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Livraria Cultura deve vender a Estante Virtual para o Magazine Luiza

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Sérgio Herz, CEO da Livraria Cultura: lutando contra a crise | Foto: Reprodução

A casa livreira da família Herz “pede mais prazo pagar as editoras” e clama “pelo fornecimento de livros”, por causa do Natal

Euler de França Belém, no Jornal Opção

Vou ao Centro de Goiânia quase sempre para procurar livros nos sebos, notadamente no Didática, de Juari, e no Opção Cultural, de Lúcio. Os dois sempre dizem a mesma coisa: o portal Estante Virtual — a Uber do livro — está “salvando” seus negócios. Não fosse o site que reúne os principais sebos do país, os empreendimentos estariam em maus-lençóis.

Compro livros há anos da Estante Virtual e só tive problemas duas vezes. Uma vez o vendedor não me enviou o livro pedido — da escritora canadense Elizabeth Smart — e, como compensação, remeteu um livro de Paulo Coelho. Outra vez o livro não chegou, mas o sebo insiste que enviou. Se o fez, o Correios não entregou.

A Estante Virtual é um sucesso, inclusive financeiro — tanto que a Livraria Cultura, da família Herz, o adquiriu, em 2017. Agora, em crise, a Livraria Cultura deve vender o portal para o Magazine Luiza. O Publishnews informa que haverá um leilão. A assessoria do Magazine Luiz divulgou uma nota: “A Estante Virtual é um ativo da Livraria Cultura e, como parte do Processo de Recuperação Judicial da empresa, que está em andamento, há intenção de vendê-lo. Se determinadas condições forem cumpridas e o juiz competente aprovar, o Magazine Luiza poderá adquirir a Estante Virtual — após a publicação de edital e transcorrência de prazos legais”.

Na sexta-feira, 29, a repórter Maria Fernanda Rodrigues, do “Estadão”, publicou na coluna “Babel”: “A Livraria Cultura” pediu “mais prazo para pagar as editoras e” clama “pelo fornecimento de livros neste [Natal] que é um dos melhores períodos do ano para o setor”.

A Livraria Cultura solicita o adiamento de “pagamentos atrasados”. A empresa quer o parcelamento dos “novos faturamentos em quatro vezes, pagando a partir de janeiro”. “Não queremos e nem podemos perder a venda de Natal”, diz e-mail dos Herz enviado aos fornecedores.

Livraria mais famosa de Veneza é tomada pela água

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Publicado no Terra

A histórica inundação que alagou mais de 80% do centro histórico de Veneza no último dia 12 de novembro provocou danos em diversas atrações turísticas da cidade, incluindo sua livraria mais famosa.

A loja, ironicamente chamada “Acqua Alta”, fica a 600 metros da Praça San Marco, no coração do centro histórico veneziano, e foi tomada pela água na enchente da última terça.

O nome da livraria faz referência ao fenômeno da “acqua alta” (“água alta”, em tradução livre), que virou símbolo da cidade, mas vem provocando cada vez mais transtornos.

“Teremos de jogar fora 150 mil euros em livros. O dano é enorme, mas recomeçaremos”, disse o dono da loja, Luigi Frizzo. Os funcionários ainda tentaram colocar livros, revistas e discos de vinil em banheiras e na gôndola que fica dentro do estabelecimento.

“Mas desta vez não serviu de nada, a água subiu tanto que entrou na gôndola e nas banheiras. E esse é o resultado”, acrescentou Frizzo, apontando para seu filho, Lino, que empilhava centenas de volumes apodrecidos.

A “acqua alta” se caracteriza por marés iguais ou superiores a 80 centímetros acima do nível médio da Lagoa de Veneza. Na última terça, esse índice chegou a 187 centímetros, o segundo maior valor já registrado na história, atrás apenas dos 194 centímetros da inundação de 4 de novembro de 1966.

Porém nem todos os livros danificados serão desperdiçados. Boa parte será colocada na “escada” formada por exemplares atingidos por inundações anteriores e que fica nos fundos da livraria, criando uma espécie de terraço com vista para o canal. “Nunca se joga fora um livro”, disse Frizzo, agora sorrindo.

