Contando e Cantando (Volume 2)

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Cemitério Maldito ganha vídeo legendado e nova data de estreia no Brasil

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Bruno Tomé, no Observatório do Cinema

Cemitério Maldito, dirigido por Kevin Kölsch e Dennis Widmyer, acaba de ganhar um featurette. Com ele, uma nova data de estreia foi anunciada para o Brasil – o terror chegará no dia 9 de maio agora, e não mais em abril.

No vídeo inédito, os diretores e o elenco comentam sobre o filme baseado na obra de Stephen King. “Se você quiser fazer um filme realmente aterrorizante, tem que voltar ao mestre do terror, Stephen King”, opina Dennis Widmyer.

“Cemitério Maldito ficou conhecido como a obra mais aterrorizante de King”, completa Kevin Kölsch.

O elenco do novo filme conta com Jason Clarke (O Primeiro Homem), John Lithgow (The Crown) e Amy Seimetz (Alien: Covenant), que protagonizam a história sobre um cemitério amaldiçoado.

O livro de King já foi transformado em filme no ano de 1989, com direção de Mary Lambert. No final desse ano, a obra completa 35 anos desde que foi lançada pelo autor.

A estreia de Cemitério Maldito acontece em 9 de maio no Brasil.

Filme sobre ‘cura gay’ com Nicole Kidman é cancelado no Brasil

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Nicole Kidman e Lucas Hedges em ‘Boy Erased’ (foto: Universal Pictures/Divulgação)

 

‘Boy Erased’ será lançado somente em home video. Autor do livro que deu origem ao longa chamou de ‘censura’ a decisão

Publicado no UAI [via Estadão]

O drama Boy Erased: Uma verdade anulada tinha estreia anunciada no Brasil para o dia 31 de janeiro pela Universal Pictures. A empresa, porém, cancelou o lançamento e deve divulgar o filme no país apenas para home video. A decisão pegou mal e o próprio Garrard Conley, ativista cujo livro inspirou o filme, falou em “censura”. A empresa alega que a decisão foi tomada “única e exclusivamente por uma questão comercial baseada no custo de campanha de lançamento versus estimativa de bilheteria”.

Baseado no livro de memórias do ativista americano e dirigido por Joel Edgerton, o longa foi indicado para o Globo de Ouro nas categorias melhor ator de drama, pela atuação de Lucas Hedges, e melhor música para filmes (e acabou não levando nenhum dos dois, e também não levou nenhuma das esperadas indicações ao Oscar). Russel Crowe e Nicole Kidman completam o elenco.

A trama conta a história do jovem gay Jared Eamons (Hedges), filho de Marshall Eamons (Crowe), pastor de uma cidade conservadora do Arkansas, e da religiosa Nancy Eamons (Kidman). Segundo sinopse divulgada pela própria Universal, em dezembro de 2018, “quando confrontado pela família sobre sua sexualidade, (o personagem) se vê pressionado a escolher entre perder seus familiares e amigos ou se submeter a um programa de terapia que busca a ‘cura’ da homossexualidade”.

Garrard Conley – cujo livro Boy Erased foi lançado agora no Brasil pela editora Intrínseca – se mostrou descontente nas redes sociais com o ocorrido. “Boy Erased censurado no Brasil. Sentia que isso poderia acontecer e é muito triste que esse tipo de coisa esteja acontecendo num país tão maravilhoso”, escreveu.

Novos livros de Josh Malerman, autor de Bird Box, serão lançados no Brasil

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Caixa de Pássaros já vendeu mais de 160 mil exemplares no Brasil

Gabriel Avila, no Omelete

Dois livros inéditos de Josh Malerman, autor do romance que inspirou o filme Bird Box da Netflix, chegarão ao Brasil. A Editora Intrínseca revelou com exclusividade ao Omelete que o lançamento de Inspection, thriller que se passa em um mundo de horror cheio de segredos, acontecerá no segundo semestre. Confira a sinopse:

“J é um dos 26 alunos de uma escola que fica em uma floresta distante do resto do mundo. Os alunos da instituição têm o enigmático fundador da escola como pai e recebem treinamento para serem prodígios. Mas J suspeita que há algo do lado de fora que o fundador não quer que ele veja. Enquanto isso, do outro lado da floresta, em uma escola muito parecida com a de J, uma garota chamada K está se fazendo as mesmas perguntas. J nunca viu uma garota e K nunca viu um menino. Enquanto K e J investigam os segredos de suas duas estranhas escolas, eles descobrem algo ainda mais misterioso: um ao outro”.

Já Unbury Carol, uma versão sombria do conto Bela Adormecida, ainda não tem previsão de lançamento. Confira a sinopse abaixo:

“Carol Evers é uma mulher com um segredo sombrio: ela já morreu muitas vezes, mas suas muitas parecem comas, um sono desperto indistinguível da morte. Apenas duas pessoas sabem da condição misteriosa de Carol. Um deles é seu marido, Dwight, que se casou por interesse e pretende enterrá-la viva no próximo episódio de coma; e o outro é seu amor perdido, o bandido James Moxie. Quando a notícia do terrível destino de Carol chega até Moxie, ele tentará salvá-la desse trágico destino. Acordada e consciente, Carol usará seu feroz instinto de sobrevivência para se libertar da escuridão que a prende”.

