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Profissionais apaixonados por leitura dão sugestões de livros para comprar no Dia Nacional do Livro

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Publicado na Exame

Hoje, 29 de outubro, comemora-se o Dia Nacional do Livro. Sabe-se que a leitura é um componente indispensável no processo de desenvolvimento intelectual, pois tem o poder de tornar as pessoas críticas e reflexivas. Contudo, para que tenha efeito, precisa ser um processo contínuo que se confunda até mesmo com o próprio fato de estar no mundo. Abrangendo não apenas a leitura da palavra, mas, todo e qualquer tipo de leitura que induza o indivíduo a compreender o mundo que o cerca. Ela é o melhor caminho para expandir o conhecimento tanto no campo do autoconhecimento, quanto do conhecimento de mundo.

Quem possui o hábito da leitura, torna-se mais analítico e contextual, aumentando a capacidade criativa e raciocínio lógico. O mestre e cirurgião doutor bucomaxilofacial, Fábio Sato, tem o hábito diário da leitura e acredita que isso fez com que ele se tornasse mais comunicativo e adquirisse cada vez mais conhecimento. “Eu costumo estar sempre lendo algo técnico por conta da minha especialidade, mas gosto muito de livros que contem a história nacional”, afirma o mestre.

O autor Laurentino Gomes é o preferido do Dr. Fábio Sato, que indica o 1808 para todos os brasileiros entenderem a chegada da Família Real no Brasil. “Grande parte do povo brasileiro só sabe o que aprendeu na escola, mas ler 1808 é um grande aprendizado sobre a história do nosso país e, ainda acredito, que faz muito sentido para entender os dias atuais”, explica o doutor.

Pedro Hermano, especialista em marketing digital, também é apaixonado pela leitura e prefere os livros mais técnicos, pois ajudam na profissão. Um dos livros que ele indica para quem quer começar na área de usabilidade web é o “Não Me Faça Pensar”, dos autores Steve Krug e Daniel Croce. Essa área é uma das principais dentro de qualquer estratégia online e um dos principais diferenciais hoje nas empresas.

Outro livro que o especialista gosta muito de ler e acha fundamental quem trabalha na área conhecer é o “Growth Hacker Marketing”, escrito por Ryan Holiday. “Um growth hacker utiliza dados para analisar e entender o comportamento de seus clientes para impulsionar o crescimento”, completa Pedro.

É possível perceber que o poder da leitura é transformador e esclarecedor, pois quem tem esse costume, consegue interpretar os conteúdos de uma melhor forma. Alberto Manguel afirma em seu livro “Uma História da Leitura, que todos lemos a nós e ao mundo à nossa volta para vislumbrar o que somos e onde estamos. Lemos para compreender, ou para começar a compreender. Não podemos deixar de ler. Ler, quase como respirar, é a nossa função essencial”.

Romance sobre ódio aos livros, ‘Fahrenheit 451’ ganha nova edição em momento oportuno

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(foto: Pixabay)

Obra se passa numa época em que os livros são queimados pelos bombeiros. Escrito em 1953, romance se mantém pertinente nos dias atuais, marcados pela massificação cultural crescente e preconceito ao conhecimento

Paulo Nogueira, no Estado de Minas

“Não coloque as pessoas em terreno movediço, como filosofia ou sociologia, com que comparar suas expe- riências. Aí reside a melancolia. Todo homem capaz de desmontar um telão de TV e montá-lo novamente, e a maioria consegue, está mais feliz do que qualquer homem que tenta usar a régua de cálculo, medir e comparar o universo, que não será medido e comparado sem que o homem se sinta bestial e solitário. (…) Nós resistiremos à pequena maré daqueles que querem deixar todo o mundo infeliz com teorias e pensamentos contraditórios. Não deixe a torrente de filosofia melancólica e desanimadora engolfar nosso mundo. Dependemos de você. Pelo menos uma vez na carreira, todo bombeiro sente uma coceira. ‘O que será que os livros dizem?’, ele se pergunta. Pode acreditar, os livros não dizem nada. Nada que se possa ensinar ou em que se possa acreditar. Quando é ficção, é sobre pessoas inexistentes, invenções da imaginação. Caso contrário, é pior: um professor chamando outro de idiota, um filósofo gritando mais alto do que seu adversário. Todos eles correndo, apagando as estrelas e extinguindo o Sol. Você fica perdido. (…) Você pergunta o porquê de muitas coisas e, se insistir, acaba se tornando realmente muito infeliz.”