A Sociedade Italiana de Autores e Editores anunciou uma doação de 150 mil euros para ajudar livrarias e bibliotecas afetadas pelas enchentes em Veneza, incluindo a Acqua Alta. “Livros, discos, obras de arte e filmes são bens materiais e imateriais e, como tal, encarnam nossa cultura. É nosso dever defendê-los por aquilo que são e por aquilo que representam”, afirmou o presidente da entidade, Giulio Rapetti Mogol.

Livraria abre no Recife Antigo com cem mil títulos, papelaria, cafeterias, vinoteca e espaço infantil

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Projeto arquitetônico da Livraria Jaqueira do Recife Antigo prezou por verde – Foto: Dayvison Nunes / JC Imagem

Publicado no NE10

Desde o fechamento da unidade da Livraria Cultura no Recife Antigo que muitos de nós, recifenses, sentimos que, ali, ficara um vazio. Não só físico, mas também afetivo, cultural, intelectual. A Livraria Jaqueira – que nesta terça (8) abriu as portas para convidados, e na quinta (10) recebe o público – esmera-se em preencher essa lacuna; ou melhor, em oferecer uma experiência similar à antiga ocupante. Nesse tempo em que livrarias bambeiam e livros são “atacados”, os sócios buscaram redefinir o que seria uma livraria hoje, e montaram um espaço de convivência – ou, como se disse no corte da fita, “uma comunidade de serviços que gera um espaço de encontros”.

Livraria atual remete à antiga, a Livraria Cultura – Foto: Dayvison Nunes / JC Imagem

Os livros estão lá (e são cerca de cem mil títulos), mas outros produtos têm tanto apelo quanto, em outros espaços – os livros, no entanto, sempre ligando esses espaços. No térreo, próximo à entrada, há uma cafeteria rápida, para atendimento a quem está dentro e aos passantes, por uma janela para a rua lateral que dá para o Paço Alfândega. Café rápido, mas tirado de torrefação própria de grãos de diferentes origens. Ainda no térreo há papelaria e espaços dedicados ao público geek e às crianças – este, muito variado, abastecido de livros infantis a brinquedos e roupas.

Brinquedos na sessão geek, que se une ao espaço infantil – Foto: Dayvison Nunes / JC Imagem

No primeiro andar, mais livros. De outro lado, uma vinoteca com cerca de 300 rótulos de três distribuidores, além de auditório, gráfica, espaço de música (com vitrolas e vinis, inclusive) e a cafeteria principal, numa proposta bistrô. Com cardápio da chef Taci Teti, servirá tanto lanches quanto refeições. São 150 lugares equipados com tomadas, para sentar e ficar. Banheiros, que não existiam na Livraria Cultura, foram incluídos no projeto.

Mais livros, dispostos no primeiro andar – Foto: Dayvison Nunes / JC Imagem

 

Vinoteca terá sommeliers à disposição – Foto: Dayvison Nunes / JC Imagem

 

Cafeteria oferece também refeições – Dayvison Nunes / JC Imagem

As arquitetas Fernanda Zerbone, Mariana Magalhães e Taciana Gomes, do escritório Ponto 5, primaram por deixar iscas de como era a Cultura, e assim pescam a nossa memória afetiva. Há também partes estruturais do prédio que remetem à antiga livraria, como as escadas, que continuam onde sempre estiveram. Logo à entrada, assumindo o espírito do novo locatário, banco de praça, uma kombi-revisteiro graciosa e uma árvore (que não é jaqueira e não é natural, mas que funciona no propósito de deixar o espaço “verde”). Sob ela dá pra ter uma prosa, ler uma poesia.

