritos do autor) para mais perto do público e fazer com que a sua história fique cada vez mais conhecida”, escreveu a Aleph, no Instagram.

A edição, que terá um total de 288 páginas, trará de volta o material presente nas versões anteriores publicadas pela editora, além de extras como: uma carta de Dick aos produtores do filme, a última entrevista concedida pelo autor, publicada na revista The Twilight Zone, e um posfácio escrito pelo jornalista e tradutor desta edição, Ronaldo Bressane, que traçou paralelos entre o filme e o livro.

Publicado originalmente em 1968, Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas? conta a história de Rick Deckard, um caçador de recompensas que vive em uma San Francisco coberta pela poeira radioativa que dizimou inúmeras espécies de animais e plantas. Um novo trabalho pode ser o ponto de virada para melhorar seu padrão de vida e realizar seu sonho de consumo: uma ovelha de verdade, para substituir a réplica elétrica que ele cria em casa. Para isso, Deckard precisa perseguir e aposentar seis androides que estão foragidos, se passando por humanos. No entanto, as convicções do detetive podem mudar quando percebe que a linha que separa o real do fabricado não é mais tão nítida quanto ele acreditava.

O lançamento do livro está marcado para o dia 10 de abril de 2019.

‘100 anos de solidão’, de Gabriel García Márquez, vai virar série da Netflix

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Gabriel García Márquez, autor de ‘Cem Anos de Solidão’ Foto: Tomas Bravo/Reuters

 

Serviço de streaming adquiriu direitos da obra, que ganhará sua primeira adaptação audiovisual

Publicado no Estadão

O livro 100 anos de solidão, clássico do escritor Gabriel García Márquez, ganhará uma adaptação para as telas. A Netflix adquiriu os direitos de exibição e produzirá uma série baseada no romance, a ser gravada na Colômbia e apenas com atores latinos, condições impostas pela família Márquez.

Lançada em 1967, a obra nunca ganhou uma versão audiovisual, apesar de reiteradas ofertas ao longo das últimas décadas. Rodrigo García, filho de Gabriel García Márquez, afirmou ao The New York Times que seu pai, morto em 2014, não acreditava que a história pudesse ser transformada em único filme. Ele também rejeitava qualquer adaptação que não fosse feita em espanhol, o que espantou gigantes de Hollywood.

Em realismo fantástico, 100 anos de solidão narra a história da família Buendía ao longo de gerações. O livro, que já vendeu mais de 50 milhões de cópias e foi traduzido para 46 idiomas, é considerado uma obra-prima da literatura latino-americana, alçando Gabriel García Márquez à condição de grande autor do século XX e ganhador do Nobel de Literatura em 1982.

O anúncio foi feito hoje, 6, dia em que o escritor faria 92 anos.

Já se sabe que Rodrigo e Gonzalo García, filhos do escritor, serão produtores-executivos da série, mas ainda não há informações sobre elenco, número de episódios ou data de estreia.

Xerife Hooper, de Stranger Things, terá sua história contada em livro

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Renan Lelis, no Poltrona Nerd

A Netflix anunciou que o Xerife Hooper, personagem da série Stranger Things, vai ganhar um livro. Segundo o ComicBook, a história de origem mostrará Jim Hooper trabalhando como detetive em Nova York no ano de 1977. Na série o personagem é vivido por David Harbour.

“Aqui estão algumas grandes notícias de @StrangerThings. A história REAL (oficial, canônica!) de Jim Hopper está chegando a uma livraria perto de você. Quando Eleven fica curiosa sobre questões não respondidas, Hopper é forçado a contar alguns segredos há muito tempo enterrados. E você me conhece. Eu amo segredos”, diz a publicação.

Darkness on the Edge of Town será lançado em 04 de junho nos EUA, um mês antes antes da estreia da 3ª temporada da série em 04 de julho.

A adaptação cinematográfica de Dumplin’ chega esta semana na Netflix

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Victor Tadeu, no Desencaixados

Nesta sexta-feira a adaptação cinematográfica de Dumplin’ chega ao catálogo da Netflix. O filme já foi lançado em território internacional e agora chegou o momento ser estreado para os brasileiros assinantes da Netflix.