Essa declaração de ódio aos livros foi foi escrita há quase sete décadas, em 1953, pelo norte-americano Ray Bradbury (1920-2012), para o seu livro mais importante, Fahrenheit 451. Descreve uma advertência e uma recomendação de Beatty, o chefe dos bombeiros e inquisidor, a Guy Montag, seu bombeiro subordinado, numa época atemporal em que os livros são proibidos e queimados porque tornam as pessoas “infelizes”. Pois agora, curiosamente, o Ministério da Educação brasileiro cogita tirar recursos de filosofia e sociologia nas escolas e destiná-los para veterinária, engenharia e medicina, com o argumento de que é preciso “respeitar o dinheiro do contribuinte, ensinando os jovens a fazer contas e um ofício que gere renda para a pessoa e bem-estar para a família”. Em outras palavras, não é preciso refletir sobre o mercado, pensar filosoficamente, é preciso apenas ler manuais e operar aparelhos para garantir o sustento e a satisfação imediata, como se não fosse possível trabalhar e pensar no dia a dia.

“Deve haver alguma coisa nos livros”
Fahrenheit 451 apresenta uma narrativa linear e simples, mas provoca grandes reflexões. Conta a história de Guy Montag, bombeiro que tem como missão apreender e queimar livros, porque não precisa mais apagar incêndios em casas à prova de fogo. Fahrenheit 451 é a temperatura da incineração. Mas, depois de 10 anos, ao testemunhar a morte de uma mulher que é incinerada com seus livros por se recusar a abandoná-los, Montag começ
a a questionar: “Deve haver alguma coisa nos livros, coisas que não podemos imaginar, para levar uma mulher a ficar numa casa em chamas; tem que haver alguma coisa. Ninguém se mata assim a troco de nada”. Seu pensamento crítico, entretanto, tem graves consequências e o torna vítima do sistema. Sua própria casa vira alvo e ele terá de ser reeducado ou ser preso.

Embora seja tratada como ficção científica, a obra de Bradbury não deve ser vista como tal, é realista e inquietante e muito diferente de outros livros seus – o fascinante O homem ilustrado e os fantasiosos Os frutos dourados do sol e Crônicas marcianas. Mesmo muito distante de prever o surgimento da internet, do e-book e das controvertidas redes sociais, Bradbury criou uma obra visionária com o intuito de criticar a massificação causada pela incipiente TV, então nos anos 1950, e o efeito manada ou o “destino bovino” da humanidade. O que diria hoje Bradbury, que faria 100 anos em 2020? A diversão da “manada” agora são milhares de curtidas e compartilhamentos, a maioria estéreis, nas redes sociais.

Afinal, não é preciso mais pensar, só exercer atividade autômatas, apenas curtir e compartilhar. Pensar pra quê? Para criar dúvidas? Para sofrer? Já disse Fernando Pessoa em seu tocante e extenso poema O guardador de rebanhos: “Pensar incomoda como andar à chuva, quando o vento cresce e parece que chove mais”…

A obra de Bradbury é mais atual do que a de seus contemporâneos George Orwell (1984) e Aldous Huxley (Admirável mundo novo), que criaram duas distopias influenciadas pelo totalitarismo de Hitler e de Stálin. No caso de Fahrenheit, a ditadura é mais sutil, porque a própria sociedade se patrulha, inclusive pela intolerância mútua e pelo denuncismo, não precisa mais ser mandada. É vítima (in)consciente não apenas de um regime totalitário, mas também da massificação cultural, temas hoje usuais vislumbrados pelos papas da comunicação acadêmica, como Theodor Adorno, Walter Benjamin, Marshall McLuhan e tantos outros da Escola de Frankfurt. É a “sociedade de consumo e seu corolário ético – a moral do senso comum”, como diz Manuel da Costa Pinto na introdução do livro.

Em Bradbury, o big brother de Orwell é a TV, não como espiã, mas como pacificadora alienante. “Os bombeiros são agentes da higiene pública que queimam livros para evitar que suas quimeras perturbem o sono dos cidadãos honestos, cujas inquietações são cotidianamente sufocadas por doses maciças de comprimidos narcotizantes e pela onipresença da televisão”. As pessoas dependem da televisão para “passar o tempo”. A TV, entretanto, por mais que tenha “alienado” e “pacificado” a sociedade nas últimas sete décadas, tem um lado só, torna o cidadão um sujeito passivo. Mas em tempos de internet e redes sociais, todos estão num campo de batalha virtual controlado por artifícios tecnológicos e ninguém é mais passivo. E ainda reina a intolerância no meio da manada. Mas a intolerância é entre os internautas, nunca contra o sistema. “A sociedade do espetáculo é uma espécie de servidão voluntária”, diz um personagem do livro.

