Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged portugal

Chico Buarque vence o Prêmio Camões de Literatura de 2019

0

Chico Buarque, 74 anos – Leo Aversa / Divulgação

 

Homenagem é a maior honraria da literatura em língua portuguesa

Publicado na Gaucha Zh

O escritor, cantor e compositor Chico Buarque, 74 anos, foi consagrado nesta terça-feira (21) com o Prêmio Camões de Literatura, considerado a honraria mais importante da literatura em língua portuguesa. Chico é o 13º brasileiro a vencer a premiação. O anúncio foi feito na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Como premiação, ele receberá o valor de 100 mil euros.

O júri foi formado por seis personalidades indicadas pela Biblioteca Nacional do Brasil, pelo Ministério da Cultura de Portugal e pela comunidade africana. São eles os portugueses Clara Rowland e Manuel Frias Martins, os brasileiros Antonio Cicero Correia Lima e Antônio Hohlfeldt, a angolana Ana Paula Tavares e o moçambicano Nataniel Ngomane.

Instituído com o objetivo de consagrar autores que tenham contribuído para o enriquecimento da língua portuguesa, o Prêmio Camões de Literatura ocorre desde 1988 e abrange escritores brasileiros, portugueses e de repúblicas africanas cuja língua oficial é o português.

Chico foi premiado não apenas como escritor sazonal que é, mas também pelo rico trabalho como compositor lírico. Além de um dos principais nomes da canção brasileira (sua última turnê, com o disco Caravanas, passou por Porto Alegre no ano passado), sua carreira literária inclui os romances Estorvo (1991), Benjamin (1995), Budapeste (2003), Leite Derramado (2009) e O Irmão Alemão (2014). Seu trabalho também abarca teatro (Gota D’Água, de 1975, e Roda Viva, de 1967, por exemplo) e literatura infantil (Chapeuzinho Amarelo, de 1970).

Os brasileiros vencedores do prêmio antes de Chico foram João Cabral de Melo Neto (1990), Rachel de Queiroz (1993), Jorge Amado (1994), Antonio Candido (1998), Autran Dourado (2000), Rubem Fonseca (2003), Lygia Fagundes Telles (2005), João Ubaldo Ribeiro (2008), Ferreira Gullar (2010), Dalton Trevisan (2012), Alberto da Costa e Silva (2014) e Raduan Nassar (2016).

Ao longo dos anos, a lista de premiados conta não apenas com ficcionistas, mas poetas como João Cabral e Miguel Torga e críticos e pensadores como Antonio Candido e Eduardo Lourenço. O último vencedor do Prêmio Camões havia sido o cabo-verdiano Germano Almeida, no ano passado.

OS VENCEDORES

1989 – Miguel Torga, Portugal

1990 – João Cabral de Melo Neto, Brasil

1991 – José Craveirinha, Moçambique

1992 – Vergílio Ferreira, Portugal

1993 – Rachel de Queiroz, Brasil

1994 – Jorge Amado, Brasil

1995 – José Saramago, Portugal

1996 – Eduardo Lourenço, Portugal

1997 – Artur Carlos M. Pestana dos Santos, o Pepetela, Angola

1998 – Antonio Candido de Mello e Sousa, Brasil

1999 – Sophia de Mello Breyner Andresen, Portugal

2000 – Autran Dourado, Brasil

2001 – Eugênio de Andrade, Portugal

2002 – Maria Velho da Costa, Portugal

2003 – Rubem Fonseca, Brasil

2004 – Agustina Bessa-Luís, Portugal

2005 – Lygia Fagundes Telles, Brasil

2006 – José Luandino Vieira, Angola

2007 – António Lobo Antunes, Portugal

2008 – João Ubaldo Ribeiro, Brasil

2009 – Armênio Vieira, Cabo Verde

2010 – Ferreira Gullar, Brasil

2011 – Manuel António Pina, Portugal

2012 – Dalton Trevisan, Brasil

2013 – Mia Couto, Moçambique

2014 – Alberto da Costa e Silva, Brasil

2015 – Hélia Correia, Portugal

2016 – Raduan Nassar, Brasil

2017 – Manuel Alegre, Portugal

2018 – Germano Almeida, Cabo Verde

2019 – Chico Buarque, Brasil

Com biblioteca no estilo Harry Potter, Rio de Janeiro continua lendo

0

Com mais de 350 mil livros, alguns deles edições raras, atualmente a biblioteca é mais uma atração turística e cenário para selfies – AFP/Arquivos

Publicado na IstoÉ

Do lado de fora parece apenas mais um edifício histórico no centro do Rio de Janeiro, mas por dentro é uma biblioteca com vários andares que se assemelha ao cenário de um filme de fantasia e que continua encantando visitantes depois de mais de um século de fundação.