Kombi-revisteiro estacionada no térreo da livrara – Foto: Dayvison Nunes / JC Imagem

Livraria nas montanhas oferece o prazer da leitura a 3.400 m de altura

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Biblioteca laFetrinelli, Mont Blanc Foto: LORENZO PASSONI / ICON DESIGN

laFetrinelli ganhou o título de livraria mais alta da Europa – muito provavelmente do mundo

A. J. Oliveira, no Estadão

Em um pequeno espaço perto do topo de uma das maiores montanhas da Europa, abriu as portas recentemente uma loja de livros diferente de qualquer outra: a laFeltrinelli 3466. Situada no interior de uma estação de teleférico a uma altitude de 3.466 metros, ganhou o título de livraria mais alta da Europa – muito provavelmente do mundo. Foi construída em Ponta Helbronner, um dos cumes que despontam do icônico Mont Blanc, que não é um único monte, mas sim um maciço de montanhas dividido pela Itália, França e Suíça.

Para chegar lá, é preciso subir por 20 minutos a bordo de uma cabine ampla e moderna, com grandes janelas que proporcionam vista panorâmica da deslumbrante natureza selvagem dos Alpes. É como o bondinho do Pão de Açúcar, só que giratório, para que todos os até 80 visitantes a bordo tenham a chance de contemplar tanto as montanhas, quanto os dois cênicos vales lá embaixo, Ferret e Veny, além da charmosa Courmayeur. A cidade, destino famoso entre alpinistas, fica a poucos quilômetros da fronteira francesa.

Durante a subida, dá para ver do alto as cabras ibex, exímias escaladores nativas daquela região. No século 19, a espécie foi implacavelmente caçada e levada à beira da extinção: estima-se que, em 1856, havia só 60 animais confinados em uma reserva. Mas projetos de preservação conseguiram elevar o número de espécimes para 40 mil e reintroduzi-los pelos Alpes. Lá em cima, fica até um pouco difícil de respirar, já que o ar é mais rarefeito.

Interior da biblioteca laFetrinelli Foto: LORENZO PASSONI / ICON DESIGN

A livraria em si tem o tamanho de um bom apartamento: 60 m². Apesar de pequena, é aconchegante e convidativa. Com catálogo de 376 títulos e 1.726 volumes, a laFeltrinelli 3466 foi inaugurada em 21 de junho, a princípio com a ideia de ser algo temporário, uma pop-up store. Duraria só até setembro, para aproveitar a alta temporada dos meses de verão. “Mas vendeu tão bem, tanto livros quanto souvenirs, que decidimos manter”, afirma Maria Lagazzi, porta-voz da Skyway Monte Bianco, empresa que opera o teleférico.

Ela conta que a visão do Mont Blanc e a sensação de estar em um lugar único no mundo incentiva os visitantes a levarem uma recordação. Toda vez que alguém compra um livro na livraria mais alta da Europa, Ylenia Mareliati, atendente de caixa, usa um carimbo especial para eternizar nas páginas a lembrança da visita. “É belo trabalhar aqui com essa vista”, ela confessa. O ponto forte são os livros de montanhismo: uma vasta seleção de títulos conta histórias de superação de alpinistas e explora a relação do ser humano com a montanha.

Impossível não se arrebatar por elevadas reflexões ao folhear um bom livro em uma das mesinhas à frente da janela. Entre uma página e outra, novas ideias vão sendo absorvidas e ganham ares sublimes ao levantar o olhar e contemplar o gelo eterno do Mont Blanc. Mesmo no verão, lá em cima fazia 3 graus — no inverno pode chegar a menos 40. Há um mirante em cima da estação para admirar a magnificência e respirar o ar puro do cume.

Por trás do projeto da livraria, há um conceito que desdobra paralelos instigantes entre viajar, ler e subir a montanha. “Os leitores, como os próprios livros, têm dentro de si o desejo extraordinário de horizontes sempre novos, e o fôlego para ir adiante e buscá-los”, lê-se na placa em uma das paredes da sala que, até junho, abrigava uma exposição de cristais extraídos do subsolo da montanha. “Este lugar é feito para eles: leitores e livros. Um lugar único e inesperado onde se pode fazer uma pausa, encontrar novas histórias, imergir na leitura com o Mont Blanc como companheiro e fonte de inspiração.”

A verdade é que a parceria se mostrou bastante proveitosa para ambas as empresas. Como uma das maiores redes de livrarias italianas, com mais de 120 lojas espalhadas pelo país, a marca atrai visitantes para o teleférico, que por sua vez oferece ao grupo Feltrinelli a chance única de estar presente no ponto mais alto da Europa Ocidental – o Monte Elbrus, com seus 5,6 km de altura, chega a ser maior que o Mont Blanc.