“Precisamos de conhecimento”

No mundo imaginário de Bradbury, o (des)controle começa com o crescimento da população e o avanço da tecnologia. O bombeiro chefe rememora: “Veio a fotografia, veio o cinema no início do século 20. O rádio, a televisão, as coisas começaram a possuir massa. E porque tinham massa ficaram mais simples. Antigamente, os livros atraíam algumas pessoas, aqui, ali, por toda parte. Elas podiam se dar ao luxo de ser diferentes. O mundo era espaçoso. Entretanto, o mundo se encheu de olhos, cotovelos e bocas. A população duplicou, triplicou, quadruplicou O cinema e o rádio, as revistas e os livros, tudo isso foi nivelado por baixo”. Então, “a escolaridade foi abreviada, as filosofias, as histórias e as línguas foram abolidas, gramática e ortografia pouco a pouco negligenciadas e, por fim, quase totalmente ignoradas”. A vida é imediata, o emprego é que o conta, o prazer está por toda parte, depois do trabalho. “Por que aprender alguma coisa além de apertar botões, acionar interruptores, ajustar parafusos e porcas?”

Livros fazem as pessoas pensarem, ser infelizes, então vamos queimá-los, alerta o chefe. “Eu sempre disse: poesia e lágrimas, poesia e suicídio e choro e sensações ruins, poesia e doença: é tudo uma besteira sentimental”, complementa a senhora Bowles, personagem “bovina” do livro. O contraponto vem com Faber, mestre de Montag: “Precisamos de conhecimento. Os livros servem para nos lembrar quanto somos estúpidos e tolos. Os livros são um convite à transcendência, ao desvario, à errância, ao desvio em relação ao destino bovino da humanidade conformada”. O chefe contra-ataca: “Um livro é uma arma carregada na casa vizinha”.

Mas, queimados os livros, qual seria o próximo passo da barbárie? Queimar os próprios homens para apagar de vez a memória dos livros? Bradbury acena com esperança. Que tal cada pessoa decorar um livro, se tornar um homem-livro, uma mulher-livro. “Eu sou A república, de Platão. Esse sujeito aqui é Charles Darwin e este aqui é Schopenhauer. Somos também Mateus, Marcos, Lucas e João”, diz um homem-livro a Montag. Será essa a solução para sobreviver? Então,para destruir o conhecimento, será preciso destruir o ser humano.

Adaptação e Truffaut
Entre games e duas adaptações para o cinema, a melhor versão de Fahrenheit 451 é a de 1966, de François Truffaut (1932-1984), o único filme que ele fez em língua inglesa e seu primeiro em cores. É bem fiel à obra de Ray Bradbury, com Oscar Werner como Montag e Julie Christie no elenco, inclusive com personagens até mais bem-elaborados do que no livro. Um dos mestres da Nouvelle Vague e diretor de obras-primas como A noite americana (1973) e Os incompreendidos (1959), Truffaut fez um filme menor, segundo críticos, mas isso parece preconceito com a ficção científica. O filme explora bem a mensagem do livro e cumpre a missão mais importante da obra: faz o espectador refletir sobre o mundo em que vive, exercer o livre-arbítrio. Em 2018, o diretor americano Ramin Bahrani lançou péssima versão de Fahrenheit ao transformar o drama filosófico em filme de ação que simplesmente “queima” a obra de Bradbury.

Downton Abbey irá lançar livro sobre os bastidores do filme

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Gabriel Valeriano, no Reserva Cinéfila

Downton Abbey, série britânica de grande sucesso mundial, está retornando, mas para os cinemas, o filme estreia em setembro deste ano, e trará de volta os personagens originais, incluindo Lady Mary (Michelle Dockery), Lady Edith (Laura Carmichael), Lord Grantham (Hugh Bonneville), Charles Carson (Jim Carter) e Violet Crowley, interpretada pela atriz Maggie Smith. O filme continuará a contar a história da família Crowley, que conquistou o coração de espectadores ao redor do mundo durante seis temporadas na televisão.

Agora outra novidade em relação ao filme foi divulgada, o lançamento de um livro que irá apresentar fotografias espetaculares da produção, entrevistas com o elenco e a equipe, e um olhar sobre o pano de fundo histórico e geográfico do filme.

Downton Abbey – O Fime gira em torno do Rei e da Rainha fazendo uma visita oficial a Downton em 1927, e não só vê o retorno de todo o elenco principal da série de televisão final, mas também introduz alguns grandes atores britânicos no mundo de Downton, quando nos encontramos a família real e seu séquito.

Downton Abbey: The Official Film Companion escrito por Emma Marriott já está com pré-venda disponível na Amazon.

Downton Abbey – O Filme estreia primeiramente em 13 de setembro no Reino Unido e 17 de setembro nos Estados Unidos.

