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Remake de Cemitério Maldito chega às telonas

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Ana Vitória Queiroz, no R7

Trinta anos depois da primeira adaptação do filme “Cemitério Maldito”, do livro de Stephen King, os diretores Kevin Kölsch e Dennis Widmyer são responsáveis pelo remake que estreia nesta quinta-feira (9) prometendo deixar os cabelos em pé de quem for assistir.

De acordo com os diretores, essa nova adaptação promete ser mais fiel ao livro, sombria e emocional. O próprio King já garantiu, em material de divulgação, que gostou do resultado do filme e o longa que começou com um orçamento de 21 milhões, já conseguiu alcançar mais de US$ 100 milhões de bilheteria mundial.

Em “Cemitério Maldito” conhecemos a história da família Creed. Após a mudança para uma cidade mais calma, Louis (Jason Clarke) viu a chance de conciliar o trabalho como médico e passar mais tempo com sua esposa, Rachel (Amy Seimetz) e seus dois filhos, Ellie (Jeté Laurence) e o pequeno Cage (Hugo Lavoie e Lucas Lavoie).

Depois de fazer amizade com o vizinho Jud (John Lithgow), a família descobre sobre um cemitério indígena próximo à propriedade, onde segundo lendas, os corpos enterrados nele são ressuscitados. Quando o gato Church, de sua filha sofre um terrível acidente, Louis decide enterrá-lo para o trazer de volta à vida, mas não tinha ideia das consequências que iria sofrer depois disso.

Diferente da versão de 1989 que é um terror mais “gore” (subgênero de terror que se concentra em representações gráficas de sangue e violência gráfica), a de 2019 possui um equilíbrio entre os “jumpscares” (técnica usada em filmes de terror para dar sustos) e o terror psicológico, causando medo, angústia e aflição de quem acompanha a trama.

Em diferentes momentos do filme, é possível perceber que sempre há sinais para o personagem principal não recorrer ao cemitério, sabendo que lá é um lugar amaldiçoado. Principalmente após enterrar o gato de sua filha e Church mudar após voltar a vida.

Livro que inspirou Blade Runner terá nova edição no Brasil

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Pela primeira vez com o nome do filme impresso na capa

Victor Aliaga, no IGN

Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?, livro de Philip K. Dick que inspirou um dos maiores clássicos da ficção científica no cinema (Blade Runner, é claro!), vai ganhar uma nova versão no Brasil, pela Editora Aleph, que havia publicado duas edições anteriormente.

A nova capa é ilustrada por Rafael Coutinho com design de Giovanna Cianelli, e a cena estampada homenageia o filme e retoma o ar policial noir do romance, ao mesmo tempo em que explora a atmosfera de dúvida e segredos presente na obra de Dick.

Vale ressaltar que esta é a primeira vez que o título imortalizado nos cinemas chega impresso no livro. “A ideia foi levar esse livro (que é um dos nossos favoritos do autor) para mais perto do público e fazer com que a sua história fique cada vez mais conhecida”, escreveu a Aleph, no Instagram.

A edição, que terá um total de 288 páginas, trará de volta o material presente nas versões anteriores publicadas pela editora, além de extras como: uma carta de Dick aos produtores do filme, a última entrevista concedida pelo autor, publicada na revista The Twilight Zone, e um posfácio escrito pelo jornalista e tradutor desta edição, Ronaldo Bressane, que traçou paralelos entre o filme e o livro.

Publicado originalmente em 1968, Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas? conta a história de Rick Deckard, um caçador de recompensas que vive em uma San Francisco coberta pela poeira radioativa que dizimou inúmeras espécies de animais e plantas. Um novo trabalho pode ser o ponto de virada para melhorar seu padrão de vida e realizar seu sonho de consumo: uma ovelha de verdade, para substituir a réplica elétrica que ele cria em casa. Para isso, Deckard precisa perseguir e aposentar seis androides que estão foragidos, se passando por humanos. No entanto, as convicções do detetive podem mudar quando percebe que a linha que separa o real do fabricado não é mais tão nítida quanto ele acreditava.

O lançamento do livro está marcado para o dia 10 de abril de 2019.

5 filmes que você não sabia que foram inspirados em livros

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Amanda Barros, no Desencaixados

Que o mercado literário cada vez mais está ligado às grandes produções cinematográficas é inegável, e cada vez mais os fãs estão tanto lendo os livros quanto assistindo aos filmes. Mas e aqueles filmes que você nem imagina que saíram das páginas de um livro?

Separamos nessa lista 5 filmes que são inspirados em livros e você, provavelmente, não sabia. Confira:

1 – Stardust – O Mistério da Estrela (2007)

O filme conta a história de Tristan (Charlie Cox), que se aventura em um reino de fadas para recuperar uma estrela. Ele, a estrela e uma mulher chamada Yvaine (Claire Danes) devem enfrentar um pirata e um grupo de bruxas malvadas.

O longa é baseado no livro homônimo de Neil Gaiman e é como um conto de fadas adulto, com direito a bruxas, fadas, diversos outros seres encantados, e claro, o amor. O livro foi publicado em 1999 e até hoje cativa fãs das mais diversas idades.