Mas, tecnicamente, fica no Cáucaso, em território russo, então é meio europeu, meio asiático. Outra livraria com título curioso, que está até no Guinness Book, fica a 230 metros do chão, no 60º andar de um hotel em Xangai, na China: é a mais alta dentro de um prédio.

Em termos de altura absoluta, é claro que ela não chega nem perto da nova livraria alpina. Durante sua inauguração, a presidente da Skyway Monte Bianco, Federica Bieller, ressaltou seu significado. “Graças à abertura da laFeltrinelli 3466, nosso tecnológico teleférico valoriza ainda mais a subida, tornando-a uma excursão cultural”, explicou a executiva. “A valorização da cultura de montanha, passar adiante as palavras dos autores que a amaram e a desafiaram, o Mont Blanc como cenário para fantasiar”, diz Bieller.

Em funcionamento no lado italiano da montanha desde 1947, toda a infraestrutura passou por uma gigantesca reforma entre 2011 e 2015. Com um investimento de € 110 milhões, a capacidade de visitantes por ano cresceu de 100 mil para 300 mil. As estações formam um verdadeiro complexo turístico, com diversas atrações ao longo da subida. Na estação-base, Courmayeur: The Valley (O Vale) há apenas a bilheteria e um café.

Mas, na parada intermediária, Pavillon: The Mountain (A Montanha), a 2.173 metros de altitude, o visitante se torna explorador e tem uma miríade de atividades à sua disposição. No Buffet Alpino, pode degustar os deliciosos sabores da bela região do Vale de Aosta, onde fica Courmayeur; dentro da estação tem até cinema e centro de convenções, além de uma vinícola um tanto especial – a Cave Mont Blanc.

Seu espumante Cuvée des Guides, com apenas cem garrafas produzidas ao ano, tem propriedades únicas por conta das baixas pressão atmosférica e temperatura naquela altitude. Do lado de fora, um passeio pelo Jardim Botânico Saussurea, que reúne mais de 900 espécies de plantas e flores de várias partes do mundo, oferece um vislumbre da natureza alpina, com uma profusão de insetos voando, pulando e zunindo por toda parte.

Montanhistas podem ir e vir como quiserem pelo ambiente ao redor, fazendo trilhas nos meses mais quentes, mas recomenda-se sempre o acompanhamento de guias. “A montanha é livre, nós não freamos ninguém”, afirma Lagazzi. O mesmo vale para esquiadores, que podem descer o Mont Blanc no inverno, mesmo sem grandes estruturas para a prática. É preciso ter experiência. “Não é como esquiar em pista”, ela diz. Já quando chega na estação final, Punta Helbronner: The Sky (O Céu), o explorador vira peregrino.

Aqui, no ponto mais alto da Europa, ou em outra perspectiva, o ponto mais baixo do céu, além da laFeltrinelli 3466 e do observatório 360 graus, é possível fazer uma leve refeição ou tomar um café no bistrô panorâmico, e até atravessar a vertiginosa passarela toda de vidro SkyVertigo. A sensação é de estar caminhando pelo céu sobre o gelo eterno do cume lá embaixo. Àquela altitude, o clima muda rápido: Lagazzi dá a dica de fazer a subida de manhã, quando a visibilidade é melhor. Tocar o céu e regressar ao vale é um pouco como começar e concluir a leitura de um bom livro – não se é mais o mesmo no final.

Travessa abre sua primeira livraria de rua em São Paulo

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(Reprodução/Instagram)

Espaço fica em uma pequena casa de 200 metros quadrados, na Rua dos Pinheiros

Publicado na Veja

A Travessa, dona das livrarias mais charmosas e bem-sucedidas do Rio, inaugura dia 9 sua primeira loja de rua de São Paulo. Ela fica no número 513 da Rua dos Pinheiros, em uma pequena casa de 200 metros quadrados que foi totalmente reformada para abrigar a nova livraria do bairro. Esta é a segunda loja de Rui Campos na cidade – a outra, ainda menor, fica no Instituto Moreira Salles, na Avenida Paulista.