Séries “La Casa de Papel” e “Elite”, da Netflix, vão virar livros

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O acordo entre as duas empresas já conta com títulos de estreia

Publicado no PC World

Nesta segunda-feira (22), o Grupo Planeta anunciou um acordo editorial de âmbito global com a Netflix. Do casamento nascerão livros baseados em séries originais do serviço de streaming.

O Grupo Planeta publicará romances, livros de não-ficção e HQs, todos em castelhano, para Espanha e América Latina. A intenção é ampliar os universos narrativos e criativos das séries.

“Em um mundo cada vez mais globalizado, com uma linha tênue entre a publicação de livros e os conteúdos audiovisuais, estamos muito felizes com o acordo alcançado com a Netflix e com a possibilidade de publicar os livros dessas séries que são sucesso mundo afora. Estamos convencidos que os livros serão um complemento perfeito às séries”, disse Jesús Badenes, diretor geral da Divisão de Livros do Grupo Planeta.

Os fãs das séries espanholas La Casa de Papel e Elite, e da mexicana A Casa das Flores, já podem ficar animados, pois serão os primeiros a terem acesso às versões escritas de seus programas audiovisuais.

“São títulos muito queridos por nossos membros no mundo todo e estamos orgulhosos de que escritores hispanofalantes se inspirem nestas grandes histórias e personagens”, afirmou Paco Ramos, vice-presidente de conteúdo original da Netflix.

Os primeiros títulos chegarão às livrarias entre setembro e dezembro de 2019.

Crianças ganham livros em vez de brinquedos em McDonald’s de outros países

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Bruno Molinero, na Folha de S.Paulo

Em vez de receber um cacareco da Barbie ou da Hot Wheels, crianças recebem livros quando compram o McLanche Feliz em diferentes países do mundo.

Na Nova Zelândia, elas recebem uma obra do britânico Roald Dahl. O autor não tem o nome muito conhecido no Brasil nem é um sucesso editorial por aqui, mas certamente quase todo mundo já teve contato com alguma de suas histórias –são de Dahl clássicos como “A Fantástica Fábrica de Chocolate” e “Matilda”, por exemplo.

Os seis títulos que fazem parte da iniciativa são versões resumidas ou adaptadas, publicadas em edições criadas especialmente para o programa da empresa Happy Meal Readers, de incentivo à leitura. Como não podia ser diferente, as obras têm um quê de brinquedo e vêm acompanhadas de adesivos e atividades.

Serão distribuídos “Fantabulous BFG” e “Brave Little Sophie” (inspirados em “O Bom Gigante Amigo”), “Lucky Charlie Bucket” e “Wonderful Mr. Willy Wonka” (de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”), “Amazing Matilda” e “Marvellous Miss Honey” (ambos de “Matilda”).

De acordo com o jornal Atlanta Journal-Constitution, a empresa planeja distribuir 800 mil livretos ao longo de seis semanas no país.

A iniciativa é uma parceria com a editora Penguin Random House que existe desde 2015, quando a mesma distribuição ocorreu no Reino Unido. Na época, 15,5 milhões de livros com trechos de histórias de Dahl foram entregues pelo fast-food.

O programa Happy Meal Readers, porém, é global. Segundo números da empresa, já foram distribuídos cerca de 450 milhões de livros no mundo inteiro desde 2001 –a Suécia foi o primeiro lugar a implementar a iniciativa.

Atualmente, ela está em curso em outros países, entre eles Malásia e Portugal, onde crianças podem ganhar títulos da inglesa Cressida Cowell (a autora de “Como Treinar o seu Dragão”).

Mas, em vez de dragões, são dinossauros as estrelas da série “The Treetop Twins Adventures”, especialmente escrita para a campanha. São 12 livros, sobre crianças que encontram um dinossauro na vida real.

Cada título traz informações sobre os bichos pré-históricos, com sons, animações e um QR code com material extra. A expectativa é que as obras sejam traduzidas para 40 idiomas.

No Brasil, a iniciativa não ocorre há dois anos –livros foram distribuídos em 2013, 2014, 2015 e 2017. No primeiro ano, os títulos eram sobre dinossauros, oceanos e predadores. Em 2014, foi a vez de histórias de escritores brasileiros como Vinicius de Moraes e Ana Maria Machado. No ano seguinte, o combo infantil veio com histórias de Ziraldo, Irmãos Grimm e Júlio Verne.

Já em 2017, seis livros da Turma da Mônica foram entregues com o McLanche Feliz. Cada um continha duas histórias dos personagens de Mauricio de Sousa, além de atividades para serem feitas.

A companhia afirma que algo parecido está previsto para o fim de fevereiro, mas não confirmou o livro nem o autor que participará.

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