2 – Sierra Burgess é uma Loser (2018)

O filme conta a história de Sierra (Shannon Purser), uma adolescente inteligente, mas fora dos padrões de beleza do ensino médio. Quando um incidente de confusão de identidade resulta em um romance inesperado em sua vida, ela se vê precisando se juntar a garota mais popular da escola para poder ficar com o menino que gosta.

O longa é uma versão moderna da peça de teatro clássica Cyrano de Begerac, lançado em 1897, onde um homem escrevia poesias para sua amada, mas o rosto que ela pensava ser dele era de outra pessoa, então ele achou melhor assim, pois achava que ela o acharia muito feio se soubesse quem ele era de verdade. No filme, os gêneros dos personagens foram trocados e se passa nos dias atuais.

3 – E Se Fosse Verdade? (2005)

A comédia romântica E Se Fosse Verdade? conta a história do arquiteto David Abbott (Mark Ruffalo). Quando ele se muda para um novo apartamento descobre que a inquilina anterior, Elizabeth Masterson (Reese Witherspoon), é uma espécie de espírito que vai conviver com ele, mas ela nega que está morta. Entretanto, o que ele mais quer saber é por que só ele consegue ver a mulher?

O filme é inspirado no livro homônimo, que foi lançado em 1999, de um escritor francês chamado Marc Levy. A história explora vida após a morte, espiritualidade e amor. A obra foi a primeira da carreira do autor e ele escreveu com o intuito de criar uma história que seu filho pudesse ler quando ficasse adulto, assim virou um sucesso já na sua primeira publicação.

4 – Um Olhar do Paraíso (2009)

Nesse filme é contada a emocionante história de Susie Salmon (Saoirse Ronan), a menina estava está voltando para casa quando foi estuprada e assassinada por George Harvey (Stanley Tucci), um vizinho que mora sozinho. Susie, que agora está em um local entre o paraíso e o inferno, observa a situação de sua família com sua perda e lida com o sentimento de vingança e a vontade de ajudar sua família a superar sua morte.

O longa é baseado no livro Uma Vida Interrompida: Mémorias de um Anjo Assassinado, lançado em 2002, da autora Alice Sebold. A história do livro permeia o mesmo universo e é ficcional, mas o fato a ser observado é que a autora é sobrevivente de um estupro que sofreu na faculdade e por isso viu na escrita uma forma de falar sobre o assunto. O enredo é emocionante e mostra um triste retrato de agressão contra mulheres e crianças, mas também a pureza de suas almas.

5 – Ponte Para Terabítia (2007)

Jess (Josh Hutcherson) se sente um estranho na escola e até com sua própria família que não entende muito bem seus gostos e aspirações, é a partir daí que ele conhece a aluna nova, Leslie (AnnaSophia Robb). Uma garota extrovertida, decidida e cheia de convicções que vem para agitar a vida do garoto. Juntos eles descobrirão o reino mágico de Terabítia.

O livro homônimo que inspirou o filme foi lançado em 1977 e é da escritora Katherine Paterson, a autora criou a história como forma de ajudar o filho a superar um grande trauma que teve na infância, e a história tomou proporções imensas chegando a ganhar duas adaptações. Na adaptação de 2007, seu filho, já adulto, se tornou roteirista do filme.

Ator de “O Hobbit” estrelará adaptação de “Não Fale Com Estranhos” na Netflix

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Picture: News Limited.Source:News Limited

Caio Coletti, no UOL

O ator Richard Armitage, mais conhecido por viver o anão Thorin nos filmes da trilogia “O Hobbit”, vai estrelar uma das próximas séries da Netflix. Trata-se de “The Stranger”, adaptação do best-seller “Não Fale Com Estranhos”, de Harlan Coben.

Ator Richard Armitage, intérprete de Thorin Escudo-de-Carvalho, em “O Hobbit” Imagem: Reprodução

Segundo o “Deadline”, ele vai interpretar Adam Price, homem que vive uma vida de conto de fadas até o momento em que um completo estranho senta ao seu lado em um bar e conta-lhe um segredo perturbador sobre sua esposa, Corinne.

Com o tempo, Adam percebe que a mentira que Corinne lhe contou é só o topo do iceberg, e se vê envolvido em uma trama sinistra que pode não só arruinar sua vida, como acabar com ela.

Coben, que já fez parceria com a Netflix para a série “Safe”, vai servir como produtor de “The Stranger”. Ele entregou a responsabilidade de adaptar seu best-seller para o roteirista Daniel Brocklehurst, que também assinou episódios de “Safe”.

“A Mulher na Janela” vai virar filme, mas a vida do seu autor é mais sinistra

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O novelista Dan Mallory, que escreve sob o pseudônimo A.J. Finn Imagem: Reprodução/Twitter

Caio Coletti, no UOL

Antes de chegar às prateleiras e se tornar um dos maiores best-sellers do ano passado, o suspense “A Mulher na Janela” foi vendido para várias editoras norte-americanas como o livro de estreia de um estimado membro da comunidade editorial, que assinou a obra com o pseudônimo A.J. Finn.

