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Sucesso de Julia Quinn consagra nova tendência da literatura para mulheres

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FINAIS FELIZES - Julia Quinn: série adaptada por Shonda Rhimes para a Netflix (Claudia Morillo/VEJA)

A onda do momento são os romances de época em que destemidas heroínas lutam pelo amor

Raquel Carneiro, na Veja

Aos 13 anos, a americana Julie Pottinger levou uma bronca do pai: ele não gostava da literatura apreciada pela filha, que devorava romances açucarados, alguns com cenas de paixão ardente estampadas na capa. O motivo não era puritanismo, mas sim a qualidade do texto — a família prezava a formação intelectual. Para contornar o mau humor paterno, Julie disse que o interesse pelo gênero decorreria, na verdade, de sua meta de escrever ela própria um romance naqueles moldes. Resultado: foi desafiada pelo pai a fazê-lo. A adolescente teceu, então, sua primeira novela — nunca publicada, mas valorizada por Julie hoje como um primeiro passo para tomar gosto pela escrita. Anos depois, ela mudaria seu nome para Julia Quinn (Julia para soar mais adulta e Quinn para, na ordem alfabética das estantes das livrarias, ficar perto da autora romântica Amanda Quick). Conquistou seu primeiro contrato com uma editora ao mesmo tempo que era aceita no curso de medicina em Yale. “Decidi dar um tempo na faculdade para me dedicar ao livro, mas logo bateu o desespero: ‘E se não der certo essa história de ser escritora?’. Voltei para Yale, mas fiquei só dois meses”, contou Julia a VEJA.

Hoje, aos 49 anos e 37 livros depois, ela não tem arrependimentos. Autora de romances femininos ambientados em cenários históricos, Julia contabiliza mais de 10 milhões de cópias vendidas no mundo, sendo 1,15 milhão só no Brasil — sim, seu principal mercado fora de países de língua inglesa é aqui. Seu novo livro, Um Cavalheiro a Bordo (Arqueiro), chega às livrarias nesta semana. A saga, ambientada no século XVIII, é derivada de outra trama da autora, a bem-sucedida Os Bridgertons, sobre uma família aristocrática formada por oito irmãos (quatro homens e quatro mulheres) conduzidos por uma sábia matriarca. A trama foi eleita por Shonda Rhimes para integrar seu portfólio na Netflix — no acordo de 150 milhões de dólares entre a produtora de Grey’s Anatomy e a plataforma de streaming estão oito seriados de estilos variados. “Um representante da Shonda ligou para perguntar se os direitos dos meus livros ainda estavam disponíveis. Eu respondi aos berros: ‘Sim!’ .Sou uma grande fã, fiquei chocada”, afirma Julia. Com pretensão de ser uma nova Downton Abbey, a série deverá estrear em 2020. Até agora, só um nome do elenco foi divulgado: ninguém menos do que Julie Andrews, na pele de Lady Whistledown, uma cronista social de língua afiada. Um pontapé inicial e tanto.

O sucesso de Julia Quinn ilumina as novas tendências de um segmento editorial tradicionalíssimo. Com a ascensão feminina no mundo do trabalho e sua afirmação na cultura pop, a literatura para mulheres tomou um banho de loja: moças ingênuas e sonhadoras deram lugar a heroínas emancipadas e mulheres, vá lá, “de carne e osso” (leia o quadro na pág. 90). Nas listas de best-sellers figuram distopias sobre mulheres em luta contra a opressão, como O Conto da Aia, de Margaret Atwood, e dramas psicológicos com anti-heroínas às voltas com a depressão, como a protagonista de Sharp Objects, de Gillian Flynn. Mesmo na era do feminismo, no entanto, há indícios de que certas coisas mudam na forma, mas continuam iguais na essência. As fantasias sexuais da personagem de Cinquenta Tons de Cinza, de E.L. James, são dosadas para não ferir suscetibilidades. Da mesma forma, as histórias açucaradas sobrevivem nos livros de Julia Quinn. Só que agora as moças casadoiras têm sede de autonomia e a ambientação de época garante que a atmosfera romântica se revele crível para a leitora de hoje.