“Em ‘Harry Potter’ vimos bibliotecas como esta!”, exclama Didier Margouet, um turista francês de 57 anos, enquanto percorre as estantes cheias de livros de couro que ocupam as altas paredes do Real Gabinete Português de Leitura.

“Sim, é como no cinema”, complementa sua namorada, Laeticia Rau, enquanto os dois observam a claraboia octogonal composta por vitral em vermelho, azul e branco.

O espaço foi construído no final do século XIX sob a administração de uma associação de imigrantes portugueses que ainda cuida da instituição.

Sua arquitetura gótica e renascentista, assim como sua infinidade de mosaicos e esculturas, celebram as glórias das aventuras marítimas dos portugueses nos séculos XV e XVI.

Com mais de 350 mil livros, alguns deles edições raras, atualmente a biblioteca é mais uma atração turística e cenário para selfies do que uma sala de leitura, embora para alguns permaneça sendo um refúgio indispensável para a maior coleção de livros de língua portuguesa fora de Portugal.

– Leitor fiel –

Carlos Francisco Moura, de 86 anos, é um desses leitores fiéis.

Moura chegou ao Brasil proveniente de Portugal com seus pais e se tornou um visitante assíduo da biblioteca desde criança.

Agora, como um arquiteto aposentado, passa seu tempo folheando os volumes e copiando informações para seus próprios livros, que versam sobre a história de Portugal.

“É a alma mater dos portugueses no Brasil. O Gabinete é tudo isso e mais alguma coisa”, conta Moura à AFP, ocupando uma das mesas de madeira escura.

A biblioteca é um recurso valioso – continua – porque desde a década de 1930 se tornou um repositório de cada livro publicado em Portugal.

A conexão histórica do Brasil com a sua antiga potência colonial é profunda. Em 1808, o rei de Portugal e o seu governo declararam o Rio de Janeiro a capital do império português.

Depois, o filho do rei declarou a independência e se converteu no imperador do Brasil. O português se manteve como o principal idioma do país e, com ele, uma cultura literária bidirecional entre ambas as nações. Atualmente, as duas bandeiras, de Portugal e Brasil, estão hasteadas do lado de fora da biblioteca.

– O encarregado –

Orlando Inácio, de 67 anos, administra o lugar. Também veio de Portugal quando criança, para nunca mais voltar.

“É um orgulho saber que essa biblioteca criada pelos portugueses é uma das mais bonitas do mundo”, declara.

Seguindo a sua história, Inácio rastreou as raízes da biblioteca até uma associação de imigrantes portugueses que nasceu em 1837.

“O objetivo era ajudar os emigrantes que eram, em geral, pessoas com pouca instrução a melhorar os conhecimentos, a melhorar sua instrução mesmo”, explicou.

A associação continua sustentando a biblioteca: seus membros pagam uma mensalidade que cobre parte dos gastos gerais. A renda restante vem de outros edifícios que são propriedade da associação e estão alugados.

Inácio reconhece que com as mudanças trazidas pela Internet, a quantidade de pesquisadores e de “ratos de biblioteca” que costumam frequentar o local diminuiu, restando apenas os que precisam consultar livros raros que só estão disponíveis em sua versão física.

Apesar disso, é evidente o quanto aprecia seu trabalho diário. Afinal, ele é o encarregado de um templo literário cheio de história que conecta, além disso, Brasil e Portugal em um laço linguístico.