O nome verdadeiro do autor, no entanto, não foi revelado até o momento em que os lances no leilão pelos direitos de publicação do livro, ocorrido em 2016, atingiram US$ 750 mil. Assim que a revelação foi feita, várias editoras tiraram o seu nome da corrida

Este é só um dos “causos” relatados em uma matéria do “The New Yorker” sobre Dan Mallory, o homem por trás de A.J. Finn. Conversando com vários empregadores, professores, amigos, familiares, concorrentes e colegas de trabalho de Mallory, o repórter Ian Parker revela um rastro de mentiras que marcou a ascensão do agora celebrado autor no mundo editorial.

O livro de Mallory é protagonizado e narrado por Anna Fox, uma mulher que sofre de agorafobia, condição psicológica que há meses a impede de deixar o seu apartamento. Observando os vizinhos pela janela certa noite, ela testemunha o que acha ser um crime violento.

Enquanto a adaptação cinematográfica de “A Mulher na Janela” é filmada em Nova York, com previsão de lançamento para o final do ano, Amy Adams no papel principal e Joe Wright (“O Destino de Uma Nação”) na cadeira de diretor, a história de seu autor parece cada vez mais saída direto de um livro de mistério.

O talentoso Mallory

As semelhanças entre a vida de Mallory e um thriller literário podem ser mais do que mera coincidência. Na Universidade de Oxford, onde começou, mas nunca terminou, um doutorado em inglês, o futuro autor best-seller escreveu extensamente sobre os livros de Patricia Highsmith estrelados pelo personagem Tom Ripley.

Quem se lembra de “O Talentoso Ripley”, adaptação de 1999 estrelada por Matt Damon, sabe que o personagem título não é exatamente um modelo de comportamento. Mentiroso nato, ele aos poucos toma de assalto a vida de um amigo ricaço, Dickie (Jude Law), para fugir da mediocridade do seu próprio dia-a-dia.

Vários dos entrevistados na matéria do “The New Yorker” compararam o comportamento de Mallory com o do personagem. Em uma parte do filme, por exemplo, Ripley escreve cartas fingindo ser Dickie, a fim de dispersar suspeitas sobre o seu paradeiro.

Por um período de meses durante o ano de 2013, Mallory deixou de aparecer no escritório onde trabalhava, na popular editora Morrow, em Nova York. Ao invés de uma explicação do próprio Mallory, vários de seus contatos pessoais e profissionais passaram a receber e-mails que supostamente vinham de seu irmão.

Nas mensagens, “Jake” contava que Mallory estava internado para retirar um tumor cancerígeno, cirurgia perigosa que poderia até mesmo deixa-lo paralisado da cintura para baixo. Quando Mallory voltou ao trabalho, contou a pelo menos uma colega, que o perguntou sobre “Jake”, que o irmão tinha se matado.

“Dan foi tratado de forma horrível por muitas pessoas em sua infância e adolescência, o que fez com que ele se tornasse alguém profundamente solitário. Ele não confia em muita gente. Mantenham Dan em suas orações”, dizia um dos e-mails dessa época, obtido pelo “The New Yorker”.

A alusão a uma infância e adolescência cheia de tragédias remete a um ensaio que Mallory escreveu, anos antes, para tentar ser aceito em Oxford. O texto impressionou o professor Craig Raine, que orientaria o seu doutorado nunca finalizado.

No ensaio, Mallory narrava como teve que cuidar de sua mãe durante uma longa batalha contra o câncer. Ele também contava sobre o seu irmão, que nessa versão dos fatos sofria de distúrbios mentais e fibrose cística, e dizia que por isso tinha que sustentar a família sozinho.

Mallory dizia que tanto a mãe quanto o irmão haviam morrido no mesmo ano. A “cereja no bolo” do relato vinha quando o autor revelava que ele mesmo já havia sido diagnosticado e vencido um câncer, dessa vez no cérebro, que poderia voltar a qualquer momento para destruir sua vida mais uma vez.

O repórter do “The New Yorker”, no entanto, entrou em contato com a família de Mallory, que vive em Amangasett, no estado de Nova York. Tanto sua mãe quanto seu pai e seu irmão estão vivos, e até mesmo acompanham o escritor em viagens de publicidade.

O pai de Mallory falou brevemente com a reportagem, como que para esclarecer uma má concepção sobre seu filho. “A mãe de Dan teve câncer quando ele era pequeno, esteve perto da morte [mas se recuperou]. Mas Dan nunca teve”, comentou John Mallory.

Em uma declaração oficial sobre a matéria, Mallory admitiu vagamente algumas de suas mentiras, alegando que foram produtos de “severa depressão e transtorno bipolar”, que foi diagnosticado apenas em 2015.

Especialistas entrevistados pelo “The New Yorker”, no entanto, apontam que o distúrbio bipolar “não explica enganações organizadas, especialmente aquelas que servem motivos egoístas de ganho pessoal”.

A professora Carrie Bearden, do departamento de psicologia da Universidade da Califórnia, diz que é “muito irresponsável” justificar o comportamento de Mallory com o diagnóstico de transtorno bipolar. “Isso só vai aumentar o já enorme estigma que existe sobre essa doença”, critica.

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