Caixa de Pássaros é o primeiro romance de Malerman e já vendeu mais de 160 mil exemplares no Brasil. O livro foi adaptado pela Netflix no filme Bird Box, estrelado protagonizado por Sandra Bullock.

Casa França Brasil distribui 3 mil livros neste Natal

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Publicado no Promoview

Um Natal solidário, com intuito de promover o hábito da leitura é o que a Casa França-Brasil, com apoio da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, busca nesta data.

Segundo pesquisa feita pelo Instituto Pró-livro de São Paulo, 44% da população Brasileira não pratica o ato da leitura, e para diminuir esse índice alarmante a Casa França-Brasil planeja distribuir cerca de 3 mil exemplares, dos mais variados temas e faixas etárias, inclusive literatura infantil, gratuitamente.

O evento acontece no dia 21 de dezembro das 17h às 20h30.

Carlos Vereza.

Na mesma ocasião, o projeto “Literatura na Varanda” estará promovendo a leitura de o “Conto de Natal” do escritor francês, Guy de Maupassant, e o conto brasileiro “O Pároco” de Coelho Netto, interpretados por Carlos Vereza, um presente de Natal recheado de histórias e desenvolvimento.

 

Por que Clarice Lispector é homenageada hoje pelo Google?

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(Google/Reprodução)

 

Uma das maiores escritoras brasileiras, Clarice Lispector ganhou uma merecida homenagem em forma de Doodle nesta segunda-feira (10)

Publicado no M de Mulher

Chaya Pinkhasovna Lispector, ou, em bom português, Clarice Lispector, é considerada uma das maiores escritoras brasileiras do século XX. Nesta segunda-feira (10) ela é homenageada pelo Google com um Doodle em sua página principal. Se estivesse viva, hoje ela completaria 98 anos. Mas Clarice nos deixou há 41 anos: ela morreu na véspera do aniversário de 57 anos, em 9 de dezembro de 1977, vítima de um câncer de ovário.

Ucraniana de nascimento, Clarice mudou-se para o Brasil com os pais e duas irmãs em 1922. Tinha, portanto, dois anos de idade. Eles vieram fugindo da perseguição que os judeus sofriam à época, logo depois da Primeira Guerra Mundial.

Clarice considerava-se brasileira, e aqui viveu por pouco tempo em Maceió e depois no Recife, onde passou a infância e início da adolescência. Aos oito anos de idade perdeu a mãe, e aos 14 foi morar com o pai e as duas irmãs no Rio de Janeiro.

Lá, ela estudou Direito, mas gostava mesmo era de escrever. Decidiu migrar para o jornalismo, e para entrar no círculo restrito de escritores, repórteres e editores da época, venceu a timidez e passou a oferecer seus contos nas redações. Publicou seu primeiro texto na revista “Vamos Ler!”, que tinha como principal público os homens ricos da época.

Trabalhou como tradutora, repórter, ensaísta. Em 1942, aos 22 anos, publicou seu primeiro livro, “Perto do Coração Selvagem”. Logo na obra de estreia foi aclamada pela crítica, que a comparava com autores renomados como Virginia Woolf e Marcel Proust.

Casada com um diplomata, Clarice passou a viver em outros países. Morou na Itália, na Suíça e nos Estados Unidos. Teve dois filhos, Pedro e Paulo. Na adolescência, Pedro foi diagnosticado com esquizofrenia, o que motivou Clarice a, em 1959, parar de acompanhar o marido em tantas mudanças, separar-se e morar novamente no Rio de Janeiro para cuidar do filho.

No Rio, voltou a trabalhar em jornais, assinando colunas e escrevendo como ghost-writer. Ao longo da vida, escreveu oito romances: “Perto do Coração Selvagem”, “O Lustre”, “A Cidade Sitiada”, “A Maçã no Escuro”, “A Paixão segundo G.H.”, “Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres”, “Água Viva” e “Um Sopro de Vida”.

Além disso, escreveu uma novela, “A Hora da Estrela”, contos e livros infantis. Em 1977 Clarice foi hospitalizada e descobriu um câncer de ovário já em estado avançado. O tumor era inoperável e rapidamente se espalhou para outros órgãos, causando a morte precoce de uma das maiores escritoras do Brasil.

Sua obra é reconhecida mundialmente, tendo sido traduzida para mais de 10 idiomas. Recentemente, em 2009, o escritor e historiador norte-americano Benjamin Moser publicou uma biografia bastante celebrada de Clarice, e deu novo fôlego à sua obra fora do Brasil. Por aqui, além dos livros de Clarice serem sempre celebrados, ela se tornou um ícone da cultura digital, tendo frases atribuídas a ela replicadas em imagens e textos que circulam pela internet.
Doodle feito pela neta

A importância de Clarice fora do Brasil é tamanha que o Doodle desta segunda-feira está sendo exibido em diversos países – entre eles, Argentina, Portugal e Japão.

A imagem que estampa o Doodle é uma colagem feita pela artista Mariana Valente, que é neta de Clarice. De acordo com Mariana, foi “muito estimulante poder fazer uma homenagem à minha avó Clarice”.

Ela explica que escolheu contar um pouco sobre a história da avó na imagem: “a fuga da perigosa Ucrânia como refugiada (…) o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, um de seus santuários favoritos, uma barata escondida e o prédio onde trabalhou pela primeira vez no centro do Rio representam cenas cotidianas”.

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