Portugal inclui igualdade de gênero nas escolas em projeto experimental de currículo flexível

0
A Escola Secundária de Moura, que fica na região do Alentejo, é uma das 235 instituições de ensino portuguesas a adeirar ao projeto experimental (Foto: Reprodução/Google Maps)

A Escola Secundária de Moura, que fica na região do Alentejo, é uma das 235 instituições de ensino portuguesas a adeirar ao projeto experimental (Foto: Reprodução/Google Maps)

Projeto tem aulas sobre temas de ‘cidadania e desenvolvimento’, como igualdade de gênero, interculturalidade, segurança rodoviária e educação financeira.

Ana Carolina Moreno, no G1

O ano letivo em Portugal começou, no mês passado, com uma novidade em 235 escolas públicas e privadas. Elas fazem parte do Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular, uma experiência pedagógica aprovada pelo Ministério da Educação que incluiu uma nova disciplina no currículo: cidadania e desenvolvimento.

Estudantes de quatro faixas etárias vão participar do projeto-piloto. Eles estão matriculados, no ano letivo 2017-2018, nos primeiros anos de cada um dos três ciclos do ensino básico (equivalente ao fundamental, no Brasil), e do ensino secundário (o ensino médio). Isso quer dizer que os alunos do 1º, do 5º, do 7º e do 10º anos terão aulas de cidadania e desenvolvimento, que vão ser ministradas em modelos distintos.

Portugal tem atualmente cerca de 1,3 milhões de estudantes matriculados em 4.314 escolas do primeiro ciclo do ensino básico, 1.209 escolas do segundo ciclo, 1.486 do terceiro ciclo, e 963 escolas de ensino secundário, segundo dados oficiais.

Ao G1, o governo português explicou que a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania prevê liberdade para as escolas definirem como vão distribuir as aulas ao longo do ano, e “possibilitando a realização de projetos interdisciplinares”.

O objetivo, segundo o Ministério da Educação, é “que os estudantes desenvolvam e participem ativamente em projetos que promovam a construção de sociedades mais justas e inclusivas, no quadro da Democracia, do respeito pela diversidade e da defesa dos direitos humanos”.

A estratégia é um resultado de um processo de discussão que ouviu estudantes professores e entidades da sociedade civil sobre a promoção da educação para a cidadania no meio escolar, e foi desenvolvido pelo Grupo de Trabalho de Educação para a Cidadania, criado em 2016.

Três grupos de conteúdo

O projeto separa os conteúdos de cidadania e desenvolvimento em três grupos: o primeiro tem temas que deve ser tratados obrigatoriamente com os alunos de todos os anos participantes do projeto. Nesse grupo estão incluídos a igualdade de gênero e os direitos humanos.

No segundo grupo, o conteúdo deve aparecer em pelo menos dois dos três ciclos de ensino básico. Já os conteúdos do terceiro grupo são opcionais, e as escolas podem escolher apresentá-los aos estudantes de qualquer ano.

Veja abaixo a divisão dos conteúdos por grupo:

Grupo 1: direitos humanos, igualdade de gênero, interculturalidade, desenvolvimento sustentável, educação ambiental e saúde
Grupo 2: mídia, instituições e participação democrática, literacia financeira e educação para o consumo, sexualidade e segurança rodoviária
Grupo 3: empreendedorismo, mundo do Trabalho, risco, segurança, defesa e paz, bem-estar animal, voluntariado, outras (de acordo com as necessidades de educação para a cidadania diagnosticadas pela escola)

Um site criado pelo governo reúne materiais elaborados pelo ministério em parceria com entidades públicas e da sociedade civil, para “apoiar as escolas no trabalho”.

Projeto experimental

O despacho que instituiu o projeto, assinado pelo secretário de Estado da Educação, João Miguel Marques da Costa, em junho deste ano, deu às escolas autonomia para aderirem ou não à experiência. As 235 instituições participantes são de todas as partes de Portugal, incluindo os Açores, a Ilha da Madeira e quatro escolas portuguesas em outros países (Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste).

O texto cita a importância de melhorar a qualidade de ensino para que as escolas consigam fazer com que todos os estudantes, quando terminem a “escolaridade obrigatória” (ou seja, os 12 anos de ensino básico e secundário) atinjam o mesmo nível, definido no que Portugal chama de “perfil dos alunos”.

O perfil foi definido pelo governo um documento que prevê a formação, em todos os alunos do país, de valores como “responsabilidade e integridade”, “cidadania e participação” e “excelência e exigência”.