O título conta a história de uma adolescente plus size chamada Willowdean, ela é apaixonada por Dolly Parton, e para irritar sua mãe decide entrar em um concurso de beleza do Texas. Inicialmente o seu intuito era protestar contra a ditadura do corpo magro, porém a sua coragem acaba sendo um gancho para um grupo de meninas desajustadas entrarem no mesmo ramo.

Dumplin’ pode ser mais um filme de sucesso da Netflix, já que Anne Fletcher (A Proposta e Vestida Para Casar) está responsável pela direção, por outro lado, Jennifer Aniston e Danielle MacDonald fazem parte do elenco.

A obra foi escrita por Julie Murphy, no Brasil o livro foi publicado pela Editora Valentina e carrega um grande número de fãs e todos eles demonstram ansiedade para conferir a adaptação da história. A avaliação de público do livro e do filme são similares, carregando ótimas críticas.

Dumplin’ foi lançado nos Estados Unidos dia 07 de dezembro.

Refugiado preso em campo de detenção ganha maior prêmio literário da Austrália

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O refugiado curdo-iraniano Behrouz Boochani Foto: ASHLEY GILBERTSON / NYT

Jornalista curdo-iraniano está detido há seis anos em Papua Nova Guiné

Publicado em O Globo

Um refugiado curdo-iraniano ganhou o maior prêmio literário da Austrália com seu livro de estreia, escrito em seu celular e entregue um capítulo de cada vez via WhatsApp. Atualmente mantido em um campo de detenção em Papua Nova Guiné, Behrouz Boochani não pôde comparecer à cerimônia de premiação. No Victorian Premier’s Literary Awards, ele foi o vencedor nas categorias Victorian Prize — o principal do país — e na de Não-Ficção, somando 125 mil dólares australianos (cerca de US$ 90 mil)

Boochani foi preso na ilha de Manus em 2013 por tentar entrar na Austrália sem um visto válido. Ele é um dos 600 refugiados mantidos em acampamentos na ilha. Segundo a CNN, ele usou seu celular para escrever o livro “No friend but the mountains: Writing from Manus prison” (“Nenhum amigo além da montanha: Escrevendo da prisão de Manus”, em tradução direta). O escritor espera que o prêmio chame a atenção para a situação de mais de mil refugiados detidos na Austrália.

“Eu não quero celebrar essa conquista enquanto ainda vejo muitas pessoas inocentes sofrendo ao meu redor”, disse Boochani à Reuters em uma troca de mensagens de texto.

Boochani tem sido um crítico proeminente da política de imigração da Austrália. Os requerentes de asilo interceptados no mar são enviados para “processamento” em três campos em Papua Nova Guiné e um na ilha de Nauru, no Pacífico Sul, onde muitos permanecem por anos.

Desde 2013, mais de 3 mil refugiados em busca de asilo na Austrália foram enviados a centros de detenção, o que já gerou diversos protestos de ativistas dos direitos humanos. O governo australiano defende a política e alega que ela é necessária para impedir que criminosos entrem no país. Em 2017, o governo fechou o centro da ilha de Manus e remanejou os refugiados. Alguns conseguiram se instalar nos Estados Unidos, mas muitos permanecem na mesma situação que Boochani.

Boochani disse que um dos seus maiores medos enquanto escrevia o livro era que seu telefone fosse confiscado pelos guardas do campo. Ele escreveu o livro em seu farsi nativo e o enviou por WhatsApp para um tradutor na Austrália.

“Ele utiliza formações narrativas distintas, da análise crítica à descrição, poesia e surrealismo distópico”, descreve o júri do prêmio em sua análise da obra. “A escrita é bela e precisa, misturando tradições literárias que emanam de todo o mundo, mas particularmente das práticas curdas. A clareza com que idéias e conhecimentos são expressos é também um triunfo da tradução literária, realizada pelo tradutor Omid Tofighian.

O escritor já colaborou com diversas publicações ao redor do mundo, inclusive o jornal britânico “The Guardian”, que publicou o discurso de aceitação do prêmio na íntegra. Nele, Boochani afirma que a conquista é a prova de “palavras ainda têm o poder de desafiar sistemas e estruturas desumanos”.

“Eu estive numa cela por anos mas por todo esse tempo minha mente sempre esteve produzindo palavras, e essas palavras me levaram para além das fronteiras, me leveram além-mar e a lugares desconhecidos. Eu realmente acredito que as palavras são mais poderosas do que os muros deste lugar, desta prisão”, escreveu Boochani.

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