Leve, bem-humorado e com uma sensualidade liberada a conta-gotas, o estilo de Julia chegou a ser comparado pelas fãs ao da incomparável Jane Austen (1775-1817). O exagero é reconhecido — ainda bem — pela própria. “Jane fez um retrato profundo da época em que viveu. Eu simplesmente viajo ao passado e imagino protagonistas fortes.” Viagem parecida tem sido feita por outras autoras do filão, como Lisa Kleypas, de Os Hathaways, e Diana Gabaldon, de Outlander. Quem percebeu o potencial do gênero no Brasil foi a editora Arqueiro, selo da Sextante que abraçou os romances femininos de época para surfar em números expressivos — a exploração do gênero já rendeu mais de 2 milhões de livros vendidos. No topo do filão, Julia reina absoluta. “No catálogo da editora, ela já figura junto de autores como Dan Brown e Nicholas Sparks”, conta Nana Vaz de Castro, executiva da Sextante.

A fórmula do sucesso é facilmente identificável: casal se conhece, se repele, participa de bailes pomposos, se apaixona e se casa. Mas o que acontece entre a primeira página e o final feliz de um romance enlatado é o que faz uma autora distanciar-se das outras na lista dos best-sellers. Julia ganha pontos por seus personagens carismáticos. Os homens são ríspidos, mas elegantes — todos, no frigir dos ovos, exibem excelente trato com as damas. As mulheres revelam-se afiadas, ainda que às vezes sejam desajeitadas, e buscam um amor verdadeiro — que raramente acontece à primeira vista, mas nunca deixará de se consumar antes da última página.

Para Julia, famílias felizes não são entediantes (diferentemente do que escreveu Tolstoi no célebre início de Anna Karenina). Ao contrário: são sua fonte de renda. “Os leitores gostam de mães que não traumatizam os filhos e de homens que não maltratam as mulheres”, diz a autora, que conheceu o marido há trinta anos. “A única coisa que me irrita quando criticam meus romances é dizerem que crio expectativas muito altas nas mulheres em relação aos homens. Ora, imaginar uma relação longa e monogâmica entre duas pessoas que se respeitam seria um exagero?” Sua função social, por assim dizer, seria justamente alertar sobre relacionamentos abusivos. “Muitas leitoras perceberam que estavam em namoros ruins”, diz. Exaltar heróis masculinos com conduta de bad boys está fora de sua cartilha. “Não entendo o apelo de alguém que trata a mulher como lixo. Um romance precisa de homens bons.” E bonitões, claro.

‘O Livro dos Prazeres’, de Clarice Lispector, vira filme que privilegia olhar feminino

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Simone Spoladore interpreta Lóri no longa de Marcela Lordy que será lançado no ano que vem, centenário da escritora

Francesca Angiolillo, na Folha de S.Paulo

Rio de Janeiro

A folha avermelhada precisa descer, pousar no ombro da mocinha e, do chão, ser recolhida pelo galã e então entregue a ela. Ali começa um plano-sequência no qual que o casal vai do flerte ao desentendimento —a tônica do relacionamento entre Lóri e Ulisses.

Mas o movimento agitado à beira da lagoa Rodrigo de Freitas acrescenta novas dificuldades às dos personagens de “O Livro dos Prazeres”.

A locação para esse dia das filmagens —que vão até o fim desta semana, no Rio de Janeiro— é linda, mas o som de helicópteros decolando e pousando ao lado invade a cena.

Venta e, ao segurar o chapelão, Lóri acaba por tapar demais o rosto. Passantes curiosos sem querer entram em cena olhando para a câmera. E a folha —nem sempre ela cai do jeito certo.

No décimo take, Marcela Lordy decide simplificar o que pode. “Vou aplicar em pós-produção essa folha.” Vai cair rodopiando, “bem Hollywood”. Mas a história que Lordy escolheu para sua estreia em longas de ficção, após ter feito carreira na assistência de diretores como José Eduardo Belmonte e Walter Salles, não é hollywoodiana.

É de amor, mas um amor construído sobre falhas que só podem ser reparadas cena a cena, sem truque ou técnica.

“Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres”, de Clarice Lispector, é a base do filme. No romance, de 1969, Lóri é uma professora na casa dos 30 que não se aprofunda nas suas relações. Conhece e deseja Ulisses, professor de filosofia mais velho, que lhe ensina a viver o amor, dizendo que aguardará até que ela esteja pronta.

A obra, que se passa quase toda dentro do pensamento de Lóri, pareceria inadaptável.

Transformar o fio de trama em roteiro exigiu dez tratamentos, em seis ou sete anos, recorda Lordy, que a partir de certo ponto teve a contribuição da argentina Josefina Trotta —seu filme é uma coprodução com o país vizinho.

Produtora brasileira do filme, Deborah Osborn, da Big Bonsai, diz que “queria muito internacionalizar o filme”, mostrar para o mundo esse “imaginário que permeia a gente a vida toda”.

O imaginário de Clarice não deixou mais de ser redescoberto no exterior, sobretudo desde que o americano Benjamin Moser lançou “Clarice,”.

Na biografia, Moser descreve “Uma Aprendizagem” como “uma espécie de órfão”, depois de “A Paixão Segundo G.H.”. “Na verdade, artisticamente, superar aquela obra atordoante seria difícil para qualquer escritor”, resume.

O resultado, que traz um final feliz, fato raro na obra da escritora, foi considerado menor ou mais fácil —para os padrões claricianos, que não são exatamente a média.

Concebido há quase uma década, o filme de Lordy será lançado no ano que vem. Calhou de ser o centenário de Clarice, lançando holofotes adicionais sobre a produção, que deve ter a companhia nas telas da adaptação de “G.H.” feita pelo diretor Luiz Fernando Carvalho.

“O Livro dos Prazeres” privilegia o olhar das mulheres —e são muitas no set— sobre uma história que, já em 1969, tinha no centro o desejo feminino.

Porém, meio século depois, a relação vertical estabelecida entre Lóri e Ulisses não faria sentido. “Ele desce do pedestal, aprende com ela”, diz Marcela Lordy, a diretora.

Embora veja a relação do casal como “quase abusiva” —a determinada altura do romance, por exemplo, ele a censura por cortar os cabelos sem pedir permissão—, ela acredita que “Clarice estava discutindo gênero ao colocar Ulisses à espera de Lóri”.

O tipo melancólico de Simone Spoladore se mostra perfeito para a esquiva Lóri. Uma mulher inalcançável, diz a atriz, “que se fechou para a dor”, ecoando a conclusão do diálogo rodado minutos antes.

Seu par é vivido por Javier Drolas. Conhecido no Brasil por “Medianeras”, ele atua pela primeira vez em português e suaviza a arrogância de Ulisses —apesar de no filme ele ser argentino, brinca o ator.

Mas, na visão de Drolas, “um homem já mais velho que nunca se apaixonou, algum problema tem”. Seu Ulisses é especialista em Spinoza, para quem “o fim último da filosofia é a felicidade”, e é nessa busca que, diz ele, o personagem “se torna mais humano”.

Spoladore conta ter sido ela também submissa em outras relações, mesmo se “a mulher contemporânea é diferente”. Essa diferença fundamenta o trabalho das roteiristas.

Há nove anos no Brasil, Josefina Trotta diz que Clarice foi das primeiras autoras que leu em português. Nas últimas releituras que fez de “Uma Aprendizagem”, sublinhou o que o livro tinha de ação de fato.

Era muito pouco. A saída foi desdobrar o que havia.

A mãe morta de Lóri ganha peso no filme. Está num crochê que a filha desfaz e refaz, como uma Penélope, e num diário encontrado no apartamento herdado —nele as palavras são de Clarice.

Da vida da escritora, vieram outros elementos para compor essa figura, que se torna não só autora mas ancestral de Lóri.

Os alunos se fazem mais presentes, como Otto, filho de Luciana, única amiga de Lóri. Esta, engenheira e taróloga, é a expansão da cartomante citada no livro somente em uma fala da protagonista.

Vivida por Martha Nowill —que, como Spoladore, havia atuado em curtas de Lordy, caso de “Aluga-se”, de 2012, do qual foi corroteirista—, Luciana é um contraponto a Lóri.