Entre outros princípios inclusos no despacho está a “garantia de uma escola inclusiva, cuja diversidade, flexibilidade, inovação e personalização respondem à heterogeneidade dos alunos, eliminando obstáculos de acesso ao currículo e às aprendizagens, adequando estas ao perfil dos alunos”.

Além disso, o documento fala sobre a “flexibilidade contextualizada na gestão do currículo”, o que exige a utilização de “métodos, as abordagens e os procedimentos que se revelem mais adequados para que todos os alunos alcancem o Perfil dos alunos”.

Morcegos ajudam a conservar livros em biblioteca de Portugal

0
Os morcegos se tornaram uma forma eficiente de lidar com as traças que atacam os livros (Foto: Wikimedia Commons)

Os morcegos se tornaram uma forma eficiente de lidar com as traças que atacam os livros (Foto: Wikimedia Commons)

Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra, em Lisboa, garante a janta dos mamíferos, que já estão famosos na região e já viraram atração turística na cidade

Publicado no Globo Rural

Costumeiramente visto como vilões, os morcegos possuem a fama hollywoodiana de estarem sempre associados às trevas e ao mal – exceto os companheiros do Batman. Mas, em uma tradicional biblioteca localizada no Palácio Nacional de Mafra, em Portugal, esses pequenos mamíferos são muito bem quistos.

Os morcegos da biblioteca já viraram atração na região, pois trabalham como guardiões noturnos dos mais de 36 mil livros da biblioteca. Os bichinhos da espécie morcego-anão e morcego-orelhudo-castanho fazem uma verdadeira “faxina noturna” e garantem a própria janta.. Eles se alimentam de insetos, principalmente daquelas traças que adoram devorar as páginas de livros. O sonar dos morcegos é que ajuda na tarefa de localizar as traças e garante o banquete.

Os morcegos acabaram se tornando uma forma ecológica de lidar com esse problema muito comum em bibliotecas. E os pequenos voadores ganharam tanta fama que já fazem parte do tour do local. Alguns deles foram encontrados mortos no chão da biblioteca e foram guardados para serem exibidos aos visitantes, segundo o Jornal de Mafra.

Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra (Foto: Wikimedia Commons)

Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra (Foto: Wikimedia Commons)

Já ouviu falar da livraria portuguesa que inspirou J. K. Rowling em Harry Potter?

0

livraria-lello-portugal_60179_990x742-768x576

Publicado no Nômades Digitais

O mundo de Harry Potter não foi retirado totalmente da imaginação da escritora inglesa J. K. Rowling. A maravilhosa arquitetura da Lello, livraria de mais de 100 anos de idade localizada no centro da cidade de Porto, em Portugal, serviu como fonte de inspiração para vários cenários da saga do bruxinho que conquistou fãs em todo o mundo.

1202270330391livraria_lello_e_irmao_-__

Quando viveu na cidade no início dos anos 1990, Rowling encontrou nas imensas paredes forradas de livros, na escadaria, nos clássicos vitrais e na linda decoração do lugar, inaugurado em 1906, muita inspiração para seus livros.

d8d90a61cef93463c2635e9329e8823d

Entre 1991 e 1993, quando morava na cidade e era professora de inglês, Rowling foi frequentadora fiel da livraria. Na época ela era uma mera desconhecida, mas a partir de 1997, quando seus livros se tornaram sucessos de venda, os vendedores da Lello perceberam que o local estava relacionado aos livros.

enhanced-buzz-wide-2491-1402426485-53-768x514

Claro, a livraria é tão bonita que por si só mereceria receber a visita de milhares de turistas diariamente, mas foi mesmo Harry Potter que alçou o lugar à fama. Hoje, a livraria vive lotada de fãs da saga que adoram se surpreender comparando cada cantinho do local com o cenários de Harry Potter, principalmente com a loja ‘Floreios e Borrões’, lugar onde os pequenos magos compravam os livros escolares para Hogwarts.

livraria-lello3-768x512

livraria-lello-portugal_60179_990x742-768x576

escada-angulo-2-768x521

portugal-porto5-livraria-lello-lello-bookstore-7-638

Imagens: Reprodução.

dica do Marcos Vichi

Go to Top