“Sempre tivemos o desejo de fazer uma Travessa em São Paulo, e também muitos pedidos, e ficávamos pensando onde ela poderia estar. Se a Travessa tem uma estratégia é a de interpretar o lugar onde ela vai atuar, tentar falar a língua do pessoal que está por ali”, conta Campos que começou a frequentar o bairro depois que a Travessa assumiu a livraria oficial da Festa Literária Internacional de Paraty – é ali que fica a sede da Casa Azul, organizadora da Flip.

Rui gostou da vizinhança e tratou de procurar um imóvel grande para instalar sua livraria, e então percebeu que nada por ali era espaçoso. “Começamos a pensar nisso entre maio e junho do ano passado, muito antes de essa crise da Saraiva e Cultura e do modelo de megaloja mostrar problema. Foi quando decidimos que não tínhamos que fazer ali uma loja grande e que teríamos que agir de acordo com a linguagem de Pinheiros – de lojas com uma curadoria muito especial”, diz.

A ideia de Rui é investir em atendimento de qualidade e acervo especial, moderno, com uma seleção muito mais rigorosa do que a feita nas demais lojas. Só para se ter uma ideia, a de Pinheiros deve abrigar, em seus 200 m², algo como 18 mil livros. A Livraria da Travessa de Ipanema, uma das mais tradicionais da rede, tem 80 mil volumes e um espaço cinco vezes maior que a filial paulistana. O projeto arquitetônico daqui, como das demais lojas da rede, é de Bel Lobo.

A seleção inclui todos os gêneros, com destaque para temas atuais, como política e feminismo, e também para obras de autores portugueses – numa espécie de contrapartida informal pela operação em Lisboa, onde ela desembarcou em maio para ocupar 300 m² da Casa Pau Brasil, num casarão tombado do bairro cult de Príncipe Real.

A livraria é dividida em dois andares e Rui garante que vai ter espaço para sentar, ler um livro, tomar um café ou um vinho. “Vamos ter um mini mini minicafé, algumas poucas coisas para comer, uma geladeira com um vinhozinho e outras opções. O cliente escolhe o que quer, faz o seu próprio café, se serve e paga na saída. Vai ser um espaço gostoso e isso é fundamental porque a função da livraria é ser a criadora de demanda pelo livro”, explica. Segundo o livreiro, antigamente, as pessoas chegavam ao balcão e pediam o que queriam. Hoje, não. Elas vão, passeiam e descobrem um livro.

Neste momento de crise do mercado editorial, o modelo proposto agora por Rui pode funcionar melhor, tornando o negócio mais viável. Comenta-se que esse modelo poderia ser replicado pela Travessa em outros bairros de São Paulo, mas ele não confirma nem descarta.

“Não temos projeto para uma segunda loja, mas isso não está fora de questão. É claro que se percebermos que esse modelo funcionou superbem e enxergarmos um outro lugar, nós continuaremos”, diz o livreiro. A questão, ele explica, é que a Travessa sempre atua de acordo com o momento. “Lisboa nunca esteve no plano. Fomos convidados, conhecemos o projeto, começamos a pensar nele, nos apaixonamos e fizemos. São Paulo foi assim também.”

Em 30 anos, a Travessa abriu 10 lojas – para 2020 está prevista uma em Niterói. “Mas São Paulo não faz parte de um plano de expansão, não temos um plano de negócio; só paixão.”

A Livraria da Travessa começa a vender seus livros nesta sexta-feira (9) e eventos já estão programados para a próxima semana.

A inauguração oficial, porém, será no domingo, 18, com uma festa que começa ao meio-dia e vai até as 22 horas. Rui Campos explica que a inauguração das lojas da Travessa são sempre assim: com atividades, música e leitura de poesia ao longo do dia.

O escritor cubano Leonardo Padura será o primeiro a autografar na nova livraria. Ele estará lá no sábado (10) das 18h às 20h, assinando A Transparência do Tempo e seus outros títulos publicados pela Boitempo. Na quarta, 14, Miguel Del Castillo lança Cancún, pela Companhia das Letras.

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