É, diz Trotta, “uma mãe profissional com defeitos”, que não teme se arriscar, à diferença da amiga. Nowill celebra o papel, uma coadjuvante com um destaque que ela reputa incomum no cinema.

Os personagens e situações se construíram a partir da vivência das próprias roteiristas e de mulheres ouvidas no processo.

Ulisses ganha uma sexualidade vista como ambígua; Lóri tem vários amantes —até uma amante.

Todos se tornam, enfim, mais gente, saindo da dimensão “quase sagrada” que, de início, impactou Trotta, como tantos outros, na obra de Clarice.

Autora de ‘The Handmaid’s Tale’ anuncia sequência do livro para 2019

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Nova produção de Margaret Atwood se passará 15 anos após o 1º livro

Publicado no Estadão

Nesta quarta-feira, 28, a canadense Margaret Atwood anunciou em seu Twitter que está escrevendo a continuação de The Handmaid’s Tale, livro escrito em 1985 e que deu origem à série homônima. A novidade se chamará The Testaments e o lançamento está previsto para o segundo semestre de 2019.

“Sim, de fato, para aqueles que perguntaram: eu estou escrevendo uma sequência para The Handmaid’s Tale. The Testaments se passa 15 anos depois da cena final de Offred e é narrado por três personagens mulheres. Vai ser publicado em setembro de 2019”, escreveu a autora.

Lançado no Brasil como O Conto de Aia, o romance distópico é ambientado em Gilead, um Estado teocrático e autoritário, onde as mulheres vivem subordinadas aos homens. O sucesso garantiu ótimas posições nas listas de livros mais vendidos em diversos países do mundo.

Única mulher a concorrer na categoria tradução do Prêmio Jabuti, Livia Deorsola decifra linguagem secreta de autor mexicano

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Livia Deorsola, tradutora indicada ao Premio Jabuti Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

 

Tradutora encarou neologismos e arcaísmos em ‘De duas, uma’, de Daniel Sada

Elisa Martins e Ruan de Sousa Gabriel, em O Globo

SÃO PAULO – Na infância, o espanhol era a língua dos segredos. Quando o avô italiano e a avó e mãe argentinas queriam conversar sobre assuntos que as crianças não podiam ouvir, apelavam para o idioma de Cervantes. Mas o mistério só fazia atiçar a curiosidade. Dos ouvidos atentos cresceu o gosto por aquela língua tão diferente e familiar. Foram assim os primeiros contatos de Livia Deorsola, paulista de Ribeirão Preto, com o espanhol.

Hoje, Livia desvenda outros segredos, escondidos nas linhas de autores hispano-americanos e em palavras que parecem ser uma coisa, mas são outra. Por resolver os difíceis enigmas do romance “De duas, uma”, do mexicano Daniel Sada, Livia foi indicada ao Prêmio Jabuti de Tradução.

– Fiquei feliz e espantada com a indicação – contou Livia ao GLOBO. – Uma amiga destacou que eu era a única mulher indicada este ano, não tinha me atentado. É uma pena não ter mais mulheres. O mundo editorial, aliás, é extremamente feminino, do início ao fim da produção de livros.

Desde 2000, o Jabuti premiou 57 tradutores – mas apenas 10 mulheres. Livia compete com 14 homens, como os premiados Guilherme Gontijo Flores, Maurício Santana Dias e Trajano Vieira. Alguns de seus concorrentes traduzem de línguas exóticas e até mortas, como islandês, grego, latim e acádio, que era falada na antiga Mesopotâmia.Nos últimos anos, o Jabuti preferiu premiar tradutores que se aventuraram por idiomas esdrúxulos ou novas versões de clássicos, como “Ulysses” e “Guerra e paz”.

A língua espanhola foi premiada pela última vez em 2004, por uma tradução de “Dom Quixote” assinada por Sérgio Molina. Em 2010, porém, houve uma categoria especial para traduções espanhol-português, mas apenas tradutores homens venceram.

