Canal Pavablog no Youtube

Game of Thrones | George R.R. Martin conta como HQ dos Vingadores influenciou os livros

0

História girava em torno do Magnum

Cesar Gaglioni, no Jovem Nerd

Antes de ser um autor conhecido mundialmente, George R.R. Martin é um nerd inveterado. Em uma entrevista à Fast Company, o escritor contou como uma HQ dos Vingadores influenciou os livros das Crônicas de Gelo e Fogo, principalmente no quesito de personagens importantes morrerem e no fato de que, em Westeros, ninguém é exatamente bom ou mau:

O Magnum era um cara que se juntava aos Vingadores como um super-herói, mas ele é, na verdade, um vilão que foi criado para fingir que é um herói. Ele deveria se juntar e destruir os Vingadores quando confiassem nele, mas no momento que ele ia fazer isso, ele tem uma crise de consciência e não consegue. Ele sacrifica a própria vida e morre. Eu amo essa HQ. Olhando para trás, eu fiz isso na minha carreira inteira, antes mesmo de eu ter uma carreira.

Confira a entrevista completa:

Além da HQ dos Vingadores, Martin lista J.R.R. Tolkien como uma de suas grandes inspirações.

Martin atualmente está trabalhando em The Winds of Winter, sexto livro da saga. Posteriormente, ele ainda tem que escrever A Dream of Spring, que encerra toda a história.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Juíza peruana ordena que ladrões leiam ‘O Alquimista’, de Paulo Coelho

0

O escritor brasileiro Paulo Coelho, autor de obras como ‘O Alquimista’ Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão – 18/6/2006

A inusitada condenação obriga dois jovens que roubaram um celular em 2018 a ler também ‘Pai Rico, Pai Pobre’, de Robert Kiyosaki, e a estudar. Essas são as condições para a dupla não passar quatro anos na prisão

Publicado no Estadão

Dois ladrões de celulares receberam uma inusitada condenação judicial no Peru: ler dois livros de autoajuda, um deles O Alquimista, do brasileiro Paulo Coelho, para não precisar passar quatro anos na prisão, informou a Justiça peruana na terça-feira, 30.

“Michael Ramos Landeo, de 21 anos, e Jhonatan Torres Quispe, de 23, deverão estudar e ler livros se não quiserem ser presos”, decidiu a juíza Katy Rocío Jurado, da Corte Superior de Justiça da região Huancavelica (sudeste).

A decisão judicial estipula que os condenados deverão ler e estudar no prazo de um ano O Alquimista, de Coelho, e Pai Rico, Pai Pobre, de Robert Kiyosaki.

“Esta é uma sentença exemplar”, disse a juíza à rádio RPP ao justificar a decisão atípica, que busca a “ressocialização efetiva e a reabilitação dos condenados”.

A juíza ainda determinou que eles estudem para uma carreira profissional, que pode ser técnica ou universitária.

Ela informou que os condenados deverão cumprir regras de conduta rigorosas, como “não frequentar locais de reputação duvidosa”.

Eles também pagarão, em conjunto, cerca de US$ 1.200 de reparação civil.

Os jovens foram condenados pelo roubo, praticado em 20 de outubro de 2018, do celular de uma pessoa, que os denunciou à polícia.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Justiça proíbe vendas de autora brasileira acusada de plagiar Nora Roberts

0

Cristina Serruya foi processada pela autora Nora Roberts
Foto: Reprodução

Publicado no JC Online

Maria Fernanda Rddrigues, da Estadão Conteúdo

A escritora best-seller americana Nora Roberts ganhou a primeira batalha contra a brasileira Cristiane Ribeiro Allevato Serruya em processo de plágio aberto na semana passada, no Rio de Janeiro.

Em sua decisão, Maria Cristina de Brito Lima, da 6ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, determinou a suspensão da venda dos livros físicos, e-books e audiolivros dos títulos Royal Love, Royal Affair, Unbroken Love, Hot Winter, Forevermore e From the Baroness’s Diary, além da inclusão, na capa e nos links disponibilizados nos sites da Amazon, Saraiva, Cultura, Barnes & Noble, Kobo e E-Bay da expressão “suspensa a venda por ordem judicial”.

A juíza determinou ainda o bloqueio dos royalties advindos da venda desses livros nas livrarias citadas. Os valores devem ser depositados em conta judicial. O descumprimento da decisão judicial, por parte de Cristiane, das livrarias ou editoras, poderá acarretar multa de R$ 5 mil por exemplar de obra indevidamente vendida.

Novos rumos

“Isso representa um novo patamar de demanda judicial na área literária”, diz Gustavo Martins de Almeida, advogado de Nora Roberts. Principalmente porque envolve suportes imateriais – e-books e audiolivros – e porque Nora Roberts, estrangeira sem bens no Brasil, está dando como garantia os direitos autorais de seus livros publicados por três editoras. “É interessante ver o Judiciário se adequando às novas tecnologias”, comenta o advogado.

Cristiane Ribeiro Allevato Serruya tem 15 dias para recorrer da decisão.

O jornal O Estado de S. Paulo não conseguiu contato com a brasileira até o fechamento da matéria.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Animais Fantásticos 3 é adiado para 2021

0

A continuação de Os Crimes de Grindelwald vai se passar no Brasil e terá cenas gravadas no país.

Guilherme Cepeda, no Burn Book

A Warner definiu a estreia de Animais Fantásticos 3 para 12 de novembro de 2021, com a produção começando no segundo semestre de 2020. A continuação de Os Crimes de Grindelwald vai se passar no Brasil e terá cenas gravadas no país.

O segundo filme, Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald mostrou o poderoso mago das trevas Grindelwald escapando da prisão e se reunindo para fazer com que os bruxos de sangue-puro dominem o mundo. Pensando em pará-lo, Alvo Dumbledore recruta Newt Scamander para ajudá-lo em uma batalha perigosíssima.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Hábitos digitais estão ‘atrofiando’ nossa habilidade de leitura e compreensão?

0

Será que uma geração que se acostumou a ler tudo online vai perder o poder de fazer uma leitura profunda e crítica de um texto complexo? (Foto: Getty Images via BBC News Brasil)

Será que uma geração que se acostumou a ler tudo online vai perder o poder de fazer uma leitura profunda e crítica de um texto complexo?

Publicado na Época Negócios

A neurocientista cognitiva americana Maryanne Wolf costuma ser abordada, em suas palestras e aulas, por pessoas que se queixam de não conseguir mais se concentrar em textos longos ou “mergulhar” na leitura tão profundamente quanto conseguiam antes.

“As pessoas estão percebendo que algo está mudando em si mesmas, que é seu poder de leitura. E há um motivo para isso”, diz Wolf.

A razão, segundo a pesquisadora da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), é que o excesso de tempo em telas – celulares e tablets, desde a infância até a vida adulta – e os hábitos digitais associados a isso estão mudando radicalmente a forma como muitos de nós processamos a informação que lemos.

Segundo um livro de Wolf prestes a ser lançado no Brasil (O Cérebro no Mundo Digital – Os desafios da leitura na nossa era; ed. Contexto) e algumas pesquisas sobre o tema, o fato de lermos cada vez mais em telas, em vez de papel, e a prática cada vez mais comum de apenas “passar os olhos” superficialmente em múltiplos textos e postagens online podem estar dilapidando nossa capacidade de entender argumentos complexos, de fazer uma análise crítica do que lemos e até mesmo de criar empatia por pontos de vista diferentes do nosso.

Tudo isso tem o poder de impactar desde a nossa performance individual no mercado de trabalho até nossa tomada de decisões políticas e a vida em sociedade.

Mas o que acontece com a leitura no nosso cérebro, e o que podemos fazer a respeito?

O circuito da leitura
Wolf, que é diretora do Centro de Dislexia, Aprendizagem Diversa e Justiça Social da UCLA, explica à BBC News Brasil que, ao contrário da visão e da linguagem oral, a habilidade de ler e interpretar letras e números não é algo com que nascemos: a leitura é resultado de um circuito que os seres humanos começaram a criar no cérebro cerca de 6 mil anos atrás.