Traduzir o idioma de nossos vizinhos é, às vezes, considerado mais fácil – o que não é verdade, em especial quando se trata de autores como Sada. Nascido em 1953, em Mexicali, no Norte do México, e falecido em 2011, Sada ajudou a renovar o espanhol como língua literária. Admirava os poetas barrocos espanhóis (Lope, Quevedo, Góngora) e Guimarães Rosa. Arrancou elogios de pesos pesados da literatura latino-americana como Roberto Bolaño e Carlos Fuentes.“De duas, uma” é um autêntico dramalhão mexicano que também faz rir. As protagonistas, as gêmeas solteironas Constitución e Gloria Gamal que disputam o mesmo “galã”, são apresentadas com riquezas de detalhes e ironia.

Expressões desconhecidas
Sada embaralha neologismos, arcaísmos e expressões idiomáticas próprias do deserto de Coahuila, que ele conhecia tão bem, numa prosa sinuosa que desespera os tradutores mais valentes. Livia planejava traduzir as pouco mais de 100 páginas de “De duas, uma” em apenas um mês. Levou três. Para decifrar a linguagem secreta de Sada, recorreu a uma dezena de mexicanos, inclusive à viúva do autor, Adriana Jiménez.

– Fiz uma lista de termos e expressões cujo significado não consegui descobrir na internet e em dicionários especializados – contou. – Entrei em pânico quando vi que nem mexicanos conheciam algumas daquelas expressões. Por fim, acionei Adriana, que me dava explicações mais longas e seguras.

Livia se enroscou com expressões como “tanteo nomás”, que ela pensou que significasse algo como “tentativa” ou “tateante”, mas descobriu que, ali, queria dizer “cálculo”. “Jaloncito de la voz”, depois de muitas voltas, virou “jeitinho da voz”. E a expressão “siempre a medio tren” foi traduzida por “sempre ponderadas”, uma solução que não a agradou de todo.

Para Livia, a mistura de “literatura barroca com tragicomédia” é o traço mais marcante de Sada – e o mais difícil de traduzir.– Não existe equivalência em tradução. O que existe é correspondência – diz Livia. – Uma tradução nunca mimetiza com perfeição a língua original, será sempre uma tentativa de interpretação. Aí está a graça de traduzir.

Amazon vai adaptar série de livros de fantasia A Roda do Tempo

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Amanda Gongra, no Cinema com Rapadura

A série épica de fantasia literária de Robert Jordan, “A Roda do Tempo”, vai ser oficialmente desenvolvida pela Amazon Studios. Depois de adquirir os direitos de “Senhor dos Anéis”, a empresa ainda teve dinheiro para contratar Rafe Judkins (“Agents of S.H.I.E.L.D”) como roteirista e produtor da nova série de fantasia. A diretora da empresa Jennifer Salke demonstrou animação com a decisão:

“‘A Roda do Tempo’ é infinitamente fascinante e ressoa enormemente com os fãs como uma das franquias de livros mais vendidas globalmente, e nós fomos atraídos para a sua narrativa oportuna com mulheres poderosas no núcleo. Estamos entusiasmados em estender nosso relacionamento com os fãs antigos que acharam a série de livros transformadora e damos as boas-vindas aos novos, trazendo a série à vida no Prime Video para os telespectadores em todo o mundo.”

A história se passa num mundo épico onde a magia existe, mas só mulheres conseguem usar. “A Roda do Tempo” acompanha Moiraine, membro de uma obscura e influente organização apenas de mulheres chamada Aes Sedai, enquanto ela embarca numa jornada perigosa ao redor do mundo com cinco jovens. Moiraine está interessada nesses cinco pois acredita que um deles pode ser a reencarnação de um indivíduo poderoso, ao qual uma antiga profecia se refere como quem salvará a humanidade – ou quem irá destruí-la.

A série literária de Jordan contem 14 livros (o autor faleceu em 2007, com Brandon Sanderson assumindo a partir do 12º por escolha da viúva e editora de Jordan, através de suas anotações) e uma prequel, o que faz com que exista bastante material para uma série recorrente durante vários anos.

A adaptação de “A Roda do Tempo” ainda não tem maiores informações sobre elenco, equipe ou início das produções.

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