‘As pessoas estão percebendo que algo está mudando em si mesmas, que é seu poder de leitura. E há um motivo para isso’, diz Maryanne Wolf (Foto: Getty Images via BBC News Brasil)

Esse circuito cerebral começou a se desenvolver quando nossos antepassados passaram a contar cabeças de gado e a criar símbolos para fazer seus primeiros registros escritos. E evoluiu, em (relativamente) pouco tempo, até a elaborada capacidade que temos hoje, de processar argumentos, sutilezas e emoções impressos nas páginas de livros e jornais.

“Não existe, portanto, um circuito genético para ler, que se desenvolva logo que uma criança nasce”, explica Wolf à BBC News Brasil.

“(A habilidade de) ler é algo que precisa ser criada no cérebro, e o circuito vai refletir a linguagem que a pessoa usa, seu sistema de escrita, e o meio pelo qual lê.”

Ou seja, esse circuito é moldado pela forma como lemos e pelo tempo que gastamos na leitura. Como os hábitos digitais atualmente favorecem uma leitura pouco aprofundada, em que apenas passamos os olhos por textos diversos, o perigo, diz Wolf, é que a habilidade de entender argumentos complexos – sejam eles presentes em um contrato legal, em um livro, em uma reportagem mais longa – pode ser “atrofiada” caso não seja exercitada.

Em um cenário de leitura apenas superficial, “o circuito da leitura no cérebro não vai alocar tempo suficiente para um processamento cognitivo” necessário para um processamento crítico, diz a acadêmica.

“Ao apenas ‘passar os olhos’ em um texto, a pessoa passa por cima da argumentação, dos pontos mais sofisticados do texto, e receberá menos da substância de pensamento que é importante para a análise crítica.”

Tempo de tela
A preocupação principal de Wolf e de acadêmicos como ela é o que acontecerá com as gerações mais jovens, habituadas desde os primeiros anos de vida a passar horas nos celulares e tablets e a consumir ali toda a sua informação, com rapidez e diversas distrações.

Embora muito se fale dos riscos que o excesso de tempo passivo diante de telas pode causar para a saúde infantil – dos problemas de visão à obesidade -, só agora a ciência começa a explorar o potencial impacto dos hábitos digitais sobre o poder de leitura e a concentração dessas crianças no futuro.

Uma meta-análise feita por estudiosos da Espanha e de Israel analisou dados de 171 mil pessoas na Europa, coletados entre 2000 e 2017, para comparar a compreensão de leitura dos participantes nos meios digital e papel.

O estudo diz que ainda é difícil chegar a conclusões absolutas, porque o desempenho das pessoas é “inconsistente”, mas identificou o que chama de “inferioridade da tela”: a leitura digital parece não favorecer as habilidades de compreensão dos leitores, e o processamento das informações é mais “raso” nesses meios online.

O que acontecerá no futuro ainda é difícil prever. O estudo levanta a possibilidade de as vantagens da leitura no meio impresso se perderem ao longo do tempo.

Já Maryanne Wolf teme que, em vez disso, as pessoas percam aos poucos as capacidades de leitura que levamos milênios para desenvolver no nível atual.

“É isso o que me preocupa nos mais jovens: eles estão desenvolvendo uma impaciência cognitiva que não favorece (a leitura crítica)”, diz a acadêmica. “Deixamos de estar profundamente engajados no que estamos lendo, o que torna mais improvável que sejamos transportados para um entendimento real dos sentimentos e pensamentos de outra pessoa.”

É nesse aspecto que Wolf acredita que a “leitura rápida” pode reduzir a nossa capacidade de sentir empatia pelos demais ou de superar mais limites de conhecimento. E também dificultar o nosso entendimento sobre o que está acontecendo na política, na economia ou em qualquer outro fenômeno social complexo, que exija uma leitura cuidadosa e que tenha causas – e soluções – não simplistas.

“As pessoas ficam muito mais suscetíveis a fake news e demagogos que criam falsas expectativas”, opina ela.

Outra possível consequência é que diminua nossa capacidade de pensar mais criticamente e de levar em conta diferentes pontos de vista, habilidades consideradas cada vez mais importantes no mercado de trabalho à medida que empregos que exigem menos capacitação vão sendo automatizados.

O psicólogo Daniel Goleman, que também estuda esse assunto, alerta para o que chama de “atenção parcialmente contínua” – citando, por exemplo, participantes de seminários que, de olho em seus celulares e notebooks, não conseguem prestar atenção plena ao que diziam os palestrantes do evento.

O perigo, diz ele, é que percamos parte da nossa habilidade de chegar ao fim de leituras e de tarefas offline.

É preciso ser realista
No entanto, os pesquisadores concordam que não adianta querer evitar o inevitável: as pessoas leem cada vez mais online e de modo rápido, e isso certamente não mudará em um futuro próximo.

“Está claro que a leitura em meios digitais é uma parte inevitável das nossas vidas e uma parte integral do campo da educação”, diz a meta-análise europeia.

“Ainda que os resultados atuais indiquem que a leitura em papel deva ser preferida à leitura online, não é realista recomendar que se evitem os dispositivos digitais. No entanto, ignorar os resultados de um robusto efeito de inferioridade da tela pode (…) impedir que leitores se beneficiem plenamente de suas capacidades de leitura e que crianças desenvolvam essas habilidades.”

Wolf lembra, ao mesmo tempo, que são inegáveis os benefícios da internet e da leitura online para democratizar e agilizar a transmissão de informação. Para ela, o primeiro passo é termos consciência do que está acontecendo com nossa capacidade de leitura.

“Quero reforçar que não vejo isso como uma questão binária, como uma oposição (entre telas e material impresso). Temos apenas de saber qual o propósito do que estamos lendo e qual é a melhor forma de fazê-lo. Não se trata de escolher um meio em detrimento do outro, mas sim entender o que está acontecendo com nosso cérebro e entender o propósito do que se está lendo”, diz a pesquisadora.

“Se eu precisar ler algo simples e superficial, a tela é ótima. Mas se for algo complexo, que necessite de um olhar sob diferentes perspectivas, em que precise discernir o verdadeiro valor da informação, então tenho de pensar se o meio vai promover o processamento mais lento e profundo de uma análise crítica.”

Como incentivar a leitura crítica
Não há, diz ela, uma receita universal para preservar nossa habilidade de leitura crítica, mas sim a necessidade de prestar atenção a nossos próprios hábitos e aos das crianças.

Para algumas pessoas, bastará concentrar-se em uma leitura sem distrações – mesmo que seja online – e manter o olhar atento para múltiplas perspectivas e pontos de vista. Outros talvez precisem ter a autodisciplina de limitar seu tempo diário diante das telas, para ter o que ela chama de “vida digital mais saudável”, além de retomar o hábito de ler livros impressos.

E, para crianças e adolescentes, eis algumas recomendações do livro de Wolf:

– Ensinar a evitar o “multitasking”. A realização de múltiplas tarefas simultaneamente online dá aos jovens a capacidade de lidar com múltiplos fluxos de atenção, mas cria dependência de dopamina (que recompensa o cérebro por buscar constantes estímulos) e desestimula a memória;

– Proteger o tempo ocioso das crianças, ou seja, não deixar que todo momento de ócio vire desculpa para usar telas. É no ócio que nasce a criatividade;

– Ler livros para as crianças, antes mesmo de elas começarem a falar. Isso estimula conexões neurais, a atenção recíproca entre pais e filhos, a experiência tátil dos livros e é, diz ela, o “começo ideal para uma vida de leitor”. Wolf faz coro com especialistas que sugerem que crianças com menos de 2 anos não devem ser expostas a telas;

– Entre dois e três anos, limitar a no máximo meia hora o tempo diário de tela. Para os maiores, limitar a duas horas diárias. Wolf acha que não adianta proibir totalmente as telas, porque isso só causará mais obsessão por elas. O jeito é buscar equilíbrio;

– Sobretudo entre 2 e 5 anos de idade, cercar as crianças de lápis coloridos, livros, números e música, que estimulem a criatividade e a exploração física do meio. O aprendizado de música e de esportes também ajuda a ensinar disciplina e recompensas de longo prazo;

Por fim, ela lembra que muitas crianças conseguem manter a conexão com os livros mesmo acessando tablets e celulares com moderação. “O importante é estimular a formação de uma mente curiosa”, escreve ela. “A formação cuidadosa do raciocínio crítico é a melhor maneira de vacinar a próxima geração contra a informação manipuladora e superficial, seja em texto (de papel) ou em telas.”

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Go to Top